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Segunda, 25 Novembro 2013 17:47

E se fosse por aqui?

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Por Cesar Vanucci *

 

 “Quem não tem cão, caça com gato.”

(Provérbio popular)

 

Talqualmente o Brasil, os Estados Unidos defrontam-se neste momento com o problema da escassez de médicos. Segundo estimativas oficiais, mais de 50 milhões de americanos residem em regiões com acesso insatisfatório a assistência medica. Assim postas as coisas, as autoridades estadunidenses deliberaram colocar em execução, por meio de atos legislativos, um plano emergencial de atendimento à saúde com características – indispensável frisar - revolucionárias.

Foi expedida autorização a enfermeiros, pós-graduados em saúde, a realizarem procedimentos médicos. Fazerem consultas de rotina, diagnósticos básicos, prescrição de remédios e acompanhamento de doenças crônicas, nas vastas extensões territoriais desprovidas da presença de médicos. A decisão, está visto, responde pragmaticamente a uma demanda importante de cunho social. Aplicou-se ao caso aquele famoso axioma de que quem não tem cão, caça com gato...

Com o olhar fixado nas reações suscitadas nalguns redutos pela implantação do programa “Mais médicos para o Brasil”, andei inquirindo os botões de meu pijama sobre como seria recebida entre nós uma medida do Ministério da Saúde nesses mesmos termos? O que seria dito a respeito em editoriais da grande mídia? E em manifestações dos Conselhos médicos? Nos discursos de porta-vozes políticos da oposição, ou por pessoas que, volta e meia, acusam o governo federal de atos estatizantes e populistas, mas que costumeiramente alardeiam a ideia de que aquilo que é bom para os Estados Unidos é bom também para o Brasil? Hein?

Seja a informação provinda dos Estados Unidos acrescida de outro relevante dado. A inédita medida governamental não provocou reações inflamadas, apesar da constatação de que correntes poderosas da opinião pública no país, pertencentes sobretudo a facções do Partido Republicano, antepõem-se à ideia da universalização dos serviços públicos de saúde, nos moldes vigentes aqui no Brasil.

 

• Não me espantará nem um tiquinho se, de repente, guarnecido de informações confiáveis, algum órgão levante a suspeita de que as denúncias contra a brasileira Embraer, divulgadas em publicações estrangeiras, têm como motivação principal a circunstância de a indústria aeronáutica norte-americana haver ficado de fora nas cogitações de compra de caças para a FAB. Como se recorda, a hipótese do fornecimento dos aparelhos vir a ser feito pela Boeing, na disputa pela conquista da encomenda com fabricantes francês, sueco e russo, passou a ser descartada por Brasília a partir da comprovação da existência do esquema de arapongagem eletrônica, montado por agências norte-americanas contra os interesses políticos e econômicos brasileiros. É bom também registrar, de outra parte, que a empresa brasileira, terceira maior fabricante de aeronaves do mundo, com unidades operacionais, além do Brasil, em outros cinco países, presença marcante nos mercados da aviação regional em todos os continentes, vem sendo alvejada ao longo de uma trajetória vitoriosa não poucas vezes por concorrentes preocupados com sua sempre crescente expansão.

O jornalista Cesar Vanucci (O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. ) escreve para o Blog Viva Pernambuco semanalmente.

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