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Quinta, 15 Julho 2010 17:28

Ecos da Copa

Por Cesar Vanucci *

mandela“Madiba, Madiba, Madiba!”
(Coral de vozes, em delírio, no estádio de Joanesburgo
na festa de encerramento da Copa, no momento
em que se anunciava a presença de Nelson Mandela)

 Se houvesse sido instituída taça para premiar capacidade de organização em Copas, o país de Nelson Mandela - esta lenda viva da galeria de homens que influenciaram decisivamente o rumo da história - seria com todos os méritos o grande campeão. O brilho ofuscante do torneio recém-findo contrariou os vaticínios agourentos, de conotações indisfarçavelmente racistas, propagados pela mídia de países europeus. Alguns deles comprometidos, em época não muito distante, com exploração colonial no continente africano.

O mundo inteiro ficou de queixo caído com a lindeza dos estádios que emolduraram as cenas das competições. Empolgou-se com a impecável estrutura montada pra que tudo corresse a tempo e a hora e de modo plenamente satisfatório. Encantou-se com a vibração contagiante da simpaticíssima gente sulafricana, rodeando multidões de turistas, de todos os cantos do planeta, com acolhimento nunca dantes proporcionado a participantes de eventos dessa magnitude.

Como foi salutar e alvissareira essa coisa toda para que as potencialidades criadoras da maltratada África se fizessem melhor conhecidas! E como é confortador saber que o Brasil vem atuando em posição vanguardeira na assimilação dessa auspiciosa realidade que se abre aos olhos do mundo!

Ouvi mais de um comentarista dizer que o padrão das arbitragens na África foi o mais baixo da história das Copas. Ponho dúvidas. As opiniões emitidas pelo pessoal podem não bater com a verdade dos fatos. O que aconteceu de marcadamente diferente agora foi a intervenção implacável das câmeras nos lances. O esquema expôs as insuficiências da percepção humana para a tomada de decisões sob o calor das emoções.

O “olho eletrônico” escancarou um mundão de coisas que o olhar humano não consegue enxergar. No passado não dispúnhamos de meios para flagrar de forma tão irretorquível os erros dos juizes e bandeirinhas. As constatações deste novo momento tornam imperioso o emprego dos recursos eletrônicos, a exemplo do que se adotou noutras modalidades esportivas, como instrumento auxiliar da arbitragem.

Uma amiga dileta sugere-me fixar o olhar com toda atenção na logomarca oficial da Copa de 2014, para em seguida comentar: - Me diga, com toda sinceridade, se a imagem projetada não lembra o saudoso Chico Xavier em momento de meditação! Eu achei que a observação procede. Passo a sugestão adiante.

* Jornalista (O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. )

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Segunda, 12 Julho 2010 13:56

O debate está posto

Por Cesar Vanucci *

“Muita gente me pergunta: mas o que você vai fazer no futebol?

Divertir-me, digo a uns. Viver, digo a outros.”

(José Lins do Rego, escritor)

 arbitragem3Futebol ainda (e sempre) na ordem do dia. Fugir à sua vibração contaminatória não tem como. José Lins do Rego explica, na frase introdutória, com muita lucidez, a razão.

Assim postas as coisas, enveredemos por uma questão momentosa. Ela vai aterrissar, inapelavelmente, em futuro bem próximo, nas mesas de debates dos centros das decisões esportivas. Não há mais como postergar a discussão. Chutar pra escanteio, como se diz, soluções que se mostram visíveis para o aprimoramento do futebol.. O fantástico show de imagens da Copa, expondo fragilidades estridentes nas arbitragens - não por má fé, mas por compreensíveis dificuldades de percepção - recomenda enfaticamente mudanças de regras no jogo. Melhor dizendo, nas regras dos jogos de futebol.

A tecnologia eletrônica não pode continuar ocupando papel secundário, marginal, na definição de lances duvidosos, cruciais em disputas decisórias. Seu poder na elucidação das controvérsias vai torná-la imprescindível, a não ser que se deseje, em detrimento do “esporte das multidões”, a perpetuidade das interpretações pessoais equivocadas, às vezes dominadas por paixões facciosas, que adulteram os resultados, clamorosa e irremediavelmente tantas vezes.

Pra ficar apenas em três lapsos graves perpetrados por juízes, entre numerosos lances irregulares captados implacavelmente pelas câmeras até a altura da segunda rodada no empolgante torneio da África, recapitulemos o que andou rolando de singular nas pelejas entre Argentina e Nigéria, Brasil e Costa do Marfim e Estados Unidos e Eslovênia.

Um jogador do time de Maradona agarrou ostensivamente atleta adversário. Impediu no tranco que oferecesse combate ao autor do gol, inteiramente solto na área. O “jogo de braço” do Luiz Fabiano, linda coreografia na conquista do segundo tento brasileiro, desenhou iniludível penalidade, ignorada gaiatamente, como deu pra ver, pelo árbitro.

Outro apitador prejudicou abertamente o escrete norteamericano, ao invalidar gol que desempataria a partida. Já antes, na classificatória européia, naquele prélio que habilitou indevidamente a França a participar da Copa, ficou bem evidenciada a falta de condições pra se poder avaliar, em ocasiões numerosas, na base exclusiva do “olhometro”, jogadas tidas como irregulares.

A FIFA não dispõe mais de espaço pra fugir, tirar o corpo fora, fingir não saber o que a câmera mostra. Encarar o problema é preciso. Terá que convocar, logo, estudiosos de futebol e especialistas em tecnologia eletrônica para um diálogo amplo, geral, irrestrito em torno do palpitante assunto.

O que a televisão colocou no ar, nessa empolgante festa esportiva vivida em terras d’África, tornará imprescindível, a curto prazo, a utilização de câmeras de alta definição na elucidação de lances confusos, de situações duvidosas capazes de influenciar, grave e negativamente, os rumos das pugnas travadas no “relvado”, como se diz em bom dialeto futebolês nas lusitanas plagas. Muita gente acredita que até a Copa de 2014 no Brasil irá pintar, certeiramente, algo novo no pedaço. Aguarda e põe fé.

* Jornalista (O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. )

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Sexta, 18 Junho 2010 15:43

O exemplo que vem da Seleção

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 De quatro em quatro anos, assistimos o Brasil se unir em torno de um objetivo: incentivar a seleção canarinha na conquista da Copa do Mundo. Porém, os preparativos já começam bem antes do apito inicial do mundial. De olho no técnico, os torcedores cobram bons resultados do time, debatem em programas de rádio, televisão e na mesa de bar, a melhor estratégia, o melhor time. Nada passa despercebido, do atento torcedor.

Se um décimo dessa energia fosse voltada para fiscalizar e debater os problemas do Brasil, certamente teríamos um país não só bom de bola, mas também bom de educação, saúde, habitação, saneamento básico.  Ah, se os políticos fossem exigidos, da mesma forma que o técnico da seleção....  E se os brasileiros cobrassem as ações políticas como cobram as futebolísticas...

Certamente torcer pela seleção é importante, faz parte da nossa tradição, mas poderíamos aprender com esse exemplo de união, que além da seleção, existe um país que também precisa de fiscalização, cobrança e torcida. O Brasil, assim como a seleção, ainda pode ser um país vencedor, com menos injustiças e desigualdade social, depende não só dos políticos, mas de toda a sociedade. 

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Para dar as boas-vindas à Copa do Mundo deste ano, os embaixadores da Boa Vontade do PNUD Didier Drogba e Zinedine Zidane lançaram uma campanha televisiva contra a pobreza: um apelo para que os cidadãos do mundo façam parte do time que vai vencer o flagelo.

“No combate à pobreza não pode haver espectadores”, disse Drogba, artilheiro do Chelsea, da Inglaterra, e capitão da seleção da Costa do Marfim. “Todos precisamos entrar em campo para melhorar a vida de milhões de pessoas necessitadas no mundo.”

O anúncio público será transmitido em vários idiomas durante os jogos na África do Sul e tem como objetivo reforçar a importância de alcançar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) até 2015.

O vídeo de Zidane e Drogba também pode ser acessado na nova página de futebol e ODM do PNUD, que proporciona às pessoas a oportunidade de participar do combate à pobreza.

“A Copa do Mundo une pessoas de todos os países para torcer pelas suas seleções nacionais, e nós precisamos do mesmo tipo de paixão para acabar com a fome e a pobreza”, disse Zidane, ex-capitão da seleção francesa. “Temos apenas alguns anos até a meta de 2015 para realizar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio; portanto, precisamos de agir agora mesmo”, completou.

A campanha foi produzida pelo PNUD com a supervisão criativa de Mark Titus, diretor da empresa August Island Pictures de Seattle, nos Estados Unidos. Todos os custos de produção foram doados pela August Island Pictures e Freestudios em Genebra. A Sony Corporation, patrocinadora oficial da Fifa, vai ajudar com a transmissão da campanha pela TV.

A nova página contra a pobreza foi produzida gratuitamente pela HUGE, agência digital baseada em Nova York. Outros parceiros-chave incluem a Major League Soccer USA, a liga de futebol profissional norte-americana, o Seattle Sounders Football Club e a Fundação da ONU.

O PNUD agradece o tempo e os esforços despendidos pelas seguintes organizações: Bad Animals, Blue Goose Productions, HUGE, Hotel Intercontinental Geneva, Hotel du Golf Sonnenmoser, Jason Brown Worldwide, Lenz Erwin Design, Light Press, PegLeg Pictures, Pump Audio e Red Jet Films.

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copaPor Vinicius Konchinski, da Agência Brasil

Foi aberta nesta terça-feira (15) em Joanesburgo, na África do Sul, a primeira iniciativa do governo federal para a promoção da Copa do Mundo de 2014: a Casa Brasil. O local é um espaço de exposições voltado à atração de turistas e investidores estrangeiros para o país.

Em uma área de mais de 3 mil metros quadrados (m²), localizada em uma das áreas mais nobres de Joanesburgo, todas as 12 cidades-sede do Mundial do Brasil estão representadas. Estandes, instalações artísticas e uma exposição sobre futebol que custaram R$ 10 milhões têm como objetivo consolidar o país como um dos principais destinos turísticos do mundo durante os próximos anos.

“Aqui é o pontapé inicial para 2014 e a chance de o Brasil se tornar um grande destino turístico”, afirmou o ministro do Turismo, Luiz Barretto, uma das autoridades brasileiras presentes no evento.

Segundo ele, até 2014, a Copa deve colaborar para um crescimento anual de 10% do turismo nacional. Nesse mesmo período, o número de turistas estrangeiros que visitam o país deve saltar de 5 milhões para 8 milhões.

Para que isso ocorra, o ministro afirmou que o Brasil tem de melhorar a qualidade de seus serviços e de sua infraestrutura. “Temos quatro anos para melhorar o atendimento de nossos hotéis, para ensinar inglês e espanhol para nossos trabalhadores”, disse. “Temos quatro anos também para melhorar a estrutura de nossos aeroportos e a mobilidade urbana.”

De acordo com Barretto, o bom desempenho da economia brasileira ajuda a fazer com que essas necessidades sejam atendidas. “Estamos em um momento bom. O crescimento da economia do país está junto com a necessidade de melhorias.” 

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Por Vinicius Konchinski, da Agência Brasil

O ministro dos Esportes, Orlando Silva, afirmou nesta segunda-feira (14) que a Copa do Mundo de 2014 também deve reservar parte dos ingressos de seus jogos para a população pobre. Segundo ele, a exemplo do que a África do Sul fez neste Mundial, a Copa que será sediada no Brasil tem de dar a oportunidade para que a população pobre do país tenha acesso aos nos estádios.

“É preciso ter o 'ingresso social'. A Copa é para o mundo inteiro, mas temos que ter a nossa parcela do 'povão' acompanhando os jogos”, disse Silva, em entrevista à equipe da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), em Joanesburgo, na África do Sul.

Silva veio ao país-sede da Copa do Mundo justamente para observar a realização da primeiro Mundial sediado por um país do Continente Africano. Para ele, este trabalho é importante porque o Brasil e a África do Sul têm muitas características em comum.

De acordo com o ministro, além do “ingresso social”, outro exemplo que a África do Sul pode dar ao Brasil é a infraestrutura de seus aeroportos. O ministro disse que esteve em alguns dos aeroportos das principais cidades-sede deste Mundial e se surpreendeu. Segundo o ministro, os terminais de embarque e desembarque funcionam muito bem e as pistas têm condições de receber a grande demanda de voos. “As instalações são modestas e funcionais”, disse.

Silva afirmou ainda que uma comitiva de observadores brasileiros chega à África do Sul nesta sexta-feira (18) para conhecer os projetos implementados no país que podem ser implantados também pelo Brasil. Segundo ele, entre as áreas de maior interesse para os observadores brasileiros estão a segurança, a proteção de marcas e patentes, a estrutura para a imprensa e as isenções fiscais concedidas para o Mundial.

Publicado em Viva Brasil

Copa_AfricaA primeira Copa do Mundo realizada na África traz um número recorde de seleções do continente: além das cinco vagas destinadas às nações da região desde 1998, há a da própria África do Sul, sede do mundial. Por isso, aumentam as expectativas de que esses países, em maior número e jogando em casa ou perto de casa, obtenham o melhor resultado do continente na história dos mundiais. Dos 18 campeonatos anteriores, os africanos estiveram presentes em 11, e chagaram no máximo até as quartas de final (Camarões, em 1990, e Senegal, em 2002).

É nesse desafio que estarão de olho torcedores de várias partes do mundo, em especial os africanos, sobretudo os das seleções que participam da Copa (Argélia, Camarões, Costa do Marfim, Gana e Nigéria, além da África do Sul).

O continente, no entanto, enfrenta outros desafios, ainda mais difíceis e ainda mais importantes. É sobre esses que se debruça um guia alternativo para a Copa, chamado Scoring for Africa (“marcando gols para a África”, em tradução livre), lançado por Kofi Annan, presidente do Painel para o Progresso da África e ex-secretário-geral da ONU, e por Didier Drogba, atacante da Costa do Marfim e embaixador da Boa Vontade do PNUD.

O guia analisa as estatísticas sociais e econômicas — e também de futebol — dos países envolvidos nos 12 jogos da primeira fase em que há alguma seleção africana. Assim, ao lado da posição dos países no ranking da Fifa, há a colocação em outras listas, como a do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), da percepção de corrupção, do desempenho ambiental e da competitividade.

As tabelas dos jogos também trazem números do PIB (Produto Interno Bruto), da emissão de gás carbônico e da expectativa de vida, entre outros. Além disso, é feita uma avaliação dos pontos positivos (os “chutes a gol”) e negativos (“chutes para fora”) na relação entre as duas nações envolvidas em cada jogo, e uma lista de “faltas” cometidas pelos dois lados. O guia traz ainda um “plano de jogo”, com sugestões do que pode ser feito para que a parceria entre os países possa aprimorar o desenvolvimento.

Brasil contra Costa do Marfim - Na única partida entre o Brasil e um país africano na primeira fase (contra Costa do Marfim, em 20 de junho), a tabela mostra que os brasileiros ficam em primeiro lugar no ranking da Fifa, mas em 75º no IDH. O país africano é o 27º no futebol e o 163º no índice criado pelo PNUD.

Entre os “chutes a gol” estão a ajuda humanitária brasileira a nações do continente (incluindo Costa do Marfim), a expansão do comércio exterior entre o Brasil e a África e a participação de militares brasileiros da Missão das Nações Unidas para a Costa do Marfim.

Nos “chutes para fora”, o guia afirma que “o Brasil pode fazer mais para compartilhar sua experiência única de desenvolvimento com países como a Costa do Marfim, particularmente nas áreas de transferência de renda, segurança alimentar, educação rural e industrialização”. A publicação aponta ainda que a nação africana está longe de alcançar a maioria dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e que o Brasil, embora tenha avançado muito, pode não cumprir algumas metas.

Entre as “faltas”, o guia aponta que o governo provisório marfinense postergou várias vezes a realização de eleições, que nos dois países o combate ao comércio ilegal de joias é fraco e que ambos “não têm sido capazes de deter as altas taxas de desmatamento”.

Jogo injusto - Na apresentação, Kofi Annan e Didier Drogba fazem uma cobrança enfática aos países ricos. “O fato é que muitos países africanos e em desenvolvimento ainda estão em grande desvantagem. Eles não têm permissão de competir internacionalmente em um campo nivelado, com um árbitro imparcial e uma série de regras e normas claras e aceitas. Longe disso; de fato, eles têm sido pesadamente penalizados. O que seria um escândalo no mundo do futebol é ainda algo comum na sociedade das nações”, escrevem os dois.

Eles criticam, por exemplo, que os países pobres não têm responsabilidade nas mudanças climáticas, mas são os que mais sofrem com elas. Reclamam também das regras em áreas como mercado exterior, tecnologia, recursos financeiros, migração e direito autoral, que “tornam ainda mais difícil” a tarefa de promover o desenvolvimento.

“Jogadores e torcedores, sejam de Midrand, Manila, Manchester ou Montevidéu,entendem a importância do jogo justo e de um árbitro imparcial. Nós acreditamos intensamente que esse entendimento não deveria se limitar ao modo como os países jogam, correm e marcam gols uns contra os outros, mas também ao modo como eles fazem negócios e política uns com os outros; que o espírito da Copa do Mundo deveria ser estendido às relações econômicas e políticas entre os países; que a celebração de nossa humanidade comum não deveria se limitar a um mês a cada quatro anos”, afirmam Annan e Drogba.

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Por Jorge Wamburg, da Agência Brasil

Já existem 86 projetos ambientais aprovados em diversos níveis de governo como parte dos preparativos para a Copa do Mundo de 2014, com investimentos que somam de R$ 24 bilhões. Doze estão vinculados a obras nos estádios das cidades-sede, 53 são de mobilidade urbana, 14 para aeroportos e sete para portos. A informação é do coordenador da Câmara de Meio Ambiente da Copa, Cláudio Langone, que participou da Primeira Oficina de Licenciamento Ambiental dos Empreendimentos Prioritários para a Copa de 2014, que ocorreu hoje (28) em Brasília e que contou com a participação de representantes do governo federal, dos estados e dos municípios.

Durante os debates, o representante do Amazonas, Emanuel Guerra, defendeu a tese de que os investimentos feitos pelos estados e municípios em meio ambiente sejam recompensados com algum tipo de benefício fiscal, a exemplo das isenções de impostos concedidas pelo governo federal para a Federação Internacional de Futebol (Fifa), empresas associadas e para gastos com material nas obras dos estádios.

Segundo Emanuel Guerra, esses custos são altos e não há previsão de reembolso pelo governo federal. “A minha proposta é que, em vez dessa conta ficar para o estado ou o município, haja uma fórmula para que eles possam receber de volta esses recursos, que são muito grandes. Só o projeto ambiental do Amazonas para o novo estádio que será construído para a Copa, a Arena do Amazonas, vai custar R$ 6 milhões”.

Na oficina foram discutidos os procedimentos para licenciamento ambiental dos projetos que serão executados nas 12 cidades-sede do evento: Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Brasília, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal, Recife e Salvador.

O coordenador da Câmara de Meio Ambiente da Copa de 2014 do Ministério do Esporte, Cláudio Langone, informou que a oficina vai produzir um documento com no máximo dez sugestões ao governo federal sobre as questões envolvendo licenciamento ambiental para a Copa. Ele disse que o objetivo é evitar que eventuais divergências entre os responsáveis pelas obras e os órgãos ligados ao meio ambiente ou o Ministério Público acabem na justiça e atrasem o cronograma determinado pela Fifa. 

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Com o propósito de reunir esforços para o cumprimento dos oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), a administradora do PNUD, Helen Clark, lançou na cidade sul-africana de Johannesburgo a campanha 8 Gols para a África, que tem como pano de fundo a disputa da primeira Copa do Mundo de futebol no continente.

O nome da iniciativa em inglês (8 Goals for Africa) faz um trocadilho entre as palavras “gols” e “objetivos”, que possuem a mesma grafia (goals). O carro-chefe da campanha é uma canção gravada por músicos africanos renomados, como Yvonne Chaka Chaka (África do Sul), a embaixadora da Boa Vontade do UNICEF Angelique Kidjo (Benin), Oliver Mtukudzi (Zimbábue), Eric Wainaina (Quênia), Baaba Maal (Senegal) e o coro gospel sul-africano de Soweto. Grandes nomes do jazz atual, como Hugh Masekela (África do Sul) e Jimmy Dludlu (Moçambique), trabalham nos acordes da canção-tema, sob a batuta do produtor norte-americano Arthur Baker.

O clipe musical da campanha será reproduzido em telões durante o Mundial em locais e eventos de grande interesse público, como as fan fests, que reúnem torcedores para acompanhar ao vivo as partidas fora dos estádios. Na última edição do torneio, na Alemanha, esses espaços da Fifa, entidade máxima do futebol, registraram a presença de mais de 10 milhões de pessoas.

A canção "Gols para a África" foi composta por Dludlu (música) e Wainaina (letra). Em seus versos, ela aborda assuntos como combate a doenças, pobreza, fome e mortalidade infantil até 2015: “Nós temos o poder nessa hora/ Para decidir que não perderemos mais crianças de menos de cinco anos/ Que cresceremos e viveremos para vê-las até os 80 anos/ E ver os filhos de seus filhos”, diz um trecho.

Os direitos autorais da música pertencem às Nações Unidas, assim como o de todo o material relacionado (papéis de parede para computador, ringtone para celulares e o próprio logotipo da iniciativa). O download desses produtos está disponível gratuitamente no site da campanha.

“Na luta contra a pobreza não pode haver espectadores”, resume Helen Clark. “Todos temos um papel a cumprir nos ODM, que, se atingidos, vão melhorar a qualidade de vida de centenas de milhões de pessoas nos países em desenvolvimento”, completa a administradora do PNUD.

A Copa do Mundo tem início em 11 de junho e segue até o dia 11 do mês seguinte. O torneio, que será disputado em dez estádios em nove cidades sul-africanas, reúne 32 seleções, divididas em oito grupos. O Brasil está na chave G, ao lado de Coreia do Norte, Costa do Marfim e Portugal.

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Terça, 27 Abril 2010 18:54

Mobilização: 1 gol pela educação

educaA ONG Centro das Mulheres do Cabo promove pelo quarto ano consecutivo mobilização em prol da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, dentro da Semana de Ação Mundial, que este ano tem como tema "1 Gol pela Educação".

Na edição 2010, que acontece no próximo dia 1º de maio, a ONG promove uma caminhada e partidas de futebol, reunindo comunidade e jogadores do Cabo de Santo Agostinho, município da Região Metropolitana do Recife.

A mobilização começa com uma caminhada, a partir das 8h, que segue do Largo da Estação para o Estádio de Futebol Gileno de Carli - Destilaria do Cabo. A partir das 9h30, estão programados jogos amistosos entre as equipes juvenis masculinas e femininas das escolinhas comunitárias de futebol do município. O evento será encerrado com uma partida entre times juvenis da Liga Desportiva com os Juniores do Cabense Futebol Clube.

A ONG Centro das Mulheres do Cabo participa da mobilização desde 2007, quando promoveu a Semana de Ação Mundial, com palestras, debates e mobilização comunitária pelo Direito à Educação de Qualidade.

Em 2008 foi a vez do “Forinho de Educação” que reuniu mais de 100 crianças das comunidades de Pirapama e Barbalho para discutir “Que Escola Queremos”.

Já em 2009, houve um debate na Escola Ana Maria – Pirapama, para falar sobre a importância da educação, com a participação de alunos, familiares, gestores e lideranças da comunidade.

Educação - A mobilização realizada pela ONG Centro Mulheres do Cabo faz parte da Semana de Ação Mundial, iniciativa da Campanha Global pela Educação, que desde 2003 acontece simultaneamente em mais de 100 países como uma grande pressão internacional da sociedade civil sobre líderes e governos para que cumpram os tratados e as leis nacionais e internacionais no sentido de garantir educação pública de qualidade para todas e todos.

Por 2010 ser um ano de Copa do Mundo a campanha trouxe como tema “1 GOL Pela Educação para Todos e Todas” e está contando com a parceria da FIFA, que vem mobilizando o mundo futebolístico para dar visibilidade a campanha internacionalmente.

No Brasil, a Semana de Ação Mundial é coordenada pela Campanha Nacional pelo Direito à Educação, que produz e distribui materiais de apoio e realiza inúmeras atividades junto com diversos parceiros.

Mais informações podem ser obtidas no site da campanha:  www.campanhaeducacao.org.br

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