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  • "Mídia Construtiva é também lançar o olhar crítico sobre problemas, apontar falhas, denunciar. Contribuindo para a corrente que tenta transformar o negativo em positivo."

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Da Causa Coletiva

A praça, a viela, a escola, o terreno público, o centro comunitário estão abertos, porém em condições precárias ou sub-utilizados, não cumprindo todo o seu potencial ambiental, social e cooperativista. Esta é a realidade do seu bairro? E vocês, seus amigos e amigos de amigos tem a vontade e o conhecimento para mudar esta realidade?

Este é o momento de escrever o seu projeto e de uma forma coletiva e colaborativa conseguir doações e voluntários para viabilizar a sua Causa.

Conheça o portal Causa Coletiva (www.causacoletiva.com), uma ferramenta para ajudar você a divulgar o seu projeto social e/ou ambiental e conseguir apoio financeiro para que ele se torne realidade. Veja também algumas dicas em “Comece seu projeto” ou nos contate no www.facebook.com/causacoletiva.

Sugestões de projetos e voluntários para ajudar os projetos, são mais que bem vindas.

O projeto Arte de Narrar retoma suas atividades neste sábado (17), às 17h, com palestra do cordelista Meca Moreno, poeta e compositor, nascido no município pernambucano de Palmares, sobre Cordão de histórias: a literatura de Cordel. O evento  acontece no auditório da Livraria Jaqueira, no bairro do mesmo nome, no Recife.

Meca Moreno é um estudioso da poesia popular com participação em várias antologias poéticas, além de ter poemas e artigos publicados em diversas revistas e jornais. Também é de sua autoria vários cordéis e os livros Universos e Giramundo -  O Espectador do Fim & Gêneros da Poesia Popular, o primeiro em co-autoria com o poeta Alfredo Moraes, numa edição independente.

A exposição faz parte do projeto Arte de Narrar, sob o comando do poeta e coordenador de Letras da Faculdade de Olinda – Focca, Neilton Lima e do escritor Adilson Jardim. O evento acontece todo segundo sábado de cada mês e tem como objetivo convidar um escritor com livro publicado no mercado, para tratar de seu trabalho artístico na composição da obra. O Arte de Narrar é realizado numa parceria entre a entre a União Brasileira de Escritores (UBE), Focca e Livraria Jaqueira. A entrada é gratuita.

Terça, 06 Agosto 2013 15:08

O missionário da esperança

Escrito por

Por Monica Gugliano | Publicado no site do Valor Econônmico, de Petrópolis

Aos poucos o sol ardido e o calor vão ficando para trás. A vegetação da Serra do Mar surge e, com ela, o ar flui fresco e úmido nos pulmões. O conjunto de pedras gigantes e azuis da serra acompanha o caminho que, serpenteando em curvas cada vez mais estreitas e sinuosas, leva ao distrito de Araras, em Petrópolis. É rápida a viagem entre o Rio e a cidade onde d. Pedro II mandou construir seu palácio de verão. Menos de uma hora. Seguindo as instruções de um mapa, o motorista sai da pista principal no km 65. Dali, o carro deve seguir uma reta até ver a placa pendurada na porta, indicando a entrada do Restaurante Trigo. Imerso na mata, o restaurante funciona em uma casa com vários ambientes internos e uma agradável área externa coberta. O teólogo, filósofo e ex-frade franciscano Leonardo Boff já está acomodado em uma mesa quadrada, de madeira maciça, nesse lado de fora, bebendo uma caipirinha de lima com vodca. Com a entrada dos repórteres, levanta-se, sorri e brinca: "Foram pontuais, não?"

"São 13h30", Boff volta a brincar: "Vocês sabem que as crianças me confundem com Papai Noel? Não há criança que não me diga isso. E eu sempre digo que sou o irmão de Papai Noel". É indiscutível a semelhança física entre o teólogo e a imagem do velhinho que distribui presentes na noite de Natal. Aos 75 anos, Boff é um senhor de cabelos completamente brancos, lisinhos e despenteados com absoluta naturalidade. Tem uma barba longa, também branca, e usa pequenos óculos com armação retangular e prateada. Veste uma camisa verde-clara, uma calça de veludo verde-escura, usa sapatos esportivos e suspensórios. E, neste começo de tarde cálido e luminoso na serra, está com pressa. Não para terminar a entrevista. Mas para começar a falar e contar a novidade: "O papa Francisco pediu que lhe enviasse alguns textos meus sobre ecologia e o livro que escrevi e está sendo lançado agora. Ele quer ler o material nos dias em que ficará no Brasil".

O livro é "Francisco de Assis e Francisco de Roma - Uma Nova Primavera na Igreja?" Em 72 páginas, analisa as primeiras palavras e gestos de Francisco nestes quatro meses de pontificado. E, embora o título termine com uma pergunta, Boff tem poucas dúvidas de que a Igreja Católica, depois da eleição do "papa que veio do fim do mundo", está entrando na primavera e nunca mais será a mesma. "Francisco pode, literalmente, ser o papa do fim deste mundo. Deste mundo que privilegia o material, que sacrifica e martiriza povos inteiros. Ele é o papa da ruptura", afirma.

Foi ao tornar-se franciscano que Genezio Darci Boff recebeu o nome Leonardo. "Estava tão nervoso que só três horas depois da cerimônia percebi que meu nome tinha trocado." Ele nasceu em 14 de dezembro de 1938, em uma família com mais dez irmãos, filhos de Mansueto e Regina, que viviam em Concórdia, município na região do Alto Uruguai, oeste de Santa Catarina. Ao saber que o cardeal argentino, o jesuíta Jorge Mario Bergoglio, escolhera o nome Francisco, Boff exultou: "Ele mostrou que é um pastor e, como já percebemos, dedicará seu papado à pobreza, à humildade, aos rejeitados socialmente. Não quer ser chamado de Santidade. Conduzirá a igreja ao lado do povo. A igreja precisa ser um lar espiritual".

Os textos e o livro com dedicatória foram entregues ao cardeal arcebispo do Rio, d. Orani Tempesta, que os faria chegar ao papa. Boff conheceu o padre Bergoglio em 1970, em um congresso sobre espiritualidade. Mas a curiosidade pelo material foi despertada em Francisco por uma grande amiga em comum entre ele e Boff, a teóloga argentina Clelia Luro, de 85 anos, que mora em Buenos Aires.

Com nossos pensamentos, via Comunidades Eclesiais de Base, estou convencido de que ajudamos a criar algo mais democrático

Na década de 60, Clelia, divorciada e mãe de quatro filhas, casou-se com o bispo argentino Jerónimo Podestá. Ele renunciou meses depois. Mas o caso escandalizou o clero argentino na época. Podestá foi isolado completamente da vida social. Um dos poucos que falavam com ele era Bergoglio, que foi fiel até o fim da vida do amigo, a quem deu a extrema-unção. Boff, por sua vez, fez a apresentação do livro "Las Cartas de Clelia y Jerónimo Podestá", em que ela resgata a correspondência trocada com o marido, com organizações sociais e com o próprio Bergoglio. "Francisco, carinhosamente, a chama de 'bruja' [bruxa em espanhol], porque quando ele foi a Roma, para a eleição do papa, ela avisou: 'Compra só a passagem de ida. Serás eleito e não vais voltar'".

A conversa já passava de meia hora, quando Boff lembrou que a entrevista seria publicada na seção "À Mesa com Valor" e, portanto, comentou: "Nós viemos comer, não? Vamos pedir alguma coisa? Afinal, a entrevista não é para a seção à mesa vazia". Primeiro, as bebidas. Ele recomenda a "espetacular" caipirinha de lima com vodca. Fotógrafo e repórter pediram uma - com dois canudinhos para dividir o copo bem generoso -, um refrigerante e um suco de laranja. Entre as opções de entrada, o convidado assegurou que não havia forma de resistir aos bolinhos de mandioca recheados com carne-seca. Confirmados os bolinhos, são escolhidos também dois rosbifes com molho de laranja e uma truta grelhada com molho de ervas. Os acompanhamentos arroz, salada, purê de abóbora e batata "rösti" serão "socializados" entre todos.

Com o pedido do almoço garantido, Boff retoma a conversa sobre Francisco. O teólogo não crê que o interesse do papa pelo livro e até a possibilidade de um encontro - que chegou a ser cogitada durante esta semana que Francisco passa no Brasil - signifique uma aproximação mais consistente com a Teologia da Libertação. E faz questão de deixar muito clara essa certeza. "A agenda era difícil. O mais importante para ele é encontrar o povo. Mas não pense que ele queira falar comigo. Enquanto viver o papa Bento XVI, encontrar-me seria uma desfeita a ele, criaria um constrangimento... Francisco não deve me convidar. É uma questão de política eclesiástica. Entendo e respeito. Fico contente que ele tenha pedido o livro e queira ler."

Mais importante do que o encontro, observa Boff, é o fato de Francisco dar sinais de reconhecer uma geração de teólogos latino-americanos, cujos pensamentos deram origem à Teologia da Libertação. "Francisco sabe que aqui está a prata da casa." Nascida nos anos 60, a Teologia da Libertação arrebatou religiosos no mundo inteiro. Vivia-se o auge da Guerra Fria e o planeta se dividia entre a influência da ex-União Soviética e a dos Estados Unidos. Na América Latina era um período da história em que ditaduras militares dominavam o continente. Contrapondo-se ao clero conservador, os seguidores da Teologia da Libertação defendiam uma igreja militante, voltada aos pobres, aos desassistidos e aos oprimidos políticos. Eram combatidos pelos que criticavam as teses, consideradas afinadas demais com os pensamentos defendidos pela esquerda.

Boff escolhe os pratos: feliz porque o papa pediu para ler seus textos sobre ecologia e o novo livro.

Não foram poucos os padres e freiras que se envolveram em lutas, nas cidades e no campo, contra regimes totalitários em países como Brasil, Nicarágua e El Salvador. Entre eles estavam o teólogo peruano Gustavo Gutiérrez, considerado o fundador do conceito Teoria da Libertação, Frei Betto e o próprio Boff. "Somos dessa geração de resistência, de oposição aos regimes ditatoriais, comprometida com a libertação dos pobres, resistimos às ditaduras. Com nossos pensamentos, via Comunidades Eclesiais de Base e outros, estou convencido de que ajudamos a criar algo mais democrático. Nosso projeto nunca foi o socialismo nem uma igreja marxista, como dizem. Isso era uma ilusão", afirma. E o que era? "Pensamos sempre numa democracia que tivesse expressão popular e fosse na linha do pensador português Boaventura de Sousa Santos: começa na família, marido e mulher, passa para as escolas, os sindicatos, os partidos, e chega ao governo. Porque, fundamentalmente, democracia é participação."

A Teologia da Libertação ou Igreja da Libertação, como prefere Boff, chegou ao século XXI sem a relevância que teve em outros tempos. Em parte porque foi duramente combatida pelo Vaticano, em especial depois da eleição de João Paulo II, fervoroso anticomunista, em parte pelas mudanças que aconteceram no mundo a partir da queda do Muro de Berlim. Antes disso, porém, Boff e outros religiosos já tinham sido inquiridos e silenciados. Em 1984, o então frade Leonardo Boff foi submetido a um processo por causa das teses e ideias que defendera no livro "Igreja: Carisma e Poder", publicado em primeira edição em 1981. Os 13 ensaios tratavam da inflexível hierarquia da Igreja Católica, dos dogmas, do conservadorismo, e o Vaticano reagiu. Em 1984, o então prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé (ex-Santo Ofício), cardeal Joseph Ratzinger - que viria a ser o papa Bento XVI -, interrogou Boff, sentado na mesma cadeira na qual Galileu Galilei, em 1616, foi repreendido por defender que a Terra girava ao redor do Sol. Ratzinger tinha sido colega e amigo de Boff.

A primeira condenação ao teólogo brasileiro previa um "silêncio obsequioso". A segunda, já na década de 90, determinava que deveria deixar de lecionar teologia, era proibido de dar entrevistas e recomendava que fosse para algum país como Filipinas ou Coreia do Sul por uma temporada. Ele se recusou a aceitar e deixou, sem arrependimento, a Ordem dos Frades Menores, fundada por São Francisco de Assis, à qual pertencia desde 1959.

Essa desavença tão profunda com Ratzinger, acredita Boff, é hoje o principal entrave para a reconciliação. Afinal, como poderia o papa Francisco resgatar mais de 500 teólogos silenciados no mundo inteiro por "essa máquina de controle e punição" sem afrontar seu antecessor, ainda vivo? "Não creio que isso possa acontecer", diz, desviando o olhar para o garçom, que chega com os quatro bolinhos de mandioca. São visivelmente crocantes e, abertos ao meio, exibem o cremoso recheio de carne-seca. Boff escolhe um e cobre o petisco com uma generosa porção de pimenta. "Vamos comer, gente. Isto é muito bom. Muito boa também é a pimenta. Sou um homem da pimenta." E aí surge um dilema: se os bolinhos são quatro e os comensais à mesa, três, sobrará um. Quem vai ficar com ele? O teólogo resolve: "Vamos deixar com a repórter. Damas sempre têm preferência".

Boff come rápido o bolinho e a conversa faz um desvio de curso da religião para os partidos políticos. Embora ligados ao PT que ajudaram a fundar, religiosos como Boff preferiram não entrar oficialmente na sigla. Achavam, recorda ele, que o partido, fundado em fevereiro de 1980, seria uma arma para estabelecer no Brasil um regime democrático. Nem tudo foi como eles imaginavam. E uma década de PT no poder - oito anos com Luiz Inácio Lula da Silva e dois com Dilma Rousseff na Presidência da República - semeou decepções. "A cúpula que está no poder fez uma opção, que considero equivocada, e eles estão pagando o preço disso. Em vez de buscar apoio da sociedade, das comunidades, se apoiaram nos parlamentares com as alianças. Sabemos que, no Brasil, as alianças nunca são feitas em nome de um projeto, mas em nome de negociatas, de trocas, de vantagens. Esse PT se corrompeu. Nossa democracia é quase farsesca."

Mesmo assim, ele preserva Lula, que considera um homem perspicaz, com discurso correto e a palavra certa. O partido, porém, terá que mudar se quiser continuar governando, segundo ele. "O PT se apresenta como uma resposta ao Brasil que queremos. É um equívoco. O Brasil que queremos é muito mais do que o PT pode apresentar."

A decepção com os partidos políticos e os governantes, acredita Boff, ajudou a encorpar o caldo dos protestos e manifestos que tomam conta do país há mais de um mês. Na sua opinião, esse povo não quer mais o atual modelo de "participação subordinada". Pessoas que, nas suas palavras, já não têm fome de pão, mas de cidadania, transporte, saúde, educação, direitos reconhecidos e dignidade. "Dizem que o Brasil incorporou uma população do tamanho da Argentina ao consumo. É fato. Mas é preciso mais. As pessoas querem uma vida simples e digna." E é aí que entra o encanto por homens como Francisco. "Um papa vindo da periferia do mundo é festejado porque mostra que está ao lado dessas pessoas, reforçando esse modelo de vida inspirado em São Francisco de Assis. É um papa que nos traz um projeto ousado e sinaliza as profundas transformações que devem inaugurar o terceiro milênio da Igreja Católica."

Boff termina a caipirinha e o garçom reaparece com o almoço. "Sou carnal e carnívoro, como todo bom franciscano", define-se o teólogo, festejando o prato. O rosbife ao molho de laranja está finamente fatiado. O teólogo põe um pouquinho de cada um dos acompanhamentos, pica tudo e empresta o prato para a foto. "Você sabe que as pessoas dizem: 'Comeu como um frade'." A comida, os temperos e o molho da salada são o tema da conversa, quando chega Maria de Miranda, jovem filha dos donos do restaurante, Marco Antônio de Miranda e Beatriz Simões Lopes de Miranda, a Bia. A família é amiga de Boff, que frequenta com assiduidade o local inaugurado há 30 anos.

Leo Pinheiro/Valor / Leo Pinheiro/ValorCom Miranda, dono do Trigo e fotógrafo parceiro em livro ecológico: "Temos que cuidar da Terra".

Pouco depois, chega Marco Antônio. Ele é fotógrafo e com Boff publicou um livro chamado "Terra América". São as imagens de uma viagem pelo continente americano, de polo a polo. O teólogo escreveu os textos, em que fala de uma de suas maiores preocupações: a preservação da Terra e da natureza.

"Temos que cuidar da Terra. Ela pode continuar sem nós, coberta de cadáveres. Não poderemos viver sem ela." Ele participou do grupo envolvido no estabelecimento da "Carta da Terra", aprovada pela Unesco em 2008 e adotada pela ONU. O documento faz uma análise da situação do planeta e defende uma aliança global que evite a destruição da natureza e da diversidade da vida. "Sinto que o papa Francisco está sinceramente preocupado com essa questão. Não acho impossível que ele pense numa encíclica sobre o tema. Antes disso, no entanto, o papa terá que enfrentar as reformas na Cúria Romana e, principalmente, a do papado, que já começou a fazer."

Bia convida os repórteres para conhecerem melhor o lugar. O sítio era do avô, que há 80 anos plantou na entrada o abeto cujos galhos mais altos hoje parecem encostar no céu. A casa fica onde era a cocheira. As janelas são coloniais, há várias salas, lareira e uma decoração com peças simples, rústicas. Na porta de entrada, uma linda lanterna, dessas que enfeitam as festas juninas. "As festas já passaram e fico com pena de tirar." O teólogo e a mulher, Márcia - com filhos e netos que vão e voltam -, moram desde 1998 em um condomínio a poucos metros do restaurante. O lugar é privilegiado. A brisa sopra com suavidade, os passarinhos cantam e pequenos lagartixas correm de um lado para outro das paredes. Mas Boff passa quase a maior parte do tempo viajando. São conferências, visitas e aulas como as que ele marcou para esta semana em Santa Catarina e o manterão fora do Rio durante a Jornada Mundial da Juventude.

O convidado abre mão da sobremesa e pede o café. Os repórteres dividem uma torta de nozes, coberta por creme fresco. As calorias valem a pena. Chegam os três cafés e a fumaça do cigarro de Bia traz uma curiosidade: "O senhor fuma?" O teólogo responde que nunca fumara cigarros, mas já sucumbira diante dos charutos Cohiba enviados de Havana por Fidel Castro. "Eu fumava um e os demais trocava por aqueles Oxóssi, que são usados nas macumbas. Valia a pena. Os Cohibas são caríssimos", conta, dando risadas.

No alto da serra, mais cedo do que nas planícies, o sol começa a desaparecer atrás das montanhas. A temperatura cai. O fotógrafo pede a Boff que fique na entrada do restaurante para mais fotos. O senhor de barbas brancas tem quatro próteses nas pernas e alguma dificuldade para andar. Mas não recusa o pedido. Posa aqui, posa lá. A lua já está no céu quando volta para a mesa. Mais um café? Sim. O garçom recolhera quase tudo. O copo de caipirinha que os repórteres pretendiam dividir, no entanto, ainda está por ali e quase cheio. Boff, então, faz o "sacrifício" e bebe.

Formado em filosofia, teologia e doutorado na Universidade de Munique, na Alemanha, Leonardo Boff já escreveu 93 livros e passou pelas mais importantes instituições de ensino do mundo. De uns tempos para cá, entretanto, pensa em uma vida não tão intensa. "Vou completar 75 anos. Sou oficialmente velho. Quando nos sentimos velhos, precisamos começar a planejar que temas abordar, que obras escrever ainda e como arredondar o pensamento. Meu tempo físico está se acabando." Boff acha que chegou a hora de as novas gerações levantarem as bandeiras que foram erguidas por sua geração. Um discurso, de certa forma, no mesmo tom do primeiro pronunciamento oficial no Brasil do papa Francisco, que disse: "A juventude é a janela pela qual o futuro entra no mundo e, por isso, nos impõe grandes desafios. A nossa geração se mostrará à altura da promessa contida em cada jovem quando souber abrir-lhes espaço".

A tarde e a torta de nozes acabaram. É difícil terminar a conversa com esse professor de fala pausada e clara, apesar de estar na hora de descer a serra e voltar para o Rio. É possível, porém, uma pergunta ainda: o senhor deixou o sacerdócio, mas diz nunca ter se afastado da igreja. O senhor é um homem de fé. Em um mundo com tantos dramas sem explicação, o que é a fé?

"A fé é uma esperança daquilo que vai acontecer. É uma convicção sobre as coisas invisíveis. A fé é uma espécie de aposta, na linha de Pascal [o matemático e físico Blaise Pascal]. Ele teve uma crise existencial e se converteu ao cristianismo. Dialogando com os ateus da época, os iluministas, disse: 'Faço uma aposta. Crer é apostar. Se você aposta que Deus existe, tem tudo a ganhar, a eternidade etc. Se você apostar que Deus não existe, não tem problema, não perde nada. Então, é melhor acreditar que ele existe. Não se perde nada'."

Como inspirar as pessoas com uma comunicação que constrói, que contribui para abrir novas possibilidades? Esta é a pergunta-tema do diálogo que será conduzido pela Rede Imagens e Vozes da Esperança (IVE) com jornalistas, publicitários, artistas, intelectuais, editores, designers, estudantes, entre outros, nos dias 31 de agosto e 1º de setembro, em Pernambuco.

O evento, realizado pela primeira vez no Nordeste, acontece no Convento da Conceição, na Rua Bispo Coutinho, no Alto da Sé, em Olinda. No primeiro dia o diálogo acontece das 10h às 20h e no segundo das 10h às 13h, tendo como facilitadoras a inglesa Denise Lawrence e a brasileira Nádia Rebouças.

Lawrence é bacharel em filosofia e línguas modernas pela Universidade de Kent e trabalhou na década de 70 na BBC e na Canadian Broadcasting em Londres, e desde então se associou à Brahma Kumaris. Co-produziu e dirigiu 100 programas de TV e documentários sobre valores e espiritualidade, sendo hoje conselheira de assuntos acadêmicos para a Brahma Kumaris Educational Society, na Índia.

Rebouças é especialista em comunicação e diretora da Rebouças Associados, trabalhando com planejamento e gestão da comunicação integral para transformar organizações e a sociedade, disseminando conceitos de desenvolvimento humano e responsabilidade socioambiental. Foi coordenadora da campanha Ação da Cidadania do sociólogo Betinho e criou a campanha “Onde você guarda o seu racismo”. Também atuando como professora de Planejamento de Marketing e Comunicação na PUC-RJ e FGV.

Realizado pela Brahma Kumaris, o evento contará com tradução consecutiva realizada pela socióloga Luciana Ferraz, diretora nacional da organização. O investimento no evento é de R$ 150,00, dando direito a almoço, jantar, coffee breaks e materiais.

Para se inscrever é necessário fazer o depósito na Conta Corrente do Itaú de número 46437-3, agência 0874, em nome do Centro Raja Yoga Brahma Kumaris. E confirmar a inscrição através do e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. , anexando a ficha de inscrição preenchida e o comprovante do depósito digitalizado.

Para os participantes de fora de Pernambuco são dadas três opções de hospedagem: Convento da Conceição (81- 3429.3108), Pousada Bela Vista ou Pousada São Francisco.

Para pautas e entrevistas favor contatar Eliane Rangel (81-3429.4550) O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

IVE - O Imagens e Vozes de Esperança é um diálogo global que reúne profissionais de mídia e comunicação para refletir sobre o impacto do seu trabalho na sociedade e fortalecer o papel da mídia como agente de benefício do mundo. Foi fundado em Nova York, em 1999, como uma iniciativa da Brahma Kumaris World Spiritual Organization, do Center for Advances in Appreciative Inquiry e da Visions of a Better World Foundation. É promovido globalmente pelo Images & Voices of Hope e, no Brasil, pela Organização Brahma Kumaris.

BRAHMA KUMARIS – É uma organização internacional sem fins lucrativos que trabalha por uma mudança positiva em todos os setores da sociedade. Estabelecida na Índia em 1937, hoje conta com cerca de 8500 filiais em 120 países. Possui status consultivo no Conselho Econômico e Social das Nações Unidas. Recebeu sete prêmios Mensageiro da Paz da ONU.

Terça, 06 Agosto 2013 13:34

Ter amigos ajuda a evitar dívidas, diz pesquisa

Escrito por

Por Vitor Moreira, do Consumidor Moderno Consciente

Ao que parece, ser uma pessoa isolada não afeta apenas o lado emocional e o físico de um indivíduo, mas pode também mexer com suas finanças. De acordo com um estudo liderado por Rod Duclos, professor assistente de marketing da Universidade de Ciência e Tecnologia de Hong Kong, pessoas excluídas tendem a tentar reconstruir suas conexões sociais através do dinheiro.

“Sociedades modernas são sistemas sociais complexos nos quais as pessoas obtêm o que querem através de dois principais meios, popularidade e dinheiro”, diz Duclos. O professor apresentou as novas informações juntamente com descobertas publicadas recentemente num estudo sobre o assunto na reunião anual da American Psychological Association, que aconteceu nessa semana no Havaí.

A pesquisa indica que quando as pessoas não se sentem conectadas com outras, elas normalmente tentam “comprar” satisfação, algo que as complete. Estudos anteriores já indicavam que esse tipo de situação leva indivíduos a comprarem produtos que simbolizam uma conexão com outros, como materiais com logos de time ou marcas que implicam status e certa popularidade perante a sociedade. Um dos experimentos, feitos com 35 estudantes, aponta também que quanto maior o sentimento de rejeição, maior é a ideia de que o dinheiro pode resolver problemas.

Já em outro levantamento, esse realizado com a abordagem aleatória de pessoas nas ruas de Hong Kong, indicou que pessoas que se sentem isoladas tendem também a se aventurar em investimentos mais arriscados, além de estarem mais propensas a gastar dinheiro em apostas, como loteria e cassinos. De acordo com Rod Duclos, essa tendência é explicada pelo fato de que quem se sente desconectado prefere aplicar seu dinheiro em coisas que podem gerar uma aceitação social maior, analisando o cenário dmaneira menos racional.

“A partir dessas descobertas, os consumidores podem querer evitar importantes decisões financeiras depois de um término de relacionamento ou de algum conflito com amigos”, reforça Duclos. “Por outro lado, consultar um amigo ou algum tipo de apoio social serviria para combater sentimentos de solidão”, acrescenta o professor. Por essas e outras, estar bem com as pessoas ao nosso redor não só ajuda a nos sentirmos incluídos, mas pode nos livrar das dívidas.

* Com informações da Time

 As exibições acontecerão na Livraria Cultura do Paço Alfândega, nos finais de semana, com entrada gratuita

Em agosto, quem gosta filmes de animação terá um bom motivo para sair de casa. Começa neste sábado (03), na Livraria Cultura do Paço Alfândega, o “Festival de Animação Espanhola Contemporânea”. As exibições acontecerão dias 3, 04, 10, 17 e 24 de agosto, sempre às 16h, com entrada gratuita e vagas limitadas à lotação do auditório.

A iniciativa do Instituto Cervantes mostra um apanhado do que há de mais recente na produção espanhola de animação, com filmes premiados que exibem diferentes propostas visuais e dão uma boa ideia da pluralidade e riqueza deste estilo.  Há propostas tanto para o público infantil, com figuras do imaginário mágico e criaturas fantásticas como para jovens e adultos. Animações que são adaptações de quadrinhos tradicionais contrastam com musicais e documentários.

Dentro da programação, há dois filmes dirigidos ao público infantil que se apresentam em obras bem diferentes. A adaptação livre de “O Bosque Animado (2001)”, vem do imaginário mágico da Galícia, onde estão diferentes personagens que são invisíveis aos olhos depredadores do ser humano em sua louca vida moderna e “Noturna (2007)”, procedente da indústria de animação catalã, que situa o espectador no espaço fantástico da noite, onde vivem criaturas capazes de resolver o impossível.

Além destes, os espectadores do festival poderão apreciar a perfeita união entre desenhistas e cinema, que vem da adaptação dos quadrinhos para a animação, também apresentada em duas propostas recentes, focadas no público adulto. Primeiro, Chico & Rita (2010), trabalho conjunto de Fernando Trueba e Javier Mariscal, que criaram uma história musical ambientada na cidade de La Habana, movida a jazz. Por outro lado, a adaptação ao cinema de “Rugas (2011)”, de Paco Roca, desenhista de tiras publicadas em jornal e nos quadrinhos tradicionais, que aborda, através de seus desenhos, temas cruciais da vida adulta.

E para unir os dois mundos, do cinema e animação, o documentário “Maria e Eu (2010)”, passa pela convivência e vida do desenhista Miguel Gallardo e sua filha Maria. O filme propõe um olhar cruzado entre o testemunho que levou o desenhista a relatar sua história e sua forma de explicar o transtorno autista.

Com exceção da animação de estréia, Chico & Rita, recomendado para maiores de 14 anos, todos os outros filmes têm indicação livre.

A livraria Cultura fica na Rua Madre de Deus, s/n, Paço Alfândega, Bairro do Recife. Maiores informações através do telefone: (81) 2102-4033.

A animação espanhola hoje - O cinema de animação vem sendo uma das revelações do cinema espanhol contemporâneo. Além da presença dos técnicos espanhóis em boa parte das grandes produções norte-americanas de animação, a indústria espanhola vem elaborando suas próprias propostas, muitas vezes voltadas para os menores, mas que vem ganhando cada dia mais espaço junto ao público adulto. Graças à reaparição dos antes chamados “desenhos amimados” as salas recuperaram esses ambiente de cinema para todos os públicos, reunindo as famílias em torno de histórias que nos transportam ao mundo da fantasia.

A animação espanhola também estabeleceu seu lugar no mundo através de habituais co-produções com outros países e produtoras, que asseguram parte do financiamento antes de começarem qualquer projeto e vêm se fortalecendo convencidas, principalmente, de que a ampliação da animação é uma das possibilidades mais fortes do cinema do futuro. Trata-se de um cinema que consolida sua imagem internacional e legítima, sua presença como cinema, sem mais adjetivos.

Muitos festivais espanhóis generalistas vêm abrindo sessões monográficas para apresentar obras de animação, como o Festival de Gijón e o Festival de Cine de Málaga. Dois exemplos recentes de grande repercussão, que serão exibidos no Festival de Animação Espanhola Contemporânea, explicam a diversidade da presença pública dos filmes de animação fora dos âmbitos especializados. Em primeiro lugar, o filme de Fernando Trueba e Javier Mariscal, Chico & Rita (2010), que partiu rumo ao Oscar. E em segundo, a adaptação ao cinema da novela gráfica de Paco Roca, Arrugas (2011), que ganhou um Goya por melhor roteiro adaptado, toda pompa para um filme que passa longe da proposta convencional de ficção.

SERVIÇO:

Festival de Animação Espanhola Contemporânea

Dias: 3,04, 10, 17 e 24 de agosto de 2013.

Horário: 16h

Lugar: Livraria Cultura (Auditório)

R. Madre de Deus, s/n Paço Alfândega  Bairro do Recife – (81) 2102-4033

Entrada Gratuita

Lotação 107 lugares

Tdos os filmes serão exibidos com legendas em português

PROGRAMAÇÃO:

03/08/2013 (sábado)

Chico & Rita Espanha, 2010. Animação. 90 minutos

Direção: Tono Errando, Javier Mariscal y Fernando Trueba

Classificação etária: 14 anos

Na Cuba de finais dos anos quarenta, Chico & Rita vivem uma apaixonada história de amor. Chico é um jovem pianista apaixonado por jazz, e Rita sonha em ser uma grande cantora. Desde que se conheceram em uma festa, num clube de “La Habana” o destino lhes une e lhes separa, como se fossem personagens de um bolero.

Prêmios: Goya (2010): Melhor filme de animação; Oscar (2011): Melhor longa-metragem de animação ; Prêmios do Cinema Europeu (2011): Melhor longa-metragem de animação ; Festival de Annecy (2011): Prêmio FNAC ao Melhor longa-metragem ; Prêmios Annie (2011): Melhor filme ; Prêmios Gaudí (2011): Melhor filme de animação e música original ; Prêmio José María Forqué (2011): Melhor longa-metragem de animação

04/08/2013 (domingo)

Noturna – Uma aventura mágica Espanha/França, 2007. Animação. 80 minutos

Direção: Adrià García, Victor Maldonado

Classificação etária: Livre

Um súbito apagão de estrelas ameaça em deixar a noite desaparecida na mais profunda escuridão. Tim, um menino assustado, que vive em um orfanato, se encherá de coragem para resolver esse desastre enfrentando sua própria sombra, fruto de seus medos. Para conseguir esse feito, Tim mergulhará em uma emocionante aventura através de Noturna, um mundo paralelo que surge todas as noites ao dormirmos. 

Prêmios: Goya (2007): Melhor filme de animação;  Festival de Annecy (2008): Sessão Oficial de longa-metragems a concurso.

10/08/2013 (sábado)

Rugas Espanha, 2011. Animação. 90 minutos

Direção: Ignacio Ferreras

Classificação etária: Livre

Emilio e Miguel são dois senhores reclusos em um asilo. Emilio acaba de chegar à residência em estado inicial de Alzheimer e será ajudado por Miguel e outros companheiros para não terminar no andar superior do asilo, o temido andar dos assistidos, que é como chamam os desajuizados. Seu plano maluco acaba trazendo momentos divertidos e ternos ao dia-a-dia da residência. Rugas é um longa em 2D baseado no aclamado quadrinho de mesmo título de Paco Roca, que recebeu o Premio Nacional de Comic em 2008.

Prêmios: Goya (2011) - Melhor filme de animação e melhor roteiro adaptado; Prêmios do Cinema Europeu (2012) - Melhor filme de animação; Prêmios Annie (2011) - Melhor filme.

17/08/2013(sábado)

Maria e Eu España, 2010. Documentário e Animação. 76 minutos

Direção: Félix Fernández de Castro

Classificação etária: Livre

Animação e documentário. Maria vive com sua mãe, May, nas Ilhas Canárias, a 3000 km de Barcelona, onde vive seu pai, Miguel Gallardo. ÀS vezes Miguel e Maria viajam juntos de férias e desta vez irão passar uma semana em um resort no sul de Gran Canária. Esta é a história de uma viagem, e, sobretudo um relato original e cheio de humor, ironia e sinceridade sobre como se convive com uma deficiência, o autismo.    

Prêmios: Goya (2010): Melhor documental

24/08/2013 (sábado)

O bosque animado Espanha, 2001. Animação. 82 minutos

Direção: Ángel de la Cruz y Manolo Gómez

Classificação etária: Livre

Enquanto o ocioso senhor D’Abondo e seu criado Rosendo atravessam a misteriosa e frondosa Fraga de Cecebre, o criado suspeita que as árvores têm vida.  Assim é na realidade, já que, quando se afastam, a natureza se transforma e árvores e animais vivem em alegre e animada harmonia. Entretanto, a mão do homem, que tudo modifica, trará ao bosque a desordem e a infelicidade. 

Prêmios: Goya (2001) - Melhor filme de animação e canção original.

De acordo com o médico e pesquisador Luiz Antonio Machado César, do Instituto do Coração - InCor, do Hospital das Clínicas – HC da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – FMUSP, o café não faz mal à saúde se tomado em quantidades moderadas e habituais, ou seja, até quatro xícaras ao dia. Ele avalia os efeitos do café sobre variáveis que envolvem o sistema cardiovascular para saber os efeitos da bebida na pressão arterial e no coração de pacientes que já têm doenças coronárias.

Segundo o médico, considerando os estudos recentes, não há evidências de que o café seja ruim para pessoas com problemas no coração. Os estudos vêm sendo desenvolvidos há quatro anos na Unidade Café e Coração, instalada no InCor, por meio de parceria com o Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café. A pesquisa analisou o comportamento de mais de cem pessoas por meio de diferentes baterias de exames feitos periodicamente com pacientes que tomavam café.

Luiz Antonio Machado César é graduado em Medicina pela FMUSP (1976) e doutor em Medicina, na área de Cardiologia, também pela USP(1989). Defendeu sua Livre-Docência em 1996. Desde 2002, é professor associado de Cardiologia dessa mesma Universidade. Foi diretor da Emergência do InCor de 1985 a 1994 e da Unidade Coronariana do Hospital Sírio Libanês de 1994 a 2002. É diretor da Unidade de Coronariopatias Crônicas do InCor desde 1998. Tem experiência na área de Medicina, com ênfase em Cardiologia e principalmente nos seguintes temas: doença aterosclerótica coronária, doença coronária, infarto agudo do miocárdio e aterosclerose.

Saiba, nesta entrevista realizada pela Embrapa Café, o que pensa Luiz Antonio sobre os benefícios do café para o coração. Ele acredita que, para diminuir o desconhecimento e o preconceito das pessoas em relação às propriedade da bebida, os resultados das pesquisas científicas e sua divulgação são excelentes aliados.

Embrapa Café: Como foi feita a pesquisa que trata dos efeitos do café sobre variáveis que envolvem o sistema cardiovascular?

Luiz Antonio: O estudo foi feito da seguinte forma: convocam-se pessoas saudáveis e pessoas com doenças coronarianas. Antes do início das análises, todos os voluntários são proibidos de ingerir cafeína durante três semanas. Então, uma bateria de exames é feita com cada paciente: testes de esteira, exame do Holter, monitoramento da pressão arterial e dosagens de sangue. Em seguida, é realizado um sorteio. Alguns pacientes são selecionados para beber café de torra clara; outros, para beber café de torra mais escura. Cada um recebe uma cafeteira com café e recebe orientações de preparo da bebida. Durante quatro semanas, cada voluntário toma de três a quatro xícaras de café por dia. Em seguida, voltam ao consultório e repetem todos os exames. Agora, os pacientes que haviam tomado o café de torra mais escura devem repetir o mesmo procedimento, durante quatro semanas. Só que, dessa vez, ingerindo café de torra mais clara. E vice-versa. Todos os voluntários retornam ao consultório e repetem todos os exames.

EC: O que mostram os resultados?  

LA: Os resultados mostram que tomar café não faz mal. O café de torra clara tem leve tendência a aumentar a pressão arterial. Já o café de torra escura não causou nenhuma alteração na pressão. Houve discreto aumento no colesterol ruim e também no colesterol bom. Observou-se também que, depois de ingerir café, as pessoas normalmente conseguiam andar mais na esteira. Além disso, estudos epidemiológicos realizados pelo Instituto do Câncer americano avaliaram mais de 400 mil pessoas, durante o período de 20 anos. Os resultados, publicados no New England Journal of Medicine, uma das revistas de maior impacto na América, mostram que os pacientes com câncer que tinham o hábito de tomar café morreram menos do que aqueles que não ingeriam a bebida.

EC: O que motivou a pesquisa? Qual é a idade média das pessoas que participaram do projeto?  

LA: No século passado, algumas pessoas acreditavam que o café trazia malefícios à saúde, podendo aumentar a pressão sanguínea, causar arritmia e até mesmo provocar infartos. A partir de 2000 e 2001, estudos começaram a comprovar que tais crenças não possuíam base científica. Estudos recentes sugerem que os diabéticos que tomam café morrem menos do que os diabéticos que não tomam. Além disso, não há evidência alguma que comprove a relação entre o consumo de café e a ocorrência de infartos. Por isso, foi LA: criada uma unidade de pesquisa sobre café e coração no InCor, com programação de estudos a serem feitos ao longo de anos. Os estudos clínicos são financiados pelo Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café. A média de idade dos voluntários varia entre 53 e 54 anos. Cerca de 60% dos pacientes eram saudáveis e 40% possuíam doenças coronárias. Todos eles obtiveram respostas muito similares.

EC: Como essa pesquisa está atualmente? E as perspectivas futuras?  

LA: Fechamos os grupos de estudos com café arábica e com blends (composição de grãos diferentes). Ainda falta estudar os efeitos do café descafeinado e do café expresso. Gostaríamos também de fazer testes com pessoas diabéticas, mas sem incluir pessoas que tomem remédio para diabetes.

EC: O InCor possui parcerias com instituições?  

LA: Sim, temos parceria científica com a Universidade de São Paulo, na Faculdade de Saúde Pública, e estamos em fase de contato com a South University, na Georgia, Estados Unidos. Além disso, atuamos em colaboração com a rede de hospitais D’Or, do Rio de Janeiro.

EC: Há alguma restrição para a ingestão de café por pessoas com problemas de hipertensão, problemas nas válvulas mitrais ou pessoas que já passaram por cirurgias cardiovasculares, como ablação e cateterismo?  

LA: Não, não há nenhuma restrição, desde que a pessoa tome em quantidade habitual e que o paciente seja acostumado a tomar café. Entretanto, algumas pessoas são mais sensíveis a determinados tipos de alimento ou bebida. Há quem consuma cafeína e tenha taquicardia. Nesses casos, não é recomendado ingerir.

EC: No passado, um grande número de cardiologistas julgava que o café possuía apenas cafeína, desconhecendo que a bebida contém também maiores quantidades de sais minerais (2-4%), ácidos clorogênicos e quinídeos (2-4%), niacina ou vitamina PP (B3 ou ácido nicotínico) (1%) além da cafeína (1-2%) e centenas de óleos voláteis responsáveis pelo aroma e sabor da bebida. Esse pensamento mudou?  

LA: Mudou bastante. Hoje, evidências comprovam que tomar café pode ser benéfico para a saúde, mas também não é obrigatório! Pesquisas sérias concluíram que a cafeína e o ácido clorogênico induzem o indivíduo a responder melhor à sua própria insulina.

EC: Crianças com problemas cardíacos podem ingerir a bebida?

LA: Podem sim. Recomenda-se café com leite.

EC: O que se deve fazer para não ficar dependente do café?  

LA: É normal nos acostumarmos à cafeína. Entretanto, parando de tomar por um tempo, os efeitos da dependência, como dor de cabeça, incômodo e irritabilidade, logo desaparecem. Os mesmos efeitos manifestam-se em quem toma café demais. Nesses casos, recomenda-se que a diminuição da bebida seja feita progressivamente. É possível e fácil.

 

Mais sobre café e saúde - Pesquisas também têm mostrado que a bebida tem ação estimulante sobre o sistema nervoso e aumenta a atenção, a concentração e a memória de curto e médio prazo, sendo recomendado inclusive para estudantes de todas as idades. Os estudos também apontam que o café pode atuar na prevenção do câncer de cólon e reto, doença de Parkinson e de Alzheimer, apatia e depressão, obesidade infantil, diabetes tipo II, cálculos biliares e câncer de fígado, além de aumentar o estado de vigília do cérebro e diminuir a sonolência. Saiba mais sobre os resultados já alcançados no site da Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic).    

Quinta, 01 Agosto 2013 14:21

Jogos ensinam crianças sobre os perigos do crack

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Por Vagner de Alencar, do Porvir

O Brasil amarga a primeira colocação no ranking de países que mais consomem crack no mundo, aponta um estudo divulgado neste ano pela Universidade Federal de São Paulo. Enquanto os índices parecem crescer assustadoramente no país, parecem faltar iniciativas mais incisivas, sobretudo nas escolas, que trabalhem a conscientização de crianças e adolescentes. Essa preocupação levou a Secretaria de Desenvolvimento Social de Direitos Humanos do governo de Pernambuco a pedir para a Unicap (Universidade Católica de Pernambuco) um estudo científico sobre o crack. A universidade topou o desafio e decidiu ir além: criar também jogos, em parceria com a faculdade de jogos digitais, para criar games gratuitos que instruam e ajudem crianças de comunidades de baixa renda no combate ao consumo da droga, partindo de situações do dia a dia.

“Nossa intenção é servir como uma outra fonte de informação, uma outra porta de entrada que pode ter influência positiva na vida da criança. O papel da família é imprescindível para evitar que os jovens se envolvam com as drogas. No entanto, todo combate à prevenção feito hoje é pouco, precisamos que mais e mais seja feito”, afirma Lucas Alencar, 22, graduado em jogos digitais no ano passado pela Unicap e um dos criadores dos games.

A iniciativa, que surgiu por meio do Projeto de Enfrentamento ao Crack da Secretaria de Desenvolvimento Social de Direitos Humanos, foi desenvolvida por três professores e quatro universitários da Unicap, que se dividiram para realizar a pesquisa, o webdesign e a arte dos games As Aventuras de Biu Biu e Desafios da Vida. No último dia 18 de julho, os jogos educativos foram apresentados na Campus Party Recife, evento que reuniu inovações na área da tecnologia, internet e entretenimento eletrônico.

Os jogos são destinados a crianças de 7 a 11 anos e estão disponíveis gratuitamente no site da Unicap (www.unicap.br). Porém a ideia é que eles ganhem escalabilidade no estado, sendo usados em projetos sociais e organização sem fins lucrativos. Para chegar a mais estudantes, sobretudo de regiões mais vulneráveis da capital pernambucana, em parceria com a Secretaria Estadual de Educação, os jogos serão levados a escolas de regiões vulneráveis. Somente no estado, segundo levantamento do Ministério de Saúde, há mais de 30 mil usuários de crack.

De acordo com Alencar, durante a criação dos personagens, que contou com o apoio de psicólogos e outros especialistas, houve a preocupação de não retratar os personagens por meio de estereótipos. “Pensamos em não colocar, por exemplo, a figura de um traficante com essas ou aquelas características, porque as crianças poderiam associá-las ao seus pais, tios ou outros familiares. Decidimos adotar personagens neutros.”

No primeiro game, As Aventuras de Biu Biu, o jogador passeia pelas ruas de uma bairro de vila e precisar ir à padaria, levar um colega para fazer compras ou organizar um encontro com amigos no parque. Para avançar de fase, tem que driblar os chamados Senhores Cracks, que vão tentar oferecer a droga aos jogadores.

Já no segundo jogo, Desafios da Vida, os personagens fictícios João e Maria passam por diferentes estágios da vida, lidando com questões de saúde, família e estudos. Como uma espécie de analogia ao crescimento das crianças, que, primeiro, precisam se divertir no parque, depois ajudar nos afazeres de casa e, por fim, estudar para ter uma profissão. No entanto, para alcançar esses estágios, vão sendo apresentados obstáculos nos quais o jogador precisa se atentar para não se desviar de seus objetivos. “No meio do caminho, há coisas que trazem danos, uma delas é a pedra do crack. Caso o jogador toque nela, automaticamente o mouse começa a mexer com um sinal de que está fazendo algo errado, ou seja, se entrar nesse caminho pode perder o rumo de suas metas”, completa Alencar

Quinta, 01 Agosto 2013 14:17

Dez razões para consumir alimentos orgânicos

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Da EcoD

 

Os alimentos orgânicos, que dispensam o uso de agrotóxicos, ganham cada vez mais mercado no Brasil. Diversificada, a produção conta com carnes, frutas, verduras, mel, cereais, farinhas e doces, só para citar os principais exemplos.

O Ministério do Meio Ambiente listou dez motivos para consumir produtos orgânicos:

1. Evita problemas de saúde causados pela ingestão de substâncias químicas tóxicas;

2. Alimentos orgânicos são mais nutritivos. Solos ricos e balanceados com adubos naturais produzem alimentos com maior valor nutritivo;

3. Alimentos orgânicos são mais saborosos. Sabor e aroma são mais intensos – em sua produção não há agrotóxicos ou produtos químicos que possam alterá-los;

4. Protege futuras gerações de contaminação química. A agricultura orgânica exclui o uso de fertilizantes, agrotóxicos ou qualquer produto químico e tem como base de seu trabalho a preservação dos recursos naturais;

5. Evita a erosão do solo. Por meio de técnicas orgânicas, tais como rotação de culturas, plantio consorciado, compostagem, o solo se mantém fértil e permanece produtivo ano após ano;

6. Protege a qualidade da água. Os agrotóxicos utilizados nas plantações atravessam o solo, alcançam os lençóis d’água e poluem rios e lagos;

7. Restaura a biodiversidade, protegendo a vida animal e vegetal. A agricultura orgânica respeita o equilíbrio da natureza, criando ecossistemas saudáveis;

8. Ajuda os pequenos agricultores. Em sua maioria, a produção orgânica provém de pequenos núcleos familiares que tem na terra a sua única forma de sustento. Mantendo o solo fértil por muitos anos, o cultivo orgânico prende o homem à terra e revitaliza as comunidades rurais;

9. Economiza energia. O cultivo orgânico dispensa os agrotóxicos e adubos químicos, utilizando intensamente a cobertura morta, a incorporação de matéria orgânica ao solo e o trato manual dos canteiros. É o procedimento contrário ao da agricultura convencional que se apoia no petróleo como insumo de agrotóxicos e fertilizantes e é a base para a intensa mecanização que a caracteriza;

10. O produto orgânico é certificado. A qualidade do produto orgânico tem que ser assegurada pelo Sistema Brasileiro de Conformidade Orgânica coordenado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o que garante ao consumidor que está adquirindo produtos mais saudáveis e isentos de qualquer resíduo tóxico.

Quinta, 01 Agosto 2013 14:05

Concurso premia sugestões sobre coleta seletiva

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Quais sugestões você daria para solucionar a questão do lixo urbano em seu bairro? Para buscar essas respostas e despertar o cuidado da comunidade em relação ao meio ambiente, a Faculdade dos Guararapes (integrante da rede internacional de universidades Laureate) está realizando o concurso cultural chamado “Coleta Seletiva em sua região”. Para participar, basta enviar a solução para o e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. , contendo no máximo 500 palavras, até esta sexta-feira (2 de agosto). O primeiro colocado ganhará uma bolsa de estudo de 30% no curso de Ciências Biológicas. O resultado do concurso será divulgado na próxima segunda, dia 5. Confira o regulamento completo no endereço: http://goo.gl/ItWsPC

Voluntários do Comitê da Ação da Cidadania Pernambuco Solidário e de várias outras organizações sociais arrecadarão donativos para os atingidos pela estiagem e homenagearão Dominguinhos no Parque Dona Lindu, neste domingo, dia 18 de julho, das 9h às 17h.

Um forró pé-de-serra especial, a partir das 14h, será montado no local, nas proximidades do monumento à família Lula da Silva, com participação de sanfoneiros e cantores populares. Presença confirmada da cantora Lourdinha Oliveira.

O Comitê da Ação da Cidadania Pernambuco Solidário já distribuiu mais de 700 toneladas de donativos em cerca de 50 cidades em todas as regiões do Estado desde o início do ano.

As chuvas escassas no Interior amenizaram um pouco a situação, mas o quadro é de “Seca Verde”, sem produção de alimentos ou pasto para o gado, o que significa um cenário muito preocupante em todo Interior do Estado, com o agravante de um grande quebra de safra na Zona da Mata.

Além do Parque Dona Lindu, neste domingo, que quiser ajudar pode fazer sua doação na Estação Recife do Metrô ou na sede do Comitê, no Parque de Exposições do Cordeiro, na Avenida Caxangá.

Mais informações pelo telefone (81) 3226 0063, com os voluntários de plantão, ou pelos números (81) 9979 9716 e (81) 9114 9716, com o coordenador Anselmo Monteiro.

Quinta, 25 Julho 2013 15:33

Coral Pró-Criança lança seu primeiro DVD

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Os meninos e meninas de bairros pobres, alunos da ONG Movimento Pró-Criança, vêm mostrando seu talento e consolidando a realização de muitos sonhos no Coral Pró-Criança, como a gravação do primeiro CD, lançado no final de 2011. Agora, entre as ações em comemoração aos 20 anos do Movimento, será lançado o primeiro DVD do grupo, neste sábado, dia 27 de julho, concretizando a realização de um grande sonho. O DVD foi gravado em grande estilo no Teatro Santa Isabel, com participações importantes como a pianista Rachel Casado, o pianista Arthur Tenório, Frei Damião, o Maestro Spok e a cantora Lena Santos.

O grupo Corpos e Tambores, formado por alunos do Movimento Pró-Criança de Piedade e o Som do Barro também têm participação especial. A produtora Ateliê assina as imagens das várias câmeras usadas na produção. O lançamento será na sede do Pró-Criança dos Coelhos, às 17h, neste sábado (27), dia do aniversário da ONG, com entrada gratuita. Além de atuar como cantora, Lena Pereira dos Santos é a madrinha benemérita do Coral.

No grupo estão nomes como Carlos Alessandrino, de Dois Unidos; Crislainny da Conceição, do Cabo; Elisa Gabriela, da Estância; Raianderson Ferreira, de Caixa D´Água; Fernanda Alcides, de Joana Bezerra... Na primeira vez que ouviram suas vozes gravadas em uma das faixas do primeiro CD do Coral Pró-Criança, os 29 meninos e meninas não esconderam a emoção e muitos deles acabaram em lágrimas e risos que se misturavam. Cena que se repetiu da primeira vez que assistiram juntos ao DVD. Agora o sonho vai ganhando novas asas.

Desde outubro de 2005 regendo e ensinando o Coral Pró-Criança, o maestro Otávio Góes conta que o trabalho, que vem recebendo elogios pela qualidade musical, não se encerra nas vozes, mas é refletido na vida e nos passos das crianças. “Nesses mais de cinco anos de convivência, é muito bom ver o quanto, através da música, vamos conseguindo mudar o comportamento de crianças antes consideradas difíceis e nos relatos deles comemoramos as novas delicadezas descobertas também nas relações lá fora”, conta Otávio, que assina a direção musical, regência e preparação vocal do grupo. O Coral também conta com o talento do pianista Arthur Tenório na preparação dos meninos, ensaios e apresentações.

Transitando por um repertório que passa pelo popular, erudito, internacional e MPB, as gravações do CD aconteceram no estúdio Carranca e os arranjos do disco e DVD foram do maestro Crisóstomo Santos, regente da Orquestra do Pró-Criança.

A coordenadora da unidade Pró-Criança dos Coelhos, onde está localizada a sede do Coral, Roseângela Almeida, foi a responsável pelos contatos para liberação dos direitos autorais. Ela conta que foram muitas belas surpresas no caminho. “Quando tentamos a primeira vez a liberação da música “Como é grande o meu amor por você”, de Roberto Carlos, a gravadora que detém os direitos nos desanimou, dizendo que era muito difícil conseguir, que ele nunca tinha cedido os direitos da música gratuitamente a ninguém. Depois de um tempo me ligaram de volta, dizendo que numa decisão inédita o rei Roberto Carlos, pessoalmente, tinha concordado e que os direitos para gravação da sua música pelo Coral Pró-Criança estavam totalmente liberados”, emociona-se Roseângela.

“Dona Zezita, viúva de Capiba, nos recebeu na casa dela, em Surubim e delicadamente nos deu a liberação para gravarmos “Eh! Uá! Calunga”, a preferida do mestre Capiba pelo Dr. Sebastião (Sebastião Barreto Campello, presidente do Movimento Pró-Criança)”, diz Otávio Góes.

 “A minha ideia é criar um grupo oficial e fazer apresentações nos quatro cantos do mundo e isso já começa a se realizar”, completa Otávio. Os alunos recebem aulas de dicção, articulação, técnica vocal, respiração, além do cruzamento de linguagens com outras expressões artísticas.

Otávio Góes já foi professor da Universidade Federal da Paraíba, UFPE e Conservatório de Olinda, como cantor de óperas e corais já se apresentou na França, Portugal e várias cidades do Brasil. “A música me levou duas vezes para a Europa e através dela realizei muitos sonhos, é o exemplo que levo para os meninos. Com eles pode acontecer a mesma coisa. Hoje no trabalho que desenvolvo com eles, sou movido por muito amor e principalmente muita fé”.

Quinta, 25 Julho 2013 15:28

Sexta é dia de serenata nas ladeiras de Olinda

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Nesta sexta (26), as ladeiras de Olinda serão tomadas mais uma vez pelas canções da tradicional Serenata Focca. A cantoria acontece a partir das 22h e será animada pelo som do grupo Luar de Olinda. Qualquer pessoa pode acompanhar gratuitamente o trajeto, que também inclui a distribuição de rosas e livretos com as letras das canções. A concentração acontece em frente à faculdade, que fica na Rua do Bonfim, nº 37, Carmo. O roteiro da serenata segue pela avenida Liberdade e rua Prudente de Moraes, passando pelos Quatro Cantos, Ribeira, Prefeitura de Olinda e rua 27 de Maio, até retornar ao ponto de partida. A Serenata Focca já faz parte do calendário cultural de Olinda nas noites das últimas sextas-feiras de cada mês. O objetivo da faculdade é integrar os moradores e visitantes da cidade com a comunidade acadêmica, numa mistura de música e cultura pernambucana.

SERVIÇO

Serenata Focca

QUANDO: Nesta sexta-feira (26)

HORÁRIO: a partir das 22h

SAÍDA: em frente a Faculdade, na Praça do Carmo em Olinda

Mais informações pelo telefone: 3429.3696

Por Tatiana Félix, da Adital

Em uma região naturalmente seca onde chove apenas em alguns meses por ano, ter água para consumir e desenvolver atividades agrícolas em um ano inteiro é um verdadeiro desafio para os 22 milhões de habitantes que vivem no semiárido brasileiro. Pessoas andando quilômetros em busca de um pouco de água barrenta ou salobra em meio à terra seca e animais mortos é o retrato comum de um Brasil representado por 1.133 cidades espalhadas por nove estados.

Mas, com o desenvolvimento de diferentes tipos de tecnologias que captam e armazenam a água da chuva, a convivência com o semiárido está sendo transformada para milhares de famílias, como a de José Maria da Costa e Expedita Almeida Fernanda.

Moradores da comunidade Sítio Caiana, no município de Campo Grande, no Rio Grande do Norte (RN), o casal de agricultores viu sua vida mudar desde a instalação da primeira cisterna de placa de cimento (do Programa Um Milhão de Cisternas) para armazenar água de beber há cerca de dez anos, até a construção da ‘barraginha’ há um ano. “Antes era tudo difícil, a gente tinha que buscar água de jumento, no açude, e agora com a cisterna é bem mais fácil”, relembra dona Expedita.

Construída em chão de barro resistente, a ‘barraginha’ tem 5 metros de profundidade e armazena água da chuva para a produção de alimentos e criação de animais. Essa é uma das tecnologias que fazem parte do Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2), desenvolvido pela Articulação do Semiárido (ASA), que visa garantir às famílias a chamada “segunda água”, ou seja, aquela que servirá para as atividades de sustento da família. Além do caráter produtivo, o programa também tem o objetivo de garantir a segurança alimentar e nutricional, através do cultivo de alimentos em casa.

Para ter qualquer uma das tecnologias do P1+2 é necessário que a família já tenha a “primeira água”, garantida pela cisterna de placa de cimento do Programa Um Milhão de Cisternas (P1MC), que tem capacidade de armazenar 16 mil litros de água da chuva escoada pelas calhas do telhado da casa para consumo humano e que garante o abastecimento de uma família de cinco pessoas durante os meses de estiagem (entre sete e oito meses).

Com apoio e financiamento do governo federal, através do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e patrocínio recente da Petrobras, a instalação das cisternas do P1+2não tem nenhum custo para o agricultor que precisa apenas querer ter a tecnologia e se comprometer em participar das capacitações para usá-la. Além disso, o beneficiado recebe um investimento no valor de mil reais que podem ser utilizados para a criação de animal de pequeno porte, para o plantio ou para melhorar a infraestrutura das atividades que já realiza.

Plantador de milho, feijão e sorgo (grão que serve para ração animal), José Maria preferiu receber seu investimento em sementes de alface e coentro, mudas de acerola e manga, arame farpado e duas cabras para ampliar sua produção de consumo familiar, onde apenas o excedente do feijão é vendido. Em menor escala, o agricultor também planta goiaba e acerola, frutas que permitem à dona Expedita fabricar e vender doces, conseguindo uma renda extra para a família. “Minha vida mudou 100% [com as cisternas] porque agora posso plantar meu coentro, meu pimentão e não precisa mais puxar água de jumento. O que é bom é que a água [da barragenzinha] é da gente mesmo. E eu tô rezando a Deus que a água dê para aguar minhas plantinhas até o final de agosto. Se ainda chover, dura um pouco mais”, ressalta Expedita.

Cisterna-calçadão

Um calçadão de 200m² em declínio deu à Antônio Nogueira de Paiva, desde de setembro de 2012, a possibilidade de captar água da chuva e encher uma cisterna com capacidade para 52 mil litros de água para usar na criação de gado e ovelha, e na plantação de feijão, milho e sorgo. Ele e sua família, que também vivem na Comunidade de Caiana, em Campo Grande (RN), foram mais alguns dos milhares de beneficiados com as tecnologias do P1+2.

Tatiana FélixEle recorda que antes, para aguar as plantas e dar de beber ao animal, tinha que buscar água no açude de carroça todos os dias e gastava cerca de três horas para fazer o serviço. “Agora basta bombear a água da cisterna-calçadão. Mudou muito a minha vida, pois essa cisterna garante água para o ano inteiro”, disse.

Assim como para as outras famílias da região, também essa tecnologia social foi oferecida gratuitamente pelo Núcleo Sertão Verde, uma das três mil entidades que compõem a ASA. Mesmo sendo instalada por técnicos especializados, Antônio teve a ajuda de vizinhos para construir o calçamento. “Vimos que valia a pena aceitar essa tecnologia”, avalia sua esposa Francisca Genilsa Gurgel, quem também participou da capacitação para manuseio da nova cisterna. Com esse recurso, ela pretende investir no plantio de hortaliças para consumo familiar como cheiro verde e alface.

Dona Maria Nogueira, mãe do agricultor, com a experiência de quem já vive há 80 anos, afirmou que a chegada das cisternas veio para “melhorar a vida da gente”, já que “não tinha onde depositar a água”. “Agora temos água do lado de casa”, disse, lembrando-se do tempo em que tinha que buscar água no açude com a lata na cabeça.

 

Bomba d’água popular

Outras dez famílias da Comunidade Sítio Caiana cadastradas no P1+2 contam com a facilidade de obter água de um poço comunitário de 30 metros de profundidade através da Bomba d’água Popular (BAP). Apesar de ser uma grande roda, a BAP é leve e de fácil manuseio e só pode ser instalada em poços desativados com profundidade de até 80 metros. De acordo com Damiana Fernandes da Silva, uma das beneficiadas pela bomba, a tecnologia aproximou a água do banho e das plantas de sua casa, não sendo mais necessário sair tão cedo e enfrentar a fila para pegar água do açude. Graças ao recurso, ela mantém uma estufa com plantas medicinais e cultiva verduras e hortaliças. “Antes, tinha que comprar tudo e hoje podemos plantar”, afirma.

Na Comunidade Sítio Caiana, zona rural de Campo Grande (RN) vivem 80 famílias. Segundo dados do Núcleo Sertão Verde, em todo o município existem cerca de 100 tecnologias do Programa Uma Terra e Duas Águas e mais de 1.500 do Programa Um Milhão de Cisternas.

Parceria com a Petrobrás

O patrocínio da Petrobrás no valor de R$ 199 milhões, através do Programa Petrobrás Desenvolvimento & Cidadania, permitirá duplicar a construção de quatro tipos de tecnologias sociais de captação de água de chuva para a produção de alimentos e criação de animais do Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2) em um ano, para 20 mil novas unidades, que beneficiarão cerca de 100 mil pessoas. Essas tecnologias são a cisterna-enxurrada, cisterna-calçadão, barreiro trincheira e barragem subterrânea.

Para celebrar essa parceria e o avanço dessas tecnologias de convivência com o semiárido brasileiro, a ASA e a Petrobrás inauguram a instalação de novas cisternas nesta terça-feira (23), na comunidade de Canto de Amaro, no município de Areia Branca, no Rio Grande do Norte. Além da participação dos agricultores locais, o ato conta com a presença de centenas de agricultores do Ceará e Paraíba, e com uma Feira de Saberes e Sabores com produtos da agricultura familiar.

Atualmente, existem pouco mais de 18 mil tecnologias de captação e armazenamento da água da chuva para a produção de alimento e criação de animais do P1+2 em todo o semiárido.

Semiárido

O semiárido está presente em 1.133 cidades do Brasil, a maioria no Nordeste do país (Alagoas, Bahia, Ceará, Sergipe, Pernambuco, Paraíba, Piauí e Rio Grande do Norte) e no Norte de Minas Gerais. Corresponde a aproximadamente 980 mil KM², onde vivem 22 milhões de pessoas, ou 11,8% da população brasileira, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Essa região é caracterizada pelo clima seco (semiárido) com precipitação média de chuvas entre 200 e 800mm concentrados em poucos meses do ano, favorecendo, por isso, longos períodos de estiagem. Para conviver com o déficit de água, as populações precisam ter reservatórios para captar e armazenar água da chuva, a fim de garantir a segurança hídrica no período seco.

Outra característica da região é a presença de sais nos solos, precipitados pela evaporação intensa, o que prejudica a produtividade agrícola. O semiárido é coberto pelo bioma caatinga, característico por arbustos espinhosos e florestas sazonalmente secas, rico em biodiversidade e em espécies endêmicas, ou seja, exclusivas dessa região já que não existem em nenhum outro lugar do planeta.

Nesta quarta, dia 24 de julho, às 19h, na Livraria Cultura do Paço Alfândega, no Recife, acontece o lançamento do livro Nós por nós mesmos, coleção de depoimentos e textos escritos por vários alunos do Movimento Pró-Criança, que comemora 20 anos de história com uma série de eventos neste mês de julho e em agosto. Fechando a programação de julho, no sábado, 27, data de fundação oficial da ONG, na unidade Pró-Criança dos Coelhos, haverá o lançamento do primeiro DVD do Coral Pró-Criança, às 10h, concretizando a realização de um grande sonho que só se tornou possível graças a muitos esforços e à ajuda constante da madrinha benemérita do Coral, Lena Pereira dos Santos.

A agenda segue em agosto, no dia 7, com cerimônia que conta com atrações artísticas e homenagens durante toda a manhã na Igreja da Madre de Deus, no Recife Antigo, a partir das 9h, e missa em Ação de Graças, às 11h, celebrada por Dom Fernando Saburido, arcebispo de Olinda e Recife.

O Movimento Pró-Criança é dirigido por um quinteto voluntário de aposentados, de cabelos brancos e muita vontade de viver, que vem atuando há duas décadas na Região Metropolitana do Recife, sendo considerada uma das principais estruturas do país no desenvolvimento sócio-educativo de crianças, adolescentes e jovens em situação de exclusão social. Através de atendimento e orientação médica, jurídica, psicológica e educacional e qualificação profissional, somente ao longo de 2012 foram beneficiados diretamente mais de 1,3 mil crianças, adolescentes e jovens, além de 880 pais e/ou responsáveis.

No último ano, o Pró-Criança foi homenageado pela ONU e pelo governo brasileiro entre as instituições nacionais que mais vêm contribuindo através de seus projetos para os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.

Neste aniversário de 20 anos do Pró-Criança, há muito o que comemorar, principalmente pela história de tantas vidas que mudaram ao longo destas duas décadas. Nomes como o do bailarino Wanderson Wanderley, que pode parecer desconhecido para os pernambucanos, mas na verdade o menino é daqui e está fazendo o maior sucesso na Áustria. Desde 2005 ele mora e trabalha, como bailarino, em Viena. Em 2006 foi contratado para integrar o grupo de dança da ópera “Carmen Cubana”. Agora dá aulas de dança por lá e está ensaiando para novas apresentações. São vidas assim que se misturam com a história do Movimento Pró-Criança e desses cinco senhores incansáveis.

Atualmente cada criança assistida pelo Pró-Criança, que sobrevive graças às doações de empresas e pessoas físicas, representa um investimento mensal de cerca R$ 180,00, garantindo aulas profissionalizantes e de arte, aulas complementares ao programa escolar trabalhadas de forma lúdica para incentivar um maior rendimento na escola, aulas de cidadania, alimentação e transporte. O valor médio varia de ano a ano.

De acordo com o presidente da instituição, Sebastião Barreto Campello, um dos principais passos que vem com o amadurecimento da maioridade é a realização de novas ações focadas principalmente no pós Pró-Criança. “Estamos em entendimento com financiadores e com o Sebrae, por exemplo, para desenvolver um programa de supervisão de crédito por voluntários para ajudar na abertura do próprio negócio para aqueles alunos que terminam os estudos”, explica. A abertura de vagas no mercado de trabalho através de parcerias também é outra iniciativa.

O fotógrafo Júnior Santos é outro belo exemplo da luta dos cinco senhores que se destacam nesta matéria, ex-aluno da escola de fotografia do MPC, ganhou uma bolsa graças ao seu talento e está estudando na Suíça. Tem a história de Maria Neves, que merece ser contada mil vezes. Pernambucana da terra estudada por Josué de Castro, como tantos, quando criança ela saía muito cedo de casa com a mãe e os irmãos para pegar mariscos na maré, saíam às vezes sem comer, passavam a manhã inteira trabalhando e quando voltavam cozinhavam o que tinham conseguido juntar para vender e garantir o sustento da família.

A mãe morreu quando ela tinha 11 anos. O pai biológico nunca a procurou. Maria decidiu que ia mudar de vida e via nos estudos a possibilidade de crescer. Aos 12 anos conheceu o Pró-Criança e terminou indo parar em Nova Iorque, onde fez formação de um ano na escola Alvin Ailley, instituição famosa por ter tido como aluna a pop star Madona, entre outras personalidades. Depois Maria voltou pra cá por escolha própria e hoje é professora de dança e coreógrafa no mesmo lugar onde iniciou sua carreira, no Pró-Criança.

Do Consumidor Moderno Consciente

Nossos hábitos são consequência para a nossa vida, mas também para a de mais três gerações. É o que revela o médico com 31 anos de experiência em atendimentos e pesquisas sobre medicina genética, Dr. Roberto Muller, para todas as mulheres. “Aquelas que são adeptas de bons hábitos alimentares, não fumam, não exageram no consumo de bebidas alcoólicas e praticam atividades físicas contribuem para uma excelente gestação das três gerações futuras, como filhas, netas e bisnetas”, garante.

Mas os bons hábitos precisam ser adotados durante toda a vida e não apenas no período gestacional, já que os bebês saudáveis são reflexos de uma vida regrada e sem exageros. Durante este período é extremamente importante manter o Índice de Massa Corpórea (IMC), isso garantirá o bom desenvolvimento do feto, além de prevenir possíveis complicações durante o parto.

O especialista explica também que a formação normal do bebê começa no DNA do casal e, por isso, é essencial que ambos consumam 0,5 mg de ácido fólico por dia. “Também conhecido como vitamina B9, o ácido fólico, assume um relevante papel durante a gestação, prevenindo em 70% os defeitos de sistema nervoso central, além de 60% das cardiopatias e defeitos da parede anterior do abdômen. Atualmente a suplementação vem sendo realizada em mulheres que pretendem engravidar no mundo inteiro”, diz.

Vale ressaltar que a genética pode favorecer uma gravidez tranquila, porém é garantia de qualidade de vida. E, para usufruir de plena saúde física e mental, o casal precisa estar pré-disposto a adotar medidas simples, como consumir ácido fólico diariamente, comer bem, praticar exercícios, evitar bebidas alcoólicas e o fumo. “É no útero da mãe que se começa um projeto de vida, portanto, a forma que se vive o hoje é o reflexo do amanhã e, por isso, o estilo de vida torna-se fundamental no prolongamento da vitalidade que irá perpetuar para as gerações futuras”, conclui Muller.

EcoD

Nesta época do ano, quando a temperatura baixa, as doenças respiratórias e alérgicas, gripes e resfriados costumam aparecer com maior frequência.

Para te ajudar na prevenção e combate aos sintomas, o EcoD conversou com a nutricionista personal diet Patricia Schwengber que destacou a importância de se ter uma alimentação equilibrada por meio do consumo de determinados alimentos que ajudam a fortalecer o sistema imunológico.

A especialista listou alguns destes alimentos e suas respectivas contribuições:

Frutas

As frutas como laranja, tangerina, acerola, caqui e goiaba são ricas em vitaminas, principalmente a Vitamina C, tão conhecida por ajudar a prevenir e tratar as gripes e resfriados.

Já a maçã e a pêra são frutas ricas em antioxidantes e a sua ação expectorante auxilia na prevenção e tratamento das doenças respiratórias desta época do ano.

Verduras

Alimentos de coloração laranja como cenoura e abóbora são ricos em vitamina A, um nutriente importante para o bom funcionamento do organismo de proteção do corpo.

Chás

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Alguns alimentos podem ser incluídos na alimentação sob a forma de chás: limão, gengibre, agrião, alecrim e hortelã são poderosos antioxidantes e expectorantes, ajudando na desobstrução das vias aéreas.

Frutas oleaginosas e sementes

As castanhas e nozes são ricas em selênio e Vitamina E, que promovem a melhora do sistema imunológico. A linhaça também é uma ótima opção, ela é rica em ômega 3 que atua na prevenção e melhora das doenças alérgicas respiratórias como rinite, sinusite, bronquite e asma.

Azeite

O azeite extra virgem também atua no fortalecimento dos anticorpos que nos protegem

Quinta, 11 Julho 2013 18:09

Famosos usam a fama em favor de causas sociais

Escrito por

Do CicloVivo

O jogador David Beckham foi contratado, em janeiro passado, pelo clube francês Paris Saint-Germain. Atualmente, ele já está aposentando, mas quando firmou o compromisso, o craque anunciou que parte do salário seria destinando a obras de caridade e escolheu duas instituições. Assim como ele, muitos famosos usam a fama para evidenciar questões sociais e ambientais, veja alguns exemplos:

Leonardo DiCaprio

O ator promoveu um leilão com obras de arte em Nova York, em maio deste ano, onde arrecadou 33 milhões de dólares para financiar projetos globais de conservação e proteção de espécies ameaçadas de extinção. O astro de Hollywood possui uma fundação onde se dedica às questões ambientais, através da instituição ele até já lançou uma marca de café sustentável.

Dira Paes

Nascida no Pará, a atriz brasileira é diretora do movimento Humanos Direitos, que luta pelos direitos de crianças e adolescentes e pela preservação de comunidades indígenas. A entidade também combate o trabalho escravo, a exploração e o tráfico de pessoas no Brasil.

A atriz global vive em uma ilha no Rio de Janeiro. Em sua casa há sistema de captação de chuva, aquecimento da água através da energia solar, fossa, filtro e sumidouro para os dejetos e horta orgânica. Dira possui até um triturador de folhas (que caem no quintal) e pequenos galhos, para usá-los como adubos.

Shakira

A cantora é bastante conhecida por seus trabalhos sociais. Um de seus projetos consiste em oferecer educação a crianças carentes colombianas com idade inferior a cinco anos.

Aqui no Brasil, a cantora já realizou ações na Cidade de Deus, no Rio de Janeiro. Constantemente, ela também promove projetos em parceria com a Unicef. Uma das mais recentes foi o chá de bebê online para ajudar crianças vulneráveis. Através do site, qualquer pessoa poderia contribuir com a causa, comprando vacinas contra a poliomielite, balanças para monitorar o crescimento nos primeiros anos de vida e alimentação terapêutica.

O CicloVivo separou uma lista com os hollywoodianos mais verdes, veja aqui.

O filme Habana Blues será exibido próximo sábado (13/07) no Cineforum do Instituto Cervantes, no Recife. A sessão gratuita, com áudio em espanhol e legendas em português, começa às 14h. Após o filme há um momento para debate, mediado pelo professor e jornalista espanhol José Antonio Amarilla.

Habana Blues é uma co-produção entre Cuba, França e Espanha, com direção do espanhol Benito Zambrano. No drama recheado de boa música, dois jovens cubanos sonham com o sucesso no mundo da música. Tito com sua avó, uma grande dama da música, enquanto Ruy vive com sua mulher e dois filhos. Quando finalmente um produtor lhes oferece a oportunidade de uma carreira internacional, surgem as dúvidas diante da possibilidade de deixar para trás suas vidas em Havana.

O filme que levou mais de três anos na fase de pré-produção, pesquisa, desenvolvimento e redação foi duplamente premiado na 20º edição dos Prêmios Goya, em 2006, com as estatuetas de melhor música original, para Juan Antonio Leyva, José Luis Garrido, Equis Alfonso, Dayan Abad, Descemer Bueno, Kiki Ferrer y Kelvis Ochoa e melhor montagem, para Fernando Pardo. A produção foi exibida no Un Certain Regard de Cannes em 2005 e, pela primeira vez no Brasil, no mesmo ano, durante o Festival do Rio.

"Durante muito tempo me perguntei que tipo de história deveria contar e como deveria fazê-lo. Estava convencido de que cabia aos artistas e cineastas cubanos lidar com as dificuldades de seu país... Já havia estrangeiros demais que tomaram a liberdade de dizer aos cubanos o que era certo e o que não era. Eu não queria ser tão presunçoso quanto eles. Foi por isso também que tive vontade de escrever uma história que se baseasse na realidade concreta de Cuba e depois se expandisse para questões que fossem as mais universais possíveis – e divertidas ao mesmo tempo. Graças ao comprometimento de todos e à pesquisa detalhada de arquivos, fomos capazes de fornecer uma representação fiel o bastante do lugar extraordinário que tantas vezes já sofreu representações estereotipadas”, explica o diretor.

O Instituto Cervantes fica na Avenida Goernador Agamenon Magalhães, 4535, Derby. Maiores informações no telefone (81) 3334-0450 ou através do e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. .

 

Serviço: Cineforum do Instituto Cervantes

Filme: Habana Blues

Data: 13/07/2013 (sábado)

Hora: 16h

Lugar: Instituto Cervantes do Recife (Av. Agamenon Magalhães, 4535, Derby) Entrada: Gratuita

O Movimento Pró-Criança está completando 20 anos e apresenta o talento de seus alunos e artistas em vários eventos nos meses de julho e agosto. A agenda começa neste domingo (07), com a apresentação do Coral Pró-Criança na Festa de Nossa Senhora do Carmo, às 18h, na Basílica do Carmo,no Recife. Dia 18 o coral estará na Capela Dourada, às 12h. Dia 19 de julho será a vez da Orquestra Pró-Criança, também na Capela Dourada, na Rua do Imperador, às 15h. No dia 24, às 19h, na Livraria Cultura do Paço Alfândega, a ONG promove o lançamento do livro Nós por nós mesmos, uma coleção de depoimentos e textos escritos por vários alunos da instituição. Fechando a programação de julho, no dia 27, na unidade Pró-Criança dos Coelhos, haverá o lançamento do DVD do Coral Pró-Criança, às 10h da manhã.

A agenda segue em agosto. No dia 7 tem cerimônia festiva com atrações artísticas e homenagens durante toda a manhã na Igreja da Madre de Deus, no Recife Antigo, a partir das 9h e missa em Ação de Graças, às 11h, que será rezada por Dom Fernando Saburido, Arcebispo de Olinda e Recife.

O Movimento Pró-Criança é dirigido por um quinteto voluntário de senhores aposentados, de cabelos brancos e muita vontade de viver e que vem atuando há duas décadas na Região Metropolitana do Recife, sendo considerada uma das principais estruturas do país no desenvolvimento sócio-educativo de crianças, adolescentes e jovens em situação de exclusão social. Através de atendimento e orientação médica, jurídica, psicológica e educacional e qualificação profissional, somente ao longo de 2012 foram beneficiados diretamente mais de 1,3 mil crianças, adolescentes e jovens, além de 880 pais e/ou responsáveis.

No último ano, o Pró-Criança foi homenageado pela ONU e pelo Governo Brasileiro entre as instituições nacionais que mais vêm contribuindo através de seus projetos para os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.

Neste aniversário de 20 anos do Pró-Criança, há muito o que comemorar, principalmente pela história de tantas vidas que mudaram ao longo destas duas décadas. Nomes como o do bailarino Wanderson Wanderley, que pode parecer desconhecido para os pernambucanos, mas na verdade o menino é daqui e está fazendo o maior sucesso na Áustria. Desde 2005 ele mora e trabalha, como bailarino, em Viena. Em 2006 foi contratado para integrar o grupo de dança da ópera “Carmen Cubana”. Agora dá aulas de dança por lá e está ensaiando para novas apresentações. São vidas assim que se misturam com a história do Movimento Pró-Criança e desses cinco senhores incansáveis.

Atualmente cada criança assistida pelo Pró-Criança, que sobrevive graças às doações de empresas e pessoas físicas, representa um investimento mensal de cerca R$ 180,00, garantindo aulas profissionalizantes e de arte, aulas complementares ao programa escolar trabalhadas de forma lúdica para incentivar um maior rendimento na escola, aulas de cidadania, alimentação e transporte. O valor médio varia de ano a ano.

De acordo com o presidente da instituição, Sebastião Barreto Campello, um dos principais passos que vem com o amadurecimento da maioridade é a realização de novas ações focadas principalmente no pós Pró-Criança. “Estamos em entendimento com financiadores e com o Sebrae, por exemplo, para desenvolver um programa de supervisão de crédito por voluntários para ajudar na abertura do próprio negócio para aqueles alunos que terminam os estudos”, explica. A abertura de vagas no mercado de trabalho através de parcerias também é outra iniciativa.

O fotógrafo Júnior Santos é outro belo exemplo da luta dos cinco senhores que se destacam nesta matéria, ex-aluno da escola de fotografia do MPC, ganhou uma bolsa graças ao seu talento e está estudando na Suíça. Tem a história de Maria Neves, que merece ser contada mil vezes. Pernambucana da terra estudada por Josué de Castro, como tantos, quando criança ela saía muito cedo de casa com a mãe e os irmãos para pegar mariscos na maré, saíam às vezes sem comer, passavam a manhã inteira trabalhando e quando voltavam cozinhavam o que tinham conseguido juntar para vender e garantir o sustento da família. A mãe morreu quando ela tinha 11 anos. O pai biológico nunca a procurou. Maria decidiu que ia mudar de vida e via nos estudos a possibilidade de crescer. Aos 12 anos conheceu o Pró-Criança e terminou indo parar em Nova Iorque, onde fez formação de um ano na escola Alvin Ailley, instituição famosa por ter tido como aluna a pop star Madona, entre outras personalidades. Depois Maria voltou pra cá por escolha própria e hoje é professora de dança e coreógrafa no mesmo lugar onde iniciou sua carreira, no Pró-Criança

O Cabo de Santo Agostinho  é uma das principais cidades da Região Metropolitana (RMR), e apesar dos altos investimentos devido ao Complexo Portuário de Suape, a população feminina tem sofrido com aumento dos índices de violência doméstica e gênero. Só este ano, oito mulheres foram assassinadas na cidade e em 2012, 14 mulheres foram vítimas de homicídio.

Cansadas de esperar por uma ação imediata dos órgãos de segurança pública o Centro das Mulheres do Cabo (CMC), promove nesta quinta-feira (04/07), a vigília que tem como tema: “Pelo Fim da Violência Contra as Mulheres e Pela Punição dos Agressores e Assassinos”. A concentração será às 16h, em frente da Delegacia da Mulher, na Vila de Santo Inácio, de lá as feministas irão caminhando para a Praça da Estação no Centro do Cabo, o término do ato está previsto para as 20h.

Ação tem como finalidade dar enfrentamento a violência contra a mulher que tem sido uma das principais bandeiras de luta do movimento feminista, conforme salienta a coordenadora geral do CMC, Nivete Azevedo. “Apesar de toda nossa luta as mulheres continuam sendo violentadas e esses dados são preocupantes porque desafiam as políticas públicas que foram garantidas pelo Estado”, afirmou.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), uma em cada três mulheres já foram vítimas de agressão física e da violência sexual, isso representa um terço das mulheres do mundo inteiro. A OMS também concluiu que 38% das mulheres vítima de homicídio foram mortas por seus companheiros 42% das vítimas de violência física ou sexual por parte de parceiros e sofreram lesões como consequência.

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