Editor

.

Linha Editorial

  • "Mídia Construtiva é também lançar o olhar crítico sobre problemas, apontar falhas, denunciar. Contribuindo para a corrente que tenta transformar o negativo em positivo."

    Leia mais ...
Quarta, 19 Maio 2010 20:38

Cerca de 1,5 mil pessoas marcham contra a homofobia em Brasília

Escrito por 
Avalie este item
(0 votos)

homobrasiliaRepresentantes do movimento de lésbicas, gays, bissexuais e transexuais (LGBT) de todo o país se reuniram nesta quarta-feira (19), em Brasília, para a 1ª Marcha Nacional contra a Homofobia. A passeata contou com mais de 1,5 mil participantes.

O objetivo do movimento é reivindicar a garantia de Estado laico (sem interferência religiosa nas decisões públicas), aprovação imediata do Projeto de Lei da Câmara (PLC 122/2006) que torna crime a discriminação por orientação sexual e identidade de gênero, e uma decisão favorável da Justiça sobre a união civil entre casais homoafetivos.

A marcha percorreu a Esplanada dos Ministérios liderada por travestis usando roupas pretas em sinal de luto às 238 mortes de travestis registradas no ano passado. Cruzes foram colocadas no gramado em frente ao Congresso Nacional para simbolizar as vítimas do preconceito. Informações são da Agência Brasil.

Em frente ao Congresso Nacional, os manifestantes vaiaram senadores contrários ao projeto de lei que torna crime a homofobia, em tramitação no Parlamento desde 2006.

O projeto, que está parado no Senado, prevê até cinco anos de prisão para a pessoa que discriminar qualquer cidadão pela sua orientação sexual.

Nome social - O evento também serviu para comemorar a aprovação, na última terça-feira (18), de uma portaria que permite o uso do nome social escolhido por travestis e transexuais em documentos oficiais de órgãos da administração pública federal.

De acordo com as novas determinações, o nome social aparecerá nos crachás de identificação, que trarão no verso o nome civil, e os travestis poderão também ter e-mails com os nomes que adotaram.

A I Marcha Nacional contra a Homofobia contou também com seminários realizados na Universidade de Brasília (UnB) e na Câmara dos Deputados. Segundo a senadora Serys Slhessarenko (PT), o Brasil, onde um homossexual é morto a cada dois dias, é um dos países mais homofóbicos do mundo.

"Além dos riscos a que brasileiros e brasileiras estão sujeitos, há ainda o risco de serem assassinados por serem gays, e só por isso. Se alguém achar que isso não é motivo para combater a homofobia, esse alguém precisa de tratamento", afirmou.

Para a parlamentar, a luta pelo fim da homofobia não significa fazer a apologia do modo de vida gay. "Homofobia é ódio, é não aceitar que o outro possa existir, é não respeitar a vida do outro", salientou.

Última modificação em Quarta, 19 Maio 2010 20:39

twitter

Apoio..................................................

mercado_etico
ive
logotipo-brahma-kumaris