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Linha Editorial

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Ações específicas de prevenção à exploração sexual de crianças e adolescentes nas cidades-sede da Copa do Mundo de 2014 e nas regiões onde serão construídas as hidrelétricas de Jirau (RO) e Belo Monte (PA) estão sendo preparadas pelo governo. O anúncio foi pela ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH), Maria do Rosário, na abertura de seminário promovido pelo Serviço Social da Indústria (Sesi) sobre os 21 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

“Nossa atitude é totalmente preventiva. Nós estamos planejando ações de fortalecimento dos conselhos tutelares, há uma operação já organizada para a região de Belo Monte e Jirau. Já temos parcerias com várias empresas e com a sociedade civil, e estamos atuando com as prefeituras para impedir que a exploração sexual se instale. Há um afluxo muito grande de homens nessas grandes obras e, por isso, temos essa preocupação”, disse a ministra.

O objetivo do seminário é discutir de que maneira o setor empresarial pode contribuir na prevenção do problema. O Sesi já desenvolve em 12 capitais um programa específico de recuperação de jovens que foram vítimas da exploração sexual. Eles recebem apoio de psicólogos e pedagogos, orientação jurídica e médica, além de participarem de cursos nas escolas do Sistema S para garantir a inserção no mercado de trabalho. Maria do Rosário disse que o projeto chamado Vira Vida poderia ser transformado em política pública para que seu alcance seja ampliado. Hoje o programa atende 1,8 mil jovens de 16 anos a 21 anos de idade.

“O setor empresarial tem uma importância vital no enfrentamento da exploração sexual de crianças e adolescentes. Muitas organizações já faziam alguma coisa em benefício desse público, mas precisava de um último elo, o mundo empresarial. Depois de recuperarmos a autoestima desse jovens e prepará-los para o trabalho, nós precisamo de emprego e quem tem isso são os empresários”, disse Jair Meneguelli, presidente do Conselho Nacional do Sesi.

Sobre o aniversário de 21 anos do ECA, os representantes da sociedade civil, governo e empresários reconheceram que a legislação permitiu importantes avanços na garantia de direitos de crianças e adolescentes, mas que ainda falta avançar na sua implantação.

“A prioridade absoluta assegurada pelo ECA a cada criança e adolescente ainda não está totalmente garantida. Os avanços conquistados não são realidade para todas as crianças. Para que o Brasil realmente chegue a universalização dos direitos com equidades, precisamos o engajamento de todos. E temos visto com muita satisfação como as empresas brasileiras vêm fortalecendo seu conceito sob a responsabilidade social que devem assumir”, declarou a representante do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) no Brasil, Marie-Pierre Poirier.

Publicado em Viva Brasil

A primeira fase do Projeto de Prevenção à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes no Turismo já tem bons resultados. Dois meses após o fim dos cursos de multiplicadores na temática, 14 Estados já inseriram propostas de ações de prevenção dos casos no Portal de Convênios do Governo Federal (Siconv). 

A primeira etapa do projeto consistiu na formação de 163 agentes multiplicadores das 27 unidades da Federação. Durante os cursos, representantes de entidades públicas e da sociedade civil foram capacitados para sensibilizar donos de hotéis, restaurantes, agências de viagens e demais atores do setor sobre a importância de não permitir a prática do crime em seus estabelecimentos.

Além disso, os participantes elaboraram planos de ação estaduais. O Ministério do Turismo (MTur) disponibilizou recursos para que os documentos se tornassem ações práticas.

De acordo com a coordenadora do Programa Turismo Sustentável e Infância, Elisabeth Bahia, o valor inicial para cada proposta foi de R$ 120 mil. “Cada Estado tem uma realidade. São necessidades, distâncias e prioridades diferentes. Por isso, vamos analisar e discutir as propostas separadamente”, explicou.

Ela conta que um dos projetos apresentados ao MTur já foi aprovado – o de Recife, que prevê a sensibilização dos prestadores de serviços das 11 rotas turísticas de Pernambuco.

Os outros Estados que inseriram propostas foram: Amazonas, Distrito Federal, Bahia, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. Alguns deles, como o Rio de Janeiro, inseriram mais de uma proposta no Siconv. No total, 21 projetos foram apresentados. 

O projeto - O projeto Turismo e Prevenção à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes é uma parceria do Ministério do Turismo com o Centro de Excelência em Turismo da Universidade de Brasília (CET/UnB), que visa prevenir os casos de exploração durante a Copa de 2014. A ação vai envolver mais de 480 profissionais ligados à cadeia turística das 27 UFs. O investimento do MTur no projeto é de R$ 3,7 milhões.

Publicado em Viva Brasil

Blo_do_JulioCom informações de Leticia Freire, do Mercado Ético

O site do Mercado Ético (www.mercadoetico.terra.com.br) ganhou espaço para o Blog do Júlio, que começou a ser veiculado na última quarta-feira, 30 de junho. Segundo o texto de apresentação do Blog, Julio poderia ser apenas mais um garoto de 14 anos, morador da cidade de Campinas, no interior de São Paulo.

Seria só mais um se não fosse vários ao mesmo tempo. Julio é um personagem virtual criado pelos alunos da Escola Municipal André Tosello, da cidade paulista.

Antenado às rápidas transformações econômicas, sociais e ambientais que vem ocorrendo na sua comunidade, o menino dividirá seus pensamentos em seu mais novo blog. Em sua página, lançará um novo olhar sobre a relação entre cidadania e hábitos de consumo.

Na verdade, as histórias das descobertas de hábitos mais sustentáveis e do orçamento familiar relatados por Júlio são baseadas nas experiências vividas pelos próprios estudantes da André Tosello nas oficinas pedagógicas sobre o tema.

Há aproximadamente um ano, a direção da escola localizada no Jardim Aeroporto acreditou no Projeto Conexão Social, do Sindivarejista de Campinas e Região. A ideia era abordar o tema do consumo sustentável de forma lúdica junto aos adolescentes. “Queríamos falar de sustentabilidade de uma forma descomplicada”, comenta Edna Borges, assessora do projeto.

Entre as atividades realizadas, destacam-se as oficinas de orçamento familiar, caminhada fotográfica, visitas ao comércio local e a produção de histórias em quadrinhos.

Para a idealizadora do trabalho, Sanae Murayama Saito, presidente do Sindivarejista de Campinas e região, as atividades elaboradas em sala de aula são aplicadas no cotidiano daquela comunidade, promovendo assim mais integração entre as pessoas.

“Desde a implantação do projeto na escola, é possível constatar mais envolvimento dos jovens nas questões ligadas à sustentabilidade econômica, social e ambiental”, diz ela. “Muitos só aprenderam agora o que significa cadeia produtiva e qual a importância do comércio local como agente de desenvolvimento”, afirma.

Plugado às redes sociais, Julio publicará em seu blog boas sugestões para um dia-a-dia mais sustentável. “Ensinamos que sustentabilidade é uma boa opção, não um bicho papão”, lembra Sanae.

Blog do Julio -  Além dos posts, Julio vai indicar leituras e vídeos relacionados ao tema do consumo sustentável. “Tudo de modo a despertar o interesse da criança e do adolescente para um tema tão atual e necessário”, pontua Edna.

Na página online, será possível ver ainda a exposição virtual com as fotografias e histórias em quadrinhos feitas nas oficinas pelos alunos e ter acesso ao material pedagógico de apoio, que são a revista Conexão Social, o Jogo do Consumo Sustentável e a Caderneta do Orçamento Familiar.

Acesse e confira Blog do Julio

Mais informações do projeto
Conexão Social Sindivarejista
Teaser sobre a memória do varejo
Clip da Oficina do Orçamento Familiar

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A Comunidade dos Pequenos Profetas (CPP-Projeto Clarion) é uma organização não-governamental, sem fins lucrativos, que atende crianças e adolescentes em situação de extrema vulnerabilidade social e pessoal, há mais de 20 anos, no Recife.

Na sua fundação, contou com o apoio do saudoso arcebispo de Olinda e Recife, Dom Hélder Câmara, conhecido dentro e fora do Brasil como Dom da Paz.

Atualmente, a CPP desenvolve projetos sociais voltados para a valorização da cultura afro-brasileira, geração de renda, resgate da cidadania, assistência integral à criança e ao adolescente, procurando incluir a família e as comunidades do público atendido no fortalecimento da auto-estima e no capital social dos beneficiários. 

A Comunidade dos Pequenos Profetas foi responsável pela campanha, de grande repercussão no país, em 1992, “Não matem minhas crianças”, por espalhar, de forma silenciosa, nos muros da cidade a frase anônima que mexia com o imaginário social sobre sua autoria.

O objetivo da campanha era chamar a atenção da população e dos poderes públicos sobre o extermínio de crianças, adolescentes e jovens em Recife.

Em 2008, foi uma das 20 práticas vencedora do Prêmio Objetivos do Desenvolvimento do Milênio (ODM), entre 1.062 práticas, concedido pelo Governo Brasileiro e pela Organização das Nações Unidas (ONU). Foi eleita, também, pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) como uma das 50 melhores práticas de desenvolvimento do Brasil.
 
A entidade atende, mais de 400 crianças, adolescentes e jovens, de 7 a 21 anos de idade, em situação de rua, abandono, droga, violência, abuso sexual, sendo 60% do seu público pertencente ao sexo masculino e 40% do sexo feminino, cerca de 90% são afro-brasileiros.

O público assistido pela CPP é extremamente pobre e vulnerável a todo tipo de risco social. Para se ter uma idéia, 83,3% do público atendido pela CPP está em situação de rua, 46,6% não moram com os pais, 82,1% praticam mendicância, 72,4% usam inalantes, 43,3% são usuários de craque, 82,8% são fumantes de cigarros industrializados, 63,3% fumam maconha, 80% são usuários de bebida alcoólica, 25% estão em situação de exploração sexual, 31% estão fora da escola.

As famílias dessas crianças e adolescentes são de baixa renda, 13,3% não têm nenhuma renda e 33,3% recebem até ½ salário mínimo; 22,2% recebem Bolsa Família; têm baixa escolaridade, história de uso de droga e de violência doméstica, morando em comunidades com pouca infra-estrutura urbana.
 
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Fone/Fax: 55 81 3424.7481

 

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