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Linha Editorial

  • "Mídia Construtiva é também lançar o olhar crítico sobre problemas, apontar falhas, denunciar. Contribuindo para a corrente que tenta transformar o negativo em positivo."

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Foto: Carol Miranda/CPRH
 

 A realização do Projeto “Verão Ambiental: essa é a nossa praia!“ em Fernando de Noronha foi o marco inicial do programa ambiental de preservação das praias, idealizado e promovido pela Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH). Ocorrido no último final de semana, o evento teve o apoio do administrador da ilha, Romeu Baptista, e de sua equipe, além do apoio de representantes do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), contando com uma extensa programação.

De maneira lúdica, a equipe de Educação Ambiental da Agência, acompanhada de atores profissionais, abordou a necessidade de se preservar os biomas do litoral, mostrando ser possível conciliar lazer e cuidados com o meio ambiente. Os trabalhos foram iniciados no cruzeiro Ocean Dream, quando a equipe da Agência realizou uma série de atividades, incluindo palestras, jogos e apresentações de esquetes teatrais. “Os trabalhos de EA decorrem de condicionantes da licença ambiental concedida pela CPRH para os cruzeiros marítimos para Noronha”, explica o diretor-presidente da CPRH, Hélio Gurgel.

Caracterizados dos personagens Tortuga, Eusébio e Chico, os atores demonstraram, de maneira leve e divertida, quais as principais questões a serem abordadas, hoje encontradas nas áreas litorâneas, e o que deve ser feito adequadamente em prol do ambiente. São medidas simples, a exemplo do recolhimento do lixo, de se evitar pisar nos corais e de não levar animais para as praias, o que pode acarretar em doenças para a população.

Ao desembarcar no Porto de Santo Antônio, a equipe se dirigiu à praia do Sueste, onde houve uma apresentação especial, com a presença do administrador da ilha; do integrante do ICMBio, Ricardo Araújo; da bióloga Karina Abreu, da Área de Proteção Ambiental (APA) de Noronha; e do representante do Projeto Tamar, Rafael Azevedo. Adultos e crianças ficaram encantados com a encenação dos atores, interagindo nos esquetes e até mesmo tirando fotos para levar como lembrança.

As ações em Noronha não serão restritas ao final de semana, uma vez que o projeto envolve também a capacitação dos profissionais que trabalham na área. Para isso, já ficou acertado que haverá capacitação dos gestores e de todos os envolvidos no processo, com a realização de oficinas e palestras. O objetivo é que estas pessoas se tornem multiplicadores de informações, implantando o projeto permanentemente em todo o arquipélago.

O diretor-presidente da CPRH disse ter sido surpreendente a receptividade pela comunidade local do programa ambiental da Agência, ficando ainda registrado também o interesse dos turistas, que presenciaram as apresentações do grupo, participando ativamente. “As praias de Noronha são consideradas preservadas e podem tornar-se um padrão para se buscar repetir no continente a qualidade dessas praias. Por isso, a participação de todos, habitantes e turistas, é fundamental no sentido de buscarmos uma integração homem e natureza de forma adequada”, pontuou.

Já o administrador da ilha, Romeu Batista, afirmou que o Projeto Verão Ambiental é de fundamental importância, no sentido de vir a somar às ações que já são promovidas na ilha. “O meio ambiente é prioridade do governador Eduardo Campos, por isso temos certeza de que o trabalho desenvolvido pela CPRH vai alavancar a questão e despertar o interesse de moradores e turistas, porque às vezes não há uma consciência adequada. Mas, juntos, vamos nos empenhar para modificar esta realidade”, comentou, acrescentando que atualmente existem 3,5 mil habitantes, que ocupam 30% da área do arquipélago, enquanto os 70% restantes são definidos como Parque Nacional Marinho. O número de turistas, por sua vez, chega a 800 diariamente, em média, durante todo o ano.

Desde 25 de novembro (Dia Internacional de Ação Não Mais Violência contra as Mulheres) até 10 de dezembro (Dia Internacional dos Direitos Humanos) mais de 100 países se mobilizarão na 21ª Campanha 16 Dias de Ativismo contra a Violência de Gênero.

A iniciativa foi criada em 1991 por feministas e movimentos de mulheres ligados ao Centro para Liderança Global das Mulheres (CWGL, na sigla em inglês), com a finalidade de evidenciar a violência contra as mulheres como um desrespeito aos direitos humanos.

Durante os 16 dias da Campanha, o Instituto Sou da Paz lembrará algumas das instituições e ações que nos últimos anos contribuíram para dar visibilidade e combater esse tipo de violência no Brasil. A cada dia da Campanha você poderá conhecer quatro referências que atuam ou atuaram na defesa dos direitos das mulheres no país através do link http://www.soudapaz.org/16dias/

Em 2011 o tema da campanha “Da paz no lar à paz no mundo: vamos desafiar o militarismo e acabar com a violência contra as mulheres!”.

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Pelo quarto ano, o Recife comemora o Dia Nacional de Ação de Graças nesta quinta-feira (24) com diversas ações espalhadas pela Região Metropolitana, culminando com o Show de Gratidão e Solidariedade realizado no Marco Zero, a partir das 17h30. Entre as atrações estão Padre Fábio de Melo, o cantor gospel Régis Danese e o pernambucano Almir Rouche, além da participação da Escola Pernambucana de Circo, do Coral da Igreja Batista da Capunga e apresentações de dança, como hip hop, caboclinho e street dance. No evento ainda estarão presentes Dom Fernando Saburido, Dom Paulo Garcia e Ednar Santos, Presidenta da Federação Pernambucana de Espiritismo.

A entrada para o show é gratuita, mas o público pode colaborar com a campanha para arrecadação de alimentos promovida pelo Comitê Brasileiro do Movimento de Resgate do Dia Nacional de Ação de Graças, doando 1 kg de alimento não perecível. Os alimentos arrecadados serão repassados para a Ação da Cidadania Natal sem Fome dos Sonhos para os desabrigados das enchentes da Mata Sul do Estado e várias instituições carentes do Recife e Região Metropolitana.

Mais informações pelo site www.acaodegracas.com.br, que também contará com transmissão ao vivo.

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Alcione, Ana Carolina, Beth Carvalho, Carlinhos Brown, Chico César, Daniel, Daniela Mercury, Ed Motta, Elba Ramalho, Lenine,  Margareth Menezes e Martinho da Vila são alguns dos cantores que gravaram o clipe para a campanha Quem ama, abraça, que combate a violência contra as mulheres, a ser  lançado no portal www.quemamaabraca.org.br, no próximo dia 25 de novembro. A ação é uma iniciativa da Rede de Desenvolvimento Humano e do Instituto Magna Mater em comemoração aos 30 anos do Dia Internacional de Luta pela Não Violência contra Mulheres. O primeiro evento de lançamento da campanha, que conta ainda com intervenções urbanas, aconteceu nesta quarta-feira (23),  no Espaço Cultural do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher (Cedim), no Rio de Janeiro. O segundo acontece na sexta-feira (25),  no Largo da Carioca.

A campanha tem como principal objetivo chamar a atenção da população para os dados alarmantes, extraídos do Mapa da Violência 2011, do Ministério da Justiça, e da pesquisa feita pela Fundação Perseu Abramo em parceria com o Serviço Social do Comércio (Sesc).

A pesquisa constatou que 30% das mulheres brasileiras já sofreram algum tipo de violência doméstica; que a cada duas horas, uma mulher é assassinada no Brasil; que seis em cada dez brasileiros conhecem alguma mulher que foi vítima de violência doméstica; e que a cada dois minutos, cinco mulheres são violentamente agredidas no país.

“Tivemos a preocupação de fazer uma campanha que dialogasse com a sociedade. O que queremos muito é atrair a sociedade, as pessoas, homens e mulheres, para que a gente possa fazer um mutirão. Criar uma grande onda de abraços pelo fim da violência contra as mulheres. Infelizmente, os dados que temos até hoje são assustadores”, ressaltou a coordenadora executiva da Rede de Desenvolvimento Humano (Redeh), Schuma Schumaher.

Segundo a coordenadora, existem leis que garantem proteção para a mulher que denuncia seu agressor, e é importante denunciar os agressores. Para ela, o movimento busca assegurar os direitos das mulheres e é preciso encontrar meios para que os índices de violência sejam menores na sociedade.

Desde o dia 16 de novembro, sete estatuetas de mulheres estão espalhadas em pontos de grande movimento da cidade. A intervenção faz parte da ação Mulheres pela Cidade, que se propõe, por meio de representação simbólica de estatuetas de madeiras, a mostrar às autoridades e à opinião pública como as mulheres são tratadas.

De sexta-feira (25) ao dia 10 de dezembro, a campanha Quem Ama, Abraça estará na TV, no metrô e nas ruas de importantes cidades brasileiras. Esta é a primeira vez que o movimento se apresenta no Brasil. Além do Rio, foram colocadas estatuetas nas cidades de Porto Alegre, Vitória, Natal e Belém. 

Bicicleta verde é capaz de percorrer distâncias médias, de forma econômica, sem fazer barulho e sem emitir gases poluentes

O videomaker Alexandre Paschoalini, que há seis meses utiliza uma bicicleta elétrica

O videomaker Alexandre Paschoalini, que há seis meses utiliza uma bicicleta elétric
A recente e polêmica implantação de ciclofaixas na cidade de São Paulo pode abrir espaço – a médio prazo – para a utilização de um novo tipo de meio de transporte: as bicicletas elétricas, veículos capazes de percorrer distâncias médias, de forma econômica, sem fazer barulho e sem emitir gases poluentes.
De acordo com um estudo da empresa de pesquisa de mercado americana Pike Research, os veículos elétricos de duas rodas irão vender mais do que os de quatro rodas nos próximos anos. Dentro desse filão, as bicicletas elétricas corresponderão por 56% do mercado, contra 43% das motocicletas, e cerca de 1% de scooters.
Por enquanto, o maior mercado consumidor desse tipo de veículo é o asiático, impulsionado pela China, responsável por 95% das aquisições. Segundo estimativas, a China produz cerca de 21 milhões de bicicletas elétricas anualmente. O uso é tão comum que o código de trânsito local classificou as bicicletas elétricas como bikes comuns, o que isenta os usuários de carteira de habilitação para seu uso.
Entretanto, Oriente Médio e África lideram em crescimento, aponta a Pike Research. A expectativa é que o número de bicicletas elétricas vendidas na África cresça 56% anualmente até 2016. A empresa não possui números sobre o mercado brasileiro.
Além do preço, outra vantagem que justifica o número maior de vendas das bicicletas em relação aos carros elétricos é a eficácia energética. Enquanto uma bike precisa 2 kWh para percorrer 100 quilômetros, um carro elétrico exige de 15 a 20kWh - ou seja, um ciclista precisa de cerca de 10% da energia de um motorista.
Além disso, ele possui maior mobilidade em relação às baterias, que podem ser removidas e recarregadas remotamente, diferente dos carros que exigem toda uma infraestrutura instalada. 
Adeptos em São Paulo
Morador do bairro da Consolação, o videomaker Alexandre Paschoalini, 28 anos, utiliza sua bicicleta elétrica, diariamente, para ir ao trabalho, no bairro da Vila Madalena. Em média, ele percorre uma distância de 12 quilômetros.
Segundo ele, cada viagem de ida e volta consome uma carga da bateria, que ele recarrega toda noite, após o trabalho. Em média, cada recarga adiciona 25 centavos à sua conta de luz (se fosse ao trabalho de ônibus, Alexandre gastaria seis reais).
“Gosto da sensação de me movimentar em meio ao trânsito parado, mas seria muito melhor se existisse uma via exclusiva para ciclistas, com mais segurança”, afirma ele.
Fonte: Exame.com

images3Do Greenpeace Brasil

Completada uma semana desde que veio a público o derrame de petróleo da empresa Chevron no Campo de Frade, na Bacia de Campos, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) finalmente se pronunciou e estima que o vazamento possa chegar a mais de 330 barris, ou mais de 50 mil litros de petróleo a cada 24 horas. Primeiro vazamento desse tipo no Brasil, o acidente reproduz a história do Golfo do México. Por sinal, a plataforma SEDOC 706, que perfura os três poços da Chevron de onde saiu o vazamento, é da mesma empresa que operava com a BP no triste episódio mexicano, a Transocean.

A área da mancha de óleo avistada em alto-mar, e que já foi detectada pelos satélites da Nasa, foi estimada pela Chevron no último domingo em 163 quilômetros quadrados. No entanto, após ver as imagens divulgadas pela Nasa, o geógrafo John Amos, diretor do site SkyTruth, especializado em interpretação de fotos de satélites com fins ambientais, concluiu que o derrame pode chegar a 3.738 barris por dia, mais de dez vezes o que a ANP afirmou. Com isso, não se pode confiar em mais nada.

“A causa ainda é desconhecida. A Chevron declara que o vazamento é resultado de uma falha natural na superfície do fundo do mar, e não no poço de produção no campo de Frade. Mas essa falha natural não aparecia no Estudo de Impacto Ambiental (EIA). O que aconteceu em Frade para a ‘falha natural’ começar a jorrar petróleo? Onde está o EIA de Frade, para que a população possa acessá-lo?”, questiona Leandra Gonçalves, da Campanha de Clima e Energia do Greenpeace.

A ANP aprovou, no último domingo, o Plano de Abandono apresentado pela Chevron para o poço 9-FR-50DP-RJS, onde ocorreu o vazamento. O plano prevê usar lama pesada para fechá-lo. Em seguida será usado cimento para extinguir o poço de forma definitiva. Segundo o cronograma previsto, o vazamento deverá ser controlado nos próximos dias e o procedimento deve ser concluído até a próxima semana.

Na semana passada, logo que o vazamento veio à tona, a presidente Dilma Rousseff determinou “atenção redobrada e uma rigorosa apuração das causas do acidente, bem como de suas responsabilidades”.

“A declaração da presidente indica alguma preocupação do país com casos como esse, mas ainda falta seriedade, agilidade e transparência à ANP, que apenas ontem divulgou qualquer tipo de informação sobre o vazamento à população. Esperamos agora que as autoridades públicas cumpram sua ordem e sejam transparentes com as informações”, afirmou Leandra.

Enquanto isso, a população se pergunta se a ANP recebeu as imagens da mancha, e se continua a considerá-la um “pequeno vazamento”. A foto da Nasa é uma prova de que não são  apenas umas gotas inofensivas, mas uma imensa mancha negra de óleo no meio do oceano.

Em nota, a ANP responsabiliza inteiramente a Chevron pelo acidente e pela contenção do vazamento. No entanto, a Petrobras detém 30% da produção, e mesmo assim não foi nem sequer perturbada. Além de não ter oferecido à população informações claras sobre o caso e suas possíveis conseqüências, a petroleira possui uma estrutura de contenção insuficiente, e por isso está sendo socorrida por outras empresas do ramo.

“Vazamentos como este mostram que a exploração de petróleo em alto-mar não é segura nem no Golfo do México, nem no Brasil”, afirma Leandra. “Isso apenas reforça a necessidade urgente de uma moratória para a exploração do petróleo na região de maior diversidade do Atlântico Sul, o Parque Nacional Marinho de Abrolhos”, conclui.

Assine e divulgue a petição: petróleo em Abrolhos, não.

logoctv2-1_webLetícia Freire, para o MMA

Começou a distribuição dos 82 vídeos ambientais selecionados para o Circuito Tela Verde. Vídeos de animação, clipes e filmes didáticos serão exibidos em 2 mil salas em todos os estados brasileiros a partir do dia 21 de novembro até o final de dezembro. A expectativa é de que no período mais de 10 mil pessoas assistam as sessões, sempre seguidas por debates sobre meio ambiente.

O diretor do Departamento de Educação Ambiental do MMA, Nilo Diniz, espera que o circuito dê uma contribuição substancial para o debate sobre sustentabilidade com vistas à Rio+ 20, marcada para junho de 2012. O Circuito Tela Verde é um dos principais programas de educação ambiental do Ministério do Meio Ambiente. “É uma forma de trabalhar o tema socioambiental, usando com mais eficiência os meios de comunicação”, disse.

A 3ª edição do circuito, lançada  no último dia 10 de novembro na Universidade de Brasília, com a exibição de 10 curtas de animação e três filmes ambientais, um deles, “Em busca da Carobinha”, é um bom exemplo de busca de identidade social associado a práticas ambientais. Realizado pelo projeto Vídeo Ambiental, coordenado por Eduardo Strucchi, narra a história dos pequenos habitantes de um planeta chamado “Carobinha”. Eles visitam a Terra em busca da semente de Caroba (Jacarandá puberula). Nessa procura, os extraterrestres se unem aos estudantes de uma escola da favela do Rio de Janeiro.

O filme foi todo rodado na escola. O objetivo da produção foi promover o resgate do nome da comunidade, marcado pela violência.

Com informações da Redação EcoD

O Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), em parceria com a Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM/PR) e a Secretaria de Políticas para as Mulheres do Estado da Bahia, assinaram, no último dia 13 de novembro, um acordo de cooperação, que pode servir de exemplo para outros Estados da Federação. O acoro visa reforçar a cidadania e ampliar a autonomia econômica das mulheres do campo e da floresta.

O documento prevê a execução de ações de prevenção e assistência à violência contra a mulher baiana e foi assinado durante a 3ª Conferência Estadual de Políticas para as Mulheres, que aconteceu em Salvador entre sábado (12) e segunda (14). O evento teve a participação de 1,2 mil mulheres que debateram políticas públicas de enfrentamento às desigualdades entre os gêneros, mercado de trabalho, combate à violência, erradicação da pobreza, presença feminina nos espaços de poder e decisão, entre outros temas.

O acordo terá quatro anos de vigência e estabelece que os governos federal e estadual deverão, juntos, garantir que as trabalhadoras rurais tenham acesso a documentação civil e jurídica, autonomia econômica considerando a dimensão étnico, racial e geracional, com ênfase naquelas que se encontram em situação de vulnerabilidade socioeconômica. O objetivo é promover a organização econômica e a redução da pobreza extrema, e reforçar o enfrentamento da violência contra as mulheres.

O Programa Nacional de Documentação da Trabalhadora Rural, que possibilita a emissão gratuita de documentos civis, trabalhistas e jurídicos, já atendeu cerca de 36.500 mulheres no estado da Bahia, emitindo o total de 73.374 documentos, de 2004 a 2010.

A parceria entre o MDA e a Secretaria de Políticas para Mulheres da Bahia prevê ações integradas que serão desenvolvidas a partir de quatro estratégias:

• Estimular o exercício da cidadania e autonomia das mulheres por meio da emissão de documentação civil e jurídica;

• Promover processos de formação continuada para fomentar e criar a Rede de Mulheres nos Territórios de Identidade;

• Fomentar a inclusão produtiva dos grupos e organização de mulheres;

• Promover ações de prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres do campo.

Essa parceria reforçará as ações previstas no contrato de repasse que será celebrado entre a Diretoria de Políticas para Mulheres Rurais e SPM/BA no valor de 2,6 milhões para fortalecimento da cidadania e da organização produtiva de mulheres rurais e o seu protagonismo na economia rural.

As ações previstas nestes termos fazem parte do II Plano Nacional de Políticas para as Mulheres, que incluem ações, objetivos e metas para as trabalhadoras rurais pactuadas pelo MDA.

A III Conferência Estadual de Políticas para as Mulheres da Bahia acontece como processo preparatório para a Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres, que será realizada de 12 a 15 de dezembro em Brasília.

*publicado originalmente no site EcoD.

negro_brasil_250Por Flávia Villela, da Agência Brasil

O número de municípios onde os domicílios tinham maioria de pretos e pardos aumentou 7,6 pontos percentuais, entre 2000 e 2010, ao passar de 49,2% para 56,8%. A constatação faz parte do Mapa da População Preta & Parda no Brasil Segundo os Indicadores do Censo de 2010, divulgado nesta segunda-feira (14).

Em 1.021 cidades (18,3% do total), pretos e pardos eram mais de 75% da população. O estudo foi elaborado pelo Laboratório de Análises Econômicas, Sociais e Estatísticas das Relações Raciais (Laeser), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

O percentual de pessoas que se declararam pretas passou de 6,2% para 7,6% em uma década. O aumento foi maior entre as que se declararam pardas, de 38,5% para 43,1% no mesmo período. Em 2010, aproximadamente 91 milhões de pessoas se classificaram como brancas, 15 milhões como pretas, 82 milhões como pardas, 2 milhões como amarelas e 817 mil como indígenas.

O coordenador da pesquisa, Marcelo Paixão, acredita que os indicadores com base no Censo 2010 foram influenciados pelo processo de valorização da presença afrodescendente na sociedade brasileira e pela adoção das políticas afirmativas.

“Esses dados demonstram não só uma mudança demográfica, mas também política, social e cultural, porque expressa uma nova forma de visibilidade da população negra brasileira ao estimular que as pessoas assumam sua cor de pele de uma maneira mais aberta.”

O censo, elaborado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a cada dez anos, introduziu, em 2010, a pergunta sobre cor ou raça para todos os domicílios e não mais por amostra, como era feito anteriormente.

Segundo Marcelo Paixão, a comparação dessa informação com dados futuros do IBGE, como a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do ano que vem e o Censo de 2020, será muito útil para traçar um perfil mais fiel da população.

“O interessante para 2020 é verificar se esse percentual da população preta e parda no Brasil vai continuar aumentando. Porque é claro que tem também uma população que não é negra. O ideal é que as bases de dados expressem melhor o perfil da população brasileira, que corresponda à realidade”, disse o economista.

De acordo com o levantamento de 2010, São Paulo é a cidade com maior número de pretos e pardos em todo o país, com cerca de 4,2 milhões, seguido do Rio de Janeiro (cerca de 3 milhões) e Salvador (cerca de 2,7 milhões).

Se forem considerados apenas negros, Salvador lidera o ranking com 743,7 mil, seguida de São Paulo (736 mil) e do Rio (724 mil).

No Norte e no Nordeste, respectivamente, 97,1% e 96,1% dos municípios eram formados por maioria preta e parda. No Centro-Oeste, esse percentual chegava a 75,5%, no Sudeste, a 37,1% e, no Sul, a apenas 2,3%.

Cunhataí, em Santa Catarina, é a única cidade brasileira sem a presença de pessoas que se declararam pretas.

Segunda, 14 Novembro 2011 13:36

"Doe um livro" já movimenta o twitter

Escrito por
livrosTem início, nesta segunda-feira (14), a campanha Doe um livro no Natal com pontos de arrecadação nas lojas Droga Raia, espalhadas por todo país. Por mais um ano, a Fundação Abrinq – Save the Chidlren será uma das organizações beneficiadas com a ação.

Lançada no Twitter em 2009, a campanha nasceu de maneira informal, apenas a título de conscientização, pelos amigos virtuais Heber Dias de Sousa, Laura Furquim Xavier e José Luis Goldfarb.  Com o objetivo de incentivar os internautas a doarem livros no Natal, a ação teve uma enorme receptividade e tornou-se um projeto consistente com adesões em todo o país.

Faça a diferença #doeumlivronesteNatal! A campanha não aceita livros didáticos!


Mais informações no blog http://doeumlivrononatal.blogspot.com/

 

cartinha_para_papai_noelOs Correios deram início nesta sexta-feira (11) à campanha nacional Papai Noel dos Correios 2011, que presenteia crianças que escrevem cartas pedindo presentes. Em 2010, foram postadas 1,2 milhão de cartas destinadas ao Papai Noel. Desse total, a campanha arrecadou e entregou 685.698 presentes.

Os interessados em colaborar podem participar de duas maneiras: como ajudantes ou padrinhos. Os ajudantes leem, cadastram informações e selecionam as cartas. Os padrinhos são pessoas que “adotam” uma cartinha, providenciando o presente solicitado pela criança. As cartas são disponibilizadas para adoção em unidades dos Correios.

Os presentes devem ser entregues pelos padrinhos nos pontos divulgados pelos Correios para que, posteriormente, a entrega seja feita pela empresa. “Dependemos da sociedade, do empresariado, para que se engaje no projeto junto com os Correios e adote, apadrinhem as cartinhas para que a gente possa fazer mais crianças felizes”, destaca o vice-presidente de Negócios dos Correios, José Furian Filho.

As datas da campanha podem variar em cada estado. Informações oficiais sobre o Papai Noel dos Correios são encontradas no site www.correios.com.br ou pelos telefones 3003-0100 (capitais e regiões metropolitanas) e 0800 725 7282 (demais localidades).

Via Agência Brasil

energia-1Portaria assinada entre ministros da Saúde e Minas e Energia garante que as famílias terão abatimento de 10% a 65% para o uso de equipamentos médicos elétricos de uso continuado 

As famílias que têm uma pessoa com doença ou deficiência terão desconto na tarifa de energia, quando, para tratamento ou benefício da saúde, for necessário o uso de equipamentos médicos elétricos de uso continuado. Portaria assinada entre os ministros de Minas e Energia, Edison Lobão, e da Saúde, Alexandre Padilha, inclui esse público nos beneficiados da Tarifa Social de Energia Elétrica (TSEE). A portaria foi assinada durante a cerimônia de lançamento dos programas Melhor em Casa e SOS Emergência, no Palácio do Planalto, com a presença da presidenta da República, Dilma Rousseff. As medidas integram as ações da rede Saúde Toda Hora, que está reestruturando os serviços de urgência e emergência do país.

(Confira texto da portaria em www.saude.gov.br)

As famílias devem ser inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e possuir renda mensal de até três salários mínimos. A Lei da Tarifa Social foi instituída pelo governo federal em janeiro de 2010, com a meta de beneficiar 22 milhões de famílias. Os descontos variam de 10% a 65%, dependendo do consumo.

Quem consome até 30 kw/h por mês terá desconto de 65% na conta de luz; de 31 kw/h até 100 kw/h, o desconto será de 40%; e acima de 100 kw/h cai para 10%. Índios e quilombolas com consumo de até 50kw/h por mês estarão isentos de pagamento. Aqueles que consomem de 51kw/h até 100 kW/h terão 40% de desconto; e de 101 kw/h a 220 kw/h, 10%. Com essa medida, o governo pretende estender o benefício para quem de fato é consumidor de baixa renda e consome até 220 kw/h por mês.

Para ter acesso à Tarifa Social de Energia Elétrica, o responsável pela unidade consumidora ou o próprio portador da doença ou com deficiência poderá, a qualquer tempo, requerer o benefício às concessionárias.

Quinta, 10 Novembro 2011 20:17

Guia Exame aponta empresas-modelo em sustentabilidade

Escrito por

21-empresas-modelo-em-sustentabilidade-em-2011-abre-325x1673No lançamento do Guia Exame de Sustentabilidade 2011, que aconteceu ontem em SP, a revista Exame divulgou o nome das 21 empresas brasileiras consideradas, pela publicação, exemplos de responsabilidade socioambiental neste ano. Conheça cada uma delas

A revista Exame, da Editora Abril, promoveu na noite desta quarta-feira, 09/11, o evento de lançamento da publicação Guia Exame de Sustentabilidade 2011, que reconhece as empresas brasileiras que estão mais comprometidas com as questões relacionadas à responsabilidade socioambiental

Com apresentação da jornalista Mônica Waldvogel, a festa de lançamento do especial aconteceu na Fundação Maria Luisa e Oscar Americano, em São Paulo, e anunciou as 21 empresas que, segundo o Guia Exame, se destacaram no setor da sustentabilidade neste ano de 2011. São elas:
- Alcoa;
- Anglo American;
- Aperam;
- Braskem;
- Bunge;
- Dow;
- EDP;
- EleKtro;
- Embraco;
- Fibria;
- Fleury;
- Itaú Unibanco;
- Kimberly-Clark;
- Masisa;
- Mexichem Brasil;
- Natura;
- Philips;
- Promon;
- Sabin;
- Suzano e
- Unilever, que foi eleita pela publicação a empresa sustentável do ano por buscar expandir a sustentabilidade para produtos de consumo de massa. 

Confira, com detalhes, na reportagem 21 empresas-modelo em sustentabilidade em 2011 o que cada uma das companhias brasileiras, escolhidas pelo Guia Exame de Sustentabilidade 2011, estão fazendo no setor da responsabilidade socioambiental para serem consideradas exemplos corporativos de sustentabilidade

20100209163945Da Agência Brasil

A proposta que torna crime dirigir sob efeito de álcool ou outra substância psicoativa no sangue, independentemente da quantidade, que foi aprovada em caráter terminativo pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, no último dia 9 de novembro, segue para votação na Câmara dos Deputados.

O Código Brasileiro de Trânsito prevê tolerância até 0,6 decigramas (dg) de álcool por litro de ar expelido pelos pulmões. O nível de álcool consumido pelo motorista atualmente só pode ser detectado com o teste do bafômetro, que não é obrigatório.

A proposta do senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES) prevê outros tipos de qualificação de embriaguez, como testes de alcoolemia e exames clínicos, além de “prova testemunhal, imagens, vídeos ou produção de quaisquer outras provas em direito admitidas”.

As punições vão desde a detenção de seis meses a três anos a multa e suspensão da carteira de habilitação. No caso de morte provocada pelo motorista embriagado, o condutor do veículo pode cumprir pena de reclusão de quatro a 12 anos, pagar multa e ter a suspensão ou a proibição de nova carteira de habilitação.

O relator do projeto, Pedro Taques (PDT-MT), acolheu duas emendas do senador Demóstenes Torres (DEM-GO) para melhor especificar a punição dos infratores envolvidos em acidentes de trânsito e outra para simplificar a redação do projeto.

11-11-11 

ONU Brasil

As Nações Unidas, em colaboração com a organização One Day on Earth (Um Dia na Terra), estão incentivando criadores de mídia em todo o mundo a participar da filmagem coletiva programada para a próxima sexta-feira, dia 11/11/11, como parte de um projeto que busca documentar, em um único dia, a cultura e os problemas que ocorrem em cada parte do globo.

No ano passado, no dia 10/10/10, a comunidade online da organização One Day on Earth, incluindo mais de 95 escritórios da ONU, filmou imagens em todos os países do mundo, captando através das câmeras tanto alegrias como lutas da vida cotidiana dos povos. O filme foi o resultado de 3.000 horas de filmagens, que agora são de uso compartilhado de todos aqueles que participaram do projeto.

 “Embora o filme identifique os pontos em comum que conectam todos nós, ele também celebra a diversidade que faz parte da nossa natureza única e singular”, diz Kyle Ruddick, fundador e diretor da One Day on Earth. “O filme contém uma mensagem de esperança, mas é também um forte apelo à ação para a mudança positiva em questões enfrentadas pelas comunidades locais e globais.”

Este ano, o projeto terá seguimento com um segundo dia de filmagem mundial do One Day on Earth, marcado para a próxima sexta-feira, 11 de novembro (11/11/11). Em um esforço para aumentar a abrangência da iniciativa, centenas de curtas-metragens que irão resultar deste segundo dia de captação de imagens também serão exibidos na mostra global planejada para fevereiro de 2012 e em eventos diversos.

A One Day on Earth possuiu uma comunidade online que agrega mais de 19 mil cineastas experientes e novatos em parceria com as Nações Unidas e mais de 60 organizações sem fins lucrativos. O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) se comprometeu a dar apoio logístico às colaborações anuais ao projeto One Day on Earth até dezembro de 2015.

Saiba mais

A organização One Day on Earth começou em setembro de 2008 como um projeto único de novas mídias para criar um vídeo ‘cápsula do tempo’, uma comunidade online global e um longa-metragem de cinema, tudo a partir de imagens capturadas no período de 24 horas do dia 10 de outubro de 2010 (10/10/10).

O fundador e diretor Kyle Ruddick e o co-fundador e produtor-executivo Brandon Litman desenvolveram o projeto como um arquivo compartilhado, permitindo que todos os participantes possam usar e editar as imagens para mostrar a sua interpretação do mundo.

One Day on Earth também trabalha de perto com dezenas de organizações sem fins lucrativos e ONGs para documentar importantes questões sociais, mantendo colaborações mundiais. da organização.

Mais informações

http://www.onedayonearth.org/

captura-de-tela-2011-10-20-c3a0s-14-41-47Dez editais que fazem parte do Programa de Fomento aos Museus Ibram 2011 estão com inscrições abertas. São mais de R$ 16 milhões em recursos financeiros destinados a prêmios e projetos relacionados à construção e modernização de museus, ao incentivo a artistas contemporâneos, à divulgação do tema museu em diversas mídias e ao apoio a iniciativas e experiências de memória social desenvolvidas por comunidades e grupos populares.

Esses recursos são resultado de emendas parlamentares apresentadas pelo Congresso, do orçamento do Fundo Nacional de Cultura/MinC. Do total de editais, seis foram lançados em 2011. São eles (clique no nome para ver o Edital):

Prêmio Ibram de Arte Contemporânea – busca ampliar, estimular, viabilizar práticas artísticas contemporâneas e fomentar o processo artístico nacional. Cinco (5) artistas emergentes e cinco (5) artistas estabelecidos serão contemplados por esse prêmio, que tem como objetivo selecionar projetos para produção de obra inédita. Os prêmios são de R$ 60 mil e R$ 100 mil e as inscrições vão até 30 de novembro.

Edital Modernização de Museus – Microprojetos  - tem por objetivo selecionar 50 (cinquenta) iniciativas voltadas à cultura, memória e patrimônio a fim de fomentar o processo sócio cultural nacional. Os prêmios variam de R$ 10 mil a R$ 50 mil e as inscrições seguem até 27 de novembro.

Prêmio Pontos de Memória 2011 - busca reconhecer iniciativas de práticas museais e de processos dedicados à memória social que se identifiquem com a perspectiva da museologia social, da diversidade sociocultural e da sustentabilidade. É voltado para grupos étnicos-culturais tais como indígenas, afro-descedentes, ciganos, ribeirinhos, quilombolas, rurais, urbanos, de periferia, cultura litorânea, comunidades brasileiras no exterior, entres outros. Os prêmios são de R$ 30 mil e R$ 50 mil. Inscrições até 27 de novembro.

Prêmio Ibram de Roteiros Audiovisuais 2011 visa premiar 18 roteiros inéditos para produção audiovisual, com 60% de ambientação em museus brasileiros e vinte (20) produções de mídias digitais com argumentação museológica. Serão premiados: Roteiro de Longa Metragem; Roteiro de Curta Metragem; Roteiro de Documentário; Roteiro de Cine-TV  e Produção de Mídias Digitais. Os prêmios variam de R$ 5 mil a R$ 100 mil e as inscrições vão até 26 de novembro.

Edital para Criação e Fortalecimento de Sistemas de Museus - voltado para entidades públicas que atuam no âmbito museal, o Edital para a Criação e Fortalecimento de Sistemas de Museus visa ao apoio à estruturação, modernização e fortalecimento do Sistema Brasileiro de Museus. Podem participar entidades públicas, nos âmbitos municipal, estadual e distrital. Serão atendidos projetos com valor de R$ 100.000,00 (cem mil reais). Inscrições até 18 de novembro.

Prêmio Ibram de Enredos que consiste em selecionar e premiar até 34 (trinta e quatro) enredos carnavalescos com o tema: Museus, Memória e Criatividade. Cada prêmio é de R$ 15 mil e as inscrições seguem até 26 de novembro.

Os outros quatro editais, que já fazem parte da agenda do Ibram, são:

Edital Mais Museus – visa o conveniamento de projetos para a implantação de museus em municípios com menos de 50 mil habitantes e que ainda não possuam instituição museológica instituída. Podem participar pessoas jurídicas de direito público e de direito privado sem fins lucrativos, com finalidade cultural. No caso de pessoas jurídicas de direito privado deverão ser instituídas há no mínimo três anos. Os projetos atendidos terão valores entre R$100.000,00 e R$150.000,00. Inscrições até 18 de novembro.

Edital Modernização de Museus - seleciona projetos para conveniamento voltados à cultura, memória e patrimônio, para modernização dos espaços museais. Tem por objetivo ampliar, estimular e viabilizar a continuidade e a sustentabilidade das atividades das instituições selecionadas, a fim de fomentar o processo sócio cultural nacional. Os projetos atendidos terão valores entre R$ 100.000,00 e R$ 300.000,00 e as inscrições vão até 13 de novembro.

Prêmio Darcy Ribeiro 2011 -  está em sua 4ª edição e é voltado para práticas de educação não formal que objetivam a convergência entre cultura, arte e educação de modo a contribuir na ampliação do acesso às manifestações culturais e ao patrimônio cultural brasileiro. Podem participar instituições museais públicas não vinculadas à estrutura do Ministério da Cultura, órgãos ou entidades públicas que possuam em sua estrutura unidades museais, e instituições museais de direito privado sem fins lucrativos. Os projetos devem ter sido realizados nos últimos dois (2) anos e já concluídos. Os prêmios são de R$ 15 mil, R$ 10 mil e R$ 8 mil para o primeiro, segundo e terceiro colocados, respectivamente. As inscrições estão abertas até 30 de novembro.

Prêmio Mario Pedrosa - é voltado para trabalhos jornalísticos veiculados na mídia impressa nacional e que tiveram como tema “Mulheres, Museus e Memórias”. São três prêmios de R$ 10 mil; R$ 7 mil e R$ 5 mil para os 1º, 2º e 3º lugares, respectivamente. As inscrições seguem até 26 de novembro.

As inscrições podem ser feitas por meio do Sistema SalicWeb, disponível na página do Ibram (www.museus.gov.br). Os proponentes devem, após fazer a incrição, acompanhar, regularmente, o ambiente do Sistema. As diligências serão informadas através do item “Mensagens enviadas pelo MinC”.

Dúvidas e informações pelo email: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. .

DOAO-D1O Ministério da Saúde lançou sua nova campanha de incentivo à doação de sangue. A proposta, intitulada Essa corrente precisa de você – Doe sangue, pretende atingir 4 milhões de voluntários, o que corresponde a 2,1% da população brasileira.

A iniciativa também tem como objetivo conquistar doadores regulares, ou seja, aqueles que doam duas ou mais vezes por ano. Para estimular a população, o ministro da saúde, Alexandre Padilha, e o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, foram à Fundação Hemocentro de Brasília e realizaram suas doações.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), para manter os estoques dos hemocentros é necessário que 1,5% a 3% da população doe sangue regularmente.

Segunda, 07 Novembro 2011 19:27

Ventos brasileiros semeiam empregos verdes

Escrito por

energia_eolica_250Por Alice Marcondes, da Terramérica

A expressão “emprego verde”, criada para definir os postos de trabalho que contribuem de algum modo para preservar ou restaurar o meio ambiente, esta cada vez mais presente no vocabulário das empresas dispostas a atender a demanda social por uma economia mais limpa. O Brasil não fica alheio à tendência. Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), sua economia conta com mais de 2,6 milhões de postos de trabalho formais que se ajustam a esses critérios e empregam 6,7% da força de trabalho.

O estudo “Empregos verdes no Brasil: Quantos são, onde estão e como evoluirão nos próximos anos”, publicado em dezembro de 2009 pelo escritório local da OIT, prevê que esses números se multiplicarão no médio prazo. As energias renováveis geram, por si só, quase 550 mil destes empregos e constituem um dos nichos que mais estimulam a perspectiva de crescimento. Apesar de a biomassa (cultivo da cana-de-açúcar) e as grandes centrais hidrelétricas serem as principais empregadoras, o motor do crescimento do setor renovável são as turbinas eólicas.

O que coloca a energia do vento à frente das demais é sua oferta de trabalho decente, segundo a OIT um pré-requisito para que um emprego seja realmente “verde”. “Dar aos empregados condições de trabalho justas é fundamental. O setor eólico é formado por grandes projetos que mantêm sobretudo empregos formais”, disse ao Terramérica o coordenador do programa de trabalho decente e empregos verdes da OIT no Brasil, Paulo Sérgio Muçouçah.

“O fato de o trabalhador estar registrado e ter garantidos seus direitos já permite catalogar seu trabalho como decente. Tanto a indústria canavieira como as hidrelétricas têm histórico de conflitos trabalhistas, nas plantações e na construção de represas. Isto as coloca em desvantagem em relação à energia do vento”, destacou Muçouçah. A proporção da fonte eólica na matriz energética mundial cresceu quase 32 vezes no período de 15 anos.

No entanto, no Brasil, o avanço é mais tímido: embora os ventos permitam gerar 300 gigawatts (GW), segundo o Atlas do Potencial Eólico Brasileiro, em maio deste ano chegava apenas a um GW (um bilhão de watts) de capacidade instalada. O Plano Decenal de Energia do governo prevê contar com 12 GW até 2020. Para a Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), esta meta é muito modesta. “Na verdade, esperamos quase duplicar e chegar a 22 GW. É necessário que este crescimento continue para consolidar a indústria nacional”, explicou ao Terramérica a presidente-executiva da entidade, Élbia Melo.

No momento, o setor gera quase 13 mil postos de trabalho diretos e indiretos, divididos nas áreas de geração e distribuição do serviço, que incluem postos criados na construção dos parques eólicos. “Além da perspectiva de aumento do emprego, coincidindo com a ampliação da capacidade instalada, também há as empresas fabricantes de turbinas e demais componentes, que formam um mercado promissor”, ressaltou Muçouçah. Já há três fábricas instaladas e várias empresas completaram estudos para “inaugurar mais unidades fabris”, acrescentou o representante da OIT no Brasil.

Outro aspecto a favor do vento como gerador de emprego frente à hidrelétricas (atual matriz dominante) é que, para gerar e distribuir um terawatt (um trilhão de watts) por hora de energia eólica, são necessários entre 918 e 2.400 trabalhadores, enquanto para essa mesma quantidade as hidrelétricas necessitam de apenas 250 pessoas. “A diferença em volume de mão de obra não afeta o preço da eletricidade. O custo tão elevado da construção de centrais e turbinas hidrelétricas iguala o que o consumidor final deve pagar por ambas”, disse Muçouçah.

Dos 62 parques eólicos instalados, 43 estão no Nordeste, a região preferida para desenvolver a maioria dos novos projetos e assentar as indústrias do setor, devido à grande concentração e potência dos ventos de seu litoral atlântico. “O fato de as novas praças serem instaladas no Nordeste, uma região mais empobrecida e menos desenvolvida, faz da energia eólica um fator de desenvolvimento e converte esses empregos em mais verdes”, acrescentou o funcionário da OIT.

Na última licitação realizada pelo governo federal, a energia eólica ganhou metade da oferta, quase dois GW, oferecendo um preço médio abaixo de R$ 100 por megawatt/hora, mais barato do que a hidrelétrica. Este volume constitui um impulso fundamental para dar escala ao setor eólico. Contudo, um crescimento robusto, que engorde as estatísticas nacionais de empregos verdes, exige que o Brasil melhore seus meios de transporte e sua logística.

“É necessário melhorar esses setores para dar lugar ao grande volume de projetos contratados”, afirmou Élbia Melo. Além disso, segundo a presidente da Abeeólica, “ampliar a produção desta energia é um desafio que exige grande capacidade de governança para explorar potencialidades ainda limitadas pelo modelo energético vigente, de intensa emissão de gases causadores do efeito estufa”.

arara_azul_250Por Valeria Dias, da Agência USP

Uma pesquisa realizada no Instituto de Biociências (IB) da Universidade de São Paulo (USP) mostra que existem pelo menos três populações geneticamente distintas de araras-azuis (Anodorhynchus hyacinthinus) em território brasileiro. No Pantanal há dois grupos: norte e sul. O terceiro fica na região que compreende o norte do Brasil (sul do Pará) e o nordeste (região das Gerais: Piauí, Maranhão, Tocantins, Bahia). Os resultados do trabalho fornecem subsídios para o manejo adequado da espécie, além de dificultar a ação de traficantes de animais.

“Se uma ave for apreendida nas mãos de traficantes, será possível, com base no estudo, determinar qual a probabilidade de a ave ter sido retirada de um desses locais e, com isso, fornecer elementos que ajudem a estabelecer a rota de tráfico”, aponta a bióloga Flávia Torres Presti, que realizou uma pesquisa de doutorado sobre o tema.

A bióloga cita o exemplo de uma arara-azul apreendida com um traficante que relatou a polícia que trouxe a ave do Pantanal. “Pelas nossas análises verificamos que a probabilidade de arara-azul ter sido trazido do Pantanal era muito pequena. Os resultados da análise indicavam uma maior probabilidade de ela ter sido trazida de uma das duas outras áreas. Neste caso, a rota de tráfico utilizou os estados do norte e nordeste e depois se espalhou pelo Brasil”, conta Flávia. Segundo a bióloga, esse traficante já havia sido preso em várias regiões do país.

O estudo também possibilita a realização do manejo adequado das araras-azuis, visto que essas populações têm algumas características, como hábitos alimentares, bem distintos. Apesar de a diferença genética não ser tão acentuada, colocar uma ave em uma região diferente do seu habitat natural pode comprometer a sua sobrevivência. “A arara-azul é considerada vulnerável e poderá, no futuro, se tornar ameaçada de extinção em consequência do intenso tráfico ilegal e perda de habitat”, alerta Flávia.

No Pantanal, a alimentação da arara-azul é baseada no fruto de duas palmeiras: a bocaiuva e o acuri. Nas Gerais, elas se alimentam de frutos da piaçava e do catolé. Já na região do sul do Pará, as aves se alimentam de inajá, babaçu, tucum, gueroba, de alguns frutos de acuri ou bacuri e de macaúba ou bocaiuva. “Esses frutos de palmeiras apresentam características físicas distintas. Por exemplo, a consistência dos frutos ou presença de espinhos, que pode levar as aves a se adaptarem a essas diferenças. Por isso, a alimentação, entre outros aspectos, podem acentuar as diferenças genéticas entre os grupos”, esclarece.

Escalada

Para realizar o estudo, a pesquisadora foi a campo a fim de coletar sangue dos filhotes. Flávia precisou utilizar técnicas de escalada, pois as aves vivem em áreas de difícil acesso. No Pará, por exemplo, as araras-azuis fazem o ninho no interior de árvores a uma altura de 20 a 25 metros do solo. Nas Gerais, os paredões rochosos são o local escolhido para a chocagem de ovos.

A coleta de amostras de sangue de filhotes ocorreu na região das Gerais e do sul do Pará. Para as análises das aves do Pantanal, utilizou-se amostras disponibilizadas pelo Instituto Arara Azul. Além de Flávia, outra pesquisadora do IB também fez parte da empreitada: Adriana Ribeiro de Oliveira-Marques, que coletou material para uma pesquisa envolvendo araras vermelhas. Flávia realizou dois tipos de análise de DNA: a mitocondrial (genes herdados da mãe), e a nuclear (microssatélites), que mostra os genes herdados de ambos os pais.

A pesquisa baseou-se na hipótese da existência de três populações geneticamente distintas de araras-azuis que ocupariam as regiões do Pantanal, das Gerais e o sul do Pará. “Como são isoladas geograficamente, as aves de uma região não teriam como acasalar com as outras e, assim, cada um desses grupos evoluiria de maneira distinta”, explica. Segundo a bióloga, pensava-se também que as aves do Pantanal eram geneticamente idênticas.

O trabalho de Flávia revelou que as araras-azuis do pantanal se dividem em dois grupos: norte e sul. A análise mitocondrial revelou a existência de três grupos distintos: Pantanal norte, Pantanal sul, norte / nordeste. Já a análise de microssatélites apontou a existência de quatro grupos: Pantanal norte, Pantanal sul, norte, nordeste. “A existência dessas populações aumenta as chances de sobrevivência da espécie. Se todas fossem geneticamente iguais, e ocorresse algum tipo de mudança ambiental ou doença, todos os grupos poderiam se extinguir rapidamente devido a pouca variabilidade genética. Por isso, é importante conservar essas diferenças”, explica.

Fidelidade e monogamia

Flávia também constatou um índice de aproximadamente 81% de monogamia dos casais de araras-azuis. A constatação ocorreu a partir da análise de amostras coletadas de aves nascidas no mesmo ninho do Pantanal sul fornecidas pelo Instituto Arara Azul e do Pantanal norte com colaboração do biólogo Paulo Antas. Cada casal cria um ou dois filhotes em um mesmo ninho. “Geralmente as aves encontram um par e permanecem com ele por toda a vida ou até a morte de um deles. Por isso, existe uma probabilidade maior de duas aves serem irmãs se forem coletadas no mesmo ninho. Isso indica a monogamia do casal”, explica.

A pesquisadora analisou aves do mesmo ninho em anos consecutivos e alternados, ao longo de 9 anos de amostragem no Pantanal sul e de três anos no Pantanal norte. Partindo do pressuposto de que se o casal volta ao mesmo ninho,Flávia pode confirmar que as aves de anos diferentes do mesmo ninho devem ser irmãs.

As araras-azuis procriam uma vez ao ano, gerando um ou dois filhotes, no máximo. Se colocarem três ovos, apenas dois sobreviverão. “Os filhotes, ao nascerem, ficam cerca de três meses no ninho e, após saírem , ainda são dependentes dos pais para a alimentação. A separação total ocorre geralmente após 12 a 18 meses”, diz. Essas aves praticamente não migram e sempre ficam no local onde nasceram.

A pesquisa Caracterização da diversidade genética, da estrutura populacional e do parentesco de arara-azul-grande (Anodorhynchus hyacintthinus) por meio da análise dos genomas nuclear e mitocondrial foi apresentada em janeiro deste ano ao Instituto de Biociências, sob a orientação da professora Cristina Yumi Miyaki.

Da redação do jornalextra.com.br

Entre os dias 7 e 11 de novembro, no Caruaru Park Hotel, a Prefeitura de Caruaru realizará o VI Seminário de Formação de gestores e educadores – Programa educação inclusiva: direito à diversidade. O evento abordará, através de palestras e oficinas, a disseminação da política de educação inclusiva para quarenta e seis municípios de Pernambuco, já que Caruaru é referência no atendimento aos alunos que possuem algum tipo de necessidade especial.

Estarão presentes nomes que são referência na área da educação inclusiva, como a psicanalista Ana Maria Vasconcelos, a psicóloga Mércia Melo e a professora Helga Melo, que discutirão os fundamentos legais e pedagógicos para organização e oferta do atendimento educacional especializado (AEE), a institucionalização do AEE no projeto político pedagógico, a elaboração do plano de atendimento individual ao aluno, dentre outros.  A abertura do seminário será no dia 7 de novembro, às 9h, no Caruaru Park Hotel.

Quarta, 26 Outubro 2011 21:43

Neurônio no sistema

Escrito por

agua_cerebro_250Davi Carvalho, da Página22

Imagine que os inúmeros sistemas eletrônicos que nos cercam e convivem conosco diariamente desenvolvessem uma capacidade de processar e armazenar informações como o cérebro humano. Certamente, esses sistemas ainda não existem por completo, mas uma iniciativa tem como objetivo dar mais inteligência e autonomia a redes de abastecimento de água na Região Metropolitana de São Paulo. Isso alimenta a esperança de que, no futuro, sistemas inteligentes ajudem na gestão dos recursos do planeta.

A engenheira civil Cláudia Cristina dos Santos defendeu em sua tese de doutorado a construção de uma rede de conexões que permita a companhias de abastecimento de água otimizar suas operações e dar mais eficiência à distribuição. (Para conhecer o trabalho de Cláudia Cristina dos Santos, acesse teses.usp.br e digite o nome da pesquisadora)

Para isso, Cristina criou o que chamou de rede neural artificial (RNA) – estruturas ou sistemas computacionais que realizam o processamento de dados de maneira semelhante à do cérebro humano. “As redes neurais artificiais são modelos de processamentos matemáticos que tentam simular os sistemas naturais, utilizando-se de estruturas análogas às redes neurais biológicas (RNB)”, explica Cláudia, que é técnica em Ciência e Tecnologia, no Departamento de Sensoriamento Remoto do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). “Elas são baseadas na simulação computacional de aspectos da inteligência humana, levando em conta a capacidade continua do nosso cérebro de aprender e tomar decisões em conformidade com seu conhecimento acumulado.”

A doutora explica que “a RNA pode ser interpretada como um esquema de processamento que é capaz de armazenar experiências e disponibilizar esse conhecimento para aplicações no futuro, mas não necessariamente idênticas às utilizadas durante o aprendizado”. Essa parte cognitiva do sistema o torna pioneiro no uso de inteligência artificial para o controle de custos operacionais das companhias e de demanda por água a ser distribuída.

Na prática, a RNA ajuda as empresas distribuidoras de água a planejar sua atuação, minimizando custos e desperdício de recursos naturais e ajudando modelos de previsão meteorológica.

O trabalho permitiu que fosse feito um levantamento do consumo médio mensal na Região Metropolitana de São Paulo e mostrou que ele varia ao longo do ano, sendo maior no verão, com pico em março, e menor no inverno, com destaque para julho. Em geral, a tendência do consumo é diminuir a partir do mês de março e aumentar a partir de novembro. O mês de agosto tem um pico em relação aos meses de inverno, consequência do tempo seco que ocorre nesse período, que provoca um aumento no consumo. Durante a semana, o domingo é o dia de menor consumo, e a sexta-feira o de maior, e as quartas-feiras e os sábados são dias de consumo próximos da média.

De posse desses dados, governos e empresas podem desenvolver programas e projetos com vistas à redução de perdas financeiras e de água.

A rede criada por Cristina é mais um experimento da chamada biomimética, ramo da ciência que estuda a natureza com o objetivo central de encontrar “ideias” para o desenvolvimento de produtos e serviços. Acredita-se que sistemas tão complexos como os diversos biomas e a variedade da fauna e da flora existentes podem inspirar a criatividade e a inovação, já que existem há muito mais tempo que os seres humanos. Geralmente, esse recurso é utilizado pela indústria, que já desenvolveu carros inspirados em estrutura corporal de peixes, e turbinas eólicas em barbatanas de baleias.

Página22 abordou a biomimética em “O que a natureza faria”, quando trouxe exemplos bastante práticos de como a natureza tem influenciado o design humano em todas as áreas. A reportagem trazia a ideia de que a natureza é uma fonte segura e eficaz de inspiração para o redesenho do mundo criado pelo homem.

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