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A professora de dança e artes cênicas Aíla Machado dá aulas a crianças e jovens em oficinas promovidas pela Viva Rio Haiti (Marcello Casal Jr/ABr)

Por Vitor Abdala, da Agência Brasil

Em amplo terreno na localidade de Bel Air, na capital haitiana Porto Príncipe, funciona a sede da organização não governamental Viva Rio Haiti, uma espécie de subsidiária da ONG carioca, criada entre 2006 e 2007. Lá, o português é uma das línguas mais faladas.

Entre outras atividades oferecidas pela organização estão oficinas de capoeira e dança para crianças e jovens haitianos da região de Bel Air, considerada uma das mais perigosas de Porto Príncipe. Entre os alunos da oficina de dança está Eliana Brignol, de 11 anos, moradora de um acampamento desde que o terremoto de janeiro destruiu a casa onde vivia.

A menina conta que começou a frequentar a oficina porque não tinha nada para fazer depois da escola. “Aqui, pelo menos, eu danço e faço amigos. Meus pais me apoiam porque têm confiança de que esse projeto pode trazer alguma coisa boa para mim”, conta.

Bertine Role, de 23 anos, também participa das oficinas da ONG brasileira. Desde o terremoto de janeiro, ela não mora mais em Bel Air porque, depois da destruição de sua casa, teve que morar com parentes em outra cidade, próxima a Porto Príncipe. Mesmo assim, não deixa de retornar ao antigo bairro para participar da oficina de dança.

“Depois de passar por uma catástrofe como foi o terremoto, tive que encontrar algum lazer, alguma coisa para combater o estresse, por isso venho para a oficina da Viva Rio”, disse a haitiana.

Nazaire Katsu, de 32 anos, é um dos homens que participam da oficina. Ex-dançarino de hip hop, ele decidiu participar da atividade, que ensina danças tradicionais haitianas com um toque brasileiro. “Muita gente que eu conhecia perdeu a vida no terremoto. Fiquei muito triste. Então, achei importante fazer uma atividade como essa”, disse.

O haitiano mora em Bel Air com a mulher e o filho. Depois que sua casa foi destruída pelo terremoto, ele usou as habilidades de artesão para construir um novo lar, de madeira, para abrigar a família no acampamento onde vive.

Apesar do desastre que marcou sua vida e dos problemas do país, Nazaire diz que gosta do Haiti e que pretende continuar morando ali. “Essa é a minha terra natal. É aqui onde tenho minha vida. Acho que essas eleições poderiam nos dar um bom governo, que fosse capaz de ajudar todos os haitianos que precisam”, disse.

Bertine também diz que pretende continuar vivendo no Haiti, apesar de todas as dificuldades, e aposta suas fichas no novo governo. “Temos muitos problemas de segurança, de lixo e de falta de escolas, de hospitais e de universidades. Mas, para mim, o país é bom, porque nasci aqui. Precisamos de alguém que organize as coisas”.

A pequena Eliana Brignol não manifesta tanto otimismo quanto seus colegas mais velhos. “Não gosto de morar no Haiti porque aqui tem muitos criminosos, que atiram nas pessoas. As crianças não podem comer bem e há pais que não conseguem pagar uma escola para seus filhos”, diz a menina, acrescentando que gostaria de morar no Brasil, desejo compartilhado pela colega Wood-Line Joseph.

Publicado em Viva Mundo

solidariedade1Do Uol Notícias, em 12.05.10

O Brasil formalizou a doação de US$ 55 milhões ao Fundo de Reconstrução do Haiti, tornando-se o primeiro país a contribuir para a iniciativa, criada em março, durante realização da Conferência Internacional de Doadores para o país, ocorrida na terça (11) em Nova Iorque.

Segundo o secretário-geral de Relações Exteriores, Antonio Patriota, que representou o Brasil na cerimônia de adesão ao fundo, em Washington, a doação inclui US$ 15 milhões a serem transferidos a título de ajuda direta ao orçamento do governo haitiano.

Os US$ 40 milhões restantes correspondem à parcela do Brasil dentro do Programa Brasil-Unasul, em que a União das Nações Sul-Americanas se compromete a destinar US$ 100 milhões à reconstrução do Haiti.

O presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, e o embaixador do Haiti nos Estados Unidos, Raymond Joseph, também presentes na cerimônia, disseram esperar que outros países realizem doações nas próximas semanas.

Zoellick afirmou que é preciso "agir rápido" antes que a temporada de furacões que se aproxima cause ainda mais estragos no Haiti, devastado por um terremoto em 12 de janeiro.

Reconstrução - O objetivo do fundo é reunir contribuições de diferentes doadores e fornecer recursos ao Plano de Ação para a Recuperação e o Desenvolvimento do Haiti, apresentado pelo governo haitiano após o terremoto que deixou mais de 200 mil mortos e destruiu a já precária infraestrutura do país.

Os recursos serão usados em projetos de reconstrução e desenvolvimento. O fundo é presidido pelo governo do Haiti e administrado por um comitê gestor, formado por países doadores, como o Brasil, e entidades parceiras. O Banco Mundial vai atuar como agente fiscal do fundo, com a função de transferir os recursos a pedido do comitê gestor para a execução dos projetos no Haiti.

O Brasil participou ativamente dos esforços de ajuda ao Haiti após o terremoto e chefia a Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah), criada em 2004 e integrada por 8,5 mil militares de 19 países.

Depois do terremoto, o governo brasileiro enviou 900 militares ao Haiti para auxiliar nos esforços de reconstrução, elevando o contingente brasileiro no país para 2,2 mil homens.

Publicado em Viva Mundo
Segunda, 26 Abril 2010 20:02

Igreja vai reconstruir escolas no Haiti

HaitiPor Jailson da Paz

A Cáritas Brasileira, instituição ligada à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), vai reconstruir escolas no Haiti. A decisão foi anunciada por dom Demétrio Valentini, presidente da Cáritas, após visitar o país caribenho.

 “A educação é uma urgência. É uma prioridade absoluta da Cáritas”, disse dom Demétrio ao portal Adital, especializado em notícias da América Latina e Caribe. Segundo o sacerdote católico, está em “fase de amadurecimento” uma proposta para reconstrução de unidades de ensino daquele país.

Em janeiro, o Haiti sofreu um dos maiores terromotos da história. Mais de 200 mil pessoas morreram. “O problema agora é reorganizar por inteiro o país: retomar a economia, a cidadania e pela soberania”, entende o presidente da Cáritas, Para ele, o Haiti vive uma transição, saindo da fase de emergência para a de reconstrução.

Para dom Demétrio, a ajuda ao país caribenho nessa fase deve ser dada de maneira equilibrada. De um lado, defende o bispo, deve haver a solidariedade internacional, e do outro, a soberania nacional. “É preciso que eles tomem a iniciativa para serem protagonistas”, completou.

Publicado em Viva Brasil

pnudUm novo portal promove o uso eficiente de mais de US$ 9 bilhões (cerca de R$ 15 bilhões) em ajuda destinada à reconstrução do Haiti, atingido por um forte terremoto em 12 de janeiro. O saldo de mortos na tragédia já passa de 220 mil.

Nos idiomas francês e inglês, o site, que integra uma série de iniciativas do PNUD em apoio a órgãos governamentais e do setor privado do país caribenho, auxiliará também na prestação de contas sobre a utilização dos fundos e na transparência dessas ações.

Um sistema eletrônico vai rastrear os recursos desde as promessas de doação até o impacto na sociedade haitiana, e deve incluir contribuições e apoios de ONGs e do setor privado. No Brasil, uma conta corrente do PNUD foi disponibilizada em janeiro para doações. Passados três meses da iniciativa, foram arrecadados R$ 3,6 milhões, superando as expectativas da agência da ONU.

Ernst Metellus, coordenador do governo haitiano para o gerenciamento de informação em programas e projetos, afirma que a nova plataforma virtual busca aperfeiçoar os esforços das autoridades de seu país para identificar as necessidades da população e atendê-las.

O sucesso da iniciativa digital do PNUD “vai ser medido pelo grau de transparência que ele apresenta e, finalmente, ao assegurar que cada dólar doado seja usado ao máximo para nos ajudar a superar essa terrível tragédia”, completa Metellus.

Transparência para a imprensa - Para o diretor do PNUD no Haiti, Eric Overvest, o portal também permitirá a jornalistas da nação e de todo o mundo fiscalizarem o uso governamental dos fundos, e divulgar o progresso de suas aplicações.

Overvest acrescenta que é possível cruzar dados entre a ajuda arrecadada e necessidades da população, revelando possíveis carências em áreas de desenvolvimento e assistência humanitários.

O novo portal, desenvolvido com suporte das companhias Synergy International Systems e Development Gateway, é resultado do apoio do PNUD ao Ministério do Planejamento e Cooperação Internacional, do Gabinete do primeiro-ministro do Haiti, em conjunto com o escritório do enviado das Nações Unidas para o país caribenho.

Publicado em Viva Mundo
Sexta, 16 Abril 2010 18:15

Haiti: três meses depois do terremoto

Do site do Mercado Ético

Três meses após o devastador terremoto que abalou o Haiti e deixou sua marca em mais de um milhão de crianças, o Unicef relata que a resposta humanitária sem precedentes evitou uma crise ainda pior para as crianças. Contudo, alerta que ainda há muito a ser feito, principalmente com a aproximação da estação de chuvas no país.

Essa é a conclusão do seu resumo de atividades após o terremoto de 12 de janeiro, intitulado “Crianças do Haiti: Três meses depois do terremoto”, no qual o Unicef assinala que, apesar da destruição maciça e da interrupção dos serviços essenciais,:

Não houve nenhum surto significativo de doença, nem aumento nos índices de desnutrição;

Mais de um milhão de pessoas atingidas estão recebendo água potável;

Mais de 200 mil mulheres e crianças estão se beneficiando de programas de alimentação;

Campanhas de vacinação em massa alcançaram mais de 100 mil crianças até agora;

Centros residenciais de cuidados com mais de 25 mil crianças foram avaliados e abastecidos com remédios e alimentos de primeira necessidade para assegurar o bem-estar de meninas e meninos; e

Escolas começaram a abrir em acomodações temporárias, com o fornecimento de milhares de tendas e centenas de kits de materiais de ensino e aprendizagem.

O relatório também destaca os principais desafios, como as condições de saneamento, os riscos de violência contra mulheres e meninas que vivem em campos de desabrigados e a questão mais geral da reduzida capacidade do governo e da sociedade civil. Muitos ministérios e departamentos governamentais perderam prédios, pessoas e dados essenciais.

O Unicef identifica como prioridades a concessão urgente de abrigos melhorados para as famílias desalojadas, o aumento da oferta de serviços básicos e o reforço na proteção de mulheres e crianças. E já está trabalhando com outras organizações para apoiar a transferência segura de famílias que vivem em acampamentos mais vulneráveis para novos locais, antes do início da temporada de chuvas.

O relatório também pede o apoio para a “agenda de transformação” para as crianças do Haiti, que coloca meninas e meninos no centro dos esforços de recuperação e reconstrução. Em particular, o Unicef seleciona, como prioridades fundamentais para o desenvolvimento futuro do país, o combate à tendência de desnutrição crônica, a criação de um ambiente protetor para meninas e meninos e a garantia da educação para cada criança, entre outros.

Essas prioridades, diz o relatório, destacam-se tanto como urgentes em curto prazo quanto como essenciais para a realização progressiva e integral dos direitos das crianças.

Publicado em Viva Mundo

salesianosPor Éricka Melo

O drama e todo sofrimento do povo do Haiti tem criado uma rede de solidariedade em todas as partes do mundo, inclusive entre os salesianos, que mantem obras sociais em Porto Príncipe. No terremoto que devastou o país há quase dois meses morreram três religiosos salesianos e quase 500 alunos e professores.

Diante do drama, o reitor-mor dos salesianos, padre Pascual Chávez Villanueva, convocou alunos e comunidade salesiana a entrarem em campanha de solidariedade para ajudar aquele país.

E no dia 12 de março, quando são completados dois meses da tragédia, promoverão uma campanha de arrecadação, com o intuito de levar a solidariedade da Família Salesiana do mundo e palavras de incentivo e ânimo. “A nossa finalidade é, em primeiro lugar, dar esperança ao Haiti”.

Segundo ele, a dificuldade não está em levantar as paredes caídas, “mas transformar a mentalidade do povo. Os salesianos são educadores: a vós compete a tarefa de colaborar nessa mudança”; e concluiu: “É hora de arregaçar as mangas!”.

No Haiti, são desenvolvidos pelos salesianos trabalhos de acolhimento e educação de jovens mais pobres, crianças que vivem nas ruas e em situação de alto risco em nove comunidades.

Para os salesianos toda ajuda será bem vida. Participe você também dessa campanha em prol das vítimas do terremoto no Haiti.

Informações:

Dom Edvaldo: 2129.5940

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