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Linha Editorial

  • "Mídia Construtiva é também lançar o olhar crítico sobre problemas, apontar falhas, denunciar. Contribuindo para a corrente que tenta transformar o negativo em positivo."

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aigualdadeMuitos eventos estão programados para este domingo, 21 de março, Dia Internacional para Eliminação da Discriminação Racial em todo o Brasil.

No Recife, haverá apresentações culturais e uma panfletagem, das 9h às 12h, na praia de Boa Viagem, promovidas pela Prefeitura do Recife, por meio da Secretaria Especial da Mulher, em parceria com as pastas municipais de Direitos Humanos e Segurança Cidadã e do Orçamento Participativo.

A ação educativa se concentrará nas imediações do Edifício Acaiaca, onde cerca de 50 pessoas, entre técnicas das secretarias envolvidas no evento e voluntárias que integram grupos de mulheres do Ibura entregarão aos banhistas material contendo os programas desenvolvidos pela administração do município sobre questões raciais e de combate a todas as formas de discriminação.  O Afoxé Oiá Alaxé fará uma exibição durante a panfletagem.

Na Ilha de Itamaracá, na Região Metropolitana, acontece a última rodada de debates do Seminário Mulheres Nordestinas contra a Discriminação Racial na Mídia, iniciado no último dia 18.

O evento, que tem o apoio político-institucional da Articulação de Organizações de Mulheres Negras (AMNB) e o apoio do Fundo das Nações Unidas para o Desenvolvimento da Mulher (Unifem), teve como foco a promoção de um processo de organização das mulheres negras do Nordeste para uma ação em rede articulada de combate à discriminação racial na mídia, socialização de experiências e construção de estratégias de ação de combate ao racismo.

Já a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), sediada em Brasília, debaterá o tema “O Brasil e o mundo 50 anos após o massacre de Shaperville”. A mesa-redonda será realizada no Salão Negro do Ministério da Justiça, a partir das 14h, com abertura do ministro da Igualdade Racial, Edson Santos.

Na mesa redonda haverá exposição sobre os desdobramentos da Conferência de Durban e seus reflexos na América Latina, feita por Maria Inês Barbosa, sanitarista e especialista em relações étnico-raciais.

Também se falará sobre a promoção da igualdade racial na construção de novos parâmetros para as políticas públicas, com explanação de Mário Teodoro, diretor de Estudos, Cooperação Técnica e Políticas Internacionais do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA).

Ainda será discutido o papel da sociedade civil como parceira e indutora da transformação social, tema a ser tratado por Cida Bento, diretora executiva do Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdade (CEERT).

História - O Dia Internacional para Eliminação da Discriminação Racial foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1969. Desde então, o 21 de março homenageia a memória dos 69 sul-africanos assassinados pela polícia em 1960 por se manifestarem contrários à chamada “Lei do passe”, que impedia o direito de ir e vir da população negra. O episódio ficou conhecido como o “Massacre de Sharpeville”, em referência à favela, situada em Joanesburgo, na África do Sul, e marcou um novo capítulo na história mundial que culminou com o fim do apartheid.

 

Por Taíza Brito

Quem atua na área de saúde mental no Brasil sabe que na área de formação profissional Pernambuco tem uma dívida de 127 anos (tempo de fundação do hospital) com o Ulysses Pernambucano. A psiquiatria e a saúde mental do Estado jamais teriam tanto destaque nacional se não houvesse o Ulysses como campo de ensino, pesquisa e prática.

 Aproximadamente 500 estudantes de graduação ou pós-graduação circulam pelo HUP a cada semestre letivo, em atividades de aulas teóricas ou práticas supervisionadas, dos cursos de Medicina, Enfermagem, Psicologia, Terapia Ocupacional.

São estudantes das seguintes instituições de ensino superior: UFPE, UPE, Unicap, Fafire, Facho, Esuda, FIR, Universo e Maurício de Nassau. Em sua Jornada anual de Saúde Mental, o HUP abre espaço para a divulgação de trabalhos científicos realizados por docentes, estudantes e demais profissionais de saúde.

tamarineira_016Por Taíza Brito

Em uma única visita ao Hospital Ulysses Pernambucano é possível comprovar que a unidade está muito longe de ser uma área abandonada ou ociosa. Ao contrário, presta um serviço incomensurável a uma parcela da população – os pacientes com graves transtornos mentais – que já passa pelas mais duras provações: a perda de faculdades mentais importantes, a rejeição da sociedade e a ruptura dos laços familiares.

E que têm no Ulysses, com sua área verde tão cobiçada e seu corpo funcional especializado, composto de 260 profissionais, sendo 38 médicos, a chance de reinserção social.

Em sua estrutura, o hospital conta com 160 leitos para pacientes com crise aguda, de curta permanência. A taxa de ocupação diária desses leitos é 98%, o que afasta totalmente a ideia de subutilização do serviço.

Os pacientes levados à unidade nos períodos de crise e são liberados logo após o fim dos sintomas mais graves. Hoje, a rede pública de saúde não possui nenhuma outra unidade capacitada para receber esses pacientes, em sua maioria enviados pelas residências terapêuticas e Caps.

Em sua maior parte, os pacientes do Ulysses Pernambucano sofrem de esquizofrenia (cerca de 70%). O demais internos sofrem de alterações de humor, como transtorno bipolar e depressão (cerca de 25%) e de neuroses graves (cerca de 5%).

Em média, o tempo de permanência na unidade é de 30 dias. Somente em 15% dos casos é necessária a internação por mais de um ano. A ausência total de vínculos familiares é verificada em cerca de 10% dos casos.

Além desses leitos, o hospital conta com uma emergência psiquiátrica 24 horas, com 25 leitos. O setor foi reformado, equipado e ampliado em dezembro de 2008, ao custo de R$ 500 mil. O ambiente foi humanizado e climatizado. Em média, a emergência atende 100 pacientes por dia, vindos de todas as regiões do Estado.

Dandocontinuidade à série "Você conhece o Hospital da Tamarineira por dentro?", damos voz à diretora da unidade, Bemvimda Magalhães, que explica como se dá o tratamento dos pacientes da unidade, que está sob a ameaça de desalojamento para a dar lugar a um shopping. Dois outros posts acima detalham o trabalho do hospital psiquiátrico.

Por Taíza Brito

tamarineira_058A frase categórica, utilizada no título deste post,  é da diretora do Hospital Ullysses Pernambucano, Benvinda Magalhães, ao explicar que a instituição trabalha alinhada com os preceitos da reforma psiquiátrica e entende que os pacientes com transtornos mentais devem ser reinseridos na sociedade e na família.
   
“Os pacientes não moram aqui, como muita gente pensa. Nem são isolados. O que fazemos é oferecer tratamento para a crise aguda. Por isso os 160 leitos que temos têm uma rotatividade grande”, completa Benvinda. Assim, cada leito chega a ser ocupado até por três pacientes por mês.

Segundo a diretora do hospital, desta forma a permanência na unidade é breve. “Depois de contida a crise aguda, os pacientes são encaminhados para a rede psicossocial para ser cuidados e acompanhados”, explicou.

Benvinda ressaltou ainda que o hospital está acompanhando e à frente das mudanças propostas pela reforma psiquiátrica. “Não seguimos o modelo de hospitais como o Alberto Maia e tantos outros, onde as pessoas com transtornos mentais são depositadas para não incomodar a sociedade”, finalizou.  

 

Sexta, 19 Março 2010 21:10

A importância do Hospital Ulysses Pernambucano

Escrito por

Por João Alberto Carvalho
 
atamarineira2O Hospital Ulysses Pernambucano foi inaugurado, com o nome de Hospital dos Alienados, em 1874 pelo Barão de Lucena. Desde então se integrou à história da cidade do Recife e da psiquiatria brasileira. Para a especialidade médica, a instituição sempre teve valor inestimável. Nas décadas de 20 e 30, foi criada ali a Escola de Psiquiatria do Nordeste, comandada por Ulysses Pernambucano, que colaborou relevantemente para o desenvolvimento científico e ofereceu tratamento qualificado para os pacientes da região.

Neste momento em que se cogita sua desativação, é fundamental esclarecer que os serviços realizados atualmente no hospital são indispensáveis para a população. São atendidas no local, pessoas que exigem um procedimento de atenção integral com baixíssima oferta na rede pública. Se ocorrer a interrupção dessa assistência esses pacientes ficarão privados de tratamento adequado. É possível que, desalojados, corram o risco de viver nas ruas a exemplo do que ocorre em outras cidades, considerando o sistema de assistência pública insuficiente para garantir atendimento pleno em todos os níveis.

E devo esclarecer que quando abordamos a assistência em saúde mental, não estamos tratando de uma questão periférica. Segundo recente pesquisa da Associação Brasileira de Psiquiatria – Datafolha, os portadores de transtornos mentais e seus familiares (que enfrentam igualmente as conseqüências da doença) somam cerca de 10% da população brasileira, ou quase 20 milhões de pessoas.

Também é importante destacar uma característica peculiar do Hospital Ulysses Pernambucano. Trata-se da sua área verde que é aproveitada tanto por pacientes como pela população. Este benefício coletivo deve ser considerado para desestimular a separação dos espaços, como se aventa como uma das possibilidades de negociação com a iniciativa privada.

Por fim, está claro que toda a área, inclusive as construções tombadas pelo patrimônio histórico, são de propriedade do povo de Pernambuco e em seu benefício deve ser utilizada, e não para lucro privado. A criação de um Parque da Tamarineira como sugerem muitos grupos da sociedade civil, estabelecendo um espaço de lazer e cultura para a população, podendo funcionar em harmonia com as atividades do Hospital Ulysses Pernambucano me parece a solução adequada. Um exemplo de cidadania e observância do conceito de interesse público.

João Alberto Carvalho é vice-presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) e publicou este artigo no blog do Movimento Amigos da Tamarineira.


 

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Por Taíza Brito

O projeto Salões de Beleza, que insere os pacientes do Ulysses Pernambucano em oficinas de fotografia, cinema e argila, e é coordenado pelo fotógrafo Luís Santos, foi o ganhador do prêmio nacional Loucos pela Diversidade, concedido pela Fundação Oswaldo Cruz e Ministério da Cultura em 2009.

Vencendo 400 inscritos de todo o Brasil, o projeto recebeu um incentivo de R$ 15 mil para ampliação das atividades e compra de equipamentos em premiação no Rio de Janeiro em novembro passado.

O prêmio, que procura incentivar ações de referência no tratamento de pessoas em sofrimento psíquico, foi conquistado na categoria instituição pública.

“Receber esse prêmio foi muito bom porque nos fortalece para que possamos cumprir as nossas metas e a ampliar as nossas ações, dentro de uma linha de assistência à saúde mental que não fica apenas no tratamento convencional e medicamentoso”, salientou Bemvinda Magalhães, defensora das práticas de inserção dos pacientes na sociedade.

O projeto foi iniciado em março de 2009 e estimula os pacientes a utilizarem a criatividade para revelar seu mundo interior, com o manuseio do barro, de câmeras e filmadoras na terapia artística.

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Por Taíza Brito

Com auxílio da música, da pintura, da tapeçaria, da fotografia, do teatro e de outras artes a equipe multidisciplinar coordenada pela terapeuta ocupacional Elizabete Rocha realiza um trabalho importantíssimo para a recuperação dos pacientes do Ulysses Pernambucano no Centro de Atividades Terapêuticas (CAT).

O espaça abriga os projetos Ateliê terapêutico, Atividade com bola e sala de jogos, Música, Cinema no CAT, Jardinagem, Artesanato, Biodança, Oficina de Alimentação, Jornal Mural, Salão de Beleza e Rock na Tamarineira, tocados por terapeutas ocupacionais, educadores físicos, artistas plásticos, arte-educadores, artesãos, músicos, cabeleireiras, técnica agrícola, fotógrafo e assistente administrativo.
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tamarineira_009No espaço de convivência e estimulação, os internos soltam o imaginário confeccionando peças de argila, tapetes, pinturas, desenhos; cozinhando; aprendendo técnicas de jardinagem ou simplesmente ouvindo as músicas de sua preferência, jogando, movimentando o corpo e posando como modelos para fotografias.

“O olhar de outros saberes veio complementar nossa proposta de trabalhar a cidadania com os pacientes. Pois as atividades não são apenas para preencher o tempo, mas para ajudá-los na recuperação, no resgate de suas histórias e na sua reinserção na sociedade”, explica Elizabete, ao mostrar as salas onde as atividades são realizadas.

O trabalho do CAT foi idealizado por um grupo de profissionais do hospital, entre elas a atual diretora Bemvinda Magalhães e Elizabete Rocha, há 15 anos. “Isso por defendermos que o paciente com transtorno mental deva ser isolado. Eles precisam de estímulo e de auto-estima”, diz Elizabete.

tamarineira_020Antes realizado em uma área menor do hospital, o CAT foi transferido há três anos para o local onde funcionava um pavilhão ambulatorial. “Aqui ganhamos mais espaço e salas individualizadas para cada projeto”, conta Elizabete.

Cada sala ganhou uma pintura com cores vibrantes e alegres, por sugestão de Bemvinda Magalhães. “As cores usadas ajudam a suavizar o ambiente”, explicou Elizabete.

Nas salas encontramos pacientes realizando atividades de pintura e tapeçaria, já que cada uma tem dias específicos para acontecer.

O CAT também realiza atividades externas com os pacientes, que são levados para fazer atividades físicas no Parque da Jaqueira, passeios em museus, exposições e na praia, e participam de exposições com seus trabalhos.

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Por Taíza Brito

Muitas das pessoas que passam diariamente em frente ao número 2.130 da Avenida Conselheiro Rosa e Silva, no Recife, não têm a dimensão do trabalho realizado ali. É neste endereço que funciona o Hospital Ulysses Pernambucano, conhecido popularmente como Hospital da Tamarineira, única emergência psiquiátrica do Estado.

Nas últimas semanas o nome do hospital tomou as manchetes de jornais, espaços da TV, rádios e páginas noticiosas da internet em função do anúncio feito pela Santa Casa de Misericórdia – proprietária da área – de que arrendou o local para a construção de um shopping.

O assunto continuou em pauta na mídia por conta da reação dos funcionários do hospital – que foram surpreendidos com a notícia do fechamento do negócio pela imprensa –, de populares e organizações da sociedade civil indignados com a decisão tomada pelo arcebispo de Olinda e Recife, dom Fernando Saburido.

Da indignação veio a mobilização. Assim o grupo Movimento Amigos da Tamarineira, formado por cidadãos preocupados com o destino da área, saiu em defesa do tombamento do prédio do Hospital Ulysses Pernambucano, de sua expressiva área verde e da permanência como centro de tratamento psiquiátrico, chamando a atenção para a questão.

Desde então, o grupo vem realizando reuniões, protestos e na última quarta-feira conseguiu liminar na Justiça impedindo a liberação de licenças para o projeto do shopping. Também criou um blog na internet, com o nome “Tamarineira, loucos por ela”, que pode ser acessado pelo endereço http://amigosdatamarineira.blogspot.com.

Como as diversas mídias vêm divulgando amplamente os tentos do episódio, o Blog Viva Pernambuco resolveu contribuir com o debate dando visibilidade ao trabalho sério realizado pela instituição com a série “Você conhece o Hospital da Tamarineira?”. 

Os portões do número 2.130 da Avenida Rosa e Silva estão abertos! Vale apena dar uma espiadinha.

Por Fabiano Ávila, da CarbonoBrasil

carbonoTodos nós recebemos dezenas de panfletos e catálogos semanalmente nas nossas casas, papéis que muitas vezes nunca pedimos que nos fossem enviados. Apenas ao recusar esse tipo de material, já estaríamos contribuindo para reduzir as emissões de gases do efeito estufa (GEEs) do nosso país.

Nos Estados Unidos, uma sociedade que consegue ser ainda mais consumista que a brasileira, uma medida simples como essa, em conjunto com outras pequenas ações, poderia resultar em uma redução de 15% nas emissões.

Esta foi a conclusão de um estudo do Conselho de Defesa dos Recursos Naturais (NRDC) em parceria com o Instituto Garrison. Segundo a análise, trabalhando em medidas comportamentais simples, como uma melhor postura no uso de eletricidade, transporte e alimentação seria possível cortar a emissão de um bilhão de toneladas métricas de GEEs até 2020 nos EUA.

“Enquanto a Casa Branca desenvolve estratégias de energia limpa para reduzir em larga escala a poluição industrial, este estudo dá embasamento para que cada cidadão tenha conhecimento de como ajudar. Todos têm a oportunidade de reduzir as emissões e ainda cortar custos do orçamento doméstico”, declarou Peter Lehner, diretor executivo do NRDC.

Mas os autores do estudo deixam claro que a idéia não é substituir ações governamentais por atos individuais e sim que um complemente o outro. “Essas medidas comportamentais que sugerimos não devem anular políticas energéticas ou de novas tecnologias. Na verdade uma coisa completa a outra e assim ficamos mais perto de uma solução para a crise climática”, explicou Jonathan Rose, co-fundador do Instituto Garrison.

Desperdício - O ponto fundamental da alteração comportamental que as pessoas devem ter em mente é evitar o desperdício. Por exemplo, se cada residência desligasse os aparelhos das tomadas quando não estão em uso, colocasse os computadores para hibernar e apagasse as lâmpadas quando ninguém está precisando delas, isso já reduziria as emissões em 70 milhões de toneladas métricas de carbono equivalente (MMtCO2e) até 2020.

O corte de 25% no desperdício de alimentos significaria outros 65 MMtCO2e não liberados para a atmosfera. Aumentar a reciclagem de papéis, plásticos e metais em 50% pouparia 105 MMtCO2e. Se negar a receber panfletos, catálogos e usar os dois lados de papéis para imprimir em casa já evitaria a liberação de mais 60 MMtCO2e.

“Essa economia comportamental pode nos ajudar a vencer os desafios das mudanças climáticas e apontar maneiras de agirmos não apenas em interesse próprio, mas também com compromisso comunitário. Acredito que podemos alcançar grandes mudanças comportamentais, e não apenas a nível de indivíduos, mas também em organizações, políticas e mercados”, afirmou Rebecca Henderson, diretora da Iniciativa de Negócios e Meio Ambiente da Harvard Business School.

De acordo com Rebecca, as pessoas quando tomam determinada decisão são fortemente influenciadas pela emoção e até mesmo pelo altruísmo. Além disso, o senso de comunidade deveria ser mais explorado para melhorar a postura da sociedade com relação ao desperdício. “Campanhas que levem em conta apenas os ganhos pessoais de cada um são muito limitadas. Os seres humanos são muito mais cooperativos e emotivos do que se pensa”, concluiu a economista.

 

Quarta, 17 Março 2010 19:58

Porque estamos fazendo história...

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Por Walter Eudes

Não há luta coletiva que não resulte em transformação social. No âmbito das lutas libertárias os esforços às vezes transpassam gerações até a conquista sublime, a vitória almejada. Do nosso Brasil, do nosso Pernambuco, este ano de 2010 nos lembra entre muitas e muitas pautas uma em destaque: nossa herança escravista. Este ano celebra-se o centenário de morte de quem talvez tenha sido o maior vulto abolicionista da história brasileira: Joaquim Nabuco.

Persona que se dedicou aguerridamente em causa libertária, por questão coletiva, a uma pauta tri-secular. Hoje, lembrar este político, reverenciar sua trajetória de vida é honrar a benéfica herança política pernambucana e brasileira, bem como combater a maléfica herança da escravidão que ecoa em seqüelas ainda hoje.

Façamos nossa parte, nós que dispomos de algum meio a reverenciar Nabuco, porque lembrar o passado em suas bonanças ou mazelas é também fazer história.

Vislumbremos a possibilidade de um futuro melhor à nossa coletividade através dos esforços no tempo presente com compreensão do passado. Reavivar a memória de Nabuco, bem como fazer leitura de sua luta na atualidade, especialmente interpretando os ecos da escravidão, reconhecendo as seqüelas da mesma, é nos pormos em contundentes e esperançosos esforços de um país, de uma gente liberta e respeitada em sua dignidade.

O próprio Nabuco percebeu que a causa abolicionista não parava na burocracia assinada pela Imperatriz Regente. Notou ele que se estenderia a escravidão em conceitos, em relações sociais, em falta de oportunidade no país, em todos os âmbitos, a escravos e descendentes destes.

Assinalou ainda que a única forma de reverter o percurso da escravidão seria como que re-conceitualizar todos os organismos sociais que estiveram a aplicá-la em suas estruturas, algumas por mais de três séculos.

Entramos no século XXI com este tabu histórico cada vez mais escondido e intocável e também com estruturas sociais, institucionais, políticas, econômicas e culturais em nosso país com resquícios de pensamentos escravocratas.

Rompemos há pouco mais de 100 anos os vergonhosos grilhões da escravidão. Quantos anos ainda nos faltam para rompermos outros grilhões, os da inconsciência? Salve Nabuco!

Walter Eudes é comunicador social em Limoeiro, no Agreste Pernambucano.

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Os participantes do IV Encontro Anual do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que se encerra nesta quarta-feira (17), em São Paulo, receberam o primeiro número da revista Soluções, publicação especializada que trará a cada edição entrevistas, reportagens e debates sobre os temas mais relevantes da segurança pública.

Na primeira edição um dos destaques é uma reportagem sobre a redução da criminalidade no bairro de Santo Amaro no Recife. Nos posts abaixo reproduzimos o conteúdo da matéria.

Quarta, 17 Março 2010 18:07

Superação de metas

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3Assim como as áreas mais violentas do Recife são acompanhadas permanentemente pela Central de Vídeo monitoramento da Secretaria de Defesa Social,que controla as 250 câmeras instaladas na cidade, as 138 ações do “Pacto Pela Vida” têm sua execução esquadrinhada por um batalhão de gestores e policiais diretamente envolvidos sob a coordenação e execução do programa, capitaneado pessoalmente pelo governador Eduardo Campos.

Toda semana, secretários de Planejamento,Defesa Social, Ressocialização e Articulação Social, além dos comandantes da PM e dos Bombeiros, da chefia da Polícia Civil, e da assessoria técnica e dos gestores de segurança pública, realizam reuniões para apresentação e discussão dos projetos e programas em curso, dos resultados alcançados e do andamento das metas estabelecidas, com metodologia própria, controle de prazos superação de metas e indicação de responsáveis. A última reunião de cada mês é presidida pelo governador Eduardo Campos.

Sentado no centro da mesa em formato de ferradura, Eduardo Campos observa, nos dois telões colocados diante de si, o andamento mensal de cada ação do “Pacto Pela Vida”.

 Os atrasos ou problemas precisam ser justificados, com as respectivas propostas de solução apresentadas por seus responsáveis.Para o governador, é este sistema de monitoramento sistemático e o esforço de toda a sociedade que vêm garantindo o sucesso do programa.“O ‘Pacto Pela Vida’ foi a superação de um tempo em que a violência só fazia crescer e hoje já temos três anos consecutivos de decréscimo. Além disso, construímos programas permanentes de prevenção integrada,estamos investindo no ensino em tempo integral e em ações sociais nas áreas vulneráveis à violência, no enfrentamento das drogas.”

krishnaO Recife sedia entre os dias 20 e 21 de março o VI Encontro Holístico de Pernambuco, com debates sobre esoterismo, terapias complementares e espiritualismo, no auditório da Livraria Cultura, no Paço da Alfândega.

A abertura acontece no sábado (20), a partir das 14h, com palestra de Denis Pinto com o tema Psicologia e Espiritualidade.

Na seqüência haverá apresentação de Zoraya Strobl sobre auto-desenvolvimento e evolução pessoal através do desenvolvimento da consciência.

A organização Brahma Kumaris em Pernambuco participa do evento com duas palestras. Uma sobre o tema Alimentação Sattva, tratado por Rosa Pimentel, que abordará como hábitos que moderam e modulam o comer e o beber podem lançar os alicerces para a vida espiritual. A outra discutirá o tema “Amando a mim mesmo a partir de dentro, desenvolvido por Eliane Martins Rangel, que se propõe a mostrar como é possível transformar a vida pelo auto-amor.

Ainda participarão do evento os palestrantes Antonio de La Maria (Os rosacruzes e as profecias para 2012), Ivanise de Almeida (Toque neuro cutâneo), Cleverson Montenegro (A semente, reflexões sobre nascimento, vida e mais vida), Milton Araujo Meiva Filho (As profecias apocalípticas).

Também haverá sorteio de atendimentos no Kannon Consultório de Terapia Holística Integradas e no local haverá consultas de Tarô e Runas e serviços de reflexologia podal, máscara facial de argila e numeroscópio, além da venda de florais de Bach.

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Por Taiza Brito

O Movimento Educacional para Cidadania (MEC), formado por agentes comunitários de saúde que atuam no Alto de Santa Isabel, em Casa Amarela, está convocando crianças e jovens a participarem da reabertura da sala de leitura instalada na sede do Conselho de Moradores. O espaço, batizado com o nome do poeta Nelson Barros, volta a funcionar na próxima quinta-feira (18), com o intuito de incentivar a leitura na comunidade.

“Temos mais de mil livros disponíveis aqui doados pela Biblioteca de Casa Amarela, escolas e moradores”, informou o agente de saúde e estudante de jornalismo David Antônio da Silva, um dos idealizadores do projeto. Quem for à sala de leitura pode se cadastrar como usuário e pegar emprestado dois livros a cada vez.

Segundo David, o projeto da sala de leitura teve início em outubro de 2009, prestando serviço até meados de dezembro. “Tivemos um intervalo durante as férias escolares e agora voltamos a ofertar o serviço”, explicou.

O espaço para instalação da sala foi cedido pelo presidente do Conselho de Moradores, Reginaldo Correia de Araújo, que já havia disponibilizado outra sala para que os integrantes do MEC ofertassem curso de espanhol básico. “As aulas foram dadas ano passado por duas voluntárias da Fafire, que neste semestre vão ministrar o curso de nível intermediário para os alunos que concluíram a primeira etapa.

“O Conselho de Moradores apóia as iniciativas dos integrantes do MEC, que demonstram estar preocupados com a ocupação dos jovens da comunidade”, destacou Reginaldo.

David disse que o objetivo do grupo, que atua desde 2005 realizando atividades com os jovens do Alto de Santa Isabel, é dar alternativas para que eles saiam da ociosidade. “Como circulamos muito pela comunidade em função da nossa atividade como agentes de saúde, vemos que muitas crianças e jovens passam muitas horas na rua, sem fazer nada. E com a sala pretendemos contribuir com um espaço onde eles possam se ocupar ampliando seu universo de leitura”, explicou.

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Por Taiza Brito

 O Movimento Educacional para a Cidadania atua no Alto de Santa Isabel desde 2005 e é formado por seis dos 20 agentes comunitários de saúde que atuam na comunidade. “Como naturalmente, no exercício do nosso trabalho, temos que nos dividir em grupos para trabalhar com idosos, mulheres, jovens, nosso grupo enxergou a oportunidade de ampliar esta ação por meio do MEC”, explica David Antônio da Silva.

Ele disse que para repassar informações sobre saúde preventiva para os jovens eles sempre usam da criatividade. “Se você abordar um jovem dizendo à queima-roupa que ele precisa se informar para prevenir, não consegue cativá-lo, por isso tentamos repassar noções importantes de saúde preventiva por meio de teatro, oficina e atividades lúdicas”, ensina David, que junto com o grupo do MEC já promoveu peças teatrais, cursos de reciclagem e apresentações de caráter educativo.

O grupo também já fomentou ações esportivas na comunidade e está sempre se reunindo para planejar atividades que atraiam a atenção dos jovens. “Assim nosso trabalho tem maior penetração”, comemora.

Segunda, 15 Março 2010 18:42

Consumo sustentável

Escrito por

consumo_sustentavelPor Ericka Melo

O ciclo de duração dos produtos e os seus impactos socioambientais estão influenciando mais do que o preço e a marca na hora da compra. Isso porque a popularização do debate sobre questões ambientais, como as mudanças climáticas e seus efeitos na vida do planeta, estão fazendo com que cada vez mais pessoas se preocupem com o meio ambiente.

De acordo com a pesquisa ‘Consumo em tempos de crise’, feita pela empresa de pesquisas de opinião Observatório de Sinais (ODES), 89% dos entrevistados acreditam em uma forte relação entre o excesso de consumismo e o aquecimento global, enquanto 84% afirmam priorizar produtos nacionais no momento da compra, indicando que querem produtos feitos localmente.

Para a ODES, 93% dos brasileiros entrevistados declararam que vão comprar cada vez mais produtos sustentáveis e 33% afirmam que saber a origem do produto é decisivo para a escolha.

Por Carol Bradley

Em comemoração ao Dia Mundial do Consumidor, comemorado hoje, o Grupo Carrefour anunciou uma importante iniciativa: a eliminação, nos próximos quatro anos, do uso de sacolas plásticas em toda a sua rede de lojas no Brasil. Outros países em que a rede atua, como Bélgica, Espanha, França e Polônia, já adotaram essa prática.

A medida envolve não apenas o Carrefour, mas também as redes Atacadão e Dia. E valerá tanto para as sacolas plásticas entregues ao consumidor quanto para os sacos plásticos utilizados dentro das lojas (para acondicionar frutas e legumes, por exemplo).

Para compensar possíveis impactos negativos, as redes oferecerão opções para o transporte das compras, como sacolas retornáveis vendidas a preço de custo e caixas de papelão usadas nas lojas, entre outras.

Além disso, a empresa desenvolveu, com apoio da Basf, uma sacola de material bioplástico 100% degradável, com capacidade para até dez quilos.

E, para quem tem o hábito de usar as sacolas plásticas para acondicionar o lixo doméstico, o Carrefour oferecerá sacos de lixo produzidos com plástico reciclado, a um custo subsidiado. Certamente, uma iniciativa serve de exemplo para outras empreas do setor.  

Sábado, 13 Março 2010 15:10

Unidos do Escailabe reúne samba e solidariedade

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Encerrando a série “Recife por trás dos Morros” trazemos a experiência do Grêmio Recreativo Cultural Escola de Samba Unidos do Escailabe, que promove aulas de percussão para crianças e adolescentes do Alto José do Pinho, na zona norte do Recife.P3120018

Por Taíza Brito

A Escola de Samba Unidos do Escailabe completa dois anos no próximo mês, mas já tem um currículo de vitórias. No primeiro ano em que enfrentou a passarela no Recife, no grupo de aspirantes, ganhou o troféu Destaque do Carnaval 2009. Este ano, já desfilando no segundo grupo sagrou-se campeã e conquistou vaga entre as escolas do primeiro grupo que irão desfilar no Carnaval de 2011.

Por trás desta meteórica história de sucesso está o sambista Edilson Rodrigues de Souza, o Gugu Tamburim, de 56 anos. Que fundou a escola com o intuito de dar oportunidade a crianças e adolescentes do Alto José do Pinho de aprenderem percussão e disseminar o amor pelo samba.

“No começo todo mundo pensou que eu estava cometendo uma loucura. Mas consegui apoio da associação de moradores e fui em frente com o projeto”, explica Gugu, ao dizer que fez uma exigência aos interessados em participar das aulas. “Que estivessem matriculados e se mantivessem com notas boas na escola, pois solicitamos o boletim de cada um todo semestre para saber se tudo está indo bem”.

Para começar o trabalho Gugu comprou cinco instrumentos, recebeu a doação de mais 14 e conseguiu mais 10 emprestados. Os instrutores Paulo Roberto dos Santos, hoje diretor de bateria, e Tiago José dos Santos, mestre de bateria, se dispuseram a ministrar as aulas.

“Iniciamos o projeto, dando aulas às crianças e adolescentes e ao mesmo tempo fundamos a escola em 27 de abril de 2008. Quando ganhamos o troféu destaque do carnaval de 2009, aparecemos em jornal, foi que as pessoas compreenderam o que estávamos fazendo”, conta orgulhoso.

Para tocar o projeto da escola de samba e os ensaios, Gugu disse que fez bingo, rifa, pediu doações e contou com a subvenção da Fundação de Cultura da Cidade do Recife. “Essa parte oficial cobre apenas um pedaço dos custos para o desfile, mas para o trabalho do ano todo é preciso mais. Por isso estamos permanentemente na rua tentando sensibilizar os comerciantes do bairro, pedindo apoio aqui e acolá”, conta.

Sábado, 13 Março 2010 15:01

Grupo busca espaço para dar aulas de percussão

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As aulas de percussão promovidas pela Escola de Samba Escalaibe são dadas na rua mesmo. “É que nossa sede é pequena e não comporta todo mundo”, conta o diretor de bateria Paulo Roberto Santos.  Ele diz que a luta da escola agora é conseguir uma área para dar continuidade ao trabalho.

“Demos uma parada agora depois do carnaval para ver se conseguimos esse local, pois assim além de maior comodidade para os alunos, poderíamos receber mais jovens”, completa o mestre de bateria Tiago José dos Santos.

Atualmente 30 crianças e adolescentes estão cadastrados para receberem aula de percussão. As aulas são semanais e acontecem em frente à sede da escola, na rua Nossa Senhora Aparecida.

Participe deste projeto:

Fone: 3304.1392/8513.8397 (Guga)

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Sexta, 12 Março 2010 21:48

Pacto pela Vida no caminho certo

Escrito por

Os números trazidos pelo Boletim Conjuntura Criminal, referente ao 4º trimestre 2009, mostram que as ações do Pacto pela Vida, implementado pelo Governo do Estado em maio de 2007 está no caminho certo.

Os dados foram divulgados hoje (12) pela Agência Condepe/ Fidem, que elabora o documento em parceria com a Secretaria de Defesa Social.

A seguir tópicos que ajudam a compreender os resultados divulgados:

• Em 2009, o número de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI) em Pernambuco, foi de 4.016 vítimas, contabilizando 515 vidas salvas com relação a 2008, quando morreram violentamente 4.531 pessoas no Estado.

• A taxa de CVLI por 100 mil habitantes, reduziu 12,32%, atingindo a meta estabelecida pelo Pacto Pela Vida. Concretamente, a taxa de 2009 foi de 46,19 vítimas por 100mil habitantes, contra 52,68 em 2008.

• Os números de CVLI no 3º e 4º trimestre 2009, abaixo da linha de mil mortes/trimestre, foram os mais baixos da série histórica de 28 trimestres (desde 2003) que a SDS começou a contabilizar homicídios.

• Nove das 12 Regiões de Desenvolvimento (RDs) do Estado apresentam redução significativa entre 2008 e 2009, onde mora 88% da população do Estado. Apenas houve aumento dos CVLI em 3 RD (Araripe, Mata Norte, e Sertão Central), que concentram 12% da população.

• Na RD Metropolitana houve redução de 15% na taxa por 100 mil habitantes (335 mortes a menos). Em termos proporcionais, a redução record foi a do Sertão de Itaparica (-42% na taxa CVLI; 32 mortes a menos).

• O que demonstra o sucesso da Pacto Pela Vida, que combina critérios de universalização da política pública para todo o território pernambucano, com critérios de focalização das ações na gestão por resultados.

• Entre os 10 municípios acima de 100 mil habitantes do Estado, houve redução de 19% no seu conjunto. E, em todos eles, houve redução significativa, variando desde -50% em Garanhuns a -10% em Olinda. Recife, com queda de 17% na taxa, foi o campeão em números absolutos, com 161 vítimas fatais a menos, entre 2008 e 2009.

• Nos municípios entre 50 e 100 mil habitantes, a redução foi de 9% e nos de 20 a 50 mil habitantes, a redução foi de -2%. Apenas nos municípios com menos de 20 mil habitantes, observou-se aumento de 6%. Entretanto, estes representam apenas 13% do peso demográfico do Estado, contra 87% da população, que mora em municípios acima de 20 mil habitantes.

• Houve redução no número de mortes em todos os armamentos utilizados (arma de fogo, arma branca e outros objetos). Também reduziram os principais tipos penais (homicídios dolosos e latrocínios), o que demonstra o acerto do Pacto Pela Vida, ao integrar uma multiplicidade de estratégias e ações em uma mesma política pública (desarmamento, aumento das prisões em flagrante, aumento dos mandados de prisão cumpridos: redução da sensação de impunidade etc.).

• O número de vítimas de sexo feminino aumentou de 290 em 2008, para 299 em 2009, o que significa um aumento de 2% na taxa por cada grupo de 100 mil mulheres.
 

Sexta, 12 Março 2010 14:56

Recife e Olinda nos versos primorosos de Capiba

Escrito por

recife_e_olindaNo dia do aniversário de Recife e Olinda, que completam respectivamente 473 e 475 anos, a equipe do Blog Pernambuco reproduz os vesos do compositor Capiba, que traduz como ninguém o sentimento das cidades-irmãs.  

Recife, cidade lendária

Recife, cidade lendária
De pretos de engenho cheirando a bangüê
Recife dos velhos sobrados
Compridos, escuros, dá gosto de ver

Recife, teus lindos jardins
Recebem a brisa que vem do alto-mar
Recife, teu céu tão bonito
Tem noites de lua pra gente cantar

Recife dos cantadores
Vivendo de glórias em pleno terreiro
Recife dos maracatus
De tempos distantes de Pedro Primeiro

Responde o que eu vou perguntar:
O que é feito dos teus lampiões
Onde outrora o boêmio cantava
As mais lindas canções

 

Olinda, cidade heróica

Olinda, cidade heróica
Monumento secular da velha geração
Olinda, serás eterna
E eternamente viverás no meu coração

Quisera ver-te no passado, Olinda
Quando ainda eras cheia de ilusão
Para contemplar as tuas paisagens,
Para olhar teus mares e teus coqueirais

Pular na rua com a meninada
Brincar de roda e de cirandinha
Depois subir a ladeira do Mosteiro
Rezar a Ave-Maria ... e nada mais.

 

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