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Linha Editorial

  • "Mídia Construtiva é também lançar o olhar crítico sobre problemas, apontar falhas, denunciar. Contribuindo para a corrente que tenta transformar o negativo em positivo."

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Taiza Brito

Taiza Brito

Do CicloVivo

Quem tiver a oportunidade de visitar São Paulo até 15 de dezembro pode incluir no seu roteito uma visita à exposição itinerante “A Terra vista do céu” do renomado fotógrafo e ativista ambiental francês Yann Arthus-Bertrand. A mostra ocupa a área livre do MASP e as grades do Parque do Trianon com 130 imagens impressas, com visitação gratuita.

A ideia de Yann Arthus-Bertrand de registrar a beleza do planeta Terra e a fragilidade da natureza por um novo ângulo, surgiu no Brasil durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, a “Eco 92″. Foi a partir desse evento que Yann decidiu iniciar o projeto “A Terra Vista do céu”, com fotos tiradas do alto de helicópteros e balões. As fotografias foram reunidas em um livro de sucesso internacional com mais de 3 milhões de exemplares vendidos em todo mundo.
As 130 fotografias revelam um planeta incrivelmente belo e, ao mesmo tempo, frágil diante da degradação causada pelas ações do homem.

“Em 20 anos, os sinais alarmantes se multiplicam. A partir de agora, cada um deve assumir as consequências disso. Com minhas fotografias (…) tento sensibilizar o maior número de pessoas sobre a importância do desenvolvimento sustentável. Espero que você, ao observar essas fotos, as mais fortes que tirei em 20 anos, deixe-se transformar pela beleza do mundo como eu fui transformado, e que também tenha o desejo de contribuir para a preservação do planeta. Todo mundo pode fazer alguma coisa. Cabe a você descobrir o quê.” diz o fotógrafo no site da exposição.

Após a recente publicação do edital do programa federal Ciência sem Fronteiras (CsF) para bolsas de estudo na Espanha, o prazo de inscrições para os DELE (Diplomas de Espanhol como Língua Estrangeira) do Instituto Cervantes, que acabava sexta-feira (18), foi ampliado até o dia 5 de novembro. As provas escritas acontecerão dias 22 e 23 de novembro nos mais de 800 centros autorizados no mundo e as orais serão agendadas individualmente. A extensão do prazo é válida apenas para os centros no Brasil. No Recife, as inscrições e avaliações serão realizadas no Instituto Cervantes, no Derby.

Com esta modificação, os inscritos no programa federal poderão realizar as provas para obtenção do diploma já em novembro e terão os resultados antes do dia 23 de dezembro, o que possibilita a candidatura às bolsas disponíveis para este edital do CsF. De acordo com o site oficial do programa, as bolsas para graduação-sanduíche na Espanha e mais 19 países estão com inscrições abertas até o dia 29 de dezembro. Dentre os requisitos obrigatórios para quem vai se candidatar às vagas nas universidades espanholas está a apresentação do DELE nível B1 ou superior. Porém, será aceito o DELE nível A2 desde que o aluno se comprometa a realizar o curso online do Cervantes, AVE (Aula Virtual de Espanhol), no nível B1, com 40 horas de duração e acompanhamento de instrutor. Neste caso, o aluno deverá apresentar como documentação o resultado do DELE A2 acompanhado do comprovante de inscrição no curso virtual. Além disso, o aluno deverá realizar os testes previstos no programa do curso virtual para obter o certificado oficial emitido pelo Instituto Cervantes, correspondente ao nível B1.1.

Nesta convocatória estão abertas inscrições para todos os níveis dos Diplomas, mas os valores para os níveis mínimos exigidos pelo CsF são R$ 197,00 para o DELE A2 e R$ 219,00 para o DELE B1. As inscrições podem ser pagas em cheque, dinheiro ou através de depósito bancário. Alunos do Instituto Cervantes do Recife e pessoas que já realizaram as provas em outra convocatória têm direito a um desconto de 20% na taxa.

O Instituto Cervantes também vai oferecer cursos preparatórios para as provas dos DELE. Os cursos, com início dia 28 de outubro, não são obrigatórios. As aulas acontecerão duas vezes por semana no turno da noite (18h30 às 21h). Os interessados devem se matricular no Instituto Cervantes do Derby e o valor pode ser parcelado.

Todas as exigências para inscrições no programa CsF, assim como as áreas contempladas, podem ser conferidas nos sites http://www.cienciasemfronteiras.gov.br e http://www.csf-espanha.es.

Vale lembrar que as bolsas concedidas aos candidatos selecionados custearão a permanência dos alunos pelo período de até doze meses para realização de estudos incluindo: mensalidade na moeda local, auxílio instalação, seguro-saúde, auxílio deslocamento para aquisição de passagens aéreas e auxílio material didático, para compra de computador portátil ou Tablet.

Os DELE são títulos oficiais emitidos pelo Instituto Cervantes em Nome do Ministério de Educação, Cultura e Desporto da Espanha.  As provas para os Diplomas são elaboradas e avaliadas pelo Instituto Cervantes em parceria com a Universidade de Salamanca. Além da obrigatoriedade para as bolsas do CsF na Espanha, os DELE são os únicos diplomas reconhecidos internacionalmente tanto no mundo acadêmico como no mercado de trabalho para atestar o nível de espanhol como língua estrangeira. A validade dos DELE é indefinida, ou seja, os diplomas não expiram.

O Instituto Cervantes do Recife fica na Av. Gov. Agamenon Magalhães, 4535, no Derby. Maiores informações sobre os DELE no telefone (81) 3334-0450 ou através do e-mail (O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. ">O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. ). Para informações sobre o programa CsF, o candidato deve acessar o site ou entrar em contato com a central de atendimento, no número: 0800 616161.

SERVIÇO:

DELE – Inscrições prorrogadas no Brasil

Data: até 05/11/2013 (terça-feira)

Lugar: Instituto Cervantes do Recife (Av. Agamenon Magalhães, 4535, Derby)

O Projeto Solidariedarte, desenvolvido na cidade histórica de Igarassu, na Região Metropolitana do Recife, passou a ser coordenado desde agosto passado por Ivoneide Maria Damacena, presidente da União de Meninos e Meninas de Igarassu, que viveu diretamente a situação de trabalho infantil no final da década de 1980. O Solidariedarte é um dos três projetos apoiados em Pernambuco pelo Fundo Juntos pela Educação, como parte do Programa pela Educação Integral. O Nordeste é a região com maiores desafios sociais e educacionais no Brasil.

Após a edição da nova Constituição Federal, em outubro de 1988, foi constituído um núcleo em Igarassu do Movimento Nacional de Meninos e Meninas de Rua. Ivoneide estava envolvida em situação de trabalho infantil, vendendo picolé e broa nas ruas de Igarassu e logo começou a participar das atividades do núcleo do Movimento Nacional.

Posteriormente, esse núcleo transformou-se na União de Meninos e Meninas de Igarassu, hoje presidida pela própria Ivoneide. Desde 2011 a organização é parceira do Projeto Solidariedarte, com outras organizações de Igarassu: a Aldeias Infantis SOS, Escola Santa Maria e Escola Municipal “João de Queiroz Galvão”. 

O projeto oferece várias oficinas de música, ecologia lúdica, educomunicação, informática e reforço de letramento para crianças e adolescentes do município. Na sede da União de Meninos e Meninas são promovidas oficinas de flauta doce e culinária.

Um dos propósitos do projeto é promover a reflexão sobre temas relevantes para o contexto social e cultural de Igarassu, como a cultura de paz e a erradicação do trabalho infantil, tema que acompanha a trajetória da nova coordenadora do Projeto Solidariedarte.

Ivoneide acaba de concluir Pedagogia na Faculdade de Ciências Humanas de Igarassu. Em 2014, fará pós-graduação em gestão e coordenação educacional em instituições formais e informais, em Recife . Também quer cursar línguas estrangeiras, assim como já fazem os filhos e irmãos. Ela foi criada na casa da avó, onde conviviam onze crianças. Um dos irmãos é historiador e o outro, líder sindical no setor de papeleiros. “Todos participamos dessa trajetória de luta pelos direitos de crianças e adolescentes, e continuarei assim, ajudando a mostrar como a educação pode transformar a vida das pessoas e levar o país a um lugar muito melhor”, afirma a nova coordenadora do Projeto Solidariedarte.

O Fundo Juntos pela Educação é constituído pelo Instituto Arcor Brasil e Instituto C&A. O Programa pela Educação Integral apoia sete projetos em Pernambuco e no Ceará. Cada projeto está baseado em uma rede composta por escolas públicas, organizações sociais e outros serviços públicos. São redes formadas para promover o desenvolvimento integral, através de oportunidades educativas que abordem todas as dimensões, de crianças, adolescentes e jovens destas comunidades.

No Ceará, são apoiados os projetos Ecomuseu de Maranguape, em Maranguape; Nossas Histórias, em Fortaleza; Hora do Jogo e Caldeirão das Artes, ambos em Horizonte. Em Pernambuco, são apoiados os projetos Solidariedarte, em Igarassu; Brincando com os Sons, em Olinda; e Construindo saberes e direitos através da Educação Integral, em Recife.

Antigos, abandonados ou obsoletos, computadores, mouses, monitores, teclados, estabilizadores, impressoras e peças em geral estão se transformando em máquinas novinhas em folha que estão sendo encaixotadas em embalagens artesanais confeccionadas pelos jovens alunos do Movimento Pró-Criança e enviadas gratuitamente para paróquias e ONGs.

O recondicionamento das máquinas, que muitos equivocadamente terminam despejando nos ferros-velhos, está sendo possível graças ao projeto de criação do Núcleo de Recondicionamento de Computadores do Pró-Criança, uma parceria do MPC, Bremen/HMB Pateo e Centro Marista que tem o objetivo principal de capacitar jovens para o mercado de trabalho.

Este ano, mais de 10 máquinas já foram reconstruídas e a partir de agora a ampliação da proposta será a meta principal. Para isso, estão abertas gratuitamente até esta sexta (18) as inscrições para o curso de Manutenção e Recondicionamento de Computadores, voltado para jovens a partir dos 16 anos que cursam ou já cursaram o ensino fundamental. O curso acontece de 21 de outubro até 5 de dezembro, com 84 horas/aula no total.

Para se inscrever basta procurar o Movimento Pró-Criança, na Rua dos Coelhos, 317, Boa Vista, das 8h30 às 11h30 e das 13h30 às 16h. São necessários uma foto 3 x 4, RG, CPF e comprovante de residência. Informações pelos telefones 3412 8989 ou 3412 8952. As vagas são limitadas.

O programa completo inclui aulas de capacitação para manutenção de hardware, administração e instalação de sistemas operacionais, eletrônica básica, configuração de redes, sustentabilidade e cidadania. O lançamento oficial do projeto, com o anúncio dos selecionados, será em 22 de outubro.

Oitocentos computadores velhos já foram doados por pessoas físicas e empresas para o início dos trabalhos e eles agora estão na fila esperando pelas mãos jovens que darão nova vida útil a estas máquinas enquanto aprendem também um novo ofício.

Em todo o Brasil, seis instituições foram escolhidas para abrigar um Núcleo de Recondicionamento pelo convênio CNPQ/Marista e o Pró-Criança foi uma delas. Qualquer pessoa pode doar seus equipamentos fora de uso para o Movimento Pró-Criança, em qualquer estado. Depois de recuperar e reconstruir as novas máquinas, a equipe do MPC/Marista envia o material que sobra, sem condições de reaproveitamento, para Cingapura, que ao lado da Bélgica e Estados Unidos são os únicos lugares que têm programas eficientes para o recebimento desse refugo da era tecnológica.

É ação social, ambiental e econômica ao mesmo tempo. Contribua!

Quinta, 17 Outubro 2013 21:05

Robin Hood tinha razão

Por Frei Betto*

Os pesquisadores Frans de Waal e sua colega Sarah Brosnan, ao testar macacos-prego, verificaram que eles se zangavam ao ver um companheiro receber uma recompensa melhor. Sarah entregava um seixo a um dos animais e, em seguida, estendia a mão para que o macaco o devolvesse em troca de um pedaço de pepino. Os dois macacos aceitaram a troca 25 vezes consecutivas.

Sarah passou a entregar a um dos animais um cacho de uvas, um dos alimentos preferidos dos macacos-prego. O outro continuou a receber pepino. O clima azedou. O macaco merecedor de pepino demonstrou nítida aversão à desigualdade. Ao ver seu companheiro receber uva, ficou agitado e atirou longe seixo e pepino. Um alimento que ele tanto gosta tornou-se repulsivo.

Os macacos não se irritavam quando as uvas eram exibidas a todos eles e pepinos continuavam a ser trocados por seixos. A irritação aparecia quando um deles recebia uvas. A desigualdade era motivo da revolta. (O teste está descrito por de Waal em A era da empatia, SP, Companhia das Letras, 2010).

Ao tornar público o resultado da pesquisa, Sarah e Frans receberam duras críticas de economistas, filósofos e antropólogos, chocados com a comparação entre macacos e humanos. Para azar dos críticos, a divulgação da pesquisa coincidiu com a denúncia de que Richard Grasso, diretor da Bolsa de Valores de Nova York, viu-se forçado a pedir demissão diante dos protestos gerados pelos quase 200 milhões de dólares que ele recebeu de bônus (New Yorker, 03/10/2003).

Em 2008, a opinião pública dos EUA mostrou-se indignada quando, em plena crise econômica, o governo destinou 700 milhões de dólares como “socorro” aos executivos que haviam provocado tantas perdas no setor imobiliário. Uvas aos figurões; pepinos à plebe…

No Brasil, a opinião pública também se mostrou indignada ao saber que senadores utilizavam jatinhos da FAB para eventos particulares, como viagens de familiares ou festas de casamento. As mordomias, em especial as que são pagas com dinheiro público, suscitam sempre revolta entre os eleitores.

Os animais têm muito a nos ensinar. Sarah Brosnan colocou dois macacos juntos, separados apenas por uma grade. O primeiro tinha à sua frente duas latinhas, semelhantes a essas de refrigerante, em cores diferentes. Elas podiam ser trocadas por comida. Se ele entregasse a ela a lata A, receberia comida suficiente para seu próprio consumo. Se entregasse a lata B, ganharia o bastante para dividir com o segundo macaco. Os macacos-prego testados davam, em geral, preferência à lata que favorecia a partilha da refeição.

A democracia ocidental continuará a ser uma falácia enquanto não criar condições para que todos tenham acesso aos bens essenciais a uma vida digna e feliz. Os três ideais da Revolução Francesa –liberdade, igualdade e fraternidade – na verdade têm sido limitados e deturpados.

A liberdade passou a ser entendida como direito de um se sobrepor ao outro, ainda que o outro seja relegado à miséria. A igualdade existe, quando muito, na letra da lei. Ricos e pobres merecem tratamentos diferenciados perante a Justiça, e mesmo os recursos públicos são destinados, preferencialmente, aos mais abastados, como faz o nosso BNDES.

A fraternidade ainda permanece uma utopia. Supõe que todos se reconheçam como irmãos e irmãs. Basta recorrer ao exemplo familiar para saber o que isso significa. Em uma família, embora as pessoas sejam diferentes, com talentos e aptidões próprios, todos devem ter os mesmos direitos e as mesmas oportunidades. Ninguém pode ser excluído da escolaridade ou do uso comum dos bens, como a alimentação ou equipamentos.

Fraternidade significa inclusão, reconhecimento, e até mesmo abrir mão de um direito para que o outro, mais necessitado, possa se livrar de uma dificuldade.

Robin Hood tinha razão. O que a humanidade mais anseia é a partilha dos bens da Terra e dos frutos do trabalho humano. Essa a verdadeira comunhão. No entanto, a riqueza e o poder, quase sempre associados, cegam seus detentores, incapazes de se colocar no lugar do outro, daquele que sofre ou padece de exclusão social.

E para que a cegueira não seja acusada de indiferença criminosa e desumana, inventam-se teorias econômicas e ideologias que justifiquem e legitimem a aberração como natural…

* Frei Betto é escritor, autor de “A obra do Artista – uma visão holística do Universo” (José Olympio), entre outros livros. http://www.freibetto.org – twitter:@freibetto.

Por Taíza Brito

Quem cria de animais de estimação sabe bem como os bichinhos necessitam de atenção, carinho e cuidado. Preocupa-se que eles estejam bem abrigados e com gente realmente goste de tê-los por perto. Por isso, é bom ver o aumento do número de eventos que estimulam adoção de animais, como os que vêm sendo promovidos pela Secretaria Executiva de Direitos dos Animais (Seda) da Prefeitura do Recife. O último foi realizado no domingo (6 de outubro), no Parque Dona Lindú e atraiu quase mil pessoas.

Nesta 6ª edição, coordenada pelo secretário Rodrigo Vidal, 38 animais, entre gatos e cachorros ganharam um novo lar. Entre eles, a gata Ana Carolina (nos braços de Emily), que foi levada pela pequena Emily, e gatinha Perolita (a pretinha de laço azul nos braços de Lluís), ambas nascidas na minha casa. Se pudesse continuaria com elas em minha casa, mas a questão é que a mãe das duas, Pérola Negra, teve duas ninhadas sequenciadas, e nos vimos em cinco meses com 10 gatos para criar.

Com a doação das duas – outros cinco filhotes já haviam sido doados a amigos – ficamos com três gatas em casa. Número que dá para abrigar com responsabilidade. E felizes por elas terem ganhado lares de gente que como nossa família curte demais estes bichinhos. No evento, todas as adoções são precedidas de entrevista com os adotantes, assinatura de termo de responsabilidade e orientação dos veterinários presentes. O que dá segurança a quem leva bichos para serem adotados. Iniciativa louvável da Secretaria Executiva de Direitos dos Animais!

 

O Instituto Mobilidade Verde lançou o “Pedal Social” como um projeto-piloto em novembro de 2012, no centro de São Paulo, como uma alternativa para a população em situação de rua obter transporte gratuito para seus deslocamentos pendulares. Na época da criação da iniciativa apenas cinco bicicletas faziam parte do programa, mas logo nos primeiros meses esse número atingiu mais de 100 bicicletas.

É assim: qualquer pessoa pode doar um bicicleta ao projeto através do site da iniciativa. E os usuários precisam se cadastrar, comprovar que tem uma ocupação na qual não conseguem chegar por falta de dinheiro e, assim, garantem sua ‘magrela’ durante o mês. Ao final do período, ou quando receber o salário, ele devolve a bike, que é entregue a outra pessoa na mesma situação. E tudo funciona na base da confiança.

Assista ao vídeo que conta a história do projeto Pedal Social, com casos reais de pessoas que foram ajudadas – um dos responsáveis diz mesmo que, na época da reportagem, em março de 2013, havia cerca de 80 pessoas em lista de espera para receber uma bicicleta.

Sexta, 04 Outubro 2013 19:57

Os “Rs” fundamentais

Por Lydia Minhoto Cintra, da Página 22

A primeira atitude do consumo responsável é questionar a real necessidade de determinada aquisição, seja de produtos, seja de serviços. Escolher aqueles que duram mais ou são reutilizáveis e abolir a compra por impulso evita desperdícios e diminui a quantidade de resíduos gerados. Não é de hoje que a literatura usa o jogo de palavras para rimar e distinguir os verbos “ser” e “ter”. Gente que experimenta a simplicidade no cotidiano sabe que ter menos pode ser mais prazeroso. Um bom começo é reduzir o uso de embalagens, preferir produtos a granel àqueles embalados em isopor e plástico, evitar o “troca-troca” de celulares e computadores e repensar a quantidade de brinquedos que abarrotam o quarto das crianças. Palavra de ordem por uma vida menos superlativa e mais bem vivida. Contribuem para “reduzir” as práticas de “recusar”, “redesenhar” e “reparar”:

RECUSAR

Para uma sociedade com menos resíduos muitas vezes é necessário – e possível – dizer “não”. Por exemplo, recusar as famigeradas sacolinhas plásticas do supermercado, substituindo-as por caixas ou ecobags. Saquinhos oferecidos em compras minúsculas também são completamente dispensáveis.

REDESENHAR

Empresas e indústrias também devem entrar no jogo e investir em projetos inteligentes que alterem a forma como suas mercadorias são produzidas. Processos que consomem menos água e materiais, embalagens e produtos mais fáceis de serem reciclados e esforços para uma gestão adequada de resíduos são pontos cruciais.

REPARAR

Uma forma de reagir à cultura do descartável é investir no conserto de objetos quebrados em vez de comprar novos – exigentes de muita energia e matéria-prima extraídas de um planeta que já acenou sua finitude (mais sobre obsolescência programada na reportagem “Marcados para Morrer”, edição 56, e na nota “Conserte você mesmo”, edição 75).

REUSAR

Jogar diretamente no lixo algo que pode ser recriado esvazia as chances de se aproveitar todas as possibilidades de um mesmo objeto. Móveis podem ganhar novas roupagens e funções, folhas de rascunho podem virar caderno e bloco de anotações… Aproveite a internet, que está repleta de sites e blogs divulgando boas ideias de reutilização e reaproveitamento. Buscar novos significados para os pertences é um convite à criatividade e ajuda a diminuir a pressão sobre recursos.

RECICLAR

Colocar objetos em um novo ciclo de produção: eis o que se faz ao “re-ciclar”. Diferentes técnicas de reciclagem constituem um mercado que gera empregos, economiza energia e origina matérias-primas para fabricação de outros bens – o que é mais econômico e sustentável do que começar o ciclo do zero, com recursos extraídos primariamente da natureza. A coleta seletiva doméstica tem um papel importante nisso tudo. Em casa, duas lixeiras são o suficiente: uma para os resíduos orgânicos – como cascas de frutas e restos de verduras que podem ser transformados em adubo por meio de composteiras em casas, apartamentos e escritórios – e outra para os secos. Quando os resíduos são separados corretamente, o índice de aproveitamento passa de 70% (mais aqui). Exigir programas de reciclagem dos governos locais também é essencial para que o objetivo seja efetivamente atingido.

 

Da EcoD

Recentemente, o EcoD noticiou o pedido da paquistanesa Malala Yousafzai, que solicitou aos governos mais atenção à educação de qualidade. E parece que uma escola do estado americano de Massachusetts compartilha da mesma ideia que Malala. É que, para controlar o crescente aumento da violência dentro das salas de aula, em vez de contratar seguranças, os diretores optaram por professor de artes.

Tudo começou quando a escola Orchard Gardens foi considerada uma das cinco piores do estado americano. Os diretores chegaram ao ponto de proibir que os alunos levassem mochilas por medo deles trazerem armas escondidas.

Em 2010, a instituição entrou para o programa Turnaround Schools, uma iniciativa do Governo Federal para recuperar instituições em dificuldade. Para assumir a nova etapa, um novo diretor foi contratado, o também professor Andrew Bott e uma das suas primeiras ações foi muito corajosa: ele demitiu grande parte dos funcionários de segurança e, com o dinheiro, reinvestiu na contratação de professores da área artística.

As paredes dos corredores viraram muros de exposição, os entulhos que se acumularam durante anos no estúdio deram espaço às aulas de dança e a orquestra voltou a tocar. De acordo com Bott, o contato com as artes deixou os alunos mais motivados e com maior espírito empreendedor. Grande mudança para uma escola que antes era conhecida como a “matadora de carreiras” dentro da rede estadual de Massachusetts, informou a Hypeness.

O resultado? Em um período de, aproximadamente, dois anos, a escola saiu doz ranking das piores instituições de ensino público do estado para se colocar entre as melhores. A violência diminuiu drasticamente e o sucesso da nova gestão trouxe o reconhecimento para a Orchard Gardens. Um grupo de crianças até se apresentou para o presidente Obama, na Casa Branca.

Assista ao vídeo sobre a iniciativa:

Sexta, 04 Outubro 2013 19:42

Jamais aposentar-se da vida

Por Paiva Netto

Em 1º de outubro comemorou-se o Dia Internacional do Idoso. Vivemos época de constante progresso material. Entretanto, não se verifica o correspondente avanço no campo da ética e do Espírito. Resultado: males como a fome, a violência e o desrespeito à Natureza perduram. E lamentavelmente as pessoas da terceira idade também são atingidas pela frieza dos sentimentos humanos.

É verdadeiro crime não se reconhecer o valor dos Irmãos idosos. Neste período da vida, mais do que nunca se fazem merecedores do carinho e da solidariedade dos mais moços, num justo reconhecimento à contribuição que legaram à sociedade.

Na LBV não acreditamos em velhice como sinônimo de coisa deteriorada. Ninguém é velho quando tem um bom e grande Ideal. Pode não mais carregar um piano, não mais passear de motocicleta. Se possui, porém, ânimo dentro de si, é jovem.

As pessoas a certa altura da vida precisam, com raras exceções, aposentar-se de seus empregos, mas não o devem fazer com relação à vida. Devem ir à luta enquanto puderem respirar. A Legião da Boa Vontade mantém com o seu extenso trabalho de promoção humana e social Lares de amparo aos velhinhos e espaços saudáveis de convivência.

Neles os vovôs e vovós são tratados com muito Amor e, o que é melhor, aprendem que nunca é tarde para colaborar com suas experiências, em prol de uma Humanidade mais feliz, pois é a força dos bons exemplos que inspira as novas gerações a vencerem os obstáculos da existência terrena. (...) Pode parecer um paradoxo. Todavia, o país que desampara os seus idosos não crê no futuro da sua mocidade. Que é a nação, além de seus componentes?

Havendo futuro, os moços envelhecerão. Viverão mais. Contudo, também irão aposentar-se... Uma convicção arraigada do gozo imediato das coisas é a demonstração da descrença no amanhã. E há os que ainda moços pensam: “Vamos viver agora, antes que tudo acabe! E os que conseguiram resistir tanto, que se danem...“ Não há exagero algum aqui. É o que também se vê. Tem-se a impressão de que alguns daqueles que desfrutam do vigor da juventude ignoram a possibilidade de alcançar a decrepitude.

Mas poderão chegar lá... Não existe futuro sem moços. Também, não o há sem os idosos. Temos de aliar ao patrimônio da experiência dos mais velhos a energia dadivosa dos mais moços. (...) Lutamos por um mundo que ofereça oportunidades para todos.

E isto não é impossível. Impossível é continuar como está: a terrível paisagem das almas ressequidas pela indiferença ao Amor de Deus, como os ossos secos da visão do Profeta Ezequiel. O nosso planeta tem de receber o sopro espiritual da Vida, pois é rico e muito amplo, com espaço suficiente para todo mundo. (...)

José de Paiva Netto é jornalista, radialista e escritor (O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. ) - www.boavontade.com

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