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Quarta, 03 Outubro 2012 12:32

Medicina preventiva oferece vida saudável aos idosos, que representam 10,8% da população brasileira

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A população de idosos está crescendo no Brasil. De acordo com os dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), hoje, 10,8% dos brasileiros têm 60 anos ou mais, ou seja, correspondem a cerca de 20,5 milhões de pessoas. Ainda segundo o IBGE, em 1960, a terceira idade representava 4,7%, já em 2000, 8,5% pertencia a esta faixa etária. Esta movimentação revela que há uma grande necessidade de cuidar da saúde dos idosos, sendo que a medicina preventiva é uma das ações mais importantes.  

“Para um envelhecimento saudável é importante que, dentro do possível, utilizem uma quantidade reduzida de medicamentos e sejam acompanhados por um médico clínico para gerenciar os tratamentos de eventuais doenças”, afirma o médico Milton Luiz Gorzoni, professor adjunto do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.  

O clínico ainda acrescenta que é preciso que o médico tenha uma visão geral do paciente, para tratá-lo como um todo e não de sua doença específica.

Ainda dentro das ações de medicina preventiva, é fundamental seguir o calendário de vacinação do idoso. Alguns exemplos de vacinas importantes para esta faixa etária são contra a gripe, que deve ser anual, contra a pneumonia, tétano e difteria. “Mais da metade de casos de tétano no Brasil ocorre em idosos”, revela o Dr. Gorzoni.  

Além das iniciativas citadas acima também é benéfico fazer atividades físicas, mentais e sociais. De acordo com Gorzoni, também faz diferença deixar que o idoso tenha autonomia e independência para cuidar da própria vida, desde que tenha condições para isso. “Os idosos não podem ser tratados como incapacitados e nem infantilizados”, declara o médico.  

Doenças mais comuns  

Distúrbios circulatórios: pressão alta, diabetes e colesterol controlados evitam o risco do enfarto do miocárdio, de um eventual derrame. Desta forma, a melhor solução é realizar tratamentos adequados com foco na qualidade de vida.  

Doenças ósseas e articulares: as mais conhecidas são a osteoporose e osteoartrose. Ambas podem ter impactos reduzidos com o controle do peso e a realização de atividades físicas frequentes. Para as mulheres, após a menopausa, convém fazer uma avaliação de densitometria óssea. “É isto que a ajudará a não ter uma fratura no fêmur mais tarde”, declara o Dr. Milton Gorzoni.  

Mal de Alzheimer: o risco é inerente à idade. “A cada cinco anos dobram as chances da pessoa desenvolver um quadro equivalente ao Alzheimer, ou uma doença similar, que é a Demência Senil. Mas o risco pode ser menor naqueles que têm atividades mental, física e social ativas, principalmente nos que tem altos índices de escolaridade, comparando com os que não são alfabetizados, por exemplo”, finaliza o clínico.  

Mulheres: o público feminino, mesmo após entrar na menopausa, precisa manter, ao menos uma vez ao ano, a ida ao ginecologista, para acompanhar o climatério, pois ao perder os hormônios femininos, a mulher começa a adquirir fatores de riscos para doenças circulatórias semelhantes aos homens, e também há um aceleramento na perda da massa óssea.

Última modificação em Quarta, 03 Outubro 2012 12:41

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