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Nesta sexta-feira (27), Cid Blanco, diretor de Infraestrutura Cultural da Secretaria Executiva do MinC, participa de reunião sobre Equipamentos Públicos de Cultura e visita a área reservada para construção da Praça dos Esportes e da Cultura (PEC), na capital pernambucana.

A partir das 9h30, Blanco conversa com o secretário municipal de Cultura, Renato Lins, na sede da Prefeitura do Recife. O encontro tem o objetivo de discutir o Espaço Mais Cultura do Nascedouro de Peixinhos, a implantação da Biblioteca Mais Cultura, na Avenida Caxangá, no bairro do Zumbi, e a instalação de três unidades de PEC no Recife. A iniciativa, prevista na segunda fase do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC 2), do governo federal, vai construir uma praça de 7 mil m² na Avenida Caxangá, e duas praças de 3 mil m², nos bairros de Água Fria e Ibura.

No período da tarde, às 15h, o representante do MinC realiza a primeira visita das 400 PECs previstas para serem construídas no Brasil, das 800 previstas no PAC 2. Será na área reservada para criação de instalação na Avenida Caxangá, no bairro do Zumbi.  

As Praças do PAC se tratam de uma ação interministerial desenvolvida pelos Ministérios do Esporte, Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Trabalho e Emprego, Justiça, e Ministério da Cultura, que será o responsável pela avaliação e coordenação das propostas selecionadas para serem executadas nestes locais. 

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Sábado, 06 Março 2010 21:02

O poder do esporte

*Por Dado Abreu

O conceito de caravana remete aos mercadores peregrinos, ambulantes que se juntavam em grandes grupos, carregavam camelos e atravessavam os desertos do Oriente. Nos rincões do Brasil, um projeto segue basicamente os mesmos princípios, com a diferença de não ser mercadológico. Pelo contrário, a iniciativa é ligada a questões sociais e à educação por meio do esporte.

Quem comanda a Caravana do Esporte é Adriana Saldanha, diretora do Departamento de Responsabilidade Social da ESPN Brasil. O projeto nasceu em 2005, com a parceria do Instituto Esporte e Educação, da ex-jogadora de vôlei Ana Moser.

No balanço desse período, a iniciativa contabiliza números bastante expressivos. Ao todo, 100 mil crianças e adolescentes já foram atendidos, 11 mil professores da rede pública de ensino participaram em um 41 municípios de 15 estados brasileiros.

A fórmula é basicamente a mesma: promover atividades esportivas em escolas da rede pública localizadas em cidades que, de acordo com a Ubicef, apresentam baixo Índice de Desenvolvimento da Infância (IDI).Populações ribeirinhas, povoados indígenas, periferias dos grandes centros urbanos, do semi-árido, comunidades quilombolas.

Crianças de todo o Brasil se beneficiaram das conquistas do projeto, que, entre os seus propósitos, tem o de incentivar ações nascidas nas escolas, capazes de envolver alunos, professores, funcionários e pais. Na prática, houve queda nos índices de evasão escolar e incentivo à políticas públicas que garantam os direitos da criança e do adolescente.

“Era para ser uma ação de um ano, pontual, mas foi um caminho sem volta. Não tínhamos mais como parar depois que o projeto começou”, revelou Adriana Saldanha durante uma entrevista que concedeu para mim, há não muito tempo. Em alguns lugares, a Educação Física não fazia nem mesmo parte da grade curricular. “Nós transformamos isso. Fizemos com que a prática esportiva estivesse no dia-a-dia das crianças, melhorando assim suas condições motoras, intelectuais, afetivas e trazendo uma série de outros benefícios”, completa a diretora do projeto.

No começo, os números eram mensurados após o retorno às cidades assistidas, mas a história cresceu e foi criado o Fórum da Caravana, que em sua última edição, em Aracajú, contou, entre tantos participantes, com representantes dos 41 municípios atendidos e de Auma Obama, meia-irmã do presidente americano Barack Obama e, acima disso, consultora da CARE Internacional em países africanos, ONG que utiliza o futebol e o boxe como instrumentos de educação.

Os números por onde a Caravana passou apontam para significativos 30% de queda na evasão escolar; 30% de aumento na participação do aluno em atividades propostas em sala de aula e 50% de crescimento no interesse do aluno pela escola.
Iniciativas como esta, são capazes de confirmar que atos individuais ganham proporção e repercutem na vida de muitos. E o esporte ainda é um bom caminho para gerar inclusão, qualidade de vida e perspectiva, em lugares onde o horizonte é mais estreito.

*Dado Abreu é jornalista e escreve para o blog asboasnovas.com.

 

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