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Recife recebe de 9 a 27 de outubro a segunda edição do Projeto Memórias, evento que homenageia personalidades que contribuem ou contribuíram com sua obra e ensinamentos para a reflexão sobre a arte e o teatro. Neste ano, o homenageado será uma das personalidades pernambucanas mais importantes para o teatro e a arte-educação: Marco Camarotti. O evento acontecerá no Centro Cultural Benfica e no Teatro Joaquim Cardozo e terá na programação mesas de discussão e uma mostra de espetáculos infantis que reúne teatro, circo, música e dança.

A abertura oficial será no dia 9, no Teatro Joaquim Cardozo, com uma mesa que debate “A criança como coautora do espetáculo”. No dia 10, Kalyna Aguiar, Emannuele de Jesus e Maria Clara Camarotti, filha do homenageado, discutem “A Arte-Educação para a infância: desafios e perspectivas”. Para quem quer curtir a Mostra de Espetáculos Infantis basta ficar de olho na programação e comparecer no Centro Cultural Benfica a partir do dia 12, quando abre a mostra.

“Besteiras (As Aventuras de um Giullare Moderno)”, a primeira peça, traz à cena um trovador popular moderno que tal qual na Lírica Medieval ganha a vida recreando o público com jogos de mão, equilibrismo, malabarismos e mímica. Andando de vila em vila, por feiras e castelos, ele traz em sua mala diversos números circenses e histórias variadas. Damiano Massaccesi, o artista que interpreta este trovador, executa as canções ao vivo, cantando e tocando diversos instrumentos musicais.

Fundada há três anos por artistas brasileiros e italianos, a Cia Circo Godot de Teatro apresentou já em seu primeiro trabalho uma qualidade cênica surpreendente, resultado de anos de estudos, empenho e dedicação. Circo Godot (2010), o primeiro feito, foi apresentado nas ruas da Grécia, Tunísia, Itália e Brasil. Na ocasião, Lucky e Pozzo, personagens de Samuel Beckett, serviram de pretexto para uma cena divertida e cheia de reviravoltas.

Em 2011, a companhia apresentou seu segundo trabalho: “Besteiras (As Aventuras de um Giullare Moderno)”, contemplado com o Prêmio FUNARTE Myriam Muniz de Teatro. O projeto foi apresentado em importantes festivais da Itália e também fez turnê pela Europa, chegando agora ao Brasil através do 19° Janeiro de Grandes Espetáculos. Também contemplado com o Prêmio FUNARTE Myriam Muniz de Teatro, Le Petit: Grandezas do Ser, o terceiro trabalho da Cia Circo Godot de Teatro, estreou na programação da 3ª Mostra Marco Camarotti e foi apresentado em diversas cidades da Itália.

“Besteiras (As Aventuras de um Giullare Moderno)”, que abre a Mostra de Espetáculos Infantis do Projeto Memórias, oferece ao público a poesia do artista di strada, viva ao longo séculos.

 

MAIORES INFORMAÇÔES:

Mesas:

Tema: Teatro Infantil: A criança como coautora do espetáculo

Data| 09 de outubro, às 20h

Palestrantes: Arheta Andrade, Luciano Pontes e Marcondes Lima – Mediador: Arilson Lopes

Tema: A Arte-Educação para a infância: desafios e perspectivas

Data| 10 de outubro, às 20h

Palestrantes: Kalyna Aguiar, Emannuele de Jesus e Maria Clara Camarotti – Mediador: Amanda Caline

Espetáculos:

Besteiras: As Aventuras de um Giullare Moderno | Cia. Circo Godot de Teatro

Data| 12 de Outubro, às 16h

Faixa etária | Livre

Cavaco e sua pulga adestrada| Caravana Tapioca

Data| 13 de Outubro, às 16h

Faixa etária| Livre

Seu Rei Mandou| Cia. Meias Palavras

Data| 19 de Outubro, às 16h

Faixa etária| 06 anos

As Levianinhas em pocket show para crianças| Cia. Animée

Data| 20 de Outubro, às 16h

Faixa etária| Livre

Disse me Dança | Em Cena Arte e Cidadania

Data| 26 de Outubro, às 16h

Faixa etária | Livre

O Fio Mágico| Companhia Mão Molenga Teatro de Bonecos

Data| 27 de Outubro, às 16h

Faixa etária| Livre

Onde: Teatro Joaquim Cardozo/Centro Cultural Benfica

Rua Benfica, 157, Madalena

Tel: 32262454

E-mail: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

ENTRADA FRANCA

Por Priscilla Andrade, do Consumidor Moderno Consciente

Reza forte e promessa para parar de comprar. Muitas pessoas já recorreram as mais variadas maneiras de se livrarem dos excessos de consumo. Bombardeadas pelos apelos de consumo, as pessoas até tentam se controlar, mas a tentação em forma de cartão de crédito, mais uma vez adia o compromisso de manter a promessa. Muitas pessoas, que perdem o controle sobre suas compulsões consumistas, escondem as compras, comportamento apontado como principal sintoma da oniomania, a doença do consumo compulsivo, típica de país rico.

De acordo com a especialista no assunto da USP, Tatiana Filomensky, em 90% dos casos que atende, quem compra compulsivamente, sobrecarrega as finanças da sua família. Ela diz, que a doença ainda é pouco conhecida no Brasil, mas é nos Estados Unidos que 8% da população têm a doença. Pesquisas apontam que é mais que a parcela com problemas com álcool e drogas.

Oniomania não é um transtorno bipolar ou TOC. É preciso ter um tratamento próprio”, explica Tatiana.

Sabendo da responsabilidade que a propaganda tem, o Núcleo de Responsabilidade Social da Associação dos Profissionais de Propaganda – APP lança mais uma etapa do projeto Compra Consciente, trazendo a oneomania como mote. A campanha realizada pela R&B Propaganda e, de acordo com o diretor, Marcel Gussoni, as peças foram desenvolvidas com o objetivo de levar à reflexão.

“A publicidade, muitas vezes, é considerada ‘vilã’, em relação ao estímulo do consumo. Nesse sentido, acho importante que o nosso papel como publicitários se mostre também no estímulo à conscientização. Por isso, considero que participar deste projeto e usar nossa competência para alertar sobre os perigos do consumo alienado foi mais do que um desafio, é um dever que precisamos cumprir”, diz.

Consumir com consciência e acima de tudo contribuir para o desenvolvimento de uma sociedade crítica e responsável é o lema do projeto Compra Consciente, desenvolvido em 2011. Na época, a Associação uniu seis agências da cidade para desenvolver o projeto destinado à população e, assim, minimizar o impacto que recai aos publicitários por ser um setor altamente ligado ao consumo. A proposta é retratar as consequências do consumo sem medidas e gerar a reflexão.

A Faculdade de Olinda (FOCCA), que já é referência em todo o Estado na área de mediação escolar combatendo casos de violências dentro das escolas, sai na frente e lança o primeiro curso de especialização lato sensu em Mediação e Arbitragem em Pernambuco. As inscrições estão abertas e seguem até o dia 2 de outubro. As vagas são limitadas. 

Para se inscrever, o candidato participa do processo seletivo que é composto de uma redação seguida de entrevista e análise curricular. A matrícula custa R$ 400,00. Por conta de uma convênio firmado entre o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/PE), servidores e voluntários do Tribunal e profissionais filiados à Ordem têm 50% de desconto nas mensalidades.      

O curso, reconhecido pelo MEC, é composto por 15 módulos presenciais com aulas realizadas todos os sábados numa carga horária total de 364hs. Após a conclusão das aulas, os alunos terão mais três meses para o desenvolvimento do trabalho de conclusão. A ficha de inscrição pode ser retirada no site da faculdade (www.focca.com.br). Mais informações pelos telefones (81) 3366.3696/ 8772.8296.

Sexta, 27 Setembro 2013 15:07

Sintonia com a mensagem evangélica

Escrito por

Por Cesar Vanucci *

“Não sendo um dogma, pode ser discutido livremente.”

(Pietro Paralin, Secretário de Estado do Vaticano, sobre o celibato sacerdotal)

 

Os setores religiosos ultra conservadores, aglutinando um bocado de indivíduos que se crêem mais católicos que o Papa, já não mais se esforçam por esconder o tremendo desconforto que lhes andam causando as falas e gestos de Francisco.

Em sua esclerótica interpretação da aventura humana, esses setores costumam identificar nas mensagens e posturas pontifícias graves riscos doutrinários. Riscos – acreditam - capazes de subverter a ordem religiosa constituída. Por ordem religiosa constituída entenda-se, na linha do rançoso entendimento integrista, um catálogo inesgotável de vetos à celebração da vida. Um compêndio de preceitos medievais inspirados na intolerância, revelador da incapacidade dos que os adotam de participarem da construção humana pelo diálogo respeitoso e partilhamento de ações e idéias com grupos que rezem por cartilhas diferentes das suas.

Assim sendo, soa-lhes sacrílega, por exemplo, a decisão de Francisco em acolher carinhosamente uma mulher islamita num ritual habitualmente reservado a fiéis católicos. Escandalizam-se com a determinação de Francisco em deslocar-se até um porto marítimo que ancora embarcações de africanos escorraçados pelas guerras tribais, para levar-lhes uma palavra de alento e fazer explicita condenação aos sistemas de espoliação de que esses refugiados se tornaram indefesas vítimas.

Arrepiam-se pra valer quando o Papa, respondendo a uma consulta de um renomado intelectual italiano ateísta (Eugenio Scalfari), revela de forma lapidar, em tom fraternal, que os cidadãos devem seguir os impulsos generosos da própria consciência quando não professam uma crença. Rangeram, por certo, os dentes ao ouvirem a recomendação papal no sentido de que os fiéis ponham fim ao clima de obsessão reinante à volta das discussões sobre aborto, união estável entre pessoas do mesmo sexo e outros temas candentes.

Sentiram-se, também, com certeza, abalados com a declaração de Pietro Parolin, Secretário de Estado do Vaticano recém-nomeado, relativa ao celibato dos padres. Não sendo um dogma, pode ser discutido amplamente, foi o que ele disse, abrindo a perspectiva de uma mudança de rumos capaz de trazer de volta aos púlpitos enorme contingente de cidadãos vocacionados para o ministério sacerdotal.

Esses setores religiosos fundamentalistas refratários a idéias remoçantes receberam também com desagrado a utilização por Francisco da cátedra universal pontifícia para criticar com veemência a ordem econômica e social injusta imposta às multidões deste planeta azul. Bem como para condenar as guerras que pipocam por diversos continentes e são, por vezes, apresentadas enganosamente como confrontos entre as forças do bem e do mal, quando não passam, segundo a mensagem atualizada de Roma, de mero e repugnante negócio para venda de armas e sustentação de esquemas iníquos de opressão.

Em toda essa história, o que mais importa, todavia, é saber que a atuação de Francisco está em sintonia com a mensagem evangélica que vem do começo e do fundo dos tempos e que isso ajuda a manter acesa a esperança humana num mundo melhor.

* O jornalista Cesar Vanucci (O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. ) escreve para o Blog Viva Pernambuco semanalmente.

Com a aproximação do Dia Mundial do Coração – celebrado em 29 de setembro – especialistas lembram que é preciso reforçar a importância dos cuidados com a saúde cardíaca. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que em todo o mundo, mais de 80% das mortes causadas por doenças cardiovasculares ocorrem em países pobres ou em desenvolvimento e, até 2030, mais de 23 milhões de pessoas morrerão anualmente em decorrência desse tipo de enfermidade.

Ainda segundo o órgão, no Brasil, as doenças cardiovasculares são a principal causa de mortes todos os anos. Entre os males que fazem parte dessa categoria, a insuficiência cardíaca se destaca como um dos mais debilitantes e fatais. O tratamento desse problema passa pelo uso de medicamentos, cirurgias e o uso de dispositivos de estimulação cardíaca.

A seguir, saiba quais são os cinco fatos mais relevantes a se saber quando o assunto é a insuficiência cardíaca:

1 – A insuficiência cardíaca e outras doenças cardiovasculares são mais comuns do que se imagina.

No Brasil, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças cardiovasculares (DCV) são responsáveis por 33% das mortes registradas no país a cada ano. Entre os óbitos ocorridos por causa de uma DCV, 9% são atribuídos à insuficiência cardíaca2. A insuficiência cardíaca ocorre quando o coração não consegue bombear sangue suficiente para atender às demandas do corpo. Isso resulta no acúmulo de líquidos em todo o organismo, o que pode levar à falta de ar, inchaço e alterações do ritmo cardíaco. Um estudo publicado no periódico científico The Lancet3 apontou que a taxa de mortalidade por DCV no Brasil está entre as mais altas da América do Sul, ficando em 286 pessoas para cada 100.000 habitantes. Nos Estados Unidos, essa taxa é de 179 para cada 100.000 habitantes.

2 – Existem diversos tipos de tratamentos disponíveis para os pacientes com insuficiência cardíaca, incluindo inovações recentes.

A insuficiência cardíaca é tratada em primeiro lugar com mudanças no estilo de vida e uma combinação de medicamentos, os quais tendem a ser mais eficazes quando a doença está nas suas fases iniciais. Quando esses tratamentos deixam de apresentar resultados eficazes, são necessários outros procedimentos, que variam de minimamente invasivos até a cirurgia altamente invasiva. Uma opção de tratamento comum é a terapia de ressincronização cardíaca (CRT), a qual pode incluir dispositivos como marcapassos ou desfibriladores cardioversores implantáveis (CRT-D), que regularizam o ritmo do coração e podem proporcionar um estímulo pontual para salvar um paciente que apresente falha grave nos batimentos cardíacos e que poderia entrar em risco de morte súbita.

 

3 – A insuficiência cardíaca pode ter diversas causas e pode ser que você não tenha responsabilidade sobre elas.

A insuficiência cardíaca tem muitas causas associadas. Em cerca de 50% dos casos, a insuficiência cardíaca é causada por doença arterial coronariana. Outra causa comum é a hipertensão arterial, em que um aumento da pressão sanguínea sobrecarrega o coração. Outras causas incluem: arritmias cardíacas persistentes (como a fibrilação atrial), doença valvular cardíaca, cardiomiopatia (doença do músculo cardíaco não relacionado com doença arterial coronariana), doença cardíaca congênita, diabetes e infecções do coração.

Nesse sentido, avaliações periódicas de rotina podem identificar portadores de doenças como acima relacionadas, cuja evolução pode ser interrompida ou retardada por meio de terapêutica específica. Com base em estudos epidemiológicos, a hipertensão arterial aumenta em duas a três vezes o risco de desenvolver insuficiência cardíaca e o seu tratamento previne este desfecho4. O estudo 4S (The Scandinavian Simvastatin Survival Study) demonstrou claramente os benefícios da terapia com redutores do colesterol em pacientes com história de doença arterial coronariana, reduzindo a ocorrência de novos episódios de infarto (ataque cardíaco) e angina (dor no peito), assim como da mortalidade em cerca de 30%5.

4 – Insuficiência cardíaca é diferente de ataque cardíaco.

Um ataque cardíaco é caracterizado pela má circulação do sangue no coração, sendo causado quando uma ou mais das artérias estão bloqueadas. Sendo assim, o oxigênio no sangue não pode chegar ao músculo cardíaco, causando danos ao coração. Já a insuficiência cardíaca é uma doença grave, na qual o coração não bombeia sangue para todo o corpo de forma eficiente. Trata-se de uma enfermidade progressiva, ao invés de um acontecimento súbito, e pode resultar na incapacidade do coração de bombear sangue suficiente para satisfazer as demandas do organismo. Isso pode causar o acúmulo de fluidos em todo o corpo, levando a sintomas como falta de ar, inchaço e alterações do ritmo cardíaco.

Tanto a insuficiência cardíaca quanto o ataque cardíaco são doenças cardiovasculares e correspondem a algumas das causas mais comuns de morte no Brasil.

5 – A insuficiência cardíaca é uma doença muito cara e onerosa.

A insuficiência cardíaca é uma doença cara e onerosa não apenas no Brasil, mas em todo o mundo. Seu maior peso se deve aos gastos com as internações frequentes dos pacientes. Cerca de 75% dos custos de tratamento para a insuficiência cardíaca estão associados com as internações hospitalares, o tratamento hospitalar e a assistência ao paciente em casas de repouso. Qualquer tratamento que reduza hospitalizações por insuficiência cardíaca representa um ganho na equação de custo e benefício tanto para o paciente, quanto para os sistemas de saúde.

 

O Instituto Cervantes do Recife vai abrir suas portas nesta sexta-feira (27) para falar sobre magia. O professor convidado José Ariel Bublik vai conduzir a tertúlia com o tema: “O Paradigma da Magia na Literatura Argentina”, através da obra do psicanalista, pesquisador e escritor argentino José Luis Parise, fundador e diretor da Escola de Integração Psicanálise-Ocultismo (E.D.I.P.O.). A tertúlia, aberta ao público, começa às 16h20, no primeiro andar do Instituto.

Bublik é professor de espanhol na Escola de Idiomas da Faculdade Frassinetti do Recife (Fafire) e também professor de Língua Hebréia, tendo estudado grande parte dos Escritos Sagrados da Cultura Judaico-Cristã no idioma original. "Durante a conferência faremos uma viagem introdutória recorrendo os conceitos fundamentais da magia que nos permitirão, pouco a pouco, encontrar a porta de entrada ao mito mais importante e transcendental que possui a humanidade nos dias de hoje.", explica Bulbik.

O Instituto Cervantes fica na Av. Gov. Agamenon Magalhães, 4535, Derby. Maiores informações através do telefone (81) 3334-0450.

Serviço:

Tertúlia Literária: O Paradigma da Magia na Literatura Argentina

Data: 27/09/2013

Hora: 17h20

Lugar: Auditório do Instituto Cervantes (Av. Gov. Agamenon Magalhães, 4535, Derby)

ENTRADA GRATUITA

O coordenador da América do Sul da Brahma Kumaris, Ken O’Donnell, ministrará palestra na sede da organização, em Olinda, no próximo dia 4 de outubro, a partir das 19h30. O tema tratado será “O futuro que queremos – alinhando consciência e ações”. O evento é aberto ao público. A sede da Brahma Kumaris em Olinda fica na Rua do farol, 144, no Farol.
Seus estudos em ciências aplicadas e sua prática de meditação durante quase 40 anos, o ajudaram a guiar outros nos mundos corporativo, governamental e acadêmico. Nascido na Austrália e residente no Brasil, ele tem trabalhado como um consultor em desenvolvimento organizacional, gestão avançada de qualidade e execução estratégica em mais de 30 países.
Atualmente Ken é diretor para a América do Sul da  Brahma Kumaris World Spiritual University, que ajuda indivíduos a explorar seu potencial interno. Este trabalho é 100% voluntário. Profissionalmente ele é Senior Fellow com a Oxford Leadership Academy.
Ele também é o autor de 15 livros sobre desenvolvimento pessoal e organizacional, alguns dos quais publicados em 9 idiomas com vendas de mais de 400,000.  Os rendimentos destes livros têm sido usado para seu trabalho voluntário.

Na vinda a Pernambuco, ele também ministrará palestra, no dia 3 de outubro, no Congresso sobre Gestão de Pessoal. 

A Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (Facepe) e a agência francesa ANR - Agence Nationale de la Recherche lançam a  edição 2014 do Edital de Cooperação Internacional Facepe/ANR – Appel à Projets Générique.

A chamada tem por objetivo apoiar a pesquisa cooperativa entre estudiosos vinculados a instituições no estado de Pernambuco e pesquisadores de instituições da França, nas áreas temáticas “Ciências Sociais e Humanas”, “Microbiologia, Imunologia e Infectologia” e “Pesquisas Marinhas”. As áreas fazem parte do “Appel à projets générique 2014” (chamada genérica para projetos 2014) da ANR.

Os interessados devem apresentar suas propostas inicialmente sob a forma de uma Expressão de Interesse até o dia 23 de outubro de 2013 e encaminhá-las exclusivamente à ANR, em atendimento à chamada “Appel à projets générique 2014”.

As pré-propostas serão avaliadas pela ANR, que informará à Facepe sobre as propostas submetidas e entre essas, quais foram recomendadas para apresentação de propostas detalhadas.

A partir de 17 de fevereiro de 2014, os pesquisadores cujas pré-propostas foram selecionadas, serão convidados a apresentar as propostas detalhadas, sob a forma de projeto, e encaminhadas simultaneamente à Facepe, pelo coordenador brasileiro, e à Agence Nationale de la Recherche da França (ANR), pelo coordenador francês, via internet.

As propostas encaminhadas à ANR pelo coordenador da equipe francesa devem atender às datas e procedimentos de submissão de propostas que poderão ser consultados na página do “Appel à projets générique 2014” da ANR. As propostas apresentadas em suas formas detalhadas serão julgadas paralelamente pela ANR e pela Facepe.

Serão realizadas quatro etapas de análise dos projetos: pela área técnica da Facepe (enquadramento); por consultores ad hoc; análise, julgamento e classificação pelo Comitê Avaliador; e aprovação pelo Comitê Misto Facepe-ANR, sendo esta última condição sine qua non para que os projetos sejam aprovados.

O Acordo de Cooperação Internacional Facepe/ANR foi assinado em 2009, revisado em 2011 e em 2012. A congênere Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) também participa da parceria, o que possibilita o apoio a projetos bilaterais – Facepe/ANR ou Fapesp/ANR – e também trilaterais –Facepe/Fapesp/ANR.

O acordo visa a facilitar a criação e operação de projetos científicos de qualidade propostos conjuntamente por equipes de pesquisa francesas e brasileiras. As prioridades temáticas são reexaminadas a cada edição das chamadas.

Baixe o edital

Mais informações pelo e-mail: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

 O grupo artístico pernambucano Coletivo Lugar Comum realiza a partir da próxima segunda (30/09) o Contato Coletivo - I Encontro de Contato Improvisação de Pernambuco. O evento, que acontece até o dia 6 de outubro em Olinda, terá oficinas gratuitas com os pesquisadores e dançarinos Ricardo Neves (SP), Camillo Vacalebre (Itália), Hugo Leonardo (BA) e Duda Freyre (PE), além de Jam Sessions de dança abertas ao público todas as noites; apresentação da performance urbana “Semáforo Peatonal”, da companhia de dança chilena Elementos Mínimos, e exposições.

A programação começa com o credenciamento dos participante, das 16h às 18h30, no Convento de São Francisco, no Carmo, Olinda, espaço sede do encontro. No mesmo horário o público já poderá conferir a exposição dos cartazes de vários encontros realizados pelo mundo, pertencentes aos acervos pessoais do Coletivo Lugar Comum e dos professores convidados para as oficinas. Das 19h30 às 21h30 será realizada a primeira Jam Session da agenda, aberta ao público em geral, com música ao vivo em diálogo com os improvisos corporais com a participação dos músicos Caio Lima, Hugo Medeiros e Paulo Arruda, também no convento. A realização do evento conta com o incentivo do Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura (FUNCULTURA).

Na terça (01), quarta (02) e quinta (03) têm início as oficinas. A primeira é “Percepções e capturas”, que será ministrada por Duda Freyre (PE), pós-graduada em dança pela Faculdade Angel Vianna e que já participou de diversos encontros de Contato Improvisação no Brasil e no exterior, sempre das 10h às 13h. A oficina “A escuta do pré-movimento” será coordenada pelo dançarino e ator Ricardo Neves (SP), diretor artístico do Encontro Nacional de Contato Improvisação de São Paulo, professor de Contato desde 2001 e que foi aluno de grandes nomes da história da prática do Contato como Steve Paxton, Andrew Harwood e Nancy Stark Smith. Sempre das 15h às 18h.

Nos mesmos dias, todas as noites, haverá Jam Sessions abertas ao público em geral com entrada gratuita. Na terça (01) a Jam acontece no Casbah de Olinda, a partir das 19h30; na quarta (02) e na quinta (03), também às 19h30 será no Convento de São Francisco, com música ao vivo.

Na sexta (04), das 10h às 13h, no Convento de São Francisco, o evento abre espaço para a proposta “Compartilhando Práticas”, quando os inscritos poderão praticar, conversar e tirar dúvidas específicas em momentos particulares de 20 minutos com cada um dos convidados: Ricardo Neves (SP), Hugo Leonardo (BA), Nicolás Cottet (Chile) e Camillo Vacalebre (Itália). Às 14h acontece a performance urbana “Semáforo Peatonal”, da companhia chilena Elementos Mínimos e que será executada em Olinda pelo grupo organizador do encontro de Contato Improvisação de Santiago do Chile. No mesmo dia, das 15h às 18h, começa a oficina com o dançarino Hugo Leonardo (BA), mestre em Dança e doutor em Artes Cênicas pela Universidade Federal da Bahia.

A oficina com Hugo Leonardo segue no sábado (05) e domingo (06), sempre no mesmo horário. A Jam Session da sexta (04) será no Mercado da Ribeira, a do sábado (05) no Convento de São Francisco com música ao vivo e a Jam de encerramento, no domingo (06), será guiada pelo italiano Camillo Vacalebre, que hoje vive na Argentina e é um dos nomes mais importantes da prática do Contato Improvisação atualmente no mundo. A última Jam trará surpresas aos participantes e o local só será divulgado a partir da próxima semana. Todas as Jams acontecem das 19h30 às 21h30.

OPORTUNIDADE - Para quem perdeu o prazo de inscrições das oficinas gratuitas, já encerrado, poderá se inscrever até este domingo (29) no aulão extraordinário com Hugo Leonardo, idealizador e diretor artístico do EmComTato Festival de Contato Improvisação da Bahia e autor do livro “Poética da Oportunidade: Estruturas Coreográficas Abertas à Improvisação”. São apenas 20 vagas e o aulão acontece no sábado (05/10), das 10h às 12h, no Convento de São Francisco.

A partir do dia 07 de outubro, o italiano Camillo Vacalebre realiza uma oficina fechada para os integrantes do Coletivo Lugar Comum e parceiros do grupo, na sede do Coletivo, no Recife Antigo.

O Contato Coletivo nasceu do encontro de artistas do Coletivo Lugar Comum, com outros artistas de Contato Improvisação do Brasil e do mundo: Gabriela Santana (SP/BA/PE), Hugo Leonardo (BA), Ricardo Neves (SP), Duda Freyre (PE) e Camillo Vacalebre (ITA). Uma construção compartilhada de ideias, desejos e realizações. Agora o nosso estado ganha a primeira edição do Encontro de Contato Improvisação, prática que já vem movimentando eventos nacionais há anos em outros lugares do País e do mundo.

Para conhecer a programação completa do Contato Coletivo basta acessar o site http://contatocoletivo.wordpress.com/.

Serviço:

Contato Coletivo – I Encontro de Contato Improvisação de Pernambuco

Mais informações no site www.coletivolugarcomum.com

Programação completa no link www.contatocoletivo.wordpress.com

Serviço: Convento de São Francisco Rua de São Francisco, 280, Carmo, Olinda-PE Tel: (81) 3429-0517    e-mail: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

www.franciscanolinda.org.br          

 facebook.com/franciscanOlinda

O Abrigo Nossa Senhora de Lourdes, localizado em Olinda, vai promover I Festival Artístico do Projeto Integração & Arte. O evento acontece no próximo sábado, dia 28 de setembro, às 16h, no auditório da Secretaria de Educação Cultura de Olinda, situada na Rua 15 de novembro, 184, no Varadouro. Quem for deve levar 1 kg de alimento não perecível.

Serão exibidos os talentos de quem participou do projeto que propiciou durante nove meses aulas de canto, dança e instrumentos musicais aos idosos residentes no Abrigo Nossa Senhora de Lourdes, bem como de grupos de convivência de Olinda.

O repertório do coral contempla todas as fases do projeto, dentre elas marchas de carnaval, forró, musicas românticas e hits dos anos 60. Apresentações de teclado, flauta, ballet, solos de canto e teatro também farão parte da mostra realizada pelos idosos. Segundo os coordenadores do festival, a música funciona como fator de inibição a depressão e doenças neurológicas e melhora a convivência dos alunos no meio social e familiar, dando novo fôlego à vida daqueles que vivenciam experiências novas e gratificantes na terceira idade.

Serviço:

I Festival Artístico do Projeto Integração & Arte

Data: 28 de setembro de 2013 Local: R. 15 de novembro, 184 – Varadouro.

Entrada: 1 kg de alimento não perecível

Informações: (81) 8624-0410

Patrícia Gomes, do Porvir

Para Clarinha, hoje com cinco anos, pedir um iogurte nem sempre foi fácil. Seu problema não era entender o que queria, mas conseguir comunicar a sua vontade. Durante seu nascimento, um erro médico fez com que lhe faltasse oxigenação no cérebro. Com isso, a menina perdeu boa parte dos neurônios responsáveis por sua coordenação motora, o que afeta seus movimentos e sua fala. Mas, mesmo com a paralisia cerebral, sua inteligência ficou intacta. É como se o corpo não obedecesse às ordens que o cérebro dá. Seu pai, o analista de sistemas Carlos Pereira, resolveu que poderia criar um método para conversar com ela. Nascia assim a ideia do Livox, ou Liberdade em Voz Alta, um sisteminha que já foi premiado pela ONU e hoje ajuda mais de 2.000 pessoas de todo o Brasil com disfunções na fala, deficiência visual, motora ou cognitiva.

“Eu queria entender o que se passava na cabeça dela”, conta Carlos, que primeiro tentou ajudar Clarinha de forma analógica mesmo. Ele pegava imagens de objetos, sensações ou qualquer coisa que a filha pudesse querer falar, imprimia, plastificava e colocava em um fichário. Quando ela tentava contar o que queria, Carlos mostrava as imagens para a menina apontar. “Como não tinha no Brasil, fui buscar sistemas de comunicação alternativa fora. Falei com as empresas, mas elas não tinham interesse de fazer um produto para o mercado brasileiro. Decidi que eu mesmo ia fazer”, lembra Carlos.

Não era a primeira vez que o analista de sistemas resolvia ir buscar longe algo que pudesse melhorar a vida da filha. Quando a menina tinha pouco mais de um ano, Carlos e a mulher descobriram que um tratamento com células-tronco poderia ajudar Clara a recuperar parte dos movimentos. Fizeram uma campanha pela internet para arredar fundos, na época chamada “Um Real por um Sonho”, juntaram US$ 40 mil e foram para a China, onde a menina foi submetida, durante um mês, a procedimentos médicos ainda proibidos no Brasil.

Com o tratamento, a menina apresentou melhoras significativas, mas ainda não podia falar ou andar sozinha. Foi aí que o método do fichário aos poucos foi dando lugar a um software adequado para as necessidades dela. “O sistema ficou muito bom”, afirma Carlos, que queria mais. Reuniu uma equipe com fonoaudiólogos, pedagogos e terapeutas ocupacionais para melhorar o produto que, quem sabe, poderia ajudar outras pessoas.

Não deu outra. Dois anos e meio depois da primeira versão, Carlos comemora já ter percorrido 80 mil km – ou duas voltas inteiras na Terra, como gosta de brincar –para contar sua história e ensinar aos mais de 2.000 usuários do sistema a usá-lo. O Brasil hoje tem 15 milhões de pessoas que não falam, seja por paralisia cerebral ou por autismo ou outras disfunções que afetam essa habilidade. “São pessoas invisíveis à sociedade porque elas não conseguem se comunicar”, afirma ele.

O software funciona a partir do toque em tablets. Ele começa com um banco com 14 mil imagens. “Tudo funciona com uma lógica muito simples, pelo toque, o que facilita a interação de uma pessoa com inteligência”, diz ele. Assim, os usuários podem apontar e ouvir a pronúncia de palavras como “sim” e “não”, do desenho ou da fotografia daquilo que desejam – como água, chocolate e maçã – ou de ilustrações daquilo que estão sentindo – como fome, frio ou dor. Os usuários podem inserir conteúdo no programa, como fotos de pessoas da família, para adequar às necessidades de cada um.

“O sistema começou ajudando na comunicação de pessoas que não podiam falar. Mas hoje é muito mais que isso”, orgulha-se o pai-empreendedor. Atualmente, o Livox vem sendo usado para estimular não só quem sofre com paralisia cerebral, mas também pessoas diagnosticadas com autismo, esclerose múltipla ou que lutam contra sequelas de um AVC, além de deficiências visuais. “Eu peguei o tablet e ela formou palavras apontando as letras. Ficou fácil de ver que o fato de ela não conseguir pegar no lápis não significa que ela não esteja alfabetizada”

Com as novas funcionalidades, o software passou a ser usado em escolas, para ensinar a ler, escrever e contar. “Para a minha filha foi ótimo. Tem coisa que eu só consigo fazer por causa do Livox”, diz. Carlos conta que, ao levar Clarinha para a escola, contou para a professora que ela já sabia ler. “A professora desconfiou por causa da paralisia. Mas eu peguei o tablet e ela formou palavras apontando as letras. Ficou fácil de ver que o fato de ela não conseguir pegar no lápis não significa que ela não esteja alfabetizada”, afirmou. E o mesmo aconteceu com a soma. “Ontem mesmo eu percebi que ela já está somando ao usar o programa com ela”, comemora o pai.

Como boa parte dos usuários do Livox tem alguma dificuldade motora, uma preocupação de Carlos foi desenvolver um algoritmo inteligente que entendesse o toque de uma pessoa com dificuldades motoras. “Muitas vezes eles tocam em mais de um lugar, arrastam o dedo na tela em vez de tocar. O sistema não respondia como eles esperavam e aí eles se frustravam. Isso acontecia no Livox e em qualquer programa de comunicação alternativa”, conta o analista. Agora, o sistema consegue entender o toque e corrigi-lo.

O Livox é vendido a R$ 1.350 com direito a licença vitalícia e a atualizações. “É caro para os padrões brasileiros, mas os internacionais chegam a custar R$ 38 mil ou R$ 3 mil por mês em aluguel”, conta Carlos, que é procurado por muitas famílias que não têm recursos. Para levar a tecnologia a quem não pode pagar, ele recebe doações em dinheiro ou em tablet pelo seu site. É possível ainda “adotar um paciente”. 

A iniciativa de Carlos foi considerada pela ONU como a melhor tecnologia assistiva brasileira de inclusão e empoderamento da pessoa com deficiência. Em outubro, ele vai representar o Brasil na final do WSA (World Summit Award), que ocorre no Sri Lanka. Carlos agora está levantando fundos para a viagem e para produzir um vídeo em inglês para que seu produto seja avaliado pelos jurados.

Sexta, 06 Setembro 2013 13:40

Cartilha oferece dicas sobre moradia sustentável

Escrito por

Do CicloVivo

Fazer moradias sustentáveis que gerem economia e durabilidade pode ser mais fácil do que parece. Para orientar as pessoas que vão construir ou reformar, o Ministério do Meio Ambiente lançou uma cartilha, cujo principal objetivo é difundir práticas de obras sustentáveis aos consumidores.

De forma bem didática, a publicação traz um mapa que mostra, em cada cômodo da casa, quais são as opções para execução de uma obra dentro dos conceitos de sustentabilidade. Além disso, o caderno aponta quais são as melhores disposições dos ambientes em uma residência para garantir o grau adequado de insolação e ventilação natural de cada lugar. Veja abaixo algumas dicas.

Elaboração do projeto:

- Preserve as espécies nativas existentes no terreno, pois elas garantem a estabilidade do solo e refrescam o ambiente.

- Opte pela iluminação natural. Além de proporcionar economia de energia, é muito mais agradável do que a iluminação artificial.

- Dependendo do clima da região, utilize coberturas verdes. Esse tipo de cobertura proporciona melhoria do conforto térmico e ajuda na retenção de águas pluviais.

- Evite materiais de construção prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente. Por exemplo, a pintura da casa pode ser feita com tintas à base de água, que proporcionam isolamento, proteção contra corrosão, resistência à ação da maresia e evitam bactérias, fungos e algas em regiões úmidas.

- Ao usar madeira, priorize o uso da certificada, que garante que o produto foi extraído de forma correta e é proveniente de florestas com manejo adequado.

- Nas áreas externas, valorize os elementos naturais no tratamento paisagístico e o uso de espécies nativas.

- Utilize reciclados da construção e pavimentação permeável. Prefira o piso externo intertravado, feito de material prensado e que possui vida útil longa e baixo custo de manutenção.

Economia de água e energia:

- Utilize iluminação de longa vida e baixo custo. Outra solução que ajuda a economizar energia elétrica é a instalação de um “dimmer”, dispositivo que regula a intensidade luminosa, e de sensores de presença nos ambientes.

- Na hora de equipar a residência, fique atento ao comprar os eletrodomésticos. A dica é verificar a etiqueta PROCEL (Selo Procel Eletrobras de Economia de Energia), que indica o consumo energético dos aparelhos, e opte por aqueles mais eficientes.

- Já para economizar água, reaproveite a água da chuva.

- Construa cisternas para armazenagem e utilize a água para regar jardins, lavagem de pátios, entre outras finalidades.

- Utilize também dispositivos economizadores de água: torneiras, bacias sanitárias e chuveiros com tecnologias que proporcionam a diminuição do consumo de água.

Descarte correto

- Durante a reforma ou construção, separe espaços, na residência, para separação adequada de resíduos.

- Ao contratar a caçamba para entulhos, procure saber se a empresa descarta os resíduos corretamente.

- Certifique-se que a obra esteja de acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos, do MMA, que prevê a destinação correta do lixo, incentivando a reciclagem e a sustentabilidade. Segundo a cartilha, mais de 50% dos resíduos sólidos gerados pelo conjunto de atividades da sociedade são provenientes da construção.

De acordo com dados da publicação, uma casa ou prédio sustentável gera uma economia de aproximadamente 30% em sua manutenção, gasta menos água e energia elétrica e tem uma vida útil e acessibilidade muito maiores.

Outro aspecto positivo é que, atualmente, as moradias sustentáveis estão em alta no mercado imobiliário. Esses imóveis são, em média, de 10% a 30% mais valorizados. Reformas que tornem imóveis antigos mais eficientes também se beneficiam dessa valorização extra.

A “Cartilha de Construções Sustentáveis” pode ser baixada aqui.

Quinta, 05 Setembro 2013 15:24

Nasce o IVE Nordeste!

Escrito por

Texto: Taíza Brito

Imagens: Felipe Arcoverde

É com grande satisfação que anuncio a criação do Imagens e Vozes de Esperança (IVE) Nordeste. Muitos devem se perguntar: “E o que significa isso?”. Representa que profissionais ligados à comunicação, às artes, à música e a tantas outras áreas que produzem conteúdo nesta região resolveram se unir e propagar um projeto internacional que inspira uma visão apreciativa e equilibrada dos acontecimentos do mundo. 

O IVE Nordeste nasceu no último dia 1º de setembro de 2013, no Convento da Conceição, no Alto da Sé, em Olinda, durante o Diálogo IVE “Construindo uma Mídia Consciente”, promovido pela Brahma Kumaris.

No evento, conduzido pela publicitária paulista Nádia Rebouças e pela inglesa Denise Lawrence, bacharel em Filosofia e Língua Moderna, participaram jornalistas, publicitários, relações públicas, designers, escritores, músicos, entre outros profissionais, oriundos de Pernambuco, Bahia, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Rio de Janeiro e São Paulo.

O Imagens e Vozes de Esperança é um diálogo global que reúne produtores de conteúdo e artistas para refletir sobre o impacto do seu trabalho na sociedade. Fundado em 1999, em Nova Iorque, é promovido globalmente pelo Images & Voices of Hope e, no Brasil, pela Brahma Kumaris, uma organização internacional sem fins lucrativos que trabalha por uma mudança positiva em todos os setores da sociedade.

Entre suas propostas, está fortalecer o papel da mídia como agente de benefício do mundo ao expandir a consciência das escolhas que os profissionais fazem e elevar a confiança pública. Gerar conteúdo construtivo, amplificar a esperança humana, e assim aumentar a capacidade da humanidade para ações que promovam a vida.

Em Pernambuco, orgulho-me de ser percussora deste movimento desde 2009, através do Blog Viva Pernambuco (www.vivapernambuco.com.br), junto com alguns colegas de profissão. E de desde o primeiro momento contar com a orientação e apoio do Imagens e Vozes da Esperança Brasil e da Brahma Kumaris, que agora nos ajudam a dar mais um passo neste universo da mídia construtiva, desta vez acompanhada de colegas de outros Estados nordestinos.

Nossos passos são firmes. E seguem na direção tomada por muitos outros profissionais ao redor do mundo que perceberam que através de suas profissões podem contribuir para solidificar um novo modo de transmitir notícia.

O IVE Nordeste não é um grupo fechado. Está aberto àqueles que se sentirem instigados a seguir na perspectiva proposta. E surge como um braço do IVE Brasil, somando-se aos profissionais de outros Estados que há mais de dez anos aderiram ao projeto.

Tomando emprestado as palavras de Judy Rodgers, primeira diretora mundial do projeto Imagens e Vozes de Esperança (www.ive.org.br), acredito que divulgar ações positivas nos fortalece em quanto seres humanos, pois “estamos num momento da história em que a humanidade necessita de um sentido sobre o que é melhor para o mundo, que tipo de futuro pode haver diante de nós e o que devemos fazer juntos para criar esse tipo de futuro. Podemos fazer muito para esclarecer isso”. 

 

O fotógrafo Miguel Igreja, integrante do Blog Viva Pernambuco, inaugura nesta terça-feira (03/09), a partir das 19h,  a exposição Cultura, História e Mar, no Restaurante Tribuna Sabores Ibéricos, em Olinda. A mostra, com imagens turísticas e culturais de Pernambuco, fica no local até o dia 28 de setembro. O Restaurante Tribuna Sabores Ibéricos está localizado na Rua de São Bento, 20, no Sítio Histórico de Olinda.

 

Segunda, 02 Setembro 2013 19:58

Dicas para estudar para o Enem

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Clecio Lima, um dos criadores do portal de ensino a distância Adaptativa (www.adaptativa.com.br), dá algumas dicas de como se organizar para ter um bom rendimento nos estudos de preparação ao Enem 2013. Além de ter participado da análise e correção das provas dos últimos 15 anos do Enem, para montar o banco de dados do portal, com milhares de videoaulas, Clécio usou de sua experiência como ex-professor de cursinho e de professor universitário no Japão, para reunir as melhores dicas sobre as práticas mais eficientes de estudo.


 1- Primeiro, saiba tudo sobre o Enem. Para isso, acesse o site http://portal.inep.gov.br/web/enem/conteudo-das-provas
 2- Se a sua opção é estudar online, que dá maior flexibilidade de horário, pesquise os portais existentes no mercado e escolha aquele que melhor atenda às suas necessidades, que seja de fácil navegação e de maior abrangência das questões aplicadas pelo ENEM.
 3- Um bom começo, para se preparar para o ENEM, é rever e analisar o conteúdo de provas antigas. Simulados online (como o www.adaptativa.com.br) têm milhares de vídeos sobre as questões do ENEM. Use e abuse desse recurso. Dica: comece a partir de 2009, quando o ENEM passou por algumas mudanças. Se sobrar tempo, explore as questões dos testes anteriores a 2009.
 4- Faça simulados online e presenciais para exercitar o conhecimento adquirido. A vantagem do simulado online é que o estudante não precisa sair de casa e pode escolher o horário que melhor lhe convir. E há algumas boas oportunidades de estudar para o simulado sem pagar nada, como o da Adaptativa.
 5- Faça bom uso da tecnologia móvel. Com smartphones ou tablets, você pode estudar e fazer simulados enquanto está no ônibus, na sala de espera do médico ou viajando. Mas nunca faça isso quando estiver ao volante.
 6- Gerencie seu tempo. Faça um cronograma de estudos e procure segui-lo à risca. Alguns dos melhores portais de preparação ao ENEM ajudam você nessa tarefa.
 7- Estude todos os dias. Assim, é possível dar um refresco nos fins de semana e feriados e sair para espairecer.
 8- Procure estudar e fazer os simulados nos períodos do dia em que você está mais calmo e relaxado. Não é recomendável varar madrugadas estudando.

9- Escolha o melhor horário, conforme seu ritmo de vida. Determine o tempo de dedicação aos estudos, meia hora, uma ou duas por dia, e o distribua por matérias a serem estudadas.

10- Evite estudar logo após uma refeição pesada ou no final de tudo, quando a mente já está cansada.
 11- Evite estudar e ouvir música ao mesmo tempo, a menos que esteja muito acostumado; a música geralmente acaba diminuindo o nível de concentração.
 12- - Exercite a capacidade de interpretar textos, gráficos, imagens, tabelas, tirinhas, etc.
 13- Não passe para outro tema sem dominar bem o tema anterior e esclarecer todas as dúvidas.
 Vida saudável, melhor aprendizado
 1- Durma pelo menos oito horas ininterruptas. Mas dê uma pequena pausa durante o dia para descansar sempre que se sentir cansado.
 2- Alimente-se bem, com uma dieta balanceada. Verduras, legumes, frutas e sucos naturais são bem-vindos. Manere o consumo de sanduiches, pizzas, biscoitos, salgadinhos e refrigerantes, que podem deixar o metabolismo mais lento.
 3- Pratique algum esporte ou pelo menos faça uma caminhada todos os dias, o que ajuda a combater o estresse.
 4- Evite consumo exagerado de bebidas alcoólicas e de cafezinho.
 5- Interrompa, sem culpa, uma jornada dura de estudos para sair com os amigos, ir ao cinema ou à balada. Mas lembre-se: a prioridade é estudar para o Enem.
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 http://www.youtube.com/adaptativa

Segunda, 02 Setembro 2013 19:31

Recife terá celebração do ano novo judaico

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Celebração mostra que, mesmo com todas as diferenças entre os povos, a paz é possível

 

Na próxima quarta-feira (4), os judeus comemoram o Rosh HaShaná, o Ano Novo judaico, que começa ainda ao pôr-do-sol e celebra a criação do mundo e da humanidade. A festa não comemora um acontecimento específico do povo judeu, mas a unidade da humanidade. No Recife, a festividade será comemorada na noite desta quinta (5), a partir das 19h, e na manhã da sexta (6), a partir das 8h, no Centro Israelita da Torre, com atividades para toda a família.

Na quinta, a abertura dos festejos inicia com o Rosh HaShaná, apresentação de textos e músicas pelas crianças do Colégio Israelita e do Projeto Iashad. Depois, será servido um Kidush Festivo. Na sexta, haverá vivências, atividades lúdicas e artísticas para as crianças da comunidade judaica, café da manhã, leitura da Torá, e às 11h o encerramento será feito com o toque do Shofar seguido de Mussaf. 

Tradicionalmente na noite do Rosh HaShaná, os judeus vão as sinagogas rezar e ouvir o toque do Shofar, uma espécie de berrante feito com chifre de carneiro que anuncia a chegada do Ano Novo e representa a liberdade e a redenção. Depois das orações, as famílias se reúnem na mesa de jantar que é composta por comidas típicas, cada uma com significados próprios.

A celebração mostra que, mesmo com todas as diferenças entre os povos, a paz é possível. É também esta a mensagem deixada pelo papa à comunidade judaica brasileira, ao afirmar que o diálogo com os judeus é uma prioridade para ele. "Esperamos que 5774 seja um ano que traga mais paz, democracia e justiça social. Francisco nos disse em Aparecida que ser um bom cristão é ser também um bom judeu. Levemos este espírito do diálogo adiante, para que possamos concretizar o sonho de viver em um mundo melhor", declarou Claudio Lottenberg, presidente da Confederação Israelita do Brasil.

Dando seguimento às comemorações, o ponto alto será no próximo dia 13 de setembro, quando tem início o Iom Kipur, o Dia do Perdão, a data mais sagrada do calendário judaico. Até a data, os judeus aproveitam para fazer reflexões sobre os atos cometidos e comprometer-se com o arrependimento.

SERVIÇO:

O ano judaico de 5774 começa ao pôr-do-sol do dia 4 de setembro. Rosh Hashaná quer dizer, literalmente, “Cabeça do Ano”.

Ao anoitecer de 13 de setembro tem início o Iom Kipur, o Dia do Perdão, a data mais sagrada do calendário judaico.

A comunidade judaica vai à sinagoga nos dia 4, 5 e 6 de setembro, durante o Rosh Hashaná, e nos dias 13 e 14 de setembro, durante o Iom Kipur.

Está em cartaz até o dia 1º de setembro, no museu Murillo La Greca, a exposição  “Presente Passado Movimento: a dança de 80 pelo olhar do RecorDança”. Além da entrada gratuita, uma série de ações foram planejadas com o intuito de permitir o acesso a vários públicos. Uma delas é o educativo inclusivo, com recursos de acessibilidade para pessoas com deficiência visual e auditiva, com a presença de um mediador inclusivo e um intérprete de libras. O educativo inclusivo acontece desta sexta (23) até domingo (25).

Outra ação é a articulação com escolas da rede pública municipal para levar estudantes para conhecerem a exposição. Essa ação está sendo feita em articulação com o projeto Bairro Escola, da Prefeitura do Recife, que vai levar ao todo cerca de 480 alunos, da 7ª e 8ª série de seis escolas da rede municipal. A mostra, inaugurada no último dia 15 de agosto, reencena iniciativas artísticas, políticas e de formação de alguns dos artistas e agentes da dança no Recife da década de 80 a partir de fotos e documentos históricos.

OFICINA – Outra iniciativa da exposição será a realização da oficina “RecorDança - Presente e passado: movimentos e alteridades”, ministrada pelas pesquisadoras Ailce Moreira, Elis Costa e Taína Veríssimo. A oficina vai trazer para discussão o conteúdo da exposição e colocar em diálogo com a realidade da dança hoje, a partir de dois eixos: articulação política e movimento estético. A oficina vai acontecer no sábado, 31 de agosto, das 14h às 17h. A inscrição é gratuita e pode ser feita por e-mail: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. .

Esta é a primeira ação comemorativa promovida pelo RecorDança pelos seus 10 anos de atividades. Foi exatamente em 15 de agosto, uma década atrás, que nascia o trabalho do acervo. A ação faz parte do projeto “Imagens e Histórias da Dança nos Anos 80”, incentivado pelo Fundo Pernambucano de Incentivo a Cultura - Funcultura.

A exposição “Presente Passado Movimento: a dança de 80 pelo olhar do RecorDança” apresenta diferentes movimentos que ocorreram na década de 80, com imagens e histórias da atuação política e dos esforços de profissionalização da Associação de Dança do Recife e do Conselho Pernambucano de Dança; bem como da produção artística de espetáculos de dança como Piazzolada (1983), O Anjo Azul (1983), A Toda Prova (1984), Senhora dos Afogados (1985), Quadros Vivos (1986), que promoveram diálogo e parcerias com artistas do Teatro, da Literatura, das Artes Visuais, da Música, etc.

Essas histórias são reveladas, principalmente, a partir do olhar de três fotógrafos que registraram a dança nesse contexto: Breno Laprovítera, Bosco Accetti e Marcos Araújo. Imagens que estarão em composição com outros documentos históricos catalogados pelo acervo, como programas de espetáculos, cartazes, documentos institucionais, matérias de jornal e trilhas sonoras. Uma exposição que propõe um ambiente interativo, propondo movimento para os seus espectadores, criando espaços cênicos fictícios, a materialidade de adereços, emolduramentos que realçam aspectos plásticos das cenas documentadas e visam proporcionar relações sensitivas - visuais, tácteis, auditivas - com os documentos em exposição. Uma proposta de movimentos no presente a partir de artefatos do passado.

O Acervo RecorDança é uma tentativa de juntar histórias, reescrevê-las e colocá-las a disposição para que outras pessoas possam conhecer. Umas emocionam, outras trazem nostalgia, e todas tem sua importância e seu lugar no mundo. O desafio do Acervo RecorDança, quando criado há 10 anos, foi trazer a tona parte dessas histórias que estavam guardadas nos corações e nos armários dos artistas que construíram o cenário da dança em Pernambuco.

E com uma década de dedicação ao trabalho de memória, o RecorDança constitui hoje um acervo com diversificados registros sobre a dança pernambucana e  com atividades de difusão dessa história pelo país, e pelo mundo.

Foram anos de entrevistas; digitalização e catalogação de vídeos, fotos, programas, cartazes, anotações, documentos históricos, jornais; publicação desses documentos em um site; publicação de catálogos; realização de palestras e mostras de vídeos; publicação de artigos e muitas outras atividades promovidas por diferentes equipes de pesquisadores que passaram pelo Acervo. Uma história dentro de outra história, e que hoje representa um dos acervos de dança mais conhecidos do Brasil.

RECORDANÇA - O RecorDança é um acervo que reúne fotos, vídeos e informações sobre artistas, grupos e espetáculos de dança produzidos em Pernambuco desde 1970 até os dias de hoje. O acervo foi inaugurado em 2003, sendo um dos pioneiros no Brasil na área de dança. Hoje, o acervo conta com uma equipe de oito pesquisadoras que se dedicam diariamente a catalogar, organizar, pesquisar e disponibilizar para o público as entrelinhas da história da dança pernambucana. Atualmente o acervo disponibiliza gratuitamente em seu site (www.recordanca.com.br) mais de 1000 fotos, 200 vídeos, 60 biografias, 13 históricos de grupos e 200 fichas de espetáculos referentes à criação de dança local.

Dentre suas atividades o acervo já promoveu a realização de duas publicações impressas com artigos históricos e com lista de seu catálogo de vídeos; distribuiu exemplares do acervo de vídeos para instituições culturais e de ensino do Brasil (UFPE, UFPB, Itaú Cultural, Acervo Mariposa) e do exterior (Acervo de Dança Colônia, na Alemanha). Além de realizar seminários, palestras, mostra de vídeos e outras ações que promovam a difusão da história e do pensamento dança produzido no Brasil. Um trabalho que desde o início tem sustentação a partir da Associação Reviva, que administra e realiza os projetos do acervo.

SERVIÇO:

Exposição Presente Passado Movimento: a dança de 80 pelo olhar do RecorDança Comemoração dos 10 anos do Acervo Recordança

Data: De 15 de agosto a  01 de setembro Horários: De terça a sexta, das 9h às 12h e das 14h às 17h.     

Sábados e domingos, das 13h às 17h.

Dias para visitações com educativo inclusivo : de 16 a 18 de agosto e de 23 a 25 de agosto (sex, sab e dom)

Local: Museu Murillo La Greca Endereço: Rua Leonardo Bezerra Cavalcanti, 366 - Parnamirim, Recife – PE Fone: (81) 3355.3129

 

Oficina Presente Passado Movimento

Data: sábado, 31 de agosto Horário: das 14h às 17h

Local: Museu Murillo La Greca Endereço: Rua Leonardo Bezerra Cavalcanti, 366 - Parnamirim, Recife – PE

Inscrições pelo e-mail: a@associacaoreviva.org.br

Segunda, 19 Agosto 2013 15:23

Um mestre do fotojornalismo

Escrito por

Por Bárbara Buril (O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. ), publicada na edição de 19 de agosto do Jornal do Commercio

Com 50 anos de carreira, o fotógrafo Pedro Luiz vivenciou a era de ouro dos filmes analógicos, até a consagração das máquinas digitais na imprensa. Trabalhou por 15 anos no Jornal do Commercio, e passou ainda pelas redações das revistas O Cruzeiro, Manchete, Realidade e pelos jornais O Globo e Diario de Pernambuco. Expert em fotojornalismo, Pedro Luiz recebe homenagem hoje, no Dia Mundial da Fotografia, de alunos do curso de fotografia da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), junto com o fotógrafo Gilberto Marcelino. Ambos são agraciados com o Prêmio Alcir Lacerda. O evento acontece às 19h, no auditório da Livraria Cultura do Shopping Paço Alfândega.

Apesar de ter recebido diversos prêmios com imagens registradas nos velhos e bons filmes fotográficos, Pedro confessa ter se decepcionado várias vezes com as películas. "Na cobertura da vinda do papa João Paulo II para o Rio Grande do Norte, não registrei nenhuma imagem, porque o filme simplesmente não engatou na peça que gira. Quando o evento terminou, abri a câmera e vi que a película estava dentro do rolo. Foi decepcionante", conta. A sorte de Pedro foi que um colega da Folha de S. Paulo fez a caridade de lhe dar um dos seis rolos que havia usado na cobertura. "Me desarmei todo e comecei a chorar. Ele ainda disse para eu colocar o crédito como meu", revela.

A homenagem que recebe hoje é resultado de muito trabalho e talento. Ele conhece o ônus e o bônus da profissão. Outro evento que fez o sangue do fotojornalista ferver aconteceu quando ele foi fotografar um foguete, que havia caído em matas maranhenses. Depois de pegar um ônibus até a cidade de Santa Inês, um caminhão para uma pequena vila e um burro até o foguete, Pedro fez a fotografia. Voltou satisfeito, mas quando colocou os filmes para revelar, em uma empresa de Santa Inês, as imagens ficaram escurecidas e película se perdeu. "O dono usava um químico com uma temperatura muito alta, acima dos 22 graus. Consegui solucionar o problema quando encontrei um trocinho de filme que eu tinha guardado. Revelei ele colocando gelo no químico", compartilha.

A adrenalina da profissão foi compensada com os prêmios. Um deles veio com a fotografia Tempo quente no Recife. Quando caminhava pela Ponte Buarque de Macedo, viu que o vento levantava constantemente a saia de uma mulher que estava na sua frente. Colocou a câmera a postos até que o vento levantou as roupas completamente. "Fui ético e disse a mulher que tinha tirado uma foto de sua calcinha. Ela começou a rir, disse que não era para eu ter feito isso, e foi embora", conta. O registro recebeu um prêmio da Prefeitura do Recife.

Tempo quente no Recife atesta a forma intuitiva de Pedro Luiz fotografar. Não pensava muito, antes de dar o clique. Afinal, como ele mesmo diz, a experiência é a mãe da ciência. O fotógrafo foi agraciado com premiações da Polícia Militar, devido às imagens que fez de assaltos e resgates na cidade. Mas uma ainda não foi reconhecida com homenagens: a de um aleijado conduzindo uma cega. Para Pedro, essa é a sua melhor foto. "Se as pessoas tivessem esse espírito de solidariedade, o mundo seria melhor", defende, mostrando os motivos pelo qual a imagem lhe sensibiliza.

Serviço:

Homenagem a Pedro Luiz e Gilberto Marcelino - Nesta segunda, 19 de agosto, às 19h, na Livraria Cultura do Shopping Paço Alfândega. Endereço: Rua Madre de Deus, s/n, Bairro do Recife. Entrada gratuita. Informações: 2102-4033

Pais e alunos da Eccoprime Bilingual School, localizada em Aldeia, em Camaragibe, estão tendo a oportunidade de adquirir alimentos orgânicos dentro do espaço da escola, numa feira que acontece todas as segundas-feiras, das 6h30 às 10h. Com um mês de funcionamento, a iniciativa estimula o consumo de legumes, verduras e frutas livres de agrotóxicos.

Segundo a diretora da Eccoprime, Andressa Peixoto, a iniciativa se encaixa à proposta da escola de incentivar o consumo de alimentos saudável. “Também abastecemos a cantina da escola com os produtos, que são usados no preparo dos lanches e do almoço”, explica.

Além disso, os estudantes têm a oportunidade de conhecer os alimentos, numa experiência sensorial de distinguir um do outro, sentir o cheiro e o sabor, o que fortalece o consumo consciente. “Também mantemos uma horta, onde plantamos e colhemos coentro, cenoura, cebolinha, tomate”, acrescenta Andreza.

A feira é acessada apenas por pais e alunos para garantir a segurança da escola, que recebe estudantes do berçário até o 7º ano do Ensino Fundamental II. Mais informações sobre a feira podem ser obtidas com a diretora da escola, Andressa Peixoto, através do telefone (81) 3459.3525.

Sexta, 16 Agosto 2013 19:11

Mas quem é o Amarildo?

Escrito por

Por Anne Vigna, da A Pública

 

Não é preciso passar muito tempo junto à família de Amarildo para entender que a UPP da Rocinha se envolveu em um problema bem grande. Amarildo não é uma pessoa que poderia desaparecer sem que sua família perguntasse por ele, não é o pai de quem os filhos esqueceriam facilmente, não é o sobrinho, tio, primo, irmão, marido por quem ninguém perguntaria: onde está Amarildo?

Neste pedaço bem pobre da Rocinha, onde nasceu, cresceu, viveu e desapareceu Amarildo, “muitos são de nossa família”, diz Arildo, seu irmão mais velho, apontando os quatro lados da casa. Em uma caminhada pela comunidade na companhia de um sobrinho de Amarildo, a repórter da Pública conheceu algumas primas, depois umas sobrinhas, tomou um café com as tias lá em cima, de onde desceu acompanhada de irmãos e filhos de Amarildo. De todos ouviu a descrição de Amarildo como “um cara do bem” que, por desgraça, tornou-se famoso – e não por sua característica mais marcante, o bom coração.

As casas são ligadas por escadas antigas, feitas possivelmente por seus avós que vieram da zona rural de Petrópolis para o Rio com os três filhos ainda bem pequenos. “A Rocinha nessa época ainda era mato e poucas casas de madeira, uns barracos como se diz, e nada mais”, diz Eunice, irmã mais velha de Amarildo.

A curiosidade da repórter sobre o passado da família é o suficente par que ela pegue o telefone, para ligar para uma tia avó, “a única que pode saber alguma coisa sobre a história é ela”, diz. A tia-avó, que também vive na Rocinha, confirma por telefone o que Eunice já sabia: a “tataravó era escrava, possivelmente em uma fazenda de Petrópolis, mas não se sabe mais do que isso”.

Eunice diz ter retomado as origens familiares ao fazer de sua casa um centro de Umbanda. É aqui, na parte de baixo da casa, a mais silenciosa, que ela recebe as pessoas que querem saber de seu irmão. “Temos a mesma mãe, mas nosso pai não é o mesmo. Minha mãe gostava de variar”, comenta, rindo.

Ali, na casa construída por ela, moram pelo menos 10 pessoas, entre crianças e adultos. Na cozinha, as panelas são grandes como numerosas são as bocas. No primeiro quarto, três mulheres comem sentadas na cama. Em outro quarto, duas sobrinhas estão em frente ao computador, trabalhando na página do Facebook feita para Amarildo, seguindo os cartazes virtuais de “onde está Amarildo?” que vêm de várias partes do país.

Entre onze irmãos

A mãe de Amarildo teve 12 filhos e trabalhou muito tempo como empregada doméstica na casa de uma atriz famosa do bairro do Leblon. “Essa atriz quis adotar um de nós mas a minha mãe nunca quis”, lembra o irmão Arildo, 3 anos mais velho do que ele. Sobre o pai de ambos, não se sabe onde nasceu, apenas que era pescador, com barco na Praça XV, no centro do Rio, onde conheceu a sua esposa. Os netos não se lembram como nem quando, mas ele se acidentou em um naufrágio e acabou morrendo em consequência de um ferimento na perna. Amarildo tinha um ano e meio. Mas, adulto, Amarildo, tinha paixão pela pesca. “Era a única coisa que ele fazia na vida, quando não estava trabalhando ou nos ajudando: ia pescar sozinho ou com um primo nas rochas de Sao Conrado. Voltava com muitos peixes”, conta orgulhoso, Anderson, o mais velho dos seus seis filhos.

As varas de pescar de bambu, que ele mesmo fazia, estão encostadas em casa desde o dia 14 de julho, um domingo, quando os policias da Unidade de Polícia Pacificadora da Rocinha o levaram “para verificação”. Ele tinha acabado de limpar os peixes trazidos do mar e Bete, apelido de Elizabete, sua esposa há mais de 20 años, esperou que ele voltasse da UPP para fritar os peixes “como tantos domingos”, ela conta, o olhar perdido. Foram 20 anos de união, seis filhos, a vida dividida em um único cômodo que servia de dormitório, cozinha e sala.

Semanas após o desaparecimento do marido, Bete se esforça para conseguir contar como conheceu o “meu homem”, ela diz, evocando a lembrança do jovem que se sentou ao lado dela em um banco em Ipanema: “Eu não saía muito desde que cheguei de Natal (Rio Grande do Norte) para trabalhar como empregada em uma família. No domingo, ia caminhar um pouco no bairro. Ele veio conversar comigo, nos conhecemos, e ele me trouxe para a casa de sua mãe aqui na Rocinha. Nunca mais saí”, conta.

Bete trouxe os dois filhos que vieram com ela do Nordeste sem criar problema com Amarildo. “Ele adora crianças”, ela diz. O que as duas menorzinhas da família confirmam: “É o tio Amarildo que nos leva para a praia de de Sao Conrado, ele que nos ensinou a nadar”. Ela apenas sorri, sempre fumando, e sem disfarçar a tristeza conta que está preocupada com a filha mais nova, de 5 anos. “Ela sempre estava com o pai”, suspira. No começo, Bete lhe disse que o pai tinha ido viajar e que, por ora, ele não voltaria. A pequena conserva a esperança de filha que sempre acreditou nas palavras do pai, e ele lhe prometeu um bolo grande no próximo aniversário.

“Era um menino e pulou no fogo”

Aos 11 anos, Amarildo se tornou o heroi da comunidade ao se meter em um barraco em chamas para salvar o sobrinho de 4 anos. “Era um menino, e pulou no fogo. Me salvou e também tentou salvar a minha irmã, que tinha 8 anos. Não conseguiu tirá-la de lá, ela morreu, e eu fiquei meses no hospital”, lembra Robinho, hoje com 34 anos, a pele marcada pelas cicatrizes desta noite de incêndio.

Aqui, Amarildo é conhecido por todos como “Boi”, por ser um homem forte que carregava as pessoas que precisavam de socorro para descer as escadas e chegar com urgência a um hospital. “Uns dias antes de desaparecer, ele carregou no colo uma vizinha, e a salvou. É uma ótima pessoa, sempre ajudava os outros – numa emergência ou numa mudança”, conta a cunhada Simone, sem conter as lágrimas. “Eu tenho muita saudade dele, principalmente do seu sorriso. Meu marido não fala nada, mas eu o conheço, está com muita raiva. Na primeira noite, ficou debruçado na janela a noite toda, esperando o irmão voltar”, diz, emocionada.

Toda a família está com raiva. E dessa vez ninguém quer ficar quieto, mesmo sabendo dos riscos da denúncia. Vários familiares foram ameaçados por policiais. “Por que foram atrás dele? Estamos voltando à ditadura?”, pergunta a prima, Michelle. “Ele trabalhou toda a vida, quando não trabalhava, nos ajudava, ou ia pescar para a sua família. Ninca se meteu com ninguém”, comenta, revoltada.

Boi era pedreiro havia 30 anos e ganhava meio salário mínimo por mês. “Por isso, às vezes carregava sacos de areia aos sábados para ganhar um pouco mais”, comenta Anderson, mostrando os tijolos que o pai comprou com o dinheiro extra para fazer um puxadinho no segundo andar na casa: “Na verdade, ele ia ter que voltar a fazer a fundação aqui de casa porque está caindo, eu e meu irmão íamos ajudar”, detalha.

“Ele era meu pai, irmão, amigo, era tudo para mim”, diz, escondendo as lágrimas quando chega a irmã mais nova, de 13 anos.

Os familiares vivem em suspense, à espera das notícias que não chegam. Não desistem: organizam-se como podem com vizinhos, amigos e outras vítimas da polícia. Negaram uma oferta do governo do Estado do Rio de Janeiro para entrar no programa de proteção à testemunha. Preferiram continuar na Rocinha, sua comunidade. Na próxima quinta-feira, dia 1 de agosto, farão mais uma manifestação na Rocinha, onde estarão presentes familiares de outros desaparecidos por obra de outros policiais em outras favelas. “Temos que lutar para que essa impunidade não continue. Queremos justiça por Amarildo e para todos nós que convivemos agora com essa polícia”, revolta-se a sobrinha Erika.

Aos 43 anos, Amarildo desapareceu sem que a família tenha direito sequer a uma explicação oficial, como tantos outros de tantas favelas brasileiras vítimas de violência policial. Mas dessa vez, ninguém vai se calar. Onde está Amarildo?

Como levaram Amarildo

A Operação Paz Armada, que mobilizou 300 policiais, entrou na Rocinha nos dias 13 e 14 de julho para prender suspeitos sem passagem pela polícia depois de um arrastão ocorrido nas proximidades da favela. Segundo a polícia, 30 pessoas foram presas, entre elas Amarildo. Segundo uma testemunha contou à repórter Elenilce Bottari, do Globo, ele foi levado por volta das 20 horas do dia 14, portando todos os seus documentos: “Ele estava na porta da birosca, já indo para casa, quando os policiais chegaram. O Cara de Macaco (como é conhecido um dos policiais da UPP) meteu a mão no bolso dele.

Ele reclamou e mostrou os documentos. O policial fingiu que ia checar pelo rádio, mas quase que imediatamente se virou para ele e disse que o Boi tinha que ir com eles”, disse a testemunha.

Assim que soube, Bete foi à base da UPP no Parque Ecológico e chegou a ver o marido lá dentro. “Ele me olhou e disse que o policial estava com os documentos dele. Então eles disseram que já, já ele retornaria para casa e que não era para a gente esperar lá. Fomos para casa e esperamos a noite inteira. Depois, meu filho procurou o comandante, que disse que Amarildo já tinha sido liberado, mas que não dava para ver nas imagens das câmeras da UPP porque tinha ocorrido uma pane. Eles acham que pobre também é burro”, contou Bete ao Globo.

O caso está sendo investigado pelo delegado Orlando Zaccone, da 15ª DP (Gávea), ainda sem conclusão.

Da EcoD

No fundo das águas do Parque Nacional Marinho Fernando de Noronha, 70% do lixo encontrado é constituído por garrafas PET. Para tentar reduzir essa grande quantidade de resíduos a concessionária EcoNoronha, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), lançou uma campanha que incentiva o uso de squeezes, as garrafas reutilizáveis.

A ideia é oferecer, em vez de garrafas descartáveis com água, um abastecimento via embalagens reutilizáveis. Segundo o Planeta Sustentável, a depender do tamanho do squeeze (300 ml ou 700 ml), o serviço varia de R$ 2 a R$ 3.

A água ofertada é gelada e enriquecida com sais minerais. Para os visitantes desprevenidos a iniciativa comercializa os squeezes personalizados do parque. E quem adquirir ganha dois abastecimentos gratuitos.

Por enquanto é possível encontrar a ação em duas praias do arquipélago: Golfinho Sancho e Sueste. Mesmo assim, a ação apresenta resultados significativos. Desde a implantação, em abril, o consumo de garrafas plásticas caiu 40% em Noronha e um em cada 12 turistas passou a comprar um squeeze. Antes da campanha, apenas um em cada 30 optava pela garrafa reutilizável.

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