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Segunda, 01 Março 2010 17:52

Projeto Console quer acabar com fome da alma em Manari

Escrito por  Taiza Brito
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Por Taíza Brito

O que pode ser entendido como fome da alma? Para a dona de casa recifense Ana Cristina Albuquerque Mesquita, de 36 anos, fome da alma é o que sentem os moradores de Sítio Baixo e Cercadinho, no município de Manari, a 402 quilômetros da capital pernambucana.

“Fome da alma é quando o ser humano necessita de condições de dignidade. Isso significa o desejo de ter o mínimo, que para mim é moradia, educação, saúde, acesso a água, oportunidade de trabalho”, diz ao contar sobre a dura realidade que conheceu no final do ano de 2008, quando foi a Manari, com um grupo de voluntários, levar 15 toneladas de alimentos que havia arrecadado em campanha para minimizar a fome daquelas pessoas.

Ana Cristina foi sensiblizada a sair de seu “mundinho” após ver uma reportagem que tratava sobre a fome e mostrava, entre outras histórias, a de crianças e suas fammílias que estavam em estado de saúde deplorável por conta de não terem o que comer.

“Quando acabei de ler a matéria decidi que não podia ficar inerte diante daquele quadro”, conta. Foi assim que nasceu o Projeto Console, que inicialmente objetivou promover campanhas para arrecadar donativos, brinquedos e roupas para doar às pessoas retratadas na matéria.

Contudo, depois de levar por três ocasiões os donativos para Sítio Baixo e Cercadinho – em dezembro de 2008, maio e dezembro de 2009 – Ana Cristina e o grupo de pessoas que formam o Console perceberam que levar alimentos àquelas pessoas não bastava.

“Comida acaba e só estávamos acabando momentaneamente com a fome deles. E mesmo assim só com a fome do organismo. E eles tem uma fome maior, que é a de viver com dignidade, sustentabilidade e não ficar permanentemente precisando de donativos”, explica Ana Crsitina.

Assim, a dona de casa resolveu criar a ONG Console, em parceria com o grupo que conheceu no início do Projeto, formado por engenheiros, advogados, arquitetos, publicitários, assistentes sociais e empresários imbuídos do mesmo propósito de praticar solidariedade.

“Foi aí que surgiu a idéia de fazer uma campanha para construir casas, com cisternas, para as famílias das duas localidades”, conta. Só que o grupo está tendo dificuldade de conseguir apoio financeiro para a nova empreitada. Ana Cristina acredita que tendo moradia de verdade e possibilidade de armazenar água da chuva aquelas famílias poderão produzir o que comer e melhoria nas condições de saúde.

Ela também sonha que tais famílias venham a ter acesso a serviços de saúde, educação e oportunidade de trabalho.

Por isso a equipe do Viva Pernambuco solidariza-se com o propósito da ONG Console e propõe-se a dar visibilidade a suas ações, como forma de sensibilizar outras pessoas e ajudár os membros da organização nesta nova fase da campanha em prol das famílias de Sítio Baixo e Cercadinho.

Até agora a ONG tem o cadastro de 100 famílias das duas localidades e estuda que tipo de material seria melhor para construir as moradias. “Já recebemos uma doação do Rotary Boa Vista, mas estimamos que o arrecadado dê apenas para uma casa. Precisamos de mais gente engajada no projeto”, revela ao convocar a sociedade pernambucana a colaborar com a iniciativa.

Serviço:

Projeto Console

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Última modificação em Terça, 02 Março 2010 14:47

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