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Linha Editorial

  • "Mídia Construtiva é também lançar o olhar crítico sobre problemas, apontar falhas, denunciar. Contribuindo para a corrente que tenta transformar o negativo em positivo."

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Taiza Brito

Taiza Brito

Sexta, 06 Setembro 2013 14:43

Previsões confirmadas

Por Cesar Vanucci *

 

“Primavera não, pleno inverno.”

 (Giani Carta, jornalista)

 

Estava na cara. Confirmaram-se por inteiro as previsões dos observadores mais atentos das tricas e futricas do cenário político internacional. Eles apostaram, convictos, na hipótese de que por conta de ardilosas manobras de bastidores centradas em estratégias e conveniências geopolíticas espúrias, dissimuladas mas resolutas, a florida “primavera egípcia” iria transformar-se, de hora pra outra, num lodaçal invernoso extremo.

Assim, desafortunadamente, aconteceu. Para suprema frustração das multidões egípcias, que agitaram nas ruas seu inconformismo com relação às décadas de opressão a que se acham submetidas pelo jugo militar. O efêmero e insatisfatório ensaio de transição democrática durou brevíssimos meses.

Os verdadeiros donos do poder resolveram botar a cara novamente à mostra, indiferentes às reações da opinião pública internacional. Sabedores no íntimo de que, apesar de alguma retórica de condenação (para as arquibancadas) aos atos que eles, militares da terra dos faraós, praticaram, as grandes potências acabarão por não mover uma única palha sequer no sentido de alterar a situação imposta. Tudo vai permanecer como dantes no quartel de abrantes. E bota quartel nisso...

A violentíssima repressão desencadeada, disposta a não poupar nem mesmo lugares considerados sagrados pelas comunidades religiosas egípcias, não mostra a menor condescendência com relação a ninguém.

O episódio envolvendo o Nobel da Paz, El Baradei, prova isso de forma eloquente. Num primeiro instante, por certo desavisadamente, o ilustre personagem sentiu-se compelido a aderir ao golpe militar. Não se perturbou aparentemente com a mancha adicionada ao seu currículo de humanista e democrata, na ilusória suposição de que o movimento iria limitar-se a corrigir eventuais abusos cometidos pelo presidente fundamentalista deposto.

Mas diante da ferocidade implantada pelos “aliados”, El Baradei não teve como. Renunciou ao cargo que lhe foi outorgado pelos militares, deixando a vice-presidência do país. Tornou pública a renúncia, falando de seu inconformismo com referência ao rumo dos acontecimentos.

Não deu outra: considerado “traidor da pátria”, está sendo devidamente enquadrado nas leis de exceção que o despotismo militar egípcio propõe para garantir, na base da porrada, a ordem e a tranquilidade públicas. O novo ditador Abdul Fattahel-Sisi, a exemplo de seu antecessor Mubarak (a caminho da reabilitação), enfatiza bem seu papel no processo: “Eu e o exército somos guardiães da vontade do povo”. Então, tá.

* O jornalista Cesar Vanucci (O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. ) escreve semanalmente para o Blog Viva Pernambuco.

Do CicloVivo

Fazer moradias sustentáveis que gerem economia e durabilidade pode ser mais fácil do que parece. Para orientar as pessoas que vão construir ou reformar, o Ministério do Meio Ambiente lançou uma cartilha, cujo principal objetivo é difundir práticas de obras sustentáveis aos consumidores.

De forma bem didática, a publicação traz um mapa que mostra, em cada cômodo da casa, quais são as opções para execução de uma obra dentro dos conceitos de sustentabilidade. Além disso, o caderno aponta quais são as melhores disposições dos ambientes em uma residência para garantir o grau adequado de insolação e ventilação natural de cada lugar. Veja abaixo algumas dicas.

Elaboração do projeto:

- Preserve as espécies nativas existentes no terreno, pois elas garantem a estabilidade do solo e refrescam o ambiente.

- Opte pela iluminação natural. Além de proporcionar economia de energia, é muito mais agradável do que a iluminação artificial.

- Dependendo do clima da região, utilize coberturas verdes. Esse tipo de cobertura proporciona melhoria do conforto térmico e ajuda na retenção de águas pluviais.

- Evite materiais de construção prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente. Por exemplo, a pintura da casa pode ser feita com tintas à base de água, que proporcionam isolamento, proteção contra corrosão, resistência à ação da maresia e evitam bactérias, fungos e algas em regiões úmidas.

- Ao usar madeira, priorize o uso da certificada, que garante que o produto foi extraído de forma correta e é proveniente de florestas com manejo adequado.

- Nas áreas externas, valorize os elementos naturais no tratamento paisagístico e o uso de espécies nativas.

- Utilize reciclados da construção e pavimentação permeável. Prefira o piso externo intertravado, feito de material prensado e que possui vida útil longa e baixo custo de manutenção.

Economia de água e energia:

- Utilize iluminação de longa vida e baixo custo. Outra solução que ajuda a economizar energia elétrica é a instalação de um “dimmer”, dispositivo que regula a intensidade luminosa, e de sensores de presença nos ambientes.

- Na hora de equipar a residência, fique atento ao comprar os eletrodomésticos. A dica é verificar a etiqueta PROCEL (Selo Procel Eletrobras de Economia de Energia), que indica o consumo energético dos aparelhos, e opte por aqueles mais eficientes.

- Já para economizar água, reaproveite a água da chuva.

- Construa cisternas para armazenagem e utilize a água para regar jardins, lavagem de pátios, entre outras finalidades.

- Utilize também dispositivos economizadores de água: torneiras, bacias sanitárias e chuveiros com tecnologias que proporcionam a diminuição do consumo de água.

Descarte correto

- Durante a reforma ou construção, separe espaços, na residência, para separação adequada de resíduos.

- Ao contratar a caçamba para entulhos, procure saber se a empresa descarta os resíduos corretamente.

- Certifique-se que a obra esteja de acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos, do MMA, que prevê a destinação correta do lixo, incentivando a reciclagem e a sustentabilidade. Segundo a cartilha, mais de 50% dos resíduos sólidos gerados pelo conjunto de atividades da sociedade são provenientes da construção.

De acordo com dados da publicação, uma casa ou prédio sustentável gera uma economia de aproximadamente 30% em sua manutenção, gasta menos água e energia elétrica e tem uma vida útil e acessibilidade muito maiores.

Outro aspecto positivo é que, atualmente, as moradias sustentáveis estão em alta no mercado imobiliário. Esses imóveis são, em média, de 10% a 30% mais valorizados. Reformas que tornem imóveis antigos mais eficientes também se beneficiam dessa valorização extra.

A “Cartilha de Construções Sustentáveis” pode ser baixada aqui.

Quinta, 05 Setembro 2013 15:24

Nasce o IVE Nordeste!

Texto: Taíza Brito

Imagens: Felipe Arcoverde

É com grande satisfação que anuncio a criação do Imagens e Vozes de Esperança (IVE) Nordeste. Muitos devem se perguntar: “E o que significa isso?”. Representa que profissionais ligados à comunicação, às artes, à música e a tantas outras áreas que produzem conteúdo nesta região resolveram se unir e propagar um projeto internacional que inspira uma visão apreciativa e equilibrada dos acontecimentos do mundo. 

O IVE Nordeste nasceu no último dia 1º de setembro de 2013, no Convento da Conceição, no Alto da Sé, em Olinda, durante o Diálogo IVE “Construindo uma Mídia Consciente”, promovido pela Brahma Kumaris.

No evento, conduzido pela publicitária paulista Nádia Rebouças e pela inglesa Denise Lawrence, bacharel em Filosofia e Língua Moderna, participaram jornalistas, publicitários, relações públicas, designers, escritores, músicos, entre outros profissionais, oriundos de Pernambuco, Bahia, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Rio de Janeiro e São Paulo.

O Imagens e Vozes de Esperança é um diálogo global que reúne produtores de conteúdo e artistas para refletir sobre o impacto do seu trabalho na sociedade. Fundado em 1999, em Nova Iorque, é promovido globalmente pelo Images & Voices of Hope e, no Brasil, pela Brahma Kumaris, uma organização internacional sem fins lucrativos que trabalha por uma mudança positiva em todos os setores da sociedade.

Entre suas propostas, está fortalecer o papel da mídia como agente de benefício do mundo ao expandir a consciência das escolhas que os profissionais fazem e elevar a confiança pública. Gerar conteúdo construtivo, amplificar a esperança humana, e assim aumentar a capacidade da humanidade para ações que promovam a vida.

Em Pernambuco, orgulho-me de ser percussora deste movimento desde 2009, através do Blog Viva Pernambuco (www.vivapernambuco.com.br), junto com alguns colegas de profissão. E de desde o primeiro momento contar com a orientação e apoio do Imagens e Vozes da Esperança Brasil e da Brahma Kumaris, que agora nos ajudam a dar mais um passo neste universo da mídia construtiva, desta vez acompanhada de colegas de outros Estados nordestinos.

Nossos passos são firmes. E seguem na direção tomada por muitos outros profissionais ao redor do mundo que perceberam que através de suas profissões podem contribuir para solidificar um novo modo de transmitir notícia.

O IVE Nordeste não é um grupo fechado. Está aberto àqueles que se sentirem instigados a seguir na perspectiva proposta. E surge como um braço do IVE Brasil, somando-se aos profissionais de outros Estados que há mais de dez anos aderiram ao projeto.

Tomando emprestado as palavras de Judy Rodgers, primeira diretora mundial do projeto Imagens e Vozes de Esperança (www.ive.org.br), acredito que divulgar ações positivas nos fortalece em quanto seres humanos, pois “estamos num momento da história em que a humanidade necessita de um sentido sobre o que é melhor para o mundo, que tipo de futuro pode haver diante de nós e o que devemos fazer juntos para criar esse tipo de futuro. Podemos fazer muito para esclarecer isso”. 

Do Blog do Sakamoto

Garupa, a primeira iniciativa brasileira de financiamento público de turismo sustentável foi ao ar, no último dia 2 de setembro. Ela tem como objetivo apoiar o desenvolvimento de pequenos empreendedores de turismo, responsáveis por garantir a preservação do meio ambiente e do patrimônio cultural em vários cantos do país.

O desenvolvimento de associações comunitárias, organizações não-governamentais e micronegócios sociais é fundamental para a sobrevivência de comunidades que zelam pela preservação de locais de grande interesse ambiental e cultural. Quando são forçadas a deixar seus lugares podem dar lugar a empreendimentos que não demonstram tanto respeito pelo meio em que estão. Ou exploram mão de obra de forma ilegal e até criminosa. Além disso, seu empobrecimento pode levar à dilapidação desse mesmo patrimônio natural como último recurso para a própria sobrevivência. Portanto, manter essas comunidades fortes é um dos reais significados do desenvolvimento sustentável.

Quem acessa a Garupa, assiste a vídeos com a história dos empreendedores e seus projetos e pode contribuir financeiramente com eles, como em um site de crowdfunding, a conhecida “vaquinha virtual”. Nessa plataforma, as recompensas podem ser desde uma receita da culinária tradicional de uma comunidade, um artesanato até a viagem para o local em questão.

“Acho que este é um momento de mudança de mentalidade. De busca por alternativas econômicas sustentáveis, de valorização do microempreendedorismo, de ascensão do trabalho colaborativo, da atuação em rede, do financiamento coletivo, do consumo consciente”, afirma Claudia Carmello, diretora de Comunicação e Projetos da Garupa. Ela foi entrevistada por este blog para contar um pouco do projeto:

Blog do Sakamoto - Parte dos empreendedores que vocês apoiam provavelmente atuam em locais pouco conhecidos do grande público e, por isso, relativamente preservados. Nesse caso, não seria mais lógico manter esses lugares longe da atenção da população para se manterem como são?

Claudia Carmello - Na verdade, não. E é justamente o contrário. O turismo sustentável é aquele que não só não detona o destino, como causa um impacto positivo nele. É quando a presença do viajante no lugar serve de estímulo para a preservação dos seus patrimônios naturais e culturais. Primeiro, porque o turista só vai continuar visitando se o destino estiver preservado. E, além disso, porque o seu dinheiro fica na mão da comunidade local.

Um exemplo: em um dos destinos apoiados pela Garupa na Amazônia, a população não via outra opção de renda além de cortar madeira ilegal pra vender. Quando o lugar virou uma Reserva de Desenvolvimento Sustentável, cinco anos atrás, começaram a trabalhar com turismo de base comunitária: abriram uma pousada e um restaurante comunitário. Daí perceberam que mesmo esse turismo de baixo impacto pode trazer mais dinheiro, e por muito mais tempo, do que o corte de madeira ilegal. Ou seja, viram que a floresta de pé vale mais do que derrubada.

BS – Turismo sustentável é coisa de intelectual ou de gente rica?

CC – De intelectual, não. Turismo sustentável é algo muito palpável. O impacto gerado por uma pousada de selva como a Uacari, na Amazônia, gerida pela comunidade local e premiada internacionalmente por sua operação de qualidade e de baixo impacto ambiental, é algo muito concreto.

De gente rica, pode ser e pode não ser. Turismo sustentável independe da quantidade de conforto ou exclusividade da operação. É verdade que ele ficou mais famoso no mundo e é mais midiático em sua versão “luxo”, replicada em ecolodges caríssimos, na África e na Ásia, frequentados por ricaços americanos e europeus.

Mas, no Brasil, por exemplo, o potencial para operações turísticas mais simples e sustentáveis, especialmente no que se refere ao turismo regional, é imenso. Um passeio de um dia nos arredores de Belém, operado inteiramente pela comunidade de Boa Vista do Acará – do almoço à oficina de biojoias ao banho de cheiro no igarapé – é barato, é bem feito e deixa renda na mão da comunidade. Mas não sei se vai atrair gente rica de São Paulo, por exemplo. Tem muito mais potencial pra trazer quem mora por perto, por exemplo, um cara de Belém que vai levar as crianças para passear no fim de semana. E é excelente ele ter a alternativa de, ao invés de ir no parque aquático, conhecer o modo de vida de uma comunidade ribeirinha a 30 minutos da cidade grande.

BS – Mais do que apoiar rostinhos bonitos e histórias comoventes, incentivar o turismo sustentável é um bom negócio? Ele é capaz de competir em atenção do público com o turismo convencional?

CC – Um bom negócio é, antes de tudo, um negócio perene. Então, a lógica de montar uma operação turística predatória na praia da moda, ganhar muito dinheiro ali, mas detonando o lugar, para depois ter que procurar a próxima praia da moda, é uma lógica burra. Tem um limite. Mesmo num Brasil com mais de 7 mil quilômetros de litoral.

E o turismo sustentável tem esse propósito: manter os destinos preservados, com a população local usufruindo da renda trazida pelo turista. Ele é um bom negócio para o empreendedor local de um destino interessante e pode ser um bom negócio também para uma empresa grande – que tenderia, talvez, a investir em operações mais exclusivas e caras.

Se ele pode competir em atenção do público com o turismo convencional? Aí a resposta é mais difícil. Na Garupa vamos testar essa premissa, de que viajar com mais conexão com a natureza, as pessoas e o que há de autêntico em cada lugar é muito mais legal. Agora, para o público poder se interessar, precisa ter opções à sua disposição. De passeios, de pousadas, de atividades sustentáveis. E esse é o foco da Garupa: garantir que essas operações sustentáveis se aprimorem, se divulguem melhor a público, saiam do papel.

BS – Por que uma boa ideia como a Garupa surge apenas agora?

CC – Acho que este é um momento de mudança de mentalidade. De busca por alternativas econômicas sustentáveis, de valorização do microempreendedorismo, de ascensão do trabalho colaborativo, da atuação em rede, do financiamento coletivo, do consumo consciente. A Garupa se liga a todas estas ideias. É também um momento de saturação do interesse pelo consumo de massa, pelo pasteurizado, pelo fake. Um público que busca experiências mais significativas, mais autênticas, e um modo mais justo e satisfatório de consumir, nas férias ou não, é o público óbvio da Garupa. Mas a gente está aqui para mostrar a beleza do turismo sustentável para todo mundo.

Para acessar o site, clique aqui.

Por Juliana Guarexick, especial para o Ethos

“Cada prato pode ter um gosto amargo da natureza”. Provocantes, reflexivas e ao mesmo tempo inspiradoras. Assim foram as palavras de Alex Atala, chef do badalado restaurante D.O.M. e fundador do Instituto Atá, durante palestra ministrada na tarde desta terça-feira (03), na Conferência Ethos 2013.

“Quantas atitudes tomamos por condicionamento e não por raciocínio?”. Levantando esta questão, o chef desafiou-se a colocar uma visão sobre uma coisa que parecia imutável: sua relação com a cozinha. Foi assim que nasceu o Instituto Atá, com o intuito de estruturar as cadeias produtivas e buscar novos ingredientes.

Na companhia de Roberto Smeraldi, jornalista e membro diretor do Instituto, Atala expôs de forma criativa e divertida a proposta de atuação da entidade, fruto de uma inquietação pessoal. “Foi no exercício do ofício de cozinheiro que percebi que minha relação com a cozinha ia além da panela”, contou.

A proposta do Instituto Atá é agir em toda a cadeia de valor com o propósito de fortalecer os territórios a partir de sua biodiversidade, agrodiversidade e sociodiversidade, garantindo alimento para todos e para o meio ambiente. “Precisamos aproximar o saber do comer, o comer do cozinhar, o cozinhar do produzir e o produzir da natureza”, afirmou Smeraldi. Ele enfatiza que essa é uma proposta desafiadora, mas não utópica. “As organizações precisam se reinventar, trocar o lateral pelo central, assim como trocamos no prato um ingrediente pelo outro”.

As ações do Instituto Atá pretendem ser muito específicas e práticas. Nesta lógica, o pequeno produtor rural vira protagonista e uma parte dos lucros da venda do alimento é revertida para a pesquisa ou a estruturação do ingrediente e/ou de sua região de produção. Um exemplo disto é a meta de domesticar e estruturar um consórcio de famílias nas áreas do Cerrado para atuar na produção de baunilha, ainda não domesticada. A iniciativa contribuiria para a geração de complemento de receita à população carente e abriria caminhos para o cultivo nacional do produto.

Mas não para por aí. O Instituto traça metas de atuação para a produção de carne sustentável, da pimenta baniwa jiquitaia, para a regulamentação do mel das abelhas nativas, entre outros projetos.

Para o Alex, a chave da mudança é humana e cultural. “Precisamos entender porque nossos ancestrais produziam e comiam na sua totalidade. É uma mudança de princípios”. Mantendo o tom de provocação, Smeraldi encerrou o painel com uma pergunta: “como as empresas e a própria sociedade pode contribuir para esta mudança?”.

 

O fotógrafo Miguel Igreja, integrante do Blog Viva Pernambuco, inaugura nesta terça-feira (03/09), a partir das 19h,  a exposição Cultura, História e Mar, no Restaurante Tribuna Sabores Ibéricos, em Olinda. A mostra, com imagens turísticas e culturais de Pernambuco, fica no local até o dia 28 de setembro. O Restaurante Tribuna Sabores Ibéricos está localizado na Rua de São Bento, 20, no Sítio Histórico de Olinda.

 

Da EcoD

A prefeitura de Salvador pretende conceder desconto de 10% no IPTU dos imóveis que forem construídos ou adaptados com base às normas de sustentabilidade, informou na quarta-feira, 28 de agosto, o site do jornal Correio*. Se enquadram as casas ou apartamentos que fazem o uso racional dos recursos, como aproveitamento da água da chuva e tratamento do que for utilizado na obra.

A decisão anunciada pelo prefeito Antonio Carlos Magalhães Neto será incluída no projeto de lei que pretende modificar os critérios de progressão da alíquota do IPTU e atualizar o valor venal dos imóveis para a cobrança do imposto.

A expectativa da prefeitura é de enviar o projeto à Câmara ainda no segundo semestre de 2013, para que seja aprovado e comece a valer em 2014. “Visitando outras cidades pelo país, eu vi que esse desconto era uma realidade e estimulava as pessoas a serem mais racionais na construção e no uso dos recursos naturais”, ponderou o vereador Paulo Câmara (PSDB), que sugeriu o desconto à prefeitura por meio de uma indicação.  Nos critérios de avaliação da sustentabilidade são levados em consideração o uso de projetos de engenharia que privilegiam a ventilação e luminosidade naturais, por exemplo, em vez de ar-condicionado e iluminação artificial, além da reciclagem de produtos, reutilização de materiais e destinação correta de resíduos.

Segundo a organização não governamental Green Building Council Brasil, responsável pela certificação Ledd, inicialmente a despesa com a obra pode ser até 7% maior que o normal. Porém em longo prazo, reduz-se de 8% a 9% o custo operacional; em 30% o consumo de energia; até 50% o consumo de água; e em 80% os resíduos sólidos.

Matéria do EcoD publicada em junho mostrou que o mercado brasileiro busca mais um degrau no ranking mundial de construções sustentáveis. Hoje, o Brasil ocupa o quarto lugar entre os países que mais concentram edificações feitas a partir de critérios ambientalmente adequados. Os Estados Unidos reúnem o maior número de empreendimentos em análise, seguidos pela China e pelos Emirados Árabes Unidos.

Segunda, 02 Setembro 2013 20:05

A carta do caloteiro

Por Cesar Vanucci *

 

Os outros credores ficam para o mês seguinte...”

(Do autor da carta do caloteiro)

 

A “Era da Informação” aí está e a Internet é o seu arauto. Frequentado por frenéticas multidões, o fascinante sistema tenta saciar a infinita sede de conhecimento do ser humano. Abre para todos as comportas de um registro geral de colossais proporções, onde se acha alinhada toda sorte de assuntos possíveis, imagináveis. E, falar verdade, para muitos outros assuntos impossíveis e inimagináveis.

A face jocosa dos textos disponíveis alimenta intercâmbio bastante intenso na rede de usuários. São casos engraçados. Frases espirituosas. Observações irônicas e críticas mordazes. É a gozação inteligente. Tudo merece difusão em ritmo vertiginoso, nessa navegação desenvolta, de um sítio para outro, nas ondas da Internet, em que se acham entusiasticamente engajados milhões de internautas.

Não é de causar surpresa, por conseguinte, que volta e meia caia-nos nas mãos, via correio eletrônico, uma historieta bem humorada, recolhida por alguém em lugar incerto e não sabido. Da maioria das historietas não se fica conhecendo sequer o autor. O que não impede, absolutamente, sejam elas objeto de intensa divulgação. Como acontece, aliás, também, no caso de escritos de autores de nossa especial predileção.

A “Carta do caloteiro”, entregue neste momento à apreciação dos leitores, foi extraída de um desses www.com.br da vida. No preâmbulo faz-se questão de sublinhar tratar-se de correspondência engraçada publicada na “Folha” e atribuída a um tremendo cara de pau. Teria sido encaminhada a várias lojas credoras. Uma coisa é certa: qualquer que seja o ângulo pelo qual se pretenda analisar o texto, ele não deixa de ser um eloquente sinal dos tempos.

 

 “Prezados Senhores, Esta é a oitava carta jurídica de cobrança que recebo.  Sei que não estou em dia com meus pagamentos. Acontece que eu estou devendo também em outras lojas e todas esperam que eu lhes pague. Contudo, meus rendimentos mensais só permitem que eu pague duas prestações no fim de cada mês. As outras, ficam para o mês seguinte. Estou ciente de que não sou injusto, daquele tipo que prefere pagar esta ou aquela empresa em detrimento das demais. Ocorre o seguinte: todo mês, quando recebo meu salário, escrevo os nomes dos credores em pequenos pedaços de papel, que enrolo e coloco numa caixinha. Depois, olhando para o outro lado, retiro dois papéis, que são os dois “sortudos” que irão receber o meu rico dinheirinho. Os outros, paciência. Ficam para o mês seguinte. Afirmo aos senhores, com certeza, que sua empresa vem constando todos os meses da minha caixinha. Se não os paguei ainda, é porque os senhores estão com pouca sorte. Finalmente, faço uma advertência: se os senhores continuarem com essa mania de me enviar cartas de cobrança ameaçadoras e insolentes, como a última que recebi, serei obrigado a excluir o nome de Vossas Senhorias dos meus sorteios mensais. Sem mais, obrigado.”

* O jornalista Cesar Vanucci (O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. ) escreve para o Blog Viva Pernambuco semanalmente.

Segunda, 02 Setembro 2013 19:58

Dicas para estudar para o Enem

Clecio Lima, um dos criadores do portal de ensino a distância Adaptativa (www.adaptativa.com.br), dá algumas dicas de como se organizar para ter um bom rendimento nos estudos de preparação ao Enem 2013. Além de ter participado da análise e correção das provas dos últimos 15 anos do Enem, para montar o banco de dados do portal, com milhares de videoaulas, Clécio usou de sua experiência como ex-professor de cursinho e de professor universitário no Japão, para reunir as melhores dicas sobre as práticas mais eficientes de estudo.


 1- Primeiro, saiba tudo sobre o Enem. Para isso, acesse o site http://portal.inep.gov.br/web/enem/conteudo-das-provas
 2- Se a sua opção é estudar online, que dá maior flexibilidade de horário, pesquise os portais existentes no mercado e escolha aquele que melhor atenda às suas necessidades, que seja de fácil navegação e de maior abrangência das questões aplicadas pelo ENEM.
 3- Um bom começo, para se preparar para o ENEM, é rever e analisar o conteúdo de provas antigas. Simulados online (como o www.adaptativa.com.br) têm milhares de vídeos sobre as questões do ENEM. Use e abuse desse recurso. Dica: comece a partir de 2009, quando o ENEM passou por algumas mudanças. Se sobrar tempo, explore as questões dos testes anteriores a 2009.
 4- Faça simulados online e presenciais para exercitar o conhecimento adquirido. A vantagem do simulado online é que o estudante não precisa sair de casa e pode escolher o horário que melhor lhe convir. E há algumas boas oportunidades de estudar para o simulado sem pagar nada, como o da Adaptativa.
 5- Faça bom uso da tecnologia móvel. Com smartphones ou tablets, você pode estudar e fazer simulados enquanto está no ônibus, na sala de espera do médico ou viajando. Mas nunca faça isso quando estiver ao volante.
 6- Gerencie seu tempo. Faça um cronograma de estudos e procure segui-lo à risca. Alguns dos melhores portais de preparação ao ENEM ajudam você nessa tarefa.
 7- Estude todos os dias. Assim, é possível dar um refresco nos fins de semana e feriados e sair para espairecer.
 8- Procure estudar e fazer os simulados nos períodos do dia em que você está mais calmo e relaxado. Não é recomendável varar madrugadas estudando.

9- Escolha o melhor horário, conforme seu ritmo de vida. Determine o tempo de dedicação aos estudos, meia hora, uma ou duas por dia, e o distribua por matérias a serem estudadas.

10- Evite estudar logo após uma refeição pesada ou no final de tudo, quando a mente já está cansada.
 11- Evite estudar e ouvir música ao mesmo tempo, a menos que esteja muito acostumado; a música geralmente acaba diminuindo o nível de concentração.
 12- - Exercite a capacidade de interpretar textos, gráficos, imagens, tabelas, tirinhas, etc.
 13- Não passe para outro tema sem dominar bem o tema anterior e esclarecer todas as dúvidas.
 Vida saudável, melhor aprendizado
 1- Durma pelo menos oito horas ininterruptas. Mas dê uma pequena pausa durante o dia para descansar sempre que se sentir cansado.
 2- Alimente-se bem, com uma dieta balanceada. Verduras, legumes, frutas e sucos naturais são bem-vindos. Manere o consumo de sanduiches, pizzas, biscoitos, salgadinhos e refrigerantes, que podem deixar o metabolismo mais lento.
 3- Pratique algum esporte ou pelo menos faça uma caminhada todos os dias, o que ajuda a combater o estresse.
 4- Evite consumo exagerado de bebidas alcoólicas e de cafezinho.
 5- Interrompa, sem culpa, uma jornada dura de estudos para sair com os amigos, ir ao cinema ou à balada. Mas lembre-se: a prioridade é estudar para o Enem.
 https://www.facebook.com/adaptativa
 https://twitter.com/_adaptativa_
 http://www.youtube.com/adaptativa

Segunda, 02 Setembro 2013 19:31

Recife terá celebração do ano novo judaico

Celebração mostra que, mesmo com todas as diferenças entre os povos, a paz é possível

 

Na próxima quarta-feira (4), os judeus comemoram o Rosh HaShaná, o Ano Novo judaico, que começa ainda ao pôr-do-sol e celebra a criação do mundo e da humanidade. A festa não comemora um acontecimento específico do povo judeu, mas a unidade da humanidade. No Recife, a festividade será comemorada na noite desta quinta (5), a partir das 19h, e na manhã da sexta (6), a partir das 8h, no Centro Israelita da Torre, com atividades para toda a família.

Na quinta, a abertura dos festejos inicia com o Rosh HaShaná, apresentação de textos e músicas pelas crianças do Colégio Israelita e do Projeto Iashad. Depois, será servido um Kidush Festivo. Na sexta, haverá vivências, atividades lúdicas e artísticas para as crianças da comunidade judaica, café da manhã, leitura da Torá, e às 11h o encerramento será feito com o toque do Shofar seguido de Mussaf. 

Tradicionalmente na noite do Rosh HaShaná, os judeus vão as sinagogas rezar e ouvir o toque do Shofar, uma espécie de berrante feito com chifre de carneiro que anuncia a chegada do Ano Novo e representa a liberdade e a redenção. Depois das orações, as famílias se reúnem na mesa de jantar que é composta por comidas típicas, cada uma com significados próprios.

A celebração mostra que, mesmo com todas as diferenças entre os povos, a paz é possível. É também esta a mensagem deixada pelo papa à comunidade judaica brasileira, ao afirmar que o diálogo com os judeus é uma prioridade para ele. "Esperamos que 5774 seja um ano que traga mais paz, democracia e justiça social. Francisco nos disse em Aparecida que ser um bom cristão é ser também um bom judeu. Levemos este espírito do diálogo adiante, para que possamos concretizar o sonho de viver em um mundo melhor", declarou Claudio Lottenberg, presidente da Confederação Israelita do Brasil.

Dando seguimento às comemorações, o ponto alto será no próximo dia 13 de setembro, quando tem início o Iom Kipur, o Dia do Perdão, a data mais sagrada do calendário judaico. Até a data, os judeus aproveitam para fazer reflexões sobre os atos cometidos e comprometer-se com o arrependimento.

SERVIÇO:

O ano judaico de 5774 começa ao pôr-do-sol do dia 4 de setembro. Rosh Hashaná quer dizer, literalmente, “Cabeça do Ano”.

Ao anoitecer de 13 de setembro tem início o Iom Kipur, o Dia do Perdão, a data mais sagrada do calendário judaico.

A comunidade judaica vai à sinagoga nos dia 4, 5 e 6 de setembro, durante o Rosh Hashaná, e nos dias 13 e 14 de setembro, durante o Iom Kipur.

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