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Linha Editorial

  • "Mídia Construtiva é também lançar o olhar crítico sobre problemas, apontar falhas, denunciar. Contribuindo para a corrente que tenta transformar o negativo em positivo."

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13-300x169Por Leonardo Sakamoto*

A Ashoka, que apóia empreendedores sociais em todo o mundo, lançou, com o apoio do Google, um desafio para dar visibilidade a inovações que empreguem o poder da mídia para estimular a cidadania. O “Midia Cidadã: Um Desafio Global para a Inovação” recebeu 426 propostas de 75 países, das quais 11 foram escolhidas para serem votadas pelo público.

“Mesmo nesta época de proliferação da mídia, milhões de pessoas continuam sendo marginalizadas por barreiras políticas e econômicas, que impedem que elas acessem ferramentas básicas de informação, privando-as de conhecimentos e conexões valiosas e privando o resto do mundo de suas vozes”, afirma o site da iniciativa.

Entre os objetivos está garantir que populações desprivilegiadas e vulneráveis tenham acesso a canais de mídia para fazer fluir sua voz, mas também equipar jornalistas com ferramentas para que possam relatar notícias que, por pressão política ou econômica, se perderiam. O que inclui formas de aprofundar a proteção à liberdade de expressão e à privacidade e de garantir sustentabilidade financeira à produção independente de notícias.

Trago a lista dos 11 finalistas para que vocês conheçam e votem. Vale a pena dar uma navegada por eles. São boas idéias, algumas das quais já possuem similares no Brasil, e podem ser replicadas. Parte do conteúdo está em português e parte em inglês.

Projeto Serval – Comunicação em qualquer lugar, a qualquer hora – Austrália. Com o projeto Serval, os celulares trabalham onde não há infra-estrutura, na ocorrência de disastres e sem o apoio do governo – apenas com o uso do número do celular;

CrowdVoice.org – Rastreando Vozes de Protesto – Bahrain. CrowdVoice oferece um novo olhar, uma nova forma de compartilhar, moderar e organizar informações sobre movimentos e protestos no campo dos direitos humanos;

Jornalismo Global Participativo com FrontlineSMS – Reino Unido. Graças ao FrontlineSMS formou-se uma rede global de usuários e apoiadores com uma sólida reputação em integração móvel;

FreedomBox: Sistema três em um: privado, anônimo e de comunicação segura – EUA. Configuração mínima e alta privacidade tecnológica, anonimato, segurança em um computador de baixo consumo energético para usuários não-especialistas;

Superdesk: Traz sala de imprensa digital para organizações independentes de mídia – República Checa. Com o Superdesk, todas as organizações de mídia estão livres para definir suas salas de imprensa e enviar conteúdo para qualquer plataforma, em qualquer lugar e a qualquer hora;

Sala de Imprensa Digital: Para jornalistas e cidadãos do mundo árabe trabalharem juntos – Egito. Tecnologia, tradução e treinamento combinados para ampliar as vozes dos cidadãos do Oriente Médio;

Demotix: Democratizar Notícias – Reino Unido. Demotix é onde acontece a liberdade de expressão, diversidade de mídia e onde fontes futuras notícias se encontram;

5th Pillar – Fortalecer cidadãos no combate à corrupção – Índia. As ferramentas anticorrupção do 5th Pillar capacita todo cidadão a se tornar um “guerreiro combatente” da corrupção;

Uma história verdadeira a cada byte: descubra e compartilhe – Argentina. Todos têm um papel na criação, validação e difusão de uma grande história;

CGNet Swara: Portal de voz para comunidade de mídia – Índia. Portal de voz acessível via telefone que permite participação na democracia por meio da comunicação e diálogo;

Jornalista móvel em cartão SD – EUA. Testa e serve como uma ferramenta de ponta para mídia móvel na comunicação em qualquer ambiente.

Par ver todas as 426 inscrições, incluindo as brasileiras, clique aqui e depois na aba “Inscrições”.

* Publicado originalmente no Blog do Sakamoto.

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A Orquestra do Movimento Pró-Criança começa a ganhar o mundo. O grupo foi convidado para se apresentar na França no próximo ano. O convite partiu dos organizadores do Festival de Tolouse, que ofertaram hospedagem e alimentação. Segundo a gestora Espaço Maria Helena Marinho/Movimento Pró-Criança, Rosa Campello, agora será preciso conseguir apoio para bancar as despesas com as passagens.

“O pessoal de Toulouse ficou encantado com a mistura entre o erudito e o popular e a qualidade musical dos meninos. O convite é um grande presente. Agora precisamos conseguir as passagens e já estamos na batalha em busca de apoio para realizar esse grande sonho”, diz Rosa.

Na estrada – Na próxima sexta-feira (22) e no sábado (23), os meninos e meninas da orquestra deixam pela primeira vez o Recife para duas apresentações em Afogados da Ingazeira, no Sertão, a convite da Diocese do município, no Cine Teatro São José. No primeiro dia o concerto começa às 20h e no segundo está marcado para 19h30, no Bairro da Pitombeira. “Tudo foi possível graças ao apoio do Consulado do Japão e do HSBC”, explica Rosa.

A Orquestra do Movimento Pró-Criança agora está completa depois de receber novos instrumentos em abril de um grupo holandeses alunos do saxofonista Fred Berkemeier, que também ficou sensibilizado com o trabalho em uma visita que fez ao. O grupo, que se prepara também para a gravação de um disco, foi criado a partir do esforço do maestro Crisóstomo Santos e do professor Márcio Pereira.

“Antes havia aulas de piano e violino, mas não tinha uma orquestra. As aulas de violino começaram a ficar complicadas e a direção estava pensando em parar. Então tivemos a ideia de formar a orquestra”, explica Márcio. Dos treze integrantes do começo, passou para 23, sendo 19 de cordas e quatro de percussão. “Eram quatro violinos, depois veio viola, violoncelo, novos violinos e agora tem até contrabaixo. A orquestra de cordas está completa, mas faltavam ainda outros instrumentos de percussão para termos uma orquestra inteira. Com a iniciativa de Fred Berkemeier, só temos o que celebrar. A qualidade musical está cada vez mais impressionante”, comemora Crisóstomo.

A doação dos holandeses abriu novas vagas na orquestra, para percussão e contrabaixo, e os interessados em estudar e fazer parte do projeto devem entrar em contato com o Movimento Pró-Criança do Recife Antigo.

Histórias emocionantes de jovens que vão mudando a vida se misturam com os passos da Orquestra Pró-Criança. A de Bernardo José, de 16 anos, que mora com a mãe, o pai e sua irmã em Brasília Teimosa, é uma delas. No último mês de janeiro foi convidado pela Associação de Moreno e começou a dar aulas de violino para crianças da cidade todos os sábados pela manhã. Com o salário, está ajudando sua família, já comprou um computador e colocou internet em casa. Além das aulas em Moreno e das apresentações com o grupo do Pró-Criança, Bernardo formou um quarteto com três amigos e estão tocando em festas, casamentos e eventos. “Depois que a música entrou na minha vida, todo dia eu penso nela”, diz.

“Meu objetivo é dar aula, ser músico e continuar vivendo da música. Nunca mais eu deixo. A música representa para mim uma forma de esperança, um sonho possível”, emociona-se Fábio Eduardo, que completou 18 anos no último dia 2 de fevereiro. Morador do bairro do Coque, no Recife, com as economias que tinha e a ajuda do tio conseguiu comprar em março seu próprio contrabaixo. No mesmo mês foi aprovado no Conservatório Pernambucano para integrar a Orquestra Jovem. Fábio está dando aulas de musicalização infantil na escola municipal Novo Mangue. “Meu sonho é viajar o mundo fazendo música”, declara.

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nova-certidao-de-nascimentoDa Corregedoria Geral de Justiça de Pernambuco

Recife será a primeira cidade do Brasil a fazer uso do novo modelo elaborado para a certidão de nascimento, que agora passará a ser confeccionada em papel de segurança. A iniciativa é da Corregedoria Nacional de Justiça, em conjunto com o Ministério da Justiça e a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. O documento é feito em um papel mais resistente e possui marca d’agua, numa tentativa de se evitarem falsificações. Outro item de segurança é a palavra “autêntico”, impressa no fundo do papel, visível sob lâmpada ultravioleta com luminescência verde limão.

A medida visa a erradicação do sub-registro de nascimento no país. O lançamento do novo papel foi realizado nesta sexta-feira (04.02) pela ministra de Estado e chefe da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário Nunes. O local escolhido para emitir o primeiro exemplar do documento foi a maternidade do Hospital Agamenon Magalhães, que conta com uma unidade de registro civil interligada aos cartórios da capital.

A capital pernambucana foi escolhida porque o sistema que permite a ligação direta entre cartórios e maternidades foi desenvolvido no estado, que já conta com oito unidades interligadas instaladas, das 217 pactuadas. Além de Pernambuco, o Estado do Mato Grosso já adotou o sistema que a SDH pretende expandir para todas as maternidades públicas do país, que fazem mais de 300 partos por mês.

O corregedor geral da Justiça, desembargador Bartolomeu Bueno e o juiz corregedor auxiliar dos Cartórios da Capital, Sérgio Paulo Ribeiro, estarão presentes ao evento.  Segundo o CNJ, cerca de 1,2 mil cartórios de registro civil de todo o país que ainda não são informatizados deverão começar a receber computadores e cursos de capacitação para seus funcionários a partir deste mês. A entrega dos equipamentos e a realização dos cursos vão permitir que as próximas certidões de nascimento já sejam impressas no papel de segurança.

Os cartórios do Nordeste que já possuem equipamentos de informática já começaram a receber orientações sobre como proceder para solicitar o novo papel de segurança e começar a emitir o documento nos novos padrões.

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Quinta, 16 Dezembro 2010 02:37

Movimento espírita e cidadania

cidadania1Por Acácio de Carvalho, no Blog Meus Escritos Mal Descritos

“1825... o homem caminhava lentamente para o cadafalso... a garoa molhava a cidade do Recife, como se a natureza afirmasse o seu estado de tristeza, diante do ato de injustiça que iria ser cometido. Frente ao carrasco, a coragem daquele homem era impressionante. Os seus algozes não estavam presentes, preferiam chafurdar-se nos vícios inebriantes do poder e da sedução. Não houve criatura capaz de levá-lo à corda, pois todos sabiam que ele era um homem bom, justo, quase santo. A pena, então, foi substituída pelo fuzilamento. Seu crime? Sonhar com a liberdade, com a igualdade entre os homens, lutar pela verdadeira independência, pela abolição dos escravos, idealizar um mundo melhor, ser um verdadeiro cidadão...” 

Assim passou pela Terra, frei Joaquim do Amor Divino Rebelo Caneca, o frei Caneca. Religioso que compreendeu que o seu papel não era apenas de celebrar missas e fazer batizados. E como ele, tantos outros heróis, precursores de novas eras, que anteviam o futuro, liderando os homens de sua época. Frei Caneca levou às últimas conseqüências o seu ideal, um ideal de cidadania. E o que é cidadania, senão a expressão de seus direitos e deveres numa comunidade?

A etimologia da palavra vem do grego clássico, onde os cidadãos da pólis reuniam-se na ágora, praça central da cidade-estado, para deliberar coletivamente sobre as ações a serem tomadas. Era o primeiro exemplo de democracia, no longo processo evolutivo percorrido pelas sociedades de nosso planeta rumo aos cimos espirituais, ainda tão almejados hoje.

A Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, fruto do pensamento libertário da Revolução Francesa, foi um passo adiante. A criação da Liga das Nações, posteriormente, Organização das Nações Unidas, consolidou, no horror do pós-guerra, o desejo da Humanidade de ver os seus direitos universais sendo respeitados e defendidos. Ainda hoje, os homens lutam por dignidade, respeito, moradia, trabalho, educação, justiça...

Mas não podemos negar que estas conquistas foram balizadas por exemplos, como o de Frei Caneca, como o de Mahatma Gandhi no campo político, de Martin Luther King, de Joaquim Nabuco, de Zumbi dos Palmares na área de direitos humanos, e muitos outros...

Atitudes incompreendidas pelos poderosos da época, mas extremamente afinadas com o pensamento ético cristão. Sim, com o pensamento cristão, pois o que recomendaria o Cristo, ao ver a iniqüidade da escravidão, se ele afirmou que todos somos iguais? Que faria Jesus, diante de um povo subjugado a outro, colonizador e explorador? Recolheria-se em Jerusalém? Ou enfrentaria os césares e os fariseus (como o fez) com a sua coragem?

Creio que ainda não compreendemos verdadeiramente o sentido do cristianismo. Notadamente o movimento espírita, que possui, em seu escopo doutrinário, princípios éticos e assertivas de vanguarda, capazes de colaborar para a transformação do mundo!

Ao conhecermos a doutrina espírita, um novo mundo abre-se diante de nós: de repente, obtemos explicações sobre a vida após a morte, compreendemos os mecanismos reencarnatórios, a lei universal de evolução, os fenômenos mediúnicos... Conhecemos o porquê da vida, o que somos, de onde viemos, aonde vamos. Estudamos as nossas tarefas individuais, familiares e coletivas. Ao mergulharmos na interpretação do espiritismo, achamos justificativas para as desigualdades sociais, entendemos a história da humanidade sob uma ótica integrada, interpretamos a economia, a sociologia e verificamos que o papel do espírito é ser um cidadão integral, ativo, atuante no mundo em que vivemos.

Revisitamos o sentido do cristianismo, sob uma nova ótica, holística, cósmica. Vemos Jesus como o coordenador-geral de nosso planeta, amparando-nos e inspirando-nos em nossa reforma interior, trazendo à Terra espíritos iluminados para confirmar os caminhos já apontados por ele próprio, há dois milênios... Tratamento espiritual, palestras, livros, seminários... o encantamento com a prática espírita! Encontramos o rumo de nossa felicidade no amor ao próximo! Mas, e depois?

O tempo vai passando e agregamo-nos à instituição, ela passa a fazer parte de nós, pela grandeza do espiritismo. Corremos os primeiros riscos, de nos enclausurarmos em nossas casas, vivermos um mundo paralelo, agradável, compensador. Corremos o risco de esquecer que a doutrina é proativa, evolucionista, libertária. Que recomenda a ação social, a mudança do mundo, a participação nos processos  de transformação. Trocamos os fins pelos meios.

A doutrina espírita bem aplicada propicia iluminação de consciências, emancipação do pensamento, redução de angústias, transformação moral e melhoria da sociedade. Mas para isso, precisamos rever o seu processo de atuação, pois o espiritismo precisa ser vivenciado e não apenas teorizado. Acontece que nós não estamos acostumados a pensar; repetir fórmulas prontas é mais fácil. Acomodamo-nos e adotamos uma postura passiva; a maioria de nós apenas assiste palestras e orbita em um mundo limitado, sob o manto de uma falsa religiosidade. Somos apenas uma caricatura daquilo que Kardec projetou.

O movimento espírita precisa adotar características de vanguarda, com mecanismos atualizados de divulgação, através de estudos em grupo, vivências grupais com aspectos terapêuticos, internet, televisão, eventos, fóruns, integração social, trabalhos voluntários, parcerias com organizações não-governamentais, etc. Precisamos ir às ruas! Os centros precisam facilitar o processo de auto-conhecimento e construção própria da realidade de seus participantes, criando cidadania, repensando o seu modus operandis.

Definitivamente, precisamos mudar o nosso modo de agir no movimento espírita. Estamos anos atrasados em relação a outras instituições religiosas, que têm uma atuação social muito mais intensa. Os nossos representantes “oficiais” (quem são eles?)  estão calados, mudos, estáticos. Parece até que estamos anestesiados diante do quadro social que enfrentamos, não percebemos que estamos vivendo o momento mais importante de nossa existência espiritual, encarnados na Terra nesta era de transição.

Espírita, onde estás que não te ouço? Vês as crianças abandonadas na Rua do Imperador? Ou os “cheira-cola” dos sinais? Ouves o choro das crianças e adolescentes sexualmente exploradas e dos velhos desamparados? A violência urbana te incomoda? Que fazes contra o desemprego? Pensas que nada tens com isso? Que nada deves fazer? Questionas dialeticamente as instituições em que tomas parte, com o intuito de aprimorá-las? Ou te calas, dizendo: “esperemos, ainda não chegou a hora”? Participas de movimentos sociais, de organizações não-governamentais? Lutas contra os privilégios das minorias? Tens atuação política, de alto nível, educativa e transformadora?

Onde estão os líderes espíritas, neste mundo que pede mudanças? Onde estão os cidadãos espíritas, que sabem que a evolução se processa aqui, no plano material? Calam-se, omissos...

Ah, Caneca, quanto do teu espírito idealista ainda precisamos...

* Acácio de Carvalho (acaciocarvalho.blogspot.com)

 

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videoretratos3O documentário Retratos, dos jornalistas Leo Tabosa e Rafael Negrão, que conta a história de seis travestis que exercem profissões não relacionadas à prostituição e que defendem seus direitos de cidadãs, será exibido no próximo dia 2 de dezembro no Cinema São Luiz, no Recife.

A exibição, às 20h30, acontecerá dentro da programação do 12º Festival de Vídeo de Pernambuco.

"Nosso objetivo foi desmitificar o preconceito que muitas vezes impossibilita a cidadania das travestis", explicou rafael Negrão.

O festival é uma promoção do Governo do Estado, por meio da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), e da Prefeitura da Cidade do Recife (PCR), representada pela Fundação de Cultura do Recife.

Premiação - Durante o festival serão exibidos 65 curtas-metragens. Os vídeos, divididos em mostras Geral e Universitária – serão exibidos de 29 de novembro a 3 de dezembro, no Cinema São Luiz. Os prêmios para os três primeiros lugares da Mostra Geral serão, respectivamente, de R$ 3,5 mil, R$ 2,5 mil e R$ 1,5 mil. Dois prêmios, no valor de R$ 1,5 mil cada, serão entregues aos vencedores das duas categorias da Mostra Universitária.

O Blog Viva Pernambuco recomenda!

Veja a participação do documentário Retratos em festivais:
 
III Mostra Pernambuco de Curtas e Longas-Metragens do Cine-PE (Recife)
Festival de Cinema da Cidade de Nova Iguaçu – Iguacine (Rio de Janeiro)
Festival de Jericoacoara – Cinema Digital (Ceará) – Premiado: Melhor Documentário
Festival Internacional do Cine Pobre (México)
Focus-Brazil Vídeo Fest (Fort Lauderdale – Flórida) – Premiado: Best Video e Best Direction
Curta Taquary – Festival de Cinema de Taquaritinga do Norte (Taquaritinga -  PE)
Mostra Audiovisual Fazendo Gênero 9  (Florianópolis – SC)4° Curta Cabo Frio – Festival de Cinema de Cabo Frio (Cabo Frio – RJ)I Festival de Cinema de Rio Bonito (Rio Bonito – RJ) Premiado: Melhor Documentário
15º Festival Brasileiro de Cinema Universitário (São Paulo – SP)
2º Curta Neblina – Festival Latino Americano de Cinema (Paranapiacaba – SP)
Close – Festival Nacional de Cinema da Diversidade Sexual (Porto Alegre – RS)
Mostra Internacional do Primeiro Filme (Timbaúba – PE)
II Cine Congo – Festival de Cinema do Congo (Congo – PB)
6 Festival Aruanda do Audiovisual Brasileiro (João Pessoa – PB)
7º CineFest Votorantim (Votorantim – SP)
32 Festival Internacional del Nuevo Cine Latinoamericano (Habana – Cuba)
II Curta Carajás Festival de Cinema ( Carajás – Pará)

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porto
A professora de dança e artes cênicas Aíla Machado dá aulas a crianças e jovens em oficinas promovidas pela Viva Rio Haiti (Marcello Casal Jr/ABr)

Por Vitor Abdala, da Agência Brasil

Em amplo terreno na localidade de Bel Air, na capital haitiana Porto Príncipe, funciona a sede da organização não governamental Viva Rio Haiti, uma espécie de subsidiária da ONG carioca, criada entre 2006 e 2007. Lá, o português é uma das línguas mais faladas.

Entre outras atividades oferecidas pela organização estão oficinas de capoeira e dança para crianças e jovens haitianos da região de Bel Air, considerada uma das mais perigosas de Porto Príncipe. Entre os alunos da oficina de dança está Eliana Brignol, de 11 anos, moradora de um acampamento desde que o terremoto de janeiro destruiu a casa onde vivia.

A menina conta que começou a frequentar a oficina porque não tinha nada para fazer depois da escola. “Aqui, pelo menos, eu danço e faço amigos. Meus pais me apoiam porque têm confiança de que esse projeto pode trazer alguma coisa boa para mim”, conta.

Bertine Role, de 23 anos, também participa das oficinas da ONG brasileira. Desde o terremoto de janeiro, ela não mora mais em Bel Air porque, depois da destruição de sua casa, teve que morar com parentes em outra cidade, próxima a Porto Príncipe. Mesmo assim, não deixa de retornar ao antigo bairro para participar da oficina de dança.

“Depois de passar por uma catástrofe como foi o terremoto, tive que encontrar algum lazer, alguma coisa para combater o estresse, por isso venho para a oficina da Viva Rio”, disse a haitiana.

Nazaire Katsu, de 32 anos, é um dos homens que participam da oficina. Ex-dançarino de hip hop, ele decidiu participar da atividade, que ensina danças tradicionais haitianas com um toque brasileiro. “Muita gente que eu conhecia perdeu a vida no terremoto. Fiquei muito triste. Então, achei importante fazer uma atividade como essa”, disse.

O haitiano mora em Bel Air com a mulher e o filho. Depois que sua casa foi destruída pelo terremoto, ele usou as habilidades de artesão para construir um novo lar, de madeira, para abrigar a família no acampamento onde vive.

Apesar do desastre que marcou sua vida e dos problemas do país, Nazaire diz que gosta do Haiti e que pretende continuar morando ali. “Essa é a minha terra natal. É aqui onde tenho minha vida. Acho que essas eleições poderiam nos dar um bom governo, que fosse capaz de ajudar todos os haitianos que precisam”, disse.

Bertine também diz que pretende continuar vivendo no Haiti, apesar de todas as dificuldades, e aposta suas fichas no novo governo. “Temos muitos problemas de segurança, de lixo e de falta de escolas, de hospitais e de universidades. Mas, para mim, o país é bom, porque nasci aqui. Precisamos de alguém que organize as coisas”.

A pequena Eliana Brignol não manifesta tanto otimismo quanto seus colegas mais velhos. “Não gosto de morar no Haiti porque aqui tem muitos criminosos, que atiram nas pessoas. As crianças não podem comer bem e há pais que não conseguem pagar uma escola para seus filhos”, diz a menina, acrescentando que gostaria de morar no Brasil, desejo compartilhado pela colega Wood-Line Joseph.

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A partir desta terça-feira (16), qualquer cidadão poderá participar das audiências públicas das comissões da Câmara dos Deputados com perguntas dirigidas aos convidados. O projeto piloto para a participação popular começará pelas comissões de Educação e Cultura e de Direitos Humanos e Minorias. As perguntas deverão ser enviadas para o e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. e devem ser direcionadas aos convidados das audiências públicas.

Os cidadãos interessados em problemas ocorridos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) poderão fazer perguntas ao ministro da Educação, Fernando Haddad, a partir desta terça (16), pelo e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. com o campo assunto CEC. O ministro participará, quarta-feira (17), de audiência pública na comissão para debater a questão das provas do Enem.

Os interessados em fazer perguntas aos participantes do seminário Emergências Socioambientais e Direitos Humanos: Novos Paradigmas da Prevenção de Desastres, a ser promovido pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDH) na quinta-feira (18), também poderão enviar suas perguntas a partir de amanhã para o e-mail: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. com o campo assunto CDH.

As perguntas dos internautas serão encaminhadas aos deputados que integram a comissão, para que eles possam fazer os questionamentos aos convidados durante o debate. Isso porque, pelas regras da Câmara, apenas os deputados têm direito ao uso da palavra em audiências públicas. As audiências públicas selecionadas para que os cidadãos possam fazer suas perguntas serão transmitidas ao vivo pela Agência Câmara (www.agencia.camara.gov.br) e terão cobertura em tempo real.

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Fé e solidariedade em favor das vítimas das enchentes da Zona da Mata Sul serão o mote da Missa do Divino Pai Eterno, no próximo domingo (15),  no Marco Zero do Recife, presidida pelo padre Robson de Oliveira, que virá especialmente da Basílica de Trindade, em Goiás, para a celebração.

A expectativa dos organizadores é que milhares de fiéis compareçam ao evento, no qual serão arrecadados donativos pelo Comitê da Ação da Cidadania Pernambuco Solidário, em parceria com o Exército da Salvação e do Comitê Ecumênico SOS Chuvas PE.

Quem quiser ajudar pode doar qualquer tipo de alimento não-perecível, como água, material de limpeza e higiene pessoal. Os voluntários estarão a postos nas proximidades do Terminal Marítimo desde as 13h.

“Agosto é um mês simbólico. Dia 9 completaram 13 anos que o sociólogo Herbert de Souza, o Betinho, criador da Ação da Cidadania morreu. No final do mês completam-se 11 que Dom Helder Câmara também se foi. Temos que mostrar à sociedade que os ideais deles continua vivo eforte”, comentou Anselmo Monteiro coordenador do Comitê da Ação Pernambuco Solidário.

A missa contará, ao final, com a presença de dom Fernando Saburido, que completa um ano como arcebispo de Olinda e Recife.

Mais informações sobre o evento podem ser obtidas com Anselmo Monteiro pelos telefones (81) 9114 9716 e(81) 9979 9716; ou com Paulo Azevedo, da AP Comunicação Estratégica, pelos telefones (81) 3242 3856, (81) 3032 4890 e (81) 9486 0745.

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Quinta, 10 Junho 2010 22:08

Tecnopolítica

politicaPor Pedro Aquino*

Esta semana me dei conta do fato extraordinário de que a geração que tem agora entre vinte e trinta anos está vivenciando uma nova forma de fazer política. Diferente de quem presenciou guerras mundiais e inúmeros golpes de estado, os membros desta geração - que protagonizam a revolução tecnológica -, têm a oportunidade de influenciar decisões e difundir suas opiniões sobre os fatos da sociedade com uma liberdade e amplitude que não se via antes.

A vitória alcançada, recentemente, pelo Projeto Ficha Limpa, que proíbe a candidatura de políticos com antecedentes criminais nas eleições, reforça este fato. Um abaixo assinado pela internet angariando mais de dois milhões de assinaturas organizou o apoio da sociedade civil à campanha.

O Ficha Limpa mobilizou cidadãos que ultimamente evitavam qualquer assunto relativo à política. E não foram necessários mais do que alguns cliques no mouse para expressar descontentamento com a realidade política brasileira e o desejo de um cenário mais ético para a cidadania.

Embora ainda exista os que consideram a interação virtual algo supérfluo ou incipiente, o exemplo mostra que assumir uma opinião publicamente através de uma rede de contatos virtuais pode caracterizar um ato político e gerar resultado. Ainda melhor, é quando o usuário aproveita a enorme quantidade de informação disponível na rede para se informar melhor sobre suas preferências, aumentando a capacidade de defendê-las.

A caixa-preta da política - Ao longo do tempo, o termo política se tornou quase equivalente a corrupção, burocracia, abusos de poder, autopromoção indevida e falsas promessas. Assim surgiu o termo politicagem, que revela a descrença da sociedade na política, que na Grécia Antiga era praticada em praça pública, aberta a todo indivíduo que tivesse o status de cidadão. Hoje, contudo, todo mundo é cidadão por direito, mas o que era um diálogo aberto se parece mais com uma “caixa-preta”, que serve aos interesses de poucos.

No Brasil, particularmente, a nomeação de Brasília como a capital do país e transferência do Palácio do Planalto para uma região afastada, segundo muitos brasileiros, foi um dos fatores que contribuiu para o afastamento entre cidadãos e política. Neste contexto, o potencial da internet surge como uma solução, já que pode promover o acesso rápido e democrático à informação abrindo novo espaço para o exercício da cidadania.

Webcidadania - Há pouco tempo, um grupo de jovens ativistas confrontou a inacessibilidade desta “caixa-preta política” brasileira. Na ocasião de lançamento do blogue oficial do Palácio do Planalto, foi recebido com estranheza o fato de que esta ferramenta de comunicação com eleitores não aceita comentários de seus internautas – como qualquer outro weblog da internet teria, dado que a ferramenta está preparada para oferecer aos eleitores um espaço de críticas e sugestões aos governantes. Diante da contradição, este grupo criou uma versão idêntica ao Blog do Planalto só que garantindo o espaço de comentários a qualquer usuário.

Ainda na linha do estímulo à opinião pública, o portal Votenaweb.com.br criou uma maneira interessante de informar os eleitores sobre as leis que estão sendo votadas no Congresso Nacional. A ferramenta é muito simples e para cada projeto colocado em votação, o cidadão pode dizer sim ou não e também saber quais parlamentares fizeram escolhas iguais ou diferentes a sua. Todos os dados armazenados se transformam em infográficos que possibilitam enxergar as discrepâncias ou os consensos que existem entre as opções dos políticos e as opções do eleitorado.

Todas as plataformas interativas da chamada Web 2.0 têm uma característica bastante peculiar: quanto maior sua taxa de utilização, maior a sua utilidade. Quando esta ferramenta passa a servir à política, assume uma forma ainda mais interessante. A vantagem é toda do cidadão e, não é a toa que algumas plataformas disponíveis já estão formulando a noção de “webcidadania”.

Uma destas plataformas que se destacam por sua utilidade prática e cotidiana é o CidadeDemocrática.org.br. Este portal permite que cidadãos, organizações e até mesmo políticos interajam identificando problemas a serem solucionados ou propondo melhorias na realidade local. Através da intermediação desta ferramenta online, os usuários podem ter suas idéias apoiadas, discutidas e divulgadas, até que se chegue ao ponto de encontrar uma solução, entre as tantas possíveis.

Somente quando existe o canal adequado de comunicação é que o problema encontra sua solução. Tudo depende do empenho de quem participa e, quanto mais articulada à ferramenta, maiores as chances de serem encontradas as estratégias que irão dar conta da realidade. Neste novo contexto, a política ganha um novo palco, agora aberto para muitos protagonistas. As dificuldades continuam grandes, mas não se pode mais dizer que não há alternativas.

*Pedro Aquino é formado em Psicologia na PUC-SP, especializou-se em socionomia pela Sociedade de Psicodrama de Säo Paulo e, de volta à PUC, prepara seu mestrado em Psicologia Política e Movimentos Sociais. Participante do corpo diretivo do Instituto Ninhos, imagina transformaçöes possíveis e procura torná-las viáveis pela intersecçäo entre arte, tecnologia e educaçäo.

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Da Agência Brasil

O dia 17 de maio foi instituído como Dia Nacional de Combate à Homofobia, a partir de decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicado no Diário Oficial da União da segunda-feira (7). O ato do presidente atende a reivindicações de movimentos ligados à defesa dos direitos dos homossexuais.

O decreto foi assinado na última sexta-feira (4), às vésperas da 14ª Parada do Orgulho LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros) que ocorreu no domingo (6), em São Paulo, com o lema “Vote contra a Homofobia”.

O dia 17 de maio foi escolhido por ter sido nessa data, em 1990, que a Assembleia Mundial da Saúde, órgão máximo de tomada de decisão da Organização Mundial de Saúde (OMS), retirou a homossexualidade da Classificação Internacional de Doenças. Desde então, a data é celebrada internacionalmente como o Dia de Combate à Homofobia.

Publicado em Viva Brasil
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