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Segunda, 09 Junho 2014 19:00

Galeria móvel leva Exposição Pernambuco: Cultura, História e Mar a Boa Viagem e Recife Antigo durante a Copa

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Taíza Brito

Quem estiver tiver a oportunidade de passar pelo Parque Dona Lindu, a praia de Boa Viagem ou no Recife Antigo entre os dias 12 e 30 de junho, no Recife, irá se deparar com uma galeria móvel, na qual estarão à mostra, impressas em telas, as fotografias que compõem a Exposição Pernambuco: Cultura, História e Mar. Assinadas pelo fotógrafo Miguel Igreja, as imagens que retratam a beleza do Estado e a da gente da terra serão transportadas em bicicletas, dando oportunidade a que um número maior de pessoas tenham acesso à mostra.

A exposição no Recife é a primeira etapa do projeto, que conta com incentivo do Funcultura, e terá mais duas edições, uma em Olinda, em julho, e outra em Fernando de Noronha, no mês de setembro. Haverá também a edição de um catálogo com as imagens, que terá parte dos exemplares distribuídos em bibliotecas públicas do Estado.

Na etapa recifense, que tem início na manhã da próxima quinta-feira, 12,  a exposição circulará de segunda a sábado no Parque Dona Lindu e no calçadão de Boa Viagem,  e aos domingos no Recife Antigo.

A exposição, inspirada em princípios da Carta da Terra, foi concebida para a RIO+20, em junho 2012 e lá foi executada com muito sucesso. Transportadas em bicicletas, as telas, em formato de banners, serão substituídas por outras, com novas imagens, no décimo dia do evento.

"A praia e as ruas são espaços democráticos e o período da Copa do Mundo é mais uma oportunidade de compartilhar imagens do nosso rico patrimônio natural, cultural e histórico com pessoas do mundo inteiro", destaca Miguel Igreja, que recebeu reconhecimento da Carta da Terra, em seu site mundial, pela idealização da galeria móvel.

O reconhecimento se deve ao fato de no projeto serem trabalhados os conceitos de sustentabilidade através da arte, da estética, da cultura e da história do povo pernambucano, inspirados nos valores que regem a Carta da Terra. "O documento serve como referência para mobilizar ações de preservação ambiental e promoção do desenvolvimento sustentável. E no nosso projeto a imagem é veiculada como ferramenta de preservação", explica o fotógrafo.

A primeira versão da exposição, financiada com recursos do próprio autor, fez grande sucesso durante a Conferência Mundial para Sustentabilidade, Rio+20, em junho de 2012, no Rio de Janeiro. "Numa ação inédita, totalmente sustentável, que encantou milhares de pessoas que frequentaram a Cúpula dos Povos e as praias do Leme e Copacabana, a experiência culminou numa aprendizagem coletiva com estímulo ao uso de mídias sustentáveis e novas tecnologias para o fomento da arte e da educação ambiental como meios que levam a transformação", conta Miguel Igreja.

Além da RIO+20, a exposição fez sucesso na 65ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, em julho de 2013. O fotógrafo também levou o projeto para a Fliporto 2012, em Olinda, com a exposição da Galeria Móvel Sustentável na EcoFliporto, na Praça do Carmo, onde acontece a festa literária. Desde a Rio+20, um catálogo vem sendo compartilhado, via QR Code, evitando o uso de papel.

O projeto mantém uma parceria solidária com o Projeto Luz no Empreendedorismo, da Celpe, para reutilização dos banners por parte das artesãs que transformam o material em pufs, jogos americanos, bolsas, porta moedas, cortinas, entre outras peças.

CARTA DA TERRA

A Carta da Terra é uma declaração de princípios éticos fundamentais para a construção, no século 21, de uma sociedade global justa, sustentável e pacífica.  Busca inspirar todos os povos a um novo sentido de interdependência global e responsabilidade compartilhada voltado para o bem-estar de toda a família humana, da grande comunidade da vida e das futuras gerações. É uma visão de esperança e um chamado à ação. A Carta da Terra se preocupa com a transição para maneiras sustentáveis de vida e desenvolvimento humano sustentável. Integridade ecológica é um tema maior. Entretanto, a Carta da Terra reconhece que os objetivos de proteção ecológica, erradicação da pobreza, desenvolvimento econômico equitativo, respeito aos direitos humanos, democracia e paz são interdependentes e indivisíveis. Consequentemente oferece um novo marco, inclusivo e integralmente ético para guiar a transição para um futuro sustentável. A Carta da Terra é resultado de uma década de diálogo intercultural, em torno de objetivos comuns e valores compartilhados. O projeto da Carta da Terra começou como uma iniciativa das Nações Unidas, mas se desenvolveu e finalizou como uma iniciativa global da sociedade civil. Em 2000 a Comissão da Carta da Terra, uma entidade internacional independente, concluiu e divulgou o documento como a carta dos povos.

Última modificação em Segunda, 09 Junho 2014 19:26

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