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Segunda, 27 Setembro 2010 15:04

Veja como fazer saquinho de jornal para o lixo

lixo_materiaDo Instituto Akatu

Saco é um saco, não é mesmo? Mas como armazenar e tirar o lixo de casa sem a sacolinha plástica do supermercado, da padaria ou da farmácia? Uma saída é usar um único saco na semana em uma lixeira grande, de preferência de plástico reciclado, no qual vai-se acumulando o lixo doméstico, que pode ser recolhido nos diversos lixinhos da casa (cozinha, banheiros…) em embalagens que se decompõem mais rápido que o plástico, tais como papelão ou papel jornal.

O consumidor consciente busca evitar o lixinho-dentro-do-plastiquinho-que-vai-para-a-sacolinha-dentro-de-outra-sacolilnha-maior-jogada-com-outras-sacolinhas-dentro-do-saco-preto-grande. Por que não jogar tudo direto no saco preto e evitar essa cadeias de sacolinhas dentro de sacolinhas? Cada brasileiro consome em média 800 saquinhos plástico por ano ou quase 153 bilhões de sacolinhas no país inteiro. Se fosse um pedaço único de plástico, daria para cobrir todo o Estado do Rio de Janeiro ou mais da metade de Santa Catarina.

O plástico é feito de petróleo, portanto aumenta o aquecimento global, leva centenas de anos para se degradar na natureza e, descartado errado, vai entupir bueiros e tubulações de esgoto provocando enchentes. No lixão ou aterro sanitário, por impedir a circulação de gases, também atrapalha a degradação de outros materiais.

Um boa dica é recolher os pequenos lixinhos da casa em sacolinhas de jornal. Você aproveita para reciclar o jornal velho e ainda reduz o uso do plástico. Veja como fazer. O passo-a-passo dessa dobradura circula pela internet e o Akatu recebeu por email de um consumidor consciente, passe adiante.

lixo11) Você pode usar uma, duas ou até três folhas de jornal juntas, para que o saquinho fique mais resistente. Começa com um quadrado, então faça uma dobra para marcar, no sentido vertical, a metade da página da direita e dobre a beirada dessa página para dentro até a marca. Você terá dobrado uma aba equivalente a um quarto da página da direita, e assim terá um quadrado.

lixo22) Dobre a ponta inferior direita sobre a ponta superior esquerda, formando um triângulo, e mantenha sua base para baixo.

lixo33) Dobre a ponta inferior direita do triângulo até a lateral esquerda.

lixo44) Vire a dobradura “de barriga para baixo”, escondendo a aba que você acabou de dobrar.

lixo55) Novamente dobre a ponta da direita até a lateral esquerda e você terá a seguinte figura:

lixo66) Para fazer a boca do saquinho, pegue uma parte da ponta de cima do jornal e enfie para dentro da aba que você dobrou por último, fazendo-a desaparecer lá dentro.

lixo77) Sobrará a ponta de cima que deve ser enfiada dentro da aba do outro lado, então vire a dobradura para o outro lado e repita a operação.

lixo88) Se tudo deu certo, essa é a cara final da dobradura:

lixo99) Abrindo a parte de cima, eis o saquinho!

lixo1010) É só encaixar dentro do seu cestinho e substituir o saco plástico.

Que tal?

lixo11Pode parecer complicado vendo as fotos e lendo as instruções, mas faça uma vez seguindo o passo a passo e você vai ver que depois de fazer um ou dois você pega o jeito e a coisa fica muito muito simples. Daí é só deixar vários preparados depois de ler o jornal de domingo!

 

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swuCampanha de mobilização para ações mais sustentáveis usa redes sociais para compartilhar dicas e estimular práticas de consumo consciente e preservação ambiental

Por Rogério Ferro, do Instituto Akatu

Este ano, o SWU Music and Arts Festival – movimento que organiza festivais de música e arte – tem uma novidade: a campanha “SWU - Começa com Você”. Usando redes sociais como Facebock, Twitter e Orkut, a iniciativa convoca os internautas a publicar dicas de consumo consciente e sustentabilidade, compartilhando práticas favoráveis à sustentabilidade do planeta.

Segundo os organizadores, “o objetivo é coletar cada vez mais parceiros e formar um grande movimento mundial em prol da sustentabilidade”. Em 10 dias, a campanha já conta com mais de 40 dicas, seguidas por mais de 200 pessoas.

Para participar, basta se conectar pelo site à sua conta de Facebook, Google, Yahoo ou Twitter e enviar uma dica por mensagem. O texto ficará disponível para que outras pessoas o visualizem.

Se animou? Clique aqui e participe. Mas atenção: não basta apenas postar suas dicas e ler a dos outros internautas. É preciso se comprometer a praticar as ações que estiverem ao seu alcance. Por outro lado, os que gostarem das suas ideias se comprometem a adotá-las em seu dia a dia.

O sistema funciona como no Facebook, quanto mais pessoas gostarem da sua dica mais ela ganha destaque.

Se você quer participar e está sem ideias, o Instituto Akatu dá uma mão listando algumas ações para você começar a praticar e compartilhar com internautas de todo o mundo:

- Dicas para o consumo consciente de água

- Dicas para o consumo consciente de alimentos

- Dicas para o consumo consciente de energia

- Dicas para gestão sustentável de resíduos

- Dicas para o consumo consciente do transporte

- Dicas para combater as mudanças climáticas

- Dicas para gestão sustentável do lixo eletrônico

Publicado em Blog

sustentabilidade22222Por Rafael Carneiro da Cunha, do Aprendiz

Apenas 4% dos consumidores brasileiros praticam o chamado consumo consciente – modo que extrapola o atendimento de necessidades individuais, levando em conta os reflexos do consumo na sociedade, economia e meio ambiente.

O dado é de uma pesquisa da Cetelem, empresa do setor financeiro, que aplicou a metodologia Teste de Consumo Consciente (TCC) criada pelo Instituto Akatu – que atua com foco na mudança de comportamento do consumidor. O teste considera o cumprimento de 13 comportamentos simples, como apagar as luzes ao sair de um local ou fechar a torneira ao escovar os dentes; quanto mais desses hábitos são seguidos, maior o nível de comprometimento do consumidor. A pesquisa foi realizada entre janeiro e abril de 2010.

Ao todo, 65% dos entrevistados são enquadrados como “iniciantes” – adotam entre três e sete desses comportamentos sustentáveis. Por outro lado, 11% são “indiferentes” sobre o impacto de seu comportamento de consumo em relação ao meio ambiente, praticando, no máximo, dois hábitos sustentáveis. A parcela consciente da população (4%), segundo a pesquisa, adota de 11 a 13 comportamentos.

“São pequenas atitudes, como saber utilizar a energia conscientemente. Desse modo, podemos melhorar o fato de consumirmos 40% a mais do que o planeta permite. A nova geração já tem mais consciência, pois discute a sustentabilidade nas escolas”, avalia o coordenador de mobilização do Instituto Akatu, Ricado Oliani.

O estudo aponta que o nível de escolaridade está diretamente relacionado ao grau de comprometimento do consumidor; quanto mais instruídos, maior o nível de consciência. Já as mulheres são mais comprometidas do que os homens. Nos outros grupos de consumo, no entanto, não há diferença significante entre os gêneros.

O Nordeste e o Sul apresentam-se como os mais indiferentes, enquanto o Sudeste é o mais comprometido. Os iniciantes são, de certa forma, distribuídos uniformemente entre as Regiões. Entre os conscientes, 94% vão aumentar as economias nos próximos 12 meses, percentual que diminui conforme os grupos de consumo, chegando a 70% entre os indiferentes.

A grande quantidade de lixo produzido no Brasil e a pequena quantidade de resíduos reciclados no país indicam quanto os dados da pesquisa preocupam. Segundo uma pesquisa realizada em 2009 pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (ABRELPE), a geração de lixo atual é de 1,152 kg por habitante por dia no Brasil, padrão próximo aos dos países da União Europeia, cuja média é de 1,2 kg por habitante por dia.

Ao mesmo tempo, um estudo realizado em 2009 pelo Instituto Ethos apontou que enquanto o Brasil recicla menos de 5% do lixo urbano, nos Estados Unidos o índice é de 40%.

Para o coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Gilmar Mauro, o problema é a adaptação da sociedade e sim o modelo econômico em que ela está inserida. “Não adianta idealizar uma vida sustentável para todos porque este sempre irá esbarrar no capitalismo com sua propaganda que incentiva o consumismo. O incentivo ao consumo consciente é importante para conscientizar a população, mas isso não vai resolver o problema”, afirma.

Publicado em Viva Brasil

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