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Terça, 02 Março 2010 15:36

Na Fazenda, a Esperança é nome que se transforma em realidade

Escrito por  Taiza Brito
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logofazendaO lema acima é usado nos informativos da Fazenda da Esperança, entidade filantrópica composta por leigos consagrados, religiosos e voluntários que trabalham na recuperação de dependentes químicos.

Presente em quase todos os Estados brasileiros, a Fazenda Esperança – que em Pernambuco tem duas unidades em Garanhuns e uma Caruaru e mais de 50 unidades em 10 países – realiza um trabalho extraordinário.

Os familiares dos jovens recuperados a cada ano que o digam. A situação daqueles que têm um parente viciado em drogas ou álcool é terrificante. Pois além do drama de testemunhar um ser humano se autodestruir, dar fim a bens e objetos pessoais em troca de bebidas e drogas, ainda vive-se com a cruel expectativa de que aquele parente venha a ser morto pelos traficantes que alimentam seu vício. 

Além disso, não é fácil convencer um dependente de que a droga e o álcool fazem mal ao seu organismo, à sua atividade mental, à sua vida social e familiar, a ele próprio e de que precisa de tratamento.

E mesmo com experiências como o da Fazenda Esperança, ainda há muitas cidades no país descobertas de serviços desta natureza, sem falar daquelas famílias simplesmente não têm dinheiro buscar para este tipo de ajuda.

Chegar a uma das unidades da Fazenda da Esperança para ingressar um parente que vivencia o inferno das drogas/álcool realmente dá esperança. Pois ali abre-se uma porta para o retorno à vida.

A Fazenda Esperança acolhe pessoas com idade entre 15 e 45 anos e lhes propiciam moradia, alimentação e outras necessidades básicas.

Para ser acolhido o dependente químico precisa desejar e manifestar a vontade de ter uma vida livre das drogas e do álcool, pedindo uma segunda chance via carta escrita de próprio punho. Isso é necessário porque o tratamento tem que ser feito de espontânea vontade e os internos não ficam em locais fechados por muros ou portões.

Ao ser aceito, é preciso passar por uma bateria de exames clínicos e passar pela avaliação de um psiquiatra. Como as unidades se auto-sustentam é solicitado uma doação de três salários mínimos na entrada e o pagamento mensal de um salário mínimo, que passa a ser trocado por uma cesta de produtos produzidos pelo próprio recuperando, que é vendida pela família para ser revertida na mensalidade seguinte.

O tratamento dura 12 meses e pais e irmãos são acompanhados e frequentam reuniões separadas do interno antes do primeiro encontro com o mesmo no terceiro mês da recuperação.

Cada fazenda tenha uma diversidade de produção. Em Pernambuco são biscoitos caseiros, doces, produtos de limpeza e mudas na unidade masculina e bijuterias e produtos artesanais na feminina.

O trabalho da Fazenda Esperança já tem 25 anos e mais de 10 mil vidas de jovens e adultos recuperadas.

 

Serviço:

 www.fazenda.org.br

 

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