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Sábado, 02 Fevereiro 2013 04:09

“Uma criança que não lê está perdendo uma experiência inesquecível”

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Por Luana Costa, do Blog da Educação

“Uma criança que não lê está perdendo uma experiência inesquecível”, aponta o jornalista e cartunista Mauricio de Sousa. Desde pequeno, seus pais lhe entregavam gibis para que aprendesse a ler com mais facilidade. A estratégia deu tão certo que, hoje, Sousa é criador de mais de 15 quadrinhos, sendo Turma da Mônica a sua obra de maior prestígio – traduzida para 14 idiomas e distribuída em 40 países –, além de ser membro da Academia Paulista de Letras -APL. 

Para o cartunista, a leitura é a melhor forma de exercitar a criação, sendo a chave para o processo de alfabetização. “Ler livros é importante, mas acredito que as histórias em quadrinhos são, hoje, o maior ponto de partida para que alguém ainda se interesse pela leitura. Trabalhar a memória visual juntamente com a leitura é importante para desenvolver o processo criativo em uma criança que está começando a se alfabetizar”, disse.

No Dia Nacional da História em Quadrinhos, o Blog Educação entrevistou o cartunista. Confira!   Blog da Educação – Quais habilidades a história em quadrinhos pode trazer para quem está na primeira infância?

Maurício de Sousa – Em primeiro lugar, o divertimento por meio da leitura, que é a melhor forma de exercitar a criação. É uma ação participativa e educativa. Uma criança que não lê está perdendo uma experiência inesquecível.

Blog da Educação – O contato com os quadrinhos é importante para o processo de alfabetização?

M. S. – Aprendi a ler com os quadrinhos. Meus pais sempre traziam gibis. Depois, foi natural me interessar também por livros. Fui um leitor compulsivo e cheguei a ler um livro por dia nessa fase. A Turma da Mônica leva o leitor a uma identificação com os temas, além de ter a linguagem do humor, que é universal. Tanto, que publicamos na China as mesmas historinhas que publicamos por aqui, no Brasil.

Blog da Educação – A Turma da Mônica é muito utilizada pelos professores durante o processo de alfabetização. Você esperava este resultado?

M. S. – Fico orgulhoso de encontrar, a todo momento, pessoas que dizem que aprenderam a ler com a Turma da Mônica e que, hoje, estão comprando a revista para os filhos, que também começam a se interessar pela leitura pelos quadrinhos. Atualmente, os gibis são o maior ponto de partida para que alguém se interesse pela leitura. Isso é o mais importante.

Blog da Educação – Na sua opinião, qual a melhor forma de explorar os quadrinhos em sala de aula?

M. S. – O lúdico sempre foi fonte de interesse da criança e a linguagem dos quadrinhos é especial nesse caso, porque trabalha a memória visual juntamente com a de leitura. O resultado é alguém interessado em ler, apesar dos programas de TV, dos videogames, da internet e de outras diversões modernas que tiram o tempo de leitura. Sobre a utilização em sala de aula, muitos professores contam que fazem exercícios de Português, nos quais as crianças colocam seus próprios textos nos balões. Isso ajuda na criatividade, no desenvolvimento de histórias e na prática da língua a partir do diálogo. Os quadrinhos podem ser utilizados como ferramenta de ensino pelos educadores.

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