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Linha Editorial

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Seminário: Brasil, questões e desafios atuais
Por Rede de Educação Cidadã

Entre os dias 20 e 21 de outubro, a Rede de Educação Cidadã realizará o Seminário: Brasil, questões e desafios atuais. A pauta central do evento é o debate sobre as raízes históricas da miséria e sua relação com o modelo de desenvolvimento em curso no país, identificando desafios atuais para a organização popular e o fortalecimento do Projeto Popular.

 A metodologia do seminário segue inspiração freireana, organizada em duas “Rodas de Diálogo” e três “Círculos de Cultura” em torno dos eixos consensuados para o debate. “O desenvolvimento em curso no Brasil” é tema da grande roda de abertura. O primeiro círculo de cultura terá como eixo o “Brasil sem pobreza e miséria” contando com contribuições de Márcio Pochman (Ipea), João Pedro Stédile (MST) e Graciela Rodrigues (Rebrip e Instituto Equit). O segundo tratará do tema “A democracia e a reforma do sistema político”, com Nathalie Beghin (MDS) e Roberto Vizentin (MMA e Contag). O debate no terceiro círculo girará em torno do tema “Educação popular, movimentos sociais e políticas públicas”, com Pedro Pontual (Secretaria Geral da Presidência da República), Vera Dantas (Aneps), Vanderlúcia Simplício (Pronera) e Osvaldo Peralta Bonetti (Ministério da Saúde). A síntese do aprofundamento e proposições de cada círculo embasará a segunda grande roda de diálogo, quando todas as propostas serão discutidas e consolidadas para encaminhamento.

Visando o aprofundamento do diálogo, serão explorados temas como a noção de bem viver, o desenvolvimento humano e a questão ambiental; a reflexão sobre o modelo de reforma política proposto pelo Congresso Nacional e pela Plataforma do Movimentos Sociais; a relação das questões estruturais do modelo de desenvolvimento com as questões e problemas atuais; e o compartilhamento de experiências de movimentos e organizações na busca pela construção de articulações e processos educativos.

Participarão do seminário a Comissão Nacional e o Talher Nacional, educadores/as populares da Recid dos estados e DF e mais três lideranças dos movimentos: Via Campesina, Marcha Mundial de Mulheres, indígenas, quilombolas, população de rua, catadores, LGBT, estudantes, pastorais sociais, Aneps, Mops, Coletivo Intervozes, Fórum Brasileiro de Economia Solidária, Meb e Cáritas Brasileira, além de outros movimentos nacionais convidados.

O Seminário Brasil é uma realização da Recid, Instituto Paulo Freire, Secretaria Geral da Presidência da República e Secretaria Especial de Direitos Humanos. Acontecerá nos dias 20 e 21 de outubro, no Centro de Formação Vicente Cañas-CIMI, em Luziânia Goiás.

Publicado em Viva Brasil

 metamorphose

Por Aparecido Donizeti da Silva*, do Observatório Social

O mundo nos últimos duzentos anos passou por modificações rápidas, profundas e radicais. A ascensão do capitalismo e a revolução industrial transformaram e aceleraram o modo de produção. A nascente indústria sugava o sangue, o suor, o sonho e a vida de homens, mulheres e crianças. Todos escravizados à necessidade de produção, de geração de mais valia, de lucro. O mecanismo perverso de acumulação de riqueza nas garras de poucos à custa de muitos desencadeou revoltas, protestos, lutas e produção teórica. Karl Marx certamente foi quem melhor desnudou esse mecanismo de exploração, influenciando a maioria dos movimentos e lutas da classe trabalhadora.

Mobilizações, revoltas e revoluções fizeram com que o capitalismo, por necessidade de sobrevivência, realizasse reformas e concessões, de modo a disfarçar sua verdadeira e cruel face. Essas reformas resultaram na criação de direitos e conquistas sociais para os trabalhadores, embora a raiz do sistema ainda se baseie na exploração do trabalho. O capitalismo, por sua dinâmica própria, necessita de expansão e de acumulação. Assim criou uma sociedade voltada para o consumo desenfreado, utilizando-se de meios de comunicação eficientes, com a função de fabricar necessidades artificiais e vender essas necessidades.

Para alimentar essa engrenagem, o sistema expandiu radicalmente a industrialização, os meios de transportes e, por fim, produziu grandes inovações tecnológicas, representadas mais emblematicamente pela internet, com a consequente redução de tempo, de espaço e o rompimento das fronteiras entre os países. Vivemos na era da simultaneidade e da instantaneidade, para atender assim o ritmo cada vez mais célere do sistema. Predador por essência, o capitalismo não poupou o meio ambiente. Primeiramente, na Europa e na América do Norte, depois no resto do mundo, florestas inteiras foram e continuam a ser devastadas.

Hoje, enxames de automóveis tomam conta das ruas, chaminés industriais vomitam fumaça. As cidades continuam a inchar, com gente se espremendo, muitas vezes, em habitações precárias, sem saneamento. Enquanto isso, a mecanização predomina nas áreas rurais, substituindo a mão-de-obra humana. A terra fica cada vez mais concentrada, produtos químicos são usados para combater as pragas nas plantações, sem avaliar os efeitos na saúde humana, e alterações genéticas são feitas em legumes, frutas etc. A prioridade é a produção em larga escala, a redução de eventuais perdas e a geração de lucros às grandes corporações desse setor.

Essa é, portanto, a crônica de uma tragédia anunciada. A recente crise econômica global mostrou o que a maioria já sabia, mas que alguns tentavam – e ainda tentam – esconder: que vivemos hoje uma crise mais profunda, civilizacional. O modelo de desenvolvimento econômico resultante do sistema capitalista caminha para um beco sem saída. Já as alternativas socialistas tradicionais acabaram ruindo na década de 80, sem apresentar caminhos diferentes de desenvolvimento. Isso nos obriga a buscar novos rumos urgentemente.

A crise econômica mostrou que o gigantesco império estadunidense não está tão sólido assim. Aprendemos a lição de que tudo o que é sólido desmancha no ar. Há uma nova mentalidade entre as pessoas, um cansaço profundo desse sistema injusto, um anseio por renovação. De minha parte, ainda mantenho uma viva esperança. Governos, sociedade, movimentos sociais e sindicais já colocam em sua pauta a necessidade do "desenvolvimento sustentável", embora existam diferenças de entendimento em relação a isso.

Cabe a nós, militantes sociais, teóricos progressistas, defensores de um mundo justo e humano, fazer a ligação política entre o desenvolvimento social justo e sustentável e uma nova forma de sociedade, que não seja baseada na exploração. Nossa luta é por um desenvolvimento que priorize a vida, todas as formas de vida, e o espírito de solidariedade. Defendemos uma visão mais coletiva da sociedade, ao invés da individualidade exacerbada, do egoísmo, do espírito do salve-se quem puder.

O desenvolvimento econômico sustentável e socialmente justo parte de uma relação solidária com o nosso próximo, com o meio ambiente e com a Terra. Só assim pode-se entender que recursos naturais são limitados, que a natureza não é para ser subjugada e que é preciso respeitar as mais diversas manifestações do ser vivo. Estas reflexões, entretanto, não podem deixar de lado questões candentes e vergonhosas para a humanidade, como os milhões de excluídos, legiões inteiras de seres relegados à fome, à miséria e à falta de perspectiva.

Propomos um desenvolvimento que não seja refém da lógica do mercado. Nós nos pautamos por uma perspectiva de desenvolvimento democrático, com a participação na riqueza social e na distribuição e no controle sobre os recursos, entre os quais, os provenientes da natureza. Estamos diante de uma grande questão política e numa encruzilhada da humanidade. Há chance de mudar. O que hoje existe não é o definitivo. Vamos então lutar por essas mudanças!

*Aparecido Donizeti da Silva é Presidente do Instituto Observatório Social (IOS)

(Envolverde/Observatório Social)

Publicado em Artigos

Tudo-Azul-rosa-amarelo-um-arco-irisA Organização Brahma Kumaris em Olinda vai promover, no dia 23 de outubro, um retiro no qual os participantes vão aprender a acalmar a mente através da criação consciente de pensamentos positivos sobre a natureza do ser. A idéia é que as pessoas consigam buscar uma melhoria no relacionamento consigo mesmo, com sua família e com a sociedade.

A coordenadora da Brahma Kumaris, Eliane Rangel, e alunos da organização terão os facilitadores do retiro, no qual haverá reflexões individuais, trabalhos e dinâmicas de grupo, práticas de meditação, visualização e explanação dialogada.

O retiro acontecerá das 8h às 18h, será servida refeição vegetariana e os organizadores sugerem contribuição voluntária de R$ 20,00.

A Brahma Kumaris é uma organização internacional que tem por objetivo a revalorização do ser humano para a construção de um mundo melhor. Com escolas em mais de 134 países tem sua sede internacional na Índia. Não possui fins lucrativos e o seu trabalho é mantido por serviço voluntário e contribuições espontâneas daqueles que se beneficiam.

Inscrições:

E mail: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

Fone: (81) 34294550 ou Cel. 96075885

Centro de Raja Yoga Brahma Kumaris – Olinda

Av. Luiz Gomes, 144 – Farol – Olinda   

Visite o Site: www.bkwsu.org/brasil

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responsabilidade_social Por Janguie Diniz*

A responsabilidade social empresarial virou uma prioridade inevitável para dirigentes empresariais brasileiros. Governos, ativistas e meios de comunicação hoje cobram de empresas a responsabilidade pelas consequências sociais de suas atividades.

Várias empresas estão repensando sua postura ética frente à sociedade. Um novo pensar e agir no âmbito empresarial, dando uma conotação cidadã aos negócios.

Como anda a Responsabilidade Social Empresarial (RSE) no Brasil? O que as empresas brasileiras têm feito de positivo nesta área?  Podemos encontrar esta resposta no relatório Práticas e Perspectivas da Responsabilidade Social Empresarial no Brasil -2008, lançado pelo Instituto Akatu e o Instituto Ethos no final do ano passado. O relatório traça o panorama da RSE no Brasil por meio de entrevistas em um universo de 1.333 empresas brasileiras de todos os portes.

Para nossa alegria, o levantamento revela o aumento significativo, entre 2004 e 2008, no número de ações em RSE praticado pelas empresas brasileiras, mas aponta que se trata de um processo ainda em construção, envolvendo um longo caminho de incorporação de ferramentas e práticas de maneira mais efetiva. A íntegra da pesquisa pode ser baixada neste link: tinyurl.com/rse2008akatu.

A pesquisa avalia um total de 56 práticas e os resultados mostram que, ao todo, 50% das empresas pesquisadas têm ao menos 22 práticas implementadas.  Comparando com estudo realizado pelo mesmo Instituto Akatu em 2004, quando o resultado apontava 11 práticas implementadas por 50% das empresas, notamos um aumento expressivo no envolvimento das empresas com a RSE entre o período de 2004 e 2008.

Os resultados desta pesquisa mostram uma expressiva evolução em algumas práticas em empresas de todos os portes, revelando que, independente do tamanho e importância da empresa, todas estão trabalhando para serem socialmente mais responsáveis.

Programas de RSE altamente visíveis costumam gerar publicidade favorável para a empresa. Por outro lado, há empresas que divulgam práticas em balanço social ou em ações de marketing e propaganda que não condizem com a realidade. A prática do “greenwashing”, ou seja, a criação de uma falsa imagem de que a empresa é “verde” e socialmente responsável, sem que isso corresponda às suas verdadeiras práticas, é lamentável e não logra o consumidor moderno e consciente que quer conhecer e confirmar o que as empresas estão realmente fazendo para a sociedade. Em um mundo de alta visibilidade, esta mensagem terá vida curta ao ser confrontada com o real comportamento da empresa. Embora possa trazer algum ganho no curto prazo, encontrará um consumidor muito pouco disposto a aceitar essa autoproclamação.

Felizmente estes casos são exceções e tendem a desaparecer. O que vale é que o relatório do Instituo Akatu nos premia com um panorama muito favorável às atividades de responsabilidade social das empresas brasileiras que estão se tornando agentes da evolução social e guardiões do meio ambiente.

 * Presidente do Conselho do Grupo Ser Educacional

 Artigo publicado em 3 de março de 2010, no Blog do Instituto Maurício de Nassau.

Publicado em Artigos

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