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Segunda, 17 Junho 2013 19:17

Ampliar a coleta seletiva é primeiro passo para aumentar a eficiência da reciclagem no país

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Ampliar a coleta seletiva é um primeiro passo para aumentar a eficiência da reciclagem no país, mas depende também da separação e do encaminhamento corretos dos resíduos. E essa bola é sua! Onde você jogaria embalagens de salgadinhos, objetos de acrílico, escovas de dentes e frascos de esmalte e de tintura para cabelos?

Se colocou todos literalmente no mesmo saco, está cometendo erros de descarte que podem causar prejuízos ambientais, ou então, contaminar resíduos recicláveis de um modo que inviabiliza seu aproveitamento.

O alerta é do engenheiro Edson Stek, diretor de Operações da Loga — Logística Ambiental São Paulo, empresa que responde pela coleta de resíduos domiciliares nas zonas Norte, Oeste e Centro, da capital paulista. “A maioria das pessoas entende a importância da reciclagem em um mundo de recursos naturais cada vez mais escassos e quer colaborar com a coleta seletiva. Mas precisamos mostrar o jeito certo de fazer”, afirma ele. Tire suas dúvidas:

Separação na medida

É desnecessário separar os resíduos de acordo com cada tipo. Atualmente, basta descartá-los em dois grupos: os secos (que são os recicláveis) e os orgânicos ou úmidos (não recicláveis) . Restos de alimentos, madeira, cigarro e outros materiais que causam mau cheiro, desenvolvem bactérias e fungos ou atraem ratos e insetos, devem ser descartados no lixo comum.

É só enxaguar  

Os materiais coletados para reciclagem são lavados durante o processo. Mas dar uma enxaguada neles em casa para eliminar excesso de resíduos evita o mau cheiro e o aparecimento de insetos, além de facilitar o armazenamento e evitar a contaminação de outros recicláveis. Garrafas, caixas longa vida e embalagens que não tiveram contato com alimentos gordurosos podem ser lavados apenas com água. Já as utilizadas para transportar alimentos devem ser lavadas com detergente.

Casos especiais

Certos materiais, como embalagens de salgadinho, frascos de esmalte, potes de margarina, frascos de tintura de cabelos não devem ir para a coleta seletiva, mas também não precisam acabar no aterro. Há empresas que recebem especificamente esses materiais que exigem cuidados ou processos especiais para reaproveitamento. Um exemplo é a TerraCycle, que estimula a formação de ˜brigadas de coleta” e cria a partir de diferentes resíduos produtos, como bolsas, guarda-chuvas, jogos americanos, porta-lápis etc. O envio, a partir de determinada quantidade, pode ser feito pelos Correios com selo emitido pelo próprio site da empresa (terracycle.com.br).

Esse é o princípio de uma alternativa que especialistas como Clóvis Benvenuto, diretor da Associação Brasileira de Resíduos Sólidos e Limpeza Pública (ABLP), consideram fundamental para fechar o ciclo da reciclagem e garantir destinação ambientalmente correta para os resíduos: a logística reversa. “Ela se baseia no conceito de que consumidores e fabricantes precisam compartilhar a responsabilidade sobre os materiais recicláveis que utilizam. Aos primeiros, cabe fazer o descarte correto e, aos fabricantes, viabilizar sua captação e reutilização, seja como parte de um novo produto ou como insumo para uma terceira empresa”, diz Benvenuto. Pneus, pilhas, baterias, eletroeletrônicos, lâmpadas fluorescentes e agrotóxicos entrariam nesse grupo.

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