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Linha Editorial

  • "Mídia Construtiva é também lançar o olhar crítico sobre problemas, apontar falhas, denunciar. Contribuindo para a corrente que tenta transformar o negativo em positivo."

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Taiza Brito

Taiza Brito

Com a aproximação do Dia Mundial do Coração – celebrado em 29 de setembro – especialistas lembram que é preciso reforçar a importância dos cuidados com a saúde cardíaca. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que em todo o mundo, mais de 80% das mortes causadas por doenças cardiovasculares ocorrem em países pobres ou em desenvolvimento e, até 2030, mais de 23 milhões de pessoas morrerão anualmente em decorrência desse tipo de enfermidade.

Ainda segundo o órgão, no Brasil, as doenças cardiovasculares são a principal causa de mortes todos os anos. Entre os males que fazem parte dessa categoria, a insuficiência cardíaca se destaca como um dos mais debilitantes e fatais. O tratamento desse problema passa pelo uso de medicamentos, cirurgias e o uso de dispositivos de estimulação cardíaca.

A seguir, saiba quais são os cinco fatos mais relevantes a se saber quando o assunto é a insuficiência cardíaca:

1 – A insuficiência cardíaca e outras doenças cardiovasculares são mais comuns do que se imagina.

No Brasil, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças cardiovasculares (DCV) são responsáveis por 33% das mortes registradas no país a cada ano. Entre os óbitos ocorridos por causa de uma DCV, 9% são atribuídos à insuficiência cardíaca2. A insuficiência cardíaca ocorre quando o coração não consegue bombear sangue suficiente para atender às demandas do corpo. Isso resulta no acúmulo de líquidos em todo o organismo, o que pode levar à falta de ar, inchaço e alterações do ritmo cardíaco. Um estudo publicado no periódico científico The Lancet3 apontou que a taxa de mortalidade por DCV no Brasil está entre as mais altas da América do Sul, ficando em 286 pessoas para cada 100.000 habitantes. Nos Estados Unidos, essa taxa é de 179 para cada 100.000 habitantes.

2 – Existem diversos tipos de tratamentos disponíveis para os pacientes com insuficiência cardíaca, incluindo inovações recentes.

A insuficiência cardíaca é tratada em primeiro lugar com mudanças no estilo de vida e uma combinação de medicamentos, os quais tendem a ser mais eficazes quando a doença está nas suas fases iniciais. Quando esses tratamentos deixam de apresentar resultados eficazes, são necessários outros procedimentos, que variam de minimamente invasivos até a cirurgia altamente invasiva. Uma opção de tratamento comum é a terapia de ressincronização cardíaca (CRT), a qual pode incluir dispositivos como marcapassos ou desfibriladores cardioversores implantáveis (CRT-D), que regularizam o ritmo do coração e podem proporcionar um estímulo pontual para salvar um paciente que apresente falha grave nos batimentos cardíacos e que poderia entrar em risco de morte súbita.

 

3 – A insuficiência cardíaca pode ter diversas causas e pode ser que você não tenha responsabilidade sobre elas.

A insuficiência cardíaca tem muitas causas associadas. Em cerca de 50% dos casos, a insuficiência cardíaca é causada por doença arterial coronariana. Outra causa comum é a hipertensão arterial, em que um aumento da pressão sanguínea sobrecarrega o coração. Outras causas incluem: arritmias cardíacas persistentes (como a fibrilação atrial), doença valvular cardíaca, cardiomiopatia (doença do músculo cardíaco não relacionado com doença arterial coronariana), doença cardíaca congênita, diabetes e infecções do coração.

Nesse sentido, avaliações periódicas de rotina podem identificar portadores de doenças como acima relacionadas, cuja evolução pode ser interrompida ou retardada por meio de terapêutica específica. Com base em estudos epidemiológicos, a hipertensão arterial aumenta em duas a três vezes o risco de desenvolver insuficiência cardíaca e o seu tratamento previne este desfecho4. O estudo 4S (The Scandinavian Simvastatin Survival Study) demonstrou claramente os benefícios da terapia com redutores do colesterol em pacientes com história de doença arterial coronariana, reduzindo a ocorrência de novos episódios de infarto (ataque cardíaco) e angina (dor no peito), assim como da mortalidade em cerca de 30%5.

4 – Insuficiência cardíaca é diferente de ataque cardíaco.

Um ataque cardíaco é caracterizado pela má circulação do sangue no coração, sendo causado quando uma ou mais das artérias estão bloqueadas. Sendo assim, o oxigênio no sangue não pode chegar ao músculo cardíaco, causando danos ao coração. Já a insuficiência cardíaca é uma doença grave, na qual o coração não bombeia sangue para todo o corpo de forma eficiente. Trata-se de uma enfermidade progressiva, ao invés de um acontecimento súbito, e pode resultar na incapacidade do coração de bombear sangue suficiente para satisfazer as demandas do organismo. Isso pode causar o acúmulo de fluidos em todo o corpo, levando a sintomas como falta de ar, inchaço e alterações do ritmo cardíaco.

Tanto a insuficiência cardíaca quanto o ataque cardíaco são doenças cardiovasculares e correspondem a algumas das causas mais comuns de morte no Brasil.

5 – A insuficiência cardíaca é uma doença muito cara e onerosa.

A insuficiência cardíaca é uma doença cara e onerosa não apenas no Brasil, mas em todo o mundo. Seu maior peso se deve aos gastos com as internações frequentes dos pacientes. Cerca de 75% dos custos de tratamento para a insuficiência cardíaca estão associados com as internações hospitalares, o tratamento hospitalar e a assistência ao paciente em casas de repouso. Qualquer tratamento que reduza hospitalizações por insuficiência cardíaca representa um ganho na equação de custo e benefício tanto para o paciente, quanto para os sistemas de saúde.

 

O Instituto Cervantes do Recife vai abrir suas portas nesta sexta-feira (27) para falar sobre magia. O professor convidado José Ariel Bublik vai conduzir a tertúlia com o tema: “O Paradigma da Magia na Literatura Argentina”, através da obra do psicanalista, pesquisador e escritor argentino José Luis Parise, fundador e diretor da Escola de Integração Psicanálise-Ocultismo (E.D.I.P.O.). A tertúlia, aberta ao público, começa às 16h20, no primeiro andar do Instituto.

Bublik é professor de espanhol na Escola de Idiomas da Faculdade Frassinetti do Recife (Fafire) e também professor de Língua Hebréia, tendo estudado grande parte dos Escritos Sagrados da Cultura Judaico-Cristã no idioma original. "Durante a conferência faremos uma viagem introdutória recorrendo os conceitos fundamentais da magia que nos permitirão, pouco a pouco, encontrar a porta de entrada ao mito mais importante e transcendental que possui a humanidade nos dias de hoje.", explica Bulbik.

O Instituto Cervantes fica na Av. Gov. Agamenon Magalhães, 4535, Derby. Maiores informações através do telefone (81) 3334-0450.

Serviço:

Tertúlia Literária: O Paradigma da Magia na Literatura Argentina

Data: 27/09/2013

Hora: 17h20

Lugar: Auditório do Instituto Cervantes (Av. Gov. Agamenon Magalhães, 4535, Derby)

ENTRADA GRATUITA

O coordenador da América do Sul da Brahma Kumaris, Ken O’Donnell, ministrará palestra na sede da organização, em Olinda, no próximo dia 4 de outubro, a partir das 19h30. O tema tratado será “O futuro que queremos – alinhando consciência e ações”. O evento é aberto ao público. A sede da Brahma Kumaris em Olinda fica na Rua do farol, 144, no Farol.
Seus estudos em ciências aplicadas e sua prática de meditação durante quase 40 anos, o ajudaram a guiar outros nos mundos corporativo, governamental e acadêmico. Nascido na Austrália e residente no Brasil, ele tem trabalhado como um consultor em desenvolvimento organizacional, gestão avançada de qualidade e execução estratégica em mais de 30 países.
Atualmente Ken é diretor para a América do Sul da  Brahma Kumaris World Spiritual University, que ajuda indivíduos a explorar seu potencial interno. Este trabalho é 100% voluntário. Profissionalmente ele é Senior Fellow com a Oxford Leadership Academy.
Ele também é o autor de 15 livros sobre desenvolvimento pessoal e organizacional, alguns dos quais publicados em 9 idiomas com vendas de mais de 400,000.  Os rendimentos destes livros têm sido usado para seu trabalho voluntário.

Na vinda a Pernambuco, ele também ministrará palestra, no dia 3 de outubro, no Congresso sobre Gestão de Pessoal. 

A Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (Facepe) e a agência francesa ANR - Agence Nationale de la Recherche lançam a  edição 2014 do Edital de Cooperação Internacional Facepe/ANR – Appel à Projets Générique.

A chamada tem por objetivo apoiar a pesquisa cooperativa entre estudiosos vinculados a instituições no estado de Pernambuco e pesquisadores de instituições da França, nas áreas temáticas “Ciências Sociais e Humanas”, “Microbiologia, Imunologia e Infectologia” e “Pesquisas Marinhas”. As áreas fazem parte do “Appel à projets générique 2014” (chamada genérica para projetos 2014) da ANR.

Os interessados devem apresentar suas propostas inicialmente sob a forma de uma Expressão de Interesse até o dia 23 de outubro de 2013 e encaminhá-las exclusivamente à ANR, em atendimento à chamada “Appel à projets générique 2014”.

As pré-propostas serão avaliadas pela ANR, que informará à Facepe sobre as propostas submetidas e entre essas, quais foram recomendadas para apresentação de propostas detalhadas.

A partir de 17 de fevereiro de 2014, os pesquisadores cujas pré-propostas foram selecionadas, serão convidados a apresentar as propostas detalhadas, sob a forma de projeto, e encaminhadas simultaneamente à Facepe, pelo coordenador brasileiro, e à Agence Nationale de la Recherche da França (ANR), pelo coordenador francês, via internet.

As propostas encaminhadas à ANR pelo coordenador da equipe francesa devem atender às datas e procedimentos de submissão de propostas que poderão ser consultados na página do “Appel à projets générique 2014” da ANR. As propostas apresentadas em suas formas detalhadas serão julgadas paralelamente pela ANR e pela Facepe.

Serão realizadas quatro etapas de análise dos projetos: pela área técnica da Facepe (enquadramento); por consultores ad hoc; análise, julgamento e classificação pelo Comitê Avaliador; e aprovação pelo Comitê Misto Facepe-ANR, sendo esta última condição sine qua non para que os projetos sejam aprovados.

O Acordo de Cooperação Internacional Facepe/ANR foi assinado em 2009, revisado em 2011 e em 2012. A congênere Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) também participa da parceria, o que possibilita o apoio a projetos bilaterais – Facepe/ANR ou Fapesp/ANR – e também trilaterais –Facepe/Fapesp/ANR.

O acordo visa a facilitar a criação e operação de projetos científicos de qualidade propostos conjuntamente por equipes de pesquisa francesas e brasileiras. As prioridades temáticas são reexaminadas a cada edição das chamadas.

Baixe o edital

Mais informações pelo e-mail: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

 O grupo artístico pernambucano Coletivo Lugar Comum realiza a partir da próxima segunda (30/09) o Contato Coletivo - I Encontro de Contato Improvisação de Pernambuco. O evento, que acontece até o dia 6 de outubro em Olinda, terá oficinas gratuitas com os pesquisadores e dançarinos Ricardo Neves (SP), Camillo Vacalebre (Itália), Hugo Leonardo (BA) e Duda Freyre (PE), além de Jam Sessions de dança abertas ao público todas as noites; apresentação da performance urbana “Semáforo Peatonal”, da companhia de dança chilena Elementos Mínimos, e exposições.

A programação começa com o credenciamento dos participante, das 16h às 18h30, no Convento de São Francisco, no Carmo, Olinda, espaço sede do encontro. No mesmo horário o público já poderá conferir a exposição dos cartazes de vários encontros realizados pelo mundo, pertencentes aos acervos pessoais do Coletivo Lugar Comum e dos professores convidados para as oficinas. Das 19h30 às 21h30 será realizada a primeira Jam Session da agenda, aberta ao público em geral, com música ao vivo em diálogo com os improvisos corporais com a participação dos músicos Caio Lima, Hugo Medeiros e Paulo Arruda, também no convento. A realização do evento conta com o incentivo do Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura (FUNCULTURA).

Na terça (01), quarta (02) e quinta (03) têm início as oficinas. A primeira é “Percepções e capturas”, que será ministrada por Duda Freyre (PE), pós-graduada em dança pela Faculdade Angel Vianna e que já participou de diversos encontros de Contato Improvisação no Brasil e no exterior, sempre das 10h às 13h. A oficina “A escuta do pré-movimento” será coordenada pelo dançarino e ator Ricardo Neves (SP), diretor artístico do Encontro Nacional de Contato Improvisação de São Paulo, professor de Contato desde 2001 e que foi aluno de grandes nomes da história da prática do Contato como Steve Paxton, Andrew Harwood e Nancy Stark Smith. Sempre das 15h às 18h.

Nos mesmos dias, todas as noites, haverá Jam Sessions abertas ao público em geral com entrada gratuita. Na terça (01) a Jam acontece no Casbah de Olinda, a partir das 19h30; na quarta (02) e na quinta (03), também às 19h30 será no Convento de São Francisco, com música ao vivo.

Na sexta (04), das 10h às 13h, no Convento de São Francisco, o evento abre espaço para a proposta “Compartilhando Práticas”, quando os inscritos poderão praticar, conversar e tirar dúvidas específicas em momentos particulares de 20 minutos com cada um dos convidados: Ricardo Neves (SP), Hugo Leonardo (BA), Nicolás Cottet (Chile) e Camillo Vacalebre (Itália). Às 14h acontece a performance urbana “Semáforo Peatonal”, da companhia chilena Elementos Mínimos e que será executada em Olinda pelo grupo organizador do encontro de Contato Improvisação de Santiago do Chile. No mesmo dia, das 15h às 18h, começa a oficina com o dançarino Hugo Leonardo (BA), mestre em Dança e doutor em Artes Cênicas pela Universidade Federal da Bahia.

A oficina com Hugo Leonardo segue no sábado (05) e domingo (06), sempre no mesmo horário. A Jam Session da sexta (04) será no Mercado da Ribeira, a do sábado (05) no Convento de São Francisco com música ao vivo e a Jam de encerramento, no domingo (06), será guiada pelo italiano Camillo Vacalebre, que hoje vive na Argentina e é um dos nomes mais importantes da prática do Contato Improvisação atualmente no mundo. A última Jam trará surpresas aos participantes e o local só será divulgado a partir da próxima semana. Todas as Jams acontecem das 19h30 às 21h30.

OPORTUNIDADE - Para quem perdeu o prazo de inscrições das oficinas gratuitas, já encerrado, poderá se inscrever até este domingo (29) no aulão extraordinário com Hugo Leonardo, idealizador e diretor artístico do EmComTato Festival de Contato Improvisação da Bahia e autor do livro “Poética da Oportunidade: Estruturas Coreográficas Abertas à Improvisação”. São apenas 20 vagas e o aulão acontece no sábado (05/10), das 10h às 12h, no Convento de São Francisco.

A partir do dia 07 de outubro, o italiano Camillo Vacalebre realiza uma oficina fechada para os integrantes do Coletivo Lugar Comum e parceiros do grupo, na sede do Coletivo, no Recife Antigo.

O Contato Coletivo nasceu do encontro de artistas do Coletivo Lugar Comum, com outros artistas de Contato Improvisação do Brasil e do mundo: Gabriela Santana (SP/BA/PE), Hugo Leonardo (BA), Ricardo Neves (SP), Duda Freyre (PE) e Camillo Vacalebre (ITA). Uma construção compartilhada de ideias, desejos e realizações. Agora o nosso estado ganha a primeira edição do Encontro de Contato Improvisação, prática que já vem movimentando eventos nacionais há anos em outros lugares do País e do mundo.

Para conhecer a programação completa do Contato Coletivo basta acessar o site http://contatocoletivo.wordpress.com/.

Serviço:

Contato Coletivo – I Encontro de Contato Improvisação de Pernambuco

Mais informações no site www.coletivolugarcomum.com

Programação completa no link www.contatocoletivo.wordpress.com

Serviço: Convento de São Francisco Rua de São Francisco, 280, Carmo, Olinda-PE Tel: (81) 3429-0517    e-mail: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

www.franciscanolinda.org.br          

 facebook.com/franciscanOlinda

O Abrigo Nossa Senhora de Lourdes, localizado em Olinda, vai promover I Festival Artístico do Projeto Integração & Arte. O evento acontece no próximo sábado, dia 28 de setembro, às 16h, no auditório da Secretaria de Educação Cultura de Olinda, situada na Rua 15 de novembro, 184, no Varadouro. Quem for deve levar 1 kg de alimento não perecível.

Serão exibidos os talentos de quem participou do projeto que propiciou durante nove meses aulas de canto, dança e instrumentos musicais aos idosos residentes no Abrigo Nossa Senhora de Lourdes, bem como de grupos de convivência de Olinda.

O repertório do coral contempla todas as fases do projeto, dentre elas marchas de carnaval, forró, musicas românticas e hits dos anos 60. Apresentações de teclado, flauta, ballet, solos de canto e teatro também farão parte da mostra realizada pelos idosos. Segundo os coordenadores do festival, a música funciona como fator de inibição a depressão e doenças neurológicas e melhora a convivência dos alunos no meio social e familiar, dando novo fôlego à vida daqueles que vivenciam experiências novas e gratificantes na terceira idade.

Serviço:

I Festival Artístico do Projeto Integração & Arte

Data: 28 de setembro de 2013 Local: R. 15 de novembro, 184 – Varadouro.

Entrada: 1 kg de alimento não perecível

Informações: (81) 8624-0410

O PIB de edificações acumulou alta de 17,2%, passando de R$ 139 bilhões para R$ 163 bilhões em apenas dois anos

O valor das construções com projetos registrados para receber a certificação de obra sustentável, os chamados prédios “verdes”, alcançou, em 2012, 8,3% do total do PIB de edificações – subdivisão do PIB da construção civil que exclui obras de infraestrutura. Em 2010, os prédios “verdes” não ultrapassavam 3% do PIB setorial. O valor total dos imóveis que reivindicam o selo sustentável atingiu R$ 13,6 bilhões no ano passado, em comparação com um PIB de edificações de R$ 163 bilhões no mesmo período, segundo estudo realizado pela EY (antiga Ernst & Young) a pedido da GCB Brasil (Green Building Council). A pesquisa levou em conta projetos registrados para o selo LEED (leadership in energy and enviromental design), concedido pela organização americana Green Building Council.

O levantamento compreende dados sobre a movimentação econômica da construção verde no Brasil, evidenciando um aumento substancial da participação de empreendimentos sustentáveis na composição do PIB de Edificações ao longo dos últimos três anos. Essa contribuição aumentou de 3% em 2010 para 9% em 2012. Para Luiz Iamamoto, gerente sênior da EY, a busca pela certificação LEED está presente em cada vez mais segmentos (como escolas, hospitais, estádios e edificações comerciais, entre outros), e até fundos imobiliários têm incluído a certificação LEED como exigência para receber investimentos, o que vem impulsionando o mercado de construções verdes.

“Percebemos que a certificação LEED desperta interesse dos investidores, principalmente em empreendimentos comerciais de alto padrão. Quando os projetos certificados começaram a ser comprados, as construtoras viam esse tipo de investimento como custo adicional. Hoje já entendem que o investimento feito a curto prazo pode até ser mais alto, mas ele é recuperado na velocidade de venda das unidades, além de reduzir em até 10% os gastos em um condomínio, em razão de projetos de eficiência energética e reuso de água.” conclui Luiz Iamamoto.

Apesar do desempenho errático da economia nos últimos seis anos, todos os segmentos da construção apresentaram taxas elevadas de crescimento entre 2007 e 2010. O segmento de edificações foi um dos destaques, com o PIB passando de R$ 139 bilhões, em 2010, para R$ 163 bilhões, no ano passado.

 A certificação LEED tem mostrado que agrega valor às construções ampliando a atratividade para a mercado imobiliário corporativo – principalmente por reduzir riscos operacionais e de investimento. Hoje, o Brasil ocupa o 4º lugar no ranking mundial de construções sustentáveis, e logo deverá alcançar a terceira posição, desbancando os Emirados Árabes e ficando atrás somente de EUA e China.    

Da EcoD

Quando a produtora de moda Daniela Bueno viajou para a Europa há dez anos e se deparou com uma estante de papelão, ela não teve dúvida: “Desde aquele dia, fiquei com aquilo na cabeça e comecei a pesquisar sobre as possibilidades do uso do material, da matéria-prima no Brasil”, relatou ao portal PME Estadão.

A empresa 100t, criada por Daniela em sociedade com Marcello Cersosim, vende móveis feitos de papelão e lançou recentemente a linha 100t Verde, em parceria com a designer de flores Rita Segreto. O novo projeto tem a intenção de fazer com que os móveis funcionem como um jardim suspenso, onde são usadas plantas específicas e o papelão passa por um processo de impermeabilização. Os móveis, como poltronas e mesas, são entregues com as plantas e os preços variam de R$ 400 a R$ 1,5 mil.

Em 2012 a empresa faturou R$ 800 mil e espera fechar 2013 com R$ 1,2 milhão. Atualmente, as vendas para outras empresas representam 80% do faturamento, mas Daniela aponta um crescimento gradativo da demanda de consumidores.

Os negócios ligados à sustentabilidade estão na lista de tendências no mundo do empreendedorismo. Por enquanto, a parcela da população disposta a pagar a mais por um produto ou serviço sustentável ainda é pequena, mas a expectativa é de crescimento. “A questão da educação ambiental está sendo implantada nas escolas. Os alunos começam a ter um olhar diferente e eles serão os consumidores do futuro”, afirma a consultora do Sebrae-SP, Dorli Martins.

Papelão multifuncional

O papelão também é o principal atrativo de um restaurante em Taiwan. O Carton King Creativity utiliza pratos, copos, cadeiras, mesas e paredes decorativas de papelão. O objetivo do espaço é passar uma compreensão sobre criatividade e uma mensagem ambiental.

Para quem pretende acompanhar essa tendência sustentável, a consultora do Sebrae-SP recomenda transparência e veracidade. Isso porque se a empresa aposta no marketing verde (greenwashing), mas o que ela divulga não acompanha o que ela realmente pratica, o empresário corre um grande risco de arruinar seu negócio. “As irregularidades estão sendo descobertas com mais rapidez, especialmente com as redes sociais”, afirma Dorli. Outro cuidado é com os fornecedores. É preciso prestar atenção na matéria-prima fornecida e na mão de obra utilizada.

Patrícia Gomes, do Porvir

Para Clarinha, hoje com cinco anos, pedir um iogurte nem sempre foi fácil. Seu problema não era entender o que queria, mas conseguir comunicar a sua vontade. Durante seu nascimento, um erro médico fez com que lhe faltasse oxigenação no cérebro. Com isso, a menina perdeu boa parte dos neurônios responsáveis por sua coordenação motora, o que afeta seus movimentos e sua fala. Mas, mesmo com a paralisia cerebral, sua inteligência ficou intacta. É como se o corpo não obedecesse às ordens que o cérebro dá. Seu pai, o analista de sistemas Carlos Pereira, resolveu que poderia criar um método para conversar com ela. Nascia assim a ideia do Livox, ou Liberdade em Voz Alta, um sisteminha que já foi premiado pela ONU e hoje ajuda mais de 2.000 pessoas de todo o Brasil com disfunções na fala, deficiência visual, motora ou cognitiva.

“Eu queria entender o que se passava na cabeça dela”, conta Carlos, que primeiro tentou ajudar Clarinha de forma analógica mesmo. Ele pegava imagens de objetos, sensações ou qualquer coisa que a filha pudesse querer falar, imprimia, plastificava e colocava em um fichário. Quando ela tentava contar o que queria, Carlos mostrava as imagens para a menina apontar. “Como não tinha no Brasil, fui buscar sistemas de comunicação alternativa fora. Falei com as empresas, mas elas não tinham interesse de fazer um produto para o mercado brasileiro. Decidi que eu mesmo ia fazer”, lembra Carlos.

Não era a primeira vez que o analista de sistemas resolvia ir buscar longe algo que pudesse melhorar a vida da filha. Quando a menina tinha pouco mais de um ano, Carlos e a mulher descobriram que um tratamento com células-tronco poderia ajudar Clara a recuperar parte dos movimentos. Fizeram uma campanha pela internet para arredar fundos, na época chamada “Um Real por um Sonho”, juntaram US$ 40 mil e foram para a China, onde a menina foi submetida, durante um mês, a procedimentos médicos ainda proibidos no Brasil.

Com o tratamento, a menina apresentou melhoras significativas, mas ainda não podia falar ou andar sozinha. Foi aí que o método do fichário aos poucos foi dando lugar a um software adequado para as necessidades dela. “O sistema ficou muito bom”, afirma Carlos, que queria mais. Reuniu uma equipe com fonoaudiólogos, pedagogos e terapeutas ocupacionais para melhorar o produto que, quem sabe, poderia ajudar outras pessoas.

Não deu outra. Dois anos e meio depois da primeira versão, Carlos comemora já ter percorrido 80 mil km – ou duas voltas inteiras na Terra, como gosta de brincar –para contar sua história e ensinar aos mais de 2.000 usuários do sistema a usá-lo. O Brasil hoje tem 15 milhões de pessoas que não falam, seja por paralisia cerebral ou por autismo ou outras disfunções que afetam essa habilidade. “São pessoas invisíveis à sociedade porque elas não conseguem se comunicar”, afirma ele.

O software funciona a partir do toque em tablets. Ele começa com um banco com 14 mil imagens. “Tudo funciona com uma lógica muito simples, pelo toque, o que facilita a interação de uma pessoa com inteligência”, diz ele. Assim, os usuários podem apontar e ouvir a pronúncia de palavras como “sim” e “não”, do desenho ou da fotografia daquilo que desejam – como água, chocolate e maçã – ou de ilustrações daquilo que estão sentindo – como fome, frio ou dor. Os usuários podem inserir conteúdo no programa, como fotos de pessoas da família, para adequar às necessidades de cada um.

“O sistema começou ajudando na comunicação de pessoas que não podiam falar. Mas hoje é muito mais que isso”, orgulha-se o pai-empreendedor. Atualmente, o Livox vem sendo usado para estimular não só quem sofre com paralisia cerebral, mas também pessoas diagnosticadas com autismo, esclerose múltipla ou que lutam contra sequelas de um AVC, além de deficiências visuais. “Eu peguei o tablet e ela formou palavras apontando as letras. Ficou fácil de ver que o fato de ela não conseguir pegar no lápis não significa que ela não esteja alfabetizada”

Com as novas funcionalidades, o software passou a ser usado em escolas, para ensinar a ler, escrever e contar. “Para a minha filha foi ótimo. Tem coisa que eu só consigo fazer por causa do Livox”, diz. Carlos conta que, ao levar Clarinha para a escola, contou para a professora que ela já sabia ler. “A professora desconfiou por causa da paralisia. Mas eu peguei o tablet e ela formou palavras apontando as letras. Ficou fácil de ver que o fato de ela não conseguir pegar no lápis não significa que ela não esteja alfabetizada”, afirmou. E o mesmo aconteceu com a soma. “Ontem mesmo eu percebi que ela já está somando ao usar o programa com ela”, comemora o pai.

Como boa parte dos usuários do Livox tem alguma dificuldade motora, uma preocupação de Carlos foi desenvolver um algoritmo inteligente que entendesse o toque de uma pessoa com dificuldades motoras. “Muitas vezes eles tocam em mais de um lugar, arrastam o dedo na tela em vez de tocar. O sistema não respondia como eles esperavam e aí eles se frustravam. Isso acontecia no Livox e em qualquer programa de comunicação alternativa”, conta o analista. Agora, o sistema consegue entender o toque e corrigi-lo.

O Livox é vendido a R$ 1.350 com direito a licença vitalícia e a atualizações. “É caro para os padrões brasileiros, mas os internacionais chegam a custar R$ 38 mil ou R$ 3 mil por mês em aluguel”, conta Carlos, que é procurado por muitas famílias que não têm recursos. Para levar a tecnologia a quem não pode pagar, ele recebe doações em dinheiro ou em tablet pelo seu site. É possível ainda “adotar um paciente”. 

A iniciativa de Carlos foi considerada pela ONU como a melhor tecnologia assistiva brasileira de inclusão e empoderamento da pessoa com deficiência. Em outubro, ele vai representar o Brasil na final do WSA (World Summit Award), que ocorre no Sri Lanka. Carlos agora está levantando fundos para a viagem e para produzir um vídeo em inglês para que seu produto seja avaliado pelos jurados.

Do CicloVivo

Uma parceria entre pesquisadores da Pontifícia Universidade Católica de Santiago e do MIT, nos EUA, deu origem a um novo sistema de geração de água potável, que reaproveita, com eficiência, a neblina. Inspirada na natureza, a nova tecnologia é capaz de armazenar o nevoeiro quase em sua totalidade, com o objetivo de garantir o acesso ao recurso natural nas localidades mais secas do Chile, onde a água é considerada como um bem muito valioso.

O sistema de convertimento baseia-se numa malha vertical muito fina, com o mesmo formato das redes utilizadas nas quadras de tênis. A estrutura captura a umidade da neblina, e, graças, a uma potente camada de proteção, transforma o acúmulo do fenômeno natural em água potável. Segundo informou o site internacional Wired, a técnica foi inspirada no mecanismo que algumas plantas e animais utilizam para obter o líquido nas regiões áridas.

Os pesquisadores estão otimistas em relação ao novo sistema de geração de água potável, mesmo que o processo dependa de uma variação natural para ser concluído. A invenção foi publicada em artigo na Langmuir, importante veículo acadêmico dos EUA. “A natureza já fez o trabalho mais difícil – evaporar a água, tirar o sal e condensar as gotas. Nós só precisamos colher o recurso”, explicou à publicação científica Gareth McKinley, engenheiro mecânico que participou do estudo.

A criação dos chilenos em parceria com os norte-americanos tem desempenho impressionante e vem aprimorar uma técnica que já é desenvolvida em 17 países, mas, em nenhuma das experiências anteriores, a eficiência pode ser comparada à atual. Isso porque, cinco vezes mais eficiente, a nova malha que faz a captura da neblina possui furinhos bem menores, que não permitem a evasão da água acumulada.

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