Editor

.

Linha Editorial

  • "Mídia Construtiva é também lançar o olhar crítico sobre problemas, apontar falhas, denunciar. Contribuindo para a corrente que tenta transformar o negativo em positivo."

    Leia mais ...
Terça, 04 Junho 2013 19:05

O Brasil na OMC

Escrito por 
Avalie este item
(0 votos)

Por Cesar Vanucci *

 

“A vitória do embaixador Roberto Azevedo na OMC é um marco”.

(Paulo Nogueira Batista Jr, diretor pelo Brasil no FMI)

 

Contrariando os vaticínios pessimistas de boa parte da mídia tupiniquim, o diplomata Roberto Azevedo acaba de ser guindado à direção geral da Organização Mundial do Comércio. Trata-se, com certeza, do posto de maior relevância já ocupado por um brasileiro no âmbito das relações multilaterais. De forma insistente, conhecidos comentaristas políticos e econômicos “puseram-nos a par” de que a possibilidade da escolha de Azevedo era remota.

O Brasil, “como sempre”, não dispunha de cacife suficiente para impor-se na disputa. A simpatia dos representantes dos países que compõem o colegiado da OMC voltava-se claramente para a candidatura do representante do México, patrocinada pelos EUA e União Européia. Para essa “situação de descrédito” concorria o fato de nosso País ser visto, no cenário do comércio internacional, como “excessivamente protecionista”. Era por aí que rolava a cantilena derrotista.

As previsões falharam. Roberto Azevedo, um cidadão que conhece a fundo o trabalho da OMC, respeitado pelas atitudes desassombradas assumidas na contestação dos subsídios americanos e europeus, galgou a posição pleiteada e a diplomacia brasileira marcou gol de placa nas articulações que promove na esfera internacional.

 

*Em curto espaço de tempo, passaram a não mais ser vistos entre nós – como diria Fernando Pessoa - três talentosos integrantes da MPB. Um deles, compositor do time titular. Autor de “Ronda”, apontada como uma espécie de hino da cidade de São Paulo. Autor, também, da antológica “Volta por cima” (“reconhece a queda / e não desanima / levanta / sacode a poeira / e dá a volta por cima”). E, além de tudo isso, nem todos sabem, esse genial artista Paulo Vanzolini foi também aclamado cientista. Dirigiu por três décadas o Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo. Conferiu à instituição, com belo trabalho, respeitabilidade universal.

Marku Ribas foi outro exponencial personagem da música que saiu de cena. Seu poder vocal e presença de palco assegurou-lhe lugar entre os maiores intérpretes brasileiros de todos os tempos. Guardei para sempre de suas atuações a cena inesquecível de um eletrizante número que apresentou, no Teatro do Sesi, há mais de 20 anos, como solista, numa coreografia que teve participação dos astros e estrelas da famosa “Família Alcântara”. Foi um espetáculo digno de ser incluído pelo Itamaraty numa festa de recepção a Chefes de Estado.

Emilio Santiago, revelado nos espetáculos de Sargentelli no tempo do samba do telecoteco balacobaco e das mulatas estonteantes, que enfeitavam as boates da zona sul carioca, é outro cantor que deixará saudade. As lembranças de todos estão eternizadas nos extraordinários momentos de boa arte, genuinamente brasileira, que nos legaram.

 

*A Diocese de Bauru aplicou a pena de excomunhão num sacerdote. Alegou haver ele cometido “gravíssimo delito de heresia e cisma”. O sacerdote alvejado, Roberto Francisco Daniel, conhecido por Padre Beto, veio a público dizer que a severa punição decorreu da atitude de defesa intransigente assumida em favor da diversidade religiosa e sexual. Assinalou no pronunciamento que “o melhor caminho para a quebra de preconceitos é a amizade sincera com o diferente: o gay, o hetero, o negro, o branco, o estrangeiro, o pobre, o rico, o oriental, o ocidental, o católico, o evangélico, o umbandista, o ateu etc.” Nada a criticar no posicionamento do Padre. Agora, se o que consta deste resumido registro retrata corretamente a natureza da divergência entre o sacerdote e seus superiores hierárquicos, não há como deixar de classificar de radical e injusta a decisão eclesiástica de bani-lo das funções, depois de 15 anos de atividade clerical. Como ouvi outro dia um pastor evangélico dizer “é incrível que ele esteja sendo excomungado”, já que “nem pedófilos são excomungados com tamanha facilidade.”

 

* O jornalista Cesar Vanucci (O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. ) ecreve para o Blog Viva Pernambuco semanalmente.

twitter

Apoio..................................................

mercado_etico
ive
logotipo-brahma-kumaris