Editor

.

Linha Editorial

  • "Mídia Construtiva é também lançar o olhar crítico sobre problemas, apontar falhas, denunciar. Contribuindo para a corrente que tenta transformar o negativo em positivo."

    Leia mais ...
Blog

PA170208

 Por Taíza Brito

Resistentes, lutadores e detentores de muita fé. Tais adjetivos, apesar de expressivos, ainda não traduzem a força emanada pelo povo quilombola de Conceição das Crioulas.

Fincada no Sertão Central de Pernambuco, no município de Salgueiro, a comunidade nascida em meados do século XVIII, destaca-se pela capacidade organizativa que impulsiona um dos maiores focos de resistência da identidade étnica dos quilombolas no Brasil.

Unidos em torno do ideal de reaver os 70% das terras que ainda estão nas mãos de fazendeiros, os moradores de Conceição das Crioulas não pararam no tempo e perceberam que só de forma associativa poderiam ao mesmo tempo trabalhar pelo desenvolvimento sustentável da comunidade.

Por isso há dez anos criaram a Associação Quilombola de Conceição das Crioulas (AQCC), que têm assento na Comissão Estadual de Articulação das Comunidades Quilombolas, onde cada um dá sua parcela de contribuição.

PA170137Preservação da história – Para que a história da comunidade não se perca há pessoas encarregadas, entre os mais velhos, de repassar de forma oral o conhecimento para os mais jovens, num trabalho educativo simples porém eficiente. Entre elas está Andrelino Antônio Mendes, 56 anos, descendente da nona geração de Francisca Ferreira, uma das seis negras que em 1802 pagou pela escritura das terras da comunidade plantando e fiando algodão.

Andrelino tem na ponta da língua todo o histórico de luta de seus antepassados para tentar manter a posse da terra, que ao longo do tempo foi sendo tomada por grilheiros, fazendeiros e políticos poderosos.

E da sua mente não escapam os locais onde estão fincados os marcos do território, prova dos limites da área que pertence à comunidade. “É importante que desde cedo os mais novos se apropriem da nossa história, para terem em mente o quão é importante a luta pela reconquista de nossas terras, pela preservação, respeito e amor às nossas raízes, e se engajarem na defesa dos nossos direitos”, ensina Andrelino.

O agricultor demonstra respeito pelas mulheres da comunidade, afirmando com orgulho que ali nasceu e se mantém uma sociedade matriarcal. “Elas sempre estiveram à frente de nossas lutas, apoiadas pelos homens. E ainda hoje conduzem os destinos de nossa comunidade”, fala.

PA170218Guerreiras – Visitando Conceição das Crioulas realmente não há dúvida de que as mulheres ocupam lugar de destaque no empreendimento de ações visando o bem da coletividade.

Uma das experiências mais exitosas é a produção de artesanato com a matéria-prima retirada da fibra do caroá (planta nativa da caatinga), realizada com apoio da AQCC. O trabalho envolve 50 pessoas, sendo produzido e comercializado na Casa da Comunidade Francisca Ferreira, onde os trabalhos são expostos com orgulho.

As peças mais conhecidas – e que viraram símbolo da comunidade – são as bonecas negras, confeccionadas inteiramente com a fibra do caroá. Cada modelo leva o nome de uma mulher da comunidade, seja por sua influência histórica ou papel que desenvolve atualmente.

Em cada boneca há um minifolheto explicativo, no qual é realatada a trajetória da personagem, o que além de ser uma forma eficaz de propagação da história das mulheres da comunidade, propaga o sentimento de orgulho e auto-estima entre parentes e decendentes. 

Também são produzidos bolsas, chaveiros, utensílios domésticos e peças de decoração. Ao mesmo tempo em que confeccionam as peças artesanais, os envolvidos no trabalho recebem orientações da AQCC de como explorar sustentavelmente o caroá, de forma a que tenham sempre matéria-prima para a produção. E ensinem aos mais jovens como preservar a planta.

Na Casa da Comunidade Francisca Ferreira, a AQCC também estimulou a criação de um grupo, formado por dez pessoas, que faz o beneficiamento de frutas nativas da caatinga, entre eles o umbu, para produção de polpas. A produção é vendida em feiras na comunidade e em Salgueiro.

PA170123“Temos a cabeça sempre voltada para projetos que aproveitem os recursos que dispomos, mesmo estando espremidos em apenas 30% do nosso território”, explica Aparecida Mendes, representante de Conceição das Crioulas na Comissão Estadual de Articulação das Comunidades Quilombolas e militante aguerrida da AQCC.

Outro projeto tocado pela AQCC e que envolve 100 agricultores familiares, estimula a produção de alimentos orgânicos. “Por meio de um intercâmbio internacional conseguimos que estes homens e mulheres trabalhem sob a orientação de um agrônomo moçambicano, que os acompanha em todos os passos da produção”, explica Cida. O fruto deste trabalho também é vendido em feiras comunitárias organizadas em Conceição das Crioulas e em Salgueiro.

PA170210Comunicação – Os integrantes da AQCC também estão antenados no uso de instrumentos de comunicação para propagar o trabalho que desenvolvem. Possuem um site na internet (www.conceicaodascrioulas.org), produzem vídeos, produzem um jornalzinho comunitário e aguardam parecer do Ministério das Comunicações para colocar no ar uma rádio comunitária.

A AQCC também desenvolve projetos de lazer e a cultura, envolvendo os jovens da comunidade, que além de combaterem a ociosidade estimulam a propagação dos valores quilombolas e da história da comunidade. Entre eles está o grupo de teatro, que faz apresentações periódicas na praça de Conceição das Crioulas, e o time de futebol juvenil, que participa de torneios locais.

“O lazer e a cultura também são meios importantes de formação política. Preparamos os jovens para serem protagonistas da nossa luta no futuro”, completa Cida.
  

mchinePor Éricka Melo, com informações da revista Super Interessante

Lavar a sua roupa de um jeito mais ecológico e, de quebra, entrar em forma. Esta é proposta da Cyclean Machine.

O ciclista inglês Alex Gadsden projetou a Cyclean Machine, uma máquina de lavar roupas, ligada a uma bicicleta, que funciona a base de pedaladas.

A invenção é meio mirabolante, mas bem simples. Com uma bicicleta velha e uma máquina de lavar mais antiga ainda, Gadsden desenhou e construiu a Cyclean em 20 semanas, reutilizando apenas peças encontradas em ferros-velhos e lixões.

Por enquanto, a máquina é só um protótipo, mas Gadsden está arrecadando dinheiro, em seu site, para publicar internacionalmente um passo a passo de como construir uma Cyclean em casa.

Com informações do site do Congresso Nacional

Reunir, em um único documento, informações sobre as condições de vida das mulheres brasileiras. Esse é o objetivo do Relatório Anual Socioeconômico da Mulher, criado pela Lei 12.227/10, sancionada no dia 12 de abril.

O relatório trará, entre outros itens, dados sobre a incidência de gravidez na adolescência; a participação feminina nos mercados de trabalho formal e informal; a proporção de mulheres consideradas chefes de domicílio; a escolaridade; a renda média; e o acesso das brasileiras a serviços básicos (luz elétrica, água tratada, esgoto e coleta de lixo).

A criação de um relatório anual sobre a condição da mulher foi uma das recomendações da 4ª Conferência Mundial sobre as Mulheres, realizada em Pequim, em 1995, também conhecida como Conferência de Beijing. O relatório servirá de parâmetro para a implementação e a fiscalização de políticas públicas voltadas para as mulheres. A iniciativa é derivada do projeto de lei 2155/99, de autoria da deputada Luiza Erundina.

A deputada lembrou,  que o relatório também subsidiará a luta das mulheres por seus direitos. “O movimento das mulheres ganhará força política, pois o documento dará a elas argumentos concretos para pressionar e reivindicar mudanças nos programas vigentes. Uma das principais características do relatório será a transparência das informações, o que permitirá que os setores interessados tenham elementos para manifestar com clareza seus anseios”, avaliou.

 

Do site ecoDesenvolvimento

O dia 22 de abril é marcado pelas comemorações do Dia Mundial da Terra. A celebração lembra a importância de se preservar o planeta e reforça as medidas que precisam ser tomadas para construirmos um mundo mais justo, sustentável e pacífico.

Pensando nisso, a Carta da Terra preparou uma campanha que visa alertar a população mundial para o conceito de “Cidadania Terra” onde os interesses pelo bem comum do planeta estão acima dos individuais.

Para isso, eles produziram um vídeo, bem como anúncios para rádios, revistas, jornais, blogs e sites. A intenção da campanha “Começa com você” é lembrar a todos o pensamento de Gandhi que dizia que a mudança que queremos ver no mundo começa por cada indivíduo.

Sobre a Carta da Terra

A Carta da Terra é uma declaração de princípios éticos fundamentais para a construção, no século 21, de uma sociedade global justa, sustentável e pacífica. Busca inspirar todos os povos a um novo sentido de interdependência global e responsabilidade compartilhada voltado para o bem-estar de toda a família humana, da grande comunidade da vida e das futuras gerações. É uma visão de esperança e um chamado à ação.

 

Publicado no site do Governo de Pernambuco, em 20.04.10

O Governo do Estado e a Prefeitura do Recife assinaram um convênio de R$ 63,5 milhões para execução de obras em mais de 25 bairros, sendo a maioria das intervenções feitas em áreas de morros. A Operação Inverno 2010 ganha a maior parte dessa verba: são R$ 38,5 milhões em ações. O restante fica para a construção de duas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e de 20 novas Academias da Cidade.

O convênio foi assinado na manhã desta terça-feira (20/04), pelo governador Eduardo Campos e pelo prefeito João da Costa, em evento realizado no bairro de Nova Descoberta. Do total, R$ 51,5 milhões são divididos meio a meio entre Governo e Prefeitura enquanto a construção das UPAs (R$ 12 milhões) será bancada pelo Tesouro Estadual cabendo à Prefeitura disponibilizar os terrenos.

Dos R$ 38,5 milhões de obras voltadas para minimizar os efeitos das chuvas e evitar tragédias como a que ocorreu no Rio de Janeiro há cerca de 15 dias, serão R$ 26,7 milhões para pavimentação, drenagem e urbanização de canais.

Os outros R$ 11,8 milhões serão investidos somente na contenção de encostas. As ações foram definidas no 2º Plano de Obras do Orçamento Participativo de 2010 e cruzadas com as informações do Pacto pela Vida.  As áreas “vermelhas”, tidas como mais violentas, ganham prioridade na execução dos trabalhos.

“Temos um terço da população da Região Metropolitana morando em morros. São quase 1,2 milhão de pessoas que vivem em 1.200 áreas de risco. Vamos começar a atender as que mais precisam. Temos levantado todas as áreas críticas e estamos autorizando tudo o que tem de projeto em ponto de fazer”, disse Eduardo Campos. Na próxima segunda-feira (26), outras prefeituras da RMR assinarão convênios com o Governo do Estado para execução de obras semelhantes.

O ajudante de produção José Germano de Oliveira, 33, morador de Nova Descoberta, viu nas obras a construção de um futuro melhor. “Quando chove aqui a situação é difícil, os moradores não dormem à noite, as crianças não têm como sair para escola. Por isso hoje é dia de comemoração aqui no Córrego do Inácio, porque, coisas que não haviam acontecido aqui, hoje a gente vê com a parceria da prefeitura com o governo”, afirmou Oliveira.

Os moradores do bairro também comemoraram a construção da UPA de, que vai ficar no campo de Marajó. A outra unidade prevista no convênio será construída em Lagoa Encantada, no Ibura. As UPAs estão orçadas em R$ 6 milhões cada uma e seguem os mesmos padrões das de Paulista, de Olinda e da Caxangá, já em funcionamento. “Aqui não teremos nada meia-boca, vbai ser tudo do bom”, garantiu Eduardo, ao final do discurso, no Córrego do Inácio.

Terça, 20 Abril 2010 13:49

Cientista cubano vence 'Nobel verde'

Escrito por

Com informações de O Estadão

O cientistas cubano Humberto Ríos Labrada, de 47 anos, venceu o Prêmio Ambiental Goldman, considerado pelos ecologistas como o 'Nobel verde'. Ele foi premiado por seu trabalho de uma década com melhoramento genético participativo em plantas, um processo pelo qual os camponeses mudam a estrutura genética das plantas, selecionando-as de acordo com sua resistência a pragas ou sua adequação a tipos de terra em particular.

"Cuba pode ser um belo exemplo de como enfrentar uma crise e seguir em frente", disse Ríos. O pesquisador estudou pedagogia, mas passou a trabalhar com os camponeses como coordenador do Programa de Inovação Agrária Local (Pial), uma rede que desenvolve a agricultura orgânica e sustentável a partir do melhoramento das sementes de maneira natural. Ríos não rejeita os transgênicos e outros produtos agroquímicos, mas expressou cautela quanto à utilização deles.

É paradoxal que um cubano receba o chamado 'Nobel verde', pois Cuba chegou a ser, na década de 70, um dos primeiros consumidores regionais de agroquímicos e fertilizantes. Com o triunfo da revolução de 1959, as autoridades se entusiasmaram com a chamada 'revolução verde', um sistema baseado no uso de fertilizantes e pesticidas.

Quando a União Soviética se dissolveu no começo dos anos 90 e a ilha se encontrou sem seu fornecedor de agrotóxicos, sem mercado para o açúcar, com a terra degradada, com a biodiversidade limitada e sem alimentos para a sua população ou dinheiro para comprá-lo, houve pânico generalizado.

Foi então que Ríos conseguiu convencer os colegas cientistas de que escutassem os camponeses e de que trabalhassem entre si para recuperar a diversidade genética das sementes em Cuba. "Durante o período especial (como se denomina a crise dos anos 90) pensamos que todos nós iríamos morrer, mas os conhecimentos dos agricultores e cientistas se uniram para buscar formas de produzir sem esses insumos", lembrou Ríos, reconhecendo a resistência dos especialistas para entender o quanto poderiam aprender com os homens do campo.

Ríos decidiu trabalhar com os camponeses para ampliar a variedade de suas sementes, estimulando que eles mesmos experimentassem e escolhessem as melhores para cada tipo de solo. Começou a organizar "feiras de sementes", uma forma de possibilitar o contato entre os produtores. No final dos anos 90, montou uma rede nacional - que logo se converteu em Pial - que atualmente conta com contribuições financeiras de organizações do Canadá, da Holanda, do Reino Unido, entre outros países.

Cerca de 50 mil camponeses se beneficiaram em uma década de projeto, o que implica menos gastos com fertilizantes, uma produção variada de alimentos e semeadores adequados às condições da terra e do meio ambiente locais. Para o país, significa um gasto menor na importação de alimentos.

"De acordo com Ríos, trata-se de atingir "Uma agricultura diferente, que se baseie na diversidade, na qual os agricultores tenham muito mais participação e na qual os cientistas fortaleçam esses conhecimentos que têm os camponeses". A cada ano, o prêmio Goldman concede US$ 150 mil a um líder de cada um dos continentes do mundo. Esta é a primeira vez que um cubano é escolhido.

 

Terça, 20 Abril 2010 13:49

A importância do combate ao crack

Escrito por

acrackPor Taíza Brito

A meta de combater ferozmente o tráfico de crack no Estado, assumida pelo novo secretário de Defesa Social de Pernambuco, o delegado federal Wilson Damázio, empossado ontem (19) no cargo pelo governador Eduardo Campos, é uma boa notícia, principalmente para familiares e amigos de dependentes da droga.

Uma pessoa consome de 10 a 30 pedras por noite, segundo cálculos da delegada de Homicídios Silvana Lélis, o que significa, em média, R$ 1 mil por mês pagos ao traficante.

Além do alto custo para manter o vício – o que faz com que os dependentes passem a praticar atos ilícitos e a dar fim a tudo que têm em casa (seja seu ou de familiares), o consumidor da droga é fortemente afetado pelos efeitos causados ao organismo.

O que os transformam em verdadeiros zumbis, atordoados por alucinações e com pouca disposição física, em função da fadiga corporal, o que os faz quase murchar, com rápida perda de peso, ressecamento da pele e perda de viço dos cabelos.

Sem falar no risco iminente de morte, pelos nefastos efeitos ao organismo, ou por se tornar alvo de traficantes por conta de dívidas, queima de arquivo, rixa ou disputa de território.  

Meta - Wilson Damázio, que já foi por duas vezes superintendente da PF no Estado, afirmou que usará sua experiência na área de narcotráfico nas ações de combate ao tráfico da droga. Ele também avisou que continuará com a política de redução de homicídios. Para o secretário, comércio de drogas e assassinatos andam juntos e por isso precisam ser alvo do mesmo embate.

Damázio assumiu a pasta no lugar de Servilho Paiva, também delegado federal, que deixou a pasta em situação confortável, com os índices de homicídios caindo pelo 16º mês consecutivo. Ele é o quarto policial federal a assumir a SDS em Pernambuco, continuando o foco em ações de inteligência.

Para o novo secretário, o trabalho dos setores de inteligência das polícias Civil, Militar, Federal e da própria Polícia Rodoviária Federal serão de extrema importância nesse combate ao crack.

Ele defendeu, inclusive, a troca de informações entre todos, para o melhor desempenho nas investigações. A ação, segundo Damázio, não será concentrada apenas no chamado Polígono da Maconha, que além da erva também vive hoje dos lucros oriundos do crack.

O combate estará nas estradas também, por onde é transportado o entorpecente oriundo de outros países, como Bolívia e Colômbia. Daí a importância da participação da Polícia Rodoviária Federal.

abrilDa Agência Brasil

Em pelo menos cinco estados, trabalhadores rurais já iniciaram as atividades do Abril Vermelho, ação organizada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que, nesse ano, exige o assentamento de pelo menos 90 mil famílias que já vivem em acampamentos.

No domingo (18) as primeiras ocupações começaram a ser feitas em Pernambuco, onde já somam 12 áreas na Região Metropolitana de Recife, na Zona da Mata e no Sertão.

Também já há duas áreas ocupadas em Alagoas e mais duas na Paraíba, entre elas, uma fazenda na cidade de Santa Rita, próximo a João Pessoa. Em Mato Grosso, trabalhadores sem terra estão mobilizados na sede regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e em Goiás os integrantes do MST iniciaram hoje a marcha em direção à capital, Goiânia.

“Nossa pauta de negociações com o governo já é antiga. Já está até amarelada”, critica José Batista de Oliveira, membro da coordenação nacional do MST.

O Abril Vermelho faz parte da Jornada Nacional de Luta pela Reforma Agrária e rememora o Massacre de Eldorado de Carajás, no qual 19 pessoas foram mortas, em 17 de abril de 1996, no Pará. As atividades desse ano revelam também o tom de insatisfação com a política agrária implementada pelo governo federal.

Para o coordenador do MST, o governo não tem orçamento suficiente para a aquisição das terras reivindicadas. “Existem mais terras prontas para serem desapropriadas do que dinheiro para adquirir essas terras e atender as famílias. Estamos em diálogo constante com o governo, mas nossa avaliação é que toda política de reforma agrária está estagnada”, avaliou José Batista.

“Se, por um lado, o governo não atende à demanda de organizações ruralistas que se articulam no Congresso para criminalizar o movimento dos trabalhadores, também não há sinais de avanço em relação à reforma agrária. Esse governo tem dado provas de que fez uma opção pelo modelo de desenvolvimento calcado no agronegócio, com monoculturas financiadas com dinheiro público. Isso faz com que o movimento dos trabalhadores e seus direitos fiquem vulneráveis à ação dos grupos ruralistas”, reclamou José Batista, citando a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do MST que funciona no Congresso.

De acordo com o Incra, o orçamento do órgão tem sido sistematicamente incrementado desde o início do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em 2003, o instituto tinha um orçamento de R$ 1,5 bilhão e chegou em 2009 com um orçamento de R$ 4,6 bilhões.

Ainda segundo o governo, nos últimos sete anos foram assentadas 574,6 mil famílias de trabalhadores rurais e instalados 3.348 assentamentos em 46,7 milhões de hectares. Os números, de acordo com o Incra, representam 55% do total de terras destinadas à reforma agrária nos 40 anos de existência do órgão.

José Batista avalia que para atender à reivindicação do MST, o governo precisaria investir pelo meno R$ 1,5 bilhão no atendimento às famílias, incluindo os recursos para a aquisição das áreas.

Outro ponto exigido pelo MST é que o governo realize a atualização dos índices de produtividade, exigência colocada como prioridade do movimento em negociações com o governo desde 2005. Esse índice serve para analisar se a terra é produtiva ou não e sua atualização periódica é prevista na Constituição Federal. “O governo assumiu um compromisso público de atualizar esse índice e terá que explicar porque não está cumprindo a lei”, disse José Batista.

Por Marcionila Teixeira e Tânia Passos, do Diario de Pernambuco, no site Pernambuco.com, em 19.04.10

União foi a palavra de ordem nos discursos do novo secretário de Defesa Social (SDS), o delegado federal Wilson Damázio, e do novo comandante da Polícia Militar de Pernambuco, o coronel Tavares Lira, durante a solenidade de posse de ambos realizada no final da manhã de hoje, no Palácio do Campo das Princesas. O delegado federal Wilson Damazio prometeu investir no combate ao crime organizado, ao tráfico de drogas e na redução de homicídios e que, para isso, vai juntar as três inteligências: das polícias civil, federal e militar. “Os bandidos atuam juntos. Nós também temos que trabalhar unidos.”

O governador explicou que as substituições não alteram as metas do Pacto pela Vida e que o programa segue no “automático”. “É uma nova etapa. Mudam biografias e pessoas, mas a política continua a mesma: é o Pacto pela Vida, é investir em polícias, em um efetivo maior, mais carros, mais armamentos, mais prevenção”, detalhou.

Wilson Damazio, que ocupava o cargo de diretor o Departamento Penitenciário Nacional, ligado ao Ministério da Justiça, e que já foi superintendente da PF no estado, disse que o nome do secretário adjunto não está definido, mas que fez o convite para que Cláudio Lima, o mesmo da gestão de Servilho Paiva, permaneça na função. O novo secretário adiantou que vinha acompanhando a atuação da pasta, mas que só esta tarde ficará totalmente a par da situação para então definir o que vai mudar na gestão e que pedidos deverá fazer ao governador Eduardo Campos.

Em seu discurso, o novo comandante da Polícia Militar, o coronel Antônio Carlos Tavares Lira, também anunciou que pretende atuar em “coesão” com o secretário Wilson Damazio. Ele prometeu dar continuidade ao trabalho de combate à criminalidade que havia sendo feito dentro do Pacto pela Vida e do programa Polícia Amiga, segundo ele uma marca da gestão do antecessor, o coronel José Lopes, que teria aproximado a população da polícia.

O ex-Chefe do Estado Maior acredita que sua experiência em diversos comandos lhe deu uma visão global do problema da segurança pública. Ele acrescentou que, desde a noite de ontem, já vem participando de reuniões da pasta, mostrando-se otimista em ingressar no comando da PM com a questão salarial tendo sido bem conduzida pelo governador.

Bastante cumprimentados, os que deixam o comando da segurança pública do estado também falaram durante a solenidade. Emocionado, o ex-secretário Servilho Paiva disse que entregou a pasta na sexta-feira passada exclusivamente por conta da quebra de hierarquia e que não tem questões pessoais, mas apenas institucionais contra o coronel José Lopes, acrescentando que as conquistas da pasta dependem do apoio do governo. Sobre seu futuro, ele disse que vai se apresentar à Polícia Federal em Brasília para saber qual será sua próxima missão. O policial é lotado em Sergipe.

Já o ex-comandante geral da Polícia Militar, coronel José Lopes, econômico nas palavras, adiantou que vai continuar o trabalho que desenvolvia no Pacto pela Vida e nas ações comunitárias como assessor especial do governador. “Vou sair, mas estou continuando”, garantiu. Questionado sobre qual teria sido sua marca à frente da PM, ele respondeu: “o povo é que vai dizer.”

Os dois entregaram os cargos por desentendimentos pessoais e o governador Eduardo Campos (PSB) aceitou. Como o nível de desgaste na relação entre eles chegou ao extremo e não houve conciliação até a última sexta-feira, prazo dado por Servilho para que o governador escolhesse ele ou o comandante, Eduardo Campos optou por uma saída radical nesse final de semana. Ao invés de escolher "um ou outro", Eduardo anunciou a mudança dos dois nomes.

Segunda, 19 Abril 2010 22:31

FotoLibras mostra experiência em Porto Alegre

Escrito por

asurdosO projeto FotoLibras, que desenvolve um trabalho fotografia participativa com surdos em Pernambuco, desde 2007, participa da 4ª edição do FestFotoPoa 2010. O evento acontece até o dia 2 de maio, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

A experiência pernambucana estará em discussão nesta terça-feira (20), das 14h às 15h30, como parte da programação do II Seminário Fotografia para inclusão sócio-cultural.

Na oportunidade, o FotoLibras apresentará o histórico, as ações e objetivos do seu trabalho junto com a Escola de Fotógrafos Populares da Maré (RJ), o Projeto Percepções do visível – Fotografias feitas por deficientes visuais – Centro Universitário SENAC/SP e o Projeto Educação/Fotoativa (Belém).

O FotoLibras, surge numa tentativa de promover a cultura e o olhar de pessoas surdas e dar uma oportunidade para elas se comunicarem através da fotografia. A iniciativa tem como objetivo utilizar a fotografia como meio de expressão e comunicação, aumentando a visibilidade e a inclusão da comunidade surda na sociedade.

O projeto vem promovendo diversos cursos e atividades para o fortalecimento dos multiplicadores formados nas turmas de 2007 e 2009, que hoje atuam na capacitação na área de fotografia participativa. Durante o seminário, o coordenador surdo, André Luiz, apresentará experiências dos alunos que desenvolvem capacitações, na busca da qualificação de foto-educadores.

No final do ano passado, o FotoLibras lançou um guia (português e libras) sobre como elaborar e executar projetos de fotografia participativa com surdos. O Guia é uma ferramenta de socializar a experiência FotoLibras e estimular o surgimento de novas iniciativas de fotografia para surdos no país.

O material está disponível gratuitamente no site da entidade: www.fotolibras.org. Atualmente, a ação realiza atividades de montagem de varais fotográficos, além de exposições em festivais, palestras e seminários.

 

Segunda, 19 Abril 2010 22:18

Guerreiros da paz

Escrito por

CATIMBAU_2010_047Por Taíza Brito

O cacique Marcos Luidson espera que este ano a luta empreendida pela reconquista das terras do povo Xucuru, de Pesqueira (PE) – iniciada há mais de 20 anos – chegue à etapa final.

Até agora os Xucuru conseguiram a desocupação de 95% do território de 27, 5 mil hectares, no entorno da Serra do Ororubá, antes habitada por 281 fazendeiros e que agora abriga 10,3 mil indígenas. O que demandou recursos da ordem de R$ 14 milhões do Governo Federal aportados em indenizações.

Contudo, o preço maior foi o da vida de seis Xucuru, assassinados em função da disputa, que suscitou a ira de fazendeiros que não aceitavam a devolução da terra e chegaram até a estimular dissidências entre os indígenas.  

Uma das vítimas foi o pai de Marcos, o cacique Chicão, assassinado a tiros em 20 de maio de 1988, época do auge das reivindicações pela demarcação e homologação da reserva.

Mesmo com os ataques sofridos – Marcos Luidson escapou de uma emboscada na qual dois indígenas foram mortos –, o cacique diz que o povo Xucuru não se deixou contaminar pela violência. E manda um recado para toda a sociedade, hoje (19), no Dia do Índio:

“Somos guerreiros da paz e seguimos o exemplo de Chicão, que sempre pregou a resolução de conflitos por meio de diálogo”.  

Empreendedoras-sociais-gal1Projetos da ONG Ação e Moradia tem como foco ações para transformar a vida de mulheres em Uberlândia

“Dizem que a mulher é o sexo frágil. Eu não concordo! Trabalho todos os dias com outras 14 mulheres em uma fábrica de tijolos na periferia de Uberlândia, em Minas Gerais. O serviço é pesado, sim, mas quem disse que a gente dá moleza? Não fazemos um produto qualquer. Fabricamos tijolos ecológicos, que não agridem o meio ambiente. Ou seja, não usamos lenha pra queimar o tijolo, que seca no tempo. A cada mil tijolos ecológicos produzidos, deixamos de derrubar sete árvores. Já pensou quantas árvores conservamos verdinhas e bonitas em um mês de trabalho?”, questiona Eliana Setti, idealizadora do projeto.

CURSOS PARA A COMUNIDADE - A fábrica é uma ideia da ONG Ação Moradia, criada no ano 2000 pela catequista. "A ONG tem vários outros projetos para melhorar a vida de mulheres como eu, que têm filhos e precisam ajudar ou até sustentar a família sozinhas."Empreendedoras-sociais-gal4

Ela explica que a  sede da Ação Moradia é grande. "Além da fábrica de tijolos, temos uma cozinha para oficinas de culinária, um salão de cabeleireiro, uma horta comunitária, aulas de artesanato e curso de montagem e manutenção de computadores".

E completa: "Não sou funcionária da ONG, sou uma empreendedora social. Quer dizer, é como se eu e as minhas colegas que trabalham aqui na fábrica fôssemos todas donas do negócio. O lucro depende da nossa produção. O dinheiro que ganhamos com o que vendemos é dividido de acordo com as horas que cada uma trabalhou. Em meio período de trabalho, consigo tirar uns R$ 400 por mês".

Ela explica que as principais clientes são as construtoras dos conjuntos habitacionais de Uberlândia. "Mas quem está construindo sua casinha própria também vem nos procurar", complementa.

A catequista diz que o milheiro do tijolo ecológico custa R$ 420, com as medidas 12,5 x 25 x 6,5 cm. "É maior que o convencional. O metro quadrado de parede feito com ele sai mais barato do que com tijolos baianos ou blocos de cimento. O tijolo ecológico também pode ficar aparente, e aí não é preciso reboco, massa corrida ou pintura. Fica bem bonito.”

A catequista ainda destaca:

TEMOS UMA MOEDA DE TROCA SÓ NOSSA
“Eu conheci a ONG graças a uma amiga. Foi muito bom, porque eu nunca tinha trabalhado. Tenho dois meninos pra criar, só que era difícil conseguir emprego porque estudei apenas até a 8ª série. Faz pouco mais de um ano que estou na Ação Moradia, e agora posso ajudar meu marido lá em casa. O começo foi um pouco difícil, mas recebemos assessorial da ONG para cuidar da fábrica. Tem um técnico contratado que verifica a qualidade da produçãodos tijolos e nos ajuda no dia a dia. A iniciativa tem o patrocínio de fundações internacionais, que compraram as máquinas e nos auxiliam enquanto aprendemos a caminhar com as próprias pernas. Além do dinheiro, recebo cesta básica e “horas-ação”, que é como chamamos o dinheiro que só circula dentro da ONG. Com as “horas-ação” posso comprar os produtos fresquinhos que saem da horta, enfeites que outras meninas fazem na oficina de artesanato ou trocar por serviços no salão de cabeleireiro e ficar bonitona!”

ATÉ CARREGAMOS E DESCARREGAMOS O CAMINHÃO DO CLIENTE
“Eu participo de todas as etapas de fabricação do tijolo. É preciso carregar a terra, peneirar, medir a quantidade no balde, colocar o tanto ideal de cimento e bater na máquina. Depois a gente coloca na prensa, pra massa virar tijolo de verdade. Aí eles vão para o barracão e regamos com água três vezes ao dia. Por último, vão para o sol até que o cliente venha retirar. Às vezes somos nós que carregamos e descarregamos o caminhão do comprador. Como eu disse, somos muito fortes!”

APRENDI A FALAR MELHOR E USO INTERNET
“Mas o bom da Ação Moradia é que não é só trabalhar. Eu também aprendo muito. Nas horas vagas, participo de cursos sobre meio ambiente, cidadania, economia solidária e informática. Já sei até entrar na internet. Uma coisa que mudou muito foi que eu aprendi a me comunicar. Eu era bem calada, tímida, não sabia conversar. Tinha vergonha de tudo. Agora sou outra pessoa! Aprendi a expressar minhas opiniões. O que mais posso querer? Construir minha casa com os tijolos ecológicos que eu mesma fabriquei. Eu sei que vou chegar lá!”

Com informações do site ecoDesenvolvimento

O ministro da Educação Fernando Haddad afirmou na última quinta-feira (15), que o Brasil deve erradicar o analfabetismo até o fim desta década. Atualmente, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios de 2008 (Pnad/IBGE), a taxa de analfabetismo no país é de 10% entre a população com mais de 15 anos.

De acordo com o ministro, o país irá cumprir o acordo assinado em 2000 na Conferência Mundial de Educação, em Dacar, que prevê a redução da taxa de analfabetismo em 50% até 2015. “Isso significa levar a taxa para 6,7% até 2015, o que nos permite prever que até o final da década o analfabetismo estará erradicado no Brasil. Por erradicado nós devemos entender uma taxa de menos de 4% (de analfabetos na população maior de 15 anos), o que a Unesco considera um indicador aceitável”, disse.

Haddad ressaltou que uma das dificuldades para combater o problema é que ele atinge principalmente a população idosa que vive em cidades pequenas ou no campo. “Na população de 15 a 17 anos o analfabetismo é de 1,7% apenas, já pode ser considerado erradicado. Na população de 18 a 24 anos, estamos com um percentual de 2,2% de analfabetos”, comparou.

O combate ao analfabetismo é uma notícia que merece ser comemorada. Porém, cabe ressaltar que não basta colocar os alunos na escola. É imprescindível que eles tenham educação de qualidade para que possam desenvolver a capacidade plena de cidadãos. Ensino de alto nível, esporte, cultura e uma visão crítica da realidade devem fazer parte deste cotidiano. Combater o analfabetismo é só o primeiro passo, para garantir um futuro melhor para as novas gerações.
 

Por Carol Bradley, com informações de Tiago Faria, do Correio Braziliense

O cineasta James Cameron, que no filme Avatar discorre sobre a importância de se proteger a natureza, decide ir além da ficção. Após participar em Brasília de um protesto contra a construção da hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, confirmou que vai filmar documentários em 3D na região do Rio Xingu.

A jornada brasileira de Cameron começou com um convite da organização ambiental Amazon Watch, sediada na Califórnia, para conhecer as comunidades que serão afetadas pela construção da usina brasileira. A proposta soou irrecusável para o autor.

"Vocês podem se perguntar: o que este estrangeiro tem a dizer sobre problemas brasileiros? Nos Estados Unidos, vários povos indígenas foram destruídos. Sempre me preocupei com a questão. Avatar fala sobre a colisão entre tecnologia e natureza. É meu filme mais pessoal", afirmou.

A meta é assumidamente política. E, claro, com um quê de entretenimento. Depois de tirar uma temporada de folga com a família, Cameron vai usar a tecnologia 3D para mergulhar os espectadores no cotidiano dos índios. "Quero mostrar essa história para o mundo", planeja.

Não é a primeira vez que a veia de documentarista fala mais alto. "Depois de Titanic, fiz oito anos de exploração subaquática e dirigi quatro documentários sobre o tema. Sempre com equipes pequenas, sem muito dinheiro. Quando fico muito curioso e emocionado, tenho que expressar esses sentimentos nos meus filmes de alguma forma", explicou o diretor.

"Fiquei muito comovido com as histórias que ouvi no Brasil. Produzir documentários sobre o tema virou uma questão pessoal", contou. Em esquema independente - sem roteiro e com poucos técnicos -, Cameron quer que os índios o ajudem a descobrir o filme (ou os filmes) que procura.

 

Domingo, 18 Abril 2010 19:02

Festa em Raposa Serra do Sol

Escrito por

Com informações de Luana Lourenço, da Agência Brasil

O cacique Marcos Luidson, líder da comunidade Xucuru, de Pesqueira (PE), estará entre os indígenas que participarão da comemoração da homologação da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima, nesta segunda (19), Dia do Índio.

Na comunidade do Maturuca, que receberá os convidados, o sábado (17) foi de preparativos. Desde quinta-feira (15), indígenas de toda a região da reserva festejam a homologação da demarcação em área contínua da área, confirmada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) há pouco mais de um ano.

Até esta segunda a organização da festa espera agrupar 18 mil indígenas para receber a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na aldeia.

Instalados em grandes malocas, com espaços para pendurar redes, os indígenas que chegaram – cerca de 5 mil, de acordo com a organização – participam de apresentações típicas das etnias Macuxi, Taurepang, Wapixana, Ingaricó e Patamona e de competições esportivas tradicionais, como corrida de toras e arco e flecha.

Instalados no Noroeste de Roraima, longe de Raposa Serra do Sol, um grupo de indígenas Yanomami também veio comemorar a conquista da terra pelos parentes. Marino Yanomami pegou dois ônibus para chegar. “Viemos conhecer a festa deles, as tradições deles. São diferentes dos Yanomami, mas é tudo muito bonito e alegre também. Foi uma luta muito grande, é bom ter alegria agora”.

Domingo, 18 Abril 2010 06:59

Água engarrafada na mira de ambientalistas

Escrito por

No Brasil a discussão ainda é embrionária. Mas em países da Europa e nos Estados Unidos a água engarrafada está na mira de críticos de seus processos de produção e de ambientalistas há pelo menos cinco anos. Recentemente as Nações Unidas se uniram a esse coro: a água engarrafada se tornou, assim como as sacolas plásticas do supermercado, um ícone do desperdício dos tempos atuais. E também da desigualdade social.

Isso porque enquanto cerca de 900 milhões de pessoas no mundo ainda não tem acesso à água de boa qualidade, segundo dados da ONU, uma parte mais abastada consome água engarrafada, mesmo tendo acesso à água tratada. E o consumo excessivo de água engarrafada em todo o mundo pode levar à superexploração de aquíferos, o que deixaria um legado de falta d’água para gerações seguintes – enquanto o lucro com a venda de água permanece privatizado.

A maior parte da água engarrafada comercializada no mundo é feita por grandes multinacionais, como Nestlé, Danone, Coca-Cola, PepsiCo, entre outras. As empresas têm sido acusadas de criar uma falsa demanda pela água engarrafada, mesmo em lugares onde a qualidade da água fornecida pelas companhias de saneamento é considerada satisfatória (alô, grandes cidades brasileiras!). Há quem diga que a “obrigatoriedade” de se beber dois litros de água por dia foi outra falsa demanda criada pela indústria de bebidas.

Outro problema criado pelo aumento do consumo dessas águas é a poluição causada pelas embalagens. As empresas estimulam o consumo, sem se preocupar em dar um destino correto às garrafas plásticas, gerando ainda mais lixo, que como sabemos, vão parar no lugar errado. Só nos EUA são descartadas por ano 50 bilhões de embalagens plásticas de água. Menos de 10% são recicladas.

A ONU já lançou campanhas para que restaurantes passassem a oferecer a seus clientes a opção de água filtrada, sem custo para o cliente. Na Europa é possível constatar que muitos restaurantes aderiram, enquanto outros nunca deixaram de servir ao ‘tap water’ - água de torneira.

No Brasil a tendência já chegou - em São Paulo, foi criado o projeto Água na Jarra, uma iniciativa da economista Letycia Janot e da advogada Maria Fernanda Franco, que ainda não foi lançada oficialmente mas que terá apoio da prefeitura da capital e do governo paulista.

Por último, o vídeo The Story of Bottled Water (”A História da Água Engarrafada”, em tradução livre), produzido por Annie Leonard (a mesmo do “A História das Coisas”, um sucesso na internet) e lançado no Dia Mundial da Água expõe as razões para se reduzir o consumo das garrafinhas de água. Vale a pena tomar conhecimento e refletir sobre hábitos que acabam se tornando banais mas que têm seus impactos sobre o planeta.

Fonte: http://blogs.estadao.com.br/andrea-vialli/

 

Com informações da Agência da Boa Notícia, em Fortaleza

Os companheiros da Agência da Boa Notícia, em Fortaleza (CE), realizam um trabalho assemelhado ao do Blog Viva Pernambuco, contribuindo para a propagação de notícias construtivas, dentro da perspectiva de mídia de paz.

Entre as notícias que apresentaram nesta semana que passou, uma delas destaca a vitória de Regilane Fabrício, de apenas 15 anos, do Grupo Bailarinos de Cristo e Amor (BCAD), que conquistou o “Grand Prix de Barcelona”.

Ela ficou em primeiro lugar na apresentação solo do concurso realizado na cidade de Girona. Regilane veio de família pobre na comunidade de Bela Vista, em fortaleza.  O pai é pintor e a mãe trabalha como dona de casa. Regilane viajou em turnê pela Europa com a CIA de Dança Janne Ruth e corpo de baile BCAD

História - Desde a infância Regilane já sonhava em ser bailarina. Aos 9 anos ficou sabendo do BCAD onde se destacou pela estrutura do seu corpo e pela dedicação à dança. Com os prêmios conquistados, veio a possibilidade de estagiar na CIA de dança Janne Ruth e a oportunidade para representar o Brasil pelo mundo.

“Essa viagem foi uma experiência única em minha vida, conheci a Suíça e a Espanha e ainda recebi o melhor prêmio de minha carreira, meus pais ficaram muito felizes e orgulhosos de mim”, comemora Regilane.

Segundo Janne Ruth, coreógrafa e fundadora do BCAD, Regilane tem o biotipo perfeito para a dança. “O corpo é peça fundamental para se destacar no balé e Regilane nasceu com os atributos necessários, antes mesmo de entrar no projeto ela já possuía uma boa elasticidade nas pernas, como ela tem poucas no Brasil”.

A companhia competiu no Gran Prix com nove coreografias em diversas modalidades. Além do clássico solo a CIA recebeu ainda o primeiro lugar no conjunto moderno “Pensando em ti” e um segundo lugar com o conjunto contemporâneo “Woodox”, ficando atrás apenas do conjunto de Cingapura. Países dos cinco continentes estavam presentes no evento.

A turnê pela Europa passou também pela Suíça onde o grupo realizou cinco apresentações no Teatro Municipal Grabenhalle e na Universidade de St. Gallen. Por volta de 500 pessoas puderam assistir o espetáculo “No Nordeste é assim”, que tem a direção geral da Janne Ruth, a direção artística de Graco Alves e conta com 12 bailarinos.

Ainda na Suíça, no povoado de Sulgen, mais de 250 crianças de uma escola municipal assistiram ao espetáculo “No Nordeste é assim” e o “Sambor”. “O resultado foi tão positivo, que no final tivemos um momento de interação com as crianças, todas subiram no palco para aprender a dançar o samba” diz Andres Perdomo, técnico e tradutor do BCAD.

O Projeto BCAD nasceu no ano de 1994 com o objetivo de transformar a realidade de crianças e adolescentes pobres por meio da dança. Hoje o projeto desenvolve quatro grandes programas, “Arte e construção da cidadania”, “Arte e movimento pela vida”, “Brincando, criando, dançando e aprendendo” e “Ação e cidadania”. Além da dança as crianças recebem reforço escolar, aula de teatro, música, e esportes. Já passaram pelo BCAD mais de 11 mil crianças sendo 440 por ano. O BCAD fica localizado no bairro da Bela Vista, em Fortaleza.

Contato:

Grupo Bailarinos de Cristo Amor e Doações (BCAD) - 85 3482 0510

Por Fernanda Fava, publicado em O Estadão

Neste domingo, pessoas comprometidas com o meio ambiente em São Paulo e no Rio de Janeiro poderão correr ou caminhar seis quilômetros - distância média que mulheres e crianças precisam caminhar diariamente para obter água em localidades com escassez deste recurso, segundo a ONG Global Water Challenge  - e contribuir para reduzir a escassez de água no planeta. Elas participarão de corridas ou caminhadas da Dow Live Earth Run For Water, que serão organizadas durante um período de 24 horas em 192 países. O evento contará também com shows de música nas duas cidades brasileiras.

Em todo o mundo, o evento vai destinar parte da arrecadação a ONGs relacionadas com o problema da água. No Brasil, 10% do valor arrecadado com as inscrições - que encerraram no dia 14 - será doado a ONG Instituto-e, da Osklen.

Apesar de não estar diretamente ligada à temática da água, a entidade foi escolhida porque vai destinar a verba para o Fundo de Boas Práticas Socioambientais em Microbacias (Funboas). Criado pelo Comitê de Bacias Lagos São João, no estado do Rio de Janeiro, e apoiado pela WWF, com quem o Instituto-e desenvolve há anos uma parceria, o projeto é um mecanismo de incentivo financeiro a agricultores familiares que preservam o meio ambiente e os recursos hídricos da Bacia Hidrográfica de São João, que abrange 13 municípios fluminenses, entre os quais Casimiro de Abreu, Silva Jardim, Araruama, Rio Bonito, Cabo Frio e São Pedro da Aldeia. Em outubro passado, o Funboas foi premiado pelo Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos.

De acordo com a ONG Global Water Challenge, em 2025, dois terços da população mundial terá acesso restrito à água. A entidade também tem outros dados bem preocupantes sobre o assunto: nos países desenvolvidos, os problemas gerados pelo uso de água não potável pelas pessoas matam mais do que todas as formas de violência, incluindo guerra. A cada semana, 42 mil pessoas morrem em decorrência do consumo de água não potável - 90% dessas pessoas são crianças com menos de 5 anos de idade.

Em São Paulo, a corrida terá início às 8h no Jockey Club. São esperados entre quatro e cinco mil corredores. O Jockey estará aberto aos curiosos que quiserem assistir à corrida. O Rio de Janeiro, sede do principal evento da Dow Live Earth Run For Water no Brasil, tem 5,5 mil inscritos, e o início está prevista para as 9h na Praça da Apoteose. Na Cidade Maravilhosa, quem estiver participando da caminhada poderá conferir o show de Jorge Ben Jor às 11h. Só terá acesso ao local quem estiver inscrito.

Além disso, localizada junto à largada e chegada, a equipe da Water Village realizará atividades educacionais sobre a água a partir de uma hora antes da corrida. Nela haverá exposições, experiências interativas e ONGs locais incentivando e educando os participantes.

 

crianca_internetDa Agência Brasil

O coordenador do programa Parceria para a Proteção da Criança e Adolescente (Child Protection Partnership – CPP, em inglês) no Brasil, Luiz Rossi, disse que os pais devem ser incluídos no mundo digital para poder acompanhar e orientar os filhos no uso da internet. O CPP é um projeto coordenado pelo Instituto Internacional para os Direitos da Criança e do Adolescente, da Universidade de Vitória, no Canadá.

“As crianças e adolescentes estão acessando a internet sem nenhum tipo de orientação familiar, porque os familiares vêm de uma geração em que não havia a inclusão digital que existe agora”, afirmou Rossi nesta quinta-feira, 15 de abril, em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional.

O CPP participa do 12º Congresso das Nações Unidas sobre Prevenção ao Crime e Justiça Criminal (CPCJC), que começou segunda-feira, 12 de abril, em Salvador e termina no dia 19. Um dos assuntos em discussão é a pornografia infantil na rede mundial de computadores.

Segundo o coordenador da CPP no Brasil, é preciso lembrar que a internet oferece tanto informações positivas quanto negativas. Ele orienta os pais a manterem um diálogo com as crianças sobre o que elas devem ou não acessar.

“Temos que incluir digitalmente os pais, porque eles acham que as crianças, quando acessam a internet, só estão recebendo informações positivas, mas existem, por exemplo, informações pornográficas, que causam um impacto totalmente inadequado ao desenvolvimento da sexualidade da criança e adolescentes”.

Rossi também orienta os pais a denunciarem a existência de conteúdos pornográficos em sites que não são destinados a esse fim. Ele lembra que existem espaços para denunciar crimes contra a pedofilia na internet, como o portal da organização não governamental SaferNet. Crimes como racismo, xenofobia e tráfico de pessoas na internet também podem ser denunciados.

Sexta, 16 Abril 2010 15:43

Coragem para mudar

Escrito por

acoragem

 

A Organização Brahma Kumaris, que realiza um trabalho belíssimo voltado para a restauração dos valores humanos e de uma vida mais digna, seja individual ou coletivamente, promove no próximo dia 24 de abril em Olinda o workshop “Coragem para mudar”. 

O palestrante será Rodrigo Ambros, vice-presidente da organização, que em Pernambuco tem a coordenação de Eliane Rangel. 

Rodrigo pretende mostrar que apesar de no mundo atual estarmos observando mudanças cada vez mais rápidas e radicais e que quando somos nós os envolvidos na mudança ficamos inseguros e às vezes presos ao passado. Por isso ele vai tentar responder junto com os participantes como despertar em si a capacidade de mudar, trilhar esta jornada com prazer e aprendizados e mostrar o que nos impede de mudar.

“Neste workshop vamos explorar uma dimensão mais sutil do que significa mudar e como facilitar este processo”, explica. 

A inscrição é gratuita e podem ser feitas pelo telefone 3429.4550.

Serviço:

Workshop: Coragem para mudar
Palestrante: Rodrigo Ambros
Data: 24 de Abril ( Sábado )
Horário: 15h às 18h
Local: sede da Brahma Kumaris, Avenida Luiz Gomes, 144, Farol, Olinda

Sexta, 16 Abril 2010 15:22

Caravana de solidariedade aporta em Caruaru

Escrito por

anassau
Foto: Chico Peixoto

 

Engajada nas metas dos Objetivos do Milênio estabelecidas pela Organização das Nações Unidas – entre eles acabar com a fome e a miséria, reduzir a mortalidade infantil e melhorar a saúde das gestantes –, a Faculdade Maurício de Nassau promove neste sábado (17) uma caravana da solidariedade em Caruaru.

A ação, com apoio da Prefeitura do município, vai oferecer atendimentos de saúde e jurídico, além de promover a distribuição de cestas básicas para gestantes e mães de crianças com idade de até 5 anos.  O evento acontece nas futuras instalações da Maurício de Nassau, no prédio do antigo Hotel do Sol, na BR-104. A meta é atender 200 mulheres cadastradas na Secretaria de Saúde do município, entre às 10h e 17h.

Serão oferecidos às participantes orientação nutricional, oficina sobre reaproveitamento de alimentos, exercícios posturais, reflexologia podal, testes de glicemia, aferição de pressão, oficinas de customização de roupas e desfile com as tendências da moda para gestantes e show com um grupo de forró local. Um total de 150 professores e estudantes da Faculdade estará envolvido nas atividades. 

Trote legal - A iniciativa faz parte do Projeto Trote Legal, uma série de ações promovidas pela Nassau para coibir a prática de trotes violentos e estimulares a promoção da cidadania e compreensão do conceito de Responsabilidade Social entre os alunos de todos os cursos.

Durante 45 dias, os estudantes participaram de gincanas como disputas esportivas, tarefas militares e concurso de calouros para a arrecadação de duas toneladas de alimentos não-perecíveis, que serão distribuídos durante o evento em Caruaru. 

twitter

Apoio..................................................

mercado_etico
ive
logotipo-brahma-kumaris