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Segunda, 01 Agosto 2011 21:45

Coletivo Lugar Comum promove encontro artístico na Quarta Bela do Espaço MUDA

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O Coletivo Lugar Comum apresenta um encontro de solos, nesta quarta-feira, 3 de agosto, no Espaço MUDA, no Recife, a partir das 20h, dentro da programação do Quarta Bela. Dança, música, iluminação, performance, a ideia é mergulhar em vários ambientes do espaço cultural, na Rua do Lima, entrelaçando as propostas artísticas de algumas das integrantes do Coletivo com o público presente.

A noite terá a apresentação das bailarinas Liana Gesteira, com o trabalho Topografias do Feminino; Maria Agrelli, com Pé de Saudade e Silvia Góes, com a performance OSSevaO.  Luciana Raposo será responsável pela iluminação das três performances. Haverá ainda um momento especial na programação com a participação da Cia. Etc., com o solo ROX, XOX, FOX, do coreógrafo José W. Júnior, também interpretado por Liana Gesteira e com música ao vivo executada por Marcelo Sena.

Coletivo Lugar Comum

O Coletivo Lugar Comum (PE) atua desde agosto de 2007, reunindo artistas de diferentes linguagens do Recife (dança, teatro, música, artes visuais, literatura). Inquietos com as dificuldades da produção em arte e suas necessidades de criação, aperfeiçoamento, troca com a sociedade, o grupo resolveu criar o Coletivo Lugar Comum. Hoje a iniciativa agrega 13 artistas, que se revezam, dando aulas uns para os outros, colaborando nas criações, na produção de projetos, na discussão de textos, entre outras atividades artístico-culturais.

Topografias do Feminino

Sinopse - A performance, criada pela bailarina Liana Gesteira em 2011, é uma investigação sobre gênero e identidade, que traz a tona uma reflexão da relação da mulher com o seu próprio corpo.

O corpo feminino como um território saturado de significados, sensações e simbologias. Um território habitado por heranças e narrativas. Uma topografia constituída com vulcões em estado de erupção, e também por espaços inabitados como um deserto. Um território que ecoa o som mais profundo de um abismo, ou a melodia mais singela de um riacho driblando as pedras em seu caminho. Constituído de carne e devires é o corpo-território feminino.

Pé de Saudade

Sinopse - Performance criada pela bailarina Maria Agrelli, que compartilha com o público a sensação da saudade, a memória que vira parte inextricável do próprio corpo. Um corpo-poesia, usando como metáfora uma árvore que deixa escorrer, doer, cair, respirar, em suas folhas-troncos-raízes, o movimento da vida. Deixar ir, desapegar, repartir, ficando enraizada a saudade, ela mesma o sentido de tudo. Um pé de saudade roxa se revelando aos poucos também dentro dos corpos que a tocam no caminho.

OSSevaO

Sinopse - Como libertar nosso corpo-palavra? Poetizar os sons, lapidar as letras até a rima primeira, indizível? Encontrar em meio aos garranchos acumulados no tempo aquele primeiro nome escrito antes da vida? Como reescrever outros textos livres nesse corpo já desertado, esvaziado, roubado de sua alma, desnudando sua densidade, textura, viscosidade, chegando ao outro como ele mesmo, arquétipo coletivo, totalmente despido e onde tudo cabe mais uma vez, exalando palavras invisíveis sem língua, liberando forças inconscientes que circulam à flor da pele? A performance proposta pela bailarina Silvia Góes é uma busca, um corpo que procura o seu avesso, proporcionando novas descobertas a cada contato, a cada encontro... Corpo não-eu, corpo tu, corpo nós, corpo sermos e não-sermos, gerundiando a lida.

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