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Linha Editorial

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Não estamos acostumados a levar para casa frutas e verduras que não tenham boa aparência. Por sua vez, quem comercializa estes produtos muitas vezes prefere jogá-los fora, contribundo para o desperdício de alimentos que poderiam ser aproveitados. No texto abaixo, publicado pelo site Ciclo Vivo (www.ciclovivo.com.br), é dado o exemplo de uma rede de supermercados francesa que está dando o que falar. Confira!

 

Do Ciclo Vivo

A rede de supermercados Intermarché, uma das maiores da França, criou uma campanha para incentivar a compra de vegetais que não estão com a aparência perfeita. A ideia era mostrar que os alimentos continuam nutritivos mesmo que estejam fora dos padrões tradicionais.

É comum que em pontos de venda os alimentos naturais passem por uma triagem estética que determina se eles vão ou não para as prateleiras. Nestes casos, uma mancha na pele, um amassado na casca ou anomalias genéticas, descartam totalmente a possibilidade de o vegetal ganhar destaque nas gôndolas.
A rede de supermercados francesa resolveu fazer o caminho inverso, como forma de reduzir o desperdício de alimentos. A proposta da campanha “Frutas e Vegetais Inglórios” era dar a esses itens o status de celebridade dentro das lojas. A estratégia era coloca-los junto aos alimentos em perfeita forma, mas oferecendo a possibilidade de o cliente que escolhesse pelos “rejeitados” tivesse 30% de desconto no preço do vegetal.
Além disso, o próprio supermercado fez sucos e sopas com as frutas e legumes, para mostrar que, independente da aparência, as propriedades nutricionais e o gosto permaneciam intactos. Isso serviu como um incentivo a mais para que os clientes arriscassem inovar na compra.
O resultado foi muito positivo. Em apenas dois dias 1,2 toneladas dos alimentos foram comercializados. As prateleiras ficaram vazias e os alimentos foram responsáveis por 24% das vendas da rede. A campanha ficou tão famosa que logo se espalhou pelas redes sociais e atingiu mais de 13 milhões de pessoas. Muitos veículos da imprensa francesa também noticiaram a ação e cobraram que ela fosse replicada em todos os supermercados como esforço para reduzir o desperdício de alimentos.
Veja o vídeo da campanha:


(Ciclo Vivo)


Notícia publicada pelo site do  Instituto Carbono Brasill, assinado por Jéssica Lipinski, relata que desde o início deste mês de junho, o governo francês está executando um programa piloto para estimular a bicicleta como meio de transporte. E o melhor é que os trabalhadores que estão participando do teste estão recebendo incentivos financeiros para utilizarem a bicicleta para se deslocarem ao local de seus empregos.
O programa, que está em uma fase de seis meses de experimentação, oferece como bonificação um pagamento de 0,25 centavos de euro – o equivalente a 0,77 centavos de Real – para cada quilômetro rodado com a bicicleta no percurso casa-trabalho.
O esquema foi adotado por 20 companhias, que no total empregam aproximadamente 10 mil pessoas, e, além de melhorar a saúde pública, visa reduzir a poluição do ar e o consumo de combustíveis fósseis.
Frederic Cuvillier, ministro dos transportes francês, afirmou que “os custos do transporte público e dos carros já são subsidiados”, e que ele quer que a bicicleta se torne “um modal separado de transporte”. O plano tem como objetivo aumentar em 50% o uso de bicicletas, e caso mostre ter sucesso, será testado em uma escala maior.
Em outros países da Europa, há planos semelhantes em andamento, em que os trabalhadores também são pagos por quilômetro rodado com bicicleta, ou recebem incentivos fiscais ou apoio financeiro para a compra de bicicletas.
Segundo um recente estudo alemão, o uso de bicicleta pode aumentar a expectativa de vida em até 14 meses, e outras pesquisas também apontam para mais benefícios do modal, como o desenvolvimento das habilidades motoras e o abandono do sedentarismo.

Com informações do Forest Blog
Muitas pessoas não dão importância para aquelas moedinhas de 5 centavos que recebem de troco. Mas para a Unicef Austrália elas são muito importantes e podem ajudar a crianças e jovens de comunidades pobres de países da África e da Ásia. É o que mostra campanha criada pela Iris Worlwide, de Sidney, que pretende divulgar no país o programa Change for Good (algo como “Mudar para o bem”), que atua neste sentido há 21 anos, através de doações.
O vídeo lançado para campanha é um primor de animação. Os criadores desenharam um belo filme mostrando moedas transformando a vida dos necessitados. Sutil e emocionante.

Veja o vídeo abaixo:

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Confira abaixo o texto da carta de intenções do blog Da Catalunha para o Mundo, ancorado na página do portal de notícias Vilaweb (http://www.vilaweb.cat/), sediado em Barcelona, assinado por mim. Os que quiserem acessar o blog podem fazer através do endereço: http://blocs.mesvilaweb.cat/TaizaBrito. E também acompanhar as publicações através da Fanpage no facebook: https://www.facebook.com/DaCatalunhaparaoMundo.

 

Da Catalunha para o Mundo: Declaração de Intenções

Por Taíza Brito

2014 será um ano decisivo, não somente para o Brasil, que sediará a Copa do Mundo e vivenciará eleição presidencial, como também para a Catalunha, uma nação dentro da Espanha, com língua própria, que chega a uma encruzilhada histórica. É que lá um grande movimento social vem lutando pela realização de um referendo este ano para decidir o seu futuro político.

O processo reivindicatório de independência da Catalunha chama a atenção pelo seu caráter pacífico e democrático, diferente de outros movimentos separatistas que ganharam os holofotes mundiais pelo uso da violência. E a cada dia, a maré soberanista conquista mais terreno, impulsionada pela mobilização cidadã e política.

Diante deste fenômeno político, que ressurge ciclicamente na história da Catalunha, o governo da Espanha opõe como um muro de contenção a Constituição de 1978, que explicita a impossibilidade de secessão de um território do seu conjunto. Mas, os catalães lembram que o texto constitucional foi lavrado no ocaso da ditadura de Franco, ainda sob a ameaça do estamento militar. E diante do principio da legalidade antepõem o princípio anterior da legitimidade democrática.

Quem está atento aos acontecimentos percebe que os defensores da independência política da Catalunha não estão dispostos a dar passos atrás. Ou seja, seguem firmes no propósito de realizar o referendo marcado para 9 de novembro de 2014, de modo a poder exercer o direito à autodeterminação.

Cada lance neste intrincado xadrez vem ganhando, pouco a pouco, visibilidade internacional, o que é favorável à causa catalã, haja vista o alto grau de desconhecimento que ainda há fora do território europeu sobre o movimento independentista.

Acompanho diariamente o noticiário sobre a Catalunha, principalmente na página do Jornal Eletrônico VilaWeb, sediado em Barcelona e que goza do prestígio de ser uns dos pioneiros do jornalismo digital na Europa. Através do site, fica mais claro como, em poucos anos, a causa deixou de ser monopólio de um reduzido grupo de partidos minoritários e ganhou o coração das ruas.

Hoje, a independência ou, no mínimo, o direito a decidir, tornaram-se ideias transversais na sociedade catalã. Pessoas de todas as bandeiras ideológicas convergem em direção à corrente hegemônica do soberanismo. Chegando à constatação da necessidade de construir um projeto comum: um estado próprio para abrigar a sua nação.

Jornalista com experiência em redações de jornais de grande circulação no Brasil, sinto falta de ver o assunto estampado nas páginas das editorias de Internacional.

Uma das explicações para o tema passar desapercebido é que poucos aqui conhecem a história da formação da Espanha. Apesar da união dinástica entre os reinos peninsulares data da época do descobrimento de América, esta não supôs a perda de soberania dos mesmos. O Império Espanhol funcionava, na prática, como uma monarquia composta, na qual, por certo, Portugal também fez parte até sua independência em 1640. Já a configuração atual do Estado Espanhol tem apenas 300 anos. O que significa dizer que quase ninguém sabe que a Catalunha foi anexada, à força, à Espanha, depois de uma guerra sangrenta, em 1714, perdendo a soberania política que detinha.

Como sei disso? Morei em Barcelona por seis meses, em 2003, onde fiz um mestrado em jornalismo na Universidade Autônoma. E sou casada, há 11 anos, com um barcelonês, cujo desejo de ver a Catalunha independente é tão grande que o transporta diariamente do Brasil à sua terra natal, através do noticiário na internet, como se ali estivesse, envolvido pelo clamor que cresce e reverbera no território catalão.

Não posso ficar alheia à causa. Com tinta correndo nas veias, vejo e sinto que as notícias que tratam sobre o movimento independentista precisam transbordar para fora da Europa. Necessitam ganhar o mundo.

E quero colaborar para isso. Assim, surgiu a ideia de criar o blog Catalunha falando para o Mundo, ancorado na página de Vilaweb, cujos textos serão replicados em outro blog de minha autoria, o Viva Pernambuco (www.vivapernambuco.com).

Cada espaço, por menor que seja, que consigamos abrir através deste blog ou com ajuda de parceiros na mídia brasileira, para divulgar a causa independentista catalã, será de grande valia.

Endavant!!!

Mensagem interessante enviada pelo papa Francisco aos jovens alertando sobre as coisas passageiras da vida. Uma mensagem que merece reflexão.

 

O papa Francisco afirmou que “é muito triste ver a juventude com fartura mas frágil”, e estimulou a juventude a mudar de vida e não transformar em “ídolos” o sucesso, o prazer e as posses de maneira egoísta.

O Vaticano publicou hoje (6) a primeira mensagem do papa argentino para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que a Igreja Católica celebra em 13 de abril, com os conselhos de Francisco aos jovens.

O pontífice pediu aos jovens que não se “abarrotem” de coisas supérfluas. “Ousem nadar contra a corrente. Sejam capazes de buscar a verdadeira felicidade. Digam não à cultura do provisório, da superficialidade e do usar e descartar, que não os considera capazes de assumir responsabilidades e de enfrentar os grandes desafios da vida”, aconselhou o papa.

Além disso, Francisco disse aos jovens que por trás da “verdadeira felicidade” está o “desmascarar e rejeitar tantas ofertas a baixo custo” que lhes oferecem.

“Quando buscamos o sucesso, o prazer, o possuir de maneira egoísta e os transformamos em ídolos, podemos experimentar também momentos de embriaguez, um falso sentimento de satisfação, mas no final nos tornamos escravos, nunca estamos satisfeitos, e sentimos a necessidade de buscar cada vez mais”, acrescentou em sua mensagem.

Por Leda Letra, da Rádio ONU

A Assembleia Geral da ONU aprovou por consenso, na semana passada, a criação da Década Internacional dos Afrodescendentes. As celebrações começam em 1 de janeiro de 2015 e seguem até 31 de dezembro de 2024.

O tema da década será “Pessoas de Descendência Africana: reconhecimento, justiça e desenvolvimento”. Na resolução, a Assembleia Geral destaca que “todos os seres humanos nascem livres, com direitos e dignidades iguais.”

Racismo

O texto aprovado também ressalta que apesar de esforços já feitos, “milhões de pessoas continuam sendo vítimas do racismo, da discriminação racial, da xenofobia e da intolerância”, que podem tomar formas violentas.

A Década Internacional dos Afrodescendentes vai buscar combater o preconceito, com uma série de atividades em vários países. Na Assembleia Geral, a representação do Brasil na ONU ressaltou que o país tem o maior número de afrodescendentes vivendo fora da África, que ainda enfrentam “racismo e intolerância herdada de um passado colonial.”

Em nota, o governo brasileiro manifestou “satisfação” com a aprovação da década e afirmou que participou diretamente do processo de criação da data.

*Colaborou Gustavo Barreto, do Unic Rio

Era uma vez uma jovem brasileira que, há quase uma década, decidiu cruzar os oceanos em busca de sua felicidade. Ela saiu do emprego que tinha em São Paulo e foi viver como uma simples estudante nas vielas de Barcelona. Um ano depois, decidiu ir para Alemanha, onde fez MBA em Sustentabilidade na Universidade de Lüneburg.

Camila, o marido, e os pequenos Maria, 4, e Gael, 2. / Fotos: Arquivo pessoal

Nas terras gélidas dos grandes pensadores, a jovem Camila Furtado casou-se com um alemão, teve dois filhos e, em vez de buscar a felicidade, aprendeu a encontrá-la todos os dias, na simplicidade do seu cotidiano. Agora, mais do que uma jovem em busca de aventuras, ela é a mãe de Maria (4) e Gael (2), à procura de valores melhores para passar para seus pequeninos.

“Vou jogar metade da minha casa fora e viver melhor”. Foi por meio do post com este título, publicado no blog Tudo Sobre a Minha Mãe, que o EcoD descobriu Camila. Achamos a história dela tão bacana que resolvemos criar a série “Minha Vida Sustentável”, com relatos de gente como a gente que decidiu dar um basta no modelo de vida atual e saiu em busca da sustentabilidade – e você, é claro, está mais do que convidado a contar sua história pelo e-mail redacaO endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. .

Mas, antes disso, fique por dentro do bate-papo que tivemos com Camila sobre os desafios de sua nova escolha.

EcoD - Quais são as principais diferenças entre o estilo de vida brasileiro x alemão? E a questão ambiental, é apenas preocupação governamental ou os cidadãos também ligam para a temática?

Camila Furtado - Em relação ao consumo e ao meio ambiente os alemães são em geral bem mais conscientes que os brasileiros. Não tive muita dificuldade de me adaptar a isso, pois quando eu vim para Europa era exatamente esse estilo de vida que eu estava buscando. Uma vida mais simples mesmo. Eu passei um ano sabático em Barcelona antes de morar na Alemanha. Pedi demissão do meu trabalho em São Paulo e fui viver uma vida de estudante lá. Nunca vivi com tão pouco dinheiro como em Barcelona, mas nunca fui tão feliz. A gente cozinhava com amigos, em vez de ir em restaurantes caros, voltava da balada de “night bus” ou de bicicleta em vez de pagar táxis, não me “emperiquitava” tanto para sair. E desde essa experiência em Barcelona que esse estilo de vida meio frugal da classe média europeia me fascinou. Então quando eu vim para Alemanha, eu esperava viver assim.

Mas apesar disso, eu tive alguns momentos meio chocantes, principalmente na vida familiar. Lembro que quando eu esperava minha primeira filha meu marido ganhou uma mala de roupas usadas da filha de um amigo. Na época achei um absurdo, eu queria um enxoval completo novíssimo, mas depois vi que era uma besteira, as crianças perdem roupa super-rápido, por que não usar umas coisinhas usadas e em bom estado de amigos? Hoje em dia, aceito as roupinhas usadas, e também passo as das minhas crianças para amigas com filhos menores.

Um amigo meu alemão acabou de ter um filho agora, nos encontramos para um café, e perguntei se ele queria algumas coisas dos meus filhos. Ele disse que não obrigada, porque como foi um dos últimos a ter filho, ganhou tanta coisa dos amigos, tipo coisas usadas, que não tinha comprado praticamente nada. Ah, e detalhe, ele é um executivo top. Ou seja, isso não tem nada a ver com pobreza.

Os alemães acham um absurdo o desperdício. Mesmo que eles tenham o dinheiro, porque pagar 60 euros num casaco de inverno, que seu filho vai usar uma temporada, só?

Quando eu vou para o Brasil eu fico chocada. Como as pessoas precisam ter coisas e mostrar as coisas que têm para todo o mundo. É como se você tivesse que sempre dar alguns sinais de quem você é, de acordo com o que você tem. Aqui na Alemanha, “todo mundo” pode ter um Iphone de última geração, por exemplo, então, não é isso que vai te diferenciar dos outros. É o que você tem dentro, o estilo de vida que você leva. Sinceramente, isso é libertador!

EcoD - Quando e como tomou a decisão de viver uma vida com menos coisas?

CF - Não foi uma coisa que aconteceu do dia para noite. Primeiro, veio como eu te falei acima, esse desejo de viver uma vida mais pé no chão, mais simples, do que a que eu vivia em São Paulo. Mais tempo para mim, menos escravidão com o trabalho, e tal…

Depois você começa a perceber que ter coisas não necessariamente te faz feliz. Aqui na Alemanha, as coisas são muito mais baratas que no Brasil. Uma família como a nossa, que é de uma classe média um pouco acima do padrão, pode ter praticamente tudo. Carro, aparelhos eletrônicos, mil brinquedos, mil roupas. No começo, quando eu mudei para cá, eu fui meio tomada por essa possibilidade de consumo tão fácil. Mas depois você vê que a sua casa está cheia de tranqueiras e isso não faz nenhuma diferença na sua felicidade. Claro que eu gosto muito de ter algumas coisas, e pago caro por elas se for o caso. Mas eu não preciso mais ter na quantidade que eu tinha antes.

Aqui em casa, nós temos dois carros. Meu marido trabalha em outra cidade, e a conexão com trens não é boa. E ele tem os horários meio loucos. Eu precisava de carro porque não vivemos no centro, e as crianças estudavam lá. Enfim, com pesar no coração, compramos um segundo carro. Eu morro de vergonha. Quando conto para os meus amigos, que nossa família tem dois carros, todo mundo acha superestranho. Como se nós fôssemos sem noção mesmo. Eu sempre me vejo me justificando… Ou melhor, prefiro que ninguém perceba, sabe? Dá até vergonha. E claro que num contexto assim é mais fácil mudar.

Mas voltando a decisão, acho que para mim a gota final foi quando eu virei mãe mesmo. Como eu falei no post, é superdifícil manter uma casa arrumada se você tem muita coisa. Então, 2013 está sendo para mim o ano da desintoxicação. Tô vendendo, dando, jogando fora. Se alguém vem me oferecer um brinde gratuito na rua, saio correndo!

EcoD - Quais são as principais dificuldades de se reduzir o consumo?

CF - Reduzir consumo é um exercício diário. Como mãe, você compra para a família inteira, toda hora envolve pequenas decisões. No geral estou tentando aplicar a regra de ter poucas coisas, mas coisas boas, duráveis. E também não estou mais deixando me enganarem…. Vejo aquelas coisas no supermercado ou na loja dizendo “me compre! me compre! vou mudar sua vida”, e penso “não…” e saio feliz dando de costas!

E depois é como eu escrevi no post: “Este projeto é difícil para caramba. Primeiro, vamos combinar, é muuuuuuuito chato, dá trabalho, e você tem que decidir o que fazer com as coisas. Aqui na Alemanha até doar para quem precisa dá trabalho. Jogar fora também. O lixo tem mil restrições e se você for feliz e contente jogar a cafeteira sobressalente na lixeira do prédio, pode voltar com uma bela multa…. Além disso, esse negócio de possuir coisas está muito enraizado na gente. Dá medo de se arrepender, de alguma vez na vida precisar de novo daquele conjunto de chá que foi usado numa única ocasião nos últimos 5 anos. Mas estou decidida a começar uma nova era aqui em casa. A ordem agora é liberar a energia, doar e pasmem, até fazer uma grana…”

EcoD - E a família, tem apoiado a decisão? Quais são os principais resultados até agora?

CF - Meu marido é meio apegado… O sótão é só tralha dele, praticamente. Mas aos poucos ele está vendo que é mais fácil largar. Minha meta agora é conseguir jogar fora uns brinquedos DELE, que a mãe dele trouxe para cá quando as crianças nasceram. Ele morre de dó… E a mãe então nem se fala (risos!)

Eu ainda estou no processo de desintoxicação da casa, mas posso te dizer que já sinto as coisas bem mais fáceis. TUDO. Mais fácil de arrumar, de achar o que você tá procurando, e também de se concentrar nas coisas que você quer se concentrar, sabe? Um exemplo: toalhas e roupas de cama, tenho um armário só para isso. E esse armário estava lotado, fiz uma reflexão e pensei que nem que eu estivesse hospedando um batalhão eu ia precisar de tanta toalha e roupa de cama. Doei metade. Cada vez que eu abro aquele armário, e enxergo as toalhas que eu tenho, e pego uma sem cair outras mil, sinto um alívio…

EcoD - Além da redução do consumo, você adota outras práticas mais sustentáveis?

CF - Nós fazemos o que todo mundo faz praticamente. Reciclamos o lixo, não desperdiçamos água, tentamos reutilizar as coisas, preferimos comprar produtos locais, andamos a pé e de bicicleta sempre que possível.

EcoD - Quais são os valores que você que passar para os seus filhos? Qual é o mundo que você quer que eles vivam?

CF - Eu quero que meus filhos cresçam conscientes de que a felicidade não está em ter coisas, nem em atingir um determinado status social. Claro que eu quero que eles gozem de segurança financeira, que tenham, como eu sempre tive, suas necessidades bem atendidas. Mas eu gostaria que eles fossem mais evoluídos espiritualmente do que a minha geração foi e ainda é. Que eles vejam que a felicidade está em ter amigos, ter família, se sentir em paz consigo mesmo, cultivar a bondade, ter chance de perseguir seus sonhos. Ou seja, que eles foquem mais no interior do que no exterior.

Quarta, 13 Novembro 2013 19:35

Mona Lisa fica careca em campanha contra o câncer

Escrito por

Da Adnews

Uma das figuras mais recorrentes na publicidade, obra de arte mais cara e famosa do mundo, a Mona Lisa de Da Vinci, foi modificada para uma campanha contra o câncer promovida pela Associação Italiana para o Estudo e a Cura do Câncer (ANT).

“La Gioconda”, como é chamada por lá, ficou careca e irá estampar os materiais de conscientização da entidade sobre a doença. A agência responsável pela peça é a Diaframma.

 

Do CicloVivo

Quem tiver a oportunidade de visitar São Paulo até 15 de dezembro pode incluir no seu roteito uma visita à exposição itinerante “A Terra vista do céu” do renomado fotógrafo e ativista ambiental francês Yann Arthus-Bertrand. A mostra ocupa a área livre do MASP e as grades do Parque do Trianon com 130 imagens impressas, com visitação gratuita.

A ideia de Yann Arthus-Bertrand de registrar a beleza do planeta Terra e a fragilidade da natureza por um novo ângulo, surgiu no Brasil durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, a “Eco 92″. Foi a partir desse evento que Yann decidiu iniciar o projeto “A Terra Vista do céu”, com fotos tiradas do alto de helicópteros e balões. As fotografias foram reunidas em um livro de sucesso internacional com mais de 3 milhões de exemplares vendidos em todo mundo.
As 130 fotografias revelam um planeta incrivelmente belo e, ao mesmo tempo, frágil diante da degradação causada pelas ações do homem.

“Em 20 anos, os sinais alarmantes se multiplicam. A partir de agora, cada um deve assumir as consequências disso. Com minhas fotografias (…) tento sensibilizar o maior número de pessoas sobre a importância do desenvolvimento sustentável. Espero que você, ao observar essas fotos, as mais fortes que tirei em 20 anos, deixe-se transformar pela beleza do mundo como eu fui transformado, e que também tenha o desejo de contribuir para a preservação do planeta. Todo mundo pode fazer alguma coisa. Cabe a você descobrir o quê.” diz o fotógrafo no site da exposição.

 

Da EcoD

Recentemente, o EcoD noticiou o pedido da paquistanesa Malala Yousafzai, que solicitou aos governos mais atenção à educação de qualidade. E parece que uma escola do estado americano de Massachusetts compartilha da mesma ideia que Malala. É que, para controlar o crescente aumento da violência dentro das salas de aula, em vez de contratar seguranças, os diretores optaram por professor de artes.

Tudo começou quando a escola Orchard Gardens foi considerada uma das cinco piores do estado americano. Os diretores chegaram ao ponto de proibir que os alunos levassem mochilas por medo deles trazerem armas escondidas.

Em 2010, a instituição entrou para o programa Turnaround Schools, uma iniciativa do Governo Federal para recuperar instituições em dificuldade. Para assumir a nova etapa, um novo diretor foi contratado, o também professor Andrew Bott e uma das suas primeiras ações foi muito corajosa: ele demitiu grande parte dos funcionários de segurança e, com o dinheiro, reinvestiu na contratação de professores da área artística.

As paredes dos corredores viraram muros de exposição, os entulhos que se acumularam durante anos no estúdio deram espaço às aulas de dança e a orquestra voltou a tocar. De acordo com Bott, o contato com as artes deixou os alunos mais motivados e com maior espírito empreendedor. Grande mudança para uma escola que antes era conhecida como a “matadora de carreiras” dentro da rede estadual de Massachusetts, informou a Hypeness.

O resultado? Em um período de, aproximadamente, dois anos, a escola saiu doz ranking das piores instituições de ensino público do estado para se colocar entre as melhores. A violência diminuiu drasticamente e o sucesso da nova gestão trouxe o reconhecimento para a Orchard Gardens. Um grupo de crianças até se apresentou para o presidente Obama, na Casa Branca.

Assista ao vídeo sobre a iniciativa:

Desde 19 de agosto, data em que é comemorado o Dia Mundial da Ação Humanitária, está nas redes sociais a campanha promovida pela ONU “O Mundo precisa de mais…”, que possui a intenção de transformar as palavras das pessoas em realidade e estimular a maior participação de pessoas no projeto, principalmente aqueles conhecidos como “ativistas de sofá”. A partir da criação do primeiro mercado de palavras do mundo se torna possível que marcas, organizações e indivíduos patrocinem um vocábulo e juntem os fundos necessários para ajudar operações humanitárias no mundo.

A atitude é bem simples: basta dizer o que o mundo está precisando de mais importante e transformar sua voz em ação. Para isso o site oficial da campanha oferece um grupo de várias palavras, cada uma patrocinada por uma empresa diferente. Cada vez que uma pessoa compartilha uma palavra via Twitter ou Facebook usando a estrutura #theworldneedsmore #[palavra] ela desbloqueia um dólar do patrocínio e também receberá uma mensagem dizendo que a empresa patrocinou a palavra.

Os fundos arrecadados por meio do projeto irão para pessoas afetadas por desastres naturais em lugares como Iêmem, Haiti e Afeganistão, países com grandes necessidades humanitárias que saíram do radar internacional. Além do compartilhamento de termos amparados por empresas existe a opção de doação de qualquer quantia, que pode ser feita através do site Pay-Pal.

Também participam da campanha artistas como a cantora Beyoncé e um dos nomes mais importantes da cena eletrônica atual, o Dj David Guetta, que lançou recentemente para apoiar a ideia um vídeo (que pode ser visto aqui). Para assisitir ao clipe as pessoas são convidadas a selecionar uma palavra patrocinada. Entre as empresas envolvidas até agora estão Barclays Bank (#Inclusão), Western Union (#Educação), Gucci (#Força), Crescent Enterprises (#Empreendedores), KT ( #Sonhos), Intel (#Empoderamento) e a GlaxoSmithKline (#saúde), assim como a Fundação Sergio Vieira de Mello (#Diálogo). A palavra de David Guetta é #Amor e ainda tem que ser patrocinada.

“Nós sabemos que as necessidades humanitárias estão crescendo e que, se vamos atender a essas necessidades crescentes, devemos fazer as coisas de uma maneira diferente”, disse a chefe da ONU para Assuntos Humanitários, Valerie Amos.

Depois do sucesso do documentário norte-americano A História das Coisas, lançado em 2008 e visualizado mais de 15 milhões de vezes, o The Story Of Stuff Project (Projeto A História das Coisas) apresentou no dia 1º de outubro A História das Soluções. O novo filme, ainda sem legendas para o português, aborda o que será preciso para construir um mundo mais sustentável, saudável e economicamente justo.

O curta aborda o conjunto de ações comunitárias que se interconectam globalmente em sua luta por um mundo equilibrado ambientalmente, humanitariamente, coletivamente e economicamente, que altera a regra do jogo para “Melhor”. Ao fim, The Story of Solutions ainda encontra a boa prática fraternal de nos convidar à luta unidos: poder do povo, pelo povo, para o povo – a base da democracia.

A História das Soluções também expõe a forma sistemática que atuamos em busca de um ideal insustentável, carente de questionamento e reflexão, o que tem causado destruição dos ecossistemas, da saúde global e do convívio e pensamento comunitários. Um dos temas abordados diz respeito às sacolas plásticas descartáveis: o curta sugere a união dos cidadãos e do setor privado para buscar alternativas reutilizáveis e menos nocivas ao meio ambiente.

Saiba mais

O Projeto A História das Coisas começou em 2008, um ano depois do lançamento do primeiro vídeo de Annie Leonard em parceria com o Free Range Studios sobre a estrutura de fabricação e despejo das coisas que consumimos. Financiado por doações de fundações públicas e privadas, da venda de material próprio e palestras e de contribuições individuais, suas ações envolvem a capacitação de professores, comunidades e empresas sobre “nosso relacionamento com as coisas” e como podemos realizar ações mais conscientes com relação à exploração da natureza e do próprio convívio humano.

Ao todo o projeto já lançou nove vídeos, dentre eles A História da Água Engarrafada, A História dos Eletrônicos, A História dos Cosméticos, A História do Cap and Trade, entre outros, que podem ser encontrados e baixados por meio do site da iniciativa, que também disponibiliza uma série de podcasts, em inglês, sobre variados temas.

Do CicloVivo

Uma parceria entre pesquisadores da Pontifícia Universidade Católica de Santiago e do MIT, nos EUA, deu origem a um novo sistema de geração de água potável, que reaproveita, com eficiência, a neblina. Inspirada na natureza, a nova tecnologia é capaz de armazenar o nevoeiro quase em sua totalidade, com o objetivo de garantir o acesso ao recurso natural nas localidades mais secas do Chile, onde a água é considerada como um bem muito valioso.

O sistema de convertimento baseia-se numa malha vertical muito fina, com o mesmo formato das redes utilizadas nas quadras de tênis. A estrutura captura a umidade da neblina, e, graças, a uma potente camada de proteção, transforma o acúmulo do fenômeno natural em água potável. Segundo informou o site internacional Wired, a técnica foi inspirada no mecanismo que algumas plantas e animais utilizam para obter o líquido nas regiões áridas.

Os pesquisadores estão otimistas em relação ao novo sistema de geração de água potável, mesmo que o processo dependa de uma variação natural para ser concluído. A invenção foi publicada em artigo na Langmuir, importante veículo acadêmico dos EUA. “A natureza já fez o trabalho mais difícil – evaporar a água, tirar o sal e condensar as gotas. Nós só precisamos colher o recurso”, explicou à publicação científica Gareth McKinley, engenheiro mecânico que participou do estudo.

A criação dos chilenos em parceria com os norte-americanos tem desempenho impressionante e vem aprimorar uma técnica que já é desenvolvida em 17 países, mas, em nenhuma das experiências anteriores, a eficiência pode ser comparada à atual. Isso porque, cinco vezes mais eficiente, a nova malha que faz a captura da neblina possui furinhos bem menores, que não permitem a evasão da água acumulada.

Por Fabio F. Storino*

Quando o imundo gato alaranjado apareceu no pátio daquela prisão em Michigan, nos EUA, Troy Chapman agachou-se para acariciá-lo. Era o primeiro animal de estimação que ele pôde acariciar nos mais de 20 anos de cumprimento de sua sentença por homicídio, de um total de 60 a 90 anos. Naquele dia, Troy passou pelo menos 20 minutos com o bichano e, nos dias seguintes, viu muitos outros prisioneiros fazendo o mesmo, formando fila durante os horários de banho de sol.

Ser bondoso e carinhoso, em uma prisão, é sinal de fraqueza, de vulnerabilidade. É baixar a guarda em uma instituição onde, muito mais do que na de escoteiros, é preciso estar sempre alerta, mostrar o quanto se é “durão”. Não é de se espantar, portanto, que muitos saiam dessas instituições ainda piores do que entraram. Mas, para Troy, aquele gato mostrou o quanto de humanidade ainda havia em muitos deles, o quanto estavam dispostos a cuidar de alguém, o quanto precisavam de alguém que precisasse deles (veja seu relato aqui).

Após apontar os mecanismos psicológicos que nos levam a mentir e a trapacear (“Pequenos delitos”, ed. 68), a cometer delitos (“Ações exemplares”, ed. 73) e até mesmo a torturar (“Eichmann na Paulista”, ed. 76), achei por bem apontar também caminhos para aflorar nos seres humanos sua própria humanidade.

O caso daquela prisão de Michigan não é único, tendo virado política pública em alguns presídios. Em Ohio, também nos EUA, um programa cede a prisioneiros (selecionados com base em seu comportamento na prisão e ausência de histórico de maus-tratos) filhotes de cachorro, que ficam com eles 24 horas por dia, inclusive dormindo em sua cela, até completarem 1 ano de idade, quando vão para uma família adotiva. Eles têm a responsabilidade de cuidar dos filhotes e de treiná-los. A má conduta do prisioneiro retira-lhe a guarda do animal.

Os resultados são animadores: 97% dos prisioneiros do programa demonstram ao final maior capacidade de empatia e menos casos de depressão, 87% melhoram suas habilidades comunicativas, e há uma melhora generalizada na conduta dos participantes dentro do presídio. E 95% deles, ao final, conseguem uma certificação de cuidador de animais. Se voltam a delinquir depois que saem da prisão, ainda é uma questão em aberto, embora isso também dependa de muitos outros fatores — por exemplo, a relutância dos setores formais em contratar pessoas com antecedentes criminais.

Pode a compaixão ser “ensinada” a adultos? Alguns pesquisadores acreditam que sim. Em artigo recente da Psychological Science, descrevem um experimento no qual voluntários foram submetidos à prática budista de meditação compassiva, medindo a diferença entre antes e depois da intervenção, por meio de ressonância magnética funcional (fMRI). O grupo de tratamento demonstrou maior empatia com o sofrimento de estranhos e maior altruísmo que o grupo de controle, e as maiores diferenças estavam associadas a mudanças nas atividades de algumas regiões do cérebro, em especial aquelas envolvidas com a empatia, com a cognição social e com a regulação das emoções.

Seja para criarmos políticas de ressocialização de fato, seja para resolvermos os grandes desafios mundiais, essencialmente dilemas coletivos, precisamos colocar em prática o que sabemos ser capaz de influenciar positivamente o comportamento pró-social.

*Fabio F. Storino é doutor em Administração Pública e Governo

Terça, 20 Agosto 2013 14:07

"O mundo precisa de mais"

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Da EcoD

Chegou a hora dos ativistas de sofá! No último dia 19 de agosto foi celebrado o Dia Mundial da Ação Humanitária, e para ajudar as pessoas que passam necessidade em todo o mundo, a Organização das Nações Unidas (ONU) lançou a campanha O mundo precisa de mais… nas redes sociais.

O objetivo? Transformar as palavras das pessoas em realidade. Em 2012, a comunidade humanitária atingiu mais de um bilhão de pessoas no mundo por meio da campanha Eu estive aqui. Um ano depois, a meta da organização é “aproveitar esta incrível expressão de boa vontade em nível global e fazer algo que nunca foi feito antes”.

“Nós sabemos que as necessidades humanitárias estão crescendo e, se formos atender a essas necessidades crescentes, temos de fazer as coisas de forma diferente”, declarou a chefe humanitária da ONU, Valerie Amos.

Os fundos arrecadados por meio da campanha irão para esforços de ajuda em lugares como Iêmen, Haiti e Afeganistão – países com grandes necessidades humanitárias que saíram do radar internacional, segundo a ONU.

Como posso ajudar?

Para ajudar, antes de qualquer coisa é importante conhecer o site da campanha. Lá é possível ficar por dentro do assunto por meio de vídeos com pessoas envolvidas no caso, com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon e a cantora Beyoncé, e encontrar perguntas e respostas, a exemplo de “Como transformaremos as palavras nas redes sociais em favor das populações vulneráveis?” e “Para onde será destinado o dinheiro?”

O segundo passo é saber quais as palavras as empresas parceiras da campanha escolheram para patrocinar a ação. Cada vez que uma pessoa compartilha uma palavra patrocinada via Twitter, usando a estrutura #theworldneedsmore #[palavra], ela desbloqueia um dólar do patrocínio e também receberá uma mensagem dizendo que a empresa patrocinou a palavra.

O lançamento oficial da iniciativa ocorreu em Nova York, Rio de Janeiro, Dubai e Nairóbi.

Do CicloVivo

Conhecido internacionalmente por expressar sua criatividade em materiais que geralmente seriam jogados no lixo, o artista australiano Ben Frost aproveita cartões, caixas e outras embalagens para compor suas obras, que costumam ter forte teor crítico. Em uma de suas coleções, o artista reaproveitou embalagens de batatas fritas do McDonald’s para chamar atenção da sociedade para o consumismo e a má alimentação.

Baseado na contracultura, Frost utiliza técnicas como o grafite e a colagem em diferentes resíduos – e, geralmente, as obras retratam ícones da cultura pop, personagens de desenhos animados, do cinema ou das histórias em quadrinhos. Além disso, o artista também faz pinturas realistas.

Mesmo utilizando materiais simples como suporte para seu trabalho, Frost não comercializa suas obras a preços acessíveis: disponíveis no site do artista, as intervenções em embalagens de batatas fritas mais baratas saem por 180 dólares. Em sua página na web, batizada de “Ben Frost is Dead” (traduzido para Ben Frost está morto), o artista define suas obras como “pinturas pobres para pessoas ricas”.

Os resíduos dão origem a vários trabalhos artísticos, que chamam a atenção do público para a destinação correta do lixo produzido. No Brasil, o carioca Alfredo Borret produz quadros usando tampinhas de garrafas de vidro. Em Houston, nos Estados Unidos, o fotógrafo Jeremy Underwood produziu esculturas com o lixo encontrado nas praias – e as obras de arte ganharam uma exposição fotográfica.

Com informações de Gabriel Mallet Meissner, da Revista Entremundos

Todo mundo sabe que a reciclagem é importante. Muitas cidades possuem postos de coleta em praças e vias públicas. Mas quem vai até lá fazer o descarte consciente do seu lixo? É importante que o cidadão se sinta motivado a isso. E a melhor motivação é o seu bolso!

Em Pequim, encontraram uma solução para aumentar a reciclagem de garrafas PET e, ao mesmo tempo, estimular o uso do transporte público, diminuindo o trânsito e a poluição atmosférica. Todos problemas muito acentuados na China (como no Brasil). É simples assim: descarte suas garrafas PET nas estações de metrô e ganhe passagens para usá-lo. Uma ideia interessante que poderia ser copiada por aqui!!

Ainda em fase de testes, o sistema permite que com cerca de 15 garrafas (dependendo do tipo e tamanho) o usuário se locomova por todas as oito linhas e 105 estações. No momento há postos de troca em duas estações, mas a meta é que todas as paradas de metrô e ônibus da capital chinesa os tenha. Após a coleta, o material reciclável é encaminhado a uma central de processamento, que lhe dá destinação adequada para que adquire outros usos.

Esta é uma das medidas que o governo chinês está tomando para passar a reciclar 70% dos seus resíduos sólidos até 2015. A China, aliás, é um país interessante. Sendo o maior poluidor do mundo, o país está rumando para se tornar um exemplo de desenvolvimento sustentável, conforme já expliquei aqui.

* Com informações do Ciclo Vivo, Catraca Livre e Hypeness

Com informações da ONU Brasil

As Nações Unidas comemoram em 18 de julho passado o Dia Internacional Nelson Mandela, que celebrou 95º aniversário do líder sul-Africano e honra sua dedicação ao serviço público, à justiça social e à reconciliação que inspira milhões de pessoas no mundo.

“A comemoração do Dia Internacional Nelson Mandela deste ano aconteceu em um momento de profunda reflexão sobre a vida e obra de Madiba, uma vez que o líder universalmente reverenciado permanece no hospital”, lembrou o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.

Ban acrescentou que, neste momento difícil, seus pensamentos e orações estão com Mandela, sua família e todo o povo da África do Sul. “Estamos unidos na admiração por um gigante do nosso tempo.”

Neste ano, a ONU se junta à iniciativa “Agir, inspirar a mudança“, proposta pela Fundação Nelson Mandela. Nela, todos são convidados a prestar 67 minutos de serviço voluntário à comunidade. Cada um dos 67 minutos propostos representa um dos anos em que Mandela se dedicou ao serviço público, como advogado de direitos humanos, prisioneiro de consciência, pacificador internacional e primeiro presidente democraticamente eleito pós-apartheid na África do Sul.

Os funcionários da ONU em Nova York, Estados Unidos, vão oferecer seu tempo para ajudar a reconstruir casas destruídas pelo furacão Sandy no outono passado. “O coração do Dia Internacional Nelson Mandela são as boas obras para as pessoas e para o planeta. Seu tema destina-se a mobilizar a família humana para fazer mais para construir um mundo pacífico, sustentável e equitativo”, afirmou o secretário-geral. “Esta é a melhor homenagem que podemos prestar a um homem extraordinário que encarna os mais altos valores da humanidade.”

Quinta, 11 Julho 2013 18:44

Conexões para fazer o bem

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Imagine um aplicativo que pode identificar a imagem de um ultra-som digitalizado de uma mãe grávida e enviá-la aos telefones de um médico? Isso facilitaria o acesso à saúde em países onde o sistema público é defasado, por exemplo. Essa foi a ideia de um jovem norte-americano ao criar o aplicativo mHealthpara smartphone, no qual qualquer profissional de saúde do mundo pode estimular a medicina preventiva na Nigéria.

Se esta história te inspirou e faz pensar no que você poderia fazer por sua comunidade, se este tipo de informação faz parte do que você procura, talvez você se interesse pelo+SocialGood. Trata-se de uma comunidade de pessoas inovadoras, ativistas, comunicadores, empreendedores e transformadores sociais que compartilham aprendizados, experiências, informações e opiniões relacionadas ao universo da plataforma (social good).

O pilar central do +SocialGood é o uso das novas mídias e da tecnologia para encontrar soluções para os grandes desafios globais de maneira inovadora e criativa. Lançada em Kuala Lumpur, na Malásia, durante a conferência Women Delivery 2013, sobre saúde e direitos das mulheres, a ferramenta possibilita aos membros ter acesso a conteúdos como saúde, educação, transparência, meio ambiente, direitos humanos, entre outros.

Desse modo, a plataforma permite que as pessoas colaborem entre si, dividam descobertas de melhores práticas, influenciem nas agendas locais e globais de eventos e encontrem novas formas de tiras suas ideias do papel.

Histórico

A plataforma foi inspirada na Social Good Summit, uma conferência global realizada anualmente durante a semana da Assembleia Geral da ONU e que visa abrir para todos as discussões referentes aos temas debatidos no evento das Nações Unidas. Em 2013 a reunião está prevista para os dias 22 a 24 de setembro, em Nova York, e busca imaginar como o mundo será em 2030.

Em 2012, o Social Good Summit agrupou pessoas de aproximadamente 300 cidades, em 150 países, para discutir sobre como fazer progressos em desafios locais e globais. O Social Good Summit Austin, por exemplo, desenvolveu um plano de combate à poluição por meio da iniciativa Work-From-Home, que pretende reduzir as emissões de gases estufa com o suporte da própria cidade de Austin.

O +SocialGood foi desenvolvido e lançado por um grupo de parceiros do Social Good Summit: Mashable, 92ndStreetY, Fundação das Nações Unidas, Pnud e Fundação Bill & Melinda Gates. Além de parceiros como a agência de relações públicas Profile, a LiveAD e a Fundação Case.

Desde a última segunda-feira (1º) até amanhã (4 de julho), representantes governamentais e da sociedade civil se reúnem em Genebra, Suíça, para debater “Ciência, Tecnologia e Inovação, e o potencial da cultura na promoção do desenvolvimento sustentável”.

Durante os quatro dias da Reunião de Alto Nível do Conselho Econômico e Social (Ecosoc/ONU), a Legião da Boa Vontade (LBV) — organização da sociedade civil com status consultivo geral neste Conselho desde 1999 — apresentará suas recomendações de boas práticas sociais e educacionais na América Latina, Estados Unidos e Europa sobre o assunto, além da análise de especialistas na revista especial BOA VONTADE Desenvolvimento Sustentável. Leia as recomendações na página da ONU com o código E/2013/NGO/61 ou acesse o link http://goo.gl/agynU.

Chefes de Estado, personalidades internacionais e representantes da sociedade civil organizada serão apresentados ao trabalho socioeducacional desenvolvido pela LBV em sete países, possibilitando, assim, a troca de experiências na promoção da ciência, da tecnologia, da inovação e da cultura na construção de uma sociedade mais justa e fraterna.

Destaque para a mensagem do diretor-presidente da LBV, jornalista, escritor e radialista José de Paiva Netto que, em seu artigo “Ciência, Tecnologia, Inovação, Cultura e o papel da Solidariedade Ecumênica”, mostra a importância do sentimento fraterno sem fronteiras no cumprimento dos oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODMs).

Vale ressaltar a ativa participação da Legião da Boa Vontade nos encontros e debates promovidos pela ONU desde 1994, quando a Instituição se associou ao Departamento de Informação Pública das Nações Unidas. Para outras informações acesse o site www.lbv.org.br.

 As Nações Unidas fizeram um alerta no Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado no último dia 5 de junho: todos os anos, 1,3 bilhão de toneladas de alimentos são desperdiçados.

Segundo o Programa da ONU para o Meio Ambiente, Pnuma, um terço da comida produzida no mundo vai parar nas lixeiras dos consumidores, vendedores, agricultores e transportadores.

Custos

Esse desperdício vale US$ 1 trilhão e seria suficiente para alimentar 870 milhões de pessoas que passam fome. Em mensagem, o Secretário-Geral Ban Ki-moon destacou a importância de se buscar soluções para a enorme perda de alimentos.

Para Ban, o desperdício chega a ser “uma ofensa para os que têm fome e representa um custo enorme para o meio ambiente, em termos de energia, terra e água”.

O Pnuma ressalta que os alimentos descartados desperdiçam energia e combustível usado para o seu transporte. Além disso, a decomposição de comida elimina uma grande quantidade do gás metano.

Campanha

A ONU lançou uma campanha para aumentar a conscientização sobre o problema. Do Rio de Janeiro, a coordenadora do Pnuma no Brasil, Denise Hamú, falou sobre o tema da iniciativa.

“Pensar, Comer e Conservar, que está sendo discutida no mundo todo, em que realmente a gente vê a questão de jogar alimentos que estão próprios para consumo no lixo. E as outras partes desse mesmo problema, como a produção em termos de desmatamento, onde tem que ampliar áreas para a produção de alimentos e consumo, compra, usar coisas de descarte.”

Denise Hamú participou do lançamento da Semana do Meio Ambiente, no Jardim Botânico do Rio de Janeiro. No evento, o cientista Luiz Pinguelli Rosa, afirmou ser possível erradicar a pobreza e preservar o meio ambiente, desde que haja uma mudança na atitude dos consumidores.

Comportamento

“É possível sim, mudando o elevadíssimo padrão de consumo das camadas mais ricas de todas as sociedades, incluindo as sociedades dos países em desenvolvimento, como o Brasil. É inevitável aumentar a produção de alimentos para atender a demanda do mundo.”

Para isso, Pinguelli Rosa indica a promoção de um modelo de agricultura de baixo carbono, que permitiria reduzir a expansão da área agrícola, não só para a produção de alimentos, como também para produtos de exportação.

Neste ano, a Mongólia foi o país escolhido como sede das comemorações do Dia Mundial do Meio Ambiente.

*Com reportagem de Gustavo Barreto, do Unic Rio.

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