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Linha Editorial

  • "Mídia Construtiva é também lançar o olhar crítico sobre problemas, apontar falhas, denunciar. Contribuindo para a corrente que tenta transformar o negativo em positivo."

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1240JC0012Com o objetivo de reduzir o consumo de sal no país, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) lançou um guia com orientações para as padarias e outras empresas de alimentação fabricarem o tradicional pãozinho com menor teor de sal.

Dados da Pesquisa de Orçamento Familiar do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2009,  mostram que o brasileiro consome pelo menos um pão francês por dia, principalmente no café da manhã ou no lanche da tarde. Uma unidade do pãozinho, tamanho habitual de 50 gramas, tem cerca de 320 miligramas (mg) de sódio (correspondente a 40% da composição do sal). A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda consumo diário de 2 mil mg, equivalente a uma colher de chá de sal.

No guia, uma das dicas é diminuir a adição de sal à farinha de trigo, um dos ingredientes da massa. Em dezembro passado, o Ministério da Saúde e as indústrias de massa, trigo e panificação firmaram acordo que prevê a diminuição dos atuais 2% de sal no pão francês para 1,8% até 2014. Batatas fritas, bolos prontos, salgadinhos de milho e biscoitos recheados também estão na lista do acordo. 

“Isso significa que em 2011 uma receita que utiliza 50 quilos de farinha de trigo e que, tradicionalmente, é adicionada de 1000 gramas de sal (2% da base de farinha de trigo) terá a quantidade desse produto diminuída para 950 gramas (1,9% da base de farinha de trigo) até o fim de 2012 e para 900 gramas (1,8% da base de farinha de trigo) até o fim de 2014”, diz o guia de boas práticas.

Outra recomendação é pesar a quantidade de ingredientes da receita em uma balança. Não é aconselhável usar xícaras, copos e colheres como medidores, porque não garantem precisão. “Se realizada de forma incorreta [pesagem], pode comprometer a qualidade do produto final e, até mesmo, acarretar danos à saúde do consumidor. Por exemplo, se a adição de sal for maior do que a recomendada, o produto final terá maior quantidade de sódio e, consequentemente, poderá influenciar na pressão arterial e aumentar o risco de doenças cardiovasculares”.

A adoção do guia é voluntária. O brasileiro consome em média 3.200 mg de sódio por dia, acima do indicado pela OMS. De acordo com pesquisa do IBGE, mais de 81% dos garotos e 77% das meninas na faixa etária de 10 a 13 anos ingerem sódio além do máximo tolerável. A ingestão excessiva contribui para a pressão alta, doenças cardíacas e renais.

O Guia de Boas Práticas Nutricionais para o Pão Francês está disponível na página da Anvisa na internet (www.anvisa.gov.br). 

mobilidade_urbanaEm cem dias entrará em vigor a Política Nacional de Mobilidade Urbana sancionada pela presidenta Dilma Rousseff. A nova lei tem o intuito de integrar, melhorar e tornar mais acessíveis os diferentes modos de transporte, visando a mobilidade de pessoas e cargas no país.

O documento esclarece também direitos dos usuários, como o de ser informado, nos pontos de embarque e desembarque, sobre itinerários, horários, tarifas dos serviços e modos de interação com outros modais. As regras que definem as tarifas a serem cobradas também estão estipuladas.

De acordo com a nova política, os entes federativos poderão fazer uso de instrumentos de gestão como restrição e controle de acesso e circulação, permanente ou temporário, de veículos motorizados em locais e horários predeterminados. São Paulo, por exemplo, já utiliza o sistema de rodízio de automóveis na tentativa de amenizar os problemas de trânsito.

Prevê também a aplicação de tributos para utilização da infraestrutura urbana, visando a desestimular o uso de “determinados modos e serviços de mobilidade”. Mas garante, no entanto, que os recursos obtidos por esse meio serão aplicados exclusivamente em infraestrutura urbana “destinada ao transporte público coletivo e ao transporte não motorizado”, e no financiamento do subsídio público da tarifa de transporte público.

Aos entes federativos caberá, segundo a lei, estipular padrões de emissão de poluentes para locais e horários determinados, bem como monitorar e controlar as emissões dos gases de efeito local e de efeito estufa, podendo, inclusive, restringir o acesso a vias com índices críticos de poluição.

Poderão, ainda, dedicar espaço exclusivo nas vias públicas para os serviços de transporte público coletivo e para meios de transporte não motorizados, além de estabelecer políticas para estacionamentos públicos e privados.

 energia_eolica_250Por Jéssica Lipinski, do Instituto CarbonoBrasil

Relatório publicado pela consultoria Ernst & Young aponta índice das nações mais atrativas para os investimentos em energias limpas; Brasil subiu uma posição em relação ao semestre anterior e ficou entre as dez mais

Fazendo uma retrospectiva energética de 2011, pode-se dizer que o último ano foi favorável para as energias renováveis no Brasil, especialmente para a energia eólica. Pelo menos é o que mostra o Índice de Atratividade das Energias Renováveis por País, publicado pela consultoria Ernst & Young em novembro.

De acordo com o relatório, o Brasil subiu uma posição em relação ao semestre analisado anteriormente, e ficou entre as dez nações mais atrativas para as energias limpas. A principal responsável pela ascensão do país no ranking foi a energia eólica, cujo preço alcançou patamares mais baixos (R$ 99,56/MWh) que o do gás natural (R$ 103/MWh) em leilões de energia.

Energia eólica

Principalmente por causa disso, o país saltou quatro posições no índice de energia eólica, ficando em décimo na classificação. Durante o terceiro trimestre de 2011, o setor eólico conseguiu garantir acordos de compra de energia para 78 projetos, totalizando 1.979 MW. Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), a capacidade de energia eólica do Brasil deve crescer 600% até 2014, pulando de cerca de 1 GW em 2010 para 7 GW.

Alguns analistas acreditam que a queda no valor da energia eólica, que levou ao aumento no número de projetos do setor, foi causada por muitas razões, incluindo a chegada de equipamentos eólicos chineses com preços competitivos ao Brasil. Isso obrigou os fornecedores brasileiros a reduzirem seus custos para competir com os produtos chineses

Mas apesar do grande progresso dessa fonte renovável, a Abeeólica (Associação Brasileira de Energia Eólica) declarou que a pequena margem de retorno dos projetos ainda ameaça o crescimento do setor no país, que fica vulnerável a complicações que podem surgir durante a construção das usinas e dos abalos no mercado.

Para contornar essa questão, a associação afirma que o aperfeiçoamento no licenciamento ambiental e soluções para problemas logísticos são as principais respostas.

Biomassa, Pequenas centrais hidrelétricas e energia solar

A biomassa também teve projetos desenvolvidos, mas o desempenho do setor caiu devido ao aumento da concorrência da energia eólica. Apenas 11 projetos dessa fonte, totalizando 554 MW ganharam contratos no terceiro trimestre. Além do setor eólico, a biomassa também enfrenta a concorrência do gás natural e de pequenas centrais hidrelétricas. Ainda não há certeza se em médio e longo prazo a energia produzida pelo setor se tornará mais cara.

Assim como a biomassa, as pequenas centrais hidrelétricas não obtiveram muito crescimento no terceiro trimestre, indicando que os projetos do setor não conseguiram competir com os preços baixos apresentados nos leilões. No ranking da energia solar, o país se manteve na 16ª posição, sugerindo que esse setor também não fez grandes progressos no terceiro trimestre.

Cenário mundial

Em escala mundial, pouca coisa mudou em relação ao semestre analisado anteriormente. A China segue em primeiro como país mais atrativo para as energias renováveis, seguida pelos Estados Unidos(2º), Alemanha (3º), Índia (4º) e Itália (5º). O Reino Unido, que antes dividia o posto com a Itália, caiu para sexto lugar, seguido pela França (7º), Canadá (8º) e Espanha (9º).

A novidade ficou por conta da Romênia, que saltou do 16º para o 13º lugar, sobretudo por conta de uma nova lei sobre energias renováveis (RES-E), que aumentou os certificados verdes para as tecnologias renováveis e criou um dos esquemas mais favoráveis de incentivo na Europa. O Japão, a África do Sul e Taiwan também tiveram aumentos significativos em suas posições, subindo de 19º para 15º, de 26º para 23º e 31º para 27º, respectivamente.

Já entre as maiores quedas na classificação geral, ficaram Portugal (de 16º para 19º), Chile (de 34º para 39º) e República Tcheca (de 35º para 40º). No ranking eólico, as maiores mudanças ficaram por conta do Brasil, Romênia (ascensão de 16º para 13º), Espanha (queda de 10º para 15º), Finlândia (queda de 20º para 23º), Chile (queda de 33º para 36º), Áustria (queda de 34º para 37º) e República Tcheca (queda de 35º para 38º).

Por fim, no índice solar, o Egito despencou do 15º para 19º lugar, Áustria do 17º para o 21º, Canadá do 21º para o 25º, Bulgária do 22º para o 26º, Suécia e Holanda do 23º para o 28º, Dinamarca do 30º para o 34º, República Tcheca do 31º para o 35º, Nova Zelândia do 31º para o 37º, Irlanda do 33º para o 37º, Noruega do 34º para o 39º e Finlândia do 35º para o 40º.

diesel-petrobras-2Desde o dia 1º de janeiro é obrigatória a distribuição do óleo diesel S50, com baixo teor de enxofre, em todas as regiões do país. Além de ser menos poluente, o combustível é indispensável para o funcionamento dos motores comerciais pesados, como caminhões e ônibus, fabricados a partir de 2012 e comercializados no mercado interno brasileiro.

O diesel S50 contém teor de enxofre de 50 miligramas por quilo de combustível (mg/kg), bem menor que o S500 e o S1800, os mais comercializados atualmente, com teor de enxofre mais de dez vezes superior.

Nos novos motores, o diesel S50 deve reduzir em até 80% as emissões de materiais particulados e em 98% as de óxidos nitrosos. Nos demais motores, no entanto, a redução das emissões será limitada a até 15%, o que deve ser resolvido ao longo do tempo com a renovação da frota.

A frota brasileira de veículos pesados é de aproximadamente 2,3 milhões de veículos e a estimativa da Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) é que serão vendidos entre 160 mil e 170 mil em 2012.

O Ministério de Minas e Energia informou que outra novidade é a necessidade dos novos veículos pesados usarem um agente, chamado Arla 32, que neutraliza as emissões de óxidos nitrosos e de materiais particulados. O produto, no entanto, não pode ser misturado ao óleo diesel, sendo colocado em um tanque exclusivo identificado com tampa azul, e injetado em dosagem controlada na saída dos gases do escapamento, antes do catalizador.

A substituição do diesel mais poluente foi definida em 2002 pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) e deveria ter entrado em vigor em 2009, mas só começou a sair do papel depois da intervenção da Justiça. Para 2013, o acordo prevê a substituição do S-50 por uma versão de diesel com teor de enxofre ainda menor, o S-10, com limite de 10 miligramas de enxofre por quilo de combustível (mg/kg).

Além de manter em dia as vacinas das crianças, os adultos também devem ficar atentos para a atualização da própria caderneta de imunização. É preciso se proteger contra a hepatite B, a difteria, o tétano, a febre amarela, o sarampo, a caxumba e a rubéola.

De acordo com o Ministério da Saúde, a partir dos 20 anos quatro vacinas devem ser tomadas. A trílplice viral protege contra o sarampo, a caxumba e a rubéola, por meio de dose única. A vacina dupla adulto protege contra a difteria e o tétano, sendo necessária uma dose a cada dez anos. A vacina contra a febre amarela também deve ser aplicada uma vez a cada dez anos.

Já a vacina contra a hepatite B, a partir de 2012, terá a faixa etária limite ampliada de 24 anos para 29 anos. A imunização só é eficaz quando as três doses são administradas - com intervalos de um mês após a primeira dose e de seis meses após a segunda dose.

Além da vacinação de rotina, a população adulta também deve ficar atenta para as campanhas nacionais, que acontecem no país desde 1980. Em 2011, foram realizadas três campanhas: contra a influenza ou gripe sazonal, contra a poliomielite e contra o sarampo.

action-header-paw2-PTBRDez mil brasileiros aderiram à campanha de mobilização global da Sociedade Mundial de Proteção Animal (WSPA, sigla em inglês) que irá pedir à Organização das Nações Unidas (ONU) a inclusão do tema bem-estar animal na agenda da Rio+20. O encontro – promovido pela ONU – ocorrerá em junho de 2012 no Rio de Janeiro e discutirá os avanços e retrocessos registrados desde a Conferência Mundial do Clima, conhecida como Rio 92, ocorrida há 20 anos.

O abaixo-assinado foi lançado em todo o mundo pela WSPA, em dezembro, na internet. A ação pretende conscientizar as pessoas sobre a relação entre o bem-estar dos animais, especialmente os usados em processos produtivos, e o desenvolvimento sustentável.

A mobilização faz parte da campanha internacional Pegada Animal, que a WSPA lançará no Brasil em março. A campanha se inspira no conceito da Pegada Ecológica, informou à Agência Brasil a gerente de Comunicação da WSPA Brasil, Flavia Ribeiro. “Ela visa a informar e conscientizar as pessoas sobre como os hábitos alimentares da população influenciam a questão do desenvolvimento sustentável, da agropecuária sustentável.”

A campanha pretende esclarecer o consumidor final da origem do produto que ele consome. Por exemplo, se os eles são oriundos de uma criação intensiva ou extensiva, se a carne, os ovos, o leite vêm de uma indústria que tem preocupação com o bem-estar animal, se são produtos orgânicos. “A intenção da campanha no mundo todo é o consumo consciente, para que o consumidor entenda qual é a origem e o que, de fato, ele está adquirindo e o que pode ser feito para promover o bem-estar animal, focado nos animais de produção”, disse Flavia.

A ação online ainda continua e é a primeira iniciativa da campanha Pegada Animal. A carta com as assinaturas será encaminhada aos governantes e representantes da ONU em todos os países. “Não existe uma meta. Mas, a gente precisa de muito mais [assinaturas] para poder encaminhá-las à ONU.”

Segundo informação do Departamento de Ciência e Agropecuária Humanitária da organização, existem atualmente mais de 63 bilhões de animais que fazem parte da cadeia de produção em todo o mundo. Daí a importância de serem adotadas boas práticas na sua criação, transporte e abate. “O universo que a gente está falando impacta na vida de bilhões de animais.”

Flavia Ribeiro salientou que não só a indústria brasileira, mas também a adoção desses procedimentos, tem comprovado melhorias no processo de produção, com ganho econômico. “A indústria está percebendo que é vantagem econômica para ela inserir [a preocupação com o bem-estar animal no processo produtivo]. O meio ambiente como um todo também é beneficiado, porque você está protegendo não só a natureza, mas também os animais que fazem parte do meio ambiente. E o ser humano também sai ganhando porque ele está consciente de que está consumindo um produto de origem animal de uma empresa que tem um cuidado com o animal desde a criação até o abate.” 

O Programa Universidade para Todos (ProUni) vai oferecer mais de 195 mil bolsas de estudo no primeiro semestre de 2012. Serão 98.728 bolsas integrais e 96.302 bolsas parciais, com custeio de 50% da mensalidade. As inscrições poderão ser feitas entre os dias 14 e 19 de janeiro.

Podem concorrer às bolsas do ProUni estudantes que cursaram todo o ensino médio em escola pública ou com bolsa integral em escola particular. Para pleitear uma das bolsas de estudo integrais, o candidato deve ter renda familiar per capita mensal de até 1,5 salário mínimo ((R$ 933, a partir de 1º de janeiro). Para as bolsas parciais, o requisito é ter renda familiar per capita de até três salários mínimos, o equivalente a R$ 1.866 (a partir de janeiro, considerando o novo valor do mínimo).

Para participar do ProUni o estudante também precisa ter feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2011, ter atingido o mínimo de 400 pontos na média das cinco provas e não ter tirado zero na redação.

De acordo com o Ministério da Educação (MEC), professores da rede pública de ensino básico que concorrem a bolsas em cursos de licenciatura, curso normal superior ou de pedagogia não precisam cumprir o critério de renda, desde que estejam em efetivo exercício e integrem o quadro permanente da escola na qual atuam.

Na inscrição, o candidato poderá escolher até duas opções de curso e de instituição, uma a menos que na seleção anterior, para as vagas do segundo semestre de 2011. De acordo com o MEC, a mudança se deve a “acertos normais do sistema”, que passa por mudanças a cada processo seletivo.

A divulgação dos candidatos pré-selecionados em primeira chamada deve ocorrer no dia 22 de janeiro. Os aprovados terão até o dia 1° de fevereiro para comparecer à instituição de ensino para apresentar a documentação que comprove as informações da inscrição e fazer a matrícula. A segunda chamada está prevista para 7 de fevereiro, com prazo para matrícula e comprovação de informações até o dia 15 do mesmo mês.

Desde 2004, o ProUni já concedeu 919 mil bolsas de estudos, segundo o MEC. O cronograma completo e a lista das vagas disponíveis para o próximo semestre podem ser consultados no site do programa.

campanha_desarmamento_sp_aeA Campanha Nacional do Desarmamento vai continuar até o fim de 2012. O Ministério da Justiça e o Banco do Brasil renovaram no último dia 27 de dezembro a parceria para o pagamento das indenizações por armas recolhidas durante a campanha. Em vigor desde maio, a Campanha Nacional do Desarmamento recolheu 36,8 mil armas de fogo no país.

De acordo com o secretário executivo da pasta, Luiz Paulo Barreto, a expectativa do governo foi atendida. “Faremos uma nova campanha, talvez aperfeiçoando alguns pontos, mas mantendo o anonimato, a capilaridade, a agilidade do pagamento e a inutilização das armas. Precisamos e queremos ampliar o número de postos de arrecadação”.

O balanço da campanha divulgado hoje mostra que os revólveres são a maior parte das armas entregues, 18 mil. Também foram recolhidas 7,6 mil armas de grande porte, sendo 5 mil espingardas, 500 rifles, 95 fuzis, cinco metralhadoras, entre outras.

As armas de grande porte representam 20% do total de armas recolhidas. “O anonimato provocou a devolução de armas de grande porte, o que é inédito. Muitas vezes o cidadão comprava de maneira clandestina e, por medo da origem da arma, não fazia a devolução”, disse Barreto.

De acordo com o Ministério da Justiça, foram pagos R$ 3,5 milhões em indenizações pelos armamentos. A entrega pode resultar em indenizações entre R$ 100 e R$ 300 dependendo do tipo da arma. O orçamento da campanha deste ano foi R$ 9 milhões. Segundo Barreto, a mesma quantia deve ser destinada a campanha em 2012.

“O ministro resolveu colocar um aporte de recursos grande. Não poderíamos deixar faltar recursos em nenhum momento da campanha. Colocamos um valor superestimado porque se tivéssemos maior adesão da população, esses recursos não faltariam”.

A campanha pelo desarmamento está presente em 25 estados, onde existem 1,9 mil postos de coleta de armas. Ao entregá-las, o cidadão não precisa declarar a origem, e depois recebe remuneração, conforme o tipo da arma.

Estão em funcionamento nos estados 1.886 postos de entrega de armas, cadastrados pela Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, pelo Corpo de Bombeiros e pela Guarda Municipal. Para isso, o cidadão precisa pedir à Polícia Federal uma guia de trânsito para conduzir o armamento e não é exigida a comprovação da origem da arma.

tn_620_600_medicamento_Anvisa_31-03A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) inicia campanha nos meios de comunicação para esclarecer a população sobre a proibição do uso e da venda de remédios para emagrecer no país.

Na primeira fase, a campanha será veiculada em 43 rádios de noves capitais – São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Fortaleza, Belo Horizonte, Curitiba, Recife, Porto Alegre e Salvador – onde há maior público consumidor de inibidores de apetite, segundo a Anvisa. Em fevereiro, a campanha começa a ser apresentada nos canais nacionais de televisão.

As mensagens vão alertar que a maneira eficaz de emagrecer é com alimentação balanceada e prática de exercício físico semanal.

Em outubro, a Anvisa decidiu banir do mercado os medicamentos para emagrecer à base de anfepramona, femproporex e mazindol, os chamados anfetamínicos, porque podem causar problemas cardíacos e alterações no sistema nervoso central dos pacientes. Desde o dia 9 deste mês, farmácias e drogarias do país estão proibidas de vender os remédios. A fabricação e prescrição médica foram vedadas.

A sibutramina, usada também no tratamento de obesidade, continua liberada, mas com restrições. Os pacientes e médicos precisam assinar um termo de responsabilidade, que deve ser apresentado junto com a receita médica no momento da compra do medicamento. Os profissionais de saúde são obrigados a informar à Anvisa problemas em pacientes que usam o remédio.

De acordo com a agência reguladora, a sibutramina ajuda a perder, no mínimo, 2 quilos de massa corporal em um período de quatro semanas. O tratamento é indicado para quem tem Índice de Massa Corporal (IMC) igual ou acima de 30 e não sofre de doença cardíaca. O prazo máximo é de dois anos.

Medida provisória do Governo Federal institui o Sistema Nacional de Cadastro, Vigilância e Acompanhamento da Gestante e Puérpera para Prevenção da Mortalidade Materna. O objetivo é garantir a melhoria do acesso, da cobertura e da qualidade da atenção à saúde materna, principalmente, nas gestações de risco.

O sistema é constituído pelo cadastramento das gestantes e das mulheres que tiveram parto recente, de forma a permitir a identificação daquelas em situação de risco, a avaliação e o acompanhamento da atenção à saúde recebida por elas durante o pré-natal, parto e logo após o parto.

O cadastro também deverá conter informações sobre as mortes de gestantes e puérperas com dados sobre a investigação das causas do óbito e medidas a serem tomadas para evitar novas ocorrências. O cadastro deve ser informatizado, abastecido por estados e municípios e gerenciado pelo Ministério da Saúde.

A medida provisória prevê ainda o pagamento de benefício, no valor de até R$ 50, para as mulheres cadastradas no sistema. O intuito é custear as despesas de deslocamento aos serviços de saúde para acompanhamento do pré-natal e assistência ao parto prestados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A Caixa Econômica Federal será o banco responsável pelo repasse do benefício.

O sistema, instituído pela Medida Provisória 557, integra a Política de Atenção Integral à Saúde da Mulher, coordenada e executada pelo SUS, e será gerido pela União, pelos estados, pelo Distrito Federal e pelos municípios.

Novos critérios e procedimentos para a seleção dos beneficiários do Programa Minha Casa, Minha Vida estão estabelecidos na Portaria nº 610, publicada na edição de 27 de dezembro do Diário Oficial da União. A portaria revoga a anterior (nº 140) e traz modificações como a reserva de, no mínimo, 3% das unidades habitacionais para os idosos.

O mesmo percentual será reservado para atender pessoas com deficiência ou suas famílias, desde que não haja percentual superior fixado em legislação municipal ou estadual. Entre as famílias, permanecem como critérios de priorização as que tenham mulheres responsáveis pela unidade familiar, as que moram em áreas de risco ou insalubres e as que estejam desabrigadas.

Os candidatos devem estar inscritos nos cadastros habitacionais do Distrito Federal (DF), dos estados e dos municípios. A indicação dos beneficiários continua sendo preferencialmente da administração municipal ou distrital onde será executado o empreendimento. O estado poderá fazer a indicação quando for o responsável pelas contrapartidas ou no caso de o município não ter cadastro habitacional consolidado.

O Minha Casa, Minha Vida é um programa habitacional para a população de baixa renda lançado em 2009 pelo governo federal.

O Brasil deve superar a Grã-Bretanha e se tornar a sexta maior economia do mundo ao fim de 2011, segundo projeções do Centro de Pesquisa Econômica e de Negócios (cuja sigla em inglês é CEBR) publicadas na imprensa britânica nesta segunda-feira (26).

De acordo com a consultoria britânica, especializada em análises econômicas, a queda da Grã-Bretanha no ranking das maiores economias continuará nos próximos anos com Rússia e Índia empurrando o país para a oitava posição.

O jornal The Guardian atribui a perda de posição à crise financeira de 2008 e à crise econômica que persiste em contraste com o boom vivido no Brasil na rabeira das exportações para a China.

O Daily Mail, outro jornal que destaca o assunto hoje (26), informa que a Grã-Bretanha foi "deposta" pelo Brasil de seu lugar de sexta maior economia do mundo, atrás dos Estados Unidos, da China, do Japão, da Alemanha e da França.

Segundo o tabloide britânico, o Brasil, cuja imagem está mais frequentemente associada ao "futebol e às favelas sujas e pobres, está se tornando rapidamente uma das locomotivas da economia global" com seus vastos estoques de recursos naturais e classe média em ascensão.

Um artigo que acompanha a reportagem do Daily Mail, ilustrado com a foto de uma mulher fantasiada sambando no carnaval, lembra que o Império Britânico esteve por trás da construção de boa parte da infraestrutura da América Latina e que, em vez de ver o declínio em relação ao Brasil como um baque ao prestígio britânico, a mudança deve ser vista como uma oportunidade de restabelecer laços históricos.

"O Brasil não deve ser considerado um competidor por hegemonia global, mas um vasto mercado para ser explorado", conclui o artigo intitulado "Esqueça a União Europeia... aqui é onde o futuro realmente está".

A perda da posição para o Brasil é relativizada pelo The Guardian, que menciona uma outra mudança no sobe-e-desce do ranking que pode servir de consolo aos britânicos. "A única compensação é que a França vai cair em velocidade maior".

De acordo com o The Guardian, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, se orgulha da quinta posição da economia francesa, mas, até 2020, ela deve cair para a nona posição, atrás da tradicional rival Grã-Bretanha. O enfoque na rivalidade com a França, por exemplo, foi a escolha da reportagem do site This is Money (Isso é  Dinheiro) intitulada: "Economia britânica deve superar francesa em cinco anos". 

cinema_2Em 2012, os cinemas de todo o país terão que exibir entre três e 14 diferentes filmes nacionais de longa-metragem por um tempo mínimo que varia conforme o número de salas em funcionamento. A cota mínima de exibição consta do Decreto 7.647, assinado pela presidenta Dilma Rousseff e publicado no último dia 22 de dezembro no Diário Oficial da União.

Regulamentada pela Agência Nacional de Cinema (Ancine), a chamada Cota de Tela é um instrumento legal adotado por vários países com o objetivo de promover a  competitividade e a sustentabilidade da indústria cinematográfica nacional. No Brasil, segundo a Ancine, a “reserva de dias” vem sendo empregada desde a década de 1930, sendo reeditada e aprimorada anualmente conforme o desenvolvimento e as necessidades da indústria cinematográfica. Desde a década de 1990 a Cota de Tela é fixada por meio de decreto presidencial.

Para 2012, o decreto estabelece a cota mínima de três diferentes filmes brasileiros a serem exibidos por pelo menos 28 dias em cinemas com apenas uma sala. Tanto a quantidade mínima de títulos, quanto a de dias de exibição varia conforme o número de salas do complexo de exibição. Em estabelecimentos com 20 salas, por exemplo, a soma da exibição de ao menos 14 diferentes filmes brasileiros terá que totalizar um mínimo de 644 dias.

O número de títulos obrigatórios e de dias para 2012 é o mesmo que vigorou este ano. O número de dias mínimos de exibição, aliás, não sofre alterações desde 2005.  No ano passado, a Ancine justificou a maior exigência quanto à diversidade de obras pelo crescimento do número de lançamentos anual, que aumentou de 30 títulos em 2001 para cerca de 80 novas obras no biênio 2009-2010.

Da Agência Brasil

Desde o últino dia 19 de dezembro, beneficiários de planos de saúde não poderão esperar mais do que sete dias por uma consulta com especialistas nas áreas de pediatria, cirurgia geral, ginecologia, obstetrícia e clínica médica.

Nas demais especialidades, o prazo será de até 14 dias. Para consultas e sessões com fonoaudiólogos, nutricionistas, psicólogos, terapeutas educacionais e fisioterapeutas, a espera será de até dez dias.

A entrada em vigor da Resolução Normativa 259 estava prevista para setembro deste ano, mas foi adiada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) depois que as operadoras pediram um prazo maior para se adequar às regras.

A ANS estabeleceu ainda que cada operadora deve oferecer pelo menos um serviço ou profissional em cada área contratada. Nos casos de ausência de rede assistencial, a operadora terá que garantir o atendimento em um prestador não credenciado no mesmo município ou o transporte do beneficiário até um prestador mais próximo, assim como o retorno do do paciente para a cidade de origem.

sisuPor Amanda Cieglinski, da Agência Brasil

O Sistema de Seleção Unificada (Sisu) vai oferecer 108.552 vagas em 95 instituições públicas de ensino superior para o primeiro semestre de 2011. A ferramenta foi criada pelo Ministério da Educação (MEC) em 2009 para unificar o processo de seleção de universidades públicas e permite ao estudante disputar vagas em diferentes instituições a partir da nota obtida no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

O sistema entra no ar segunda-feira (26) para que os estudantes possam consultar as vagas disponíveis que estão distribuídas em 3.327 cursos. As inscrições para o processo de seleção começarão no dia 7 de janeiro. Em comparação ao total de vagas disponibilizadas pelo Sisu no primeiro semestre de 2011, a oferta cresceu 30%.

Os estudantes interessados em concorrer às vagas deverão acessar o Sisu a partir da meia-noite do dia 6 de janeiro – 0h do dia 7 – até o dia 12 do mesmo mês. No sistema, o candidato deve escolher duas opções de curso, indicando a sua prioridade. Diariamente, o sistema divulga a nota de corte preliminar de cada curso com base na nota do Enem dos candidatos que pleiteiam as vagas. Durante esse período, o participante pode alterar essas opções se achar que tem mais chances de ser aprovado em outro curso ou instituição.

O resultado da primeira chamada será divulgado no dia 15 de janeiro. Os estudantes aprovados deverão comparecer às instituições de ensino entre os dias 19 e 20 para fazer a matrícula. O participante que foi selecionado para a sua primeira opção de curso é retirado automaticamente do sistema e perde a vaga se não fizer a matrícula. Aqueles que forem selecionados para a segunda opção ou não atingirem a nota mínima em nenhum dos cursos escolhidos podem participar das chamadas subsequentes.

A segunda chamada está prevista para 26 de janeiro, com matrículas entre os dias 30 e 31. Caso ainda haja vagas disponíveis, o sistema gera uma lista de espera que será disponibilizadas para as instituições de ensino preencherem as vagas remanescentes. O candidato interessado em participar dessa lista deverá pedir a inclusão entre 26 de janeiro e 1° de fevereiro.

Quinta, 15 Dezembro 2011 20:26

Unicef promove campanha de Natal interativa

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O Unicef no Brasil lançou esta semana a campanha Natal dos Amigos. A ação, exclusivamente voltada para a Internet, disponibiliza cartões de Natal, que poderão ser personalizados pelos internautas com fotos e mensagens e compartilhado nas redes sociais e via e-mail. Quem participar da campanha, criada pela agência Pepper – especializada em marketing interativo - concorrerá a prêmios eletrônicos da Sony, selecionados especialmente pelo Submarino.

Além de ser uma maneira divertida de desejar boas festas, a ação é ainda uma forma de contribuir para a realização dos direitos de crianças e adolescentes no Brasil. Os participantes da campanha Natal dos Amigos poderão contribuir com as ações e projetos do Unidef no Brasil fazendo doações. Todo o recurso arrecadado ajudará nas atividades do Fundo em 2012.

Para participar, basta acessar o site www.nataldosamigos.com e escolher o modelo do cartão e o personagem de sua preferência: boneco de gengibre, boneco de neve, anjinho, duende, rena, Papai e Mamãe Noel. São sete modelos de cartões exclusivos, sendo cinco deles vinculados a uma doação de qualquer valor para o Unicef.

Segundo a diretora de atendimento da Pepper Interativa, Ana Seidl, a parceria com o UNICEF é uma maneira de contribuir para fazer valer os direitos de cada uma das crianças e adolescentes no país.

Para quem escolher doar, o site oferece uma página segura para se realizar a transação. Em seguida, pode-se escolher entre cinco lindos e divertidos cartões de cortesia. Para quem só puder ajudar espalhando as boas novas, basta preencher um dos dois modelos gratuitos e mandar para os amigos ou divulgá-los nas redes sociais, como o Twitter e o Facebook.

“Natal dos Amigos Unicef nasceu de nosso desejo de compartilhar alegria e promover o contato entre pessoas que acreditam num mundo melhor e mais igualitário. A Pepper, que também é uma defensora dos direitos das crianças e grande parceira, conseguiu transmitir esse espírito numa ação super bacana, a partir de uma ferramenta moderna, versátil e interativa”, resume a coordenadora da área de Parcerias do Unicef no Brasil, Regina Gerbi.

Os internautas podem mandar quantos cartões quiserem, para um número ilimitado de pessoas. Cada participação, gratuita ou com doação, dá direito a um cartão e à presença na árvore de Natal da Amizade na abertura do site. Além disso, as três pessoas que enviarem cartões para o maior número de amigos ganharão prêmios cedidos pelo Submarino, em parceria com a Sony: 1º Lugar uma TV 32”Full HD Bravia EX525 Internet Skype DTvi USN 4HDMI Sony, para o 2º. Lugar uma Câmera Digital DSC WX7 16.2 MP Sony 3D Full HD 8GD e, para o 3º Lugar, uma Câmera Digital DSC W510 12MP Panorâmica + Cartão 4GB Sony.

Para divulgar a iniciativa, a empresa Espaço/Z (comunicação social, marketing e entretenimento) está apoiando a campanha e ajudando a disseminá-la na web e em outros veículos de comunicação pelo Brasil.

Sobre o Unicef – O Unicef é movido pelo compromisso e pela determinação de ajudar a construir um mundo onde os direitos de cada criança são cumpridos, respeitados e protegidos. Ganhador do Prêmio Nobel da Paz em 1965, o UNICEF está presente no Brasil e em outros 190 países, trabalhando em parceria com governos e a sociedade. Por meio da união de forças, o UNICEF acredita que será possível superar as disparidades que ainda impedem a sobrevivência e o desenvolvimento de milhões de meninas e meninos em todo o mundo.

Sobre a Pepper Interativa - A Pepper Interativa é uma agência online com sede em Brasília e filial em São Paulo. Com 3 anos de existência, já conquistou prêmios importantes no mercado internacional, sendo a agência responsável pela campanha online da Presidente Dilma Rousseff.

Sobre a Espaço/Z – A EspaçoZ é uma empresa do ramo de comunicação social, marketing e entretenimento que atua na promoção principalmente de lançamentos no mercado cinematográfico há mais de 30 anos. Unindo marcas a filmes de sucesso, a empresa oferece a clientes ferramentas para um estilo de trabalho full service que inclui: planejamento estratégico, criação, promoção, eventos e assessoria de imprensa.
 

Agencia20Brasil011211WDO_0298No Dia Mundial de Luta Contra a Aids, o Ministério da Saúde lançou a campanha nacional de combate à doença com foco nos jovens gays. No último ano, os casos de aids entre gays e travestis de 15 a 24 anos cresceram 10,1%. Para cada 16 homossexuais nessa faixa etária com a doença, havia dez heterossexuais no ano passado. Em 1998, essa razão era de 12 para dez.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou do lançamento da campanha, na abertura da 14ª Conferência Nacional de Saúde. Com o slogan “A Aids Não Tem Preconceito. Previna-se”, o governo pretende usar as redes sociais e a internet para aproximar a campanha do público jovem, além dos tradicionais informes na televisão e rádio, segundo Karen Bruxck coordenadora de Vigilância, Informação e Pesquisa do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, vinculado ao ministério.

Em relação ao aumento de casos nesse público, o governo atribui a um descuido dos jovens com a prevenção, relacionado ao fato de não terem vivido o início da epidemia da aids no Brasil, quando a sobrevida das pessoas com HIV era menor e os danos causados pela doença eram mais aparentes. De acordo com Karen Bruck, a maioria não procura fazer a testagem “por achar que não corre risco” de contrair a aids.

Para o presidente da organização não governamental Grupo Pela Vidda de São Paulo, Mário Scheffer, o governo demorou para dedicar uma campanha com enfoque nos gays. “É um equívoco do ministério insistir na vulnerabilidade universal. A aids é concentrada em alguns grupos, que estão mais vulneráveis”, disse.

De acordo com ele, o governo precisa dar respostas mais consistentes para conter o aumento de casos entre os homossexuais. Uma das sugestões é promover a ida de agentes de saúde aos locais frequentados por esses grupos. “É chegar a essa população sem estigmatizar”, alertou.

motoserra170Do Greenpeace Brasil

Depois de dois anos, a batalha no Congresso em torno da desfiguração do Código Florestal chega a sua reta final. Em vias de ser votado no Senado, sob intensa pressão dos ruralistas, apenas a presidente Dilma pode agora evitar que as florestas brasileiras sejam entregues de bandeja aos interesses ruralistas.

Neste dia 29 de novembro, o Comitê Brasil pelas Florestas (do qual o Greenpeace faz parte) levou para o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, e o presidente do Senado, José Sarney (PMDB), 1,5 milhão de assinaturas de brasileiros que discordam do projeto em discussão. Eles querem um texto que promova a preservação ambiental brasileira, e não que permita mais desmatamento e anistie criminosos.

Uma marcha reuniu representantes do comitê e da sociedade, e foi do Congresso ao Palácio do Planalto. Na Praça dos Três Poderes, onde os manifestantes se concentraram, um balão do Greenpeace pedia “Senado, desliga essa motosserra”.

Enquanto isso, treze embaixadas brasileiras na Europa e na América recebiam representantes do Greenpeace, que pediam aos embaixadores que cuidassem das florestas brasileiras. Em Durban, onde acontece a 17ª Conferência do Clima, ativistas vestidos de árvore também lembravam o impacto negativo desse texto. Afinal, o Brasil se comprometeu internacionalmente em preservar a Amazônia, pelo bem da biodiversidade, pelo equilíbrio climático do planeta e do nosso próprio futuro.

Está na hora de cumprir

O compromisso de redução do desmatamento não é o único que Dilma parece ter esquecido em sua cadeira de presidente. Quando candidata, o código já sofria ataque ruralista na Câmara. Ela disse que discordava “da conivência com o desmatamento e da leniência e flexibilidade com os desmatadores”.

Pois são exatamente estes os dois principais pontos que estão no projeto de lei a ser votado. Nem por isso a presidente agiu: mostrou-se ausente e omissa durante o trâmite legislativo, deixando que a proposta ruralista seguisse em frente. Mesmo agora o silêncio sobre o tema reina no Palácio do Planalto. Gilberto Carvalho disse que a presidenete honrará sua palavra e que não há conversa sobre a anistia. A ver. Agora, a ela só resta vetar o texto que chegará em breve a suas mãos, ou lidar com a quebra da promessa feita a seus eleitores.

“O texto aprovado é muito ruim porque abre brechas para o avanço do desmatamento sobre as florestas. As exigências feitas pelo agronegócio foram todas acordadas e acatadas no relatório”, diz Marcio Astrini, da Campanha Amazônia do Greenpeace. “A presidente Dilma deve se lembrar das promessas que fez a seus eleitores, e não permitir mais desmatamento. Ainda há tempo.”

O potencial de estrago é imenso: só a esperança de anistia gerada pela discussão no Congresso já causou prejuízos. O acumulado dos dados do Deter para período 2010/2011 mostrou um aumento de 15% nos alertas de desmatamento.

O país possui área aberta suficiente para duplicar a sua produção de alimentos sem derrubar mais. “O desmatamento zero é possível. Produzir sem desmatar pode ser um grande diferencial competitivo. Dilma precisa investir nesse futuro, e não na reprodução dos erros do passado”, afirma Astrini.

LITERA1O Ano Internacional da Afrodescendência e o Dia da Consciência Negra tiveram uma dupla comemoração na Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro, no último dia 28 de novembro. Além da assinatura de acordos de cooperação com a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), foi lançada uma coletânea inédita sobre a literatura de afrodescendentes no Brasil. A obra é resultado de dez anos de pesquisas. O evento também contou com uma homenagem póstuma ao ativista, professor, escritor e poeta Abdias Nascimento, que morreu este ano.

De autoria dos professores de literatura Eduardo de Assis Duarte, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), e Maria Nazareth Soares Fonseca, da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Minas Gerais, a coletânea Literatura e Afrodescendência no Brasil: Antologia Crítica reúne, em quatro volumes, textos de 100 escritores negros, do século 18 aos dias atuais. Cada um dos textos é acompanhado de um estudo crítico feito por 61 pesquisadores de 21 universidades brasileiras, além de seis estrangeiras.

O primeiro volume é dedicado aos chamados precursores, abrangendo o período que vai do século 18 aos nascidos até à década de 1920 do século 20. O segundo, Consolidação, abrange os escritores nascidos nas décadas de 30 e 40; e o terceiro, Contemporaneidade, é dedicado aos que nasceram a partir de 1950 e publicaram seus primeiros textos nas últimas décadas do século passado e na primeira do século 21. O quarto volume da antologia contém depoimentos de Abdias Nascimento e outros escritores, além de artigos em que se discute a pertinência do conceito de literatura afro-brasileira.

“É a primeira vez que é feito esse levantamento e, desses 100 escritores, aproximadamente dez são os mais conhecidos, como Machado de Assis, Cruz e Souza e Lima Barreto, e, entre os contemporâneos, Nei Lopes, Joel Rufino dos Santos e Muniz Sodré”, relata o professor Eduardo de Assis Duarte. “A grande maioria, no entanto, são autores pouco divulgados, pouco conhecidos, principalmente dentro dos manuais de história da literatura brasileira”, acrescenta.

Segundo Duarte, a expectativa é a de que a publicação da antologia “jogue uma luz sobre autores até agora desconhecidos, como Maria Firmina dos Reis, do século 19”. Ele considera que há um ponto comum entre vários autores de diferentes épocas, que é a necessidade de recuperar a história do negro no Brasil.

Entre os acordos firmados com a Seppir está a previsão de coedição, em formato eletrônico, de obras do acervo da Biblioteca Nacional, em domínio público, escritas por autores negros. Outro acordo prevê a divulgação da literatura de autores afro-brasileiros por meio de mostras, envio de livros para bibliotecas e ações de incentivo à leitura.

Serão implantados cinco pontos de leitura em áreas habitadas por povos e comunidades tradicionais afro-brasileiras. Para isto, a Fundação Biblioteca Nacional vai oferecer mais de 600 obras voltadas para o tema a cada um dos grupos contemplados, além de material de informática e outros, como estantes e almofadas.

Segunda, 28 Novembro 2011 21:12

Rio+20: O que é isso?

Escrito por

Por Jailson da Paz - do Blog Meio Ambiente & Sustentabilidade

O nome se assemelha a uma daquelas siglas famosas da economia mundial – como G8, G8+5 e G20 – e que poucos sabem o significado.Mas sabem que é importante.

A economia também será tratada na Rio+20, conferência que vem sendo estruturada pela Nações Unidas, mas pelo viés do compromisso com o meio ambiente.

Apesar da importância da conferência, prevista para ocorrer em 2012, no Rio de Janeiro, pouquíssimos brasileiros sabem do que a Rio+20 discutirá.

Pesquisa da Market Analysis, empresa especializada em sustentatibilidade, indica que apenas11% dos brasileiros ouviram falar “muito” ou “alguma coisa” da conferência.

O estudo foi realizado em nove capitais. Dessas, o Recife apresentou o melhor percentual positivo. Foram 23,1%.

Esse número é pequeno, porém é mais do que o dobro do registrado em Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Goiânia.

Em relação a Belo Horizonte, a capital pernambucana teve mais do que o triplo. A cidade mineira aparece com apenas 7,9% de pessoas informadas.

A diferença do Recife para o segundo, terceiro e quarto lugares também é acentuada. Salvador obteve 15,2%, Brasília, 14,5% e Curitiba, 12%.

O estudo aponta, segundo a Market, para falhas no processo de divulgação da Rio+20.

Mas, diga-se, parte dos brasileiros não despertou para a importância da conferência, cujas decisões terão impacto sobre o futuro do planeta.

A Rio+20 terá uma pauta extensa. Entre os pontos mais importantes está o controle de emissão de dióxido de carbono, o principal responsável pelo aquecimento global.

O encontro acontecerá 20 após a Eco 92 ou Rio 92, realizada no Rio e que se tornou um marco no debate mundial sobre meio ambiente.

 

Segunda, 28 Novembro 2011 21:11

Site oficial em português é lançado pela ONU

Escrito por

Sha-Zukang-405x270Da ONU Brasil

A pouco mais de sete meses da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), representantes da ONU e autoridades do governo brasileiro anunciaram o lançamento do site oficial da Rio+20 em português. Na ocasião foi reiterado o pedido para que os chamados “major groups” – empresários, ONGs, sociedade civil, entre outros – participem ativamente da Conferência, incluindo o processo preparatório.

“Temos muito trabalho pela frente”, afirmou o Diretor do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio), Giancarlo Summa, referindo-se aos desafios logísticos e práticos a serem enfrentados até a realização da Conferência. Ele agradeceu ao Instituto Humanitare, representado no evento por sua Presidenta, Sheila Pimentel, pelo apoio no lançamento do site – o primeiro instrumento de informação da Rio+20 para o Brasil. Summa anunciou também o lançamento, na próxima segunda-feira (28/11), da campanha “O Futuro que Queremos”, no Palácio do Itamaraty, no Rio.

O Diretor da Divisão para o Desenvolvimento Sustentável da ONU, Nikhil Seth, afirmou que o novo site é “uma janela para a Conferência” e que as novas tecnologias da informação são essenciais para o sucesso do evento. Seth comentou as diferenças entre a Rio+20 e a Rio 92, realizada há vinte anos, destacando o crescente papel  dos “major groups”, responsáveis por “80% da Conferência”, segundo ele.

(Acesse o discurso aqui e aqui)

O Secretário-Geral da Rio+20, Sha Zukang, também destacou a importância dos “major groups” e fez um apelo para que eles continuem participando e enviando contribuições por meio do site e das redes sociais.

(Acesse o discurso de Sha Zukang em inglês clicando aqui)

Sha afirmou que nos eventos preparatórios para a Rio+20 foram definidos três pontos fundamentais para a Conferência: a implementação dos compromissos feitos em cúpulas anteriores sobre o meio ambiente (como a Rio 92 e a Conferência de Estocolmo); a integração do desenvolvimento econômico e social com a proteção ambiental; e a ação coerente entre governos e ministérios.

“Vamos fazer (da Rio+20) a maior conferência da história”

Os representantes do governo brasileiro reforçaram a disposição do país, em especial da cidade do Rio de Janeiro, em sediar a Conferência. O Prefeito do Rio, Eduardo Paes, citou uma série de ações em implementação na cidade, como a melhoria do sistema de transporte público e a inauguração de um centro de tratamento de resíduos sólidos, que seguem os princípios do desenvolvimento sustentável.

O Subsecretário-Geral de Meio Ambiente, Energia, Ciência e Tecnologia do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, Embaixador Luiz Alberto Figueiredo Machado, afirmou que a Rio+20 não significa apenas um olhar para os 20 anos desde a Rio 92, mas também para os próximos 20 anos. Para Machado, a atual crise mostra que o modelo de desenvolvimento precisa ser modificado. O Embaixador reiterou o compromisso do Brasil em contribuir com a Conferência. “Vamos realizar a maior e melhor conferência da história.”

Confira as fotos do evento aqui 

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