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Linha Editorial

  • "Mídia Construtiva é também lançar o olhar crítico sobre problemas, apontar falhas, denunciar. Contribuindo para a corrente que tenta transformar o negativo em positivo."

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Taiza Brito

Taiza Brito

Em momento de profundo encantamento, Cristina Moreno inspirou a todos durante sua passagem pelo Arquipélago de Fernando de Noronha, na abertura da Exposição Pernambuco, Cultura, História e Mar, de Miguel Igreja, no último dia 25 de outubro, na sede do Projeto Tamar. O projeto, que está na terceira e última etapa, tendo passado por Recife e Olinda, leva belas imagens de Pernambuco em uma galeria móvel que circula em bicicletas conduzidas por artistas plásticos e músicos.
Com um diálogo bastante provocador, inspirada nos princípios norteadores deste valioso documento, ela destacou a importância das artes para estimular o cuidado como prática necessária a toda ação humana e nos convidou "a buscar uma convivência socioambiental, pacífica e sustentável".

" Saber e não fazer ainda é não saber!"
Com esta frase, Cristina convocou à mobilização e ao compromisso de inserir em nosso cotidiano o respeito à vida; a integridade ecológica; a justiça social e a cultura de paz como condição indispensável para o futuro que precisamos, sinalizando que a arte é um excelente instrumento de conexão entre as pessoas e a Carta da Terra!

Em sintonia com a abordagem da representante da Carta da Terra no Brasil, Maria Dias, produtora do projeto, destacou a importância da cultura na ampliação das consciências, estimulando o diálogo como via promotora da sustentabilidade planetária.

Miguel Igreja falou sobre a importância da Galeria Móvel Sustentável como espaço para mobilização e compartilhamento das artes, mostrando que, através de nossas atividades podemos desenvolver caminhos que contribuem para tornar o planeta um lugar melhor, mais justo e solidário.

Encerrando o evento, um pocket show com os artistas ciclistas da Galeria Móvel presenteando Noronha com o lirismo e a poesia musical expressa em suas artes!

Da Assessoria de Imprensa

A Orquestra Criança Cidadã vai se apresentar para o Papa Francisco, na Itália, no próximo dia 31 de outubro. O concerto privado para o Santo Padre será realizado às 12h, na Sala Clementina, localizada no Vaticano. O convite veio da organização Catholic Fraternity, Associação Privada de Direito Pontifício, que vai promover, de 30 de outubro a 2 de novembro, sua 16ª Conferência Internacional, com o tema “Louvor e adoração para uma nova evangelização”. Será a primeira vez que um projeto sociomusical brasileiro se apresenta para um Papa.

Os pernambucanos realizarão inserções musicais ao longo da Conferência e, no segundo dia de evento, farão uma sessão musical reservada para o Pontífice. Sob a regência do maestro Nilson Galvão Jr. e com os solos da mais famosa violinista japonesa, Yoko Kubo, algumas das obras a serem executadas são “Concerto de Brandenburgo nº 3”, de J.S. Bach, “As quatro Estações”, de Vivaldi, e trechos da “Serenata”, composta por Tchaikovsky.

Após a passagem pela Itália, no dia 4 de novembro os meninos do Coque fazem performance em Lisboa, para o primeiro-ministro de Portugal, Pedro Passos Coelho, no Palácio de São Bento, sede do Parlamento do país, às 18h. Assim como na Itália, será a primeira vez que a Orquestra se apresenta em solo português. O repertório desse concerto dará lugar a temas brasileiros, entre eles, “Lamento Sertanejo”, de Dominguinhos, e um medley em homenagem a Sivuca e a Jackson do Pandeiro.

Convidados – O concerto da Orquestra Criança Cidadã para o Papa Francisco será prestigiado por várias autoridades pernambucanas. Entre os convidados, estão o governador do Estado, João Lyra, o governador eleito, Paulo Câmara, e seu vice, Raul Henry, além do presidente do Tribunal de Justiça de Pernambuco, Frederico Neves, do corregedor-geral de Justiça, Eduardo Paurá, e empresários japoneses e brasileiros parceiros da Criança Cidadã.

Catholic Fraternity – O tema da 16ª conferência da organização internacional, sobre evangelização, foi inspirado na Primeira Carta aos Coríntios em que são relatadas conversões na época da Igreja Primitiva durante orações carismáticas. Entre os tópicos a serem discutidos no evento, estão profecia, discernimento, conversão, adoração e proclamação do Evangelho. Com exceção do momento no Vaticano, o restante da conferência acontecerá no Instituto Madonna del Carmine, localizado em Ciampino, Roma, Itália.

Terça, 28 Outubro 2014 15:09

Dados dignos de atenção

Por Cesar Vanucci*


“Os avanços são significativos,
mas há muitos avanços ainda por fazer.”
(Antônio Luiz da Costa, professor).

 

Nem tanto a terra, nem tanto ao mar. O barco, na rota econômica, pode não estar navegando num mar de rosas. Mas, nem tampouco em águas encapeladas. Os “boletins meteorológicos” emitidos por manjados “catastrofistas de plantão” divulgam um mundaréu de informes equivocados e conclusões precipitadas. Dados abundantes apontam para realidade diferente.

O cientista politico e historiador Luiz Alberto de Vianna Moniz Bandeira andou coletando elementos que colocam em realce aspectos sugestivos da atualidade social, econômica e cultural brasileira. As revelações se contrapõem ruidosamente a diagnósticos e analises costumeiramente publicados na grande mídia. As fontes utilizadas desfrutam de conceito técnico. Ei-las: ONU, OMS, UNCF, Banco Mundial, IBGE, Ministério da Educação, “Washington Post”, Índice de GIN.

O PIB brasileiro era em 2002 de R$1,48 trilhões. Saltou para R$ 4,84 trilhões em 2013. Tal avanço alçou-nos a sétima posição entre as economias nacionais mais pujantes. Já o PIB “per capita” pulou de R$7,6mil em 2002 para R$ 24,1 mil no ano passado. Em 2013, a dívida liquida do setor público correspondia a 34 por cento do PIB. Houve melhora acentuada também nesse item, uma vez que o valor da divida de 2002 equivalia a 60 por cento do PIB.

O Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e o BNDES, instituições oficiais com destacada participação no processo de desenvolvimento, elevaram expressivamente a lucratividade nos períodos cotejados (2002 e 2013). Aqui estão os resultados registrados nos balanços anuais de cada um deles: BB – R$ 2 bilhões e R$ 18,8 bilhões; Caixa Econômica Federal – R$ 1,1 bilhões e R$ 6,7 bilhões; BNDES – R$ 540 milhões e R$ 8,15 bilhões.

Mercado sempre atraente para investimentos estrangeiros diretos, o Brasil acusou em anos recentes extraordinário avanço nessa modalidade de captação de recursos. Em 2002, o dinheiro aplicado por investidores externos atingiu a cifra de 16,6 bilhões de dólares. Em 2013, o montante apurado foi de 64 bilhões de dólares. Também no tocante às reservas internacionais nossos indicadores são formidáveis. Chegaram, no final do ano passado, a 375,8 bilhões de dólares. É oportuno saber que tais números mostram-se superiores aos Produtos Internos Brutos de vários países importantes em diferentes continentes. É bom não perder de vista também que essas reservas giravam em torno de 37 bilhões de dólares há 12 anos. “O índice Bovespa”, volta e meia lembrado nas avaliações econômicas, fechou em 2013 com 51.507 pontos. A pontuação no final de 2002 era de 11.868. A dívida externa em relação às reservas, calculada em 557 por cento ante de 2003, é estimada agora em 81 por cento.

O volume da safra agrícola brasileira colhida em 2013 (180 milhões de toneladas) praticamente dobrou em relação à safra de 2002 (97 milhões de toneladas).

Em matéria de produção de veículos, atentemos para esses números: 1,8 milhões de unidades em 2002; 3,7 milhões de unidades em 2013.

Maior empresa do Brasil e da América Latina, a Petrobras alcançava em 2002 valores de mercado estimados em R$ 15,5 bilhões. As estimativas atuais colocam-na no patamar dos R$ 104,9 bilhões. De outra parte, o lucro médio anual auferido pela estatal petrolífera chegava até 2002 a R$ 4,2 bilhões. De lá pra cá passou a ser de R$ 25,6 bilhões.


Nossas exportações somavam, em 2002, 60,3 bilhões de dólares. Em 2013, os valores atingidos com exportações foram de 242 bilhões de dólares. A taxa SELIC era de 18,9 por cento em 2002. Ainda bastante elevada, é hoje de 10,90 por cento.

O notável incremento do transporte aéreo registrado no Brasil de alguns anos para cá, vem traduzido nestes números: 33 milhões de passagens aéreas vendidas em 2002; 100 milhões, em 2013.

No artigo vindouro, iremos nos reportar aos dados de inclusão social levantados no trabalho do cientista social acima mencionado.


*O jornalista Cesar Vanucci (cantonios1yahoo.com.br) escreve para o Blog Viva Pernambuco semanalmente.

Da Rede Imagem e Vozes da Esperança


Em 16 de agosto de 2014, 17 profissionais do Imagens e Vozes de Esperança  se encontraram para um chá informal na Aponte Empreendedorismo Socioambiental com o intuito trocar impressões, fortalecer caminhos e desfrutar a presença física de pessoas tão especiais que compartilham um ponto em comum.

 

De Nova York, Judy Rodgers - fundadora do Images and Voices of Hope - enviou uma mensagem especial parabenizando pelo encontro. Compartilhou que esse ano o IVE está se concentrando na chamada “narrativa restaurativa”, uma abordagem de mídia que aborda a capacidade de resistência, recuperação e restauração de um sentido de totalidade em tempos de interrupção. O grupo foi convidado por ela, então, a refletir sobre o tema.

A futurista Rosa Alegria, da empresa de consultoria  Perspektiva e fundadora do  Núcleo de Estudos do Futuro da PUC-SP (NEF), explicou que a narrativa restaurativa decorre do jornalismo literário. “Através desse tipo de narrativa expomos narrativas pessoais. O acontecimento é trazido mais para perto da realidade. Conta-se o que está sendo visto. Não se esconde o problema. A solução é exposta. Os jornais nutrem com fonte negativa e não transformadora. A transformação vem da luz e não da sombra. Até a planta nasce da luz. Nós somos seres vivos. Como podemos manter a fé se apenas ficamos na sombra?”

Para Liane Alves, jornalista que escreve para a revista Vida Simples, “a matéria pode fechar com uma pergunta e, dessa forma, provocar uma reflexão”. Isto abre o caminho, diz ela. Para Liane “é preciso falar da sombra, de tudo que nos afeta. Não tem que deixar a coisa debaixo do tapete. No começo, o IVE dava mais enfoque ao positivo dos fatos. Hoje o IVE aprofunda a questão. À medida que a sociedade se transforma as questões ficam mais profundas.”

Esse reencontro do grupo mostrou como a rede Imagens e Vozes de Esperança segue conectada, atenta e vibrando para que a comunicação nos diferentes meios aconteça de forma consciente e responsável. Sentimos um grande desejo do grupo para retomar espaços mais frequentes de diálogos e aprofundar no tema da comunicação restaurativa.

Transmídia

Belise Mofeoli - redatora publicitária, roteirista transmídia e escritora de literatura infantojuvenil - falou para o grupo da mais recente criação do IVE em meio digital: a Rede IVE – Brasil que, através de uma integração de diferentes recursos midiáticos (NING, Facebook, Twitter, e-mail oficial, canal de YouTube) possibilitará a conexão direta e interna entre os membros. As redes sociais unificadas possibilitarão contar histórias utilizando-se da transmídia.

Segundo Henry Jenkins, professor no MIT/EUA no livro Cultura da Convergência, “Uma história transmídia se desdobra através de múltiplas plataformas de mídia, cada qual com um novo texto, fazendo uma contribuição distinta e valiosa para o todo”. Belise explica: “Alegoricamente, costumo dizer que a narrativa transmídia se dá como num livro. Em vez de capítulos, utilizamos plataformas diversas, cada qual com uma parte da mensagem e apenas no final da narrativa, o receptor tem a noção do todo. O modo criativo, instigante e fragmentado é que fará com que as pessoas tornem-se fãs da ideia, causa, marca, produto ou história.”

A fim de mostrar que o recurso se aplica a várias situações, desde que sabiamente aplicado, a roteirista exemplificou com séries, produtos e causas que, utilizando narrativas transmidiáticas, tornaram-se sucesso de público. Gibi, vídeo game, série de TV, app, website, livros, redes sociais, livros... eis algumas possibilidades. Belise propôs ao grupo que o IVE passasse a criar campanhas para ONGs parceiras e causas de motivação comum de forma colaborativa e multidisciplinar.

Diretora Executiva na empresa CPM Research, a Dra. Oriana White – que por muitos anos auxiliou ONGs a desenvolverem suas estratégias de comunicação –, opinou que “com o IVE, a gente quer interferir no conteúdo”. Para ela, “não precisamos criar um case, mas indicar boas fontes porque a mídia alimenta a cultura da coisificação, a cultura competitiva.” O comentário recebeu apoio de diversos membros que viram na nova fase do IVE, a missão não de criar novas campanhas, mas de servir de ponte entre pessoas e iniciativas.

IVE como ponto aglutinador

Leno Silva, diretor da LENOorb, colocou para o grupo sua percepção: “Hoje o ser humano não tem valor. Ele começa a ter valor quando entra no mercado. Este é o ponto principal para enfrentar. O grande desafio é ajudar as pessoas a entender que as histórias delas são legais. É canalizar isso. Fazer com que as pessoas se reconheçam, não importa a conta corrente.”

Para Leno, não precisamos sair do zero, mas localizar iniciativas que tenham algo em comum com o IVE. Fazer, na prática, um mapeamento do ecossistema. O IVE tem que ser o ponto aglutinador dessa proposta. Vamos honrar nossa história! As Boas Novas, Play the Call, TED e Mídia Ninja foram algumas iniciativas lembradas.

Necessidade, interatividade e experiência

Paula Ribas, atriz e jornalista que estudou a Comunicação Não-Violenta, compartilhou o pensamento vanguardista de Marshall Rosenberg, fundador dessa nova teoria: “O que nos une é a necessidade”. Com essa bagagem, Paula falou: “A gente pode ser um grupo, mas o trabalho em rede pode gerar frustração. É preciso criar metas, mas não precisa sair fazendo. Meditar mais sobre essa reconexão.”

“As pessoas querem interatividade e experiência”, acrescenta Liane. Para a jornalista, “não adianta criar narrativas paralelas. Existem as ferramentas, mas como utilizá-las? Precisamos dar um passo atrás e nos perguntarmos isso. Uma grande parte da quebra da mídia é porque as pessoas estão fazendo suas próprias narrativas e não querem comprar o que é produzido pelos veículos.”

Próximos passos

As propostas de continuidade foram:

- realizar, em São Paulo, novo encontro do grupo ainda em 2014;

- organizar diálogo do IVE e capacitação em investigação apreciativa na sede de retiros da Brahma Kumaris em Serra Negra no primeiro semestre de 2015;

- fazer um estudo sobre o que mudou do mundo desde o surgimento do IVE, em 1999;

- fazer o mapeamento das iniciativas alinhadas com o IVE

- nos tornarmos pontes entre pessoas e causas afins.

Também estiveram presente

Rachel Añón, jornalista e sócia da ponteAponte, foi a anfitriã do encontro que também contou com a presença de: Carlos Emediato (coordenador da Peace Global Net) Jane Oliveira (designer e colaboradora da Rede Paz), Márcio Comenale (jornalista, dono da Horus Comunicação Integrada e colaborador da assessoria de comunicação da Brahma Kumaris), Ingrid Schrijnemaekers (profissional de marketing e gestora educacional), Edileuza Soares (editora do Computerworld), Irineu Toledo (jornalista, radialista e criador da Radio Positiva), Maria Fernanda Teixeira da Costa (facilitadora de mudança), Emi Tanaka (consultoria responsabilidade social e anfitriã de espaços conversacionais), Wans Spiess (consultora em comunicação digital, grupo TV1 e Secretaria de Comunicação Social do Governo Federal – SECOM), Camila de Oliveira (fotógrafa e produtora audiovisual) e Brígida Fries (representante do IVE em São Paulo e colaboradora da assessoria de comunicação da Brahma Kumaris).

Frases na reunião

“O IVE é uma egrégora. Quando estou perdida eu vou para lá”. (Oriana White)

“Os Bahaí’s e a Brahma Kumaris são pilares da Rede Paz. Sempre incluí o IVE nas pautas. Na Conferência Educação do Futuro, realizada em março de 2014 em São Paulo, foi o pessoal do IVE que deu o tom na área da Comunicação”. (Carlos Emediato)

“Não fiz voto de pobreza nem farei. No entanto, estou num estágio de vida em que troco, tranquilamente, o que tem apenas preço pelo que tem, sobretudo, valor.” (Belise Mofeoli)

“Não sou arquiteta, não sou engenheira, mas adoro ponte.” (Rachel Añon)

“Eu parto da simplicidade e isso me aproxima da Brahma Kumaris. A mensagem que chega de manhã tem um efeito milagroso.” (Irineu Toledo)

“O IVE faz parte da minha vida. Não há nada tão transformador. Eu tenho orgulho de fazer parte. O que conserva a gente é a inovação, catalisa a insatisfação. O IVE é um oásis, um oxigênio.” (Rosa Alegria)

“A Investigação Apreciativa busca a essência positiva de uma comunidade. Quando entrávamos nas empresas em busca de soluções as pessoas diziam que éramos loucos. O IVE tem a raiz da Investigação Apreciativa.” (Maria Fernanda Teixeira da Costa)

 

O Imagens e Vozes de Esperança – IVE é um projeto internacional que inspira profissionais de mídia a ter uma visão mais apreciativa e equilibrada dos acontecimentos do mundo. Foi fundado em Nova York, em 1999, como uma iniciativa da Brahma Kumaris World Spiritual Organization, do Center for Advances in Appreciative Inquiry e da Visions of a Better World Foundation. O IVE é promovido globalmente pelo Images & Voices of Hope e no Brasil pela Organização Brahma Kumaris.

Fernando de Noronha será a terceira e última parada da Exposição Pernambuco, Cultura, História e Mar, do fotógrafo Miguel Igreja. A galeria móvel sustentável, que transporta em bicicletas as imagens que compõem a mostra, aportará no arquipélago no próximo dia 25 de outubro, quando será realizado o evento de abertura e o lançamento do catálogo fotográfico que acompanha a exposição, na sede do Projeto tamar,às 20h30. Na ocasião, haverá palestra de Cristina Moreno, da Carta da Terra, que chancela a iniciativa.
Também estão programadas palestras de Miguel Igreja e da produtora cultural Maria Dias, além de pocket show com os músicos Dido Santos, Manuca Bandini, Lara Leal, Juca dos Santos e Dudu Gomes.
Aprovada pelo Funcultura, a galeria móvel circulará em Fernando de Noronha até o dia 12 de novembro, com as bicicletas conduzidas por artistas plásticos e músicos olindenses que se engajaram no projeto na etapa que foi realizada em Olinda, no mês de agosto. A exposição teve sua primeira etapa executada no Recife, em junho, quando circulou pela praia de Boa Viagem e o Parque Dona Lindú. A partir de 26 de outubro até 12 de novembro, as bicicletas vão circular pelos principais pontos da ilha, incluindo a Escola Arquipélago e o Memorial Noronhense.
“Estamos cumprindo nosso objetivo, que é o de tornar a exposição acessível ao maior número de pessoas, propagando e praticando os princípios de sustentabilidade”, explicou o autor das imagens, Miguel Igreja, ao dizer que os banners são doados posteriormente a artesãos de comunidades periféricas do Recife que transformam o material em peças de arte.
Entre os objetivos do projeto está facilitar o acesso à arte e a propagação da cultura pernambucana, em uma mídia ecológica, móvel, sustentável, gerando empregos temporários e revelando a riqueza do patrimônio natural, cultural e histórico de modo integrado, numa apaixonada declaração de amor a Pernambuco. "Além de ser uma ótima opção gratuita para os turistas e noronhenses apreciarem a cultura e os atrativos turísticos do Estado, acredito que essa exposição vai estimular uma convivência em equilíbrio com o meio ambiente por meio da utilização das bicicletas, trabalhando, assim, o conceitos de sustentabilidade através da arte", afirmou o Administrador de Fernando de Noronha, Reginaldo Valença Jr.
A Galeria Móvel Sustentável tem feito muito sucesso por onde passa, desde sua criação em 2012, para participar da Conferência Mundial de Sustentabilidade (RIO+20). Na Rio+20 (junho de 2012), a exposição fez sucesso ao abrir janelas na paisagem do Rio de Janeiro para mostrar ao mundo belas imagens de Pernambuco, compartilhadas também via QR Code e internet, fazendo link entre arte, ciência e o compromisso com as futuras gerações.

Serviço:
Dia 25/10/2014
Horário: 20h30
Local Auditório do Projeto Tamar - Fernando de Noronha
Programação de abertura:
* Palestra de Cristina Moreno sobre a Carta da Terra e sua valiosa contribuição para construção de uma sociedade planetária justa, pacífica e sustentável.
* Maria Dias e a Cultura como 4º Pilar da Sustentabilidade
* Miguel Igreja e sua Galeria Móvel Sustentável – A fotografia como ferramenta de preservação do patrimônio cultural, natural e histórico.
Lançamento do Catálogo Fotográfico durante o evento e pocket show com os músicos Dido Santos, Manuca Bandini, Lara Leal, Juca dos Santos e Dudu Gomes.

Terça, 21 Outubro 2014 18:05

Lar do Nenen realiza 4º Bazar Solidário

Nos próximos dias 28 e 29, das 10h às 19h, no La Cusine Petit Comité, em Boa Viagem, será realizado o 4º Bazar Solidário do Lar do Nenen. A edição é realizada anualmente pela instituição, que atualmente atende 13 crianças com idade entre 0 e 3 anos. No local, estarão à venda artigos para presentes, decoração, roupas para bebê a adulto, bolsas, sapatos, acessórios, entre outros objetos, alguns deles confeccionados pelas voluntárias da instituição, que terão 10% da renda arrecadada revertida para os pequenos. O espaço onde irá acontecer o bazar foi cedido gratuitamente pelos proprietários do La Cusine.

O Lar sobrevive de doações e é uma das entidades sociais de mais destaque no Estado que acolhe crianças em situação de abandono ou risco. A entidade conta com funcionárias que dividem o tempo em quatro turnos, incluindo uma assistente social e alguns voluntários, que prestam a assistência necessária ao cuidado dos pequenos e realizam atividades nas áreas de higiene, alimentação, puericultura e recreação.

Entre as atividades desenvolvidas com as crianças, há o banho de sol para os bebês no início das manhãs, refeições, recreação, musicoterapia, além de todos os cuidados com a higiene pessoal. Uma vez por semana, o serviço de pediatria do IMIP está presente na instituição para fazer o encaminhamento, quando necessário, para hospitais, postos de saúde, controle de vacinação e exames laboratoriais.

O Lar do Nenen possui ainda uma nutricionista voluntária, que elabora os cardápios para atender às necessidades de cada criança, conforme a faixa etária e grau de desnutrição. Além disso, também realiza um trabalho direcionado ao acompanhamento biopsicosocial da criança para que todas desenvolvam a afetividade e capacidade de integração. Os interessados em ajudar o Lar do Nenen pode contribuir doando fraldas, leite, material de higiene pessoal e limpeza.

SERVIÇO:

4º BAZAR SOLIDÁRIO DO LAR DO NENEN
DIAS: 28 E 29 DE OUTUBRO
ONDE: La Cusine Petit Comité, em Boa Viagem
HORÁRIO: das 10 às 19h
ENTRADA: GRATUITA
INFORMAÇÕES: 3227.2762/ 3228.0123


Quarta, 08 Outubro 2014 14:32

A magia de Miró em cartaz no Recife

Com informações do NE10


A obra de um dos mais renomados artistas da História da Arte Moderna está à disposição dos pernambucanos, na Caixa Cultural Recife, desde o último dia 7 de outubro. A exposição A Magia de Miró, que fica em cartaz até o dia 7 de dezembro, apresenta trabalhos do pintor espanhol e fotografias registradas pelo curador Alfredo Melgar. A visitação é gratuita.
Superando as fronteiras entre pintura e poesia, o catalão Joan Miró, ícone do surrealismo, explorou as diversas possibilidades de formas e cores, produzindo um mundo particular de sonhos e fantasia. As ilustrações da mostra, sob curadoria do fotógrafo galerista em Paris, Alfredo Melgar, correspondem a diferentes épocas da trajetória artística de Miró, entre 1962 e 1983.

Além de 69 pinturas do artista, o público poderá apreciar 23 fotografias de Miró, em preto e branco, tiradas pelo próprio Melgar em visitas ao ateliê do pintor. Nas imagens, o artista aparece em diversos momentos artísticos e de descontração, revelando um plano mais íntimo e pessoal do catalão.

A Magia de Miró já passou por São Paulo, Curitiba, Rio de Janeiro. Após o Recife, a mostra segue para Salvador.

SERVIÇO
A Magia de Miró na Caixa Cultural
Visitação: Até 7 de dezembro, das 12h às 20h, de terça a sábado, e das 10h às 17h, aos domingos
Praça do Marco Zero, Bairro do Recife Antigo
Entrada Gratuita
Telefone: (81) 3425.1900 | 1915

A matéria a seguir, postada em setembro, no Blog do Julio, no Mercado Ético (www.mercadoetico.com.br), traz um exemplo interessante de São Bernardo do Campo, em São Paulo, de um projeto que está ajudando a melhorar a vida de catadores de materiais recicláveis com recursos obtidos através de “Crowdfunding” - finaciamento coletivo. Confira!


Do Blog do Julio

Você já ouviu falar sobre crowdfunding, o conhecido financiamento coletivo? Nos EUA e na Europa, esse tipo de financiamento colaborativo é muito comum. No Brasil esse movimento vem crescendo cada vez mais e podendo ajudar muitas causas, artistas, ONGs, instituições e empresas a tirarem seus projetos do papel. Através de uma plataforma online os projetos e valores necessários são apresentados e você faz a sua doação.
Se você tem um projeto bacana e quer saber mais informações sobre o sistema de ‘crowdfunding’ dá uma olhada neste mapeamento colaborativo das plataformas existentes no Brasil, que faz parte de um trabalho acadêmico.
Carrinho elétrico para catadores busca financiamento coletivo

O Programa Eco Recicla, desenvolvido pela Ong Ecolmeia, em São Bernardo do Campo – SP, desenvolveu os carrinhos elétricos de coleta seletiva.
O programa pretende garantir melhorias para a mobilidade dos catadores de materiais recicláveis das grandes cidades.
Para tornar o projeto possível, você pode contribuir com 20 reais ou mais em uma página de financiamento coletivo.
Como funciona o Eco Recicla

Com um motor elétrico projetado para bicicletas, mas com redutor de velocidade e sistema hidráulico de freios, o projeto propõe mais segurança e menos esforço para os catadores, que passam horas, diariamente, puxando seus carrinhos.
A instituição trabalha para valorizar a atividade do catador como agente de transformação ambiental.

É isso aí galera! Pra um mundo melhor precisamos de mais solidariedade, mais colaboração e muito mais participação de todos!

Terça, 30 Setembro 2014 20:21

Fervor democrático

“A democracia é boa, principalmente
porque os outros sistemas são piores.”
(Nehru, estadista indiano)

*Por Cesar vanucci

Os que não botam fé pra valer na pujança democrática brasileira e que procuram, continuamente, azedar com atos e palpites histéricos a convivência entre contrários no campo das ideias e dos posicionamentos políticos, não estão se dando conta dos avanços extraordinários que se operam no Brasil, a cada momento, no tocante ao aprimoramento institucional. O país vai abrindo, com firmeza, ininterruptamente, como poderoso navio quebra-gelo desbravando regiões glaciais, os caminhos que conduzem à consolidação plena do sistema de procedimentos e regras políticos pelos quais a sociedade de há muito optou.
Já os setores mais lúcidos da sociedade se regozijam com as conquistas institucionais. Mas existe também, entre os bem intencionados, gente que não percebe, ainda, como se estivesse a compartilhar das teses derrotistas dos irremovíveis céticos de plantão, que essa assimilação de normas democráticas e republicanas em nossa realidade política, feita de forma razoavelmente remansosa, sem turbulências insanáveis, confere-nos hoje lugar de invejável proeminência no plano internacional. Nem todos os países, inclua-se na relação os mais desenvolvidos, mostram-se, na verdade, capacitados a articular um processo eleitoral tão transparente, com tamanha eficiência, com cronograma executado impecavelmente, prestes a ser acompanhado de apurações velozes e inquestionáveis, como esse que a Nação brasileira vive nestes dias em atmosfera de justificável euforia. Nas manchetes do mundo inteiro as eleições brasileiras são sempre – e agora acontece outra vez - saudadas como um momento de especial grandeza cívica. Prova mais que provada do amadurecimento político da brava gente brasileira. Da força imbatível das instituições democráticas que, mercê de Deus, nos regem.
Em tempos deixados pra traz o andar das coisas não era bem esse. As eleições costumavam ser marcadas por tremores sísmicos variáveis. E nem é o caso de relembrar abalos de maiores proporções que implicaram em graves perturbações à ordem constituída. A tranquilidade comunitária ficava afetada. A economia punha-se receosa face a suposições acerca de eventuais alterações futuras de rumo. As taxas de inflação e o câmbio exprimiam expectativas nervosas. Mas isso virou passado. O cenário de agora é outro, quão diferente! Os resultados das urnas, quaisquer que sejam, são acolhidos, por todos, vencedores e perdedores, como fruto de um jogo democrático modelar e como uma projeção legítima do verdadeiro sentimento das ruas. Pela voz dos eleitores o que o pleito expressa, de forma peremptória e definitiva, é uma manifestação da própria consciência cívica nacional. Não há contestá-la. Nem questioná-la. As opções tomadas nascem da soberana vontade popular.
O regime democrático possui, a exemplo das doutrinas religiosas, seus cânones sagrados. Mesmo quando as escolhas nascidas da vontade popular possam parecer insatisfatórias a nível de meras avaliações pessoais, não se pode perder de vista que um processo político, como qualquer outra ação humana, reflete o jeito de ser humano, com seus inerentes méritos e imperfeições. A democracia absorve os traços paradoxais do comportamento humano. Não deixa de ser boa por causa disso. Até mesmo porque – relembrando Nehru e Churchill, que disseram coisas muitíssimo parecidas em momentos diferentes –, em que pesem os notórios defeitos da sistemática política, tocada pela falibilidade de seus militantes, ela sobrepuja iniludivelmente, em termos de apreço à dignidade humana e de respeito aos direitos fundamentais, todos os demais sistemas até aqui inventados com o propósito de conduzir os destinos político-administrativos da espécie.
Em suma, o processo eleitoral de agora descortina-se como marco refulgente na história republicana brasileira. Estampa, novamente, o grau elevado de sensibilidade política e o amadurecimento democrático alcançado por este nosso Brasil brasileiro. Um país na rota indesviável do progresso. Hoje, mais do que nunca, face às grandes conquistas sociais e econômicas acumuladas, preparadíssimo para a invasão do futuro.

O jornalista Cesar vanucci escrteve para o Blog Viva Pernambuco semanalmente.

Não estamos acostumados a levar para casa frutas e verduras que não tenham boa aparência. Por sua vez, quem comercializa estes produtos muitas vezes prefere jogá-los fora, contribundo para o desperdício de alimentos que poderiam ser aproveitados. No texto abaixo, publicado pelo site Ciclo Vivo (www.ciclovivo.com.br), é dado o exemplo de uma rede de supermercados francesa que está dando o que falar. Confira!

 

Do Ciclo Vivo

A rede de supermercados Intermarché, uma das maiores da França, criou uma campanha para incentivar a compra de vegetais que não estão com a aparência perfeita. A ideia era mostrar que os alimentos continuam nutritivos mesmo que estejam fora dos padrões tradicionais.

É comum que em pontos de venda os alimentos naturais passem por uma triagem estética que determina se eles vão ou não para as prateleiras. Nestes casos, uma mancha na pele, um amassado na casca ou anomalias genéticas, descartam totalmente a possibilidade de o vegetal ganhar destaque nas gôndolas.
A rede de supermercados francesa resolveu fazer o caminho inverso, como forma de reduzir o desperdício de alimentos. A proposta da campanha “Frutas e Vegetais Inglórios” era dar a esses itens o status de celebridade dentro das lojas. A estratégia era coloca-los junto aos alimentos em perfeita forma, mas oferecendo a possibilidade de o cliente que escolhesse pelos “rejeitados” tivesse 30% de desconto no preço do vegetal.
Além disso, o próprio supermercado fez sucos e sopas com as frutas e legumes, para mostrar que, independente da aparência, as propriedades nutricionais e o gosto permaneciam intactos. Isso serviu como um incentivo a mais para que os clientes arriscassem inovar na compra.
O resultado foi muito positivo. Em apenas dois dias 1,2 toneladas dos alimentos foram comercializados. As prateleiras ficaram vazias e os alimentos foram responsáveis por 24% das vendas da rede. A campanha ficou tão famosa que logo se espalhou pelas redes sociais e atingiu mais de 13 milhões de pessoas. Muitos veículos da imprensa francesa também noticiaram a ação e cobraram que ela fosse replicada em todos os supermercados como esforço para reduzir o desperdício de alimentos.
Veja o vídeo da campanha:


(Ciclo Vivo)

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