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Sábado, 01 Maio 2010 18:11

Corrida para onde? Segunda-feira

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Neste 1º de maio, dia do Trabalho, poderíamos publicar um texto exaltando o trabalho e o trabalhador, divulgando programações festivas, mas resolvemos fazer diferente. Navegando pela página do Mercado Ético (www.mercadoetico.org.br) encontramos publicado um texto de Eduardo Shor, da Página 22, que serve de reflexão para muito de nós. Ele fala da rotina atribulada de trabalho, que faz com que a gente, muitas vezes, esqueça de compromissos com a família, com nós mesmos, e com quem deveríamos prestar um pouco mais de atenção. Shor pontua o texto com reflexões pontuadas entre segunda e sexta-feira. Vale a pena conferir o texto, intitulado: “Corrida para onde?”.

Por Eduardo Shor, da Página 22

Segunda-feira, às 9 da manhã, no escritório. Você torce para os cinco dias seguintes passarem voando, até que possa respirar sábado e domingo. Olha o calendário. Às vezes, olhar o calendário é calcular. Durante o ano, são 52 semanas, menos as quatro de férias. O resultado final é um indivíduo 48 semanas apressado. Cada tarefa riscada na agenda significa o surgimento súbito e inexplicável de outras duas, três, quatro. O monitor do computador está lotado de post-its amarelos. A sua testa franzida estaria livre para colar mais um, não fosse ali já anunciado pelas rugas: ocupado. Quem dá conta?

As crianças cresceram logo, parece que os Beatles lançaram o primeiro álbum há 15 dias e você se lembra do impeachment do ex-presidente Fernando Collor como se fosse ontem. Além disso, chega dezembro e comenta com o pessoal: “Nossa, mas o ano passou tão rápido”. Também, pudera. São 240 dias querendo que a vida corra*, contra 96, a todo custo, tentando pisar no freio; aproveitar, enfim, a tranquilidade.

*Há também o caso dos autônomos, que apostam uma corrida contra o relógio, a fim de conseguirem entregar o produto ou o serviço a tempo. O trabalho engole sábados, domingos, feriados. Férias? Que férias?

Nas pouco mais de duas centenas de dias chamados úteis, em boa parte das horas, a última coisa que você fez foi algo que, de fato, desejaria fazer. Não ofereceu a atenção que os amigos e a família mereciam. No mais, realizou tarefas um tanto estressantes que nem sempre contribuíram para a qualidade de vida ou o bem-estar.

Última modificação em Sábado, 01 Maio 2010 18:18

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