Editor

.

Linha Editorial

  • "Mídia Construtiva é também lançar o olhar crítico sobre problemas, apontar falhas, denunciar. Contribuindo para a corrente que tenta transformar o negativo em positivo."

    Leia mais ...
Taiza Brito

Taiza Brito

Desde 19 de agosto, data em que é comemorado o Dia Mundial da Ação Humanitária, está nas redes sociais a campanha promovida pela ONU “O Mundo precisa de mais…”, que possui a intenção de transformar as palavras das pessoas em realidade e estimular a maior participação de pessoas no projeto, principalmente aqueles conhecidos como “ativistas de sofá”. A partir da criação do primeiro mercado de palavras do mundo se torna possível que marcas, organizações e indivíduos patrocinem um vocábulo e juntem os fundos necessários para ajudar operações humanitárias no mundo.

A atitude é bem simples: basta dizer o que o mundo está precisando de mais importante e transformar sua voz em ação. Para isso o site oficial da campanha oferece um grupo de várias palavras, cada uma patrocinada por uma empresa diferente. Cada vez que uma pessoa compartilha uma palavra via Twitter ou Facebook usando a estrutura #theworldneedsmore #[palavra] ela desbloqueia um dólar do patrocínio e também receberá uma mensagem dizendo que a empresa patrocinou a palavra.

Os fundos arrecadados por meio do projeto irão para pessoas afetadas por desastres naturais em lugares como Iêmem, Haiti e Afeganistão, países com grandes necessidades humanitárias que saíram do radar internacional. Além do compartilhamento de termos amparados por empresas existe a opção de doação de qualquer quantia, que pode ser feita através do site Pay-Pal.

Também participam da campanha artistas como a cantora Beyoncé e um dos nomes mais importantes da cena eletrônica atual, o Dj David Guetta, que lançou recentemente para apoiar a ideia um vídeo (que pode ser visto aqui). Para assisitir ao clipe as pessoas são convidadas a selecionar uma palavra patrocinada. Entre as empresas envolvidas até agora estão Barclays Bank (#Inclusão), Western Union (#Educação), Gucci (#Força), Crescent Enterprises (#Empreendedores), KT ( #Sonhos), Intel (#Empoderamento) e a GlaxoSmithKline (#saúde), assim como a Fundação Sergio Vieira de Mello (#Diálogo). A palavra de David Guetta é #Amor e ainda tem que ser patrocinada.

“Nós sabemos que as necessidades humanitárias estão crescendo e que, se vamos atender a essas necessidades crescentes, devemos fazer as coisas de uma maneira diferente”, disse a chefe da ONU para Assuntos Humanitários, Valerie Amos.

Sexta, 04 Outubro 2013 18:17

Sintonia com a mensagem evangélica

Por Cesar Vanucci *

 

“Não sendo um dogma, pode ser discutido livremente.”

(Pietro Paralin, Secretário de Estado do Vaticano, sobre o celibato sacerdotal)

 

Os setores religiosos ultra conservadores, aglutinando um bocado de indivíduos que se crêem mais católicos que o Papa, já não mais se esforçam por esconder o tremendo desconforto que lhes andam causando as falas e gestos de Francisco.

Em sua esclerótica interpretação da aventura humana, esses setores costumam identificar nas mensagens e posturas pontifícias graves riscos doutrinários. Riscos – acreditam - capazes de subverter a ordem religiosa constituída. Por ordem religiosa constituída entenda-se, na linha do rançoso entendimento integrista, um catálogo inesgotável de vetos à celebração da vida. Um compêndio de preceitos medievais inspirados na intolerância, revelador da incapacidade dos que os adotam de participarem da construção humana pelo diálogo respeitoso e partilhamento de ações e idéias com grupos que rezem por cartilhas diferentes das suas.

Assim sendo, soa-lhes sacrílega, por exemplo, a decisão de Francisco em acolher carinhosamente uma mulher islamita num ritual habitualmente reservado a fiéis católicos. Escandalizam-se com a determinação de Francisco em deslocar-se até um porto marítimo que ancora embarcações de africanos escorraçados pelas guerras tribais, para levar-lhes uma palavra de alento e fazer explicita condenação aos sistemas de espoliação de que esses refugiados se tornaram indefesas vítimas.

Arrepiam-se pra valer quando o Papa, respondendo a uma consulta de um renomado intelectual italiano ateísta (Eugenio Scalfari), revela de forma lapidar, em tom fraternal, que os cidadãos devem seguir os impulsos generosos da própria consciência quando não professam uma crença. Rangeram, por certo, os dentes ao ouvirem a recomendação papal no sentido de que os fiéis ponham fim ao clima de obsessão reinante à volta das discussões sobre aborto, união estável entre pessoas do mesmo sexo e outros temas candentes.

Sentiram-se, também, com certeza, abalados com a declaração de Pietro Parolin, Secretário de Estado do Vaticano recém-nomeado, relativa ao celibato dos padres. Não sendo um dogma, pode ser discutido amplamente, foi o que ele disse, abrindo a perspectiva de uma mudança de rumos capaz de trazer de volta aos púlpitos enorme contingente de cidadãos vocacionados para o ministério sacerdotal.

Esses setores religiosos fundamentalistas refratários a idéias remoçantes receberam também com desagrado a utilização por Francisco da cátedra universal pontifícia para criticar com veemência a ordem econômica e social injusta imposta às multidões deste planeta azul. Bem como para condenar as guerras que pipocam por diversos continentes e são, por vezes, apresentadas enganosamente como confrontos entre as forças do bem e do mal, quando não passam, segundo a mensagem atualizada de Roma, de mero e repugnante negócio para venda de armas e sustentação de esquemas iníquos de opressão.

Em toda essa história, o que mais importa, todavia, é saber que a atuação de Francisco está em sintonia com a mensagem evangélica que vem do começo e do fundo dos tempos e que isso ajuda a manter acesa a esperança humana num mundo melhor.

* O jornalista Cesar Vanucci (O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. ) escreve para o Blog Viva Pernambuco semanalmente.

Depois do sucesso do documentário norte-americano A História das Coisas, lançado em 2008 e visualizado mais de 15 milhões de vezes, o The Story Of Stuff Project (Projeto A História das Coisas) apresentou no dia 1º de outubro A História das Soluções. O novo filme, ainda sem legendas para o português, aborda o que será preciso para construir um mundo mais sustentável, saudável e economicamente justo.

O curta aborda o conjunto de ações comunitárias que se interconectam globalmente em sua luta por um mundo equilibrado ambientalmente, humanitariamente, coletivamente e economicamente, que altera a regra do jogo para “Melhor”. Ao fim, The Story of Solutions ainda encontra a boa prática fraternal de nos convidar à luta unidos: poder do povo, pelo povo, para o povo – a base da democracia.

A História das Soluções também expõe a forma sistemática que atuamos em busca de um ideal insustentável, carente de questionamento e reflexão, o que tem causado destruição dos ecossistemas, da saúde global e do convívio e pensamento comunitários. Um dos temas abordados diz respeito às sacolas plásticas descartáveis: o curta sugere a união dos cidadãos e do setor privado para buscar alternativas reutilizáveis e menos nocivas ao meio ambiente.

Saiba mais

O Projeto A História das Coisas começou em 2008, um ano depois do lançamento do primeiro vídeo de Annie Leonard em parceria com o Free Range Studios sobre a estrutura de fabricação e despejo das coisas que consumimos. Financiado por doações de fundações públicas e privadas, da venda de material próprio e palestras e de contribuições individuais, suas ações envolvem a capacitação de professores, comunidades e empresas sobre “nosso relacionamento com as coisas” e como podemos realizar ações mais conscientes com relação à exploração da natureza e do próprio convívio humano.

Ao todo o projeto já lançou nove vídeos, dentre eles A História da Água Engarrafada, A História dos Eletrônicos, A História dos Cosméticos, A História do Cap and Trade, entre outros, que podem ser encontrados e baixados por meio do site da iniciativa, que também disponibiliza uma série de podcasts, em inglês, sobre variados temas.

Descobrir a “ordem oculta das famílias” em um trabalho que investiga dificuldades de relacionamento buscando as razões em confusões familiares atuais ou do passado. É o propósito do método terapêutico ‘Constelação Familiar’, que será repassado em forma de seminário a ser realizando dias 4 e 5 de outubro, pela Unipaz Pernambuco, na sede da instituição no Rosarinho. O seminário intitulado “A Ordem Oculta das Famílias – Constelações Familiares” será facilitado pelo psicólogo especialista em Gestalt Terapia e Terapia Sistêmica Familiar, Barthô Nigro.

O trabalho de Constelação Familiar é fundamentado na psicologia sistêmica fenomenológica, que visa dissolver antigos padrões familiares, que impedem o fluxo do amor entre os membros da família. O método foi criado por Hellinger, através da leitura do sociodrama familiar. As inscrições estão sendo feitas na sede da Unipaz, pelos telefones 3244-2742 e 97251415. Mais informações no site www.unipazrecife.org.br. O seminário é aberto ao público em geral.

De acordo com os organizadores do seminário, o trabalho possibilita perceber os mecanismos pelos quais a vida dos nossos ancestrais nos influencia, e também com mais ênfase, o que pode ser feito para mudar os padrões problemáticos. Pela ótica dos defensores desse método, as confusões familiares ocorrem quando incorporamos em nossas vidas o destino de outra pessoa, viva ou que já viveu no passado da nossa própria família, sem estarmos consciente disto.

“Passamos a repetir dos membros familiares que foram excluídos, esquecidos ou não reconhecidos no lugar que pertencia a eles. Este é um processo natural de regulação e acontece involuntariamente. A solução real pode acontecer se estas confusões forem esclarecidas e resolvidas através da colocação das constelações familiares”, explica Barthô Nigro.

Barthô Nigro é psicólogo do Departamento de Neuropsiquiatria da UFPE. Participou de Treinamento com Bert Hellinger (Criador da Terapia Sistêmica Fenomenológica). Participou do Treinamento Sul-Americano de Terapia Sistêmica-Fenomenológica de Bert Hellinger (Gunthard Weber e Jackob Shneider, fundadores do Instituto IGST Heidberg-Alemanha). Desde 1999 desenvolve o método da Constelação familiar em Pernambuco, Paraíba e São Paulo.

O movimento popular internacionalmente conhecido como Outubro Rosa é comemorado em todo o mundo, desde início da década de 90, e visa ampliar a conscientização para a prevenção do câncer de mama. Segundo tipo mais frequente no mundo, o câncer de mama é o mais comum entre as mulheres, respondendo por 22% dos casos novos a cada ano. Se diagnosticado e tratado oportunamente, o prognóstico é relativamente bom.

No Brasil, as taxas de mortalidade por câncer de mama continuam elevadas, muito provavelmente porque a doença ainda é diagnosticada em estádios avançados. Na população mundial, a sobrevida média após cinco anos é de 61%.

O especialista do Núcleo de Oncologia do Hospital Samaritano de São Paulo, Auro Del Giglio, destaca que o diagnóstico precoce ainda é a arma mais importante para vencer o câncer de mama. Quando descoberto nos estágios iniciais, as chances de cura chegam a 95%. “A mamografia e o exame clínico das mamas são os métodos indicados para o rastreamento na rotina da atenção integral à saúde da mulher. Outras modalidades, como a ultrassonografia e a ressonância magnética, também podem ser aconselhadas”, diz.

De acordo com o Ministério da Saúde, o exame clínico das mamas deve ser feito em todas as mulheres a partir de 40 anos de idade, anualmente. A mamografia deve ser realizada por mulheres com idade entre 50 e 69 anos, com intervalos máximos de dois anos entre os exames, ou a partir dos 35 anos, para as mulheres que pertencem a grupos de risco.

 

Dúvidas Comuns:

Todo nódulo de mama é câncer?  

Não. É importante que se saiba que até 80% dos tumores palpáveis da mama são devido a alterações benignas do tecido mamário, especialmente em mulheres jovens.  Mas atenção: alguns nódulos e também alguns tipos de calcificações, porém, podem corresponder a processos malignos. Por isso, é importante que sejam feitos os exames preventivos e as mulheres sejam assessoradas por profissionais especializados.

Eu não tenho casos de câncer de mama na família. Preciso fazer exames?  Sim. Apenas 5 a 10% de todos os casos de câncer de mama estão relacionados à herança de mutações genéticas; portanto, ainda que não existam casos de câncer de mama na sua família, é essencial que se faça o rastreamento.

Recife recebe de 9 a 27 de outubro a segunda edição do Projeto Memórias, evento que homenageia personalidades que contribuem ou contribuíram com sua obra e ensinamentos para a reflexão sobre a arte e o teatro. Neste ano, o homenageado será uma das personalidades pernambucanas mais importantes para o teatro e a arte-educação: Marco Camarotti. O evento acontecerá no Centro Cultural Benfica e no Teatro Joaquim Cardozo e terá na programação mesas de discussão e uma mostra de espetáculos infantis que reúne teatro, circo, música e dança.

A abertura oficial será no dia 9, no Teatro Joaquim Cardozo, com uma mesa que debate “A criança como coautora do espetáculo”. No dia 10, Kalyna Aguiar, Emannuele de Jesus e Maria Clara Camarotti, filha do homenageado, discutem “A Arte-Educação para a infância: desafios e perspectivas”. Para quem quer curtir a Mostra de Espetáculos Infantis basta ficar de olho na programação e comparecer no Centro Cultural Benfica a partir do dia 12, quando abre a mostra.

“Besteiras (As Aventuras de um Giullare Moderno)”, a primeira peça, traz à cena um trovador popular moderno que tal qual na Lírica Medieval ganha a vida recreando o público com jogos de mão, equilibrismo, malabarismos e mímica. Andando de vila em vila, por feiras e castelos, ele traz em sua mala diversos números circenses e histórias variadas. Damiano Massaccesi, o artista que interpreta este trovador, executa as canções ao vivo, cantando e tocando diversos instrumentos musicais.

Fundada há três anos por artistas brasileiros e italianos, a Cia Circo Godot de Teatro apresentou já em seu primeiro trabalho uma qualidade cênica surpreendente, resultado de anos de estudos, empenho e dedicação. Circo Godot (2010), o primeiro feito, foi apresentado nas ruas da Grécia, Tunísia, Itália e Brasil. Na ocasião, Lucky e Pozzo, personagens de Samuel Beckett, serviram de pretexto para uma cena divertida e cheia de reviravoltas.

Em 2011, a companhia apresentou seu segundo trabalho: “Besteiras (As Aventuras de um Giullare Moderno)”, contemplado com o Prêmio FUNARTE Myriam Muniz de Teatro. O projeto foi apresentado em importantes festivais da Itália e também fez turnê pela Europa, chegando agora ao Brasil através do 19° Janeiro de Grandes Espetáculos. Também contemplado com o Prêmio FUNARTE Myriam Muniz de Teatro, Le Petit: Grandezas do Ser, o terceiro trabalho da Cia Circo Godot de Teatro, estreou na programação da 3ª Mostra Marco Camarotti e foi apresentado em diversas cidades da Itália.

“Besteiras (As Aventuras de um Giullare Moderno)”, que abre a Mostra de Espetáculos Infantis do Projeto Memórias, oferece ao público a poesia do artista di strada, viva ao longo séculos.

 

MAIORES INFORMAÇÔES:

Mesas:

Tema: Teatro Infantil: A criança como coautora do espetáculo

Data| 09 de outubro, às 20h

Palestrantes: Arheta Andrade, Luciano Pontes e Marcondes Lima – Mediador: Arilson Lopes

Tema: A Arte-Educação para a infância: desafios e perspectivas

Data| 10 de outubro, às 20h

Palestrantes: Kalyna Aguiar, Emannuele de Jesus e Maria Clara Camarotti – Mediador: Amanda Caline

Espetáculos:

Besteiras: As Aventuras de um Giullare Moderno | Cia. Circo Godot de Teatro

Data| 12 de Outubro, às 16h

Faixa etária | Livre

Cavaco e sua pulga adestrada| Caravana Tapioca

Data| 13 de Outubro, às 16h

Faixa etária| Livre

Seu Rei Mandou| Cia. Meias Palavras

Data| 19 de Outubro, às 16h

Faixa etária| 06 anos

As Levianinhas em pocket show para crianças| Cia. Animée

Data| 20 de Outubro, às 16h

Faixa etária| Livre

Disse me Dança | Em Cena Arte e Cidadania

Data| 26 de Outubro, às 16h

Faixa etária | Livre

O Fio Mágico| Companhia Mão Molenga Teatro de Bonecos

Data| 27 de Outubro, às 16h

Faixa etária| Livre

Onde: Teatro Joaquim Cardozo/Centro Cultural Benfica

Rua Benfica, 157, Madalena

Tel: 32262454

E-mail: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

ENTRADA FRANCA

Por Priscilla Andrade, do Consumidor Moderno Consciente

Reza forte e promessa para parar de comprar. Muitas pessoas já recorreram as mais variadas maneiras de se livrarem dos excessos de consumo. Bombardeadas pelos apelos de consumo, as pessoas até tentam se controlar, mas a tentação em forma de cartão de crédito, mais uma vez adia o compromisso de manter a promessa. Muitas pessoas, que perdem o controle sobre suas compulsões consumistas, escondem as compras, comportamento apontado como principal sintoma da oniomania, a doença do consumo compulsivo, típica de país rico.

De acordo com a especialista no assunto da USP, Tatiana Filomensky, em 90% dos casos que atende, quem compra compulsivamente, sobrecarrega as finanças da sua família. Ela diz, que a doença ainda é pouco conhecida no Brasil, mas é nos Estados Unidos que 8% da população têm a doença. Pesquisas apontam que é mais que a parcela com problemas com álcool e drogas.

Oniomania não é um transtorno bipolar ou TOC. É preciso ter um tratamento próprio”, explica Tatiana.

Sabendo da responsabilidade que a propaganda tem, o Núcleo de Responsabilidade Social da Associação dos Profissionais de Propaganda – APP lança mais uma etapa do projeto Compra Consciente, trazendo a oneomania como mote. A campanha realizada pela R&B Propaganda e, de acordo com o diretor, Marcel Gussoni, as peças foram desenvolvidas com o objetivo de levar à reflexão.

“A publicidade, muitas vezes, é considerada ‘vilã’, em relação ao estímulo do consumo. Nesse sentido, acho importante que o nosso papel como publicitários se mostre também no estímulo à conscientização. Por isso, considero que participar deste projeto e usar nossa competência para alertar sobre os perigos do consumo alienado foi mais do que um desafio, é um dever que precisamos cumprir”, diz.

Consumir com consciência e acima de tudo contribuir para o desenvolvimento de uma sociedade crítica e responsável é o lema do projeto Compra Consciente, desenvolvido em 2011. Na época, a Associação uniu seis agências da cidade para desenvolver o projeto destinado à população e, assim, minimizar o impacto que recai aos publicitários por ser um setor altamente ligado ao consumo. A proposta é retratar as consequências do consumo sem medidas e gerar a reflexão.

Sexta, 27 Setembro 2013 15:15

Queremos boas notícias, por favor

Por Henrique A. Camargo, no Mercado Ético

Lá por meados da década de 1990, quando Axl Rose, Slash e o resto da turma do Guns N’ Roses arrebentavam nas paradas de sucesso, eu ainda estava na faculdade de jornalismo e ajudava moderadamente nas atividades do restaurante que minha família mantinha em Cotia, na região Oeste da Grande São Paulo. Recebia algum salário pelo trabalho, que era suficiente para abastecer o carro e ir a festas. E foram naqueles anos que dois episódios marcariam o meu ponto-de-vista sobre os profissionais e a profissão que havia escolhido meio que no susto.

O primeiro envolve um professor de História da rede pública. Aquela figura robusta e popular na cidade – pelo menos até aquele momento – começava a se engajar no jornalismo comunitário. Um grupo de agentes cotianos tinha acabado de instalar uma antena de radiodifusão em um bairro carente do município, dando início à rádio pirata, da qual ele (e as vezes também eu) participava com afinco.

Em determinado dia, o professor estava mais entusiasmado do que o comum. Ele carregava uma notícia bombástica, literalmente falando: uma bomba explodiria a prefeitura da cidade, localizada quase em frente ao nosso restaurante. O homem não cabia em si mesmo. “Agora que virei jornalista, você sabe como é, torço para que desgraças aconteçam”, disse animado. Apesar de todo o alvoroço causado pela ação da polícia, movimento da pequena mídia local e toda a torcida, nada aconteceu. Foi apenas um boato para sacudir um pouco a monotonia típica da Cotia dos anos 90s, mas o Appetite for destruction (apetite por destruição) do Guns N’ Roses dava suas caras.

Em outro momento, pedi uma oportunidade de trabalho a um jornalista que frequentava o estabelecimento familiar. Ele editava um dos jornaizinhos da cidade e se impressionou com minha pro-atividade (?). Então me disse para ir até a redação do semanário onde conversaríamos sobre o assunto. Ali, o periodista já foi dizendo que não tinha dinheiro para pagar salário e, em seguida, deu uma breve aula de jornalismo ao jovem aspirante a foca. Falou sobre lead, pirâmide invertida e o principal: “notícia não é quando o cachorro morde o homem, mas quando o homem morde o cachorro”. Depois daquele dia, ouvi essa mesma historinha algumas dezenas de vezes.

Os anos se passaram e as ideias proferidas por esses dois personagens continuam vivas na prática do jornalismo. Realmente são pontos difíceis para um jornalista se desvencilhar. Há estudos comprovando que desgraça vende muito mais do que notícias boas. E como ouvi do vice-presidente editorial de uma das maiores editoras da América Latina, as empresas de mídia estão aí para ganhar dinheiro.

Nesse sentido, acho que os jornalistas que trabalham com a temática da sustentabilidade são diferentes da maior parte dos outros setoristas. Nós clamamos por notícias boas. Adoramos dizer que uma turma de jovens cientistas conseguiu produzir energia a partir do fio de cabelo (coitado dos carecas) ou do grito da torcida nos estádios. Vibramos ao descobrir que são crescentes os investimentos focados no desenvolvimento sustentável. A diminuição da pobreza e da fome, então, são temas que colocamos na capa de nossas publicações.

Infelizmente, ainda temos que lidar com as notícias ruins. Apesar de tanta coisa boa aparecendo, elas ainda tomam grande parte do nosso tempo. Afinal, não dá para ignorar o último relatório do IPCC, os fracassos das COPs, bancadas ruralistas, desmatamentos crescentes e uma ministra do Meio Ambiente dizendo que o aquecimento global não é tão ruim quanto pintam.

Queremos mais boas notícias boas, por favor.

A Faculdade de Olinda (FOCCA), que já é referência em todo o Estado na área de mediação escolar combatendo casos de violências dentro das escolas, sai na frente e lança o primeiro curso de especialização lato sensu em Mediação e Arbitragem em Pernambuco. As inscrições estão abertas e seguem até o dia 2 de outubro. As vagas são limitadas. 

Para se inscrever, o candidato participa do processo seletivo que é composto de uma redação seguida de entrevista e análise curricular. A matrícula custa R$ 400,00. Por conta de uma convênio firmado entre o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/PE), servidores e voluntários do Tribunal e profissionais filiados à Ordem têm 50% de desconto nas mensalidades.      

O curso, reconhecido pelo MEC, é composto por 15 módulos presenciais com aulas realizadas todos os sábados numa carga horária total de 364hs. Após a conclusão das aulas, os alunos terão mais três meses para o desenvolvimento do trabalho de conclusão. A ficha de inscrição pode ser retirada no site da faculdade (www.focca.com.br). Mais informações pelos telefones (81) 3366.3696/ 8772.8296.

Sexta, 27 Setembro 2013 15:07

Sintonia com a mensagem evangélica

Por Cesar Vanucci *

“Não sendo um dogma, pode ser discutido livremente.”

(Pietro Paralin, Secretário de Estado do Vaticano, sobre o celibato sacerdotal)

 

Os setores religiosos ultra conservadores, aglutinando um bocado de indivíduos que se crêem mais católicos que o Papa, já não mais se esforçam por esconder o tremendo desconforto que lhes andam causando as falas e gestos de Francisco.

Em sua esclerótica interpretação da aventura humana, esses setores costumam identificar nas mensagens e posturas pontifícias graves riscos doutrinários. Riscos – acreditam - capazes de subverter a ordem religiosa constituída. Por ordem religiosa constituída entenda-se, na linha do rançoso entendimento integrista, um catálogo inesgotável de vetos à celebração da vida. Um compêndio de preceitos medievais inspirados na intolerância, revelador da incapacidade dos que os adotam de participarem da construção humana pelo diálogo respeitoso e partilhamento de ações e idéias com grupos que rezem por cartilhas diferentes das suas.

Assim sendo, soa-lhes sacrílega, por exemplo, a decisão de Francisco em acolher carinhosamente uma mulher islamita num ritual habitualmente reservado a fiéis católicos. Escandalizam-se com a determinação de Francisco em deslocar-se até um porto marítimo que ancora embarcações de africanos escorraçados pelas guerras tribais, para levar-lhes uma palavra de alento e fazer explicita condenação aos sistemas de espoliação de que esses refugiados se tornaram indefesas vítimas.

Arrepiam-se pra valer quando o Papa, respondendo a uma consulta de um renomado intelectual italiano ateísta (Eugenio Scalfari), revela de forma lapidar, em tom fraternal, que os cidadãos devem seguir os impulsos generosos da própria consciência quando não professam uma crença. Rangeram, por certo, os dentes ao ouvirem a recomendação papal no sentido de que os fiéis ponham fim ao clima de obsessão reinante à volta das discussões sobre aborto, união estável entre pessoas do mesmo sexo e outros temas candentes.

Sentiram-se, também, com certeza, abalados com a declaração de Pietro Parolin, Secretário de Estado do Vaticano recém-nomeado, relativa ao celibato dos padres. Não sendo um dogma, pode ser discutido amplamente, foi o que ele disse, abrindo a perspectiva de uma mudança de rumos capaz de trazer de volta aos púlpitos enorme contingente de cidadãos vocacionados para o ministério sacerdotal.

Esses setores religiosos fundamentalistas refratários a idéias remoçantes receberam também com desagrado a utilização por Francisco da cátedra universal pontifícia para criticar com veemência a ordem econômica e social injusta imposta às multidões deste planeta azul. Bem como para condenar as guerras que pipocam por diversos continentes e são, por vezes, apresentadas enganosamente como confrontos entre as forças do bem e do mal, quando não passam, segundo a mensagem atualizada de Roma, de mero e repugnante negócio para venda de armas e sustentação de esquemas iníquos de opressão.

Em toda essa história, o que mais importa, todavia, é saber que a atuação de Francisco está em sintonia com a mensagem evangélica que vem do começo e do fundo dos tempos e que isso ajuda a manter acesa a esperança humana num mundo melhor.

* O jornalista Cesar Vanucci (O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. ) escreve para o Blog Viva Pernambuco semanalmente.

twitter

Apoio..................................................

mercado_etico
ive
logotipo-brahma-kumaris