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  • "Mídia Construtiva é também lançar o olhar crítico sobre problemas, apontar falhas, denunciar. Contribuindo para a corrente que tenta transformar o negativo em positivo."

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Sexta, 12 Março 2010 13:52

Dica de livro: Anjos do Pedaço

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anjos_do_pedaoAnjos do Pedaço é um livro paradidático que aborda diversos problemas enfrentados atualmente. O texto expõe desafios próximos da realidade da escola e da própria sociedade: violência, preconceito, acessibilidade, preservação do meio ambiente, cuidado com os animais.

No livro, fica clara a idéia de que uma saída para a violência é propor alternativas para que os jovens se sintam úteis e necessários à sociedade, direcionando suas ações para melhorar a vida de todos.

O preconceito aparece no texto por meio da caracterização das personagens: crianças de diferentes idades, idosos, garoto do assalto, etc. Assim, é possível tratar o assunto do preconceito contra a idade (pessoas mais novas e mais velhas) e contra a classe social (jovem assaltante que, depois, optou por ajudar as pessoas). Inclusive, percebe-se um cuidado na construção visual desses personagens: há bonitos, feios, idosos, jovens, negros, brancos, amarelos, etc.

A acessibilidade também é enfocada no texto. A obra expõe as dificuldades que pessoas mais idosas têm diante de espaços e atividades simples do cotidiano. Nesse caso, a autora procura levar o leitor ao lugar da personagem para perceber essas dificuldades.

A preservação do meio ambiente é outro assunto tratado no texto. Sandra Saruê optou por fazer com que o leitor perceba que ele também pode ajudar a melhorar o meio ambiente através dos cuidados com as plantas. E esses cuidados devem ser tomados com todos os ambientes em que existem plantas: “Horta, pomar, plantas, árvores, flores e um espaço maravilhoso para os cachorros e gatos que ela criava, todos bem-cuidados” (p. 20).

O que nos leva a outro tema: os cuidados com os animais. Sabe-se que atualmente, principalmente nos grandes centros urbanos, há o impasse do que fazer com os animais que vivem nas ruas (cães e gatos). Inclusive, já existem campanhas em diversas cidades para adoção desses animais, mas o problema persiste. A autora expõe a questão e aponta a alternativa para que cada pessoa procure se sensibilizar diante dessa situação.


Autora: Sandra Saruê
Editora: Melhoramentos

Categoria: Educação
Preço: R$14,40

A Campanha Pernambuco Sem Homofobia, lançada no Carnaval passado pelo Governo de Pernambuco, vai ter divulgação durante todo o ano.

Segundo o assessor Especial para Diversidade Sexual, Rildo Veras, a ideia é aproveitar atividades que aglomerem grande público, a exemplo das festividades do Circuito do Frio e do Ciclo Junino para publicizar o material, composto por faixas, panfletos e cartazes.

O objetivo é sensibilizar a população para o respeito à diversidade sexual, além de divulgar as ações do Governo de Pernambuco para a população LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais).

 

A série Recife por trás dos Morros segue hoje (11) com uma história de superação, que todos os dias se repete no Morro da Conceição. Confira no post a seguir:

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Por Ericka Melo

 

É com a frase acima que o professor de música Manoel Santana define a missão do Centro de Reabilitação e Valorização da Criança (Cervac), localizado no Morro da Conceição, no Recife, referência no atendimento a portadores de deficiência.

O mais difícil ao visitar a instituição é não se emocionar diante dos sorrisos de superação das crianças atendidas no local, cujos olhos espelham a beleza da vida. Tudo isso fruto do incentivo que recebem para mostrarem sua criatividade, alegria e musicalidade.

Criado há 22 anos, o centro trabalha para minimizar o preconceito e a falta de informação sobre as limitações dos portadores de síndromes e deficiências. "Eles tem muito a mostrar e é que ensinamos", explica Manoel Santana.

Atualmente 300 pessoas, entre crianças e adolescentes recebem assistência familiar, social e jurídica e tem acesso a tratamentos com fonoaudiólogos, psicólogos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, programa de atenção à saúde, além de atividades de educação inclusiva.

O Cervac ainda participa dos conselhos e conferências de saúde e mantem parcerias com entidades do movimento popular.

 

Quinta, 11 Março 2010 19:12

Música como propósito terapêutico

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P3100103Por Ericka Melo

As atividades artísticas culturais desenvolvidas no Cervac enchem de vida os garotos e garotas atendidos pela entidade. Basta assistir a uma das apresentações da Banda Cervac Força Especial para se convencer disso.

O grupo, formado por 16 crianças e adolescentes, não se intimida diante da câmera e participa do ensaio mostrando que o universo da música também pertence a eles.

A animação dos componentes da banda é contagiante e as letras cantadas levam à reflexão. Na música “Sopa de Papelão”, o grupo mostra o paradoxo de convivermos em cidades com diferenças tão grandes entre os mais ricos e os mais pobres. “Cidade grande e bonita e seus arranha-céus/ enquanto os morros comem sopa de papel...”. P3100111

Já em “Desative seus preconceitos” os meninos e meninas do Cervac enfatizam que para mudar a realidade basta atitude “Acredite que vai dar certo, se você estiver por perto/dando amor, dando carinho, nunca vou estar sozinho...”, entoam.

Manoel Santana, um dosP3100106 fundadores da banda, diz que se sente muito feliz com o trabalho. “A música tem força de melhorar a qualidade de vida e estacionar algumas deficiências. O prazer com que eles se empenham a aprender é o estímulo da felicidade”, garante. O professor também se orgulha de estar junto com o grupo na busca por reconhecimento, igualdade e em minimizar o preconceito.

Além da banda, o Cervac também mantem o grupo de dança Arco Iris dos Sonhos, composto por 16 adolescentes, entre eles oito portadores de deficiência. 

Quinta, 11 Março 2010 19:08

Campanha para ampliar atendimento

Escrito por

Por Ericka Melo

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O Cervac lançou recentemente a Campanha Amigos Colaboradores, que objetiva ampliar a capacidade da instituição para atender a outras crianças e adolescentes.

“Recebemos o que pode ser dado. Seja doações de recursos, alimentos ou trabalho voluntário”, informou Michelle Cristina, coordenadora de comunicação da entidade, que convida as pessoas a visitar e colaborar com o Cervac.

 Faça sua parte!

Cervac – Centro de Reabilitação e Valorização da Criança

Praça Morro da Conceição, 211 – Morro da Conceição

Fone: (81) 3268.8527

Com a proposta de descentralizar os serviços públicos, tornando-os mais acessíveis à população, o projeto Rua da Cidadania, desenvolvido pela Prefeitura de Olinda, chega à comunidade de São Benedito no próximo sábado (13).

O projeto será realizado na Rua Dunas, a partir das 9h. No local serão oferecidas informações sobre o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI), feito atendimento às vitimas de violência e prevenção ao uso das drogas, cadastramento no Programa Bolsa Família, encaminhamento de pedidos de isenção de taxas em concursos públicos, confecção de documentos (Carteira de Trabalho, Interestadual para Pessoa Idosa e Livre Acesso), informações sobre o Programa Jovem Adolescente e elaboração de currículo.

Os serviços do Rua da Cidadania são ofertados quinzenalmente, numa promoção da Secretaria de Desenvolvimento Social, Cidadania e Direitos Humanos.

A próxima edição da Rua da Cidadania será no sábado, 27 de março, na comunidade da Vila Manchete.

Quarta, 10 Março 2010 22:48

Transparência Brasil agora de olho na Justiça

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Por Carol Bradley

O site da ONG Transparência Brasil (www.transparencia.org.br), que disponibiliza informações sobre parlamentares estaduais e federais de todos os Estados brasileiros, entre elas o histórico da vida pública, dados sobre processos a que respondem na justiça e notícias veiculadas na mídia sobre corrupção envolvendo o nome deles, agora está de olho nos ministros Supremo Tribunal Federal (STF).

Através do projeto Meritíssimos é possível acompanhar a produtividade de cada ministro da mais alta instância judiciária do país. Vale apena ficar de olho neles! 

 

Dando sequência à série Recife por trás dos Morros, que se propõe a contar histórias de gente que pratica solidariedade, neste post está relatada a história de Almir, do Alto José Bonifácio, que há 26 anos se dedica à mobilização popular na comunidade:

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Por Éricka Melo

A Associação dos Moradores do Alto José Bonifácio é referência para quem vive na comunidade, pois desde a sua fundação, em 6 de setembro de 1980, tem contribuído para melhorar a qualidade de vida no bairro situado na zona norte do Recife. E a história da associação se confunde com a do atual presidente, Almir Fernando, líder comunitário há 26 anos.

Almir lista com orgulho as conquistas alcançadas neste período. "Temos hoje sede própria, que foi doada pela Arquidiocese, e nossas mobilizações resultaram em muitos benefícios hoje usufruídos por todos", disse.

Entre eles, Almir cita a construção da Creche Criança Feliz, a implantação da Unidade de Saúde da Família, a instalação da Escola Estadual Caio Pereira e da Escola Municipal Pastor Paulo Leivas Macalão, a implantação do posto do policiamento, a construção da praça Alto José Bonifácio e de um ginásio de esportes.

Para otimizar o trabalho a associação atua através de comissões nas áreas de saúde, educação, segurança, transporte, recapeamento de encostas e barreiras.

Na sede da entidade são realizadas atividades como dança, reforço escolar e prática de esportes, através do programa Segundo Tempo, uma ação governamental disponibilizada para alunos da comunidade matriculados em escolas públicas. A associação também cede espaço para o programa Projovem Trabalhador, que promove cursos variados, entre eles de serviços domiciliares e gráficos.

"O nosso trabalho não para", comenta Almir, ao falar sobre os planos futuros. "Estamos planejando promover cursos de capacitação profissional e oferecer aulas preparatória para concursos e vestibular, com a ajuda de voluntários", explica, ao dizer que é importante abrir espaço para educação dos jovens. "Isso gera cidadania e consequentemente adultos mais conscientes e comprometidos com a comunidade", ensina.  

 

Contato

Almir Fernando 8832.8272

Quarta, 10 Março 2010 20:55

Olhar e ver

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Por Taíza Brito

Comumente usamos a palavra ver e olhar como sinônimo, contudo há uma grande diferença entre uma coisa e outra.

O verbo olhar designa o ato de fixar os olhos em alguma coisa ou situação, agindo mecanicamente sem objetivo de desvendar a realidade, apenas orientando os olhos para imagem.

O verbo ver vai além do ato de fitarmos uma imagem e significa estabelecer uma relação de conhecimento por meio do sentido da visão.

Nestes dez dias de funcionamento do Blog Viva Pernambuco nos esforçamos para oferecer aos leitores não apenas uma possibilidade de olhar para os fatos, mas de enxergá-los, entendê-los. Esperamos estar cumprindo a proposta.

Para ampliar a reflexão, postamos esta maravilhosa imagem de Teresa Maia, que casa bem com a frase de abertura do romance "Ensaio sobre a cegueira", do do escritor português José Saramago, que diz: "Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara."

 

 

Quarta, 10 Março 2010 20:31

Justiça social-Justiça ecológica

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Por Leonardo Boff *

Entre os muitos problemas que assolam a humanidade, dois são de especial gravidade: a injustiça social e a injustiça ecológica. Ambos devem ser enfrentados conjuntamente se quisermos pôr em rota segura a humanidade e o planeta Terra.

A injustiça social é coisa antiga, derivada do modelo econômico que, além de depredar a natureza, gera mais pobreza que pode gerenciar e superar. Ele implica grande acúmulo de bens e serviços de um lado à custa de clamorosa pobreza e miséria de outro. Os dados falam por si: há um bilhão de pessoas que vive no limite da sobrevivência com apenas um dólar ao dia. E há, 2,6 bilhões (40% da humanidade) que vive com menos de dois dólares diários. As consequências são perversas. Basta citar um fato: contam-se entre 350-500 milhões de casos de malária com um milhão de vítimas anuais, evitáveis.

Essa anti-realidade foi por muito tempo mantida invisível para ocultar o fracasso do modelo econômico capitalista feito para criar riqueza para poucos e não bem-estar para a humanidade.

A segunda injustiça, a ecológica está ligada à primeira. A devastação da natureza e o atual aquecimento global afetam todos os países, não respeitando os limites nacionais nem os níveis de riqueza ou de pobreza. Logicamente, os ricos têm mais condições de adaptar-se e mitigar os efeitos danosos das mudanças climáticas. Face aos eventos extremos, possuem refrigeradores ou aquecedores e podem criar defesas contra inundações que assolam regiões inteiras. Mas os pobres não têm como se defender. Sofrem os danos de um problema que não criaram. Fred Pierce, autor de “O terremoto populacional” escreveu no New Scientist de novembro de 2009: “os 500 milhões dos mais ricos (7% da população mundial) respondem por 50% das emissões de gases produtores de aquecimento, enquanto 50% dos pais mais pobres (3,4 bilhões da população) são responsáveis por apenas 7% das emissões”.

Esta injustiça ecológica dificilmente pode ser tornada invisível como a outra, porque os sinais estão em todas as partes, nem pode ser resolvida só pelos ricos, pois ela é global e atinge também a eles. A solução deve nascer da colaboração de todos, de forma diferenciada: os ricos, por serem mais responsáveis no passado e no presente, devem contribuir muito mais com investimentos e com a transferência de tecnologias e os pobres têm o direito a um desenvolvimento ecologicamente sustentável, que os tire da miséria.

Seguramente, não podemos negligenciar soluções técnicas. Mas sozinhas são insuficientes, pois a solução global remete a uma questão prévia: ao paradigma de sociedade que se reflete na dificuldade de mudar estilos de vida e hábitos de consumo. Precisamos da solidariedade universal, da responsabilidade coletiva e do cuidado por tudo o que vive e existe (não somos os únicos a viver neste planeta nem a usar a biosfera). É fundamental a consciência da interdependência entre todos e da unidade Terra e humanidade. Pode-se pedir às gerações atuais que se rejam por tais valores se nunca antes foram vividos globalmente? Como operar essa mudança que deve ser urgente e rápida?

Talvez somente após uma grande catástrofe que afligiria milhões e milhões de pessoas poder-se-ia contar com esta radical mudança, até por instinto de sobrevivência. A metáfora que me ocorre é esta: nosso país é invadido e ameaçado de destruição por alguma força externa. Diante desta iminência, todos se uniriam, para além das diferenças. Como numa economia de guerra, todos se mostrariam cooperativos e solidários, aceitariam renúncias e sacrifícios a fim de salvar a pátria e a vida. Hoje a pátria é a vida e a Terra ameaçadas. Temos que fazer tudo para salvá-las.

[Autor de Opção-Terra: a solução para a Terra não cair do céu, Record (2008)].

* Teólogo, filósofo e escritor

(Adital)

P3060649Por Taiza Brito

Marcos Antônio da Silva, 39, mais conhecido como Marcos Delegado, nasceu no Alto José do Pinho, na zona Norte do Recife, onde circula diariamente listando os problemas da comunidade e tentando ajudar os moradores a resolvê-los.

Antes realizava isso de forma aleatória. Há dois anos, depois de sofrer um acidente de carro no qual quase perdeu a vida, decidiu que precisava fazer algo mais pelos mais necessitados. “Percebi que a nossa vida é muito breve e vi que podia fazer muito mais pela minha comunidade. Por isso comecei a trabalhar de forma mais organizada”.

Assim, Marcos assumiu a presidência da Associação União dos Amigos do Alto José do Pinho, onde junto com os seis demais integrantes da diretoria tenta assistir àqueles que têm maiores dificuldades financeiras.

Com a associação cadastrada no Banco de Material da Prefeitura do Recife, se responsabiliza mensalmente em buscar doações de frutas e verduras para 350 pessoas do Alto José do Pinho. Também recorre ao Programa Fome Zero, onde recebe cestas básicas com a mesma finalidade.

“Há critérios para distribuição dos alimentos, pois só concedemos as cestas para pessoas que comprovadamente estão desempregadas”, explica Marcos, que também é delegado do Orçamento Participativo e membro do Conselho Municipal de Saúde. “Sempre estou envolvido nas questões de interesse da comunidade”, explica.

Por meio da associação, Marcos planeja oferecer cursos de informática para crianças e jovens da comunidade. Recebeu a doação de cinco computadores e bancadas e agora tenta viabilizar a instalação elétrica, a compra de estabilizadores e cadeiras. “Também consegui dois professores de informática voluntários e precisamos de mais três, pois pretendemos oferecer aulas de manhã, à tarde e à noite”.

 
Doações:

Associação União dos Amigos do Alto José do Pinho

Fone: 8732.0314  

Terça, 09 Março 2010 19:58

Reciclagem de oléo de cozinha

Escrito por

OLEOPor Éricka Melo

O óleo de cozinha quando é jogado na pia causa problemas gravíssimos para a rede de esgoto, pois torna-se sólido, impedindo a passagem do esgoto e podendo causar rupturas na tubulação. Isso é corriqueiro porque nem todas as casas e estabelecimentos comerciais possuem caixas de gordura. O problema pode ser evitado se o produto for encaminhado para reciclagem.

Atualmente, há vários pontos de coleta que recebem o óleo usado. Assim, além de contribuir para a preservação da rede de esgoto, ainda estará incentivando a geração de renda e o consumo consciente.

Levantamento feito pela Compesa mostrou que 80% dos serviços de manutenção solicitados pelos clientes são causados pelo acúmulo de óleo de gordura na rede.


E como reciclar?

Depois que o óleo usado esfriar, armazene em uma garrafa PET de dois litros, se possível transparente. Tampe bem a garrafa e leve aos coletores existentes na cidade.

 Pontos de Coleta:

 
Asa Comércio e Indústria

Rua da Paz, 82, Afogados, Recife-PE

Fones: 3073-5057 / 3073-5066


Associação Meio Ambiente, Preservar e Educar (Amape)

Estrada do Arraial, s/n (em frente ao 4484), Casa Amarela, Recife-PE

Fone: 3268-7984


Bumerangue Reciclagem

Rua Itaituba, s/n, entre os lotes 7 e 8, Jardim Prazeres, Jaboatão dos Guararapes-PE

Fones: 3479-2677 / 3071-2476 / 8866-7120

 
Disk Óleo

Rua Conde de Irajá, Torre, Recife-PE

Fone: 3227-2187

Postos de Atendimento da Compesa - (funcionamento das 8h às 17h)
Recife: Rua da Aurora, na Encruzilhada, Cabanga Largo da Paz, Jangadinha
Olinda: Bairro Novo
Jaboatão dos Guararapes: Prazeres
São Lourenço da Mata
Camaragibe
Paulista
Tamandaré
Porto de Galinhas

perfil_terezamaiaNossa companheira de blog, Teresa Maia, está entre os fotógrafos da exposição "Pernambuco convida São Paulo", que começa hoje na Galeria Arte Plural, na Rua da Moeda, 140 no Recife Antigo. 

A mostra inaugura o projeto que a cada ano promoverá o diálogo entre a produção fotográfica pernambucana com o trabalho de outro Estado brasileiro e tem curadoria da crítica de arte Simonetta Persichetti.

Além de Teresa Maia, representam Pernambuco na mostra os fotógrafos Cláudia Jacobowitz, Mariana Guerra, Mateus Sá, Alexandre Belém. De São Paulo foram escolhidos Fernando Prado, Celisa Beraldo, Marcello Vitorino, Gabriel Boieras, Paula Cinquetti e Luciana Cattani.

A mostra começa às 19h, ficando em cartaz até 25 de abril, com visitações de terça a sexta-feira, das 9h às 12h e das 13h às 19h; e sábados e domingos, das 16h às 20h.


Entrada: Gratuita

Informações: 3424-4431

Publicado no pe360graus.com em 09.03.2010

Nada de violência, nem de humilhação. Os estudantes da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) deram um bom exemplo de como se deve receber os colegas novatos. Na tradicional Faculdade de Direito do Recife, os novos estudantes foram recebidos com um trote solidário, onde são convidados a fazer doações.

“Eles terão que trazer aos postos de doações que foram montados na faculdade livros, brinquedos e roubas na primeira semana de aula”, explica Iedo Ferraz, presidente do Diretório Acadêmico de Direito.

No campus da Cidade Universitária, a idéia se expandiu por outros cursos. Com o trote solidário, a proposta dos estudantes da UFPE é fazer um contraponto às várias universidades brasileiras, onde a chegada dos novos alunos ainda é marcada pela violência.

O Fantástico mostrou o trote feito com os calouros do curso de medicina da Universidade de Mogi das Cruzes, em São Paulo. Nas imagens, eles foram recebidos de forma violenta. Algumas cenas eram humilhantes.

Chocada com a reportagem, a presidente da União dos Estudantes de Pernambuco, Virgínia Barros, destacou a iniciativa de trotes que não agridem quem está chegando. “É uma iniciativa válida, que busca superar uma tradição que se tem de recepção violenta aos novos alunos”.

Um trote divertido tiveram os calouros do curso de Oceanografia da UFPE. Os veteranos pintaram os rostos deles, numa festa que não chocou ninguém.

Nesta segunda-feira (08), na UFPE, também houve aula magna, uma recepção aos novos universitários. O reitor, Amaro Lins, elogiou os trotes sem violência nas universidades de Pernambuco.

Os calouros do curso de oceanografia fizeram questão de registrar a recepção que tiveram.

Terça, 09 Março 2010 12:47

Casos que envergonham o futebol

Escrito por

Por Taíza Brito

Com a manchete “Futebol que envergonha” o Diario de Pernambuco mostra hoje (9) em sua edição casos ocorridos no mundo esportivo que levam à reflexão:

*O indiciamento do diretor de futebol do Santa Cruz, Raimundo Queiroz, acusado de estelionato, formação de quadrilha e estelionato.

*A recaída do jogador Adriano, Flamengo, no vício do álcool e as confusões em que vem se metendo em função disso.

*E o caso do garoto de 12 anos que veio de Toritama ao Recife materializar seu sonho de assistir a um jogo do Náutico e acabou vítima da violência cometida por “psedotorcedores”, que o espancaram na saída da partida, deixando-o com o rosto irreconhecível, um pé e o nariz quebrado.

Será esse o futebol idolatrado pelos brasileiros? É claro que não. O esporte não combina com corrupção, nem com vícios e muito menos com violência. O que se quer ver nos estádios é festa de torcidas, motivação dos atletas, respeito e convivência pacífica.

Na mesma edição de Esportes do Diario de Pernambuco, o médico Roberto Vieira assina um artigo no qual questiona até quando vamos ter que encontrar nos estádios violência ao invés de diversão. Um bom texto para refletir um pouco mais e que está reproduzido no post abaixo.

Terça, 09 Março 2010 12:44

Até quando?

Escrito por

Por Roberto Vieira

Todo menino tem um sonho. Tem menino que sonha em ganhar uma bicicleta, menino que sonha em ganhar um estojo de mágica, menino que sonha em ser um Jedi, menino que sonha com futebol.

No sábado, o sonho de um menino alvirrubro que sonhava com futebol foi realizado. Ele viajou de Santa Cruz do Capibaribe até Recife para assistir seu primeiro jogo do Náutico. Viajou como viajam os sonhadores - espécie em extinção - entre amigos que torcem pelo Náutico e pelo Ypiranga. Viajou com o coração repleto de esperança e com a inocência dos que amam o futebol e a vida. Com a inocência que a gente só tem quando tem doze anos.

O jogo foi alegre. Quem era torcedor do Náutico foi pro lado do Náutico. Quem era torcedor do Ypiranga ficou no espaço reservado aos torcedores do Ypiranga, fato por si só revoltante, pois somos todos torcedores. Como entender guetos entre pessoas de bem que vão aos estádios se divertir?

O jogo terminou em um incrível 4 x 4. Gol foi o que não faltou. O menino oscilou entre o feliz e triste com as mancadas do time de Rosa e Silva. Não sabia se ria ou se chorava, porém, quando terminou o encontro, sorria como sorriem todos os meninos de doze anos entre amigos.

Começava ali seu martírio.

Na saída do estádio, o menino foi atacado com seu irmão por um bando de marginais vestidos com as cores do Náutico. Náutico que é seu clube de coração. Como estava entre torcedores do Ypiranga, foi tomado como inimigo da raça, alvo de fúria e ressentimento, objeto a ser destruído. Seu corpo foi espancado selvagemente, chutado no chão, sacudido com terror contra o asfalto, esfacelado na noite da capital pernambucana, o mesmo Recife que comemorava aniversário da Revolução de 1817.

Jogaram-lhe pedras. Sacudiram-lhe paus. Gritaram-lhe palavras de guerra. Adolescentes e adultos cujo ritual no futebol consiste em ferir, agredir, aterrorizar e matar. Jovens que não têm nada a ver com o clube de Bita e Salomão, Ivan Brondi e Kuki. Jovens que se disfarçam de torcedores e são marginais.

O Clube Náutico Capibaribe "como de resto todos os clubes do país" semeiam essa juventude organizada, esse grupamento de nazifascistas de plantão. Custeia-lhe viagens, investe em roupagem, utiliza-os tal qual brigada berlinense dos anos 30 em noites de cristal nos teatros do futebol brasileiro. Os motivos são secretos, irreais, ostensivamente sigilosos para os ouvidos dos que acreditam que futebol é diversão e lazer.

O menino alvirrubro que sonhava em assistir seu time pela primeira vez encontra-se hospitalizado*. Com o rosto deformado em uma cama de hospital, com os pais em lágrimas nos corredores exigindo justiça. Pais que se ajoelharam agradecendo a vida do seu filho. Pais que se horrorizaram com a visão do ser amado trucidado pela paixão de menino.

A inocência do menino foi tirada. A do seu irmão também. Pois seu irmão também está entre as vítimas do atentado.

Resta a pergunta de sempre, a pergunta que não deseja calar, a pergunta que domina corações e mentes de todos os pais que lêem notícias como essas, a pergunta que fica sempresem resposta, a pergunta que segue para a diretoria alvirrubra, para a diretoria de todos os clubes desse país, a pergunta que é navalha na carne de todo aquele que é responsável pela segurança pública desse país que se intitula país do futebol.

Meus senhores: Até quando?

* O garoto já está em casa, mas ainda gravemente ferido.

Segunda, 08 Março 2010 18:28

Recife por trás dos morros

Escrito por

O Blog Viva Pernambuco inicia hoje, 8 de março, a série “O Recife por trás dos morros”, na qual contará histórias de homens e mulheres que dedicam suas vidas a fazer o bem ao próximo.

Fomos buscar personagens nos morros da capital pernambucana – que no imaginário de muitas pessoas são lugares onde só há pobreza e violência – para mostrar que nestas comunidades há muito espaço para solidariedade.

A série segue até a próxima sexta-feira, dia do aniversário do Recife, com uma lista de presentes que estes personagens desejam que suas comunidades ganhem.

O primeiro personagem da série é a dona de casa Cleonice Gonçalves, do Alto do Brasil, cuja a história está contada nos posts abaixo.

Segunda, 08 Março 2010 18:26

“Evangelizar é servir ao próximo”

Escrito por

Por Taíza Brito

P3060636A frase acima é de dona Cleonice Gonçalves Carneiro, 66 anos, moradora do Alto do Brasil, na zona norte do Recife. E ela a profere com propriedade, pois há 41 anos dedica-se a servir ao próximo, seja na comunidade ou coordenando campanhas para ajudar hospitais, abrigos e asilos da cidade.

Integrante do Encontro de Irmãos, núcleo de Casa Amarela, a dona de casa repete a frase: “É pobre evangelizando pobre” para quem lhe pergunta sobre as ações do grupo fundado pelo saudoso arcebispo emérito de Olinda e Recife, Dom Helder Câmara, em 25 de maio de 1969.

O evangelizar pregado por dom Helder e seguido por Cleonice não significa apenas andar com a bíblia debaixo do braço citando capítulos e versículos. “Significa servir ao próximo”, ensina.

E isso ela faz de diversas formas, com a ajuda das oito pessoas que formam o núcleo do grupo na área de Casa Amarela, entre eles o marido Antônio Inácio Carneiro, de 66 anos. 

Duas vezes por anos, dona Cleonice sai pelas ruas do Alto do Brasil, Vasco da Gama e Alto José do Pinho pedindo donativos de porta em porta – roupas, alimentos, remédios, calçados, lençóis – para ajudar instituições, hospitais, abrigos de idosos e de crianças.

Entre os beneficiados pelas campanhas realizadas figuram o Hospital do Câncer, o Imip, o Hospital Maria Lucinda, o Instituto Padre Venâncio, a Casa de Carolina, entre outros.   

“Primeiro escolhemos a instituição que iremos beneficiar, depois vamos lá saber quais são suas maiores necessidades, depois fazemos a arrecadação. Sempre somos bem recebidos nas casas e mesmo os mais pobres dão alguma coisa”, fala com orgulho.

Esta semana o núcleo do Encontro de Irmãos do qual dona Cleonice faz parte iniciou uma campanha de arrecadação de alimentos para beneficiar famílias carentes do bairro. “Pretendemos fazer a entrega na Semana Santa”, explica.

Doações:

Centro Comunitário do Alto do Brasil

Fone: 3268.6738 (residência de dona Cleonice)

Por Taiza Brito

O Encontro de Irmãos nasceu após uma semana de evangelização realizada pelo arcebispo na Rádio Olinda, no ano de 1969. Na época como muitas pessoas não tinham aparelhos de rádio, se reuniam nas casas dos outros para ouvir o programa.

“Depois que acabou, fomos procurar Dom Helder para pedir que continuasse aquele trabalho e foi aí que ele sugeriu que nos organizássemos para nós próprios refletirmos sobre o evangelho e daí nasceu o grupo”, conta dona Cleonice.

Além dos encontros de evangelização, o grupo também promovia campanha de arrecadação de alimentos. “Depois de um tempo, Dom Hélder disse que além das campanhas precisávamos mobilizar as pessoas para que elas passassem a ser agentes de transformação em suas comunidades”, conta.

Assim, das reuniões de evangelização surgiram diversas idéias de mobilização, que para os moradores do Alto do Brasil e entorno se concretizaram na construção da Escola Professor Mardônio Coelho e do posto de saúde, muros de arrimo, escadarias, e na implantação do sistema de iluminação do bairro e da rede de abastecimento de água.

“Cada vez que nos reuníamos líamos o Evangelho e nos perguntávamos o que faltava à comunidade. Foi assim que fomos listando as necessidades e começamos a fazer plantão na sede do governo do Estado, na prefeitura, na Compesa e na Celpe para lutarmos por melhor infra-estrutura para Jardim Brasil”, conta.      

A comunidade também construiu junta, em terreno doado pela Diocese, o Centro Comunitário de Alto do Brasil, inaugurado em 1983 por Dom Helder e mais tarde a capela São João Batista.

O Encontro de Irmãos Dom Helder Câmara também tem grupos de trabalho nos bairros do Ibura, Tejipió, Beberibe e nos municípios de Abreu e Lima, Camaragibe, Cruz de Rebouças, Jaboatão, Olinda, Paulista e São Lourenço da Mata.

Segunda, 08 Março 2010 18:06

O pão de cada um dá para alimentar uma multidão

Escrito por

No Centro Comunitário de Alto do Brasil, dona Cleonice mobiliza adultos, jovens e crianças, em encontros semanais. “Com os jovens e crianças trabalhamos principalmente para afastá-los das drogas”, conta.

Lá também são repassados valores de cidadania. “Uma vez na evangelização das crianças, tratamos sobre o Milagre da Multiplicação e eu perguntei às crianças se nós poderíamos fazer milagre semelhante”, lembra, ao dizer que uma das crianças respondeu que sim. “E como podemos fazer isso”, questionou Cleonice ao garoto, que de pronto responde: “Se cada um de nós trouxer um pão aqui poderemos matar a fome de outras pessoas”.

Dona Cleonice não teve dúvida. Pediu às crianças que além dos pães, levassem na reunião seguinte colegas que tinham pouco o que comer em casa. “Isso gerou uma grande mobilização, não apenas entre as crianças, mas também entre os adultos, que resolver fazer bolos, tortas e outras comidas. E o encontro seguinte virou uma grande festa de solidariedade, com comida para todos”, lembra.

Aamarilisna Cristina Albuquerque, coordenadora do Projeto Console - que trabalha em prol da melhoria de vida de duas comunidades de Manari, no Sertão - envia a seguinte mensagem para celebrar o Dia Internacional da Mulher:

 "Mulher é mesmo interessante, mesmo brava é linda, mesmo alegre, chora, mesmo timida, comemora, mesmo apaixonada, ignora, mesmo fragil é poderosa!"

 

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