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Linha Editorial

  • "Mídia Construtiva é também lançar o olhar crítico sobre problemas, apontar falhas, denunciar. Contribuindo para a corrente que tenta transformar o negativo em positivo."

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Cansados de ver tantos céticos que não são especialistas em clima ocupar espaço na mídia e prejudicar a já difícil luta para mitigar as mudanças climáticas, cientistas australianos resolveram deixar a timidez de lado e divulgaram um rap que já conta com mais de 170 mil acessos no YouTube.

No vídeo “I'm A Climate Scientist”, pesquisadores de diversas instituições aparecem cantando dados sobre o aquecimento global e criticando os políticos que participaram da Conferência do Clima de Copenhague (COP 15). 

“Yo! Nós somos cientistas climáticos e não há como negar: as mudanças climáticas são reais!”, canta Jason Evans, do Centro de Pesquisas em Mudanças Climáticas da Universidade de New South Wales.

No Brasil, a música também está servindo para ajudar as causas ambientais. O movimento ECOROCKALISMO quer engajar grandes nomes do rock nacional para promover ações ecológicas.

A primeira delas está sendo o MUDAROCK, um site onde o visitante pode fazer download de videoclipes. A cada download será plantada uma árvore. O objetivo é alcançar 1.000.000 de árvores, em apoio à iniciativa “Plantemos para o Planeta: Campanha Bilhões de Árvores” promovida pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).

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Sexta, 08 Abril 2011 16:07

Gente que conseguiu mudar

mudarMuitas das causas das mudanças climáticas são estruturais, políticas, e não há muito que cada cidadão possa fazer para mudá-las. Mas é possível sim fazer diferença adotando atitudes simples, que reduzem bastante o impacto individual. Conheça a história de cinco paulistanos que, sem se sacrificar, mudaram de vida.

Lixo reduzido

Erich Burger é administrador de empresas, tem 27 anos e quase não gera lixo.

Ele mora sozinho, mas convive diariamente com a presença da namorada em casa. Todos os dias, Erich despeja o lixo orgânico que os dois geram no seu minhocário. O minhocário é uma pilha de três caixas de plástico, sendo que as duas de cima possuem húmus com minhocas. Erich despeja lixo orgânico junto com folhas secas na caixa de cima até ela encher, e aí passa a do meio para cima, enquanto as minhocas diligentemente transformam cascas de frutas e de ovos, pó de café e restos não muito condimentados de comida (vulgo “lixo”) em humus de minhoca, uniforme e limpo. Na caixa de baixo, vai se acumulando um bio-fertilizante que é ótimo para regar as plantas. Tudo isso acontece praticamente sem cheiro.

Um minhocário custa de R$ 270 a R$ 370. O que não pode ser descartado nele, como resto de carne, vai para o lixo comum de Erich, junto com sachês de ketchup que ganha na lanchonete ou papéis de cupom fiscal do cartão do banco, que não são recicláveis.

Os papéis comuns, o vidro, o plástico e outros recicláveis são acumulados em uma lixeira nos fundos da casa. Sempre que o recipiente transborda, Erich usa a caçamba de sua picape para levar os resíduos a um ponto de coleta que fica a poucos metros de sua casa.

Fazendo a conta:

Erich gera 80% menos lixo do que a média da população de São Paulo. O Departamento de Limpeza Urbana de São Paulo (Limpurb) estima que 17.000 toneladas de lixo são coletados por dia. Apenas 1% desse total é reciclado. Todo o restante vai para os aterros, gerando contaminação do terreno e liberação de metano, que 21 vezes mais potente na geração de efeito estufa do que o CO2. Se todos fizessem o que Erich faz, a coleta diária seria reduzida para 3.400 toneladas de resíduos e, com a separação correta dos resíduos, seria possível reciclar muito mais.

Parto natural e humanizado

Mariana Lettis tem 35 anos, é profissional de comunicação, e deu à luz seu filho Luis Esteban na Casa de Parto de Sapopemba, na zona leste da cidade.

Mariana queria um parto mais humanizado, com o mínimo de intervenção possível. Isso significa que não tomou anestesia para o nascimento do filho, conduzido pela enfermeira obstetra Maria Yukie Nakamura Takahashi.

Mariana sabia que a gravidez não corria riscos, já que acompanhou o crescimento do bebê com os exames necessários e cuidou de sua alimentação durante a gestação. Quando sua bolsa estorou, ela passou 15 horas na Casa de Parto de Sapopemba esperando a hora certa para o bebê nascer. Se estivesse em um hospital, muito provavelmente seria encaminhada para uma cirurgia cesariana, já que a maioria tem como procedimento não deixar o trabalho de parto ultrapassar 12 horas.

Mariana não precisou vestir camisola de hospital, nem ficar deitada numa posição pré estabelecida pelos médicos e pelo formato da cama para ter seu filho. Ela pôde ficar sem roupa e posicionar seu corpo da maneira mais confortável para parir. Na hora do nascimento, havia apenas um abajur ligado para auxiliar a enfermeira e um aquecedor para garantir o conforto dela e do bebê.

Uma hora depois de dar à luz, Mariana já conseguia ficar de pé e festejar a chegada do pequeno. Um dia depois do parto teve alta e pôde voltar para casa com seu filho no colo. Não pagou nenhum centavo para parir, já que a casa era pública. Não gerou lixo hospitalar. Gastou pouquíssima energia elétrica. E quer repetir a experiência se tiver um segundo bebê.

Fazendo a Conta:

A Organização Mundial da Saúde considera aceitável que de 10% a 15% dos partos sejam feitos com cesáreas, que só devem acontecer em caso de complicações durante a gravidez. O Brasil tem uma taxa de 80% de cesáreas, a grande maioria realizada em hospitais públicos. A recuperação, nesses casos, é muito mais lenta, o que faz com que a mãe e o bebê precisem ficar mais tempo no hospital.

É difícil quantificar o impacto ambiental de partos feitos em hospitais, mas é fato que geram, de um lado, uma grande quantidade de resíduos – 85% deles recicláveis e 15% constituído de materiais infectantes e perigosos, que exigem manuseio especial no descarte – e, de outro, demanda de água e energia elétrica para que funcionem 24 horas por dia.

Escola a pé

Marcia Carini tem 36 anos, é jornalista, e escolheu para seu filho, Loretto, uma escola que fica a 600 metros de casa.

Todos os dias, Márcia passa cerca de oito minutos caminhando com o filho de dois anos até a porta do colégio. Só tira o carro da garagem para levá-lo até a escola quando chove ou faz muito frio.

Loretto não é aluno de uma das escolas top de linha de São Paulo, que ficam a pelo menos quatro quilômetros de sua casa. Não vai ser alfabetizado em dois idiomas ao mesmo tempo antes de completar seis anos de idade nem aprender operações complexas de matemática antes da primeira série do ensino fundamental. Não faz aulas de caratê, judô, nem informática na escola.

Márcia queria um espaço de convivência para onde pudesse levar seu filho à pé, cujos donos parecessem sérios e as professoras carinhosas. A mensalidade barata e o gasto zero com transporte permitem que ela reserve uma graninha para dar ao garoto um outro tipo de educação: aquela que recebemos ao viajar.

Loretto reconhece a imagem da Monalisa, a torre Eifel e o Big Ben porque já viajou até cada um deles, e conhece a história do Monstro do Lago Ness porque já viu o lago de perto. Ao caminhar para a escola, Marcia deixa de rodar 8 quilômetros por dia de carro, o que equivale à emissão de 0,52 toneladas de carbono por ano (ou 0,26 por passageiro se houver duas pessoas no carro). As emissões de uma viagem anual a Paris equivalem a 1,7 toneladas de carbono, divididas com outros 100 passageiros – portanto 0,017 por pessoa.

Ela não se angustia por saber que o filho está exposto, na escola, a coisas legais para sua formação e outras nem tanto assim. Prefere que ele conheça o mundo e aprenda a distinguir o que é bacana do que não é.

Fazendo a conta:

A pesquisa de origem-destino realizada a cada dez anos na região metropolitana de São Paulo contabilizou, em 2007, 38,1 milhões de viagens realizadas diariamente, 66% feitas com veículos motorizados. Quanto maior a renda familiar, menores são os números de deslocamentos feitos à pé.

Márcia conseguiu fugir à regra matriculando Loretto em uma escola perto de casa. Diminuir a demanda por transporte e por asfalto (que impermeabiliza o solo e contribui com as ilhas de calor) é uma saída para diminuir as emissões de gases do efeito estufa e regular a temperatura da cidade, que chega a ser 6ºC mais quente no centro em relação às estremidades.

Comida local

Vanessa Trielli tem 31 anos, é professora de yoga e conseguiu encurtar a cadeia para comprar alimentos para sua casa.

Quando vai comprar comida, ela sempre opta pela feira do seu bairro ou encomenda cestas de produtos orgânicos em uma empresa chamada Sabor Natural, que entrega tudo em casa. Também procura os produtos que compõem a sua mesa em feiras como a que acontece todos os sábados de manhã no Parque da Água Branca, no bairro da Pompéia, que só vende produtos orgânicos.

Vanessa paga um pouco mais caro por esses alimentos do que pagaria em um supermercado. Mas o impacto de suas refeições para o meio ambiente é muito menor, pois, além de viajar menos, os alimentos são menos embalados, o que gera menos lixo, e são cultivados sem agrotóxicos, danosos ao solo.

Fazendo a conta:

Alimentos básicos, como feijão, chegam a viajar 1.500 km, desde o Rio Grande do Sul, para chegarem até São Paulo. Como a cidade tem uma alta densidade populacional e grande parte do solo contaminado, os alimentos são cultivados em regiões cada vez mais distantes. (Entenda e quantifique o impacto do abastecimento de São Paulo) (link pro infográfico da comida)

De bike para o trabalho

Carolina Pretti tem 25 anos, é fisioterapeuta e usa a bicicleta como meio de transporte.

Todos os dias, Carolina precisa se deslocar por cinco quilômetros para chegar até o trabalho. Ela sabia que esse caminho poderia ser percorrido em cinco minutos de carona no carro do namorado ou 15 minutos de ônibus. Mas descobriu nos últimos meses que 10 minutos são suficientes para percorrer a rota de bicicleta.

Carolina não pensa no fato de estar gerando menos gases poluentes ou contribuindo com a segurança de quem pedala pela cidade (quanto mais gente pedalando, mais seguro fica). Ela só sabia que queria versatilidade quando escolheu um modelo de bicicleta dobrável, que pode ser integrada ao transporte público, às caronas do namorado e facilmente transportada em viagens de ônibus e avião. E agora seu bilhete único carregado com 100 reais dura quatro meses – antes da bike durava apenas um.

Fazendo a conta:

De 1990 a 2005, o Inventário Brasileiro de Carbono mostrou um aumento de 62% nas emissões de gases do efeito estufa em São Paulo. O principal fator é a geração de CO2 pelos veículos a combustíveis fósseis. O número continua subindo, em parte porque a frota de carros da cidade aumenta todos os dias em 1.000 unidades e em parte porque a média de duração dos deslocamentos diários subiu de 33 para 39 minutos nos últimos dez anos.

Em média morrem 8 pessoas por dia, vítimas total ou parcialmente da poluição. A péssima qualidade do ar tira um ano em média da vida de um paulistano.

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Segunda, 03 Janeiro 2011 00:54

O elo entre o ontem e o amanhã

nevePor Dal Marcondes, da Envolverde

O Brasil viveu mais eventos climáticos extremos em 2010 do que em qualquer outro ano de sua história. O ano começou com a destruição da cidade histórica de São Luiz do Paraitinga, em São Paulo, por conta das chuvas. Avançou com as inundações no Nordeste, que atingiram de forma impiedosa populações de Alagoas e Pernambuco, mas que também castigaram outros Estados da região.

Foram meses de discussões entre as autoridades, principalmente em relação à capacidade dos Estados em atuar nessas tragédias ambientais. As estruturas de defesa civil demonstraram grande capacidade de superação e a solidariedade dos brasileiros de outros Estados tornaram menos sofridas as vidas de quem perdeu tudo.

No entanto, ficou claro que o País não pode mais depender de um modelo de defesa civil baseado em recursos locais para superar os eventos extremos que estão sendo cada vez mais frequentes.

Seca e queimadas

Há indícios de que os próximos anos vão surpreender as populações de quase todas as regiões com eventos climáticos dos mais díspares, como a seca na Amazônia, que baixa o nível dos rios e resseca a mata, criando condições para grandes incêndios florestais. E este ano o volume de queimadas na região foi recorde, maior do que a média entre 1998 e 2007, quando o fogo aumentou 59% na região. E esta situação coloca por terra todos os esforços do País para reduzir suas emissões de gases estufa.

Este ano, também, deixou uma marca de morte no Centro Oeste e Sudeste do País, com uma das mais prolongadas secas que a região já viveu. A umidade relativa chegou abaixo de 10% em muitos dias, o que levou aos hospitais milhares de crianças e idosos. Não houve um trabalho de divulgação sistemática dos atendimentos hospitalares e das mortes provocadas por essa situação, mas muitas notícias deram conta de óbitos e da lotação das emergências.

Ou seja, não houve região do Brasil que tenha ficado livre de problemas relacionados a eventos climáticos extremos. Da mesma forma que uma tempestade que despeja o volume de água esperado em um mês em apenas uma tarde, a seca por meses a fio também é um evento extremo.

No Ano Internacional da Biodiversidade é preciso lembrar que a vida na Terra é um evento de milhões de espécies, e não apenas de humanos, e que o clima muda para todos. Enquanto a humanidade tem a presunção de usar a ciência e a tecnologia para mitigar os efeitos sobre as populações, nos últimos 15 anos aumentou em três vezes o número de espécies em risco de extinção e algumas já são consideradas extintas na natureza.

Desertificação

No Nordeste, aumenta grandemente o risco de desertificação do semiárido, com graves consequências para a segurança alimentar da região. Para minimizar os impactos das mudanças climáticas sobre a sociedade e a economia brasileira será preciso investir forte em dois setores.

O primeiro é o fortalecimento da capacidade de resposta das organizações de defesa civil, criando, talvez, uma Defesa Civil Nacional, capaz de mobilizar recursos das forças armadas e de corporações estaduais e, também, fazer um sistemático mapeamento das áreas de risco e tomar providências para minimizá-los.

Na outra ponta, é preciso investir forte na transformação da economia brasileira em uma economia de baixo carbono. Para isso será preciso aplicar cerca de US$ 20 bilhões por ano até 2030, de acordo com uma pesquisa elaborada pelo Banco Mundial. Somente o setor energético terá de investir US$ 7 bilhões por ano para manter uma matriz de geração limpa, hoje baseada principalmente em hidrelétricas, mas que precisa incorporar energia eólica e solar. E isso representa imensas oportunidades de negócios.

A situação presente do Brasil é mais favorável à transição para uma nova economia, baseada em produção de biomassas para energia, alimento e indústria do que qualquer outro país do mundo. A Nação vive o elo entre o ontem, que se baseou em crescimento econômico às custas de exportação extrativista e de produtos primários, e o amanhã, que pode ser baseado em uma economia com forte enfoque em serviços, cultura, biodiversidade e tecnologias limpas. A atual geração é o elo entre estes dois modelos de desenvolvimento, com escolhas claras a serem feitas e com um potencial de riquezas a serem exploradas. As fórmulas do passado não servem mais, e as soluções do amanhã esperam para serem implantadas.

O País não pode mais depender de um modelo de defesa civil baseado em recursos locais para superar os eventos extremos cada vez mais frequentes.

A situação do Brasil é mais favorável à transição para uma nova economia, baseada em produção de biomassas para energia, alimento e indústria.

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Segunda, 13 Dezembro 2010 21:25

100 lugares para se lembrar

amazoniaBaseados em um estudo do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas, 100 fotógrafos captaram imagens dos 100 lugares mais bonitos do mundo que estão ameaçados pelo aquecimento global. Essas fotografias foram parar em um livro, em exibições na América do Norte e na Europa, em um site visitado por milhares de pessoas, spots de televisão, calendários e posters.

O projeto 100 lugares para se lembrar conta com o apoio de diversas organizações e personalidades, como a musa da música soul Joss Stone, e quer sensibilizar os cidadãos terrestres a cuidarem do planeta, ao evitar medidas que possam acelerar o aquecimento global.

O Brasil também tem representantes na lista, os pontos que correm riscos no país são Recife e Amazônia (foto).

Clique aqui e conheça alguns dos lugares na galeria.

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cop16Enquanto as opiniões no Brasil se dividem em torno do projeto de reforma do Código Florestal, em tramitação no Congresso Nacional, apontado como um dos instrumentos de preservação ambiental, representantes de vários países estão às vésperas de mais uma uma rodada de discussões sobre medidas conjuntas contra o aquecimento global, a COP-16, de 29 de novembro e 10 de dezembro em Cancun, no México.

Para a ministra do Meio Ambiente, Isabela Teixeira, existe a possibilidade de uma convergência de ideias no encontro de Cancun. Ela acredita que vá se repetir o êxito obtido da 10ª Conferência das Partes da Convenção sobre Biodiversidade, da Organização das Nações Unidas (ONU), encerrada, no último dia 29, em Nagoya, no Japão.

“Tenho uma visão otimista e pragmática em torno de pontos que devem avançar”, disse a ministra, logo após participar do Fórum Biodiversidade pós COP-10, promovido pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (Cebds) e pela companhia Syngenta. Isabela Teixeira, porém, reconhece que há questões complexas a serem tratadas.

Na avaliação da ministra, um dos desafios que devem ser enfrentados na gestão da presidenta eleita Dilma Rousseff é o de criar institutos para colocar em prática as metas estabelecidas em Nagoya, onde foi assinado o protocolo de acesso e divisão de benefícios para a preservação genética de plantas, microrganismos e animais, o chamado ABS, na sigla em inglês, e que é semelhante ao Painel Intergovernamental Sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês).

De acordo com Isabela Teixeira, os desafios estarão centrados em três aspectos: a busca de segurança alimentar, segurança climática e segurança energética.

A ministra criticou o texto do projeto do novo Código Florestal e falou da mobilização interna para sugestões de mudanças no texto, afirmando que esse comportamento evidencia que “o que está sendo debatido mostra-se insuficiente para aquilo que a sociedade pretende”. A ministra pondera que a matéria não deve se restringir aos assuntos da agricultura, mas se estender para questões de áreas urbanas como o uso de encostas.

Perguntada sobre as ações de recuperação de áreas degradadas para o avanço do agronegócio, ela apontou o sucesso obtido com o programa de produção sustentável de óleo de palma, na Amazônia, lançado em abril deste ano pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Não há sentido de remover áreas nativas para aproveitamento econômico se você tem a viabilidade de fazer de outra maneira. O Brasil tem um potencial de explorar áreas degradadas, com desmatamento zero, agricultura familiar, gerando renda e desenvolvimento tecnológico e crédito”. A ministra observou, no entanto, a necessidade de se reduzir os custos de produção e criar acessos às áreas degradadas por meio de investimentos em infraestrutura.

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Do MSN Brasil

Você sabe o que fazer para reduzir os impactos ambientais causados pela sua alimentação? Para os membros da Bon Appétit, é possível diminuir os danos globais com pequenas atitudes individuais. Pensando nisso, eles listaram cinco dicas essenciais para quem quer se alimentar com saúde, qualidade e respeito ao planeta.

Regra número 1: não desperdice!

cascasQuando você joga comida fora, está transformando em lixo não apenas aquelas sobras, mas também toda a energia gasta para cultivar, transportar e preparar a refeição. Quando chega aos aterros sanitários, essa comida libera gás metano, um dos gases causadores do efeito estufa. Por isso, compre e cozinhe apenas a comida que você irá comer. Se sobrar, guarde para a próxima refeição.

Regra número 2: consuma produtos da época!

Alimentos que são cultivados sazonalmente e dentro do perímetro da sua região geralmente emitem menos carbono na atmosfera. Por isso, essas devem ser as suas primeiras opções. Mas tome cuidado para não comprar alimentos cultivados em estufas aquecidas com energias não-renováveis, mesmo que elas estejam próximas a você.

Regra número 3: sem carnes vermelhas ou queijos!

A pecuária é responsável por 18% das emissões mundiais de gases do efeito estufa. Se você não puder viver sem carne e queijo, considere ao menos reduzir a quantidade desses itens, e selecione-os criteriosamente, comendo com menos frequência e apenas aquilo que você realmente ama.

Regra número 4: evite frutas e peixes de outros países!

peixesQuando você compra mariscos e frutas "frescas" vindas de outros países, saiba que para que elas estejam no supermercado pouco tempo após sua colheita foi preciso transportá-las de avião, o que torna as emissões 10 vezes maior do que se esses alimentos viessem de navio. Por isso, prefira sempre alimentos locais e os frutos do mar que foram "processados e congelados no mar".

Regra número 5: se for processado e embalado, esqueça

Salgadinhos, sucos, e até mesmo hambúrgueres vegetarianos (preparado, embalado, congelado e transportado) consomem muita energia e geram lixo, e nós comemos essas coisas sem pensar. Por isso, quando você precisar de um lanche ou refeição prática e rápida, escolha uma fruta fresca local, pequenas quantidades de nozes, e outras opções caseiras deliciosas.

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Segunda, 27 Setembro 2010 15:04

Veja como fazer saquinho de jornal para o lixo

lixo_materiaDo Instituto Akatu

Saco é um saco, não é mesmo? Mas como armazenar e tirar o lixo de casa sem a sacolinha plástica do supermercado, da padaria ou da farmácia? Uma saída é usar um único saco na semana em uma lixeira grande, de preferência de plástico reciclado, no qual vai-se acumulando o lixo doméstico, que pode ser recolhido nos diversos lixinhos da casa (cozinha, banheiros…) em embalagens que se decompõem mais rápido que o plástico, tais como papelão ou papel jornal.

O consumidor consciente busca evitar o lixinho-dentro-do-plastiquinho-que-vai-para-a-sacolinha-dentro-de-outra-sacolilnha-maior-jogada-com-outras-sacolinhas-dentro-do-saco-preto-grande. Por que não jogar tudo direto no saco preto e evitar essa cadeias de sacolinhas dentro de sacolinhas? Cada brasileiro consome em média 800 saquinhos plástico por ano ou quase 153 bilhões de sacolinhas no país inteiro. Se fosse um pedaço único de plástico, daria para cobrir todo o Estado do Rio de Janeiro ou mais da metade de Santa Catarina.

O plástico é feito de petróleo, portanto aumenta o aquecimento global, leva centenas de anos para se degradar na natureza e, descartado errado, vai entupir bueiros e tubulações de esgoto provocando enchentes. No lixão ou aterro sanitário, por impedir a circulação de gases, também atrapalha a degradação de outros materiais.

Um boa dica é recolher os pequenos lixinhos da casa em sacolinhas de jornal. Você aproveita para reciclar o jornal velho e ainda reduz o uso do plástico. Veja como fazer. O passo-a-passo dessa dobradura circula pela internet e o Akatu recebeu por email de um consumidor consciente, passe adiante.

lixo11) Você pode usar uma, duas ou até três folhas de jornal juntas, para que o saquinho fique mais resistente. Começa com um quadrado, então faça uma dobra para marcar, no sentido vertical, a metade da página da direita e dobre a beirada dessa página para dentro até a marca. Você terá dobrado uma aba equivalente a um quarto da página da direita, e assim terá um quadrado.

lixo22) Dobre a ponta inferior direita sobre a ponta superior esquerda, formando um triângulo, e mantenha sua base para baixo.

lixo33) Dobre a ponta inferior direita do triângulo até a lateral esquerda.

lixo44) Vire a dobradura “de barriga para baixo”, escondendo a aba que você acabou de dobrar.

lixo55) Novamente dobre a ponta da direita até a lateral esquerda e você terá a seguinte figura:

lixo66) Para fazer a boca do saquinho, pegue uma parte da ponta de cima do jornal e enfie para dentro da aba que você dobrou por último, fazendo-a desaparecer lá dentro.

lixo77) Sobrará a ponta de cima que deve ser enfiada dentro da aba do outro lado, então vire a dobradura para o outro lado e repita a operação.

lixo88) Se tudo deu certo, essa é a cara final da dobradura:

lixo99) Abrindo a parte de cima, eis o saquinho!

lixo1010) É só encaixar dentro do seu cestinho e substituir o saco plástico.

Que tal?

lixo11Pode parecer complicado vendo as fotos e lendo as instruções, mas faça uma vez seguindo o passo a passo e você vai ver que depois de fazer um ou dois você pega o jeito e a coisa fica muito muito simples. Daí é só deixar vários preparados depois de ler o jornal de domingo!

 

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cientistasPor Fabiano Ávila, do CarbonoBrasil

A previsão da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) para 2010 não é boa. Assim como os dois anos mais quentes na história, 1998 e 2005, este ano começou sob o forte efeito do fenômeno do El Niño e se seguir a tendência apontada por esses primeiros meses, chegaremos em dezembro com um novo ano recorde de aquecimento global.

Nesses cinco primeiros meses de 2010, temperaturas acima do normal se fizeram sentir principalmente no leste da América do Norte, Brasil, Europa e Rússia, no sul da Ásia e na África equatorial. Segundo o NOAA, o planeta está passando por seu período mais aquecido já registrado.

Além de projetar que viveremos o primeiro semestre mais quente da história, o NOAA constatou que este maio foi o mais quente já registrado, assim como também foi o outono no hemisfério sul - primavera no hemisfério norte (março ao fim de maio) -, com a mais alta média de temperaturas.

Maio esteve 0.69°C mais quente que a média registrada desde 1880. Já para o período referente ao nosso outono, a temperatura esteve 0.73°C acima do padrão. Como um todo, o ano de 2010 está 0.68°C mais aquecido que a média histórica.

O NOAA realiza relatórios periódicos sobre a temperatura global e para isso utiliza uma rede de coleta de dados que cobre praticamente todo o planeta. Dessa forma consegue construir previsões que estão entre as mais confiáveis disponíveis.

Fator Homem - Apesar de vários fatores naturais, como o já mencionado El Niño, serem fundamentais na composição da temperatura do planeta, uma parte desse aquecimento também é de nossa responsabilidade.

Um artigo publicado nesta semana no Proceedings of the National Academy of Sciences (NAS) analisou o trabalho de 1372 pesquisadores climáticos e concluiu que a noção de que as atividades humanas estão impulsionando o aquecimento global é um consenso entre a comunidade cientifica.

Para a Presidente do Comitê Científico do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas, Suzana Kahn, a ação do homem deve provocar o aumento da temperatura mundial antes do previsto por especialistas. Se a emissão de dióxido de carbono (CO2) continuar na progressão atual, o planeta vai ficar 2°C mais quente em apenas 20 anos.

“Dois graus é o limite para termos alterações climáticas ainda suportáveis ou adaptáveis, baseadas nos recursos atuais de tecnologia”, alertou Suzana durante o Fórum Ambiental do XII Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (Fica), no começo de junho.

A conclusão que se pode chegar é que temos que fazer tudo ao nosso alcance para frear o aquecimento global, pelo menos na parte que cabe à humanidade, mas é fundamental que os governos se preparem para ajudar às populações para as mudanças climáticas e ambientais que invariavelmente acontecerão. 

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Fabiano Ávila, do CarbonoBrasil

Nem mesmo o melhor cenário possível para as próximas reuniões climáticas, com os países concordando com um ambicioso acordo global com força de lei para reduzir as emissões, seria capaz de evitar que os fenômenos climáticos extremos sejam cada vez mais freqüentes nas próximas décadas. Esta é a conclusão de um modelo computacional gerado por um grupo de cientistas do Met Office, o serviço meteorológico britânico.

Em um artigo que será publicado no periódico Geophysical Research Letters, os pesquisadores afirmam que se as emissões voltassem para os níveis anteriores à revolução industrial ainda assim viveríamos um século de fenômenos climáticos extremos. Isso porque o ciclo da água do planeta já foi alterado pelo aquecimento global e não voltará ao que consideramos “normal” de uma hora para outra.

“A inércia resultante do calor acumulado principalmente nos oceanos implicará em mudanças climáticas mesmo depois de estabilizadas as emissões. Esses efeitos devem ser levados em conta nas políticas de mitigação e nas opções para adaptação a enchentes, suprimento de água, produção de alimentos e saúde humana”, explicou Peili Wu, líder do estudo.

O Met Office utilizou um modelo computacional para analisar como o ciclo da água reagiria diante de mudanças na quantidade de dióxido de carbono na atmosfera. Uma das primeiras descobertas foi que uma vez atingido os níveis altos de CO2 como os de hoje em dia, mesmo uma redução drástica não conseguiria evitar os piores impactos para o clima.

O atual nível do CO2 está um pouco acima de 390 partes por milhão (ppm) e a maior parte das políticas climáticas procura impedir que esse nível passe de 450ppm a 550ppm. Os pesquisadores chegaram a trabalhar com uma redução improvável para os níveis pré-industriais de 280ppm nos próximos anos e nem isso evitou as secas e enchentes previstas no modelo.

O estudou mostrou que apesar da temperatura acompanhar a queda do CO2, os distúrbios climáticos prosseguem intensos por várias décadas. Isto porque os oceanos dissipam o calor de forma muito lenta e o ciclo da água continuaria sob efeito do aquecimento global muito depois da redução das emissões de gases do efeito estufa.

As mudanças climáticas previstas não são ainda totalmente confiáveis, mas os pesquisadores calculam que o Brasil, assim como maior parte da América do Sul, sofrerá com severas secas ao mesmo tempo em que será alvo de tempestades tropicais intensas.

“O importante é perceber que mesmo reduzindo as emissões ainda será necessária a adoção de políticas para minimizar os impactos do clima nos ecossistemas”, alertou Vicky Pope, chefe de mudanças climáticas do Met Office.

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aquePor Fabiano Ávila, da Carbono Brasil mais agências internacionais

Pela primeira vez no governo Obama é realizado um estudo sobre as mudanças climáticas para ser encaminhado às Nações Unidas e o resultado dele mostra que a liberação de gases do efeito estufa ainda subirá 4% até 2020 no país

Desde 2006 os Estados Unidos não produziam um balanço de suas políticas climáticas e os principais resultados do U.S. Climate Action Report 2010, um documento com quase 200 páginas que foi publicado nesta terça-feira (1), não são nada positivos. O relatório registrou um aumento de 17% nas emissões entre 1990 e 2007 e ainda projeta o crescimento de 4% delas até 2020. Os EUA são responsáveis por um quinto de todas as emissões do planeta, ficando atrás apenas da China.

O grande culpado pelo crescimento das emissões no período foi o setor energético, fortemente baseado em carvão. Assim, o CO2 produzido pela queima de combustíveis fósseis é responsável por 80% de todos os gases do efeito estufa liberados pelos EUA. Apesar do país estar investindo em fontes alternativas, isso não refletirá de maneira rápida na quantidade de emissões e por isso a expectativa é que elas sigam crescendo pelos próximos anos.

Além do CO2, o relatório aponta que os hidrofluorcarbonos (HFCs) terão cada vez mais relevância na matemática das emissões. Atualmente os HFCs equivalem a apenas 2% do total dos gases do efeito estufa, mas é previsto que eles cheguem a 30% até 2050.

O U.S. Climate Action Report 2010 afirma que isso é uma conseqüência infeliz do Protocolo de Montreal, assinado em 1987 para combater o buraco da camada de ozônio e que promoveu o uso dos HFCs no lugar dos clorofluorcarbonos (CFC).

“Uma boa parte do crescimento das emissões dos EUA será motivada pelos HFCs, que devem mais que dobrar entre 2005 e 2020”, afirma o relatório.

Acordo Climático - A administração Obama afirma no documento estar comprometida com as negociações climáticas e pede para que as demais nações industrializadas acelerem seus esforços para ajudar os países que mais irão sofrer os impactos das mudanças climáticas.

O relatório afirma ainda que os EUA irão contribuir com sua parte nos US$ 30 bilhões prometidos para a adaptação climática até 2012. Isso significaria mais que o triplo do que o país disponibilizou em recursos em 2009.

Esse fundo de US$ 30 bilhões é um dos elementos chave do Acordo de Copenhague, costurado pelos EUA e os países do BASIC (Brasil, África do Sul. Índia e China) ao final da conferência do clima na Dinamarca em dezembro do ano passado.

O U.S. Climate Action Report 2010 ainda promete a adesão dos EUA na criação de um fundo de US$ 3,5 bilhões para a preservação florestal e a liberação de cerca de US$ 2 bilhões para as pesquisas climáticas.

Todo esse ímpeto em querer participar das ações globais contrasta com o fato de que as emissões dos Estados Unidos subiram também por causa de sua não adesão ao Protocolo de Quioto. Através dele, outras 37 nações industrializadas tiveram suas emissões reduzidas desde 1990.

 

Publicado em Viva Mundo
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