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  • "Mídia Construtiva é também lançar o olhar crítico sobre problemas, apontar falhas, denunciar. Contribuindo para a corrente que tenta transformar o negativo em positivo."

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Terça, 09 Outubro 2012 20:30

Petrolina, a metrópole do Sertão

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Por Taíza Brito

A imagem com a qual o fotógrafo Miguel Igreja presenteia os leitores do Blog Viva Pernambuco nesta terça-feira, 9 de setembro, tem um valor sentimental para mim. Retrata a cidade de Petrolina, no Sertão do São Francisco, onde nasci. A visão é do anoitecer na orla da cidade, com sua imagem refletida nas águas do Velho Chico. Um primor. Boa noite a todos!

Sexta, 05 Outubro 2012 13:02

Amanhecer em São José da Coroa Grande

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O final de semana está chegando e muitos são os que se dirigem ao litoral para curtir as belezas das praias pernambucanas. O bom dia de hoje do fotógrafo Miguel Igreja presenteia os internautas do Blog Viva Pernambuco com uma linda imagem do amanhecer em São José da Coroa Grande, no litoral Sul. Bom dia a todos e um excelente final de semana!

Da EcoD  

Os acessórios fazem parte da vida da maioria das mulheres. Pulseiras, brincos, colares, broches não podem faltar no dia a dia. Mas como tudo nessa vida tem validade, todas essas peças deixam de ser utilizadas porque ficaram velhas ou foram danificadas.   Em vez de jogá-las no lixo, você pode guardá-las para uso em projetos futuros no intuito de reduzir o desperdício, o consumo e a quantidade de resíduos.   Descubra em cinco idéias de reutilização, listadas pelo site Earth911, que o que não falta são opções.  

Marcadores  

Pingentes que ficou do colar quebrado, contas de pulseiras que partiu. Todas essas peças podem ser transformadas em um marcador exclusivo. E para isso você só vai precisar de um pedaço de fita e algumas ferramentas. Por meio do tutorial do blog “The Vintage Lemon” a confecção vai ficar ainda mais fácil e rápida.

Quadros  

Broches antigos ou aquele esquecido brinco que perdeu seu par pode não fazer mais parte do seu look, mas com inspiração ele pode virar uma peça de decoração de sua casa. No tutorial do blog Tatertots & Jello você verá que é possível transformar peças sem utilidades em belos itens.   Chaves  

Mais uma ideia de reutilização para a safra de acessórios esquecida em sua caixa de joias. Dessa vez o brilho das peças vai parar nas suas chaves. O projeto demonstrado no blog “My Salvaged Treasures”, mostra como transformar chaves e pedaços de colares e brincos quebrados em novas peças para o seu dia-a-dia. Mas, com a ajuda apenas de cola, de forma bem simples, você pode apenas dá um toque diferenciado nas suas chaves. Opções não faltam para quem desejar reutilizar.  

 

Dica:Este é o projeto perfeito para os restos de jóias que são muito pequenas para usar em outros ofícios. Então, reúna os minúsculos pedaços e mãos à obra.

 

Novos colares  

O que sobrou de uma joia pode perfeitamente ser transformada em uma nova peça. Você cria um novo look sem precisar gastar tanto. Nesse passo-a-passo da blogueira Sarah Ortega, ela mostra uma, de muitas opções de reutilizações de partes de brincos, colares e pulseiras.  

Bouquet de noiva  

Paciência e criatividade é o que você vai precisar para criar um bouquet cheio de brilho. Aprenda fazer no tutorial do blog “Fancy Pants Weddings”.

Quarta, 03 Outubro 2012 13:01

“Maraquarela”, no bom dia de Miguel Igreja

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Por Taíza Brito

No bom dia do Blog Viva Pernambuco desta quarta-feira (03/10), o fotógrafo Miguel Igreja oferta a imagem “Maraquarela”, captada em fevereiro no tradicional encontro de Maracatus de Nazaré da Mata. Um momento dos muitos de beleza protagonizados por estes grupos para os apreciadores da cultura pernambucana. Bom dia a todos!

A Duas Companhias, de Livia Falcão e Fabiana Pirro, comemora oito anos com uma temporada popular no Teatro Barreto Júnior, no Pina, no Recife, reunindo vários espetáculos do grupo. A programação começa nesta sexta (05/10), às 20h, com a peça "Divinas". No sábado (06/10), às 16h30 tem "Caxuxa" e às 20h o espetáculo "Caetana". No domingo (07), mais uma sessão de "Caxuxa" às 16h30 e outra de "Divinas" às 20h. A entrada é gratuita e essa primeira semana da temporada é uma parceria da Duas Companhias com a Fundarpe/Governo de Pernambuco. Na próxima semana o projeto segue em parceria com o Carrefour, proporcionando mais uma série de apresentações gratuitas ao público de sexta a domingo.

Nas quintas, 11 e 18 de outubro, às 20h, a Duas Companhias leva ao Barreto Júnior as leituras dramatizadas dos textos “A Peleja dos mil Anos”, de Cláudio Ferrario e “Um Paroquiano Inevitável”, de Hermilo Borba Filho. Nas quartas, 10 e 17 de outubro, pela manhã, a partir das 10h, haverá aulas-espetáculo abertas para 20 participantes e mais 200 pessoas que poderão acompanhar como espectadores. Escolas e entidades interessadas em levar grupos para as apresentações ou para as aulas podem se inscrever pelo email O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. ou pelo telefone 9949.9945.

Além dos espetáculos, leituras dramáticas e aulas-espetáculo, a “festa” da Duas Companhias apresenta a exposição “Risos da memória”, que ficará montada no primeiro andar do teatro, com fotos que contam a trajetória do grupo e as afinidades e afetos reunidos ao longo da caminhada. As fotografias são assinadas por Daniela Nader, Renata Pires, Fred Jordão, Rodolfo Araújo, Renato Filho, Roberta Guimarães e Dudu Schneider.

Histórico - O nascimento da Duas Companhias partiu das atrizes pernambucanas Lívia Falcão e Fabiana Pirro, que tinham vontade de falar do seu lugar de origem, investigar sua cultura, mergulhar nas suas raízes. De 2004 a 2010, elas realizaram as montagens de Caetana, com texto e direção de Moncho Rodriguez (espetáculo visto por mais de 75 mil espectadores e que permanece em cartaz até hoje), e A Árvore de Júlia, com direção de Lívia Falcão; lançaram o livro “Uma história do teatro pernambucano daqui pr'ali e de lá pra cá” e o documentário “Caetana o Filme”; produziram oficinas e ciclos de leituras dramatizadas; e viajaram pelo Brasil e pela Europa com o repertório da Companhia.

Em 2011, com o elenco e o time de produção reforçados, a Duas Companhias realizou o pioneiro projeto “Formação de Mulheres Palhaças em PE” e o “Que Comédia! Ciclo de Leituras da Commedia Dell'Arte” e estreou mais um espetáculo, Divinas.  Em 2012, a companhia comemora oito anos de vida e trabalho com Caetana e Divinas na estrada, e o nascimento do musical Caxuxa com o elenco jovem da trupe.

Quarta, 03 Outubro 2012 12:18

Alergias: conheça o seu inimigo e evite sustos

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O sistema imunológico é um mecanismo do organismo que objetiva nos proteger de invasores como vírus ou bactérias. No entanto, em alguns casos, este mesmo sistema, ao desencadear um processo de defesa a algum agente agressor, reage de maneira exagerada a determinadas substâncias, como aquelas existentes em aerossóis (produtos de limpeza), particulados (fumaças, queima de biomassa – material orgânico), agentes biológicos (ácaros presentes no pó doméstico, em ursos de pelúcias, na roupa de cama ou outros objetos comuns dentro de casa. Esta reação exagerada a algumas substâncias acaba por torná-las ´inimigas´, pois desencadeia um processo semelhante à inflamação, com manifestações no sistema respiratório.

De acordo com a médica Mônica Corso, presidente da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT), este é o quadro típico de uma alergia respiratória.   “Esta alergia pode acontecer na presença de poeira doméstica, agentes biológicos - como fungos ou mofo, na presença de fumaça – tanto de cigarros, como tóxicas –, e até mesmo a partir do cheiro de solventes, perfumes ou produtos de limpeza.”  A especialista explica que situações como a que vivemos atualmente, de baixa umidade relativa do ar, também propicia o desencadeamento destas alergias, irritando o sistema respiratório.

Além desta irritação, que é a rinite, são frequentes a coriza e irritação de faringe e laringe (rouquidão e dor de garganta). No caso de pacientes portadores de asma, que é uma doença inflamatória crônica, na qual a predisposição genética tem um papel importante, estes fatores podem desencadear uma crise de falta de ar, marca registrada da doença. Aliás, falta de ar, tosse e opressão no peito são os sinais característicos.  

 

Prevenção  - Alguns cuidados básicos são importantes para se prevenir essas reações. A médica ressalta alguns deles: “Primeiramente é importante identificar os fatores que desencadeiam a alergia, geralmente presentes no trabalho, em casa ou na escola. Depois, evitar a inalação e o contato com esses fatores, especialmente pó e ácaros – atenção a cortinas, colchões, tapetes, bichos de pelúcias, travesseiros, entre outros”.

Outra dica da especialista é restringir os objetos que acumulem poeira e manter os ambientes sempre limpos e ventilados. Também sugere que se opte por produtos de higiene e limpeza sem perfume.

Grandes inimigos das pessoas alérgicas são os pequenos insetos, como as baratas. Por isso, não se deve deixar alimentos no quarto. Os ácaros podem ser afastados ao encapar colchões ou utilizar capas próprias. O sol é um grande aliado na prevenção de alergias respiratórias, portanto, sempre que possível, devemos expor roupas e colchões aos dias ensolarados.

Vale ressaltar que a herança genética é importante no aparecimento das alergias respiratórias, de modo que se o pai ou a mãe forem alérgicos, o filho terá maior chance de também manifestar a situação. Além das alergias respiratórias, há aquelas provenientes de alimentos. As reações são diversas, como problemas de pele, estomacal (gastrintestinal) ou respiratório. Os alimentos mais comuns são leite de vaca, frutos do mar, chocolates e produtos industrializados, como iogurtes, produtos com corantes, embutidos em geral e biscoitos com recheio.

Ainda não há um tratamento especifico para prevenir a alergia alimentar. Quando é diagnosticado o problema, pacientes e familiares devem ser alertados para que possam interromper o consumo daquele alimento. Neste caso, conforme o agente alérgeno e a gravidade das reações, é necessário ficar de olho em rótulos e composições para se certificar que aquela substância ou seus derivados não serão consumidos.

Defensor de uma democracia que vincula justiça social com justiça ecológica, Leonardo Boff, estará na Unipaz Recife, dialogando com os participantes do próximo seminário da Formação Holística de Base da instituição, que integra o Colégio Internacional dos Terapeutas. O seminário “Como Cuidar da Vida em Tempos de Mudanças” acontece dia 27 de outubro, no Mar Hotel, em Boa Viagem, das 9h às 12h, e já está realizando inscrições pelos telefones (81) 3244-2742 e 97251415. As informações podem ser obtidas no site www.unipazrecife.org.br.

A partir do olhar das quatro ecologias defendidas pela Unipaz, política e social, mental, ambiental e integral, Leonardo Boff, tratará nesse seminário, da conscientização sobre a urgência do surgimento de uma sociedade sustentável “para atender as necessidades de todos”, tema difundido e alertado por ele no Fórum Social Temático realizado em Porto Alegre. O palestrante abordará com os “aprendizes” da Unipaz e participantes em geral, a “Ecologia Profunda” com reflexões sobre o caminho a ser seguido, e a identificação dos padrões mentais atuais que promovem a destrutibilidade à vida.

O seminário proporcionará a visão holística do atual modelo de desenvolvimento, trazendo conselhos para o desenvolvimento desta “sociedade sustentável” almejada. No conteúdo programático, Leonardo Boff, estará imbuído de demonstrar as bases da “Sabedoria do Cuidado” diante da crise. “Uma super democracia planetária deverá forçosamente surgir e ela englobará Terra e a Humanidade num destino comum”, enfatiza o teólogo.

Teologia da libertação

Leonardo Boff é um dos maiores intelectuais que Santa Catarina já projetou para o mundo. Um dos principais teólogos desse final de século, com prestígio e autoridade mundial, a ponto de merecer da suprema hierarquia da Igreja Católica, em Roma, dois "castigos" de "silêncio obsequioso", a condenação mais grave da ex-Inquisição aos rebeldes da instituição, e que determinaram a renúncia de Leonardo às suas funções de padre franciscano, em 1993.

Próximo a completar 73 anos de idade, no próximo dia 14 de dezembro, Boff nasceu em Concórdia e é neto de imigrantes italianos, chegados ao Rio Grande do Sul no final do século passado. Filho de família numerosa, fez seus estudos primários em casa, com o pai, comerciante e professor. Depois ingressou na vida religiosa, fazendo seus estudos superiores em Petrópolis e em Munique, na Alemanha, onde concluiu Doutorado em Teologia, em 1970.

Leonardo Boff é considerado um dos "pais" da Teologia da Libertação, movimento que sacudiu a Igreja de Roma e determinou, a partir de 1993, seu afastamento das funções religiosas, mas não de suas atividades de intelectual comprometido com teses revolucionárias, que caem bem em qualquer catecismo de líderes como Che Ghevara, Mandela, Helder Câmara, Gandhi ou Jesus Cristo.

Concluído seus estudos acadêmicos, com o Doutorado na Alemanha, Boff exerceu permanente e decisiva influência nos segmentos de esquerda da Igreja Católica, tanto na América Latina, quanto na África e Ásia. É professor de Ética, Filosofia da Religião e Ecologia, na Universidade do Estado do Rio de Janeiro, onde mora. Foi professor visitante nas Universidades de Lisboa, Salamanca (Espanha), Harvard (Estados Unidos), Basel (Suíça) e Heildelberg, na Alemanha. É Doutor Honoris Causa da Universidade de Turim, Itália, e da Universidade de Lund, Suíça.

Terça, 02 Outubro 2012 13:19

Pernambuco pelas lentes de Miguel Igreja

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Por Taíza Brito

O Blog Viva Pernambuco começa a partir deste mês de outubro a presentear os internautas, diariamente, com imagens produzidas pelo fotógrafo Miguel Igreja, o mais novo integrante da nossa equipe. É um bom dia especial a todos, com fotos captadas pelo profissional nas mais diversas paisagens de Pernambuco, terra a qual declara profundo amor. Na imagem de hoje, a beleza das “Viuvinhas” que habitam o arquipélago de Fernando de Noronha. Bom dia a todos!

Unindo educação e responsabilidade social, alunos da Faculdade dos Guararapes (FG) – integrante da rede internacional de universidades Laureate – realizam um verdadeiro mutirão, neste sábado (29), em Jaboatão dos Guararapes, para comemorar o dia do voluntariado. A ação envolve mais de 200 pessoas, entre alunos e professores dos diversos cursos na área de Saúde, Negócios, Educação e Tecnologia, para a realização de palestras, oficinas e capacitação. Tudo gratuito à população.

A programação também conta com serviços na área de saúde - como avaliação postural, campanha para doação de sangue e aferição de pressão-, educação ambiental, informática para idoso e orientação financeira, além de apresentações artísticas e gincana. As atividades estarão concentradas principalmente no Mercado Público das Mangueiras, Escola Estadual Poeta Mauro Mota, Creche de Piedade, FG, orla de Boa Viagem e Parque D. Lindu. Para a realização das atividades serão instaladas tendas nos locais.

De acordo com a diretora acadêmica da FG, Vanessa Piasson, o FG Ação é uma iniciativa que acontece há vários anos para levar serviços gratuitos à população e também marcar o dia do voluntariado. “A proposta é promover a transformação social e a melhoria da qualidade de vida das pessoas”, disse Vanessa. Ela acrescentou que, por conta de iniciativas como essas, a FG é reconhecida como uma instituição socialmente responsável.

Turismo -Alunos do curso Gestão de Turismo realizarão uma gincana, com atividades recreativas e acadêmicas, a partir das 16h, no Parque D. Lindu, no calçadão e na praia de Boa Viagem. A ação, que também remete ao Dia Mundial do Turismo, também envolve panfletagem e orientação ao público sobre a importância do lazer e do turismo para a qualidade de vida. A iniciativa será encerrada com um picnic entre os alunos.

Serviço:

O quê: FG Ação

Quando: sábado (29)

Onde: diversos pontos de Jaboatão dos Guararapes e Recife

PROGRAMAÇÃO:

9h às 12h - Mercado Público das Mangueiras

Atividades: plantão fiscal, oficina sei controlar meu dinheiro, avaliação postural, avaliação respiratória, orientação ao pré-diabético, aferição de pressão e Sinais Vitais e Diabetes, Orientação Nutricional, Cartilha de Prevenção de Surtos de alimentos no lar, oficina de higienização de mãos e alimentos, oficina de organização de geladeiras.

Endereço: Avenida Barreto de Menezes. Centro de Prazeres, em Jaboatão dos Guararapes.

8h -12h – Escola Estadual Poeta Mauro Mota

Atividades: Capacitação de informática para o Idoso, curso de infraestrutura para Adolescentes "Tá na Rede? Fique ligado!"; Oficina sobre violência de gênero para Mulheres, com a professora Regina Célia e Alunos.

Endereço: Rua Artur Xavier, S/N - Socorro - Jaboatão dos Guararapes

8h -12h – Faculdade dos Guararapes

Campanha para estimular a doação de sangue.

Endereço: Rua Comendador José Didier, nº 27. Jaboatão dos Guararapes.

8h -12h – Hospital Geral de Prazeres

Palhaçoterapia

Endereço: Rua Recife, s/n, Cajueiro Seco. Jaboatão dos Guararapes

Do IHU On-Line

Os países que realizaram estudos para verificar os ganhos com a fumicultura e os gastos para tratar doenças geradas pelo tabaco “constataram que o que se gasta com saúde é maior do que se arrecada com as vendas”, informa Tânia Cavalcante à IHU On-Line. Segundo ela, estudos da Aliança de Controle do Tabagismo e da Fiocruz demonstram que o sistema de saúde brasileiro gastou com apenas 15, das 50 doenças relacionadas ao tabaco, algo em torno de “21 bilhões de reais em 2011”.

ânia esclarece que a “maioria da produção mundial de fumo se dá em países em desenvolvimento e em parceria com grandes companhias. As mesmas empresas que trabalham para expandir o consumo do cigarro com estratégias de marketing são as que atraem os pequenos agricultores, geralmente com situação econômica vulnerável, para a produção da fumicultura”. Somente no Brasil cerca de 200 mil famílias de pequenos agricultores estão “inseridos na cadeia produtiva do fumo”. A maioria delas, enfatiza, “quer deixar de plantar fumo, mas não pode, porque não tem alternativa”.

Na entrevista a seguir, concedida por e-mail à IHU On-Line, a secretária-executiva da Comissão Nacional para Implementação da Convenção-Quadro – Conicq comenta as iniciativas brasileiras elaboradas após a assinatura da Convenção-Quadro, em 2005, e assegura que apesar dos desafios, o tratado internacional tem sido eficiente para reduzir a produção e o consumo de tabaco no país. “Existe dentro do governo certa incoerência em algumas questões (…), mas hoje, por exemplo, o Ministério da Fazenda e a Receita Federal são grandes aliados da implementação da Convenção-Quadro”.

Tânia Cavalcante é médica e secretária-executiva da Conicq. Atuou como secretária-executiva da Comissão Nacional para Controle do Tabaco – CNTABACO durante as negociações da Convenção-Quadro da Organização Mundial da Saúde para Controle do Tabaco. Confira a entrevista.

IHU On-Line – Quais são os principais problemas de saúde relacionados ao tabagismo? Como essas doenças são abordadas pela área da saúde no Brasil?

Tânia Cavalcante – As principais doenças são as cardiovasculares, as doenças respiratórias crônicas, câncer e, além disso, uma série de outras doenças. Hoje existem mais de 150 doenças que têm uma relação maior ou menor com o tabagismo, doenças com as quais ele tem um efeito causal ou um efeito de agravar. Esse é o caso da a osteoporose e da saúde reprodutiva. O tabagismo também causa efeitos na gestação, e já se sabe que existe uma relação entre o tabagismo materno e o descolamento prematuro da placenta, o baixo peso de bebê ao nascer, abortos, e uma série de outros agravos. Também há uma relação do tabagismo com as doenças da infância, e isso se refere ao tabagismo passivo: crianças que são expostas à fumaça ambiental do tabaco em casa, nos locais de lazer, têm um risco maior de ter pneumonia, otite, problemas de retardo no desenvolvimento e amadurecimento da capacidade respiratória. Os bebês pequenos, filhos de mãe fumantes, têm maior risco de terem morte súbita infantil.   Sabemos que as doenças crônicas não transmissíveis são um grave problema no mundo. O conjunto dessas doenças não transmissíveis envolve as doenças cardiovasculares, as doenças respiratórias crônicas, como enfisema, bronquite, asma, diabetes, hipertensão e várias outras doenças que têm o tabagismo como principal fator de risco. Existe uma grande preocupação mundial com o crescimento das doenças crônicas não transmissíveis no mundo, porque morem cerca de 36 milhões de pessoas todos os anos devido a essas doenças. Essa situação é tão grave que a ONU, pela segunda vez, tratou de um tema de saúde, mencionando as doenças crônicas não transmissíveis. Esse tema foi abordado no ano passado em uma reunião que contou com presidentes de todo mundo para tratar dessa situação, que eles categorizaram como uma crise global. Por quê? Porque existe, além das perdas de vidas, um crescimento dessas doenças, que são consideradas um fator devastador da economia dos países.   Prevenção   A presidente Dilma esteve na reunião e reafirmou o compromisso do Estado brasileiro com a implementação da Convenção-Quadro para controlar o tabaco. A Convenção-Quadro é o primeiro tratado internacional de saúde pública que foi negociado sob os auspícios da Organização Mundial de Saúde – OMS. Esse tratado converge de uma série de medidas intersetoriais para reduzir a epidemia do tabagismo no mundo: algumas medidas são de governabilidade do setor de saúde, mas boa parte delas depende da ação de outros setores do governo que não a área saúde. Por exemplo, aumentar os preços dos impostos sobre o tabaco, de forma que pressione o aumento dos preços do cigarro – essa é uma das medidas consideradas “custo-efetivas” para reduzir o tabagismo; proibir a propaganda de cigarros, as atividades de promoção ao tabaco, colocar advertências sanitárias nas embalagens, para informar a população sobre a real dimensão do risco à saúde; além de estimular os fumantes a deixarem de fumar.   Existem também outras ações, como apoiar o fumante para que ele deixe de fumar, conscientizar a sociedade, capacitar profissionais de saúde para que possam abordar de forma adequada o fumante na sua cessação do tabagismo, além de alternativas à produção do fumo. Isso porque, ao mesmo tempo em que a Convenção-Quadro busca reduzir o consumo globalmente, ela igualmente se preocupa com o outro lado da moeda: o produtor que depende do fumo. A maioria da produção mundial de fumo se dá em países em desenvolvimento e em parceria com grandes companhias. As mesmas empresas que trabalham para expandir o consumo do cigarro com estratégias de marketing são as que atraem os pequenos agricultores, geralmente com situação econômica vulnerável, para a produção da fumicultura, com o discurso de que essa produção vai trazer riqueza e bem-estar para ele e sua família.

IHU On-Line – É possível estimar qual é o custo dessas doenças sob a perspectiva da economia e da epidemiologia?

Tânia Cavalcante – A maior parte dos países que fizeram esse tipo de estudo constatou que o que se gasta com saúde é maior do que se arrecada com as vendas. Recentemente a Aliança de Controle do Tabagismo – uma organização não governamental que atua na defesa da implementação da Convenção-Quadro no Brasil –, em conjunto com a Fiocruz, realizou um estudo em que mensurou o quanto o sistema de saúde gastou com apenas 15 das 50 doenças relacionadas ao tabaco. A estimativa foi de 21 bilhões de reais em 2011.   Coincidentemente, neste ano a arrecadação a partir do setor do fumo foi de 6 bilhões de reais, ou seja, se gasta muito mais do que se arrecada, apesar de alguns dizerem que produzir fumo gera emprego, traz desenvolvimento para o país. Esses dados refutam totalmente essa ideia equivocada, que já vem sendo estudada com bastante consistência pelo Banco Mundial. Este banco já estimou que, para cada dólar arrecadado, os governos gastam um dólar e meio para o tratamento das doenças relacionadas ao tabaco.

IHU On-Line – Considerando os riscos do tabagismo para a saúde, por que ainda se investe tanto na fumicultura? Trata-se apenas de uma questão econômica e de lucratividade?

Tânia Cavalcante – A fumicultura se instala na região Sul em meados do século passado, e desde então foi sempre um processo capitaneado por grandes empresas transnacionais. Essas grandes empresas reconheceram que, no Brasil, existe clima apropriado, terra fértil e, principalmente, mão de obra barata e disciplinada. As empresas encontraram um grande filão no Brasil e desenvolveram uma cadeia produtiva que é considerada exemplar mundialmente em termos de organização e logística.   Ao se especializarem na fumicultura, muitas famílias perderam o conhecimento agrícola de lidar com a terra, então passaram a se especializar nessa produção. Obviamente que as grandes empresas, uma vez instaladas, conseguiram, através do crescimento econômico, ganhar poder e influência política, e isso tem tornado difícil o movimento de pensar alternativas à produção do fumo. Hoje a nossa grande preocupação é o fato de o país ter 200 mil famílias de pequenos agricultores inseridos na cadeia produtiva do fumo. Estudos mostram que a maioria das famílias quer deixar de plantar fumo, mas não pode, porque não tem alternativa. Essa foi uma das razões pela qual o Brasil ratificou a Convenção-Quando.   Uma das condições para que o Congresso Nacional apoiasse a ratificação da Convenção-Quadro pelo Brasil foi a criação de um programa de diversificação em áreas que produzem fumo. Esse programa não proíbe ninguém de plantar fumo, porque a Convenção não tem esse objetivo. Ela busca salvaguardar as pessoas que dependem da produção do fumo, esperando a redução da produção e do consumo. Nesse sentido é que atua o programa de diversificação, coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário. Trata-se de um programa alinhado à política de desenvolvimento rural do governo, capitaneado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário, que tem como foco principal diversificar a produção agrícola, para que fiquem menos vulneráveis às oscilações do mercado. No caso da fumicultura, a Convenção-Quadro anda a passos largos mundialmente. São 175 países acelerando o passo para implementar as suas medidas.   Já temos sinais de vários países que vêm reduzindo o tabagismo. Isso certamente vai impactar os pequenos fumicultores do Brasil, já que 85% da produção nacional é exportada. O Brasil já vem reduzindo o consumo interno há algum tempo. Então, é preciso que se pare de dizer que plantar fumo é bom para o país, porque não é.

IHU On-Line – Quais são as alternativas para os agricultores que hoje se dedicam à plantação de fumo?

Tânia Cavalcante – A filosofia desse programa é de que não existe um produto mágico. Em nível mundial existe um grupo de trabalho dedicado a estudar essa questão no intuito de orientar os países produtores quanto à implementação de novos produtos.   A visão é de que é preciso analisar localmente as plantações. Mais do que isso, é preciso ter uma organização para que as novas produções venham a ser dadas como alternativas ao fumo, para que tenham um escoamento, uma logística de comércio. É preciso que o agricultor seja também recapacitado para lidar com outros tipos de produção, buscando autonomia na gestão de sua terra, porque hoje ele é tutelado pelas grandes empresas de fumo, e não tem liberdade em termos de gerenciamento. Faz parte desse processo de alternativas ao fumo uma série de elementos: a questão da garantia da comercialização, da capacitação do agricultor, do resgate de sua autonomia.   No município de Dom Feliciano, no Rio Grande do Sul, o prefeito decidiu implementar esse programa, e existem vários exemplos de que é possível mudar a produção com uma rentabilidade tão grande ou até maior do que a do fumo. As produções de uva, pepino e leite estão sendo observadas como alternativas à fumicultura.

IHU On-Line – Quais são hoje as principais políticas para prevenir e evitar o consumo de tabaco no Brasil?  

Tânia Cavalcante – No Brasil já têm grandes ações como a proibição da propaganda, que até os anos 2000 era ainda permitida. Aliás, a partir de 2000 ela foi totalmente proibida nos grandes meios de comunicação. Em 2011, conseguimos avançar mais ainda, e proibimos totalmente a propaganda, inclusive nos pontos internos de venda. Essa é uma grande conquista nacional, porque sabemos que a propaganda faz a diferença em termos de captar novos consumidores. Também conseguimos proibir o patrocínio de eventos culturais e esportivos por marcas de cigarros, inclusive de Fórmula 1. Há também aquelas advertências com fotos nas embalagens. Dados do IBGE mostram que 65% dos fumantes brasileiros se sentem mais motivados a deixarem de fumar quando veem as fotos nas embalagens de cigarros.   Outra grande conquista foi a instalação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa no Brasil, em 1999. Ela surgiu com a missão de regular os produtos do tabaco, e a partir daí tivemos importantes conquistas. Entre algumas dessas conquistas está a proibição dos termos “light”, “ultralight” nos cigarros. Entre as conquistas mais recentes, está a proibição dos aditivos que dão sabores aos cigarros, conquistada depois de dois anos de intenso debate, em que a indústria do tabaco criava uma ação de desinformação, tentando jogar os fumicultores contra a Anvisa. Essa é uma medida importantíssima, porque ajuda a prevenir a iniciação entre jovens. Obviamente a resistência foi enorme, porque a normativa fere um dos pilares da lucratividade desse setor, que é a sua capacidade de captar novos consumidores entre os adolescentes. Outra medida importante é o tratamento para deixar de fumar, que vem sendo implantado desde 2004 na rede do Sistema Único de Saúde – SUS. É uma resposta que o governo precisa dar àqueles fumantes que vêm sendo pressionados pelas novas leis e pelas famílias para deixarem de fumar.   O Brasil também tem uma lei que proíbe as pessoas de fumarem em ambientes coletivos. Essa lei ainda precisa ser regulamentada por um decreto presidencial que vai definir os parâmetros para a fiscalização dessa proibição. Então, estamos aguardando isso para que a rede de vigilância sanitária possa fiscalizar essa medida o mais breve possível.

IHU On-Line – Segundo notícias da imprensa, o BNDES emprestou 336 milhões de reais à agroindústria do fumo nos últimos cinco anos, e somente 22,4 milhões de reais para ajudar pequenos fumicultores a diversificar as culturas agrícolas. Como compreender esses dados e o incentivo público em empresas que produzem produtos que geram diversos problemas de saúde?

Tânia Cavalcante – Existe dentro do governo certa incoerência em algumas questões, e essa é uma delas. Mas hoje, por exemplo, o Ministério da Fazenda e a Receita Federal são grandes aliados na implementação da Convenção-Quadro. O artigo 6º da Convenção é de responsabilidade do Ministério da Fazenda, e no ano passado a presidente Dilma decidiu encaminhar uma medida provisória para o governo, a Medida Provisória n. 540, que desonera alguns setores produtivos, com o objetivo de enfrentamento da crise econômica, e que transferia parte dessa desoneração para o setor de fumo. Então, houve um aumento de impostos sobre a fumicultura, que impactou também no aumento do preço dos cigarros.   Entretanto, a dificuldade de realizar acordos com outros setores do Estado não é um problema somente do Brasil; isso acontece no mundo inteiro. Faltam ajustes finos, no sentido de termos mais recursos para promover alternativas ao fumo.

IHU On-Line – A que atribui o alto consumo de cigarros? É possível traçar um perfil dos usuários?

Tânia Cavalcante – Hoje o tabagismo no Brasil se concentra na população de menor renda e menor escolaridade, e na população rural a concentração também é maior. E provavelmente essa situação reflete talvez a forma de não equidade das ações, em termos de não conseguir alcançar essas populações nas ações nacionais. Estamos procurando caminhos que nos ajudem a chegar nessas populações para protegê-las da interferência das ações de marketing e das ações que são usadas de forma bastante capilar pelas empresas de tabaco para seduzir as pessoas. Hoje, 80% do consumo de produtos do tabaco acontecem nos países em desenvolvimento, o que reflete exatamente a vulnerabilidade que essas populações têm quando não existem políticas.

IHU On-Line – Deseja acrescentar algo?

Tânia Cavalcante – Esqueci-me de mencionar a redução do tabagismo entre as mulheres. Havia uma prevalência do tabagismo de 32% em 1989, considerando a população acima de 15 anos. O último dado internacional é de 2008, e demonstra que esse percentual caiu para 17,2%. Houve sim uma redução tanto entre homens como entre mulheres, mas o que se observa mais recentemente no fator de risco e doenças crônicas, através de dados do Vigitel – um sistema de vigilância por telefone, coordenado pelo Ministério da Saúde –, é que houve uma estagnação dessa queda entre mulheres, enquanto entre os homens a queda continua.   Outro aspecto importante de relatar é que essa queda do tabagismo no Brasil já se reflete na queda das doenças crônicas não transmissíveis e das mortes por doenças crônicas não transmissíveis. Houve uma redução, entre 1996 e 2007, de 20%. Foi uma redução significativa.

Sexta, 28 Setembro 2012 18:35

O poder das cores dos alimentos

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Por Enio Rodrigo, do O que eu tenho

Quanto mais colorida sua alimentação, melhor para a sua saúde. Você já deve ter ouvido isso alguma vez. Mas será que isso é verdade?  “Sim, a informação está corretíssima. A alimentação ‘colorida’ diminui em muito as chances de uma deficiência alimentar. Mas é bom lembrar que estamos falando de alimentos que não sejam industrializados. O ideal é o mínimo de 5 porções de frutas, legumes e verduras diariamente, de preferência de cores variadas”, confirma Ludimila Eler, nutricionista da área de Check-up do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo. Para facilitar a escolha desses alimentos a especialista montou um roteiro de cores dos alimentos e as suas propriedades para a saúde.

Alimentos roxos

Amoras, framboesas, jabuticaba e repolho roxo são ricos em polifenóis, uma espécie de antioxidante que protege as células do organismo contra sua degradação natural e age diminuindo o ritmo do envelhecimento.

Alimentos vermelhos

Uvas, que dependendo do tipo também são mais puxados pro roxo (e contêm as características indicadas acima) são consideradas alimentos do tipo vermelho. Ricas em resveratrol, elas ajudam a diminuir o colesterol ruim e ajudam a melhorar a circulação sanguínea.   Morangos, tomates, pimentão vermelho, romã, goiaba vermelha são outros tipos de alimentos ricos em licopeno. No homem esse tipo de substância protege contra o câncer de próstata. Nas mulheres diminui o risco de desenvolver o câncer de colo de útero.   “Associadas a algum tipo de gordura – como o azeite em saladas ou então ingeridos junto com derivados do leite na sua versão regular, por exemplo – elas têm o poder do licopeno potencializado”, diz Eler.

Alimentos alaranjados

Laranja, tangerina e outras frutas cítricas são ricas em vitamina C e antioxidantes. Ajudam na manutenção do sistema imunológico. E de acordo com uma pesquisa brasileira podem também ajudar no combate ao colesterol.   Alimentos verdes   Ricos em clorofila, ajudam a desintoxicar o corpo, além de hidratarem (uma ótima pedida para os dias mais quentes e secos). “Associados a alimentos ricos em fósforo e ferro – como o alho, comum em diversas receitas – são benéficos para o sangue também”, indica a nutricionista.

Alimentos brancos

Nessa lista estão o alho, a banana e a maçã (lembrando que a polpa dessas frutas é esbranquiçada), a couve-flor, o nabo e a pinha. Todos esses alimentos são ricos em potássio, importante para o funcionamento dos músculos, incluindo o coração.   Além disso são ricos em vitaminas do complexo B, que combate os sintomas da depressão. O alho também contêm cálcio, bom para os ossos e é um ótimo antibiótico natural.

Alimentos marrons

Castanhas, nozes, feijão e cereais integrais, como a aveia, são ótimos antioxidantes e contêm selênio, que ameniza a TPM.  As castanhas e as nozes ainda contêm gorduras que ajudam no controle do colesterol ruim. No caso dos cereais integrais há ainda o zinco e o cromo, que também contribuem para deixar a TPM mais leve e também são recomendados para mulheres na idade de menopausa. Já o feijão também contêm magnésio e potássio.

Alimentos pretos

Ou seriam bebidas? Não importa, pois o café e o chá preto são ótimos estimulantes para o sistema nervoso e contêm altos níveis de antioxidantes. “Só não são indicados para pessoas ansiosas, que sofram de insônia ou aquelas com problemas estomacais. Como são ácidos podem piorar o quadro de gastrite, por exemplo”, alerta Eler. Com tantas opções de todas as cores fica fácil montar um cardápio “arco-íris” e se alimentar melhor focando na sua saúde, não?

Exposição apresenta peculiaridades e a importância da atuação deste contemporâneo de Eckhout e Franz Post na programação da 6ª Primavera dos Museus, de 24 a 30 de setembro

Um dos grandes papéis atribuídos à Maurício de Nassau é o de mecenas das artes e da ciência no Novo Mundo já que ao longo de sua estada no Brasil foram incentivados e realizados estudos em diversas áreas do conhecimento, tais como a zoologia, a botânica, a etnologia, a cartografia e a astronomia. Este príncipe colonizador humanista, como é considerado, foi responsável pela geração para o conhecimento histórico, científico e artístico da época com a vinda de jovens artistas e estudiosos como Frans Post, Albert Eckhout, Guilherme Piso e Georg Marcgrave, todos com idades que variavam de 25 a 27 anos.    

O trabalho na área da astronomia e cartografia de um desses importantes expoentes do século XVII é tema de exposição do Museu Louis Jacques Brunet, durante a 6ª Primavera dos Museus, que acontece de 24 a 30 de setembro: “Georg Marcgrave: O cientista natural da comitiva de Nassau”, sobre o trabalho e estudos do estudioso alemão que integrou a comitiva holandesa de Nassau. Ele era um destes cientistas multidisciplinares que encontrou no Brasil um campo ilimitado para sua pesquisa, tanto na área de cartografia quanto na de astronomia, em que é considerado o pai da astronomia na América do Sul e responsável pelo primeiro Observatório da Era Moderna no Novo Mundo.

 Se fosse vivo, o cientista natural alemão Georg Margrave teria 402 anos e estaria se vangloriando com os feitos da sua contribuição para a história e para o conhecimento científico. Integrante ativo da comitiva do alemão Maurício de Nassau, este cientista natural alemão carrega em seu nome um grande legado. Quando chegou ao Nordeste brasileiro naquele período, o estudioso alemão não imaginava a repercussão do seu trabalho na comitiva para Pernambuco e para a história da ciência natural no mundo.

Sua estadia no Recife, na primeira metade do Século XVII, gerou um minucioso trabalho cartográfico sobre o Brasil, que merece hoje destaque pelo amplo registro da nossa geografia em publicações raras, como o livro de Gaspar Barléu (Rerum per Octenium in Brasiliae), publicação de 1647. No campo da astronomia, foi o responsável pelo primeiro observatório astronômico no hemisfério sul do planeta, onde pôde desenvolver a observação e o relato de diversos eclipses no Recife e realizar, a partir desses dados, o cálculo da distância entre a Europa e a América.

Os destaques deste minucioso registro, que deixou um grande legado na área de cartografia e astronomia, podem ser conferidos na mostra do museu, sediado no EREM Ginásio Pernambucano, à Rua da Aurora, que traz referências da sua vida pessoal e da sua atuação profissional entre as personalidades das ciências, ressaltando sua importância para o desenvolvimento das ciências naturais, seus trabalhos e suas contribuições para a sociedade e para a o campo científico. A visitação está aberta ao público de segunda a sexta, das 8h às 12h, na sede do Museu Louis Jacques Brunet, nas instalações da Escola de Referência de Ensino Médio Ginásio Pernambucano, mediante agendamento prévio.    

Marcgrave: o grande cientista - Georg Marcgrave nasceu em Liebstad, na Alemanha (1610), e estudou matemática, astronomia, medicina e botânica em diversas universidades. Em meados de 1630, integrou a expedição científica e militar de Maurício de Nassau, como ajudante do médico Willem Piso, chegando chega a Recife, em 1638, onde permaneceu até 1643. Morreu prematuramente aos 34 anos, em 1648, em Luanda, e deixou inacabada a obra Proginástica Matemática Americana, voltada a astronomia.

Contemporâneo de Albert Eckhout e de Franz Post, Marcgrave foi pintor, cartógrafo, aquarelista, astrônomo, naturalista e desenhista. Nasceu em Liebstad (1610) e estudou matemática, astronomia, medicina e botânica nas universidades de Leipzig e Estrasburgo, na Alemanha; de Basiléia, na Suíça; e de Leyden, na Holanda. Em 1638, Marcgrave se mudou para Recife onde integrou a expedição científica e militar de Nassau. Na cidade, permaneceu dedicando à atividade científica, até 1643, realizando um dos mais ricos trabalhos de descrição e classificação de plantas, animais, habitantes e idiomas brasileiros, além de amplo estudo das estrelas do hemisfério sul.

Por isto, recebeu a incumbência de construir o primeiro observatório astronômico das Américas para acompanhar o eclipse de 1640 na colônia de Pernambuco. Mas, o conjunto de sua obra ainda envolve diversas aquarelas (publicadas Historia Naturalis Brasiliae) e pinturas para o livro Theatrum Rerum Naturalium Brasiliae com Eckhout, Wagener e Schmalkalden, cartas e mapas da região nordestina sob o curto domínio holandês no século XVII: a carta Brasilia qua parte paret Belgis (1647) e Rerum per octennium in Brasilia et alibi nuper gestarum, sub praefectura Illustrissimi Comitis I Mauritti, Nassoviae (1647).

Neste período em que esteve com a comitiva holandesa, Marcgrave empreendeu diversas excurções de coleta e pesquisa de material vegetal, mas, infelizmente, hoje ainda são poucos os regitros mantidos sobre esse amplo trabalho realizado pelo estudioso, que muito se perdeu com o passar do tempo, como era costume da época.

6ª Primavera dos Museus – Com o tema “A Função Social dos Museus”, a iniciativa deste ano possibilitará o acesso ao público, entre os dias 24 a 30 próximos, a mais de 2.400 eventos que serão realizados em cerca de 800 museus espalhados por 364 municípios em todo o país. Coordenado pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/Ministério da Cultura), o Primavera dos Museus chega a sua 6ª edição conta com exposições, debates, seminários, espetáculos, oficinas, entre outras atividades. Realizada todo o ano, a proposta do projeto é sensibilizar as instituições museais e a comunidade para o debate sobre temas da atualidade.

Nos anos anteriores, a Primavera dos Museus ofereceu mais de três mil ações organizadas por museus e instituições culturais de todo o país. E este ano, como não poderia deixar de ser diferente, pretende-se repetir o sucesso das edições anteriores (cujos temas giraram em torno de Meio Ambiente, Memória e Vida; Museus e o Diálogo Intercultural; Museus e Direitos Humanos e Museus e Redes Sociais), com atividades oferecidas por várias instituições culturais e museus, de todo o Brasil.    

Sobre o Museu - O Museu Louis Jacques Brunet existe há mais de 100 anos e fica localizado no Ginásio Pernambucano, que é uma escola de referência em Educação Integral no Estado. Ele é o primeiro Museu de Ciências Naturais de Pernambuco e do Norte/Nordeste e surgiu da iniciativa do cientista Louis Jacques Brunet (naturalista francês que veio ao Recife em 1852 para estudar a fauna e flora americana), o regedor do Ginásio (chamado de Ginásio Provincial naquela época), pelo governo imperial de D. Pedro II e o Governador da Província José Alexandre Barbosa Lima.

Hoje, o Museu Louis Jacques Brunet mantém um dos maiores acervos de história natural do Estado, decorrentes dos estudos do seu grande entusiasta com mais de cinco mil peças na área de botânica, geologia e zoologia - com animais preservados sobre a técnica da taxidermia (empalhamento).  Conta com o apoio do Instituto de Co-responsabilidade pela Educação e o Governo do Estado e do Consulado Geral da República da Alemanha no Recife e ainda mantém parceria com outras organizações e instituições como a SBPC/PE (Secretaria Regional da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), o Espaço Ciência, UFRPE e a CPqAM/ Fiocruz Pernambuco.    

SERVIÇO:

Exposição “Georg Marcgraf: O cientista natural da comitiva de Nassau”/ Mostra da 6ª Primavera dos Museus

Museu Louis Jacques Brunet/ EREM Ginásio Pernambucano

Quando: De 24 a 30 de setembro

Dias: Segunda à sexta

Horário: Das 8h às 12h, mediante agendamento

Informações e agendamento: (81) 3181-4782 e (81) 3181-4777.

O espetáculo de dança “Leve”, do Coletivo Lugar Comum, que por onde passa vai encantando plateias, segue em mais uma etapa do calendário de circulação pelo interior de Pernambuco, projeto aprovado pelo Funcultura. Serão quatro apresentações gratuitas, a primeira nesta quarta (26), às 20h, no SESC Arcoverde; a segunda em Caruaru, no próximo dia 5 de outubro, também às 20h, no teatro Ruy Limeira Rosal e em Garanhuns no dia 28 de outubro, com duas apresentações, às 16h e 20h, ambas no teatro Luís Souto Dourado.

Durante a circulação, a equipe da premiada montagem, que já passou por 15 estados brasileiros e foi vista por mais de 5 mil pessoas do País, também está oferecendo oficinas de dança (com Maria Agrelli e Renata Muniz) e iluminação (com Luciana Raposo, a principal iluminadora em atuação hoje na cena teatral pernambucana). As inscrições para as oficinas também são gratuitas, mas as vagas são limitadas. (Confira o calendário de oficinas abaixo)   Iniciado em março, o projeto de circulação já passou por cidades como Goiana, São Lourenço e Petrolina.

“Leve” é um convite à beleza de despertar todos os sentidos no compartilhamento de um momento inteiro, que através da arte da dança e da poesia traduz a leveza e dureza de sermos nós, com nossas dores, saudades e os voos e quedas que nos cabem. Os cheiros desenvolvidos e trabalhados especialmente para criar uma atmosfera única entre artistas e público, o tato, o olhar, a música belíssima na trilha assinada por Isaar França, o poema de Mário Quintana na voz das bailarinas Maria Agrelli e Renata Muniz no centro da mandala desenhada no chão, o gosto do encontro que fica no contato de nos percebermos assim, simplesmente e maravilhosamente humanos.

“Leve” foi concebido e montado em 2009, reunindo artistas recifenses em um espetáculo de dança que traz novos conceitos para a cena, promovendo a integração entre movimento, música, cenário e iluminação.  É um espetáculo que proporciona ao público um ambiente poético e intimista, e comove por tratar de temas tão recorrentes à condição humana: a morte, as perdas, as saudades. As sensações de impotência, dor, raiva, angústia, vazio, alívio se mesclam nas cenas, desveladas pelos corpos das bailarinas e pela atmosfera criada para este trabalho. A montagem estreou nacionalmente em junho de 2009, com uma trajetória de sucesso e premiações, incluindo melhor espetáculo júri oficial e popular, trilha sonora, iluminação, cenografia e bailarina no Prêmio Apacepe de Teatro e Dança de 2010. Participou do Festival Palco Giratório circulando por 15 estados diferentes, foi visto em mais de trinta cidades do Brasil. Desde sua estreia já foi assistido por mais de 5 mil pessoas.

SERVIÇO:

LEVE SESC ARCOVERDE

Endereço: Rua Capitão Arlindo Pacheco, nº 364 - Centro / Arcoverde - PE   25/09 - Oficina de dança composição para movimento   25 e 26/09 - Oficina de iluminação   26/09 - Apresentação de Leve   Horário: 20h 

 

LEVE - CARUARU - (TEATRO RUY LIMEIRA ROSAL)   Endereço:  Rua Rui Limeira Rosal, s/nº - Petrópolis / Caruaru - PE   05 e 06/10 - Oficina de iluminação   05/10 - Oficina de dança   05/10 – Apresentação de Leve   Horário: 20h

 

LEVE GARANHUNS - (TEATRO LUIS SOUTO DOURADO)   Endereço: Praça Dom Moura, s/n , Santo Antônio, Centro. Garanhuns - PE 27 E 28/10 - Oficina de iluminação   28/10 - Oficina de dança   28/10 - 16h e 20h - Duas apresentações de Leve

Estão abertas as inscrições para o seminário "Desenvolvimento Regional: Avaliação, Desafios e Perspectivas para o Nordeste", realizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), nesta sexta-feira (28/09), no JCPM Trade Center, em Recife.

O evento, que irá reunir grandes nomes na área da pesquisa acadêmica, representantes do setor empresarial e governadores, conta com a participação da Secretária de Economia Criativa do Ministério da Cultura Cláudia Leitão, que irá coordenar a primeira mesa de debates focada em criatividade e inovação.

O encontro irá discutir a região Nordeste e as suas demandas sociais, econômicas e estruturais, acarretadas pelas mudanças ocorridas no cenário global das últimas décadas. Entre os assuntos a serem abordados, estão ações efetivas de combate à pobreza através da criatividade e inovação, financiamento à infraestrutura e incentivo a projetos produtivos.

As mesas de debates também contam com a participação do presidente do BNDES Luciano Coutinho, o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho e o presidente do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), Ary Joel Lanzarin.

A participação no seminário é gratuita e as vagas são limitadas. Os interessados devem preencher o formulário de inscrição disponibilizado no site de BNDES, através do link:   http://www.bndes.gov.br/SiteBNDES/bndes/bndes_pt/Institucional/Agenda_de_Eventos/index.html?tipoEvento=/bndes_pt/Institucional/Agenda_de_Eventos/Desenvolvimento_Regional_2012/      

 

Serviço:  

Seminário "Desenvolvimento Regional: Avaliação, Desafios e Perspectivas para o Nordeste"

Data: 28/09/12

Local: JCPM Trade Center - Avenida Engenheiro Antônio de Góes, 60 - Pina   Horário: 8h (credenciamento) 8h45 (início do evento)

Terça, 25 Setembro 2012 14:59

Massagem e ginástica contra o estresse no trabalho

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No Dia Mundial do Coração, saídas para combater um dos principais causadores de doenças cardíacas.

De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), o estresse, em suas mais variadas formas, atinge perto de 90% da população do planeta. Ainda assim, o distúrbio emocional não é tratado de maneira adequada, podendo se tornar um dos principais causadores de doenças cardíacas. Portanto, combater o estresse é uma excelente sugestão para o Dia Mundial do Coração, lembrado neste 25 de setembro.

O distúrbio se manifesta devido a uma carga excessiva de estímulos estressantes, ou seja, situações angustiantes que o indivíduo passou ou está passando. Segundo especialistas, uma das causas mais recorrentes do estresse é a pressão no ambiente do trabalho. Para amenizar ou eliminar situações estressantes, o Sesi Pernambuco implanta nas empresas o programa Circuito do Bem Estar, que além de orientar sobre o gerenciamento do estresse, estimula a adoção de estilos de vida mais saudáveis.

“O programa é customizado de acordo com as necessidades da empresa. O pacote de serviços podem incluir sessões de massagem, ginástica laboral, palestras, entre outros”, esclarece a analista de Lazer do Sesi/PE, Lívia Rabelo.  

ESTRESSE E CORAÇÃO - Estudo realizado com servidores públicos em Londres e publicado na revista científica European Heart Journal, avaliou que aqueles com idade abaixo de 50 anos e portadores de estresse crônico tinham 68% mais chance de sofrer com doenças cardíacas quando comparados aos funcionários que atuavam em ambiente livre de estresse.

Quinta, 20 Setembro 2012 15:34

Use com moderação

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Por Magali Cabral, da Página 22

Uma grande demanda por carros somada a uma grande oferta de carros só poderia mesmo acabar em um enorme congestionamento. As grandes cidades brasileiras estão literalmente parando e os caminhos para melhorar a mobilidade parecem ainda distantes.

Pelo menos é página virada o tempo em que se acreditava que a construção de grandes obras viárias, como viadutos, túneis e pontes, solucionaria o problema. Sabe-se hoje que por trás de toda fila esconde-se outra fila, a chamada demanda reprimida [1]. Assim, entre um engarrafamento e outro, o aprendizado da vez passa a ser agora a valorização do transporte coletivo, única forma de muita gente se locomover ocupando menos espaço.

Apesar da constatação, é inútil “vilanizar” o carro, cuja lataria reluzente e o cheirinho de novo continuam acalentando o sonho de consumo das novas gerações. Vários países encontraram fórmulas de convívio civilizado do automóvel com pedestres, bicicletas e ônibus. Além disso, seu papel na economia brasileira tem sido importante.

[1] Quando uma via engarrafa, boa parte dos motoristas se reorganiza e procura outros acessos ou horários. Quando surge um caminho alternativo, essa demanda reprimida que estava “invisível” reaparece, provocando novos congestionamentos uma só vez

A indústria automobilística gera 1,5 milhão de empregos diretos e indiretos e contribui com uma parcela de quase 7% no PIB, quando embutidos na conta os principais insumos (minério de ferro e borracha, por exemplo) e também os impactos da produção “a jusante”, como revendas e consumo de combustível.

O vilão dessa história não é o carro em si, mas o seu uso exagerado e desordenado que, em grande parte, é decorrência da falta de políticas públicas de transporte urbano.

Entretanto, para Aron Belinky, do Instituto Vitae Civilis, “a raiz desse problema ao qual estamos todos presos – seja pelos nossos hábitos e fantasias, seja pela falta de políticas públicas que viabilizem alternativas – está, sim, no pequeno e poderoso grupo de megaempresas anacrônicas”. Segundo ele, as montadoras tentam a todo custo manter seu modelo atual de negócios de modo a não perder seus ganhos e vantagens estratégicas.

“Enquanto isso – protesta Belinky – perpetuam problemas graves, destruindo a saúde e o tempo de bilhões de pessoas, além de prejudicar o meio ambiente de modo geral.” (mais sobre as montadoras em reportagem “Ainda dá pra piorar”)

De fato, o Brasil vive um momento de franca expansão do transporte individual. O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra, em estudo recente, que o aumento das vendas de automóveis chegou a 8% em 2011 e o de motocicletas quase bateu os 13%, bem acima do crescimento do PIB.

Segundo o autor da pesquisa, Carlos Henrique Ribeiro de Carvalho, a expansão ocorre em decorrência do aumento de renda da população conjugado com a maior oferta de veículos automotores. “As indústrias aumentaram muito a sua capacidade produtiva e houve toda uma política pública voltada para desovar essa produção, com redução de imposto e maior oferta de crédito.”

O olhar sistêmico enxerga o lado avesso dessa política, sobretudo na área da saúde, que consome parte da arrecadação de impostos para recuperar vítimas do acidentes e da poluição provocados pelo trânsito. Segundo a Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), o custo anual dos acidentes alcançou R$ 40 bilhões em 2011. As chamadas externalidades negativas [2] provocadas pela hegemonia do transporte individual motorizado produzem ainda o pior dos números: 42 mil mortes ao ano. A Abramet calcula que apenas a proporção de uma em 17 mil infrações cometidas por motoristas seja convertida em multa. De certa forma, o trânsito torna infratores até aqueles que se julgam “do bem.

[2] Prejuízos ou impactos negativos de uma determinada atividade econômica que são arcados pela sociedade, e não por quem os gerou

“Se me perguntarem se o carro ‘valeu a pena’, a resposta é não”, afirma, taxativo, Eduardo de Alcântara Vasconcellos, coordenador-geral do Sistema de Informações da Mobilidade Urbana da Associação Nacional de Transporte Público (ANTP) e um dos maiores especialistas em transporte urbano do País. Ele fez as contas e descobriu que, desde meados do século passado – quando a oferta interna de automóveis começou a ganhar escala – até hoje, cerca de 1 milhão de vidas foram interrompidas em acidentes de trânsito.

E mais: até 2014, o uso irresponsável da motocicleta nas grandes cidades terá matado 100 mil pessoas em pouco mais de dez anos. “Que grave erro de política pública deixar essa tecnologia entrar nas ruas sem nenhum cuidado!” Dito isso, Eduardo Vasconcelos retoma o assunto da mobilidade urbana com a frieza técnica que o tema exige.

VAIVÉM

Na Região Metropolitana de São Paulo ocorrem diariamente 40 milhões de deslocamentos a pé, de bicicleta, de transporte coletivo e de carro. Como são cerca de 20 milhões de habitantes, cada pessoa faz em média dois deslocamentos: um da origem (casa) ao destino (trabalho, escola etc.), outro de volta à origem. Nos países desenvolvidos, essa média chega a 4 deslocamentos/dia. Significa, segundo Vasconcellos, que, quanto maior a renda, maior o número de deslocamentos. Ou seja, à medida que enriquecer, o habitante da Grande São Paulo poderá chegar a fazer até 80 milhões de percursos por dia.

Nesse caso a cidade para? Se a maior parte desses deslocamentos continuar a ser feita por meio do transporte individual, naturalmente que sim. Tóquio, por exemplo, é muito rica, tem quase 30 milhões de pessoas vivendo em uma área similar à da cidade de São Paulo e sua mobilidade é exemplar. Lá, porém, 90% dos moradores usam transporte coletivo. A megalópole japonesa possui nada menos do que três bons sistemas de metrô e os carros ficam na garagem como última alternativa de deslocamento, pois usá-los custa caro.

O especialista da ANTP observa que, por mais abrangente que seja, o Metrô quase nunca atende totalmente uma grande cidade, menos ainda as suas periferias. Para isso servem os ônibus. Ou pelo menos deveriam servir. No Brasil, quando custo e tempo estão na balança, é mais vantajoso usar o carro do que pegar um ônibus. A maioria das pessoas escolhe o modo de transporte baseada no custo direto que terá de desembolsar para ir e voltar.

“Não pense que o parisiense médio anda de ônibus e de metrô porque é mais consciente que o paulistano. São mecanismos de políticas públicas de transporte que direcionam esse comportamento”, assinala o técnico da ANTP, responsável por um estudo que mostra o custo de andar de ônibus, de moto e de automóvel aqui no Brasil.

Se nas cidades europeias o uso diário do carro custa caríssimo em relação ao custo do transporte coletivo, no Brasil, o sinal que a política de transporte dá para os brasileiros é inequívoco: se puder, não use ônibus. Usá-lo exige um desembolso três vezes maior do que utilizar motocicleta e quase igual ao do carro – em uma viagem hipotética de 7 quilômetros nas cidades brasileiras, o passageiro do ônibus desembolsa RS 2,17, o motociclista, R$ 0,77, e o motorista do automóvel, cerca de R$ 2,30 .

Quando esse mesmo cálculo embute o custo social (acidentes e poluição) e outros custos (impostos, taxas, manutenção e depreciação), o ônibus passa a ser o meio mais econômico. “Mas a tendência da maioria das pessoas é calcular o quanto vai tirar do bolso no dia a dia”, explica Vasconcellos. O fator tempo, outro aspecto importante na escolha do modo de transporte, também não favorece o ônibus, em média mais lento que as motocicletas e os carros. (mais detalhes sobre os custos da mobilidade)

O encarecimento do transporte público, conforme o estudo A Mobilidade Urbana no Brasil, publicado pelo Ipea, decorreu do aumento de preços de itens que compõem a estrutura de custos do sistema de ônibus e da queda de produtividade. Por exemplo, houve aumentos no preço do óleo diesel na bomba e nos gastos com o combustível devido ao maior tempo gasto no trânsito. “O aumento persistente das tarifas de ônibus urbano acima da inflação, combinado com a melhoria das condições gerais de renda da população – particularmente nos últimos oito anos –, estimula a substituição de viagens de transporte coletivo por outros modos individuais”, deduz o comunicado.

TOLERÂNCIA

O limite de tempo que as pessoas são capazes de tolerar em seus deslocamentos diários gira em torno de 60 minutos. “De modo geral, ninguém aguenta física ou psicologicamente passar mais de uma hora diariamente se deslocando para ir e outra para voltar. Os mais penalizados acabam reorganizando sua rotina (exemplo: fazendo home office mais vezes), mesmo que em um patamar ruim”, garante Eduardo Vasconcellos.

O tempo médio de deslocamento dos trabalhadores brasileiros, informado pelo IBGE na última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), está chegando a este limiar: cresceu 6% entre 1992 e 2008 nas dez principais regiões metropolitanas do País, chegando a 40 minutos. A Grande São Paulo ajuda a elevar a média nacional, pois já entrou na casa dos 50 minutos por percurso. A tendência das cidades muito congestionadas, na hipótese de nada ser feito, é a sua descentralização progressiva [3], em decorrência de uma mudança de hábito que sempre acaba ocorrendo quando os limites de tolerância são pressionados.

[3] Ao se buscar trabalho mais próximo de casa – por exemplo abrindo um comércio –, acabam-se criando novos empregos em localidades mais periféricas, aumentando a descentralização

Em relação ao futuro da mobilidade em São Paulo, Vasconcellos é um otimista. Afinal, a metrópole está adquirindo expressão econômica cada vez maior e tem pretensões de virar uma cidade global. Toda a sociedade, inclusive o setor empresarial, que controla os grandes investimentos e as atividades econômicas, sente o incômodo da falta de mobilidade.

É o primeiro sinal de que o momento do salto de qualidade se aproxima. Soluções técnicas e econômicas existem e devem ser implementadas assim: no plural. Ações isoladas restritivas, como pedágio urbano (mais em reportagem “Cobrar é uma solução?”), ou alternativas – novas linhas do Metrô – não resolverão sozinhas o problema. “Na mobilidade urbana não existe a bala de prata, ou o problema já estaria resolvido há muito tempo”, avisa Vasconcellos.

PROBLEMAS EM MASSA

O perigo de matar ou ferir uma pessoa é o mais grave dano no trânsito em países em desenvolvimento e o Brasil apresenta um dos piores números no quesito – 42 mil mortes em 2011, das quais 25% por ocorrências envolvendo motocicletas. Para o presidente da Abramet, Mauro Augusto Ribeiro, a última medida de forte impacto positivo nessa área foi o lançamento do novo Código de Trânsito Brasileiro (CTB), sancionado em 1998. “Eu diria que foi um marco”, afirma o presidente da Abramet, Mauro Ribeiro. As mortes no trânsito despencaram e a lei do uso do cinto de segurança “pegou”.

Nos últimos dez anos, porém, as conquistas do novo CTB anularam-se com o aumento da frota de carros e, principalmente, de motocicletas. Atualmente, as principais campanhas de combate à violência no trânsito são a “lei seca” e a de respeito à faixa de pedestre.

O segundo problema mais sério é a poluição atmosférica, decorrente do uso de energia fóssil pelos motores a combustão. A fumaça dos escapamentos tem dois tipos de poluentes. Um é formado por monóxido de carbono, dióxido de enxofre e material particulado, entre outras substâncias, e é altamente prejudicial à saúde [4] contribuem para o aquecimento global. O Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve), criado em 1986, tem feito a diferença, ao fixar prazos e limites máximos de emissão para os veículos produzidos no país ou importados.

[4] De acordo com o médico especialista em poluição atmosférica e professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), Paulo Saldiva, a poluição em São Paulo é responsável por 4 mil mortes ao ano e pela redução em 2 anos na expectativa de vida média dos paulistanos

O tempo gasto em congestionamento é o fator que mais incomoda. Veículos demais no espaço da rua causam um fenômeno não linear. Se o número de automóveis em uma rua aumenta 10%, o tempo para percorrê-la será proporcionalmente maior que 10%, razão pela qual os congestionamentos se formam rapidamente. O tempo perdido também tem um valor econômico. A pessoa, depois de ficar uma hora em pé no ônibus, sofre uma perda natural de produtividade.

Mesmo os que usufruem o conforto de um carro perdem bem-estar e horas de trabalho. O quarto elemento, o efeito barreira, raramente é percebido pelo conjunto da sociedade. Este ocorre quando um sistema viário começa a receber um fluxo tão alto de veículos a ponto de impedir a mobilidade das pessoas que moram no lugar,  especialmente crianças e idosos.

Aos poucos, as pessoas permanecem mais tempo em suas casas e isolam-se do convívio social. As mobilizações contra essa – pouco percebida – deterioração da qualidade de vida só costumam ocorrer quando alguém é atropelado e morto. Nesses casos, o poder público costuma aparecer com a “solução” das lombadas redutoras da velocidade.

As películas escuras que cobrem os vidros da maioria dos automóveis em circulação também contribuem para o efeito barreira do trânsito. O hábito, adotado em razão de outro tipo de violência, reduziu a comunicação visual entre os motoristas e entre estes e os pedestres, diminuindo mais ainda a afabilidade no trânsito.

Contrate profissionais especializados na hora remodulação verde

 

A remodelação verde, reforma em uma habitação alinhada com o meio ambiente,  é um projeto que não só economiza dinheiro através de uma maior eficiência energética, melhoria da qualidade do ar e da água no interior e redução o impacto negativo sobre o meio ambiente, mas também torna a propriedade mais valorizada.

Ao planejar uma renovação da sua cozinha, banheiros, ou a adição de espaço adicional para a casa, converse com um profissional contratado sobre a criação de uma casa que seja mais eficiente e segura para se viver.

Remodelação verde engloba os seguintes princípios fundamentais: •Eficiência energética •Ar interior saudável •Durabilidade •Eficiência dos recursos

 

Eficiência energética

Substitua suas lâmpadas por luzes mais eficientes

 

A eficiência energética é a principal razão pela qual os proprietários escolhem a remodelação verde. Um empreiteiro certificado pode conduzir uma avaliação de energia da casa e sugerir mudanças que podem ser feitas através de remodelação profissional ou até mesmo mudanças simples, como a utilização de novas lâmpadas econômicas ou a instalação de um termostato programável.

Algumas maneiras que você pode melhorar a eficiência energética: •Substitua janelas antigas por janelas envidraçadas, pois fornecem maior luminosidade natural. •Há muitas opções de isolamento térmico, dependendo de onde ele é usado, incluindo fibra de vidro, espuma de spray, placa de espuma rígida e celulose. •Olhe para o símbolo do selo Procel na hora de comprar novos aparelhos para uma remodelação da cozinha, ou quando for substituir um aquecedor de água ou um secador de roupas. O selo Procel é um símbolo que representa a eficiência energética. •Que idade tem seu sistema de aquecimento, ventilação e ar condicionado? Sistemas com mais de 10 anos não são tão eficientes quanto os modelos mais recentes. Ao considerar um novo sistema, escolha um modelo mais eficiente que irá apoiar eficazmente o tamanho da casa, especialmente se a remodelação inclui espaço adicional. •Outras medidas de poupança de custos incluem a instalação de um termostato programável, que é um dispositivo destinado a manter constante a temperatura de um determinado sistema, através de regulação automática.

 

Melhore a qualidade de vida interior

Melhore a ventilação e torne o ambiente interno mais saudável

 

Fatores ambientais, incluindo a qualidade do ar interior influenciam na saúde dos habitantes da casa. Você pode criar um lugar mais saudável para viver, melhorando a qualidade do ar interior, a qualidade da água e reduzindo a poluição sonora. Em última análise, uma casa mais saudável também poupa dinheiro ao reduzir os custos médicos. •Escolha materiais não-tóxicos de construção, tintas e produtos de limpeza. Muitos destes produtos domésticos emitem gases tóxicos que possuem compostos orgânicos voláteis e criam má qualidade do ar interior. Os efeitos colaterais variam de sintomas como fadiga, dores de cabeça, náuseas e irritação nos olhos, nariz e garganta para doenças respiratórias, como asma e bronquite e problemas mais graves, como danos renal, hepático ou câncer. •Evite pêlos de animais, ácaros e poeira, instalando um sistema de ventilação mais eficiente com filtros de alta qualidade do ar. •Teste o sistema de água para saber se é necessário a instalação de um sistema de filtração de água mais eficiente.

 

Conservação dos recursos: Reduzir, Reciclar, Renovar

Um dos objetivos da remodelação verde é reduzir a quantidade de resíduos que entra em um aterro, reutilizando ou reciclando todos os materiais. Tudo o que for retirado do imóvel em bom estado pode ser doado ou reaproveitado.

Quando a demolição é completa e é hora de começar a remodelação, escolha materiais naturais e mais duráveis, como pavimentos de cortiça ou tapetes de fibras naturais, sem produtos químicos tóxicos. •Cortiça é um material sustentável. Como revestimento, ele reduz a poluição sonora em casa e é uma opção saudável para quem sofre de alergias. •Instale chuveiros que consomem menos água. •Observe se está ocorrendo vazamentos. •Considere fontes de energia renováveis, como a energia solar através da adição de painéis fotovoltaicos para seu telhado ou quintal.

 

Mais dicas para remodelação verde da casa

Remodelação verde é um projeto inteiro que deve ser tomado com muito cuidado e pré-planejado. Aqui estão mais algumas dicas listadas pelo site Earth911 que podem ser úteis para você: •Faça uma investigação aprofundada antes da implementação do projeto; •Organize um encontro com varejistas e prestadores de serviços para selecionar os melhores; •Tente contratar apenas os especialistas em remodelação verde; •Estime o custo total do projeto de antemão; •Determine as áreas em que você precisa incorporar o modelo verde como cozinha, banheiro, paisagem e coberturas. Você pode até escolher as tintas amigas do ambiente para a sua casa inteira; •Tente trazer para fora a beleza do seu espaço de vida, em vez de torná-lo um centro de itens; •Plante mais árvores em seu entorno para tornar a sua casa mais verde.

Remodelação verde de uma casa não inclui apenas as atividades que podem tornar a sua casa saudável, mas também envolve a transformação do seu entorno ambientalmente mais seguro. Então, a fim de tornar esta sociedade um lugar verde para se viver, inicie uma “revolução verde”, onde as pessoas podem interagir umas com as outras em um ambiente saudável e amigável.

- Conheça os Guias de Contrução Verde do EcoD para te auxiliar na reforma –

Como manter a felicidade nos dias atuais? A resposta ao questionamento será tema da palestra “Pacto com a felicidade”, que será ministrada por Didi Sudeshi, diretora dos Centros Brahma Kumaris na Alemanha, no próximo dia 27 de setembro, em Olinda, com apoio da Escola Brahma Kumaris localizada na cidade patrimônio. Previsto para iniciar às 19h, o evento franqueado ao público, que acontecerá no Clube Atlântico, contará com apresentações culturais do Bloco lírico Flor da Lira, Adriana Rangel e Alex Pochat.

Bacharel em Letras e Ciências Políticas pela Universidade de Punjab, em Delhi, na Índia, Didi Sudeshi estuda e ensina o conhecimento milenar da Raja Yoga há mais de 45 anos. Um dia antes, ela ministrará palestra a convidados, na sede da Brahma Kumaris, com o tema “Escutando o coração, estabelecendo relações sem fronteiras”.

Os interessados em participar da palestra no Clube Atlântico, localizado na rua Manoel de Barros Lima, no bairro do Carmo, em Olinda, podem obter mais informações através dos telefones (81) 3429.4550 ou 9607.5885 (Eliane) ou através do email O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. .

Da HomeCarbon

Na semana passada fomos brindados com o anúncio de reduções de até 20% nas contas de luz dos usuários domésticos. Os usuários industriais terão um benefício ainda maior, em alguns casos chegando perto de 30%. Essa margem virá dos cortes de alguns encargos hoje embutidos na conta de luz, mais uma renegociação com deságio nas vincendas concessões de geração de energia (vencem em 2015), que serão prorrogadas como parte do acordo.

Ok? Sim, claro, nossas contas de energia estão entre as mais caras do mundo, e ninguém vai se opor a que busquemos sua redução para que no mínimo paguemos um preço na média global. Ainda estaremos pagando mais caro que a média, mas é um avanço.

Aqui, chamamos à discussão: só será mesmo um avanço se as pessoas não se sentirem compelidas a aumentar seu consumo.

Em um momento que o mundo pede pela redução de consumo, energia sobretudo, ganhar como presente uma redução inesperada na conta de luz de cerca de 20% faz diferença no orçamento de muitas famílias, e quando se fala em aumento de renda familiar, isso é algo primordial.

No entanto, vale pensarmos que devemos seguir nosso caminho de mudar nossos hábitos para melhor, reduzindo nosso consumo (em geral), principalmente de energia.

E você, o que acha: corremos o risco de aumentar nosso consumo?

Segunda, 17 Setembro 2012 13:13

Contribua com o bazar solidário do Lar do Nenen

Escrito por

Ainda há tempo para contribuir com o Bazar Solidário do Lar do Nenen, que está recebendo doações desde ontem. A campanha segue nesta segunda-feira, 17 de setembro, no La Cuisine Petit Comitê, em Boa Viagem, no Recife. O bazar solidário acontece em prol das 18 crianças com idade entre 0 e 3 anos atendidas pela entidade. Estarão em exposição artigos e objetos confeccionados pelas voluntárias do Lar. Uma novidade na edição deste ano será o brechó de roupas de festas que foram doadas à instituição e terá peças com preços bem convidativos.

O Lar sobrevive de doações e é uma das entidades sociais de mais destaque em Pernambuco que acolhe crianças em situação de abandono ou risco. Atualmente, a entidade conta com 30 funcionárias, que dividem o tempo em quatro turnos, incluindo uma assistente social e alguns voluntários que realizem as atividades na área de higiene, alimentação, puericultura e recreação.   Entre as atividades desenvolvidas com as crianças, há o banho de sol para os bebês no início das manhãs, refeições, recreação, além de todos os cuidados com a higiene pessoal. Uma vez por semana, o serviço de pediatria do IMIP está presente na instituição, para fazer o encaminhamento, quando necessário, para hospitais, postos de saúde, controle de vacinação e exames laboratoriais.

O Lar do Nenen possui ainda uma nutricionista voluntária, que elabora os cardápios para atender às necessidades de cada criança, conforme a faixa etária e grau de desnutrição. Além disso, também realiza um trabalho direcionado ao acompanhamento biopsicosocial da criança, para que todas desenvolvam a afetividade e capacidade de integração. Os interessados em ajudar o Lar do Nenen pode contribuir doando fraldas, leite, material de higiene pessoal e limpeza.

SERVIÇO:

BAZAR SOLIDÁRIO DO LAR DO NENEN

DIAS: 16 E 17 DE SETEMBRO

ONDE: LA CUISINE PETIT COMITÊ, EM BOA VIAGEM.

PONTO DE REFERÊNCIA: SENTIDO CIDADE - BOA VIAGEM, APÓS O CLINICAL CENTER ENTRA NO LADO DIREITO NO POSTO SHELL. A CASA FICA EM FRENTE A PRAÇA ENCANTA MOÇA.

Terça, 04 Setembro 2012 13:16

Comunicação consciente

Escrito por

Por Hiram Firmino, da Revista Ecológico

Primeira mulher na América Latina a presidir, durante sete anos, um megagrupo multinacional (Young & Rubicam), e há 15 anos sócia-presidente do Grupo Full Jazz de Comunicação, a paulista de nascimento e mineira de coração Christina Carvalho Pinto não apenas impressiona. Como descreveria Guimarães Rosa, seu escritor e guru predileto, ela encanta. Não foi à toa que a Fundação Dom Cabral, na virada do milênio, elegeu o Grupo Full Jazz como o melhor exemplo de inovação empresarial no país. Se a FDC visitar o Grupo hoje, verá que a inovação ali só avançou.  

Considerada uma das maiores lideranças do Brasil em inovação e revitalização de marcas e setores, Christina revisitou a capital do seu estado afetivo (“Vocês não têm ideia da magia que Minas tem sobre mim; inspira, provoca…”). A convite de Alexandre Michalick, criador e presidente da Academia de Ideias, com sede na Agência Perfil de Cacá Moreno, ela se reuniu com um pequeno grupo de empresários, políticos, jornalistas e publicitários, para falar sobre o papel revolucionário da mídia como instrumento valioso, capaz de mudar a mente ainda hoje suicida e não sustentável da humanidade errante sobre o planeta em desequilíbrio ambiental. De maneira simples, convincente e até espiritual, ela explicou porque “Revitalização”, tema central de sua palestra, tal como “Sustentabilidade”, é “a chave dos novos tempos”.  

Poderosa em sua comunicação, Christina antecipou porque o nome futuro e mais apropriado da Economia Verde, uma das pautas centrais da RIO + 20, será Economia do Amor. E comprovou, ao falar de sua experiência como “estrategista de criação”, de uma nova maneira de se viver, compartilhar e ser feliz sem destruir o planeta – e não apenas como publicitária -, porque é também considerada a “Dama da Nova Comunicação” do Brasil.

A Revista ECOLÓGICO também foi convidada para ouvir sua palestra e divulga aqui os principais trechos de sua mensagem e esperança. Confira!  

Empresária, estrategista, comunicadora e, acima de tudo, revolucionária, Christina Carvalho Pinto também é líder da plataforma multimídia Mercado Ético, a mais completa do mundo sobre sustentabilidade. Neste projeto, ela se associou à economista evolucionária Hazel Henderson, uma das mentes mais geniais do planeta com foco na reconstrução macroeconômica global.

Christina é também fundadora e presidente da Conteúdos com Conteúdo, empresa que cria e produz conteúdos inovadores e transformadores para todas as mídias, com mais de 200 programas de TV produzidos e veiculados. É sócia também da The Key, consultoria para empresas e marcas voltadas a prosperar na nova economia.  

Em 2005, Christina foi eleita “Uma dos Dez Maiores Empreendedores Brasileiros”, pela revista Empreendedor. Em 2006, em votação aberta pela internet, foi eleita “A Profissional de Maior Significado para a Criação Publicitária no Brasil nos últimos 20 anos”. Foi eleita duas vezes, em 2004 e 2007, como “A Mulher Mais Influente do Brasil no Setor de Marketing e Publicidade”, pelos assinantes da revista Forbes e do Jornal Gazeta Mercantil.

É embaixadora brasileira do “Women´s Forum for Economy & Society”, na França. Duas vezes indicada para o Prêmio “Femme D´Affaires”. Coleciona centenas de outros prêmios nacionais e internacionais, a exemplo de “Profissional da Década”, pela Associação Brasileira dos Colunistas de Marketing e Propaganda (Abracomp).   Conduz, semanalmente, o programa “Novos Tempos”, que vai ao ar pela TV Climatempo, sobre tecnologias limpas, novos modelos mentais, novos comportamentos e estilos de vida, empregos verdes, energias renováveis e investimento sustentável.

Articulista e palestrante de renome internacional, tendo já discursado na ONU e em outros espaços políticos estratégicos, Christina também faz parte de diferentes boards: Carbon Disclosure Project, Ethical Markets, AVAPE – Associação para Valorização de Pessoas com Deficiência e Images & Voices of Hope (diálogo planetário por uma mídia ética e construtiva). Para este último, veja e participe do site em português: www.ive.org.br.   Seu pensamento inovador está destacado em mais de 20 livros de diferentes autores.

 

“TEMOS DE OPTAR PELA NOITE OU PELO DIA”

Nós vivemos a era da confluência e, tal como os iogues que meditam às quatro horas da manhã, quando a escuridão atinge seu ápice e dá lugar à emergência de uma nova claridade. Temos de optar pela noite ou pelo dia. Continuar como somos, dormindo e esticando a escuridão atual dos atos e efeitos que também causamos a nós mesmos, essa escolha é individual. Ela interfere e faz a diferença em tudo que somos, fazemos e influenciamos ao nosso redor. Melhor optar pela claridade, assim nos antecipamos, nos preparamos para o novo dia e para a luz que, inexoravelmente, vai nascer.

 

NÃO EXISTEM MAIS EU, NÓS E OS OUTROS”

As duas ondas principais de pensamento que o setor produtivo viveu foram a revolução agrícola, em que a ordem geral era tão somente “ter que produzir”, não importa onde nem como; e a industrial. A partir da Revolução Industrial, a ordem passou a ser “competir”, a qualquer preço e em uma disputa permanente. Tornamo-nos seres competitivos, qualquer pessoa, profissional, cliente ou produto tem de matar o outro para vencer. Ficamos mais separados ainda do que já éramos. Depois veio a era pós-industrial, na década de setenta. Ela nos ensinou que tínhamos que cooperar uns com os outros para sobreviver individual e coletivamente. A onda que vivemos hoje, chamada de cocriação, é o aprimoramento da cooperação. Sabemos que somos um só e não somos nem estamos separados uns dos outros e da natureza. Não existe mais eu, nós e outros, mas o Uno, o Todo, a Vida. Estamos juntos e temos de criar a realidade que precisamos e queremos ter. Isto é possível. E urgente.

 

“SEM A NATUREZA,TODOS MORREREMOS!”

Sustentabilidade não é um conceito, é um sentimento que nasce de uma profunda apreciação pela vida. A vida do planeta, a vida minha, sua e de todos. Somos parte integrante da natureza. Nós também somos a água que bebemos e que constitui quase 70% de nossos corpos. Somos o ar que os nossos pulmões respiram e nos mantém vivos. Está tudo interligado. Sem a natureza fora e dentro de nós, todos nós morreremos. A diferença entre nós e os demais seres vivos é que somos a única espécie que consegue se expressar de múltiplas maneiras. Essa é a capacidade que temos para influenciar e mudar o nosso destino.

 

 “PASSAREMOS A TRABALHAR PARA GAIA”  

 O novo paradigma que se impõe começa com “bio”: bio-organização, biopolítica etc. Isso nos remete doravante não somente ao entendimento racional do que é a vida, a natureza, o meio ambiente. Mas também sentimental.  Passaremos a trabalhar, liderar ou governar não só para nós mesmos; mas para Gaia, a Grande Mãe Terra, no seu sentido maior, que é a própria Vida. Não apenas a nossa, mas a de todas as espécies com as quais vivemos em total interdependência.

 

“SE O CLIENTE DESTRÓI, TEMOS DE RECUSÁ-LO”

Neste sentimento global que define a sustentabilidade plena que buscamos, as agências de publicidade têm de ver seus clientes também sob essa ótica: como expressões da vida e não mais como aqueles que apenas nos financiam. Se seu produto, fabricação ou processo destrói a natureza, cabe a nós o dever de recusá-lo. Essa é a nova premissa, a pergunta que temos de nos fazer, como mídia e profissionais de comunicação: a quem devemos servir? Antes de criar uma campanha de publicidade para uma marca de bebida, precisamos lembrar que, no Brasil, o alcoolismo já vitima crianças a partir dos 10 anos de idade. Lembrar que crianças e adolescentes são sim vulneráveis aos apelos lúdicos e eróticos que hoje predominam na comunicação desse setor. E que ele é a porta de entrada para as drogas.

 

“NÃO SOMOS LINEARES, MAS SERES QUÂNTICOS”

Não existe mais lugar para pensamento linear. Nós não somos lineares. Somos quânticos. Como criadores de nossas realidades, podemos mudar e expandir essa nova consciência de mundo. A humanidade hoje, principalmente os jovens, vive um processo de desencanto pelo cientificismo. Esse desencanto não é, de maneira alguma, pela ciência, mas pela visão estreita de que só o mundo material pode nos completar em termos de conhecimento.   Neste momento, queremos mais. Queremos ampliar nossa consciência da realidade e criar novas realidades, muitas vezes intangíveis.

 

“SEREMOS MENOS GANANCIOSOS E EGOÍSTAS”

A busca de um sentido para a vida e de um sentimento de unidade maior consigo e com os outros já começou. É o declínio do materialismo. Isso nos fará menos gananciosos, consumistas e egoístas. Saberemos conviver, cada vez mais, com quem pensa diferente da gente.

 

“MERGULHAREMOS NO CORAÇÃO HUMANO”

A questão ambiental e o sentimento da sustentabilidade estão nos fazendo ver e agir no mundo além das nossas nacionalidades. Os novos tempos possibilitam um mundo sem fronteiras, por isso as novas linguagens da comunicação precisam ser mais universais. E o único jeito de ser mais universal é mergulhar mais profundamente no coração do ser humano.

 

“CHEGA DE DOMÍNIO DO MEDO”

Continuar na escuridão, sob o domínio do medo, significa manter nossa voracidade competitiva. Ser autor e vítima ao mesmo tempo. É geral a exaustão provocada pela exigência de resultados num prazo cada vez mais curto e enlouquecedor. Não precisamos viver com esses punhais sobre as nossas cabeças. Podemos progredir criando novos modelos econômicos, novos estilos de vida, novos produtos e marcas mais amigáveis com o todo.  

 

“SOMOS RESPONSÁVEIS PELOS HORRORES DA MÍDIA”

O papel da comunicação é crucial nesse novo contexto. Para falar em sustentabilidade também teremos que rever, com igual sentimento, todas as nossas cadeias produtivas.   A cadeia produtiva do estrategista, do profissional de marketing, do criativo, do construtor de conteúdos midiáticos, é a cadeia da produção de ideias. Precisamos rever a forma como construímos nossas ideias e as consequências do que produzimos, para os indivíduos e a coletividade. Somos todos responsáveis pelos horrores com que a mídia lambuza, todos os dias, nossos olhos, nossos ouvidos, nossa alma.Temos que sair do papel passivo de audiência para o papel ativo de cidadãos que, de fato, escolhem conscientemente o que querem ver e ouvir. E contribuir para a criação de uma mídia mais criativa, mas inspiradora e elevada.

 

“MENOS SANGUE E MENOS VULGARIDADE”  

A vulgarização do ser humano, de seus sentimentos e seus valores já chegou ao limite e não pode prosseguir mais. A mídia também precisa entender isso. As pessoas não querem nem precisam ser mantidas nesse patamar alienante de desinformação. Queremos entretenimento, gargalhadas, risos e lágrimas; queremos crescer e melhorar.  Queremos menos vulgaridade, menos sangue e mais vida.

 

“VIRAMOS SERES CINDIDOS ATÉ NO VESTIR”

 A mídia continua sombria. Essa doença da disseminação em massa dos aspectos mais trágicos da existência, somada à paixão pela vulgaridade, de tanto se repetir acabou se instalando na tela mental das chamadas audiências. Isso faz de nós seres cindidos, desconectados de nós mesmos. Não sabemos mais quem somos, o que queremos, quanto devemos pesar, o que devemos comer e como devemos nos vestir. Isso tudo vem sendo ditado por terceiros. A obediência a esses ditames, desprovida de reflexão, é uma das causas mais profundas dos estados depressivos que se multiplicam em todas as idades e classes sociais. Uma situação insustentável, em todos os sentidos dessa palavra.

 

“UMA NOVA MÍDIA PODE RECUPERAR NOSSA ESTIMA”

Tudo se traduz em escolha e sentimento. Nós, criadores de estratégias e conteúdos de comunicação, temos o poder de reconstruir o papel da mídia numa direção belíssima, colocando fim à hipócrita disseminação de tudo o que fere a vida. A mesma mídia, que em tantos momentos nos destrói, terá um papel fundamental, a partir de agora, no resgate da nossa autoestima perdida, das nossas raízes culturais, dos valores pelos quais vale a pena viver.  

 

“NÃO QUEREMOS VER SÓ TIRIRICA NA TV”

Um novo ser humano está sendo forjado. Ele se reconectará consigo, com o outro e com o universo. Não quer ver só Tiririca na televisão. Ele também quer a música de Marcus Vianna e imagens de encantamento e beleza no horário nobre, no jornal, na novela, no programa de auditório. Estamos migrando para isso, até pórque é imperativo contribuirmos para essa migração. Passando da era da informação para a do conhecimento, da consciência e sabedoria, nesta ordem. É só uma questão de tempo.

 

“A VIDA É FEITA DE ESCOLHAS. NÃO SE PODE DEIXAR DE FAZÊ-LAS”

Os grandes mestres chineses nos ensinam que sábio é aquele que fala sim ou não. Mas em Minas, Guimarães Rosa nos ensinou uma visão ainda mais mágica: “Ou é, ou é”. A vida é sempre um “sim” para alguma coisa. Toda escolha é, no fundo, um tipo de sim…e é tão amplo!

 

“QUANDO A TERRA TREME, A HISTÓRIA MUDA”

Essa pressão por um novo posicionamento nosso, como profissionais de uma comunicação inovadora, libertadora e consciente, vem não apenas de nossos próprios insights, mas também do que Jung chamou de “o poder do inconsciente coletivo”.  Nos últimos seis meses aconteceram mais terremotos do que em toda a história da humanidade. Só que esses terremotos não estão ocorrendo apenas nas placas tectônicas: estão ocorrendo, de forma paralela e simultânea, na mente de todos nós. A Terra treme, a casa cai, a história muda!

 

“TODA SEPARAÇÃO RESULTA EM MUTILAÇÃO”

Inteireza é voltar a nós mesmos, ao que sentimos, ao que a voz interior nos diz para fazer e quase sempre não obedecemos. É fazermos o mesmo com o planeta, nos conectarmos de verdade, nos aconchegarmos no colo de Gaia. Qualquer separação aqui resulta em mutilação. Por isso é tão desconcertante olhar para os lados – e muitas vezes para nós mesmos – e ver o quanto estamos carentes e saudosos de nossa inteireza.

 

“EU COMI MUITO SAL PARA ENTENDER ISSO”

 Assim como nunca se devastou tanto, nem nunca tivemos tantos seres humanos morrendo de fome, também nunca tivemos tantas possibilidades de rápida disseminação das novas ideias e visões. A tecnologia é uma amiga imperdível para nos ajudar nessa mudança de paradigma. Nesse cenário, já não faz sentido nos acomodarmos no papel antigo de publicitários. Eu comi muito sal até entender que cada ideia minha afeta centenas de milhões de pessoas. Por isso não faço propaganda de nada que possa ferir a vida. Minha profissão hoje? Uma mente estratégica e criativa a serviço da criação de um novo tempo.  

 

Para saber mais sobre sua trajetória, acesse:

 www.fulljazz.com.br;   www.mercadoetico.com.br.  

 Mais informações:

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