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responsabilidade_social Por Janguie Diniz*

A responsabilidade social empresarial virou uma prioridade inevitável para dirigentes empresariais brasileiros. Governos, ativistas e meios de comunicação hoje cobram de empresas a responsabilidade pelas consequências sociais de suas atividades.

Várias empresas estão repensando sua postura ética frente à sociedade. Um novo pensar e agir no âmbito empresarial, dando uma conotação cidadã aos negócios.

Como anda a Responsabilidade Social Empresarial (RSE) no Brasil? O que as empresas brasileiras têm feito de positivo nesta área?  Podemos encontrar esta resposta no relatório Práticas e Perspectivas da Responsabilidade Social Empresarial no Brasil -2008, lançado pelo Instituto Akatu e o Instituto Ethos no final do ano passado. O relatório traça o panorama da RSE no Brasil por meio de entrevistas em um universo de 1.333 empresas brasileiras de todos os portes.

Para nossa alegria, o levantamento revela o aumento significativo, entre 2004 e 2008, no número de ações em RSE praticado pelas empresas brasileiras, mas aponta que se trata de um processo ainda em construção, envolvendo um longo caminho de incorporação de ferramentas e práticas de maneira mais efetiva. A íntegra da pesquisa pode ser baixada neste link: tinyurl.com/rse2008akatu.

A pesquisa avalia um total de 56 práticas e os resultados mostram que, ao todo, 50% das empresas pesquisadas têm ao menos 22 práticas implementadas.  Comparando com estudo realizado pelo mesmo Instituto Akatu em 2004, quando o resultado apontava 11 práticas implementadas por 50% das empresas, notamos um aumento expressivo no envolvimento das empresas com a RSE entre o período de 2004 e 2008.

Os resultados desta pesquisa mostram uma expressiva evolução em algumas práticas em empresas de todos os portes, revelando que, independente do tamanho e importância da empresa, todas estão trabalhando para serem socialmente mais responsáveis.

Programas de RSE altamente visíveis costumam gerar publicidade favorável para a empresa. Por outro lado, há empresas que divulgam práticas em balanço social ou em ações de marketing e propaganda que não condizem com a realidade. A prática do “greenwashing”, ou seja, a criação de uma falsa imagem de que a empresa é “verde” e socialmente responsável, sem que isso corresponda às suas verdadeiras práticas, é lamentável e não logra o consumidor moderno e consciente que quer conhecer e confirmar o que as empresas estão realmente fazendo para a sociedade. Em um mundo de alta visibilidade, esta mensagem terá vida curta ao ser confrontada com o real comportamento da empresa. Embora possa trazer algum ganho no curto prazo, encontrará um consumidor muito pouco disposto a aceitar essa autoproclamação.

Felizmente estes casos são exceções e tendem a desaparecer. O que vale é que o relatório do Instituo Akatu nos premia com um panorama muito favorável às atividades de responsabilidade social das empresas brasileiras que estão se tornando agentes da evolução social e guardiões do meio ambiente.

 * Presidente do Conselho do Grupo Ser Educacional

 Artigo publicado em 3 de março de 2010, no Blog do Instituto Maurício de Nassau.

Publicado em Artigos

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