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Linha Editorial

  • "Mídia Construtiva é também lançar o olhar crítico sobre problemas, apontar falhas, denunciar. Contribuindo para a corrente que tenta transformar o negativo em positivo."

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artesCom a chegada das férias escolares as crianças reclamam que ficam sozinhas em casa, longe dos amigos, porque os pais têm que trabalhar e não dá para viajar. Para os pais que procuram uma atividade criativa e divertida para filho, a loja SineQuaNon, localizada em Casa Forte, no Recife, preparou a Oficina de Artes Infantil.  Num ambiente exclusivo,  promove, todas as sextas-feiras, oficinas de arte monitoradas pelos artesãos Suziane França e Paulo Vilela, que comandam a Sociedade Alternativa do Barro (SAB) e tiveram formação pelo Grupo Jovem Artesão do Museu do Homem do Nordeste em parceria com o Movimento Pró-Criança.  A loja ainda abriu turmas aos sábados.

Segundo a proprietária da loja, a arquiteta Julice pontual,  o programa visa estimular a criatividade dos pequenos com  a cultura. ´"Férias para as crianças é sinal de brincadeira e de alegria. Com a rotina atripulada de trabalho nem sempre os pais podem proporcionar boas atividades aos filhos. Nossa ideia é oferecer um espaço seguro, educativo e acima de tudo divertido!", explica Julice.

Para esse mês de janeiro, a programação já está fechada e promete atrair a criançada que está em busca de experimentar novas atividades e soltar a imaginação. Nesta sexta-feira (13), os pequenos vão ter a oportunidade de vivenciar a aula de montagem de mandalas em cerâmicas. No sábado (14) é a vez de pintura em tecido. No dia 20 acontece a oficina de colagem e pintura em papel. Já no dia 21 será de pintura em camisas. 

Para fechar a grade, o dia 27 será dedicado as máscaras de Carnaval e no dia 28 bonecos em E.V.A. As oficinas são voltadas para crianças e adolescentes com idades entre 2 e 12 anos. As atividades acontecem sempre a partir das 15h30. O valor é de R$ 25,00 por criança. Os pais que levarem mais de uma criança para participar das atividades recebem desconto especial. Mensalistas também têm pacotes diferenciados. A SineQuaNon é especializada em artigos para decoração e presentes e fica na Av. 17 de agosto, 1631.  Mais informações: (81) 3037.6237. 

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cartinha_para_papai_noelOs Correios deram início nesta sexta-feira (11) à campanha nacional Papai Noel dos Correios 2011, que presenteia crianças que escrevem cartas pedindo presentes. Em 2010, foram postadas 1,2 milhão de cartas destinadas ao Papai Noel. Desse total, a campanha arrecadou e entregou 685.698 presentes.

Os interessados em colaborar podem participar de duas maneiras: como ajudantes ou padrinhos. Os ajudantes leem, cadastram informações e selecionam as cartas. Os padrinhos são pessoas que “adotam” uma cartinha, providenciando o presente solicitado pela criança. As cartas são disponibilizadas para adoção em unidades dos Correios.

Os presentes devem ser entregues pelos padrinhos nos pontos divulgados pelos Correios para que, posteriormente, a entrega seja feita pela empresa. “Dependemos da sociedade, do empresariado, para que se engaje no projeto junto com os Correios e adote, apadrinhem as cartinhas para que a gente possa fazer mais crianças felizes”, destaca o vice-presidente de Negócios dos Correios, José Furian Filho.

As datas da campanha podem variar em cada estado. Informações oficiais sobre o Papai Noel dos Correios são encontradas no site www.correios.com.br ou pelos telefones 3003-0100 (capitais e regiões metropolitanas) e 0800 725 7282 (demais localidades).

Via Agência Brasil

Publicado em Viva Brasil
Terça, 18 Outubro 2011 20:50

Pequenos consumidores

publicidade_infantil_250Por Laís Fontenelle Pereira, da Carta Capital

Educar nunca foi tarefa fácil para pais nem para os educadores mais experientes. E a contemporaneidade tem nos colocado novos e árduos desafios, principalmente no que diz respeito ao consumo. Podemos dizer que, hoje, a formação de nossas crianças não está somente nas mãos da escola ou da família, pois é compartilhada com as diferentes mídias, atravessadas por mensagens de apelo ao consumo. E aí está o maior desafio para os educadores: como integrá-las à educação formal e ajudar o jovem a ter uma visão mais crítica sobre o que consome? Como educar e formar nossas crianças para que sejam consumidores mais conscientes no futuro? Antes de nos debruçarmos especificamente sobre o papel do educador para a transformação da realidade atual, vale uma reflexão sobre a delicada relação que a criança tem estabelecido com o consumo.

Vivemos num mundo acelerado, ligados aos meios de comunicação e às redes -sociais desde o momento em que acordamos até a hora em que vamos dormir. O tempo é outro, no qual a conectividade e o consumo pautam nossa socialização. Nesses novos tempos, crianças de todo o mundo têm consumido cada vez mais diferentes mídias e, muitas vezes, realizam esse consumo de forma simultânea: ouvem rádio enquanto navegam na internet, assistem à televisão lendo gibis, participam de jogos interativos no computador ao mesmo tempo que falam ao telefone ou se utilizam de outros gadgets digitais.

Apesar da influência das novas mídias e da internet, vale destacar que, no Brasil, é a televisão que ainda dita tendências de consumo. A criança brasileira é uma das campeãs mundiais no tempo médio diário que assiste à tevê. De acordo com levantamento do Ibope feito com jovens de 4 a 11 anos, das classes A, B e C, ela passa quatro horas e 54 minutos diante da tela. Em áreas de maior vulnerabilidade social e econômica, o tempo médio chega a espantosas nove horas por dia. Um tempo de consumo que ultrapassa o período médio que passa no ambiente escolar: cerca de três horas e 15 minutos, segundo estudo elaborado pela Fundação Getulio Vargas em 2009.

Daí pode-se dizer sem medo que a televisão tem sido um dos meios mais constantes no processo de socialização e formação da criança brasileira. Aliás, é também a forma de entretenimento preferida entre as crianças, à frente das brincadeiras e mesmo de atividades como andar de bicicleta, segundo pesquisa realizada na cidade de São Paulo pelo Datafolha em março de 2010.

Pedagogia televisiva

Assim, outra pedagogia se instalou à infância: a da tevê, que passou a ter o poder não só de entreter, mas de informar e educar. O problema é que essa mídia educa para o consumo sem reflexão, e não para a cidadania. O mercado enxergou no abandono das crianças diante das telas uma grande chance de aumentar seus lucros e passou a criar uma série de programações e produtos feitos sob medida. Foi também nesse contexto que a publicidade dirigida às crianças entrou em cena com força total e passou a endereçar ao público infantil mensagens de apelo ao consumo de produtos voltados tanto a crianças quanto a adultos.

Esse tipo de publicidade aproveita-se da vulnerabilidade infantil para vender e, como resultado, a criança influencia até 80% das decisões de compra de uma família, de acordo com pesquisa da InterSciense de 2003. Vitrines lotadas dos mais variados brinquedos, merchandising dentro da programação infantil e até dentro de escolas, produtos licenciados e embalagens chamativas são apenas algumas técnicas de comunicação mercadológica utilizadas para atingir os pequenos. O grande problema está no fato de que as crianças são seres em desenvolvimento psíquico, afetivo e cognitivo e que a maioria delas, até os 12 anos, ainda não tem a capacidade crítica e de abstração de pensamento formada para compreensão total do discurso persuasivo dos apelos para o consumo. Além disso, as crianças menores ainda confundem muitas vezes publicidade com conteúdo da programação.

Hoje, todos somos impactados pela comunicação de mercado, que nos convida a consumir de forma desenfreada e sem reflexão. Ainda em pleno desenvolvimento e, portanto, mais vulneráveis que os adultos, as crianças sofrem cada vez mais cedo as graves consequências relacionadas aos excessos do consumo. A publicidade dirigida ao público de até 12 anos de idade gera impactos bastante negativos ao desenvolvimento infantil saudável, pois contribui para o aparecimento de problemas como o consumismo, a erotização precoce, os transtornos alimentares, a obesidade, o estresse familiar, o consumo precoce de álcool, a violência e a diminuição das brincadeiras criativas, entre outros. É claro que são todas questões multifatoriais e que, portanto, a publicidade não é a única causa de seu aparecimento. No entanto, já se sabe que é um dos mais importantes entre os fatores que as causam.

Dados como os mais recentes da pesquisa de Orçamento Familiar POF/IBGE de 2008/2009 nos chocam ao mostrar que 33% das crianças brasileiras estão com sobrepeso e 15% obesas por causa da ingestão descontrolada de alimentos ultraprocessados. Ou o de que o acesso rápido ao consumo, independência e prestígio são os principais motivadores de delitos entre os/as internos/as da Fundação Casa, indicou pesquisa sobre o perfil realizado em 2006. Em relação ao consumo precoce de álcool, estudo da Fapesp de 2009 mostrou que 62% dos adolescentes afirmaram ter sido expostos quase todos os dias, até mais de uma vez, a publicidades de bebidas alcoólicas. Não é coincidência que a idade na qual se inicia o consumo regular de bebidas alcoólicas no Brasil esteja entre 12 e 14 anos.

Reinventando as relações de consumo

O consumismo é, portanto, um hábito que se tornou uma das características mais marcantes de nossa sociedade. Mas nenhuma criança nasce consumista, e aqui vale uma reflexão ética sobre quais hábitos e valores estamos transmitindo. Hábitos consumistas e valores materialistas que priorizam o ter em detrimento do ser. O individual acima do coletivo. A competição em vez da cooperação. Além de proteger a criança legalmente da comunicação mercadológica que lhe é dirigida – como já fizeram 28 outros países do mundo (incluindo os dez com melhor qualidade de vida) –, precisamos prepará-la para que seja uma cidadã e consumidora consciente e responsável.

Educar, assim, é um ato político. O ponto central é que devemos trazer para ela a reflexão a respeito do sentido e da responsabilidade do que consumimos como tema transversal nas escolas. Essa é a base para uma educação voltada para o consumo responsável. Precisamos começar a mudar nossos próprios hábitos de consumo, além de educar nossas crianças para que tenham responsabilidade ao comprar. Elas são o prefácio para um mundo mais ético e sustentável e têm nas mãos o poder de reinventar as relações de consumo. Tudo depende da forma como as educamos. Criança precisa ter infância para ser criança.

Isso posto, fica claro que os educadores devem cumprir sua função social com as crianças, pois têm diariamente a oportunidade de contribuir para a formação de agentes autônomos, criativos e críticos. Consumir pode significar extinguir e destruir. Enquanto educadores, temos o dever de parar e pensar: que infância estamos construindo?

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Por Rogéria Araújo, da Adital

Em todo o mundo, estima-se que existam 170 milhões de crianças em idade escolar com problemas de obesidade ou com sobrepeso. Outras 43 milhões de crianças em idade pré-escolar já têm excesso de gordura no corpo. Esta realidade é resultado do consumo de comidas de má qualidade ingeridas cotidianamente e que atinge, cada vez mais, meninos e meninas em todos os países.

Para alertar sobre este problema, a Consumers International está divulgando o Manual de Monitoramento da Promoção de Alimentos dirigida às crianças. A publicação, que está disponível na internet, mostra como funciona a indústria milionária que está por trás desses alimentos e bebidas que, com altos teores de gordura, excesso de sal e açúcar, compromete seriamente a saúde das crianças e adultos.

A aliança com veículos publicitários e de comunicação deixa claro o interesse das grandes indústrias. De acordo com o Manual, a projeção para 2014 é que os investimentos para dar publicidade a esses produtos cheguem a quase 97 bilhões de dólares.

O objetivo do Manual é oferecer informações aos governos nacionais e locais e à sociedade civil, em geral, no monitoramento da exposição e poder das promoções de alimentos para as crianças. Trata-se de um problema urgente, onde cada um tem que exercer sua parte.

Não à toa, a publicação é divulgada um pouco antes da realização da Cúpula das Nações Unidas sobre Enfermidades não Transmissíveis, prevista para acontecer entre 19 a 20 de setembro. A ADITAL conversou com Luke Upchurch, chefe de Comunicações e Assuntos Externos de Consumers International. Confira a entrevista.

Para ler o Manual, em espanhol, vá em:

Manual de monitoreo de la promoción de alimentos dirigida a los niños

Para conhecer mais o trabalho da Consumers International:

www.consumersinternational.org

Adital – A divulgação do guia se dá a poucos dias da Cúpula das Nações Unidas sobre Enfermidades não Transmissíveis. Qual é hoje a abrangência dos prejuízos causados pelo consumo de comidas de má qualidade à saúde, sobretudo, de meninos e meninas?

Luke Upchurch – A publicidade agressiva, dirigida às crianças, de produtos com alto conteúdo de gordura, açúcar ou sal é um fator que está contribuindo para a obesidade infantil, um fator de risco para enfermidades não transmissíveis. Como se tem ouvido de muitas fontes nesse período anterior à Cúpula, as enfermidades não transmissíveis, como as cardiovasculares, distintos tipos de câncer, diabetes e enfermidades respiratórias crônicas, representam aproximadamente 63% das mortes globais, um número verdadeiramente impressionante, não importa quantas vezes seja repetido.

O sobrepeso e a obesidade estão tendo um impacto imediato e negativo na saúde e no bem-estar das crianças, aumentando o risco de enfermidades não transmissíveis na idade adulta. O IOTF (International Obesity Task Force) estima que 170 milhões de crianças em idade escolar têm sobrepeso ou são obesas. Além disso, a OMS estima que 43 milhões de crianças em idade escolar têm excesso de gordura corporal.

Reduzir precocemente a exposição a fatores de risco de ENT na vida é essencial para a saúde futura das crianças em todo o mundo. A taxa de algumas enfermidades não transmissíveis, como diabetes tipo 2, entre as crianças com sobrepeso, já está em aumento em nível mundial.

Adital – Há, certamente, um conflito de interesse por parte das grandes empresas que têm o lucro como objetivo principal. Há projetos de lei que possam colocar a saúde em primeiro plano? Como avalia a participação e ação dos governos diante desse problema?

Luke Upchurch – Pensamos que os governos têm a responsabilidade de proteger a saúde dos consumidores vulneráveis (especialmente crianças), e que tais responsabilidades devem estar na frente do interesse e dos lucros das grandes empresas.

Embora haja exemplos em que os governos tenham promulgado leis para frear a comercialização de alimentos pouco saudáveis para as crianças (por exemplo, Suécia, Reino Unido, Quebec), estas não costumam ser suficientemente amplas. Por exemplo, somente cobrirão determinados canais de propaganda, o que significa que as atividades de propaganda se deslocam muitas vezes para as áreas onde existe menos controle. Ademais, muitas formas novas de comercialização, como as campanhas de internet e de filme tié-ins, cruzam as fronteiras nacionais, evitando assim a legislação nacional.

Esta é a razão por que lançamos este manual em nível mundial – para que possamos rastrear a influência da promoção de comida de má qualidade através das fronteiras e de uma maneira sistemática.

Adital – Qual é o papel que pais e mães devem desenvolver nesse processo do consumo e de produtos de baixa (ou nenhuma) qualidade que têm como alvo seus filhos?

Luke Upchurch – Com certeza, os pais têm a responsabilidade de assegurar que a seus filhos se ofereça uma dieta saudável, mas seus esforços são muitas vezes minados pelas campanhas de marketing sofisticadas e generalizadas de produtos não saudáveis. Por meio de estudos sabemos, por exemplo, que esta publicidade para as crianças influencia nas “birras” que têm por vezes. Além disso, muitos países carecem de regulação acerca do tipo de alimentos que se pode publicizar diretamente às crianças em programas de televisão dirigidos a elas, tais como desenhos animados e os programas televisivos para crianças pela manhã. Os pais teriam que proibir seus filhos de ver televisão! Ainda se fizessem isso, os pais teriam pouco controle sobre a que as crianças estão expostas em outros lugares, como na Internet e inclusive nas escolas. Nosso manual identifica todos estes diferentes canais de comercialização e oferece aos pesquisadores nacionais diretrizes claras que permitam analisar sua influência.

Uma grande quantidade deste tipo de publicidade é enganosa para os pais também e muitas vezes é interpretada como uma indicação de que produtos não saudáveis são bons para seus filhos. De fato, há evidência de que a indústria de alimentos e bebidas está tratando de chegar às crianças por meio de que estas “falem” a seus pais mediante a inclusão das alegações nutricionais e de saúde, frases como “boa fonte de cálcio” ou “bom para o crescimento das crianças”, “dentes e ossos fortes”.

Um exemplo recente inclui um anúncio da Televisão Nutella no Reino Unido (um país com leis de comercialização relativamente rigorosas). No anúncio, se vê pais e crianças tomando café da manhã. A frase abaixo da tela, “Desperta com Nutella”, incentiva as crianças e os pais a pensar que comer Nutella todos os dias no café da manhã é nutritivo e saudável, quando na realidade Nutella tem altos níveis de açúcar (55%) e gorduras saturadas

Publicado em Viva Mundo

doutores_alegria-300x200Por Cinthya Leite do Blog Casa Saudável

Espetáculos teatrais, oficinas, brincadeiras e sessão de cinema estão entre as atividades da organização não governamental (ONG) Doutores da Alegria para este mês de agosto, nas cidades do Recife e de São Paulo.

Na capital pernambucana, acontece o projeto Você quer conversar sobre isso?, que tem como objetivo abrir um espaço para reflexão sobre o humor no cinema através da linguagem do palhaço. Cada sessão conta com um “provocador” para debater o filme.

Para a edição do dia 25 de agosto, às 19h, na Casa Mecane, foi selecionado O Garoto, de Charlie Chaplin. A entrada é gratuita e são disponibilizadas 25 vagas. As inscrições devem ser feitas através dos telefones 81 3466-2373 ou 81 3463-0866 e também pelo e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. . A Casa Mecane fica na Avenida Visconde de Suassuna, nº 338, no bairro de Santo Amaro.

O grupo também continua a com suas visitas periódicas ao Hospital Universitário Oswaldo Cruz, ao Hospital da Restauração, ao Hospital Barão de Lucena e ao Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip).

Já em São Paulo, o Doutores da Alegria realiza, neste sábado (6/8), a segunda Oficina para pais e filhos de 2011. Criado em 2009, o projeto tem como principal objetivo a diversão familiar, sem videogames ou computadores, voltando ao tempo para que as novas gerações tenham a oportunidade de se divertir do jeito que seus pais se divertiam. A atividade inclui jogos tradicionais como “pega-pega”, “estátua”, e “o mestre mandou”.

Já no dia 28 de agosto, também na capital paulista, o grupo apresenta o espetáculo Roda Besteirológica, no Teatro Tucarena. Trata-se de uma reunião de cenas vividas e experimentadas nos hospitais, voltada para adultos e crianças, que reúne 19 palhaços do elenco de São Paulo. Em duplas ou trios, eles mostram esquetes criadas a partir das visitas aos leitos pediátricos dos hospitais.

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Ações específicas de prevenção à exploração sexual de crianças e adolescentes nas cidades-sede da Copa do Mundo de 2014 e nas regiões onde serão construídas as hidrelétricas de Jirau (RO) e Belo Monte (PA) estão sendo preparadas pelo governo. O anúncio foi pela ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH), Maria do Rosário, na abertura de seminário promovido pelo Serviço Social da Indústria (Sesi) sobre os 21 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

“Nossa atitude é totalmente preventiva. Nós estamos planejando ações de fortalecimento dos conselhos tutelares, há uma operação já organizada para a região de Belo Monte e Jirau. Já temos parcerias com várias empresas e com a sociedade civil, e estamos atuando com as prefeituras para impedir que a exploração sexual se instale. Há um afluxo muito grande de homens nessas grandes obras e, por isso, temos essa preocupação”, disse a ministra.

O objetivo do seminário é discutir de que maneira o setor empresarial pode contribuir na prevenção do problema. O Sesi já desenvolve em 12 capitais um programa específico de recuperação de jovens que foram vítimas da exploração sexual. Eles recebem apoio de psicólogos e pedagogos, orientação jurídica e médica, além de participarem de cursos nas escolas do Sistema S para garantir a inserção no mercado de trabalho. Maria do Rosário disse que o projeto chamado Vira Vida poderia ser transformado em política pública para que seu alcance seja ampliado. Hoje o programa atende 1,8 mil jovens de 16 anos a 21 anos de idade.

“O setor empresarial tem uma importância vital no enfrentamento da exploração sexual de crianças e adolescentes. Muitas organizações já faziam alguma coisa em benefício desse público, mas precisava de um último elo, o mundo empresarial. Depois de recuperarmos a autoestima desse jovens e prepará-los para o trabalho, nós precisamo de emprego e quem tem isso são os empresários”, disse Jair Meneguelli, presidente do Conselho Nacional do Sesi.

Sobre o aniversário de 21 anos do ECA, os representantes da sociedade civil, governo e empresários reconheceram que a legislação permitiu importantes avanços na garantia de direitos de crianças e adolescentes, mas que ainda falta avançar na sua implantação.

“A prioridade absoluta assegurada pelo ECA a cada criança e adolescente ainda não está totalmente garantida. Os avanços conquistados não são realidade para todas as crianças. Para que o Brasil realmente chegue a universalização dos direitos com equidades, precisamos o engajamento de todos. E temos visto com muita satisfação como as empresas brasileiras vêm fortalecendo seu conceito sob a responsabilidade social que devem assumir”, declarou a representante do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) no Brasil, Marie-Pierre Poirier.

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Segunda, 11 Julho 2011 20:37

"Alimento é afeto, cultura, humanidade"

Do Instituto Alana – Projeto Criança e Consumo

José Augusto Taddei é livre-docente em Nutrologia Pediátrica pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), onde orienta os programas de mestrado e doutorado na área. Uma de suas lutas é tentar impedir que o momento da refeição torne-se um problema na vida de pais e filhos. Por isso, defende que é preciso manter hábitos alimentares mais saudáveis e regulamentar a comunicação mercadológica de alimentos dirigida ao público infantil.

Nesta entrevista para o Projeto Criança e Consumo (CeC), do qual também é conselheiro, Taddei lembra que o alimento é o último traço cultural que desaparece em uma sociedade. Assim, além de nutrir, a comida também reflete aspectos socioculturais importantes. E lamenta: “O que é criado pela indústria é uma cultura uniforme e muito sem graça porque não tem a ver com troca, com preparo, com relações.”

Qual é o cenário da obesidade infantil no Brasil e no mundo?

Se o ritmo se mantiver, as projeções para 2016 indicam que a obesidade atingirá 8,3% das crianças – não estou falando de sobrepeso –, o que representará 1,5 milhão de crianças menores de cinco anos obesas. O que sabemos é que nas classes A e B já não há tanta obesidade porque as pessoas são mais esclarecidas. É difícil ver um jovem esclarecido que não vá à academia e que não faça restrição alimentar.

É necessário fazer restrição alimentar tão cedo?

Hoje o mercado oferece muitas opções de alimento e o jovem passou a ser consumidor mais precocemente. As indústrias de alimentos focam nas crianças e nos adolescentes porque são pessoas que estão formando seus padrões de consumo, seus estilos de vida e seus hábitos alimentares. Eles são extremamente influenciáveis, também pelo processo de formação da individualidade. E o alimento vem sendo progressivamente algo que o adolescente tem de lidar constantemente.

Por que são oferecidos produtos com grande quantidade de gordura, sal e açúcar?

A quantidade de alimentos em termos de número de itens, é altamente competitiva. Só a Nestlé tem mais de 150 mil itens de alimentos comercializados nos Estados Unidos. Nas prateleiras dos supermercados, não cabe mais do que 90 mil itens. É uma luta para conseguir colocar um produto nas prateleiras. Nessa luta existe uma campanha forte de marketing pensando em divulgação e em toda a parte de sedução do consumidor. Além disso, a indústria tenta desenvolver produtos palatáveis. E qual a alternativa para fazer um produto palatável? Aumentar açúcar, aumentar gordura, aumentar sal, diminuir fibra porque ele fica mais fácil de mastigar e dissolve na boca.

Então é verdade que o alimento mais gostoso é aquele menos saudável?

O mais gostoso provoca apenas o prazer imediato. Ele não dá prazer depois de três horas. Pelo contrário, ele pode até causar problemas na função intestinal, cansaço e sensação de desânimo. O excesso de carboidrato dá apatia, mas no momento em que você está comendo é o que mais agrada, especialmente aos humanos. Isso tem explicação na nossa evolução. Quando nós éramos catadores e tínhamos de pegar frutos, flores e raízes do chão, aqueles que tinham aversão pelo amargo, pelo azedo e pelo ácido cuspiam o alimento e, por consequência, o veneno. Na natureza, em geral, esses sabores são associados aos venenos. Quem gostava do doce, do gorduroso, sobreviveu e nós somos filhos daqueles que sobreviveram. A forma que nós temos de superar o que já foi uma vantagem há milênios e que hoje é uma grande desvantagem na sociedade moderna é criar situações prazerosas, gratificantes, emocionalmente de troca e de acolhimento junto com o consumo de alimentos amargos, azedos, com pouco sal. Com isso, a criança começa a se condicionar.

Isso tem de ser trabalhado com uma criança pequena?

Sim. Você oferece uma laranja doce, depois uma menos doce e progressivamente, até que ela vai comer uma laranja azeda e gostar, principalmente se for no colo da mãe, fazendo “cocequinha”, dando risada. Esse é um processo de formação de hábitos. Alimento não é só nutriente. Alimento é afeto, cultura, humanidade e é disso que a gente vive.

Os alimentos distribuídos pelas grandes indústrias não têm a cara da cultura local, porque eles são iguais em todo o mundo. Como isso afeta a formação cultural da criança?

As nossas crianças não comem mais milho, não comem tapioca, mandioca, que eram coisas da nossa culinária. O que é criado pela indústria é uma cultura uniforme e muito sem graça porque não tem a ver com troca, com preparo, com relações. Antes as pessoas diziam “nada é melhor do que o tempero da minha mãe”.  Era o tempero da infância, do afeto. Os hábitos alimentares são o último traço que desaparece numa sociedade. As pessoas podem esquecer o nome do antepassado, a língua, mas quando se reúnem, comem a comida da região de onde veio. Os japoneses, quando se reúnem, comem comida japonesa, os libaneses comem comida libanesa e assim por diante.

Qual é a importância de uma criança fazer as refeições com os pais? Quem não tem essa experiência perde muito?

Perde muito. Mas não quero ser saudosista, nem voltar ao tempo em que a mãe não trabalhava fora de casa. A mulher hoje é geradora de renda. Não dá mais para fazer como era. O problema é que a gente observa o extremo oposto, a família que nunca se reúne em volta da mesa, nem em situações de festa, de comemoração. Tudo chega em casa pronto e as pessoas não preparam mais, não dividem esse processo de doação, de troca.

Por que essa mudança? Os alimentos preparados são economicamente mais vantajosos?

Os alimentos que já vêm pré-preparados e próprios para o consumo imediato são, em média, três vezes mais caros que a cesta básica. Logicamente não é por causa do preço do alimento, e sim por causa da embalagem e do valor agregado. Por exemplo, um refrigerante tem o mesmo preço de um litro de leite. O leite é nutritivo, enquanto o refrigerante é água com açúcar.

Então porque há um aumento cada vez mais significativo de obesos entre a população menos favorecida?

A população urbana de mais baixa renda, tanto no Brasil como nos EUA, é a que mais sofre com a obesidade. Hoje, você consegue consumir alimentos com alta densidade energética, muito açúcar e muita gordura a preços acessíveis. Mas essas pessoas não sabem dos efeitos deletérios desse alimento e, ao mesmo tempo, são suscetíveis aos apelos de prazer como todo o mundo. Comem gordura e doce achando que aquilo é uma forma de ser feliz. Acabam confundindo consumo excessivo com a “receita da felicidade”. Mas essa é a receita da vida curta. Por outro lado, são pessoas que estão sendo privadas de dignidade, que não têm opções de lazer além de assistir à televisão. A única forma de ter identidade e se sentir alguém é comendo, bebendo, participando de uma igreja ou vendo TV.

O que já se sabe sobre o consumo constante de produtos industrializados?

Existem pesquisas com animais que demonstram que existem níveis seguros de consumo desses alimentos, mas não existem pesquisas com seres humanos a longo ou longuíssimo prazo. E em cima disso, os naturalistas dizem que estamos expondo a humanidade a situações de complicação. Nós não sabemos, por exemplo, se acontece um efeito inter-geracional. Dizem que esse é o preço que nós temos de pagar pelo progresso.  O que não quer dizer que não tenha efeito nenhum, mas estamos dentro da lei e do que a comunidade científica achou que era razoável para viabilizar a produção e o consumo em massa nos grandes centros urbanos. O problema é quando essas normas não são respeitadas. E, mesmo respeitando as normas, nós temos alguns riscos.

Pensando na realidade das famílias hoje, como deve ser o momento da refeição para as crianças?

A alimentação não pode ser o único momento de prazer, nem deve dominar a vida das crianças. Quando isso acontece, a criança começa a substituir as coisas que são mais trabalhosas por algo que está ali. E quando se associa à televisão, a situação piora. A pessoa começa a querer ficar sedentária, isolada, vendo televisão e comendo. Aí vira um ciclo vicioso porque, junto com isso, vem a culpa. Torna-se uma pessoa cujo nível de gratificação, de compreensão da vida é muito limitado. Pode ter a função intestinal dificultada, ter mais cáries por causa do açúcar, problemas articulares por causa do peso excessivo. Nas dobras, começa a ter coceira, micose, passa a ter um cheiro típico, e, com isso, começa a se inibir e não querer se socializar.

Mas muitas pessoas associam a imagem do “gordinho” a uma pessoa alegre.

Em muitos casos, a pessoa tenta compensar o problema da obesidade sendo uma pessoa alegre, divertida, brincalhona, que não liga para nada. Mas, na verdade, pode ter a auto-estima lá no chão. É o cara que só fica no gol porque ninguém o escolhe para jogar no time. Quando começa a história dos namorinhos, ninguém se interessa por ele. Ele substitui o convívio por alimentos. E, logicamente, é discriminado pelos outros. Segundo uma pesquisa americana, quando conseguem emprego, o salário é menor.

Obesidade atinge apenas quem tem tendência ou quem não tem essa tendência também pode se tornar obeso simplesmente por causa do excesso de alimentação?

Existe uma coisa chamada de metabolismo basal, que varia um pouco. Mas, ao longo dos anos, se você tiver 5% menos consumo de calorias por hora do que eu, daqui 10 anos eu, comendo a mesma coisa, serei obeso e você não será porque eu vou acumular 5% mais que você. Essa tendência sempre existiu e nunca houve epidemia de obesidade. Hoje existe uma epidemia por causa do sedentarismo. Antes, a única forma de brincar era ir pra rua e brincar de pega-pega. Não tinha opção de ligar a televisão. O ambiente contribui para a obesidade. Além do excesso de oferta de alimentos, você tem a propaganda dizendo que isso é bom, como acontecia com a propaganda de cigarro.

Como resolver o problema da obesidade?

Não é fácil. O mais sério é que as escolas não ensinam e os próprios funcionários de saúde, de uma forma geral, não estão preparados para lidar com essa questão. Se você pegar um pediatra, um nutricionista e perguntar o que acha de dar macarrão instantâneo até um ano de idade eles vão dizer que não pode. Mas depois dessa idade alguns desses profissionais não sabem mais o que dizer porque isso não está normatizado. Parece que os modelos de educação e assistência à saúde e à nutrição continuam nos anos 80, mas nós estamos quase na segunda década do século XXI. Nós estamos perdidos nesse mundo de alimentos e eu acho que alguém está se beneficiando disso.


De que forma o Estado pode gerar políticas públicas para amenizar esse problema?

Acho que o Estado fica no limite do que a sociedade é capaz de aceitar. Se a sociedade não estiver conscientizada, não adianta querer impor. Tem de ter um processo de educação, de evolução, de compreensão para que se consiga fazer a regulamentação da propaganda dos alimentos infantis, por exemplo. A sociedade está percebendo, e está ficando vergonhoso fazer esse tipo de publicidade. As indústrias já estão diminuindo, independentemente da lei ter sido aprovada. Acontece que, em uma sociedade capitalista, existe a tendência de que as questões do dinheiro sobrepujem o bem-estar das pessoas. É necessário dar liberdade para escolha, mas isso não acontece porque existe um processo de condicionamento pesadíssimo, com bilhões de dólares sendo investidos. O Estado pode propor impostos diferentes para determinados tipos de alimentos. Pode regulamentar a propaganda, propor a desaceleração da incorporação de novos alimentos obesogênicos.

Publicado em Viva Brasil

habitosDa Agência USP

Na Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, uma pesquisa avaliou o quanto crianças de 4 a 6 anos de idade gostam dos alimentos que habitualmente fazem parte do seu dia a dia e como os pais atuam em relação à alimentação de seus filhos. O estudo faz pare da tese de doutorado da nutricionista Isa Maria de Gouveia Jorge. O interesse no tema veio da observação de que a prevalência de excesso de peso tem aumentado significativamente nas últimas décadas, inclusive entre as crianças desta faixa etária.

Participaram da pesquisa 400 crianças de pré-escolas universitárias, nas quais foram verificados o estado nutricional e a aceitação de 29 alimentos habituais de suas dietas. Para medir o grau de gostar, ou seja, o quanto as crianças gostam dos alimentos, foram utilizadas fotografias padronizadas dos alimentos, na forma usualmente oferecidas às crianças e escala hedônica facial de cinco pontos. Também participaram do estudo 190 pais. Foram levantados dados referentes a escolaridade e estado nutricional dos pais e aplicado um questionário sobre atitudes e práticas alimentares frente à alimentação da criança.

A prevalência de excesso de peso e obesidade entre os pré-escolares foi de 31,9% (22,2% e 9,7%, respectivamente) e acompanha a tendência secular do aumento de ganho de peso da população infantil brasileira. A Pesquisa de Orçamento Familiar (POF) 2008-2009, realizada pelo IBGE e Ministério da Saúde, revelou que o excesso de peso entre crianças de 5 a 9 anos foi de 33,5%, sendo considerado obesos, 16, 6% das crianças de sexo masculino e 11,8% do sexo feminino.

A prevalência de excesso de peso entre meninos foi de 34,6%, sendo 9,5% obesos, e entre as meninas, 29,2% sendo 9,8% obesas. Considerando que esta prevalência ocorre entre crianças menores do que os estudos da POF 2008-2009 o quadro revela a importância de se adotar medidas de prevenção precocemente na infância, antes da idade pré-escolar. Somente 20% dos pais pesquisados percebem o excesso de peso dos filhos.

Reconhecimento

Fatores culturais podem dificultar o reconhecimento dos pais de que o excesso de peso dos filhos seja um problema de saúde. Na pesquisa, este foi o fator de maior peso na probabilidade de as crianças apresentarem excesso de peso. O segundo fator foi o excesso de peso dos pais. A prevalência de excesso de peso entre os pais também foi alta (43,2%) sendo maior entre os familiares das crianças com excesso de peso, existindo uma associação positiva entre o excesso de peso dos pais e dos pré-escolares, ou seja, as chances de as crianças terem um ganho excessivo de peso são maiores quando os pais têm excesso de peso.

Quanto à aceitação de alimentos observou-se que, independentemente, do estado nutricional, sexo e idade, as crianças têm preferência por alimentos de alta densidade energética, ricos em gordura e/ou açúcares. Os mais aceitos foram batata frita, pizza, chocolate, salgadinhos tipo chips, salsicha, biscoito recheado e refrigerante. Entre os dez alimentos mais aceitos, somente três são saudáveis: frango, iogurte e melancia sendo os demais considerados não saudáveis e constituídos de alimentos industrializados, ricos em densidade energética, gorduras, açúcares e/ou sal e escassos em micronutrientes e fibras.

Entre os menos aceitos pelas crianças destacam-se as hortaliças incluindo entre elas o chuchu, sopa de legumes e purê de batatas. Em relação às atitudes e práticas de alimentação exercidas pelos pais observou-se uma relação com o estado nutricional dos pré-escolares, mas não com sexo ou idade. Geralmente os pais se sentem responsáveis pela alimentação de seus filhos e monitoram a ingestão de alimentos não saudáveis. Já a preocupação com excesso de peso está relacionada ao estado nutricional da criança. A preocupação é maior nos pais das crianças com excesso de peso.

Pressionar a criança a comer é uma prática mais comum entre os pais das crianças mais magras. Foi observado que a probabilidade das crianças gostarem do alimento que são pressionadas a comer é menor quando comparadas com as demais. Quanto às práticas de restrições de alimentos os dados não foram conclusivos, sendo necessários estudos complementares. A tese Aceitação de alimentos por pré-escolares e atitudes e práticas de alimentação exercidas pelos pais , realizada por Isa Maria de Gouveia Jorge no Departamento de Nutrição da FSP, teve orientação da professora Maria Elisabeth Machado Pinto e Silva.

 

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a01Inspeções realizadas em inúmeras varas judiciais e serviços extrajudiciais do País, ano passado, pela Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), apontaram que era bastante reduzido o número de pedidos de reconhecimento de paternidade recebido por esses órgãos. A informação chamou a atenção do CNJ para o assunto, já que o Censo Escolar de 2009, realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), apontou que existem no país 4.869.363 alunos para os quais não existe no registro de nascimento nenhuma informação sobre o nome do pai. Desse quantitativo, 3.853.972 estudantes ainda não atingiram a maior idade.

Como forma de tentar reduzir esse alto número de pessoas sem paternidade reconhecida no país, o CNJ lançou, em agosto de 2010, o projeto Pai Presente, através da publicação do provimento 12/10. A iniciativa estabelece critérios a serem adotados pelos juízes e tribunais brasileiros a respeito do assunto. A Corregedoria Geral da Justiça de Pernambuco (CGJ) já começou o ano estabelecendo quais providências deverão ser adotadas no Estado pelos juízes com competência em direito de família, com a publicação do provimento 01/2011, que trata detalhadamente da matéria.

Em Pernambuco, somente na rede pública de ensino, são 311.254 alunos para os quais não existe nenhuma informação sobre o nome dos respectivos pais. As listagens com os nomes e demais dados desses estudantes já foram encaminhadas pela Corregedoria Geral da Justiça aos magistrados competentes.

O próximo passo é a notificação às mães que constam dessa listagem de alunos sem paternidade estabelecida, para que, querendo, compareçam perante a secretaria judicial, para dar início ao processo de reconhecimento de paternidade. A notificação será endereçada ao próprio filho sem paternidade estabelecida, quando este for maior de idade. Os magistrados deverão informar mensalmente à CGJ o número de notificações expedidas, bem como o número das que deixaram de ser cumpridas.

Todo o processo de reconhecimento de paternidade é gratuito, de acordo com o que determina a Tabela de Custas Cartorárias do Estado de Pernambuco. Os interessados poderão tirar suas dúvidas através do telefone 3419-3734 ou do email O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

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alunos_assistindo_palestra_DSC0013O Movimento Pró-Criança, instituição que acolhe crianças e jovens em situação de exclusão social oferecendo atividades de formação profissional e artística em complemento ao aprendizado escolar, está com inscrições abertas para suas novas turmas. É tudo gratuito.

Os interessados precisam apenas apresentar o comprovante de matrícula do aluno na escola regular, xerox da certidão de nascimento, xerox do comprovante de residência e três fotos 3x4. Há vagas para os turnos da manhã e da tarde, para alunos entre 07 e 15 anos em diversos cursos, incluindo dança, capoeira, artesanato e artes plásticas. Somente em 2010, 1,4 mil crianças e adolescentes foram atendidos dentro do programa. As aulas começam no dia 7 de fevereiro e informações podem ser obtidas pelo telefone 3412.8989.

 “Já chegamos a receber aqui 1,7 mil jovens em um único ano. Considero que a diminuição que vem ocorrendo se deve a uma mudança positiva. Acho que o número de crianças em situação de miséria extrema vem diminuindo. Temos para este ano 1,5 mil vagas e selecionamos sempre os que mais precisam”, explica Sebastião Barreto Campello, presidente do Pró-Criança.

Até o ano passado, cada criança assistida pelo Pró-Criança representava um investimento mensal de cerca de R$ 150,00, o que garantia aulas profissionalizantes, arte e cidadania, além de reforço complementar ao programa escolar, com conteúdos trabalhados de forma lúdica para incentivar um maior rendimento. Também é oferecida alimentação e transporte.

Segundo um estudo apresentado pelo Centro Interuniversitário de Estudos da América Latina, África e Ásia – CIELA, em 1999, somente no Recife foram registradas 460 crianças nas ruas, incluindo os seguintes perfis: cheirando cola, impondo serviço, mendigando, mendigando com adulto e perambulando.

Na Região Metropolitana do Recife, sem contar a capital, no mesmo estudo, o número chega a 724 crianças, apontando a situação mais crítica em Jaboatão dos Guararapes, onde foram registradas 163 do total. “Depois não houve novos estudos e acho que os números agora apresentam uma redução significativa. Já está mais do que na hora das autoridades providenciarem um novo levantamento”, declara Sebastião Barreto Campello.

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