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Sexta, 27 Setembro 2013 14:02

Dia Mundial do Coração - Cinco coisas importantes para saber sobre a insuficiência cardíaca

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Com a aproximação do Dia Mundial do Coração – celebrado em 29 de setembro – especialistas lembram que é preciso reforçar a importância dos cuidados com a saúde cardíaca. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que em todo o mundo, mais de 80% das mortes causadas por doenças cardiovasculares ocorrem em países pobres ou em desenvolvimento e, até 2030, mais de 23 milhões de pessoas morrerão anualmente em decorrência desse tipo de enfermidade.

Ainda segundo o órgão, no Brasil, as doenças cardiovasculares são a principal causa de mortes todos os anos. Entre os males que fazem parte dessa categoria, a insuficiência cardíaca se destaca como um dos mais debilitantes e fatais. O tratamento desse problema passa pelo uso de medicamentos, cirurgias e o uso de dispositivos de estimulação cardíaca.

A seguir, saiba quais são os cinco fatos mais relevantes a se saber quando o assunto é a insuficiência cardíaca:

1 – A insuficiência cardíaca e outras doenças cardiovasculares são mais comuns do que se imagina.

No Brasil, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças cardiovasculares (DCV) são responsáveis por 33% das mortes registradas no país a cada ano. Entre os óbitos ocorridos por causa de uma DCV, 9% são atribuídos à insuficiência cardíaca2. A insuficiência cardíaca ocorre quando o coração não consegue bombear sangue suficiente para atender às demandas do corpo. Isso resulta no acúmulo de líquidos em todo o organismo, o que pode levar à falta de ar, inchaço e alterações do ritmo cardíaco. Um estudo publicado no periódico científico The Lancet3 apontou que a taxa de mortalidade por DCV no Brasil está entre as mais altas da América do Sul, ficando em 286 pessoas para cada 100.000 habitantes. Nos Estados Unidos, essa taxa é de 179 para cada 100.000 habitantes.

2 – Existem diversos tipos de tratamentos disponíveis para os pacientes com insuficiência cardíaca, incluindo inovações recentes.

A insuficiência cardíaca é tratada em primeiro lugar com mudanças no estilo de vida e uma combinação de medicamentos, os quais tendem a ser mais eficazes quando a doença está nas suas fases iniciais. Quando esses tratamentos deixam de apresentar resultados eficazes, são necessários outros procedimentos, que variam de minimamente invasivos até a cirurgia altamente invasiva. Uma opção de tratamento comum é a terapia de ressincronização cardíaca (CRT), a qual pode incluir dispositivos como marcapassos ou desfibriladores cardioversores implantáveis (CRT-D), que regularizam o ritmo do coração e podem proporcionar um estímulo pontual para salvar um paciente que apresente falha grave nos batimentos cardíacos e que poderia entrar em risco de morte súbita.

 

3 – A insuficiência cardíaca pode ter diversas causas e pode ser que você não tenha responsabilidade sobre elas.

A insuficiência cardíaca tem muitas causas associadas. Em cerca de 50% dos casos, a insuficiência cardíaca é causada por doença arterial coronariana. Outra causa comum é a hipertensão arterial, em que um aumento da pressão sanguínea sobrecarrega o coração. Outras causas incluem: arritmias cardíacas persistentes (como a fibrilação atrial), doença valvular cardíaca, cardiomiopatia (doença do músculo cardíaco não relacionado com doença arterial coronariana), doença cardíaca congênita, diabetes e infecções do coração.

Nesse sentido, avaliações periódicas de rotina podem identificar portadores de doenças como acima relacionadas, cuja evolução pode ser interrompida ou retardada por meio de terapêutica específica. Com base em estudos epidemiológicos, a hipertensão arterial aumenta em duas a três vezes o risco de desenvolver insuficiência cardíaca e o seu tratamento previne este desfecho4. O estudo 4S (The Scandinavian Simvastatin Survival Study) demonstrou claramente os benefícios da terapia com redutores do colesterol em pacientes com história de doença arterial coronariana, reduzindo a ocorrência de novos episódios de infarto (ataque cardíaco) e angina (dor no peito), assim como da mortalidade em cerca de 30%5.

4 – Insuficiência cardíaca é diferente de ataque cardíaco.

Um ataque cardíaco é caracterizado pela má circulação do sangue no coração, sendo causado quando uma ou mais das artérias estão bloqueadas. Sendo assim, o oxigênio no sangue não pode chegar ao músculo cardíaco, causando danos ao coração. Já a insuficiência cardíaca é uma doença grave, na qual o coração não bombeia sangue para todo o corpo de forma eficiente. Trata-se de uma enfermidade progressiva, ao invés de um acontecimento súbito, e pode resultar na incapacidade do coração de bombear sangue suficiente para satisfazer as demandas do organismo. Isso pode causar o acúmulo de fluidos em todo o corpo, levando a sintomas como falta de ar, inchaço e alterações do ritmo cardíaco.

Tanto a insuficiência cardíaca quanto o ataque cardíaco são doenças cardiovasculares e correspondem a algumas das causas mais comuns de morte no Brasil.

5 – A insuficiência cardíaca é uma doença muito cara e onerosa.

A insuficiência cardíaca é uma doença cara e onerosa não apenas no Brasil, mas em todo o mundo. Seu maior peso se deve aos gastos com as internações frequentes dos pacientes. Cerca de 75% dos custos de tratamento para a insuficiência cardíaca estão associados com as internações hospitalares, o tratamento hospitalar e a assistência ao paciente em casas de repouso. Qualquer tratamento que reduza hospitalizações por insuficiência cardíaca representa um ganho na equação de custo e benefício tanto para o paciente, quanto para os sistemas de saúde.

 

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