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Linha Editorial

  • "Mídia Construtiva é também lançar o olhar crítico sobre problemas, apontar falhas, denunciar. Contribuindo para a corrente que tenta transformar o negativo em positivo."

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Taiza Brito

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Segunda, 22 Março 2010 14:10

Água para o desenvolvimento brasileiro

agua250Por Benedito Braga

Em geral associa-se água ao meio ambiente. Pensa-se em água como elemento vital que deve ser preservado e conservado. Água tem também significado religioso, cultural, político e até estratégico.

Um aspecto que muitas vezes passa despercebido ao cidadão comum é de que a água é um recurso fundamental para o desenvolvimento das nações. O Brasil detém 12% da água doce do planeta. A maior parte desta água está localizada na bacia amazônica, onde nossas demandas para usos consuntivos (os que consomem água), como o abastecimento doméstico e a indústria são insignificantes.

No Nordeste, onde vive 30% de nossa população, somente 3% destes recursos hídricos estão disponíveis. Esta situação de disponibilidade regional desequilibrada associada à má qualidade da água em nossos cursos d’água impõe uma ação coordenada no setor de infraestrutura e gerenciamento de recursos hídricos.

Hoje a Agência Nacional de Águas (ANA) dispõe de estudos que dão conta que o problema do abastecimento doméstico de água no Nordeste, por exemplo, poderia ser definitivamente resolvido com investimentos em infraestrutura da ordem de R$ 3,4 bilhões quantia insignificante se considerarmos os benefícios sociais advindos.

Mas investir em infraestrutura somente não resolve o problema. O processo de financiamento deve necessariamente envolver compromisso de desenvolvimento de um sistema de gerenciamento com garantia de sustentabilidade técnica e financeira das obras implantadas.

Este foi o espírito do recém-finalizado Proágua, programa desenvolvido pela Agência Nacional De águas e pelo Ministério da Integração Nacional com o apoio do Banco Mundial, em que o financiamento da obra somente era dado se houvesse um plano de manejo sustentável após sua implantação.

A ANA, também preocupada com o problema da qualidade da água, lançou já em 2001 um programa para subsídio eficiente ao setor de saneamento para tratamento de esgotos.

O Programa Despoluição de bacias hidrográficas (PRODES), que ao invés de financiar obras, paga por resultados. Quando a estação está funcionando, o prestador de serviço de saneamento pode retirar o valor devido.

Assim, impede-se a existência de obras superfaturadas, que não funcionam ou pouco eficientes. A Agência já investiu mais de R$ 100 milhões no PRODES – que contemplou mais de 4 milhões de pessoas –, enquanto os municípios beneficiados aportaram mais que o triplo desse valor.

O futuro nos leva à Amazônia. Lá temos 50% de nosso potencial hidroelétrico em uma região ambientalmente sensível ao Norte do país. Os rios amazônicos são o caminho natural para escoamento da produção agrícola do Centro-Oeste. Hoje o escoamento da soja lá produzida requer dispêndios do governo da ordem de R$ 1,2 bilhão.

Esta produção é transportada por caminhões por milhares de quilômetros para os portos do Sul encarecendo nossos produtos no mercado internacional. Como compatibilizar os usos múltiplos das águas da Amazônia, viabilizando ao mesmo tempo hidroeletricidade e navegação, com a conservação ambiental é o grande desafio do desenvolvimento e da gestão de recursos hídricos no Brasil para a próxima década.

Benedito Braga é diretor da Agência Nacional de Águas e teve o artigo publicado no site da instituição.

Luana Lourenço, da Agência Brasil

O mundo deverá alcançar o Objetivo do Milênio de reduzir pela metade o número de pessoas sem acesso à água potável. A cinco anos do prazo para a meta, que vence em 2015, 87% da população mundial dispõem de fontes de abastecimento de água potável, de acordo com o relatório divulgado nesta segunda-feira (15/3) pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

Apesar do avanço em relação ao acesso à água potável, os números sobre o saneamento básico ainda são ruins. Mais de 2,6 milhões pessoas – 39% da população mundial – continuam sem esse serviço. De acordo com o documento, o problema ainda mata anualmente 1,5 milhão de crianças de até 5 anos. As crianças e mulheres, segundo a OMS/Unicef são as mais atingidas pelas dificuldades no acesso á agua e à falta de saneamento básico.

O estudo monitorou dados de 209 países. Em algumas regiões, houve mais avanços, como no Sudeste da Ásia. O relatório cita, por exemplo, que defecar ao ar livre caiu consideravelmente no continente. Em todo o mundo, essa prática diminuiu de 25%, em 1990, para 17% em 2008, o que significa que 168 milhões passaram a ter acesso a sanitários.

As populações rurais também são consideradas mais vulneráveis ao problema. Segundo o informe, sete em cada dez pessoas sem serviços de saneamento e mais de oito de cada dez sem acesso à água potável vivem em zonas rurais.

O documento cobra ações imediatas das instâncias governamentais e não governamentais para acelerar o acesso à água potável e garantir condições de saneamento a todas as populações do mundo.

Segunda, 22 Março 2010 03:54

Reflexão no Dia Mundial da Água

Pingo_D-AguaPor Carol Bradley

Muitos ainda tratam a água como um recurso natural ilimitado. Essa crença se traduz muitas vezes em desperdício. A empresa que joga dejetos no rio, poluindo suas águas, e a pessoa que deixa a torneira aberta enquanto escova os dentes, têm a mesma atitude: não dar o devido valor a esse líquido que é essencial à vida.

Nosso planeta tem cerca de dois terços de água. Tendo em vista essa enorme porção azul, muitos crêem que sempre teremos água em volume e qualidade suficiente para não nos preocuparmos. Mas, não é bem assim.  

97% da água do planeta é água do mar, ou seja, imprópria para ser bebida ou aproveitada em processos industriais; 1,75% é gelo; 1,24% está em rios subterrâneos, escondidos no interior do planeta. Para o consumo de mais de seis bilhões de pessoas está disponível apenas 0,007% do total de água da Terra.

Com o objetivo de chamar atenção para a questão da escassez da água e, conseqüentemente, buscar soluções para o problema, a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu em 1992, o 22 de março, Dia Mundial da Água, publicando um documento intitulado "Declaração Universal dos Direitos da Água". Abaixo os artigos, que merecem uma reflexão:

Art. 1º - A água faz parte do patrimônio do planeta. Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão é plenamente responsável aos olhos de todos.

Art. 2º - A água é a seiva do nosso planeta. Ela é a condição essencial de vida de todo ser vegetal, animal ou humano. Sem ela não poderíamos conceber como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura. O direito à água é um dos direitos fundamentais do ser humano: o direito à vida, tal qual é estipulado do Art. 3 º da Declaração dos Direitos do Homem.

Art. 3º - Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada com racionalidade, precaução e parcimônia.

Art. 4º - O equilíbrio e o futuro do nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende, em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam.

Art. 5º - A água não é somente uma herança dos nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como uma obrigação moral do homem para com as gerações presentes e futuras.

Art. 6º - A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo.

Art. 7º - A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas atualmente disponíveis.

Art. 8º - A utilização da água implica no respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo homem ou grupo social que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo homem nem pelo Estado.

Art. 9º - A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social.

Art. 10º - O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.

Segunda, 22 Março 2010 03:44

O preço do oxigênio

oxignioPor Acir Gurgacz

Quanto custa o oxigênio produzido na Amazônia? É fácil saber quanto custa cada litro do petróleo do pré-sal, mas e quanto ao metro cúbico de oxigênio? É fácil definir o valor dos royalties para remunerar os Estados produtores de petróleo, mas e os Estados produtores de oxigênio?

Costumamos ouvir as cobranças do mundo inteiro pela preservação da Amazônia. Sequer falam em “conservar” a Amazônia, querem-na intangível. A diferença pode não parecer clara para alguns, mas ela se refere a usar ou não um recurso. Quando preservamos algo, é como colocarmos sob uma redoma de vidro. Quando procuramos conservar algo, como por exemplo, o gado bovino, cuidamos para que a espécie tenha condições de se reproduzir, de existir. Ou seja, matamos bois e vacas há séculos e eles continuam por aqui.

O mundo parece não querer que a Amazônia seja conservada. A opinião pública e organismos internacionais gostam mais da idéia de uma floresta amazônica que não sirva para nada além de produzir oxigênio. Esquecem que o continente africano tem uma floresta equatorial tão grande quanto a nossa e que pode produzir tanto oxigênio quanto nós.

A diferença é que a floresta africana está dividida entre vários países, e o mundo não se mostra muito disposto a assumir a dificuldade de lidar com duas situações: as florestas de pequenos países africanos não têm o peso político da nossa Amazônia; e a culpa que o Primeiro Mundo teve (e tem) no processo de desmatamento daquele continente.

Desta forma, a pressão por decisões ecologicamente corretas recai sobre o Brasil, e mais diretamente sobre nós, Estados dentro daquilo que chamam de reserva mundial de biodiversidade. Temos que preservar a floresta, temos que recuperar áreas que foram desmatadas sob determinação do governo no século passado e temos, acredito, que viver de brisa. Viver de oxigênio.

Caso essa consciência ecológica valesse para todos os Estados do Brasil, quantas cidades deveriam deixar de existir? Quantas fábricas sumiriam? Condomínios inteiros, praias e resorts simplesmente sumiriam no nosso mapa. Afinal de contas, em algum momento da história do Brasil os machados e motosserras trabalharam duro para dar espaço ao desenvolvimento.

Não quero defender aqui o desmatamento. Longe disso. Quero apenas agir dentro de uma lógica que parece servir para todo o mundo e para o resto do Brasil, mas não para nós, Estados amazônicos: precisamos de sustento e condições de desenvolvimento. Se o país e o mundo demanda que a Amazônia produza oxigênio, é preciso estabelecer um preço para isso. E que não nos chamem de mercenários.

Na Europa a solução para esse dilema já existe há tempos. Selos ind icativos de produção ecologicamente sustentados diferenciam preços e valorizam produtos. Uma geléia de framboesa fabricada com frutos orgânicos e em áreas menos agredidas pelo homem custam mais caro que aquela produzida com agrotóxicos e regiões sem manejo ambiental. Por quê? Porque o fabricante da primeira geleia tem uma linha de produção bem menor que a segunda.

Uma saída como essa deve ser a opção para os Estados inseridos dentro dessa mancha verde da Amazônia. Ou seja, uma remuneração para não desmatar, uma remuneração para manter do jeito que está. Esse preço seria estabelecido e agregado em quê? Na carne produzida em Rondônia? Em cotas de financiamento com juros estabelecidas em proporções de áreas não-desmatadas? Ou em financiamentos a fundo perdido definidos pelo mesmo critério?

É preciso avaliar essa compensação de forma séria, pois, ao contrário do que o mundo parece pensar, há seres humanos vivendo nos Est ados que integram a nossa Amazônia. Pessoas que têm os mesmos sonhos, as mesmas necessidades e ambições bem parecidas com a de pessoas que vivem em São Paulo, Rio de Janeiro, Londres ou Paris.

Acir Gurgacz, que é senador pelo PDT de Roraima, teve este artigo publicado no site da Revista Carta Capital.

atamarineiraPor Taíza Brito

A notícia da negociação do terreno onde funciona o Hospital Ulysses Pernambucano para a construção de um shopping chegou aos funcionários da unidade e aos gestores da Secretaria Estadual de Saúde pela imprensa. No comunicado, feito pelo arcebispo Dom Fernando Saburido, em entrevista coletiva, foi dito que a área de 9,1 hectares seria destinada a dois projetos: o Parque da Tamarineira e um centro de compras com 170 lojas.

Mesmo sem comunicar oficialmente a decisão à Secretaria Estadual de Saúde, o arcebispo garantiu que seria o órgão quem escolheria os locais para a construção, pelo empreendedor, de cinco clínicas para abrigar os pacientes do Ulysses Pernambucano. "Nenhuma obra será iniciada até que todos os pacientes estejam em um local digno e seguro", ressaltou na ocasião o arcebispo.

Também foi informado que tais projetos seriam frutos de uma parceria entre a Santa Casa de Misericórdia e a Realesis, empresa do grupo carioca BVA Empreendimentos, que ficou com o direito de exploração do espaço por 50 anos e teriam investimento inicial de R$ 300 milhões.

 Na coletiva, o arcebispo anunciou que uma das condições para a parceria seria a preservação de 70% da área verde e 30% para o empreendimento, já previstos na legislação municipal, por se tratar de um Imóvel de Preservação de Área Verde (IPAV). Contudo, não foi apresentado projeto básico, apenas diretrizes.

 Pelo anúncio, o casarão que abriga o hospital e é tombado pelo município passaria a abrigar dois museus: o da sustentabilidade, com exposições permanentes, e o museu do Inconsciente, em homenagem ao hospital psiquiátrico. Para o parque temático estão previstos: trilhas ecológicas, jardins verticais, espaço para educação ambiental, sistema de filtragem das águas servidas, sistema de irrigação por gravidade e o projeto paisagístico com espécies fitoterápicas.

Dentro da série "Você conhece o Hospital da Tamarineira por dentro, trazemos mais alguns posts sobre a unidade que pode ser desalojada da área para dar lugar a um centro comercial. Outros textos da série podem ser conferidos nos posts publicados na sexta (19) e no sábado (20). tamarineira_056

Por Taíza Brito

O sentimento de revolta e indignação com a decisão da Santa Casa de Misericórdia em destinar a área do Hospital Ulysses Pernambucano para a construção de um shopping foi potencializado entre os servidores da unidade pelo fato deles terem tomado conhecimento do negócio pela imprensa. "Fui surpreendida pelo noticiário da TV, assim como os demais funcionários, que foram ligando um para o outro para saber se alguém havia sido informado oficialmente do acordo entre a Santa Casa e a Realesis", conta a arte-educadora Juliana Bianchini (foto).

Ela diz que o mais chocante foi ouvir o arcebispo da Arquidiocese de Olinda e Recife, Dom Fernando Saburido, justificar a decisão alegando que a área agora iria se tornar útil. "Como útil?", questiona Juliana, ao elencar o trabalho realizado cotidianamente na unidade, que atende pacientes com graves transtornos mentais e é referência psiquiátrica no país pelos projetos de inserção dos pacientes ao convívio em sociedade e na família (ver posts já publicados).

O questionamento de Juliana é pertinente, visto a diversidade de atividades desenvolvidas no Ulysses Pernambucano. Mas há um elemento que lhe dá maior amplitude: o propósito compartilhado por ela seus companheios de trabalho em devolver a dignidade aos homens e mulheres que atendem diariamente.

Isso não é expresso em palavras, mas em ações. Basta acompanhar Juliana pelos corredores, bem como a Elizabete Rocha, coordenadora do Centro de Atividades Terapeuticas (CAT), para ver como elas interagem com os pacientes. Tranquilas, estão sempre disponíveis a dialogar, responder perguntas, ouvir resmungos, dirimir conflitos, sem interfirir no frenético ritmo do trabalho diário. Que além das atividades rotineiras dos onze projetos do CAT, envolvem planejamento de passeios e organização de eventos internos e externos.

É a equipe do CAT que prepara a festa dos aniversariantes do mês, os eventos relacionados a datas tradicionais (como Carnaval, Páscoa, São João, Natal) ou a temas que remetem à cidadania (Dia do Idoso, Luta Antimanicomial, Dia Mundial da Saúde Mental etc) e as exposições anuais com os trabalhos produzidos pelos internos.

No ano passado, a unidade abrigou o SPA das Artes, com oficinas e mostras dos trabalhos artísticos dos recuperandos. Este ano prepara a exposição Imaginário, prevista para o mês de maio, e na qual além do material produzido será mostrado todo o trabalho realizado pelo CAT.

Depois de listar estas e outras atividades que realizam ao longo do ano, Juliana voltou a questionar: "Aqui é ou não uma área útil?".

Domingo, 21 Março 2010 05:13

Você é espiritualmente inteligente?

inteligencia_espiritual

A coordenadora da Brahma Kumaris em Pernambuco, Eliane Rangel, uma das incentivadoras do Blog Viva Pernambuco, enviou um texto interessantíssimo sobre inteligência espiritual. Vale a pena conferir:

No livro QS - Inteligência Espiritual, lançado no ano passado, a física e filósofa americana Dana Zohar aborda um tema tão novo quanto polêmico: a existência de um terceiro tipo de inteligência que aumenta os horizontes das pessoas, torna-as mais criativas e se manifesta em sua necessidade de encontrar um significado para a vida.

Ela baseia seu trabalho sobre Quociente Espiritual (QS) em pesquisas só há pouco divulgadas de cientistas de várias partes do mundo que descobriram o que está sendo chamado "Ponto de Deus" no cérebro, uma área que seria responsável pelas experiências espirituais das pessoas.

O assunto é tão atual que foi abordado em recentes reportagens de capa pelas revistas americanas Neewsweek e Fortune. Afirma Dana: "A inteligência espiritual coletiva é baixa na sociedade moderna. Vivemos em uma cultura espiritualmente estúpida, mas podemos agir para elevar nosso quociente espiritual".

Aos 57 anos, Dana vive na Inglaterra com o marido, o psiquiatra Ian Marshall, co-autor do livro, e com dois filhos adolescentes. Formada em física pela Universidade Harvard, com pós-graduação no Massachusetts Institute of Tecnology (MIT), ela atualmente leciona na universidade inglesa de Oxford. É autora de outros oito livros, entre eles, O Ser Quântico e A Sociedade Quântica, já traduzidos para o português.

QS - Inteligência Espiritual já foi editado em 27 idiomas, incluindo o português (no Brasil, pela Record). Dana tem sido procurada por grandes companhias interessadas em desenvolver o quociente espiritual de seus funcionários e dar mais sentido ao seu trabalho.

Em entrevista recente no Brasil, quando participou em Porto Alegre do Congresso Mundial de Treinamento e Desenvolvimento da International Federation of Training and Development Organization (IFTDO), organização fundada na Suíça, em 1971, que representa 1 milhão de especialistas em treinamento em todo o mundo.

 Eis os principais trechos da entrevista:

O que é inteligência espiritual? É uma terceira inteligência, que coloca nossos atos e experiências num contexto mais amplo de sentido e valor, tornando-os mais efetivos. Ter alto quociente espiritual (QS) implica ser capaz de usar o espiritual para ter uma vida mais rica e mais cheia de sentido, adequado senso de finalidade e direção pessoal. O QS aumenta nossos horizontes e nos torna mais criativos. É uma inteligência que nos impulsiona. É com ela que abordamos e solucionamos problemas de sentido e valor. O QS está ligado à necessidade humana de ter propósito na vida. É ele que usamos para desenvolver valores éticos e crenças que vão nortear nossas ações.

De que modo essas pesquisas confirmam suas ideias sobre a terceira inteligência? Os cientistas descobriram que temos um "Ponto de Deus" no cérebro, uma área nos lobos temporais que nos faz buscar um significado e valores para nossas vidas. É uma área ligada à experiência espiritual. Tudo que influência a inteligência passa pelo cérebro e seus prolongamentos neurais. Um tipo de organização neural permite ao homem realizar um pensamento racional, lógico. Dá a ele seu QI, ou inteligência intelectual. Outro tipo permite realizar o pensamento associativo, afetado por hábitos, reconhecedor de padrões, emotivo. É o responsável pelo QE, ou inteligência emocional. Um terceiro tipo permite o pensamento criativo, capaz de insights, formulador e revogador de regras. É o pensamento com que se formulam e se transformam os tipos anteriores de pensamento. Esse tipo lhe dá o QS, ou inteligência espiritual.

Qual a diferença entre QE e QS? É o poder transformador. A inteligência emocional me permite julgar em que situação eu me encontro e me comportar apropriadamente dentro dos limites da situação. A inteligência espiritual me permite perguntar se quero estar nessa situação particular. Implica trabalhar com os limites da situação. Daniel Goleman, o teórico do Quociente Emocional, fala das emoções. Inteligência espiritual fala da alma. O quociente espiritual tem a ver com o que algo significa para mim, e não apenas como as coisas afetam minha emoção e como eu reajo a isso. A espiritualidade sempre esteve presente na história da humanidade. No início do século 20, o QI era a medida definitiva da inteligência humana. Só em meados da década de 90, a descoberta da inteligência emocional mostrou que não bastava o sujeito ser um gênio se não soubesse lidar com as emoções. A ciência começa o novo milênio com descobertas que apontam para um terceiro quociente, o da inteligência espiritual. Ela nos ajudaria a lidar com questões essenciais e pode ser a chave para uma nova era no mundo dos negócios.

Dana Zohar identificou dez qualidades comuns às pessoas espiritualmente inteligentes. Segundo ela, essas pessoas:

1. Praticam e estimulam o autoconhecimento profundo

2. São levadas por valores. São idealistas

3. Têm capacidade de encarar e utilizar a adversidade

4. São holísticas

5. Celebram a diversidade

6. Têm independência

7. Perguntam sempre "por quê?"

8. Têm capacidade de colocar as coisas num contexto mais amplo

9. Têm espontaneidade

10.Têm compaixão

consumo-infantil1

Por Bruno Bocchini, da Agência Brasil

Pesquisa divulgada na semana passada mostra que 73% dos pais concordam em restringir a publicidade voltada ao público infantil. De acordo com o Datafolha, que realizou o levantamento, as principais justificativas dos entrevistados para a restrição às propagandas são o consumismo infantil, a incitação a má alimentação, ao sexo e à violência. Cerca de 70% dos pais entrevistados afirmaram serem influenciados pelos filhos na hora da compra.

A pesquisa, encomendada pelo projeto Criança e Consumo, do instituto Alana, mostra ainda que para os pais o maior influenciador dos pedidos dos filhos são as propagandas (38%). Em seguida estão os personagens de filmes ou de programas de TV (18% e 16%, respectivamente).

“Seria necessário que não houvesse hoje publicidade que falasse diretamente à criança. A influência sempre vai ser muito grande. É uma verdadeira covardia endereçar mensagens comerciais pedindo às crianças que comprem, que consumam serviços, muitas vezes produtos alimentícios, porque elas não conseguem fazer uma análise crítica como os adultos”, avalia Isabella Henriques, coordenadora do Projeto Criança e Consumo. Ela cita como exemplo países como a Suécia e a Noruega, onde a publicidade na televisão voltada ao publico infantil foi totalmente proibida.

Já para o vice-presidente executivo da Associação Brasileira de Anunciantes, Rafael Sampaio, é preferível fazer publicidade diretamente ao publico infantil a deixá-lo apenas com a opção das propagandas ao público adulto.

“Achamos que a propaganda dirigida às crianças tem de ser muito benfeita, com altíssimo nível de responsabilidade, mas não dá mais para deixá-las em uma redoma. Como é impossível restringir o acesso das informações que as crianças recebem, a nossa tese é de que devemos fazer a publicidade para as crianças e ensiná-las a navegar em uma sociedade que tem esse excesso de ofertas”.

A pesquisa do Datafolha foi realizada na cidade de São Paulo nos dias 22 e 23 de janeiro. Foram ouvidos 411 pais e mães de todas as classes econômicas com filhos de 3 a 11 anos. A maioria dos entrevistados, 52%, era da classe C.

aigualdadeMuitos eventos estão programados para este domingo, 21 de março, Dia Internacional para Eliminação da Discriminação Racial em todo o Brasil.

No Recife, haverá apresentações culturais e uma panfletagem, das 9h às 12h, na praia de Boa Viagem, promovidas pela Prefeitura do Recife, por meio da Secretaria Especial da Mulher, em parceria com as pastas municipais de Direitos Humanos e Segurança Cidadã e do Orçamento Participativo.

A ação educativa se concentrará nas imediações do Edifício Acaiaca, onde cerca de 50 pessoas, entre técnicas das secretarias envolvidas no evento e voluntárias que integram grupos de mulheres do Ibura entregarão aos banhistas material contendo os programas desenvolvidos pela administração do município sobre questões raciais e de combate a todas as formas de discriminação.  O Afoxé Oiá Alaxé fará uma exibição durante a panfletagem.

Na Ilha de Itamaracá, na Região Metropolitana, acontece a última rodada de debates do Seminário Mulheres Nordestinas contra a Discriminação Racial na Mídia, iniciado no último dia 18.

O evento, que tem o apoio político-institucional da Articulação de Organizações de Mulheres Negras (AMNB) e o apoio do Fundo das Nações Unidas para o Desenvolvimento da Mulher (Unifem), teve como foco a promoção de um processo de organização das mulheres negras do Nordeste para uma ação em rede articulada de combate à discriminação racial na mídia, socialização de experiências e construção de estratégias de ação de combate ao racismo.

Já a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), sediada em Brasília, debaterá o tema “O Brasil e o mundo 50 anos após o massacre de Shaperville”. A mesa-redonda será realizada no Salão Negro do Ministério da Justiça, a partir das 14h, com abertura do ministro da Igualdade Racial, Edson Santos.

Na mesa redonda haverá exposição sobre os desdobramentos da Conferência de Durban e seus reflexos na América Latina, feita por Maria Inês Barbosa, sanitarista e especialista em relações étnico-raciais.

Também se falará sobre a promoção da igualdade racial na construção de novos parâmetros para as políticas públicas, com explanação de Mário Teodoro, diretor de Estudos, Cooperação Técnica e Políticas Internacionais do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA).

Ainda será discutido o papel da sociedade civil como parceira e indutora da transformação social, tema a ser tratado por Cida Bento, diretora executiva do Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdade (CEERT).

História - O Dia Internacional para Eliminação da Discriminação Racial foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1969. Desde então, o 21 de março homenageia a memória dos 69 sul-africanos assassinados pela polícia em 1960 por se manifestarem contrários à chamada “Lei do passe”, que impedia o direito de ir e vir da população negra. O episódio ficou conhecido como o “Massacre de Sharpeville”, em referência à favela, situada em Joanesburgo, na África do Sul, e marcou um novo capítulo na história mundial que culminou com o fim do apartheid.

 

Por Taíza Brito

Quem atua na área de saúde mental no Brasil sabe que na área de formação profissional Pernambuco tem uma dívida de 127 anos (tempo de fundação do hospital) com o Ulysses Pernambucano. A psiquiatria e a saúde mental do Estado jamais teriam tanto destaque nacional se não houvesse o Ulysses como campo de ensino, pesquisa e prática.

 Aproximadamente 500 estudantes de graduação ou pós-graduação circulam pelo HUP a cada semestre letivo, em atividades de aulas teóricas ou práticas supervisionadas, dos cursos de Medicina, Enfermagem, Psicologia, Terapia Ocupacional.

São estudantes das seguintes instituições de ensino superior: UFPE, UPE, Unicap, Fafire, Facho, Esuda, FIR, Universo e Maurício de Nassau. Em sua Jornada anual de Saúde Mental, o HUP abre espaço para a divulgação de trabalhos científicos realizados por docentes, estudantes e demais profissionais de saúde.

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