Editor

.

Linha Editorial

  • "Mídia Construtiva é também lançar o olhar crítico sobre problemas, apontar falhas, denunciar. Contribuindo para a corrente que tenta transformar o negativo em positivo."

    Leia mais ...
Taiza Brito

Taiza Brito

Quarta, 07 Abril 2010 13:36

O que os gatos fazem por nós

 

TKA_4127
Foto: Teresa Maia

Esquentam nosso colo. Transformam objetos comuns em brinquedos. Nos deixam mais atentos aos pássaros. Funcionam como alarme. Exibem acrobacias. Enfeitam o peitoril da janela. Mantem os ratos longe. Nos fazem sorrir. Inspiram poetas e escritores. Compartilham o seu ronronar. Instruem na arte de se espreguiçar. Fazem com que até nosso sofá velho pareça bonito. Mostram-nos como levantar a poeira e dar a volta por cima.

ario3Por Maurício Savares e UOL Notícias
 
Históricas ocupações irregulares em encostas. Chuvas acima do esperado. Falta de infraestrutura para suportar grandes tempestades. Herança maldita de gestões anteriores. A culpa, em última análise, é dos moradores que se instalaram ali, porque o poder público não pode contê-los.
 
Essas são algumas das justificativas dadas pelo governador do Rio de Janeiro e pelo prefeito de Angra dos Reis para a tragédia que abateu a cidade do litoral sul fluminense no início deste ano. Na terça-feira (6), novas tormentas fatais fizeram a cantilena de três meses atrás ressurgir.

Mais de 100 mortes foram confirmadas até a noite de ontem no Estado do Rio de Janeiro por conta de deslizamentos de terra após a chuva que começou na noite de segunda-feira (5).
 
A maioria das vítimas, de acordo com informações oficiais, vivia em áreas de risco. Na capital, houve desabamentos no Andaraí, no morro do Borel (Tijuca), no morro da Mangueira, em Santa Tereza, no morro dos Macacos (Vila Isabel) e no morro do Turano (zona norte). Também há relatos de deslizamentos em Petrópolis, na região serrana, e em Niterói.

Assim como no caso da cidade do sul fluminense, o governador Sérgio Cabral (PMDB), repetiu o discurso que fez na primeira tragédia do ano no Estado: ele, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o prefeito Eduardo Paes fazem esforço conjunto para resolver problemas acumulados há décadas e investir em políticas de ocupação urbana. Mas os moradores não colaboram ao se instalarem em áreas de risco de deslizamento. Foi esse o caso de parte das 53 pessoas que morreram em Angra no início do ano.

Há quase 100 dias, ao falar em Angra, o governador afirmou: "Não podemos ocupar os nossos morros dessa maneira irresponsável que estamos fazendo. Solo urbano é um problema de todos. Não se pode brincar com o solo”. Em seguida, lembrou que R$ 100 milhões foram investidos em equipamentos para o Corpo de Bombeiros. Depois, ressaltou que 20% do valor de um fundo foi utilizado em contenção de encostas.

Ontem, o tom foi o mesmo: “Temos que fazer uma conscientização de que a demagogia da construção irregular levou a essa situação”, afirmou Cabral à “Globonews”. “Quando dissemos que construiríamos um muro na favela da Rocinha, íamos garantir a vida das pessoas. Não é possível a construção irregular continuar. Se você pegar essas pessoas que morreram, quase todas estavam em áreas de risco.

A união de todos os níveis de governo também foi lembrada por Cabral ontem, como foi em Angra dos Reis. Um levantamento do site “Contas Abertas”, no entanto, apontou em janeiro que apenas 1% dos recursos federais dedicados a prevenção de desastres tinha ido para o Estado do Rio de Janeiro. Após a tragédia em Angra, o Palácio do Planalto bancou uma Medida Provisória para enviar em caráter emergencial cerca de R$ 130 milhões a cidades fluminenses afetadas pelas chuvas.

Na época do incidente em Angra, Cabral e o prefeito Tuca Jordão, ambos do PMDB, afirmaram que as chuvas tinham sido as maiores da história na região e que a nenhuma cidade teria estrutura para aguentar o tanto de água que caiu. Desta vez, mudou apenas o prefeito. “Foi o maior volume de chuvas relacionadas a enchentes já registrado em nossa cidade”, afirmou Paes.

Entre as soluções para as moradias perdidas com o desastre, conforme indicou o secretário estadual da Habitação, Jorge Bittar, no início do ano, deve ser a mesma anunciada para Angra: a concessão de aluguéis sociais a habitantes de áreas de risco e a inclusão de novos projetos no programa federal “Minha Casa, Minha Vida”, cujas verbas são liberadas apenas depois de apresentação de projetos claros.

No caso de Angra, a área de maior risco era o Morro da Carioca, ocupado irregularmente desde os anos 60 e que terá moradores realocados com a ajuda do aluguel social ou a previsão de inclusão no “Minha Casa, Minha Vida”, em regiões mais afastadas da cidade. Na ocasião, o governo do Rio de Janeiro considerou as medidas exemplares e defendeu que elas fossem aplicadas no caso de novas tragédias.

Incentivar, praticar e colaborar com boas ações independe de credo. Quem lembra isso é a jornalista Lêda Rivas, católica que vem engrossando a corrente das pessoas sensibilizadas com as dificuldades enfrentadas pela casa espírita Lar de Jesus para manter funcionando o abrigo que atende idosos em situação de abandono. Assim, desde que conheceu a instituição, por meio de uma ex-aluna, Lêda passou a convocar amigos a contribuir com doações para o abrigo.

O Lar de Jesus, situado no bairro da Torre, no Recife, cuida atualmente de 32 pessoas, mantendo-se com a ajuda de colaboradores, principalmente de médicos voluntários. Os produtos de que mais necessitam são leite, açúcar, maizena e material de limpeza e de higiene, itens indicados pela direção da casa.

Quem quiser se somar a esta corrente de solidariedade pode levar as adoções pessoalmente à instituição, na Rua Vitoriano Palhares, 77, na Torre, na lateral do Atacado dos Presentes, e aproveitar para visitar os idosos abrigados. O telefone de contato é o 3228.5425.

Incentivar, praticar e colaborar com boas ações independe de credo. Quem lembra isso é a jornalista Lêda Rivas, católica que vem engrossando a corrente das pessoas sensibilizadas com as dificuldades enfrentadas pela casa espírita Lar de Jesus para manter funcionando o abrigo que atende idosos em situação de abandono. Assim, desde que conheceu a instituição, por meio de uma ex-aluna, Lêda passou a convocar amigos a contribuir com doações para o abrigo.

O Lar de Jesus, situado no bairro da Torre, no Recife, cuida atualmente de 32 pessoas, mantendo-se com a ajuda de colaboradores, principalmente de médicos voluntários. Os produtos de que mais necessitam são leite, açúcar, maizena e material de limpeza e de higiene, itens indicados pela direção da casa.

Quem quiser se somar a esta corrente de solidariedade pode levar as adoções pessoalmente à instituição, na Rua Vitoriano Palhares, 77, na Torre, na lateral do Atacado dos Presentes, e aproveitar para visitar os idosos abrigados. O telefone de contato é o 3228.5425.

1241804555_087ad11b1d_m
                                                                                                                          Foto: Teresa Maia

Da Agência Andi de Notícias

O presidente do Senado, José Sarney, a senadora Patrícia Saboya (PDT-CE) e o presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), Dioclécio Campos Júnior, lançam uma campanha com o intuito de estimular a adesão das empresas à licença-maternidade de seis meses. A campanha se chama "Licença-maternidade de seis meses: Agora é a vez da empresa".

A lei 11.770/08, resultante de projeto de autoria da senadora Patrícia em parceria com a SBP, prevê a concessão dos seis meses de licença para as trabalhadoras da iniciativa privada que optarem pelo benefício estendido. Os dois meses a mais de licença também são facultativos para as empresas, que receberão incentivos fiscais do governo federal. A regulamentação da lei ocorreu em janeiro deste ano.

A campanha conta com diversas peças: um vídeo a ser veiculado nas televisões públicas, cartazes, um folder explicando o passo a passo para as empresas aderirem à licença-maternidade de seis meses e uma carta dirigida aos empresários brasileiros, ressaltando a importância da adoção do benefício ampliado para o bem-estar das crianças e das trabalhadoras. Para a solenidade da próxima terça-feira, foram convidados presidentes de federações da indústria, de grandes empresas, dos bancos, além de representantes dos trabalhadores.

Antes mesmo de a lei ser regulamentada, diversas empresas tomaram a iniciativa de conceder os seis meses de licença. Entre elas, Nestlé, Wal-Mart, Eurofarma, Fersol, Masa da Amazônia, Phito Fórmulas e 24 empresas do Pólo Petroquímico de Camaçari, na Bahia. No grupo das que aderiram depois da regulamentação, estão importantes bancos como Itaú, HSBC e Santander. É que a categoria dos bancários conseguiu incluir no seu acordo coletivo de trabalho uma cláusula prevendo a concessão da licença-maternidade de seis meses.

“A concessão dos seis meses de licença não é um custo, e sim um investimento no País. Afinal, todos sairão ganhando. Dados da Sociedade Brasileira de Pediatria mostram que a amamentação durante esse período reduz em 17 vezes as chances de a criança ter pneumonia, em 5,4 vezes a incidência de anemia e em 2,5 vezes a possibilidade de diarréia. Portanto, reduz-se o número de internações hospitalares”, argumenta a senadora Patrícia Saboya na carta voltada para os empresários.

"As crianças vão crescer com mais saúde e equilíbrio emocional. Pesquisas comprovam que um forte vínculo afetivo entre mãe e bebê diminui as chances de ele se tornar um adulto violento. E as próprias mulheres trabalharão mais motivadas e seguras. As empresas terão a certeza de que estão dando uma maior parcela de contribuição à formação de uma sociedade mais avançada”, completa Patrícia.


Lembrando a importância dos primeiros seis meses, quando “a permanência da criança em um ambiente afetivo favorável e com a nutrição adequada são condições insubstituíveis para seu crescimento e desenvolvimento saudáveis”, dr. Dioclécio Campos Jr. salienta a importância da lei, que “permite que 150 mil grandes companhias brasileiras – que empregam quase a metade da mão de obra no país – ofereçam o benefício a suas colaboradoras. O custo do governo com a menor arrecadação de IR será altamente recompensado”, garante, avaliando também que a conquista tornou-se irreversível e que os avanços vão continuar”. 

acristoPor Alana Gandra, da Agência Brasil

O município do Rio terá de utilizar em obras públicas material reciclado de resíduos sólidos da construção civil e de demolições. Proposta nesse sentido foi encaminhada à prefeitura da cidade pelo Conselho Municipal do Meio Ambiente (Consemac).

A coordenadora do Programa de Resíduos Sólidos da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Claudia Fróes, disse que já existe um decreto que recomenda que os resíduos da construção sejam transformados em agregados para uso em pavimentação e em vários tipos de artefatos.

“Nós agora estamos pedindo que não seja só uma recomendação, mas que seja feito um decreto obrigando que as obras e serviços realizados pela prefeitura usem esses agregados reciclados. É uma forma de a gente dar o exemplo de reduzir o volume de resíduos a ser encaminhado a aterros”.

O gerente de planejamento da Coordenadoria de Resíduos Sólidos da secretaria, Nelson Machado, afirmou que no momento em que a prefeitura der o exemplo, utilizando esse material em suas obras, “estará estimulando vários setores da cadeia a também utilizar. Inclusive, [estimulando] outras empresas a investir nessa atividade econômica”.

Claudia Fróes lembrou que a medida vai reduzir também a emissão de gases de efeito estufa, “porque são menos caminhões transportando esses resíduos para dispor em aterros. A gente aumenta a vida útil dos aterros. Foi feita essa recomendação de obrigatoriedade pelo Consemac. E esperamos que o nosso prefeito acate e torne o uso obrigatório em todas as obras e serviços públicos”. O projeto foi elaborado dentro da proposta de sustentabilidade da cidade do Rio de Janeiro, disse Claudia.

Os testes realizados em parceria com a Secretaria Municipal de Obras consideraram tecnicamente viável o uso do material reciclado. Nelson Machado informou que esses resíduos reciclados substituem os agregados naturais, extraídos de pedreiras, como areia e brita, apresentando custos de 20% a 30% menores. A principal finalidade é formar a base de pavimentação de ruas.

Atualmente, já há duas pedreiras aptas para a reciclagem desses materiais, licenciadas junto ao Instituto Estadual do Ambiente (Inea). Segundo explicou Machado, a reciclagem amplia a vida útil da pedreira que tem lavra para produzir brita natural, além de permitir a recuperação de áreas degradadas.

“Ela ainda pode produzir o agregado para utilização em outras obras. Pode também produzir artefatos, como tijolos e canaletas, com esse material”.

Machado destacou que o entulho de obras passa a ser valorizado e deixa de ser depositado em locais clandestinos, contribuindo para a preservação do meio ambiente. Para ele, outro ponto importante é que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) está adotando como contrapartida ao financiamento de obras a valorização de resíduos, entre os quais os da construção civil, entre outras práticas sustentáveis. “É isso que a gente está tentando fazer”.

Segunda, 05 Abril 2010 22:57

Livro traz dicas sobre gestão positiva

alma_no_negocioA obra  “A Alma no Negócio”, do autor australiano Ken O’Donnell, terá sua  10ª edição lançada no próximo dia 11 de abril, durante palestra aberta ao público na sede da Brahma Kumaris, em São Paulo.

Com edição atualizada, o livro é  publicado pela Editora Brahma Kumaris (www.editorabk.org.br) e baseado nas experiências do autor na área de consultoria.

Seu objetivo é inspirar empresários e pessoas que desejam fazer transformações em suas empresas para uma gestão positiva, o que contribui para reduzir conflitos que causam estresse e geram ineficiência administrativa.  

O autor lembra que em ambientes harmoniosos tudo funciona de forma mais dinâmica e suave. As decisões são mais rápidas e precisas, os colaboradores se tornam mais produtivos e a comunicação flui com mais objetividade e clareza, o que pode ter um grande reflexo nos negócios.

acultnePublicado no site da Rede de Educação Cidadã 

Com câmeras na mão há 30 anos, um brasileiro e uma inglesa lançam projeto Cultne, o maior acervo digital de cultura negra do País.

O brasileiro Filó Filho (Cor da Pele Produções) e a inglesa Vik Birkbeck (Enúgbarijo Comunicações, que significa “boca coletiva”, em iorubá) vivem com uma câmera na mão e há três décadas estão ligados à cultura negra brasileira.

Com olhares diferentes sobre um mesmo foco, os dois estão digitalizando todo o seu acervo e colocando no site www.cultne.com.br. cerca de mil horas de imagens, gravadas originalmente em VHS e disponíveis na Internet para visualização e download.

O site possui uma política de distribuição livre do conteúdo, que pode ser baixado, editado e compartilhado livremente, desde a fonte seja citada. 

abnDa PrimaPagina, em 05.04.2010

As disparidades entre negros e brancos têm diminuído na educação, mas isso ainda não se refletiu em queda da desigualdade de renda na mesma proporção, indica o quarto Relatório Nacional de Acompanhamento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), lançado pelo governo federal no fim de março, em Brasília.

Entre a população que trabalha, o rendimento de pretos ou pardos melhorou um pouco mais que o dos brancos, e a inequidade caiu. Na população como um todo a pobreza encolheu, mas a redução foi semelhante entre os dois grupos — a desigualdade, portanto, se manteve. Na avaliação do estudo, “os dados indicam a persistência de práticas de discriminação”.

A diminuição do abismo entre brancos e negros (pretos ou pardos) não é um Objetivo do Milênio específico — aliás, a ausência de um enfoque sobre as desigualdades em geral nos ODM é alvo de críticas de estudiosos. No entanto, representantes da ONU no Brasil têm destacado a importância de que as metas sejam atingidas para todos os grupos. "O gênero, a raça, a etnia e o local de nascimento de uma criança brasileira ainda determinam, em grande parte, suas oportunidades futuras. Essas desigualdades têm repercussões diretas também na saúde da mulher e na razão da mortalidade materna", afirma a coordenadora-residente interina do Sistema das Nações Unidas no Brasil, Marie Pierre Poirier, na apresentação do relatório.

O estudo mostra que a tendência de universalização do ensino fundamental — uma política mais geral, não voltada a determinadas etnias especificamente — beneficiou negros e brancos. Em 1992, o percentual de pessoas de 7 a 14 anos que frequentavam o ensino fundamental era de 75,3% para pretos ou pardos e 87,5% para brancos. Já em 2008, as porcentagens eram praticamente iguais: 94,7% no primeiro caso e 95,4% no segundo.

Um dos efeitos disso foi a queda da desigualdade no analfabetismo. Na faixa etária de 15 a 24 anos, a taxa era de 95,6% para os brancos e 86,8% para os negros, em 1992. Já em 2008 os números eram parecidos: 98,7% para os brancos, 97,3% para pretos ou pardos.

No ensino médio a desigualdade ainda persiste, embora em nível menor. Em 1992, a proporção de brancos de 15 a 17 anos matriculados no antigo colegial (27,1%) era quase o triplo da dos negros (9,2%). Em 2008, a diferença havia caído para 44% (61% entre os brancos, 42,2% entre pretos ou pardos). Quanto se adiciona o componente gênero, porém, a questão se agrava. "As negras frequentam menos as escolas, apresentam menores médias de anos de estudo e maior defasagem escolar", afirma o estudo.

Rendimentos - Se o perfil educacional de negros e brancos ficou mais parecido, poderia se esperar que o mesmo acontecesse com o rendimento. Não é o que tem ocorrido. A distância entre trabalhadores brancos e os de cor preta ou parda diminuiu, mas ainda é grande. Em 2008, estes últimos recebiam somente 56,7% da remuneração dos primeiros, enquanto dez anos antes o percentual era de 48,4%. "Tal diferencial se deve, em grande medida, à menor escolaridade média da população preta e parda, que, no entanto, não é suficiente para explicar as diferenças de rendimentos", afirma o relatório.

O confronto dos dados de 1998 com os de 2008 mostra que, nos dez anos e para todas as faixas de escolaridade, os pretos ou pardos sempre estiveram em situação pior na população ocupada. Ao longo desse período, a desigualdade caiu entre quem tem até 4 anos de estudos ( no máximo o antigo primário, portanto) e quem tem de 9 a 11 anos de estudos (ensino médio completo ou incompleto). Mas não mudou entre trabalhadores com 5 a 8 anos de estudos (antigo ginásio completo ou incompleto) e aumentou entre os que têm superior completo e incompleto.

Quando se leva em conta não apenas os trabalhadores, mas toda a população, a desigualdade se mostra estável. O relatório aponta que, em 1990, 37,1% dos pretos ou pardos viviam abaixo da linha de extrema pobreza do Banco Mundial (US$ 1,25 ao dia, em dólar calculado pela paridade do poder de compra, que desconta as diferenças de custo de vida entre os países). Em 2008, a proporção havia caído para 6,6% — um recuo de 82% no período. Entre os brancos, a queda foi semelhante (83%): de 16,5%, em 1990, para 2,8%, no ano retrasado.

Os números mostram, portanto, que a proporção de pessoas muito pobres entre os negros é mais que o dobro que entre os brancos. Sob esse ponto de vista, a desigualdade racial abre um fosso de cinco anos entre os dois grupos: a extrema pobreza de pretos e partos de 2008 era a mesma que a de brancos de 2003. Como afirma o estudo, apesar dos avanços "o objetivo da igualdade racial requereria uma queda mais acelerada da pobreza extrema entre pretos ou pardos".

Segunda, 05 Abril 2010 22:03

A urgência do Projeto Ficha Limpa

alimpaPelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, publicado no site do Mercado Ético

Há exatamente dois anos o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) lançou a Campanha Ficha Limpa, com o objetivo de levar ao Congresso o projeto de lei de iniciativa popular sobre a vida pregressa dos candidatos.

À época, integrado por 39 entidades, o MCCE iniciou um intenso trabalho de coleta rumo a 1,3 milhão de assinaturas. Hoje, somos 44 entidades e já ultrapassamos a marca de 1,6 milhão de assinaturas coletadas. Frente a esse cenário de significativa participação popular, o Projeto de Lei da Ficha Limpa - agora com o número PLP 518/09, prepara-se para ser votado na Câmara dos Deputados, por meio de um texto substitutivo (veja o texto no site do MCCE).

Dia 7 de abril é a data marcada para o início da apreciação da proposta na Casa. Dia em que o MCCE e toda a sociedade brasileira, que tão bem vem desempenhando sua cidadania com a Campanha Ficha Limpa, precisa estar atenta a cada passo dos deputados federais. Chegou a hora dos parlamentares darem a demonstração de comprometimento que a sociedade espera deles. O voto será nominal, o que nos permite saber o posicionamento de cada parlamentar. Acompanhem o voto do(a) seu deputado(a). Temos certeza que é a vontade de um país que move esse projeto, por isso, temos que nos manter unidos nesse momento.

O MCCE recebe diariamente centenas de ligações e emails de todo o Brasil com incentivos, elogios e apoio à Campanha Ficha Limpa. A todos e todas que nos procuram e para os que de algum modo acompanham o projeto, convidamos a se unirem numa grande rede nacional. Vamos mandar emails aos parlamentares, cartas, telefonemas e demonstrações públicas de apoio à aprovação da Ficha Limpa para as eleições de 2010.

A partir do dia 7 de abril, o Brasil tem que manter uma mobilização em torno dessa causa. A pressão popular é o nosso maior trunfo!

Nessa data, vamos construir uma rede virtual na internet onde blogs, sites e demais redes sociais tragam como texto principal em suas páginas a votação do projeto Ficha Limpa com o chamado “Aprovação Já!”. Como tantos exemplos já vividos na história do país, esse será mais um momento que a força popular fará a diferença. Vamos mostrar ao país e aos parlamentares qual é a verdadeira vontade do povo brasileiro.

O MCCE acredita na mobilização social e se coloca à disposição para qualquer orientação de ações a serem desenvolvidas, no seu estado ou na sua cidade. Acesse: www.mcce.org.br de Combate à Corrupção Eleitoral.

twitter

Apoio..................................................

mercado_etico
ive
logotipo-brahma-kumaris