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1282784716961_fInauguração contará com apresentação aberta ao público da Orquestra do Movimento Pró-Criança

O Espaço Cultural Maria Helena Marinho/Movimento Pró-Criança, no Recife Antigo, inaugura nesta terça (24), às 10h, a Sala de Música Sebastião Barreto Campello, com 70 lugares e equipamento completo de áudio e vídeo. A festa contará com a apresentação da Orquestra do Movimento Pró-Criança e será aberta ao público. No show a Orquestra fará uma retrospectiva de sua história. “Quando começamos a apostar na formação em música erudita tudo era mais difícil, os instrumentos são caros e no princípio eram apenas quatro violinos. A apresentação vai mostrar o percurso. As primeiras músicas executadas serão entoadas pelos violinos apenas. Depois entrou o violoncelo e então no show o maestro Crisóstomo Santos preparou algumas músicas com a formação violinos e violoncelo. Hoje temos uma orquestra completa e assim vai terminar também o show desta terça”, explica a gestora do Espaço Cultural, Rosa Campello.

A homenagem ao presidente do Movimento Pró-Criança, Sebastião Barreto Campello, que teve a sala de música batizada com o seu nome, é uma surpresa preparada pela equipe. A sala de música foi toda preparada com o apoio e patrocínio total do empresário Anchieta Macena, da BPM Serviços.

A Orquestra do Movimento Pró-Criança, aliás, começa a ganhar o mundo. Em 2011 eles receberam um convite para se apresentar na França este ano. “O pessoal de um festival em Toulouse entrou em contato, encantados com a mistura entre o erudito e o popular e a qualidade musical dos meninos. Hospedagem e alimentação estão garantidas lá. É um grande presente. Agora precisamos conseguir as passagens e já estamos na batalha em busca de apoio para realizar esse grande sonho”, diz Rosa Campello.

A Orquestra do Movimento Pró-Criança hoje está completa, depois dos novos instrumentos recebidos no último mês de abril de um grupo de estudantes holandeses alunos do saxofonista Fred Berkemeier, que também ficou sensibilizado com o trabalho em uma visita que fez ao Recife para apresentações por aqui. O grupo, que também acaba de gravar o primeiro CD e DVD (e espera patrocínio para a prensagem), foi criado a partir do esforço do maestro Crisóstomo Santos e do professor Márcio Pereira.

“Antes havia aulas de piano e violino, mas não tinha uma orquestra. As aulas de violino começaram a ficar complicadas e a direção estava pensando em parar. Então tivemos a ideia de formar a orquestra”, explica Márcio. Dos treze integrantes do começo, passou para 23, sendo 19 de cordas e quatro de percussão. “Eram quatro violinos, depois veio viola, violoncelo, novos violinos e agora tem até contrabaixo. A orquestra de cordas estava completa, mas faltavam ainda outros instrumentos de percussão para termos uma orquestra inteira. Com a iniciativa de Fred Berkemeier, só temos o que celebrar. A qualidade musical está cada vez mais impressionante”, comemora Crisóstomo.

Histórias emocionantes de jovens que vão mudando a vida se misturam com os passos da Orquestra Pró-Criança. A de Bernardo José, que mora com a mãe, o pai e sua irmã em Brasília Teimosa, é uma delas. Em janeiro de 2011 foi convidado pela Associação de Moreno e começou a dar aulas de violino para crianças da cidade todos os sábados pela manhã. Com o salário, está ajudando sua família, já comprou um computador e colocou internet em casa. Além das aulas em Moreno e das apresentações com o grupo do Pró-Criança, Bernardo formou um quarteto com três amigos e estão tocando em festas, casamentos e eventos. “Depois que a música entrou na minha vida, todo dia eu penso nela”, diz.

“Meu objetivo é dar aula, ser músico e continuar vivendo da música. Nunca mais eu deixo. A música representa para mim uma forma de esperança, um sonho possível”, emociona-se Fábio Eduardo, que completou 18 anos no dia 2 de fevereiro de 2011 e mora no Coque e no último mês de março, com as economias que tinha e a ajuda do tio, conseguiu comprar seu próprio contrabaixo. No mesmo mês foi aprovado no Conservatório Pernambucano para integrar a Orquestra Jovem. Fábio está dando aulas de musicalização infantil na escola municipal Novo Mangue. “Meu sonho é viajar o mundo fazendo música”, declara.

De alguma forma, o mundo ouviu os instrumentos desses meninos e se eles ainda não ganharam uma viagem para outro país para mostrar sua música, pelo menos o convite está feito. Agora é conseguir apoio para as passagens.

Tem ainda muitas outras histórias emocionantes para se contar dentro da orquestra. Como a de Estefanny Patrycia e de Moab da Silva Oris. Em comum ambos têm uma história de lutas por serem filhos de duas das tantas famílias pobres que vivem em Pernambuco. Ela mora no Alto da Bondade e ele na comunidade do Pilar. Mas tem mais, os dois, em momentos diferentes de suas vidas, se apaixonaram por um instrumento musical, o mesmo, o violino, e no ano passado comemoraram juntos uma grande conquista, Estefanny e Moab conseguiram comprar os próprios violinos no final de maio de 2010 e o sonho de se tornarem músicos ganhou mais força e tons novos, de início de realidade.

"Ter o seu instrumento para estudar quando se sente vontade faz a maior diferença no aprendizado”, diz o maestro Crisóstomo Santos, clarinetista da Banda Sinfônica do Recife e do grupo instrumental SaGRAMA e que coordena a Escola de Música de Afogados da Ingazeira e dirige a Orquestra Movimento Pró-Criança. “Quando comecei a tocar, meu pai era tecelão e não podia comprar um clarinete para mim. Foi o meu tio que me deu de presente um velhinho um dia e isso foi muito importante na minha formação”, completa.

Com um jeito tímido, mas acompanhado de um sorriso e de uma força que transborda pelos olhos quando começa a contar a sua história musical, Estefanny diz que viu a sua prima tocando violino uma vez e desde esse encontro nunca mais deixou de sonhar com o instrumento. Procurou o Movimento Pró-Criança já com o intuito de iniciar os estudos musicais, há pouco mais de quatro anos, e como na época a instituição só dispunha de quatro vagas para o curso de violino, que já estavam preenchidas, Estefanny teria que começar aprendendo piano. “Eu fiquei triste, chorei, mas comecei a estudar. Aí soube que tinha saído um dos alunos do violino e não deixei passar a oportunidade”, conta. A prima de Estefanny, Natalie, que morava no Alto do Céu, também começou a tocar em projetos sociais, hoje segue na carreira musical e está morando na Bahia.

Coincidências do destino, Natalie saiu do mesmo projeto social do atual professor de violino de Estefanny, Márcio Pereira. “Eu vejo os meninos da Orquestra do Pró-Criança com potencial e uma vontade imensa e isso é muito bom e estimulante para um professor. A música pode sim mudar a vida de alguém. Mudou a minha, a de Crisóstomo e vai mudando a dos meninos”. Ele conta que começou a estudar com 12 anos e durante seis anos usou um instrumento emprestado. “Estava com 21 anos quando comprei o meu primeiro violino. Os meninos ainda são jovens e já com uma força de vontade tão grande. É muito bonito de se ver”.

Moab da Silva Oris trabalha desde cedo na lanchonete do pai, Ely Oris dos Santos, em frente à Prefeitura do Recife. Ele ajuda o pai das 5h da manhã até 7h. Sai de lá, vai para o Pró-Criança para sua aula de música. Sai de lá, toma banho, almoça e vai para o colégio, onde cursa o primeiro ano do Ensino Médio. Às 18h volta para a lanchonete para ajudar o pai e às 20h volta para casa. “Agora, quando chego em casa, ainda consigo estudar uma hora toda noite, graças à conquista do meu próprio violino. Aos sábados e domingos, estudo umas cinco horas”, diz. “Antes de comprar o meu instrumento, às vezes eu deixava de lanchar no Pró-Criança para aproveitar aquela horinha e poder estudar”. Moab diz que está seguindo seu caminho e quer se tornar músico profissional. Estefanny diz que vai fazer faculdade de Música e Medicina.

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imagesCACQG3JDPor Sílvia Góes

Depois do elogiado “Segundo Romançário”, gravado ao lado de Antônio Madureira (2010) e do CD Sonoris Fábrica (2011), com o grupo Sonoris Fábrica, o violinista e compositor Sérgio Ferraz aposta no primeiro disco solo, que será lançado nesta quinta (01/12), no Poço da Panela, com coquetel e exposição do artista Gustavo Burkhardt

 “Nesse disco eu resolvi revelar as minhas vivências espirituais”, diz Sérgio Ferraz quando perguntado sobre a inspiração para o título do seu novo trabalho, seu primeiro solo, “Dançando aos Pés de Shiva”, que será lançado nesta quinta (01/12), às 20h, no Poço Cultural, na Estrada Real do Poço, Poço da Panela, no Recife. O violinista e compositor Sérgio Ferraz tem dois CDs gravados anteriormente: “Segundo Romançário”, em parceria com Antônio Madureira, em 2010 e “Sonoris Fábrica”, com o grupo Sonoris Fábrica, no início deste ano.

O evento de lançamento terá ainda uma exposição do artista Gustavo Burkhardt, que fez a arte do disco e acabou se inspirando para a concretização de uma série de obras circulares e clipes em animação baseados nas criações desenvolvidas para o CD.

ShivaA capa, que traz um desenho em nanquim com bico de pena de Gustavo Burkhardt, já introduz a primeira vista o universo místico em que o disco está inserido. Para cada música Gustavo criou um símbolo que compõe uma mandala. A inspiração nas músicas indianas está presente, segundo o próprio Sérgio Ferraz, graças a influências de nomes como Ravi Shankar e o grupo Shakti. Isso fica claro de cara também na referência ao deus oriental Shiva no título. Mas não é só a música indiana que norteia os passos de Sérgio Ferraz, estão presentes o minimalismo e a música atonal, a sua paixão pelo improviso e o Jazz e ainda o seu percurso Armorial, que mescla o erudito e o popular.

O disco nasceu a partir dos arquivos do artista, contendo entre as músicas muitas faixas que foram resultados de uma primeira inspiração, totalmente improvisadas. Talvez por isso Sérgio considere que “Dançando aos Pés de Shiva” é um trabalho que retrata mais proximamente a sua alma. Sérgio Ferraz conta que o envolvimento emocional foi tanto que ele decidiu fazer o disco de forma independente, sem buscar patrocínio. “É das improvisações que surgem as minhas composições e por isso eu tenho o costume de gravar essas vivências. No disco estão essas primeiras manifestações das músicas, sem nenhum retoque. Só que há também outras composições, que foram pensadas para o disco especialmente”, diz Sérgio Ferraz. As músicas resgatadas dos arquivos pessoais do violinista são de épocas variadas, desde 2003 pra cá.

Boa parte das músicas de “Dançando aos Pés de Shiva” foram gravadas no estúdio “A Caverna dos Violinos”, na casa de Sérgio Ferraz; outras faixas e a percussão no “Estúdio Muzak”, onde foi também mixado e masterizado.

O CD tem 12 faixas autorais e foi todo produzido, arranjado e executado pelo próprio Sérgio, que além do violino elétrico toca também piano e teclados no disco. O trabalho conta ainda com a participação do percussionista Jerimum de Olinda em seis músicas.  Trata-se de um trabalho instrumental onde o violino elétrico é o instrumento solista explorando diversos timbres, e em alguns momentos dialogando com a percussão.

O encarte, permeado por frases de Nietzsche e Castaneda, especialmente das obras Assim Falava Zaratustra e Viagem a Ixtlan, dá uma ideia das leituras escolhidas por Sérgio Ferraz no caminho de suas vivências espirituais e na composição e concepção musical do seu trabalho. Aliás, os títulos das músicas também foram inspirados nas obras dos dois escritores. “Em Nietzsche e Castaneda, assim como na simbologia ligada ao deus Shiva, estão presentes a metáfora da superação do homem. Acho que nesse trabalho há também uma superação do Sérgio Ferraz, como compositor e instrumentista, em parte porque nele está o meu coração e a minha alma, a música que me pertence na solidão da minha casa. Quando você sabe que está colocando o seu coração, sua alma, entregando algo muito seu, inteiro, acho que as pessoas de certa forma recebem e percebem isso”.

“Dançando aos Pés de Shiva” já está disponível na Livraria Cultura, Passa Disco e outras lojas da cidade. Também vem atraindo interesses internacionais. Houve inclusive uma conversa com a representante de um selo digital da Inglaterra interessado no trabalho, o Believe, que em breve deve disponibilizar em formato digital. “Algumas músicas foram tocadas num programa de rádio da Polônia e foram muito bem recebidas”, conta Sérgio. No lançamento não haverá apresentação musical. O show oficial de “Dançando aos Pés de Shiva” acontecerá somente na segunda quinzena de janeiro. Para quem quiser conferir o trabalho, é possível ouvir quatro músicas no www.myspace.com/oviolinista.

Serviço:

Dançando aos Pés de Shiva – Sérgio Ferraz

Músicas:

1 – A Última Batalha na Terra

2 – Chuva Cinza

3 – Festa da Colheita

4 – O Grande Vishnu

5 – Antes do Sol vir até Mim

6 – As Três Transformações do Espírito

7 – O Amor, O Saber e o Poder

8 – A Segunda Chuva

9 – Encontrando a Flor de Lótus

10 – Dançando aos Pés de Shiva

11 – A Solidão do Guerreiro

12 – A Última Batalha na Terra (2ª versão)

Contatos:

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MySpace:

www.myspace.com/oviolinista

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Da Assessoria de Imprensa

A Bam Produção Cultural - Produtora das Faculdades Integradas Barros Melo (AESO) - promove, na próxima sexta-feira,7 de outubro, o show de lançamento do EP “Summertime”, da banda Team Radio. O evento, gratuito e aberto ao público, ganha os palcos da Livraria Cultura, no Recife, às 17h, oportunidade para conhecer as novas músicas, que terão lançamento simultâneo em vários blogs em uma ação do selo Popfuzz.

O disco é o resultado da transformação do som da banda, nascida em 2008, pelas mãos de Roberto Kramer e Gustavo Sóter, do chamado Shoegazer  para o Post Rock – subgênero utilizado para envolver artistas que, a partir dos anos 90, passaram a unir elementos do rock alternativo com o jazz, a música eletrônica e o rock progressivo. Além de Kramer (voz e guitarra), a banda também é composta por Arthur Bonfá (bateria), André Maranhão (baixo) Thiago Gadelha (guitarra) e Marina S. (voz e sintetizadores).

Bam Produção Cultural - Produtora ligada ao curso de Produção Fonográfica da Aeso - Barros Melo que objetiva promover oportunidades para que os alunos tenham experiência na produção executiva de shows e artistas de diversos gêneros. No último dia 2 de setembro, a Bam também levou o grupo instrumental “Saracotia” ao palco da Cultura e organiza, até o fim do ano, mais duas apresentações na livraria.

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O Nascedouro de Peixinhos, em Olinda, recebe a partir esta terça-feira, 23 de agosto, a programação do Agosto Cultural, com debates, palestras, dança, vídeos e muita música. O evento, que é gratuito e vai até o dia 27, objetiva apresentar a riqueza cultural do bairro e adjacências. 
 
Confira a programação:

OFICINAS | 23 a 25/08
09h às 12h - Oficina de Artes Plásticas com Prof. Juruna
14h às 18h - Oficina de Bateria com o espanhol Carlos Perez

SHOWS
26/08 - 19h
Nação Tigre
Acria
Maktub
Banda de Um Homem Só
Mira Negra

27/08 - 19h
Baque Mulher
Ação Peixinhos
Monga
RDA
Capim Santo
Combo Percussivo
Soul Raízes
Ataque Suicida

CINE CLUBE NASCEDOURO
26/08 - 18h
"Um lugar ao Sol" (direção Gabriel Mascaro)
27/08 - 18h30
"Uakti - Oficina Instrumental" (12 minutos) e "Farinha do Rock" (7 minutos)

Grupo de Dança de Rua da Renaria (Dia 26/08 às 17h)

LOCAL
Nascedouro de Peixinhos - Av. Jardim Brasília, Peixinhos - Olinda

DATA E HORÁRIO
23 a 27 de Agosto de 2011 (Conferir horários acima)

PREÇO
Entrada gratuita

INFORMAÇÕES
(81) 3355.3308 - O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

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O Coletivo Lugar Comum apresenta um encontro de solos, nesta quarta-feira, 3 de agosto, no Espaço MUDA, no Recife, a partir das 20h, dentro da programação do Quarta Bela. Dança, música, iluminação, performance, a ideia é mergulhar em vários ambientes do espaço cultural, na Rua do Lima, entrelaçando as propostas artísticas de algumas das integrantes do Coletivo com o público presente.

A noite terá a apresentação das bailarinas Liana Gesteira, com o trabalho Topografias do Feminino; Maria Agrelli, com Pé de Saudade e Silvia Góes, com a performance OSSevaO.  Luciana Raposo será responsável pela iluminação das três performances. Haverá ainda um momento especial na programação com a participação da Cia. Etc., com o solo ROX, XOX, FOX, do coreógrafo José W. Júnior, também interpretado por Liana Gesteira e com música ao vivo executada por Marcelo Sena.

Coletivo Lugar Comum

O Coletivo Lugar Comum (PE) atua desde agosto de 2007, reunindo artistas de diferentes linguagens do Recife (dança, teatro, música, artes visuais, literatura). Inquietos com as dificuldades da produção em arte e suas necessidades de criação, aperfeiçoamento, troca com a sociedade, o grupo resolveu criar o Coletivo Lugar Comum. Hoje a iniciativa agrega 13 artistas, que se revezam, dando aulas uns para os outros, colaborando nas criações, na produção de projetos, na discussão de textos, entre outras atividades artístico-culturais.

Topografias do Feminino

Sinopse - A performance, criada pela bailarina Liana Gesteira em 2011, é uma investigação sobre gênero e identidade, que traz a tona uma reflexão da relação da mulher com o seu próprio corpo.

O corpo feminino como um território saturado de significados, sensações e simbologias. Um território habitado por heranças e narrativas. Uma topografia constituída com vulcões em estado de erupção, e também por espaços inabitados como um deserto. Um território que ecoa o som mais profundo de um abismo, ou a melodia mais singela de um riacho driblando as pedras em seu caminho. Constituído de carne e devires é o corpo-território feminino.

Pé de Saudade

Sinopse - Performance criada pela bailarina Maria Agrelli, que compartilha com o público a sensação da saudade, a memória que vira parte inextricável do próprio corpo. Um corpo-poesia, usando como metáfora uma árvore que deixa escorrer, doer, cair, respirar, em suas folhas-troncos-raízes, o movimento da vida. Deixar ir, desapegar, repartir, ficando enraizada a saudade, ela mesma o sentido de tudo. Um pé de saudade roxa se revelando aos poucos também dentro dos corpos que a tocam no caminho.

OSSevaO

Sinopse - Como libertar nosso corpo-palavra? Poetizar os sons, lapidar as letras até a rima primeira, indizível? Encontrar em meio aos garranchos acumulados no tempo aquele primeiro nome escrito antes da vida? Como reescrever outros textos livres nesse corpo já desertado, esvaziado, roubado de sua alma, desnudando sua densidade, textura, viscosidade, chegando ao outro como ele mesmo, arquétipo coletivo, totalmente despido e onde tudo cabe mais uma vez, exalando palavras invisíveis sem língua, liberando forças inconscientes que circulam à flor da pele? A performance proposta pela bailarina Silvia Góes é uma busca, um corpo que procura o seu avesso, proporcionando novas descobertas a cada contato, a cada encontro... Corpo não-eu, corpo tu, corpo nós, corpo sermos e não-sermos, gerundiando a lida.

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A Orquestra do Movimento Pró-Criança começa a ganhar o mundo. O grupo foi convidado para se apresentar na França no próximo ano. O convite partiu dos organizadores do Festival de Tolouse, que ofertaram hospedagem e alimentação. Segundo a gestora Espaço Maria Helena Marinho/Movimento Pró-Criança, Rosa Campello, agora será preciso conseguir apoio para bancar as despesas com as passagens.

“O pessoal de Toulouse ficou encantado com a mistura entre o erudito e o popular e a qualidade musical dos meninos. O convite é um grande presente. Agora precisamos conseguir as passagens e já estamos na batalha em busca de apoio para realizar esse grande sonho”, diz Rosa.

Na estrada – Na próxima sexta-feira (22) e no sábado (23), os meninos e meninas da orquestra deixam pela primeira vez o Recife para duas apresentações em Afogados da Ingazeira, no Sertão, a convite da Diocese do município, no Cine Teatro São José. No primeiro dia o concerto começa às 20h e no segundo está marcado para 19h30, no Bairro da Pitombeira. “Tudo foi possível graças ao apoio do Consulado do Japão e do HSBC”, explica Rosa.

A Orquestra do Movimento Pró-Criança agora está completa depois de receber novos instrumentos em abril de um grupo holandeses alunos do saxofonista Fred Berkemeier, que também ficou sensibilizado com o trabalho em uma visita que fez ao. O grupo, que se prepara também para a gravação de um disco, foi criado a partir do esforço do maestro Crisóstomo Santos e do professor Márcio Pereira.

“Antes havia aulas de piano e violino, mas não tinha uma orquestra. As aulas de violino começaram a ficar complicadas e a direção estava pensando em parar. Então tivemos a ideia de formar a orquestra”, explica Márcio. Dos treze integrantes do começo, passou para 23, sendo 19 de cordas e quatro de percussão. “Eram quatro violinos, depois veio viola, violoncelo, novos violinos e agora tem até contrabaixo. A orquestra de cordas está completa, mas faltavam ainda outros instrumentos de percussão para termos uma orquestra inteira. Com a iniciativa de Fred Berkemeier, só temos o que celebrar. A qualidade musical está cada vez mais impressionante”, comemora Crisóstomo.

A doação dos holandeses abriu novas vagas na orquestra, para percussão e contrabaixo, e os interessados em estudar e fazer parte do projeto devem entrar em contato com o Movimento Pró-Criança do Recife Antigo.

Histórias emocionantes de jovens que vão mudando a vida se misturam com os passos da Orquestra Pró-Criança. A de Bernardo José, de 16 anos, que mora com a mãe, o pai e sua irmã em Brasília Teimosa, é uma delas. No último mês de janeiro foi convidado pela Associação de Moreno e começou a dar aulas de violino para crianças da cidade todos os sábados pela manhã. Com o salário, está ajudando sua família, já comprou um computador e colocou internet em casa. Além das aulas em Moreno e das apresentações com o grupo do Pró-Criança, Bernardo formou um quarteto com três amigos e estão tocando em festas, casamentos e eventos. “Depois que a música entrou na minha vida, todo dia eu penso nela”, diz.

“Meu objetivo é dar aula, ser músico e continuar vivendo da música. Nunca mais eu deixo. A música representa para mim uma forma de esperança, um sonho possível”, emociona-se Fábio Eduardo, que completou 18 anos no último dia 2 de fevereiro. Morador do bairro do Coque, no Recife, com as economias que tinha e a ajuda do tio conseguiu comprar em março seu próprio contrabaixo. No mesmo mês foi aprovado no Conservatório Pernambucano para integrar a Orquestra Jovem. Fábio está dando aulas de musicalização infantil na escola municipal Novo Mangue. “Meu sonho é viajar o mundo fazendo música”, declara.

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ocupacao_de_espacos_da_funarte_2011A Fundação Nacional de Artes (Funarte) vai selecionar projetos de ocupação para dezenove espaços da instituição, nas áreas de artes cênicas, música e artes visuais. São teatros, galerias, galpões, salas de espetáculos e de música, localizados no Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Brasília e Recife, que deverão ser ocupados ainda no segundo semestre deste ano. Os editais e fichas de inscrição estão disponíveis em www.funarte.gov.br. Os projetos contemplados recebem apoio financeiro para ser viabilizados.

O processo de seleção amplia uma inovação bem sucedida de 2010: um projeto ficará responsável pela ocupação do espaço durante o período de vigência do edital. O presidente da Funarte, Antonio Grassi, esclarece que não cabe à Fundação estabelecer a pauta de cada espaço, mas definir diretrizes para nortear os proponentes. “Ao contemplar produtoras culturais, grupos e companhias, a Funarte estimula a cadeia produtiva das artes como um todo”, conclui Grassi.

No caso das artes cênicas, o processo seletivo está aberto, até 15 de julho, a empresas e produtoras culturais de todo o país. As propostas de programação são para os seguintes espaços: no Rio de Janeiro, Teatro Cacilda Becker, Teatro Glauce Rocha, Teatro Dulcina e Teatro Duse; em Brasília, Teatro Plínio Marcos; em Belo Horizonte, Galpão 3 da Funarte MG; em São Paulo, Teatro de Arena Eugênio Kusnet, Sala Renée Gumiel e Sala Carlos Miranda. Os projetos contemplados receberão entre R$ 100 mil e R$ 500 mil. Durante a avaliação, serão considerados, entre outros aspectos, a viabilidade prática, o planejamento e a qualificação dos profissionais envolvidos.

Na área de música, serão selecionados projetos para as Salas Sidney Miller (Rio de Janeiro), Cássia Eller (Brasília), Guiomar Novaes (São Paulo) e Galpão 1 da Funarte MG (Belo Horizonte). A inscrição de projetos vai até 18 de julho e podem participar pessoas jurídicas de todo o Brasil. A programação deve ter, no mínimo 26 espetáculos musicais, entre setembro e dezembro. A análise dos projetos será feita por comissões, formadas por profissionais de reconhecida experiência na área musical. Será selecionado um projeto para cada espaço e cada um deles vai receber aporte financeiro de R$ 400 mil.

Os projetos relacionados às artes visuais deverão ocupar as galerias da Funarte em Belo Horizonte, Brasília, São Paulo e Recife. Ao todo, serão selecionados 20 projetos, com prêmios que variam entre R$ 30mil e R$ 40 mil. As inscrições estão abertas a pessoas físicas de todo o país e o prazo para enviar as propostas com a programação para cada espaço vai até 22 de julho.

Leia mais sobre cada área:

Artes cênicas

Música

Artes visuais

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MELHOR1Carrinhos de CD circularão pelo bairro na noite desta quinta-feira (25) sintonizados à Rádio Expoidea, levando às ruas a música de quem se apresenta na Torre Malakoff

Por Maíra Brandão

Quem for ao Bairro do Recife na noite desta quinta-feira (25) pode se surpreender com a proposta da Festa Música Ambulante, pensada pela Produtora Cultural Colaborativa (PCC), que está funcionando na Torre Malakoff durante a Expoidea (www.expoidea.com.br). A programação de shows do Palco Livre, que funciona a partir das 18h, será enriquecida pelos ritmos dos Pontos de Cultura Coco do Amaro Branco, Quilombo Eufrazino José da Silva, Ilê de Egbá, Pé no Chão e Bongar.

O diferencial desta festa é o estímulo à inclusão dos carrinhos ambulantes de venda de CD (normalmente os piratas), enquanto um novo tipo de agente na cadeia da difusão e circulação da música. Ao mesmo tempo em que funcionarão como uma rádio móvel por estarem sintonizados à Rádio Expoidea, 90,9 FM, que está transmitindo ao vivo os shows da Torre Malakoff, os dispositivos estarão vendendo os CDs de alguns dos artistas que se apresentaram na Torre Malakoff, desde o dia 19 de novembro, quando teve início a Feira do Futuro.

De acordo com Pedro Jatobá, coordenador geral da Produtora, a ideia é agregar “essa pessoa que trabalha de uma maneira considerada ilegal, para conseguir executar seu trabalho, só que desta vez enquanto protagonista da cultura brasileira, dos Pontos de Cultura, da mídia livre, das bandas independentes. Estamos falando de um processo de ressignificação”.

Para Jatobá, outro ponto positivo atrelado à participação dos carrinhos de CD é a possibilidade de dar vazão aos produtos da cultura popular pernambucana. “A maioria desses grupos não entram no circuito do mercado, não tocam na rádio comercial, e na sua maioria só conseguem espaço na mídia tradicional durante o carnaval ou outras datas de festejos populares”, exemplifica.

Os proprietários dos carrinhos interessados em participar da Festa Música Ambulante devem ter rádio FM e se inscrever na Torre Malakoff. Cada um receberá R$ 25 em dinheiro, uma camisa, um jantar, e um percentual sobre o preço do produto vendido.

Os CDs, gravados ao vivo e editados em software livre pela Produtora Cultural Colaborativa, custarão R$ 5,00. Dessa verba, R$ 2,00 serão do artista, R$ 1 vai para o vendedor do carrinho, R$ 1 para o custo de produção – incluindo impressão, encarte e mídia virgem – e R$ 1,00 para o caixa coletivo da PCC, visando a sustentabilidade da produtora e a possibilidade de geração de renda para os envolvidos.

Além desses produtos também serão comercializados produtos dos Pontos de Cultura e outros coletivos artístico-culturais, que entregarem seu material na Torre Malakoff, até as 18h.

A Rádio Expoidea, elemento essencial para a realização da Festa Música Ambulante, é uma realização da Produtora Cultural Colaborativa, em parceria com a Oscip Diálogos e com o coletivo No Pé do Ouvido (www.iteia.org.br/nopedoouvido).

OFICINAS - As oficinas da Produtora Cultural Colaborativa iniciam sempre às 14h. São aulas de Áudio, Vídeo, Design e Artes Gráficas, Fotografia, Jornalismo Web e Web Rádio, tudo feito com softwares livres. Além das oficinas oferecidas pela própria equipe da PCC, também já estão abertas as inscrições para os cursos oferecidos pelos coletivos artístico-culturais que têm permutado seus serviços pelos da Produtora. São aulas de Musicalização, Técnica Vocal, Origami e Cartões, Malabares, Violão, Guitarra, Percussão, Bateria e Clarinete. Para participar das oficinas os interessados podem se inscrever enviando e-mail para O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. , informando a área que deseja aprender, nome e telefone para contato, ou na própria Torre Malakoff.

Nesta quinta-feira (25), a Produtora Cultural Colaborativa promove ainda, às 18h, um bate-papo sobre Metareciclagem, com a presença do coletivo Vitoriamario (corocoletivo.org/vitoriamario).

Serviço:
Produtora Cultural Colaborativa - Expoidea
Programação desta quinta-feira, 25 de novembro
Local: Torre Malakoff
Oficinas: a partir das 14h
Bate-papo sobre Metareciclagem: 18h
Palco Livre: a partir das 18h, com os Pontos de Cultura Coco do Amaro Branco, Quilombo Eufrazino José da Silva, Ilê de Egbá, Pé no Chão e Bongar
Rádio Expoidea: 90,9 FM ou pela internet, no endereço http://estudiolivre.org:8000/expoidea
Outras informações: (81) 9828 -3408

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CHOPIN1Do Pernambuco.com

O Conservatório Pernambucano de Música (CPM) comemora este ano oito décadas de história e para marca a data, realiza até a próxima sexta-feira (12) um tributo aos 200 anos de nascimento dos dois dos maiores nomes da música erudita de todos os tempos: Frederic Chopin e Robert Schumann.

A homenagem será realizada por professores do próprio Conservatório junto a convidadas: Eudóxia de Barros (pianista) e Ângela Diel (mezzo-soprano). O Tributo, que é aberto ao público, acontece na própria instituição e além das apresentações musicais também ocorrem palestras sobre os homenageados.

Segundo a gerente de ensino pesquisa e promoção musical do CPM, Roseane Hazim, ‘Frederic Chopin e Robert Schumann são compositores fundamentais para a compreensão da música do Romantismo, bem como da Cultura Ocidental. E suas obras que foram significativamente escritas para piano também tem como marca peças excepcionais para orquestra, música de câmera e voz’. Ainda segundo Hazim, por conta disso, o Tributo pode conter tanto o piano como o canto e a música de câmara.

O recital de encerramento, na sexta-feira será às 15h, com apresentação dos alunos do Conservatório. A entrada é gratuita.

Programação:

09/11/2010 - terça-feira

Recital | 19h30
Jairo Vaz, Ivanildo Albuquerque e Fernando Müller (pianistas)

10/11/2010 - quarta-feira

Palestra | 15h00
Professor Hugo Pordeus
Tema: O "esboço de um método de piano" de Chopin no contexto do desenvolvimento da linguagem pianística no século XIX.

Recital | 19h30
Jussiara Albuquerque e Fernando Müller (pianistas)

11/11/2010 - quinta-feira

Palestra | 15h00
Professora Keila Souza
Tema: Robert Schumann: a melancolia no Romantismo Musical

Recital | 19h30
Angela Diel (canto) e Fernando Müller (piano)

12/11/2010 - sexta-feira

Recital de Encerramento | 15h00

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musica2O Centro de Cultura Luiz Freire (CCLF) realiza nesta quarta-feira (27) mais uma edição das Quartas Literárias. A programação promove o diálogo da literatura com a música e o teatro com a participação do violonista Newton Banks Jr. e do Teatro dos Amadores de Olinda com o espetáculo “Abrolhos”.

A roda literária conta com a participação de poetas, cordelistas e escritores e estará aberta ao público que queira ler e recitar. O evento acontece nos jardins do CCLF, na Rua 27 de Janeiro, 181, no sítio histórico de Olinda. A entrada é gratuita.

Durante a noite, será lançando o livro “Americanto amar América e outros poemas do século 20”, de Juareiz Correya O público poderá conferir alguns dos poemas do livro durante a roda literária. O poeta e professor olindense Bezerra de Lemos estará presente e falará um pouco sobre o autor Juareiz Correya. 

Na ocasião, também haverá a venda antecipada do livro “Vire a página”, da poeta Silvana Menezes, produtora das Quartas Literárias. O livro está sendo vendido antecipadamente por R$ 20. O comprador recebe um vale-livro que após o lançamento será trocado por um exemplar, numerado e com dedicatória da poeta. O livro será lançado de forma independente pela autora através de parceria com a editora Paés, em dezembro deste ano, durante a FreePorto -  Festa Literária do Recife.

A publicação traz poemas inéditos e outros já conhecidos pela participação da autora em diversos recitais. O projeto gráfico tem a participação do calígrafo nacionalmente premiado Cláudio Gil e é ilustrado por um provocante ensaio fotográfico da poeta realizado por Magda Silva.
 
LANÇAMENTO - Nascido em Palmares (PE), cidade conhecida como “terra dos poetas”, Juareiz Correya vive no Recife e exerce a função de diretor editorial da Panamérica Nordestal Editora. O livro “Americanto Amar América e Outros Poemas do Século 20” reúne mais de 80 poemas de duas edições da antologia “Poetas dos Palmares (1973/1987)”, de outras antologias, livretos, folhetos, do livro “Americanto Amar América” (Nordestal Editora, 1982), e ainda os desenhos da quadrinização do poema “Americanto”, de Roberto Portella, publicados em álbum, no ano de 1993, pelas editoras pernambucanas Nordestal e Bagaço.

O livro apresenta ainda opiniões, sobre o poema e o poeta, de Hermilo Borba Filho, Mauro Mota, Pelópidas Soares, Paulo Azevedo Chaves, Graça Lins, Jaci Bezerra, Leda Rivas, Montez Magno, Eduardo Lucena, Antonio de Campos e Nagib Jorge Neto, além de ilustrações de Abraão Chagorovisky e Tereza Costa Rego. 

VIOLÃO - Newton Banks Jr., ao longo da sua trajetória como músico, vem realizando uma série de recitais em teatros, universidades e concertos, priorizando sempre a música brasileira, principalmente a obra de Heitor Vila – Lobos. Banks iniciou seus estudos de violão a década de 1980 no Conservatório Pernambucano de Música. É formado em música pela Universidade Federal de Pernambuco e tem licenciatura em História, com especialização em história da música, pela Universidade Católica de Pernambuco.

Como violonista integrou durante dois anos a Orquestra de cordas dedilhadas de Pernambuco. Participou também da Camerata Pernambucana e criou o Câmara Trio. Atualmente, leciona violão erudito e História da música no centro de educação musical de Olinda e na escola estadual Cônego Jonas Taurino. Também é mestrando em História pela Universidade Federal de Pernambuco.  

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