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Linha Editorial

  • "Mídia Construtiva é também lançar o olhar crítico sobre problemas, apontar falhas, denunciar. Contribuindo para a corrente que tenta transformar o negativo em positivo."

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Taiza Brito

Taiza Brito

A Basílica de Nossa Senhora do Carmo, no Recife, será invadida por muitas vozes nesta quarta (6), a partir das 20h, no show beneficente Pró-Criança Solidário, realizado pela Arquidiocese de Olinda e Recife em prol da ONG Movimento Pró-Criança. O evento é aberto ao público. A noite terá uma série de atrações, entre elas a Orquestra Pró-Criança e o Coral Pró-Criança, formados por alunos da instituição; Maestro Spok; Geraldo Maia; Getúlio Cavalcanti; Nando Cordel; Frei Damião; Coral Valores do Recife; Rachel Casado; Lena Santos e Arthur Tenório, que vai se apresentar com os convidados Milena Beatrice e Ageu Leite.

A ação encerra as comemorações do aniversário de 20 anos do Movimento Pró-Criança, iniciadas no último mês de julho. O Pró-Criança é dirigido por um quinteto voluntário de senhores aposentados, de cabelos brancos e muita vontade de viver e que vem atuando há duas décadas na Região Metropolitana do Recife, sendo considerada uma das principais estruturas do país no desenvolvimento sócio-educativo de crianças, adolescentes e jovens em situação de exclusão social.

Através de atendimento e orientação médica, jurídica, psicológica e educacional e qualificação profissional, somente ao longo de 2012 foram beneficiados diretamente mais de 1,3 mil crianças, adolescentes e jovens, além de 880 pais e/ou responsáveis. Em 2012, o Pró-Criança foi homenageado pela ONU e pelo Governo Brasileiro entre as instituições nacionais que mais vêm contribuindo através de seus projetos para os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.

Neste aniversário de 20 anos do Pró-Criança, há muito o que comemorar, principalmente pela história de tantas vidas que mudaram ao longo destas duas décadas. Nomes como o do bailarino Wanderson Wanderley, que pode parecer desconhecido para os pernambucanos, mas está fazendo o maior sucesso na Áustria. Desde 2005 ele mora e trabalha, como bailarino, em Viena. Em 2006 foi contratado para integrar o grupo de dança da ópera “Carmen Cubana”. Agora dá aulas de dança por lá e está ensaiando para novas apresentações. São vidas assim que se misturam com a história do Movimento Pró-Criança e desses cinco senhores incansáveis.

Atualmente cada criança assistida pelo Pró-Criança, que sobrevive graças às doações de empresas e pessoas físicas, garantindo aulas profissionalizantes e de arte, aulas complementares ao programa escolar trabalhadas de forma lúdica para incentivar um maior rendimento na escola, aulas de cidadania, alimentação e transporte.

De acordo com o presidente voluntário da instituição, o engenheiro Sebastião Barreto Campello, um dos principais passos que vem com o amadurecimento da maioridade é a realização de novas ações focadas principalmente no pós Pró-Criança.

O fotógrafo Júnior Santos é outro belo exemplo da luta do Pró-Criança. Ex-aluno da escola de fotografia do MPC, ganhou uma bolsa graças ao seu talento e está estudando na Suíça. Tem a história de Maria Neves, que merece ser contada mil vezes. Quando criança ela saía muito cedo de casa com a mãe e os irmãos para pegar mariscos na maré, saíam às vezes sem comer, passavam a manhã inteira trabalhando e quando voltavam cozinhavam o que tinham conseguido juntar para vender e garantir o sustento da família. A mãe morreu quando ela tinha 11 anos. O pai biológico nunca a procurou. Maria decidiu que ia mudar de vida e via nos estudos a possibilidade de crescer. Aos 12 anos conheceu o Pró-Criança e terminou indo parar em Nova Iorque, onde fez formação de um ano na escola Alvin Ailley, instituição famosa por ter tido como aluna a pop star Madona, entre outras personalidades. Depois Maria voltou pra cá por escolha própria e hoje é professora de dança e coreógrafa no mesmo lugar onde iniciou sua carreira, no Pró-Criança.

Quinta, 31 Outubro 2013 19:52

Ato de contrição positivo

Por Cesar Vanucci *

As Organizações Globo reconhecem que, à luz da História, esse apoio foi um erro.”

(Editorial de “O Globo”, sobre o regime militar instituído em 64)

 

Em recente pronunciamento, de grande repercussão, as Organizações Globo concluíram que, à luz da História, o apoio editorial dado ao golpe militar de 1964 foi um erro crasso.

Artigo estampado em “O Globo”, reproduzido na televisão e emissoras de rádio do grupo, registrou, entre outras coisas, o seguinte: “Desde as manifestações de junho, um coro voltou às ruas: “A verdade é dura, a Globo apoiou a ditadura.” De fato, trata-se de uma verdade, e, também de fato, de uma verdade dura. Já há muitos anos, em discussões internas, as Organizações Globo reconhecem que, à luz da História, esse apoio foi um erro (...): Não lamentamos que essa publicação não tenha vindo antes da onda das manifestações, como teria sido possível. Porque as ruas nos deram ainda mais certeza de que a avaliação que se fazia internamente era correta e que o reconhecimento do erro, necessário. Governos e instituições têm, de alguma forma, que responder ao clamor das ruas. De nossa parte, é o que fazemos agora, reafirmando nosso incondicional e perene apego aos valores democráticos (...)”

O artigo se estende em informações a respeito da conjuntura política vigorante no Brasil à época das decisões editoriais equivocadas que o poderoso complexo midiatico admite haver assumido. Reporta-se a situações em que, “mesmo sem retirar apoio aos militares”, as organizações Globo “sempre cobrou deles o restabelecimento, no menor prazo possível, da normalidade democrática.” É dito, também, no editorial, que “contextos históricos são necessários na análise do posicionamento de pessoas e instituições, mais ainda em rupturas institucionais” e que “a História não é apenas uma descrição de fatos (...)” e, sim, “o mais poderoso instrumento de que o homem dispõe para seguir com segurança rumo ao futuro: aprende-se com os erros cometidos e se enriquece ao reconhecê-los.” Na conclusão, é sublinhado que “a democracia é um valor absoluto e, quando em risco, ela só pode ser salva por si mesma.”

O pronunciamento das Organizações Globo produziu muitas reações. A maioria delas favoráveis. As desfavoráveis partiram de setores sob o ponto de vista ideológico consideravelmente distanciados uns dos outros. Alguns militares da reserva não pouparam críticas veementes ao posicionamento anunciado. A contundência nas palavras foi também empregada por pessoas que estiveram do lado oposto, combatendo o regime militar. Para esses a confissão de culpa trazida a lume chegou tardiamente, depois de um pesado fardo de sofrimento e injustiças imposto à Nação.

Mas, as avaliações reconhecendo que O Globo deu passo importante num acerto de contas com a História foram bastante significativas. Para o Ministro José Eduardo Cardoso, o que aconteceu foi “algo digno de aplauso.” “Foi uma postura madura e admirável, ao tocar numa questão importante sobre a trajetória do jornal e do país”, acrescentou. Por sua vez, o presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Maurício Azedo, classificou de corajosa a atitude tomada, assinalando que ela deveria ser seguida por outros veículos de comunicação de expressão nacional que tiveram no passado posição idêntica à das Organizações Globo. Dirigentes políticos do PMDB (deputado Henrique Eduardo Alves, presidente da Câmara), do PSDB (senador Aloysio Nunes, líder da bancada), do PT (senador Wellington Dias, líder da bancada) também enalteceram o gesto do Globo. O deputado Chico Alencar, do PSOL, comentou, a seu turno, que a confissão feita deveria inspirar a classe política a mudar radicalmente de postura, em resposta ao clamor popular das manifestações de rua ocorridas em junho.

O ato de contrição das “Organizações Globo” é positivo do ponto de vista da cidadania. Revela o elevado grau de amadurecimento da pujante e abençoada democracia que rege, na atualidade, em consonância com os sentimentos cívicos da Nação, os destinos brasileiros.

* O jornalista Cesar Vanucci (cantonius1@yahoo.com.br) escreve para o Blog Viva Pernambuco semanalemente.

 

Nesta quinta-feira (31/10), será lançado o livro “Abridores de Letras de Pernambuco: Um mapeamento da gráfica popular”. O encontro acontece às 19 horas, no Orbe Coworking, no bairro Santo Antônio, no Recife. Resultado de uma pesquisa inédita de cinco anos, realizada em seis cidades de Pernambuco, a obra pretende resgatar a memória gráfica de letreiramentos populares, feitos à mão e por ‘artistas’ anônimos, em muros, anúncios, placas, faixas, cartazes e vitrines.

São analisados o uso de cores, tipografias, suportes, inspiração, ferramentas e técnicas utilizadas para divulgar produtos e serviços, principalmente de estabelecimentos de pequeno porte. O trabalho rendeu ainda um acervo com mais mil imagens de letreiramentos populares e relato de 12 pintores de letras, entrevistados durante a pesquisa.

O livro foi elaborado por Fátima Finizola, Solange Coutinho e Damião Santana e distribuído pela Editora Blucher. Desenvolvido no programa de pós-graduação em Design pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), a pesquisa também contou com incentivo pelo Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura (Funcultura).

Quarta, 30 Outubro 2013 15:00

O alimento que gera saúde

Por Alexandre Harkaly, do Mercado Ético

O ser humano tem três demandas de formas de alimento que o satisfaz nos três âmbitos de sua existência: o alimento para a nutrição física, como proteínas, gorduras, carboidratos e sais que nutrem o seu corpo; o ar e aromas, componentes que o nutrem emocionalmente, por meio do respirar que harmoniza e equilibra animicamente; e o meio ambiente (o todo), que nutre os seus sentidos com cor, paladar, aroma, unicidade, coerência e integralidade. Com coerência, o espírito assume que o alimento é bom e daí o indivíduo se nutre, ele se sente saudável.

Sabemos por experiência e relatos da antiguidade, assim como de filósofos e pensadores daquela época, da importância de termos alimento puro, limpo e integral para que o processo do pensar possa se desenvolver com clareza, objetividade e criatividade, levando o ser humano a um processo de autodesenvolvimento e individualização do seu caráter. Sabemos também pela medicina oriental que a saúde começa na digestão e que os problemas digestivos afetam diretamente o pensar.

Sem uma integração e harmonização com o alimento perfeito, destes três níveis – alimento para o corpo, a alma e o espírito – o ser humano adoecerá. De nada adiantará fornecer uma ração completa balanceada se esta não for agradável de ser consumida, e se o ambiente onde este alimento for consumido não for condizente com as suas expectativas de qualidade de vida.

Que grau de confiança podemos depositar nos gêneros alimentícios, se na soja encontram-se vários resíduos químicos, ou se na água potável há contaminações de agrotóxicos, principalmente herbicidas, porém justamente abaixo do chamado limite de tolerância? Ou ainda se em tomates encontramos vários pesticidas, como inseticidas e fungicidas?

Os alimentos modernos, produzidos a partir de sistemas que são agredidos externamente, carregam em si os efeitos desta agressão, que são basicamente resíduos de agroquímicos, desequilíbrios organolépticos e pouca vitalidade – que pode, neste caso, ser entendido como uma ruptura da “integralidade” do alimento – algo que o mantém vivo, coeso, equilibrado, latente, com bom potencial de assimilação e que gera saúde.

Os alimentos que provêm da agricultura orgânica, de ambientes conservados puros e vivificados, carregam em si as características desta atividade que são o contrário do exposto acima: isenção de resíduos agroquímicos, balanço organoléptico e vitalidade, comprovada a partir de testes científicos.

Os melhores alimentos provêm de fazendas orgânicas e biodinâmicas que são projetadas e inspiradas no conceito “organismo fazenda”.

Como em todos os organismos vivos, quando falha um órgão essencial, o organismo não sobrevive. Este conceito pode ser transportado na prática para a fazenda onde, com falta de insetos, de fertilidade e de equilíbrio ecológico, a produção falhará, o “organismo fazenda” falhará ou ficará deficiente.

Podemos perceber o organismo agrícola como que é exteriormente limitado por uma forma, um limite e interiormente articulado por órgãos que funcionam integrados. Por exemplo água e solo são dois órgãos e devem estar saudáveis para produzir bons alimentos.

O que delimita uma propriedade agrícola? Um rio, uma barreira natural ou uma cerca? Sabemos que é a intenção humana que preenche o espaço do organismo adequadamente. A intenção humana saberá dar à estrutura de produção todos os elementos necessários para o seu desenvolvimento, para a sua vitalidade, provendo os espaços apropriados para os animais e para as atividades de produção e de desenvolvimento humano.

Se quisermos perpetuar a produção agrícola de forma limpa e sustentável, precisamos não só reconhecer, mas tomar como base para estudo e aplicação prática o conceito “organismo fazenda”, perceptível também na Teoria de Gaia, de James Lovelock, hoje totalmente aceita e inserida no meio científico internacional. Há uma linha evolutiva do organismo, cientificamente descrita, que parte da forma mais simples de vida até a mais complexa, a Terra em si. Esta linha parte do vírus ou bactéria, passando por organismos unicelulares, microrganismos do solo, ar e água, pequenas plantas, animais, o ser humano, a fazenda, o vale, o ecossistema vale ou região, a região como bacia hidrográfica, paisagem, continente e finalmente chegando à Terra, o planeta. Ao longo de toda esta linha evolutiva, o manejo destes organismos deve ser inspirado em sistemas de produção que sustentam, apoiam e desenvolvem o vivo, e não que paulatinamente matam os organismos com contaminações e depredações ambientais. O resultado destas ações salta aos olhos com o passar das gerações. Exemplo disso são áreas desertificadas por excesso de uso de químicos.

O biologista francês Francis Chaboussou propôs uma teoria para explicar a susceptibilidade de plantas e animais ao ataque de pragas e doenças: a teoria da Trofobiose. De acordo com ela, pragas só podem sobreviver em plantas que têm nível excessivo de nutrientes solúveis na sua seiva ou tecidos, como aminoácidos, açúcares, nucleotídeos e minerais. O excesso pode ocorrer por causa da inibição de proteosíntese, pela predominância de proteólise sobre a proteosíntese ou excessiva produção de aminoácidos. A inibição pode ser causada por pesticidas ou por nutrição desbalanceada. Excesso de aminoácidos vem do excesso de adubação nitrogenada química.

Com este fato, percebemos o quanto é fácil hoje “provocar” o surgimento de pragas e doenças nas plantas, por consequência, em animais e, por fim, no próprio ser humano. O desequilíbrio nutricional é muitas vezes sutil, porém leva a doenças degenerativas – no caso, principalmente por excesso de substâncias prejudiciais ou por falta de síntese das substâncias corretas.

O que foi descrito nos parágrafos anteriores mostra como que a “integralidade” do organismo e consequentemente no ser humano é perturbada, provocando desequilíbrio, levando a processos de doença. Não estão inclusas aqui nem as causas genéticas, nem as sócio psíquicas, que são componentes importantes e deverão ser abordadas em ambiente apropriado.

Precisamos produzir alimentos de modo que se leve em consideração os fatores descritos e que possa restituir o conceito de saúde, equilíbrio, sustentabilidade, sem que ocorra a cegueira imputada a nós por uma forma de pensar baseada somente no binômio causa-efeito, mas sim que se baseie no conceito “integração dos órgãos e manutenção do organismo”.

De que nos adiantará saber, por exemplo, que o Licopeno, carotenoide encontrado em tomate, protege contra câncer de próstata (alimentos funcionais), se o próprio tomate é, na sua produção, bombardeado de agrotóxicos que nos incutem esta e outras doenças? Para fazer valer a regra geral de que uma alimentação rica, farta e variada é a melhor receita para a saúde, ou para aplicarmos dietas baseadas em alimentos funcionais saudáveis, precisamos fazer valer também a qualidade orgânica e biodinâmica dos alimentos.

Aqueles profissionais que se acham responsáveis pela saúde do planeta e pela saúde dos seres humanos poderão dar uma grande contribuição se direcionarem suas ações à agricultura orgânica e ao consumo consciente destes produtos certificados que, mais do que nunca, também devem ser considerados remédios a serem assimilados de forma rotineira e diversificada. Quanto mais isto for feito, menor o perigo de perdermos a sustentabilidade ecológica do planeta e menor o perigo das contaminações e perda de qualidade dos alimentos e da qualidade de vida.

Espaço tem galeria de arte, livraria e sala de meditação e visitação é gratuita Aberto a turistas e visitantes, o Ponto de Luz da Brahma Kumaris em Olinda é um oásis de paz em meio ao tumulto da vida cotidiana. Inaugurado em setembro de 2013, o espaço é integrado por galeria de arte, livraria e sala de meditação, com acesso gratuito das 8h30 às 12h e 14h às 17h, de segunda a sábado, e aos domingos até as 19h. Funciona na Avenida Luís Gomes, 144, Farol, na Cidade Alta.

As obras de arte, com visitação guiada em quatro idiomas, propiciam entretenimento e autoconhecimento de forma criativa e enriquecedora. A livraria oferece uma coleção de livros, vídeos e CDs sobre meditação e espiritualidade. além disso, os visitantes podem adentrar no Quiet Room, sala preparada para experimentar silêncio e relaxamento.

A Brahma Kumaris é uma organização não governamental com sede na Índia e uma rede de 8.500 unidades em 130 países. Desde 1979 no Brasil, a BK possui unidades em várias capitais e cidades do interior do país. Seu propósito é a restauração de valores humanos na sociedade, a partir da mudança de cada um.

PONTO DE LUZ – A inauguração do Ponto de Luz, realizada em 1º de setembro passado, contou com a presença de integrantes da BK de londres (Denise), Vancouver (Cláudia), além da coordenadora da BK no Brasil, Luciana Ferraz, da coordenadora regional, Ida Meirelles, e do Grupo  Musical Viratrupe, formado por  artistas de várias cidades do país.  A meta é que quem acesse o espaço experimente métodos fáceis para a aplicação de valores espirituais no dia a dia e oportunidades para o autodesenvolvimento.

Contato: Eliane Rangel

Fone: +55 81 3429 4550 E-mail: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

Artesanato, moda, bijouterias, design, literatura, comidas típicas, arte e cultura estarão reunidos nesta quinta e sexta (24 e 25), das 17 às 22h, no Festival de Empreendimentos Criativos, Arte e Cultura da Nossa Terra, que a Faculdade de Olinda – Focca realiza, na Praça do Carmo, em Olinda, em frente à instituição de ensino. O evento, aberto ao público em geral, irá reunir cerca de 80 expositores mostrando trabalhos criativos que visam à interação da arte e cultura com o fomento criativo dos negócios e o empreendedorismo. 

Além de pequenos e médios empreendedores das comunidades olindenses, o evento contará com produções e oferta de serviços de 15 estudantes dos cursos de Administração, Ciências Contábeis e Direito da Focca. “Nossa idéia é divulgar e incentivar a expansão do trabalho desses micro-empreendedores e estimular o surgimento de novos negócios diversificando produtos e serviços tanto da comunidade acadêmica como das comunidades vizinhas, valorizando e resgatando a nossa arte e cultura. Temos exemplos de expositores que já participam do evento e até fazem registro de patente dos produtos desenvolvidos”, comemora a educadora Ana Silvia Moutinho, que coordena o Festival juntamente com a professora Jacira Bezerra.

O evento terá também a participação dos jovens assistidos pela Ong italiana ICEI, de Olinda; e da Associação das Mulheres Produtoras de Olinda que irão expor seus trabalhos artísticos.

Como a proposta envolve arte e cultura, o Circo da Trindade, de Gilberto Trindade, montará tenda onde serão exibidas apresentações de grupos de danças folclóricas do Projeto Escola Aberta das escolas municipais de Olinda, da Cia. de Frevo Acauã, do grupo de coco Arrudeia, do grupo infanto-juvenil Majê Molê, do cantor Deivinho do Forró, do grupo gospel Raio de Luz e da banda Patusco de Olinda, que encerra a programação na Praça. Depois, os participantes poderão seguir a cantoria dos músicos do Grupo Luar de Olinda na tradicional Serenata Focca, que percorre toda última sexta-feira do mês as ladeiras da Cidade Alta.  

Artesanato, moda, bijouterias, design, literatura, comidas típicas, arte e cultura estarão reunidos nesta quinta e sexta (24 e 25), das 17 às 22h, no Festival de Empreendimentos Criativos, Arte e Cultura da Nossa Terra, que a Faculdade de Olinda – Focca realiza, na Praça do Carmo, em Olinda, em frente à instituição de ensino. O evento, aberto ao público em geral, irá reunir cerca de 80 expositores mostrando trabalhos criativos que visam à interação da arte e cultura com o fomento criativo dos negócios e o empreendedorismo. 

Além de pequenos e médios empreendedores das comunidades olindenses, o evento contará com produções e oferta de serviços de 15 estudantes dos cursos de Administração, Ciências Contábeis e Direito da Focca. “Nossa idéia é divulgar e incentivar a expansão do trabalho desses micro-empreendedores e estimular o surgimento de novos negócios diversificando produtos e serviços tanto da comunidade acadêmica como das comunidades vizinhas, valorizando e resgatando a nossa arte e cultura. Temos exemplos de expositores que já participam do evento e até fazem registro de patente dos produtos desenvolvidos”, comemora a educadora Ana Silvia Moutinho, que coordena o Festival juntamente com a professora Jacira Bezerra.

O evento terá também a participação dos jovens assistidos pela Ong italiana ICEI, de Olinda; e da Associação das Mulheres Produtoras de Olinda que irão expor seus trabalhos artísticos.

Como a proposta envolve arte e cultura, o Circo da Trindade, de Gilberto Trindade, montará tenda onde serão exibidas apresentações de grupos de danças folclóricas do Projeto Escola Aberta das escolas municipais de Olinda, da Cia. de Frevo Acauã, do grupo de coco Arrudeia, do grupo infanto-juvenil Majê Molê, do cantor Deivinho do Forró, do grupo gospel Raio de Luz e da banda Patusco de Olinda, que encerra a programação na Praça. Depois, os participantes poderão seguir a cantoria dos músicos do Grupo Luar de Olinda na tradicional Serenata Focca, que percorre toda última sexta-feira do mês as ladeiras da Cidade Alta.  

“Eu aprendi um bocado de coisas que não sabia. Antes passava por eles e não conhecia, não sabia quem eram, por que estavam ali. Hoje eu reconheço os textos, li os versos, já me empolguei e até comecei a escrever as minhas poesias. Só que tem uns nomes que eu ainda me complico e só decorei o primeiro, como Clarice... Lis... Aspec... não decorei o segundo nome ainda”, dizia Thyago Rychard há um ano atrás, quando o projeto se consolidou e a mostra estava sendo preparada para ser entregue à cidade do Recife. Hoje com 16 anos ele segue escrevendo e diz o sobrenome de Clarice com rapidez, citando trechos dos livros da escritora. Thyago é um dos alunos do Movimento Pró-Criança que assina as obras artísticas da exposição Seguindo a Poesia, que está aberta ao público até o próximo dia 10 de novembro, no Paço Alfândega. A exposição já esteve em cartaz antes no Centro Cultural Correios e também na última Fliporto. Nesta edição, a mostra faz uma homenagem à poetisa Maria do Carmo Barreto Campello.

Com textos, fotografias e obras em papel machê, a exposição é resultado do contato e dos afetos despertados nos jovens artistas do Pró-Criança a partir do mergulho no Circuito da Poesia, série de esculturas em homenagem a grandes ícones da cultura nordestina espalhadas pela cidade do Recife. Passaram pelo projeto cerca de 60 jovens, que na época de produção dos trabalhos tinham entre 12 e 15 anos, alunos da instituição sem fins lucrativos que promove ações sócio-educativas com crianças de comunidades pobres.

Entre os artistas presentes e citados na mostra estão Marques de Melo (14 anos), o cantor e compositor Luiz Gonzaga, Thyago Rychard (16 anos), Antônio Maria, Demison Renato (14 anos), Joaquim Cardozo, Maria Eduarda (15 anos), Capiba, Ericka Beatriz (15 anos), Carlos Pena Filho, Lucas Ribeiro (15 anos), João Cabral de Melo Neto, Naysa Maria (15 anos), Manoel Bandeira, Uiliane Gomes (14 anos), Clarice Lispector, Helaine Grasiele (16 anos), Mauro Mota, Chico Science, Solano Trindade, Ascenso Ferreira... Além de todos esses, a mostra faz uma homenagem a uma outra poeta que não está no circuito, mas que faz parte do dia a dia do trabalho no Pró-Criança, Maria do Carmo Barreto Campello.

A exposição reúne imagens em preto e branco feitas através da técnica pinhole; máquinas fotográficas pinhole confeccionadas pelos próprios alunos do Pró-Criança com latas de leite e caixas de papelão e utilizadas no trabalho; a Caixa Mágica (câmara escura), máquina fotográfica artesanal de 160x70 cm, utilizada durante o projeto; textos dos artistas retratados em esculturas pela cidade; esculturas em papel machê confeccionadas pelos jovens artistas do Pró-Criança, promovendo a releitura das obras assinadas pelo artista plástico Demetrio Albuquerque no Circuito da Poesia, incluindo uma réplica em papel machê de Luiz Gonzaga em tamanho natural.

"No início a gente promoveu uma atividade no Recife Antigo. Estávamos pesquisando arte rupestre e pichações, passamos por Ascenso Ferreira e surgiu a curiosidade, deixei que os meninos fizessem fotos da escultura e a curiosidade de conhecer mais sobre aquele homem cresceu entre eles. Partiu deles a provocação. Tudo começou em 2011. Então unimos o trabalho do curso de fotografia ao de artes plásticas e desenvolvemos a ideia do projeto Seguindo a Poesia”, explica Cristina Albuquerque, professora de fotografia da ONG e que assina o projeto junto com a artista plástica e também educadora do Pró-Criança, Tatiane Souza.

Cada um dos meninos escolheu o artista para retratar em papel machê. Uns elegeram pelo nome, outros pela imagem, outros pela obra, uma reunião de afetos e encontros. “A imagem dele é muito bonita e por isso escolhi Antônio Maria”, diz Uiliane Gomes, de 14 anos. “Ah! Porque ele está na Rua do Sol”, declara Naysa Maria, de 15 anos, que assina a escultura de Capiba. “Clarice é a que eu mais gosto. Ela é muito sincera”, explica Thyago Rychard (16), chamando a escritora pelo primeiro nome, com intimidade. “Quem entrar no espaço da exposição vai conhecer os poetas, o Pró-Criança, os jovens artistas e o Circuito da Poesia”, completa Cristina. A entrada é gratuita. É só chegar.

Segunda, 21 Outubro 2013 14:20

Os 70 alimentos que fazem bem para o sangue

A Associação Beneficente de Coleta de Sangue (Colsan) explica que a formação do sangue humano depende de três substratos obtidos pela alimentação, o ferro, o ácido fólico e a vitamina B12, que são fundamentais para o bom funcionamento do líquido no organismo.


As anemias carenciais, causadas pela deficiência de um ou mais nutrientes essenciais para a produção de glóbulos vermelhos, podem ser evitadas com a alimentação saudável. Porém, algumas pessoas são portadoras de uma deficiência congênita da enzima, denominada G6PD. “Esse grupo de pessoas não podem comer fava (tipo de vagem), pois correm o risco de ter uma hemólise, uma rotura espontânea das hemácias”, explica.


Confira os 70 alimentos benéficos para o sangue:
Mais ricos em ferro: quinua, aveia, trigo, cevada, pães com farinha 100% integral, feijões, lentilha, castanha-de-caju, avelã, amêndoa, pistache, tahine, semente de abóbora, gergelim, girassol, linhaça, agrião, rúcula, mostarda, damasco, pêssego, uva passa com semente, figo, sálvia, hortelã, salsa, tomilho, cominho, coentro, curry, melado de cana, açúcar mascavo, fígado, espinafre, amendoim, chicória, melão, nozes, castanha, ervilha, cogumelos, tomate e brócolis.


Fontes naturais de ácido fólico: espinafre, aspargo, alfaces, nabo, feijões, ervilhas,chicória, sementes de girassol, abacate, amendoim, sumo de laranja, suco de abacaxi, cantalupo, melão, banana, framboesa, papaia, toranja, morango, beterraba, brócolis, nozes, milho, suco de tomate, suco vegetal, couve-de-bruxelas e gérmen de trigo. Entre os produtos de origem animal, fígado e os produtos do fígado, os ovos inteiros, e o “fermento do padeiro” são ricos nos folatos.


Com vitamina B12: carne, fígado, leite, queijo e ovos, mariscos, fígado de frango, coração de frango cozido e salmão cozido.
Obs.: Os alimentos repetidos foram eliminados da soma.

Segunda, 21 Outubro 2013 14:10

Diamantina feminina e musical

Por Cesar Vanucci*


"Onde há música, não há coisa má.”
(Cervantes, autor de “Dom Quixote”)

 

Voltei a Diamantina. Onde nasceu JK. Cidade danada de charmosa. Como poucas, bem poucas, existirão espalhadas pelos numerosos rincões deste mundo do bom Deus.

Se as cidades, como acontece com as pessoas, fossem classificadas pelo sexo, masculino ou feminino, eu diria que Diamantina é mulher. Uma mulher linda. Cheia de encantos mil. Daquele tipo reverenciado no Livro dos Cantares, escrito no século VI a.C: “Mulher bela é uma graça; espanta melancolia, consola mágoas de amor.”

E os sortilégios emanados dos dotes naturais dessa cidade-mulher chamada Diamantina! Vou te contar: nenhum mortal consegue deles escapulir. O sujeito nem bem chega, nem bem desfaz as malas e já está inapelavelmente seduzido pela magia do lugar.

Até onde o olhar alcança e, além mesmo, até lá onde a sensibilidade dê conta de chegar, tudo recende, deleitosamente, a cultura. Cultura viva, pulsante, dinâmica. Desatrelada de formalismos. Cultura ancorada em valores humanos essenciais. O ar que se respira está impregnado de emoções universais e, também, de muita brasilidade e mineiridade.

Diamantina submete os visitantes a um prazeroso bombardeio sensorial. A começar pela paisagem arquitetônica. Calçadões, passeios e degraus respingando história. Casarões lindíssimos, enfeitados, coloridos, guarnecidos de ornamentos barrocos. Engenhosas eiras, beiras e tribeiras, deixando à mostra o poder eterno da ostentação no comportamento humano. Nas Igrejas adornadas de arte, guias solícitos embalam a imaginação do visitante com uma multiplicidade de deliciosas versões para cada detalhe mais instigante da construção ou da decoração. Nas paredes, arcos, altares e colunatas, além do barroco, o esfuziante estilo rococó.

A visita à casa em que JK morou provoca um turbilhão de emoções. Ninguém passa ileso pela prova. No mínimo, uma lagrimazinha furtiva acaba rolando pela face.

Diamantina é feminina e é musical. Dizem que toda família diamantinense que se preze tem pelo menos um músico. Vem daí a profusão de bandas, orquestras e corais que trazem para as ruas e templos a sua arte generosa e encantadora. A música realiza, em Diamantina, mais do que em qualquer outro lugar que conheça, verdadeiros prodígios em matéria de aglutinar platéias imensas, seletas e democráticas. A praça – que é do povo como o céu é do condor, como fazia questão de dizer o grande Castro Alves – é tomada por multidão eletrizada, alegre, descontraída, que emite, pela linguagem do congraçamento, sinais de harmoniosa integração social e racial. Gente de todas as camadas se acotovela no imenso teatro improvisado para aplaudir as vesperatas, um espetáculo sem similar no mundo inteiro. Mais de uma centena de músicos talentosos, crianças, jovens e adultos, ocupam as janelas dos andares superiores dos casarões que rodeiam a praça, transformando-as em majestoso palco circular. Atentos à batuta do maestro, posicionado, lá embaixo, próximo da multidão, eles produzem recital primoroso, único, incomparável, interpretando um repertório erudito e popular de excepcional bom gosto.

O ambiente, ao contrário do que se percebe em outros tipos de aglomeração popular, é jovial, conciliatório, envolvente e repousante. A ponto de justificar o dito famoso de Cervantes, quando sublinha, em “Dom Quixote”, que “onde há música, não pode haver coisa má.”

Você já foi a Diamantina? Não? Então, vá!

* O jornalista Cesa Vanucci (O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. ) escreve para o Blog Viva Pernambuco semanalmente.

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