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Linha Editorial

  • "Mídia Construtiva é também lançar o olhar crítico sobre problemas, apontar falhas, denunciar. Contribuindo para a corrente que tenta transformar o negativo em positivo."

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clp-27-imgPor Camila Maciel, da Adital

“Uso excessivo de redes sociais pode causar depressão”. É o que afirma a pesquisa desenvolvida, em 2011, pela Academia Americana de Pediatria. O professor universitário W.Gabriel Oliveira, no entanto, alerta: “devemos destacar o termo excessivo”. Ele avalia que é necessário impor um limite, em especial entre adolescentes, mas que há benefícios nas redes sociais que também devem ser considerados, como a socialização e as mobilizações virtuais.

Os pesquisadores responsáveis pelo estudo o denominaram de ‘Depressão Facebook’, a qual atinge, especialmente, adolescentes que ficam horas do dia navegando nas redes sociais. De acordo com a pesquisa, o uso sem moderação poderia acarretar atos de cyberbullying, ansiedade social e isolamento severo. Nesse sentido, é essencial que os pais acompanhem a vida virtual dos filhos.

Na avaliação de W.Gabriel, a forte adesão de adolescentes às redes sociais reflete características próprias da juventude, como formação da identidade, necessidade de socialização e auto-afirmação. Ele relembra que, em épocas diferentes, outros interesses aglutinavam a juventude e também requeriam limites por parte dos responsáveis. “Na minha época era o celular, através das promoções, os adolescentes passavam madrugadas ao telefone”, relata.

Para o professor, as redes sociais diferenciam-se de outras mídias, tendo em vista as inúmeras possibilidades de interação. “Texto, vídeo, imagem, comentários formam um bombardeio de percepções, que nos deixam dependentes. Quero saber se alguém falou comigo, qual a opinião do outro, se foi publicado algo relacionado a mim”, enumera. Ele avalia que as identidades são reforçadas por meio das redes sociais, a partir da imagem que se deseja passar.

Segundo a pesquisa, os jovens que desenvolvem depressão, já manifestam tendência ao isolamento ou ansiedade e buscam na internet uma forma de interagir com outras pessoas. Quando essa relação não se estabelece, eles ficam deprimidos. O trabalho alerta para que os pais avaliem se o período dedicado aos relacionamentos virtuais não estão interferindo na construção de relacionamentos reais.

Gabriel Oliveira cita algumas ferramentas que podem colaborar no controle dos responsáveis, como o bloqueio de sites. Outra medida, a qual requer acordos entre pais e filhos, é a definição de horários para uso da internet. Os pesquisadores orientam que os adolescentes devem ter uma vida equilibrada, com responsabilidades escolares, atividades extras e tempo livre para lazer, que pode ser utilizado também para uso da internet.

Em relação aos sites de redes sociais, por sua vez, algumas medidas de segurança são adotadas, embora possam “ser burladas”, conforme prevê o professor W.Gabriel. Uma delas é a idade mínima para acesso, em alguns casos é de 13 anos, em outros só é permitido o acesso com maioridade, 18 anos. Por meio da política de ética do site, também são proibidos conteúdos pejorativos, impróprios, pornografia, os quais podem ser denunciados pelos usuários. No entanto, com uma média de 750 milhões de usuários, tal controle ainda é deficiente.

 Publicado em O Estado de S.Paulo

O debate sobre a redução de custos das fontes de energia renovável terá destaque na Rio+20, conferência da ONU para o desenvolvimento sustentável que será realizada no Brasil em junho de 2012, com a presença de 193 chefes de Estados. Segundo o coordenador executivo do evento, Brice Lalonde, a produção de equipamentos mais baratos, como células de captação solar, deve ter mais importância que as negociações referentes a cortes na emissão de gases causadores de efeito estufa.

"Acredito que vamos nos concentrar no aumento das fontes de energia renovável", avaliou Lalonde, em visita ao Brasil. "São duas maneiras de atingir o mesmo resultado, mas com um foco mais otimista."

Os organizadores da cúpula acreditam que a transferência de tecnologia e investimentos internacionais podem facilitar a difusão de energias limpas alternativas, permitindo sua adoção por um número maior de países.

"Precisamos de uma grande coalizão para reduzir o preço da energia renovável", afirmou o coordenador executivo da conferência. "A maior parte das pessoas acredita que a energia solar apresenta a maior promessa de redução de custos, mas apenas se tivermos incentivos para a criação de um mercado forte."

Entre os dias 23 de setembro e 2 de outubro de 2011, será realizado mais um capítulo da Bienal Internacional do Livro de Pernambuco. Com o tema “Literatura e Cidadania”, a Bienal chega a sua 8ª edição e o pavilhão de exposições do Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda (PE), volta a ser palco das discussões e debates que fomentam a feira literária referência de Pernambuco.

Nesta oitava edição do evento, livreiros, editores e distribuidores de todo o Brasil estarão reunidos mais uma vez, consolidando o Estado como um dos mais importantes pólos literários do país. O evento, que já faz parte do calendário cultural pernambucano, contempla leitores de todas as idades e escritores de todos os estilos. Um grande acontecimento que estimula o hábito da leitura em todas as camadas sociais, democratizando a informação inteligente.

O poeta recifense Mauro Mota e o escritor cearense Ronaldo Correia de Brito serão os grandes homenageados desta 8ª edição.

Uma estrutura antes só vista em livros

Para estimular o hábito da leitura, a VIII Bienal Internacional do Livro de Pernambuco terá uma extensa programação de palestras, oficinas literárias, bate-papos, apresentações infantis e muitas outras atividades. E tudo isso numa grande estrutura, com espaços exclusivos.

Esses espaços são pensados estrategicamente para tipos diferentes de públicos:

Auditórios Beberibe, Brum e Ribeira

Pela primeira vez utilizados na Bienal, os auditórios Beberibe, Brum e Ribeira receberão uma intensa programação acadêmica desenvolvida por diversas instituições como UNICAP, UFPE, APL, UBE, Clube do Livro Espírita e Colégio Damas. No auditório Ribeira o SESC reeditará o CineSESC, que exibirá filmes sobre a temática de literatura e cidadania em todos os dias do evento.

Círculo das Letras

Aqui as crianças poderão conhecer o mundo dos livros. Serão realizadas apresentações culturais, recitais poéticos e narrações de histórias para crianças de todas as faixas etárias.

Café Cultural

Espaço intimista e informal, sob coordenação da Fafire, onde escritores, jornalistas e professores farão leituras abertas, participarão de debates, minicursos e estabelecerão um contato mais próximo com o público.

Círculo das Ideias

O coração dos debates da Bienal. Por aqui passarão os principais autores convidados do evento, além de contar com uma programação variada de oficinas, seminários e mesas de debates.

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Escolas devem agendar visitas com a Cia de Eventos no telefone (81) 3231-5196.

A Bienal entre números e letras

Promovida pela Cia de Eventos, a Bienal Internacional do Livro de Pernambuco é uma grande oportunidade comercial. É o terceiro maior evento literário do Brasil, referência em todo o país, atrás apenas das bienais do Rio de Janeiro e de São Paulo.

A cada ano, mais personalidades da literatura internacional marcam presença, mais investimentos e receitas são geradas e mais pessoas comparecem, batendo recordes sucessivos de público. Mesmo sendo um evento com foco nas Letras, os números são expressivos.

Numeros Imagem Bienal

O maior objetivo da Bienal Internacional do Livro de Pernambuco é fazer uma grande celebração em torno de um produto nobre como é o livro, que sempre agrega valor e estimula a capacidade criativa das pessoas.

Por isso, existe uma preocupação da organização em sempre abrir espaço para editoras ainda de pouca visibilidade, possibilitando uma maior diversidade na oferta de títulos. A idéia é apresentar livros que não são achados na maioria das livrarias. E sempre com o cuidado de viabilizar estas ofertas com preços acessíveis.

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Agindo conjuntamente com a Secretaria de  Educação do Estado de Pernambuco, a Bienal  Internacional do Livro desenvolveu também um projeto pioneiro de investimento na Educação e desenvolvimento do hábito da leitura.

Através da distribuição de bônus para os professores da Rede Estadual de Ensino, deu um passo significativo na aquisição, pelo docente, de material didático, promovendo a renovação da biblioteca do docente pernambucano. O bônus mais uma vez está garantido para esta 8º edição.

O caso da Bienal Internacional do Livro e do Governo do Estado é pioneiro no Brasil e de maior sucesso, tido como um passo significativo nas políticas de investimento educacional, sendo um exemplo para outras ações em todo o país.

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Para saber de todas as novidades da Bienal, acompanhe o Blog do Bienaldo.

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A palestra será proferida em seminário promovido pela Unipaz Pernambuco

Leonardo Boff. Professor emérito de Ética e Ecologia da UERJ, professor visitante em Harvard, Salamanca, Basel e Heideberg, autor de mais de 60 livros na área da teologia, filosofia, ética e ecologia e poliglota de nove idiomas. Será ele o próximo palestrante da Unipaz Pernambuco, na Formação Holística de Base 2011. A instituição promoverá dia 01 de outubro, uma rara oportunidade do contato com este, que é um dos maiores teólogos mundiais e árduo defensor da consciência ambiental. O tema da palestra é “O Cuidar da Vida” que lançará no Recife o livro ‘Saber Cuidar. Ética do Humano – Compaixão pela Terra’. Nele, o autor traz a proposta de “Uma Alfabetização Ecológica para a Humanidade”. A palestra acontecerá no Mar Hotel, em Boa Viagem, das 9h às 12h. O telefone para realizar inscrição é o 3244-2742. Mais informações no site www.unipazrecife.org.br.

 O evento tem o intuito de levar a uma reflexão sobre a relação do homem com o planeta e, consequentemente, sobre uma das questões fundamentais, hoje, quando se fala da preservação da própria vida – a sustentabilidade. “A falta de atitudes de cuidado são os sintomas dos maiores problemas da humanidade. A degradação do planeta e a falta de conhecimento de si mesmo, leva à falência da Terra. Necessitamos colocar o Ecológico como realidade central. Para isso, precisamos promover uma Alfabetização Ecológica”, argumenta Leonardo Boff, que comunga das mesmas idéias do escritor Fritjof Capra, fundador e diretor do Centro para Alfabetização Ecológica em Berkeley, Califórnia. Estados Unidos.

Leonardo Boff alerta nesta palestra para o fato de que o conjunto das crises que assolam a humanidade nos remete a uma única crise: a do nosso modo de viver, conviver, de nos relacionarmos com a natureza, explorando-a de forma ilimitada em função de benefícios materiais. A proposta de Leonardo Boff é integrar as atividades humanas no que chama de “Era do Ecozóico”. Sua defesa vem da profunda compreensão de que “tudo que se encontra no Universo é formado por um conjunto de redes de relações e que, portanto, não podemos viver em fragmentos, mas na integralidade”.

‘Saber Cuidar. Ética do Humano – Compaixão pela Terra’ é um livro inédito - que completa a vasta obra de Leonardo Boff, com mais de 60 livros publicados, em diversos idiomas - sobre uma das questões que mais preocupa a população do planeta: como superar a crise ecológica atual, agravada pelo aquecimento global, para evitar uma situação ameaçadora para o futuro da humanidade.

Leonardo Boff : um dos pais da teologia da libertação

Leonardo Boff é um dos maiores intelectuais que Santa Catarina já projetou para o mundo. Um dos principais teólogos desse final de século, com prestígio e autoridade mundial, a ponto de merecer da suprema hierarquia da Igreja Católica, em Roma, dois "castigos" de "silêncio obsequioso", a condenação mais grave da ex-Inquisição aos rebeldes da instituição, e que determinaram a renúncia de Leonardo às suas funções de padre franciscano, em 1993.

Próximo a completar 73 anos de idade, no próximo dia 14 de dezembro, Boff nasceu em Concórdia e é neto de imigrantes italianos, chegados ao Rio Grande do Sul no final do século passado. Filho de família numerosa, fez seus estudos primários em casa, com o pai, comerciante e professor. Depois ingressou na vida religiosa, fazendo seus estudos superiores em Petrópolis e em Munique, na Alemanha, onde concluiu Doutorado em Teologia, em 1970.

Leonardo Boff é considerado um dos "pais" da Teologia da Libertação, movimento que sacudiu a Igreja de Roma e determinou, a partir de 1993, seu afastamento das funções religiosas, mas não de suas atividades de intelectual comprometido com teses revolucionárias, que caem bem em qualquer catecismo de líderes como Che Ghevara, Mandela, Helder Câmara, Gandhi ou Jesus Cristo.

Concluído seus estudos acadêmicos, com o Doutorado na Alemanha, Boff exerceu permanente e decisiva influência nos segmentos de esquerda da Igreja Católica, tanto na América Latina, quanto na África e Ásia. É professor de Ética, Filosofia da Religião e Ecologia, na Universidade do Estado do Rio de Janeiro, onde mora. Foi professor visitante nas Universidades de Lisboa, Salamanca (Espanha), Harvard (Estados Unidos), Basel (Suíça) e Heildelberg, na Alemanha. É Doutor Honoris Causa da Universidade de Turim, Itália, e da Universidade de Lund, Suíça.

 

Quarta, 21 Setembro 2011 12:08

Cidades se mobilizam para Dia Mundial sem Carro

Escrito por

 

Nesta quinta-feira (22), celebra-se o Dia Mundial sem Carro. A ideia é deixar o automóvel particular em casa e procurar meios alternativos para se locomover: pode ser a pé, de bicicleta, ônibus, metrô, trem ou qualquer outra forma alternativa ao carro. Cidades de várias partes do mundo já iniciaram ações de sensibilização e mobilização para a data.

Cidade do México, por exemplo, realiza atividades relacionadas ao Dia Mundial sem Carro desde o último domingo (18), quando promoveu o encontro no Monumento da Revolução para convidar a população mexicana a participar da programação da Semana Bicicultural Dia Mundial sem Carro, Cidade do México, D.F, preparada para a data.

Na manhã da quinta-feira, organizações realizarão um “Parking Day” nas ruas próximas ao Monumento ao “Ángel de la Independencia”. À noite, promoverão um “Passeio de Todos”. As atividades seguirão na sexta-feira, com conferências e mesas de debate sobre a segurança de ciclistas.

O encerramento ocorrerá no domingo (25), com o Primeiro Encontro Bicicultural por um México Melhor, o qual terá como tema: “Pedalando com inteligência, evitamos a violência”. Na Argentina, o Dia Mundial sem Carro será lembrado com passeios de bicicletas, skates e patins pelas ruas do país.

As atividades também já começaram no Brasil. Em São Paulo (SP), diversos eventos até o próximo sábado (24) chamam a atenção sobre os carros no espaço público. Na própria quinta-feira, motoristas da cidade do Rio de Janeiro (RJ) previamente cadastrados receberão R$ 10 de crédito no “Bilhete Único” para usar na passagem.

Belo Horizonte, em Minas Gerais, realizará um passeio ciclístico de 15 quilômetros para celebrar a data. Em Fortaleza, capital cearense, vereadores e ciclistas se concentrarão às 8h na Praça da Imprensa para ir até a Câmara Municipal de bicicleta. Às 9h, a Câmara da cidade sediará a abertura de uma exposição fotográfica e o lançamento da Campanha por um Trânsito gentil e sustentável.

Dia Mundial sem Carro

Iniciado em 1997, na França, o Dia Mundial sem Carro chama a população mundial a refletir sobre a mobilidade humana e os meios alternativos ao carro particular para se locomover. Assim, no dia 22 de setembro de cada ano, cidades de várias partes do mundo se mobilizam para debater sobre o assunto.

Em Bogotá, Colômbia, além do dia 22 de setembro, a cidade celebra, em fevereiro, oDia sem Carro em Bogotá. Instituída pelo Decreto 124, de 24 de fevereiro de 2000, a iniciativa restringe a circulação de veículos na capital colombiana das 6h30 às 19h30 da primeira quinta-feira do mês de fevereiro.

Com informações de agências.

(Adital)

Mobilização começou em maio deste ano. Número supera em mais de 20 vezes o total recebido de janeiro a abril de 2011

A Campanha Nacional do Desarmamento 2011 – Tire uma arma do futuro do Brasil entrou no ultimo dia 12 de setembro na segunda fase. Novas peças publicitárias – filmes para TV e internet, site, spots de rádio, cartazes, mobiliário urbano – foram baseadas em depoimentos reais de pessoas que perderam familiares. O objetivo é ampliar o diálogo com a sociedade para sensibilizar do perigo de ter armas e assim mobilizar cidadãos a entregarem as suas.

São cinco anúncios diferentes para mídia impressa com situações cotidianas em casa, em bares, no trânsito que, por conta da arma, têm desfecho trágico. As peças serão veiculadas em mobiliário urbano, outdoor, revistas, jornais, ônibus e elevadores.

Balanço – Nos quatro primeiros meses de Campanha (6 de maio a 9 de setembro), foram recolhidas 22,2 mil armas. O número supera em mais de 20 vezes o total recebido, de janeiro a abril deste ano, pela Polícia Federal, órgão responsável por acolher as entregas voluntárias de armamentos fora das mobilizações.

Os revólveres são quase metade das entregas, com 10.828. No total, foram recolhidas 18.489 armas de pequeno porte.

De acordo com o Ministério da Justiça, uma medida dos bons resultados alcançados na mobilização é a entrega das armas de grande porte – o balanço da campanha contabiliza 3.734.

São Paulo, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Pernambuco e Minas Gerais lideram a lista dos estados com maior quantidade de entrega com: 5.349, 2.641, 2.602, 1.776 e 1.572, respectivamente.

Destruição – O Ministério da Justiça assina com Ministério da Defesa e o Conselho Nacional de Justiça, ainda nesta semana, acordo para viabilizar a destruição armas que estão sob a guarda de fóruns e tribunais em todo o País. Estima-se que o total chegue a 700 mil, incluindo armas brancas. A aliança será um marco importante para a continuidade da implementação da política de desarmamento.

Novidades da campanha 2011

A campanha atual do desarmamento se insere numa política de Estado para a segurança pública. A iniciativa traz quatro novidades: o anonimato para quem entregar a arma; a inutilização imediata do artefato; a ampliação da rede de recolhimento de armas; e a agilidade no pagamento da indenização, que pode ser sacada após 24 horas e em até 30 dias. Cada arma dá direito a indenização de R$ 100, R$ 200 ou R$ 300. O Ministério da Justiça já pagou R$ 2 milhões.

A mobilização contou com a adesão dos estados para a ampliação dos postos de coleta de armas. Vinte unidades da federação já assinaram acordo de cooperação. Assim, a campanha conta com 1.539 postos, divididos da seguinte forma: Polícia Civil (712 postos), Polícia Militar (589), Polícia Federal (127), Polícia Rodoviária Federal (64), Guarda Municipal (35) e Corpo de Bombeiros (2).

Mobilizações - Desde 2004, essas mobilizações foram responsáveis por retirar de circulação cerca de 570 mil armas. A edição iniciada em 2008 foi responsável pela regularização de outras 500 mil.

Acesse www.entreguesuaarma.gov.br ou ligue 194

"Conselhos do Coração: A Prática da Meditação Através do Yoga e da Energia" (lung)
lama9_200x200A expressão "Conselhos do Coração" diz respeito às instruções preciosas do professor aos alunos para a compreensão da natureza última.  As instruções deste retiro, em especial, dizem respeito a uma abordagem extraordinária na qual a meditação é introduzida a partir do corpo e da energia (lung). Tais ensinamentos, trazidos a nós pelo Lama Padma Samten, são considerados como extremamente úteis na remoção de obstáculos no caminho.
Local |  CEBB Darmata. Timbaúba-PE
Início | 09/09 às 19h. Chegada a partir das 15h.
Término |  11/09 às 13h, com almoço de encerramento.
Contribuição |  R$ 180,00 (incluindo hospedagem e alimentação).
Inscrições  |   O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. ou com Zita no (81) 9972-3532.
 
O Minicurso marcado para 6 e 7/9 em Recife foi cancelado

A revista Quatro Rodas, da Editora Abril, está promovendo o concurso O Melhor Motorista do Brasil, que pretende estimular as boas práticas ao volante, incentivando a segurança, cidadania e sustentabilidade nas ruas do país. Os interessados podem se inscrever até 2 de outubro

Você se irrita no trânsito? Ultrapassa faróis vermelhos? Dá distância de segurança do carro da frente? Respeita os pedestres? Informa-se sobre sua rota antes de sair de casa, para evitar se perder e rodar quilômetros desnecessários com o carro? Para descobrir se você é ou não um condutor sustentável, participe do concurso O Melhor Motorista do Brasil, que está sendo promovido pela revista Quatro Rodas, da Editora Abril. 

O prêmio, que pretende promover as boas práticas no trânsito - e, assim, incentivar a segurança, cidadania e sustentabilidade nas ruas de todo o país -, elegerá o motorista do Brasil que tem mais responsabilidade ao volante

Qualquer pessoa que possua carteira de habilitação com permissão para conduzir automóveis pode se inscrever no concurso. Basta preencher o formulário de cadastro até o dia 2 de outubro. Os inscritos deverão realizar uma prova de múltipla escolha sobre o tema do prêmio, além de escrever uma frase com sugestões sobre como contribuir para tornar o trânsito brasileiro mais seguro e agradável para motoristas e pedestres. 

Os 10 participantes que se saírem melhor no teste e na produção da frase - e que não tiverem 20 pontos na CNH e nem faltas gravíssimas - serão selecionados para a segunda fase do concurso, que contará com exercícios práticos e teóricos na cidade de Indaiatuba, em São Paulo. O primeiro colocado da iniciativa ganhará um carro 0km, além de curso de pilotagem no Autódromo de Interlagos e assinatura de dois anos da revista Quatro Rodas. (Confira o regulamento completo do concurso)  

*Prêmio O Melhor Motorista do Brasil 

restaurante-sustentavel-selo-abre-325x167Por Planeta Sustentável

Desenvolvido pela consultoria Oficina Ambiental, o selo Restaurante Sustentável atesta o comprometimento dos bares e restaurantes de São Paulo com ações sustentáveis que vão desde o uso de alimentos orgânicos no cardápio até a preocupação da empresa com o bem-estar dos funcionários

Você levaria em conta a responsabilidade socioambiental de um restaurante na hora de decidir onde vai almoçar? Antenada à preocupação cada vez maior do consumidor brasileiro com as questões relacionadas à sustentabilidade, a consultoria Oficina Ambiental desenvolveu o selo Restaurante Sustentável, que atesta o comprometimento dos bares e restaurantes com o tema. 

O processo de certificação funciona da seguinte maneira: a empresa possui uma checklist com mais de 20 ações sustentáveis que podem ser aplicadas nos bares e restaurante e os estabelecimentos que aderirem a, pelo menos, três delas recebem o selo Restaurante Sustentável. 

As atitudes listadas na checklist são divididas em sete grupos - Fornecedores, Funcionários, Menu, Energia, Água, Material e Resíduos e Desperdício. Entre as ações sugeridas pela consultoria aos estabelecimentos, estão:
- evitar o uso de peixes ameaçados de extinção no cardápio;
- dar aos clientes a opção de pedir porções menores por preços mais baixos;
- instalar sensores de movimento no local para automatizar a iluminação;
- servir aos clientes água filtrada na jarra para evitar as garrafas plásticas;
- reciclar o lixo seco e separar os resíduos orgânicos para compostagem;
- utilizar materiais de limpeza biodegradáveis na higienização do local e
- criar uma área de descanso para os funcionários da empresa. 

O selo Restaurante Sustentável tem validade de um ano e, para renová-lo, a empresa precisa adotar três novas ações da checklist. Para ajudá-la, a Oficina Ambiental oferece seus serviços de consultoria durante os 12 meses vigentes da certificação. 

Já as empresas que não conseguirem implantar, sozinhas, as primeiras iniciativas sustentáveis para ganhar o selo ou que ainda estiverem em fase de construção, podem contratar os serviços de consultoria da Oficina Ambiental, que montará um plano de ação sustentável para o estabelecimento. Ao final do projeto, a empresa recebe, automaticamente, a certificação. 

Até o momento, cinco bares e restaurantes da capital paulista já possuem o selo Restaurante Sustentável. São eles: Brasil a Gosto, D'olivino, Le Manjue Bistrô, Olea Mozzarella Bar e Zena Caffè. "Por enquanto, devido ao tamanho da empresa, conseguimos atender apenas os estabelecimentos da cidade de São Paulo, mas esperamos poder expandir a iniciativa para outros lugares do Brasil. Tudo vai depender da aceitação do público e da repercussão do selo Restaurante Sustentável", conta Carolina Japiassu, criadora da Oficina Ambiental. 

Quarta, 24 Agosto 2011 15:41

As imagens do povo

Escrito por

Autorretrato250Adair Aguiar, do Observatório de Favelas

Fotografia, vídeo, texto, ilustração e animação são as linguagens utilizadas pelo webdocumentário “Autorretrato”, que tem como personagens três jovens fotógrafos do Conjunto de favelas da Maré. AF Rodrigues, Ratão Diniz e Jaqueline Félix, todos formados pela Escola de fotógrafos da Maré, tecem narrativas a partir de suas imagens e falam sobre seus sonhos, sobre o ato de registrar cenas da vida cotidiana e sobre a relação que passaram a manter com a cidade.

Lançado somente na internet, o webdocumentário ainda terá uma versão em curta metragem para cinema, que deve ser apresentada em festivais do gênero. O projeto audiovisual multimídia promove uma discussão sobre novas formas de documentar territórios populares e periferias, por pessoas que vivem nestes espaços.

Formados pelo fotógrafo humanista João Roberto Ripper, os personagens de “Autorretrato” registram as transformações de seus territórios de origem através da linguagem da fotográfica documental. Adriano Ferreira Rodrigues, ou AF Rodrigues como assina seus trabalhos, relata a importância da produção de um coletivo que vem documentando espaços da cidade sub-representados pelos meios de comunicação convencionais.

“Antes de tudo vem o coletivo, que está por trás de nós, e que é muito maior que o meu trabalho individual. Este projeto veio possibilitar mais acesso às pessoas a este tipo de produção midiática, que é produzida em diferentes espaços do Brasil e não só dentro das favelas. Isto está acontecendo dentro de espaços como os quilombos e as comunidades caiçaras. Essas pessoas estão produzindo sua própria comunicação e, neste sentido, um webdocumentário como “Autorretrato”, que fala do Rio, extrapola seu foco local para outras regiões do Brasil, para as periferias que não são ouvidas pela imprensa convencional”, diz Adriano.

Internet, auto-representação e interação

O trabalho dirigido pelo cineasta e jornalista Marcelo Bauer retrata as atividades de um grupo social que ganha visibilidade ao demonstrar, de forma humana, a realidade das favelas, que tem sido extremamente estigmatizada pela imprensa convencional. Bauer, que já trabalhou em redações de grandes jornais, analisa de forma entusiasmada o resultado final de um trabalho que durou quase dois anos, desde a pré-produção até a finalização.

“A intenção era mostrar como a auto-representação nas comunidades populares ajuda as pessoas a formarem uma consciência social sobre os seus problemas e sobre sua capacidade de influenciar nas soluções. Os três personagens retratados provam que isso é verdade. Além de ótimos fotógrafos, são também cidadãos conscientes dos seus direitos, que amam o território onde vivem, mas que, por meio das imagens, lutam por condições de vida melhores para todos”, concluí o cineasta.

Bauer comenta ainda sobre as possibilidades abertas pela categoria webdocumentário. Em 2010, o diretor lançou “Filhos do Tremor – Crianças e seus Direitos em um Haiti Devastado”, seu primeiro filme no formato. “Acho o webdocumentário promissor exatamente por isso: une fotos, textos, vídeos, gráficos e outros elementos, além de permitir a interação e a participação do internauta. Creio que aos poucos esse formato ganhará espaço, e os jovens serão parte significativa da audiência desses produtos”, aposta.

Veja o vídeo aqui (http://www.youtube.com/watch?v=hP8PhL3e3us).

Mais em http://www.riodejaneiroautorretrato.com.br/

* O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

COPA_ORGANICAA decisão do governo federal de tornar a Copa de 2014 sustentável, aliando sua imagem à questão ambiental,  traz para os produtores orgânicos brasileiros oportunidades de ampliação dos mercados consumidores e de expansão da produção.

O tema norteou os debates do seminário Green Rio – Oportunidades e Desafios da Copa de 2014, que o portal Planeta Orgânico promoveu nesta terça-feira (23) no auditório do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), no Rio de Janeiro.

“O foco desses seminários é ir levantando oportunidades em diferentes regiões do estado, que possam atender a essa demanda que vai existir  em função de uma Copa orgânica e sustentável”, disse à Agência Brasil a diretora do Planeta Orgânico, Maria Beatriz Martins Costa.

A coordenadora  do Centro Sebrae de Inteligência em Orgânicos, Sylvia Wachsner, considera que a entrada dos alimentos orgânicos na programação da Copa abre caminho para que o mesmo tratamento seja dado às Olimpíadas de 2016. “Essa determinação governamental sinaliza para o crescimento da agricultura orgânica no país, das informações para os produtores  e das cadeias que podem oferecer esses produtos”, disse ela.

O foco será nas 12 cidades-sede dos jogos, entre elas Recife. Como nem todas essas cidades têm produtores orgânicos, a ideia do governo é comprar os produtos de pequenos agricultores localizados perto de cada sede da Copa, explicou Sylvia. “Sempre tratando de comprar dos produtores que ficam próximos dos grandes centros, em um raio de cento e tantos quilômetros. Isso é uma oportunidade enorme para os produtores orgânicos, não só para os chamados produtos verdes, como para produtos beneficiados, entre eles laticínios e grãos,  para alimentação de atletas e de visitantes”, acrescentou.

O ideal, disse Sylvia, é que os alimentos orgânicos sejam oferecidos às pessoas que vão assistir aos jogos, incluive aos turistas que virão ao Brasil para o evento, nos supermercados. A ideia é  “criar consciência e oferecer mais produtos orgânicos”.

Maria Beatriz reforçou que essa será uma  grande oportunidade para os restaurantes, hotéis e pousadas que estiverem envolvidos na iniciativa da Copa orgânica e sustentável. Ela acredita que isso fará com que os empreendimentos sejam divulgados em sites e campanhas que o governo vai apoiar. “Eles vão ter  uma espécie de selo, identificando que esse é um estabelecimento que tem no seu cardápio, por exemplo, produtos orgânicos. Ou tem produtos do comércio justo ou da agricultura familiar”.

Os quatro indicadores que vão fazer parte da Copa são orgânicos,  comércio justo,  agricultura familiar e  produtos da biodiversidade. “Então, na medida em que esses estabelecimentos estejam comercializando produtos que tenham essa origem rastreada, eles vão fazer parte de uma divulgação que o governo quer promover da Copa orgânica e sustentável”.

Maria Beatriz estima que a demanda vai ser muito grande. O Ministério da Agricultura deverá lançar, neste segundo semestre, dados estatísticos atualizados sobre a produção orgânica no Brasil. Os últimos números indicam a existência de cerca de  10 mil produtores. Para a diretora do Planeta Orgânico, a divulgação vai estimular o setor.

Segunda, 22 Agosto 2011 22:57

O planeta é voluntário. E você?

Escrito por

logoIYV_Portuguese-390x390Da ONU Brasil

O Programa de Voluntários das Nações Unidas (VNU) e a Rede Brasil Voluntário (RBV) lançam nesta terça-feira (23/08), no Rio de Janeiro, a campanha “O Planeta é Voluntário. E Você?”. A ação é composta por filme para TV, spot de rádio, peças visuais e site oficial destinados a promover o tema do voluntariado no Brasil, exatamente no ano em que se comemora o décimo aniversário do Ano Internacional dos Voluntários instituído pelas Nações Unidas.

O intuito da campanha é provocar a reflexão e sensibilizar as pessoas, motivando-as para que se tornem voluntárias, dedicando seu tempo, trabalho e talento a causas de interesse coletivo – de maneira espontânea e não remunerada –, contribuindo assim para a transformação social.

O conceito das peças criadas procura fazer uma analogia entre o que o Planeta Terra oferece ao ser humano e o nosso senso de cidadania e solidariedade. A campanha tem alcance global, com tradução para o inglês e espanhol, e estará também disponível nos canais eletrônicos da RBV, do programa VNU e das demais instituições parceiras.

O ato de lançamento acontecerá às 10h30, no auditório do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio), com a presença da Coordenadora Nacional do Programa de Voluntários da ONU, Anika Gaertner, dos Centros de Voluntariado que coordenam a Rede Brasil Voluntário e dos representantes das instituições patrocinadoras.

A campanha “O Planeta é Voluntário. E você?” conta com a parceria do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e patrocínio do Itaú Social, Instituto Unibanco, Bradesco, Instituto C&A e Kraft Foods. O conceito e artes da campanha foram desenvolvidos voluntariamente pelo publicitário Percival Caropreso, Ogilvy, Agência 2 e ½ e Grupo de Ação pelo Desenvolvimento.

10º Ano Internacional dos Voluntários: AIV+10

A Assembleia Geral da ONU proclamou 2001 como o Ano Internacional dos Voluntários em reconhecimento à valiosa contribuição e potencial adicional do voluntariado para o desenvolvimento econômico e social. O voluntariado também é reconhecido pelas Nações Unidas pelo importante papel que desempenha para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM).

Neste contexto, o AIV+10 é uma oportunidade para celebrar e também avaliar os progressos realizados pelo trabalho voluntário desenvolvido e incentivado pela ONU, segundo seus quatro pilares:

  • Reconhecimento – Reconhecer o valor do voluntariado para a sociedade em todo o mundo e a conexão entre o voluntariado e os ODM;
  • Facilitação – Garantir que o número máximo de pessoas da mais variada gama de recursos tenha acesso a oportunidades de voluntariado;
  • Networking – Promover o intercâmbio de experiências e reforço das parcerias entre diferentes entidades para a promoção e implementação de projetos de voluntariado;
  • Promoção – A promoção do voluntariado inclusivo, que represente os diversos grupos da sociedade.

Ações previstas

Dentre as ações previstas para comemorar o décimo aniversário do Ano Internacional dos Voluntários estão a elaboração de uma pesquisa nacional sobre o voluntariado no Brasil, a realização, em São Paulo, de uma conferência internacional sobre o tema e o lançamento mundial do relatório global da ONU sobre o voluntariado.

Mais informações sobre as atividades podem ser obtidas no site www.worldvolunteerweb.org.

ensinoreligiosoPor Amanda Cieglinski, da Agência Brasil

Além das operações matemáticas, das regras ortográficas e dos fatos históricos, os princípios e conceitos das principais religiões também devem ser discutidos em sala de aula. A Constituição Federal brasileira determina que a oferta do ensino religioso deve ser obrigatória nas escolas da rede pública de ensino fundamental, com matrícula facultativa – ou seja, cabe aos pais decidir se os filhos vão frequentar as aulas.

Pesquisas recentes e ações na Justiça questionam a inclusão da religião nas escolas, já que, desde a Constituição Federal de 1890,o Brasil é um país laico, ou seja, a população é livre para ter diferentes credos, mas as religiões devem estar afastadas do ordenamento oficial do Estado.

Apesar da obrigatoriedade, ainda não há uma diretriz curricular para todo o país que estabeleça o conteúdo a ser ensinado, de maneira a garantir uma abordagem plural sem caráter doutrinário. Outro problema é a falta de critérios nacionais para contratação de professores de religião. Hoje, o país conta com 425 mil docentes, formados em diversas áreas.

O ensino religioso está presente no Brasil desde o período colonial, com a chegada dos padres jesuítas de Portugal para catequizar os índios.

Atualmente, de acordo com a Constituição, a disciplina deve fazer parte da grade horária regular das escolas públicas de ensino fundamental. Em 1996, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) definiu que as unidades federativas são responsáveis por organizar a oferta, desde que seja observado o respeito à diversidade religiosa e proibida qualquer forma de proselitismo ou doutrinação.

“Alguns historiadores que tratam da participação da religião na vida pública mostram que o ensino religioso foi uma concessão à laicidade à época da Constituinte. Havia uma falsa presunção de que religião era importante para a formação do caráter, da vida e dos indivíduos participativos e bons. Essa é uma presunção que discrimina grupos que não professem nenhuma religião. Isso foi uma concessão à pressão dos grupos religiosos”, avalia a socióloga Debora Diniz, da Universidade de Brasília (UnB).

Debora é autora, junto com as pesquisadoras Tatiana Lionço e Vanessa Carrião, do livro Laicidade e Ensino Religioso, publicado no último semestre. O estudo investigou como o ensino religioso se configura no país e se as escolas garantem, na prática, espaços semelhantes para todos os credos, como preconiza a LDB. A conclusão é que não há igualdade de representação religiosa nas salas de aula. “Ele é um ensino cristão, majoritariamente católico, e não há igualdade de representação religiosa com outros grupos, principalmente os minoritários”, destaca Debora.

Há mais de uma década acompanhando essa discussão, o Fórum Nacional Permanente do Ensino Religioso (Fonaper) reconhece que há muitos desafios para garantir a pluralidade. Mas defende que o conteúdo é importante para a formação dos alunos. “Nós vislumbramos, desde a LDB, que o ensino religioso poderia assumir uma identidade bastante pedagógica, que fosse de fato uma disciplina como qualquer outra e que a escola pudesse contribuir para o conhecimento da diversidade religiosa de modo científico. O professor, independentemente do seu credo, estaria ajudando os alunos a conhecer o papel da religião na sociedade e a melhorar o relacionamento com as diferenças”, aponta o coordenador do Fonaper, Elcio Cecchetti.

No Rio de Janeiro, por exemplo, o ensino religioso é oferecido apenas nas escolas estaduais. Nas unidades municipais, ainda não foi implantado, mas há um projeto de lei em tramitação na Câmara dos Vereadores da capital fluminense que prevê a oferta nas cerca de mil escolas da rede, com frequência facultativa.  A recepcionista Jussara Figueiredo Bezerra tem dois filhos que estudam em uma escola municipal da zona sul do Rio de Janeiro e acompanha com certo receio a discussão. Ela é evangélica e acredita que esses valores devem ser transmitidos em casa, pela família.

“Quem são os professores que vão dar as aulas de religião? Será que eles serão imparciais? Além disso, com tantas dificuldades e carências que o ensino público já enfrenta, por que gastar dinheiro com isso? Esses recursos poderiam ser usados de outra forma, para melhorar a estrutura já existente nas escolas. Quem quiser aprender mais sobre uma religião deve procurar uma igreja ou uma instituição religiosa”, opina.

Para quem lida na ponta com os delicados limites dessa questão, torna-se um desafio garantir um ensino religioso que contemple as diferentes experiências e crenças encontradas em uma sala de aula. “Nós preferiríamos que a oferta do ensino religioso não fosse obrigatória porque a escola é laica e deve respeitar todas as religiões. O que a gente quer é que os dirigentes possam utilizar essas aulas com um proveito muito melhor do que a doutrinação, abordando o respeito aos direitos humanos e à diversidade e a tolerância, conceitos que permeiam todas as religiões”, defende a presidenta da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Cleuza Repulho.

Atualmente, duas ações diretas de inconstitucionalidade (Adin) questionam a oferta do ensino religioso no formato atual e aguardam julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF). Uma delas foi proposta pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e questiona o acordo firmado em 2009 entre o governo brasileiro e o Vaticano. O Artigo 11 desse documento, que foi aprovado pelo Congresso Nacional, determina que “o ensino religioso, católico e de outras confissões religiosas, de matrícula facultativa, constitui disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental”. Ao pautar o ensino religioso por doutrinas ligadas a igrejas, o acordo, na avaliação da PGR, afronta o princípio da laicidade.

cronicasDiminuir o preço de frutas e hortaliças e aumentar as taxas para as bebidas alcoólicas e produtos derivados do tabaco são algumas das ações que o governo pretende adotar para conter as mortes provocadas pelas doenças crônicas não transmissíveis na próxima década. Atualmente, essas doenças matam mais de 742 mil brasileiros por ano, cerca de 72% do total de mortes no país.

As ações fazem parte do Plano para Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis, apresentado nesta quinta-feira (18) pelo Ministério da Saúde, que tem o intuito de reduzir em 2% ao ano a taxa de mortalidade prematura, de pessoas com até 70 anos de idade, em decorrência desse tipo de doença, como câncer, diabetes, infarto, acidente vascular cerebral e doenças respiratórias. A taxa atual é de 255 vítimas para cada grupo de 100 mil habitantes. A ideia é atingir a relação de 196 casos por 100 mil habitantes até 2022.

O estilo de vida regado ao consumo abusivo de álcool, alimentos gordurosos, fumo, sedentarismo e obesidade aumenta o risco de uma pessoa ter uma doença crônica não transmissível. Para estimular a ingestão de frutas, verduras e legumes, o governo propõe reduzir impostos e taxas para produção e venda dos alimentos saudáveis, uma forma de facilitar o acesso, principalmente da população pobre – a mais afetada pelas doenças –, a esses produtos, já que o preço é um dos empecilhos.

“Defendemos incentivos fiscais e tributários para os alimentos saudáveis”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, sem detalhar como será a adoção das medidas fiscais.

Outra medida é limitar a presença de sal, gordura e açúcar nos alimentos processados. Um acordo já firmado com a indústria alimentícia, em abril, prevê a redução gradativa do sódio (sal) nas massas, macarrão instantâneo e pães. Neste semestre, o ministério vai discutir com o setor a diminuição da gordura total. “É reduzir o sal que se vê no saleiro e o oculto nos alimentos”, explicou o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa.

No caso do tabaco e do álcool, a proposta é aumentar os impostos incidentes nos produtos do setor para desestimular o hábito de fumar e a ingestão de bebidas alcoólicas. Nas últimas três décadas, a política antitabagista tem surtido efeito no país. No final dos anos 80, 34,8% dos adultos eram fumantes. Atualmente, o percentual é de 15%. Em 2022, a meta é cair para 9% da população adulta.

Já o consumo de álcool tem crescido. Um estudo feito pelo ministério, em 2010, revelou que 18% dos adultos bebem cinco ou mais doses em uma única ocasião, o que é considerado consumo abusivo. O percentual subiu em 0,6 ponto percentual ao ano – desde 2006.

No início do mês, uma medida provisória determinou o aumento da carga tributária nos cigarros, passando de 60% para 81%. De acordo com Alexandre Padilha, já existem projetos no Congresso Nacional que preveem aumentar a carga tributária também para as bebidas alcoólicas, que tem o apoio do ministério.

Outras propostas são acabar com os fumódromos e intensificar a fiscalização na venda de álcool para menores de 18 anos de idade, que é proibida.

Para incentivar a prática de atividades físicas, o ministro aposta no Programa Academia da Saúde, com a instalação de 4 mil equipamentos esportivos em espaços públicos até 2014. O objetivo é que 22% da população façam exercício físico na hora do lazer, até 2022. “Fazer atividade física, às vezes, não é uma escolha para o indivíduo. É falta de opção”, disse Padilha.

O plano nacional será apresentado na assembleia-geral das Nações Unidas, em setembro, cujo tema será o combate a doenças crônicas. A presidenta Dilma Rousseff deve participar do evento.

Das mais de 740 mil mortes por doenças crônicas não transmissíveis, 31% são cardiovasculares e 16% por causa de cânceres. Essas doenças têm impacto de, pelo menos, 1% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, segundo o ministério. Estudos estimam redução de 2% do PIB ao ano nos países da América Latina por causa dessas doenças.
Saiba mais sobre o Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis no Brasil 2011 -2022:

- Atendimento médico em casa para pacientes com dificuldade de locomoção que não precisam ser hospitalizados;

- Criação de leitos de retaguarda nas enfermarias dos hospitais para atendimento de pacientes que ainda necessitam de cuidados depois de passarem por intervenções de urgência nas próprias enfermarias. O Ministério da Saúde deverá repassar o dobro de recursos para garantir os leitos nos hospitais;

- Implantação de unidades específicas nos hospitais para o atendimento de doentes cardíacos e de vítimas de acidente vascular cerebral;

- Cobertura de exame de colo de útero para mais de 80% das mulheres de 25 a 64 anos de idade. Oferta universal (100%) do tratamento para quem tiver o diagnóstico de câncer de mama ou útero, os que mais matam as brasileiras.

pazVocê sabia que 21 de setembro é o Dia Internacional da Paz? A data foi declarada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1981 e, como disse o então Secretário-Geral das Nações Unidas, Kofi Annan, “é um dia de cessar-fogo e de não violência em todo o mundo… cuja finalidade não é apenas que as pessoas pensem na paz, mas sim que façam também algo a favor da paz.”

Com isso em mente, a equipe da D&AD, uma organização sem fins lucrativos que, desde 1962, representa a comunidade global de design e propaganda, resolveu lançar um desafio aos publicitários de todo o mundo: a criação e o lançamento de campanhas relacionadas à data (saiba como participar no endereço http://www.campaignbrief.com/2011/04/introducing-the-dad-white-penc.html - em inglês). O melhor trabalho leva o troféu White Pencil, criado em alusão às outras premiações da entidade.

Mas, afinal, a publicidade pode mesmo contribuir para um mundo melhor?

Segundo os profissionais de propaganda que participaram da mesa-redonda “Indústria da Comunicação Publicitária: uma catalisadora para mudanças”, a resposta é sim. O evento foi realizado n último dia 16 de agosto, na Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), em São Paulo, durante o lançamento do White Pencil na América Latina.

“Temos um poder muito grande em nossas mãos. É nosso dever usá-lo para mudar o mundo”, declara Andrea Siqueira, da agência publicitária JWT.

Para Gil Giardelli, da Gaia Creative, o mundo vive hoje uma revolução de valores. “Estamos em uma encruzilhada. Um dia de paz virá somente quando fizermos primeiramente uma revolução interna em cada um de nós. E a comunicação poderá então nos dizer para onde iremos”, acredita ele.

Perigos no caminho

A força da comunicação pode até ser um consenso, mas sua eficácia depende de alguns fatores. Marcelo Serpa, da Almap, ressalta que o maior perigo é pregar para pessoas que já estão convencidas do que se está falando. No caso da campanha proposta pela D&AD, ele acredita que para falar de guerra é preciso ter em mente as pessoas que estão nas trincheiras. “Falar disso entre nós não quer dizer nada”, aponta.

Outro ponto reforçado pelo publicitário diz respeito à própria essência do ser humano. “O grande problema das nossas causas é achar que o homem é melhor do que realmente é. Ele tem suas virtudes, mas é falho. Então precisamos pensar em movimentos simples, que levem em conta a fraqueza das pessoas e mobilizem alguém do outro lado do mundo”, conclui.

bienal_logoPor Blog do Bienaldo

A VIII Bienal Internacional do Livro de Pernambuco terá como um dos seus eixos a gestão sustentável do evento. Além da integração ao tema geral deste ano, “Literatura e Cidadania” que abrange necessariamente a cidadania ambiental na programação de painéis e debates, a sustentabilidade em todos os aspectos, da concepção à operação final, é um dos pilares para a realização da Bienal 2011.

O público sentirá a diferença desde o momento em que der o primeiro passo no pavilhão do Centro de Convenções. Todos os expositores estão recebendo um Manual de Sustentabilidade, que dá recomendações para o uso de materiais, a coleta seletiva, a distribuição de brindes, e informa sobre a presença de gestores ambientais que funcionarão como supervisores, em circulação permanente entre os estandes durante todo o evento. Haverá, ao final, premiação para os estandes qualificados como os mais sustentáveis.

“O nosso objetivo é contribuir para a disseminação de práticas ambientalmente responsáveis na sociedade, dando o exemplo a partir de normas de utilização e convivência no espaço da feira”, afirma o produtor Rogério Robalinho.

Com isso, espera-se ainda sensibilizar o grande público que frequenta a Bienal do Livro para a mudança de hábitos solicitada por uma época em que o respeito ao meio ambiente passa a ser visto como algo obrigatório não somente para a indústria, como também para consumidores e comerciantes, inerente à cultura que identifica o ser humano aos valores ambientais.

Atividades ecoeducativas serão desenvolvidas durante a programação do evento, que acontece de 23 de setembro a 2 de outubro, com palestras e oficinas abordando temas como reciclagem, educação ambiental, permacultura, água, economia solidária e compostagem. Qualquer participante, seja livreiro, editor ou leitor, será bem-vindo.

Para efetivamente dar o exemplo, a oitava Bienal Internacional do Livro contará com a Gestão Integrada dos Resíduos Orgânicos (Giro), com a separação de resíduos desde o momento de descarte, e a orientação de opções de produtos descartáveis para os expositores, buscando a redução máxima de rejeitos – resíduos impossíveis de reciclar.

Um dos focos da gestão sustentável na Bienal do Livro será justamente a reciclagem de papel, que receberá tratamento diferenciado na ação informativa e será objeto de oficinas específicas durante o evento.

Confira alguns pontos do Manual do Expositor Sustentável da VIII Bienal Internacional do Livro:

 Todos os expositores

Os Pontos de Coleta Seletiva são importantes para que os resíduos sejam destinados corretamente. Para facilitar o descarte, as lixeiras se dividem em 3 tipos:

Resíduos Secos Limpos: São as embalagens recicláveis em geral (plástico, vidro, metal e papel). Importante destinar, sempre que possível os resíduos limpos. Esses materiais serão destinados diretamente para cooperativas de catadores.

Resíduos Orgânicos: Todo o resto de comida que não for consumida (cascas, talos, sementes, etc). Os guardanapos, talheres de madeira e utensílios de papel devem ser jogados nesse lixo também. Toda essa matéria orgânica será levada para tratamento de compostagem, virando adubo orgânico. Evita-se assim, a contaminação dos solos e da água.

Rejeito: É o lixo que não será reciclado, e não é compostável. Nele, vão bitucas de cigarros, embalagens engorduradas, adesivos e fitas adesivas, clips, grampos, etc. Antes de colocar no rejeito, veja atentamente se o seu resíduo não se encaixa em outra opção.

Atenção nas opções de alimentos que ofereceremos. O consumo sustentável e a busca por alimentos saudáveis e integrais vem crescendo. Disponibilize no seu cardápio ou sala vip, pães, bolos e bolachas integrais; doces, salgados e sucos naturais.

Brindes e distribuição de material promocional: Procure imprimir o mínimo necessário e quando o fizer, opte por papel reciclado. Estudos demonstram que 95% dos materiais promocionais distribuídos em feiras, não são lidos. Seja criativo e divulgue sua marca com brindes e catálogos criativos e sustentáveis. Não exceda na distribuição de papeis.

Praça de alimentação

Quais os tipos de produtos descartáveis impactam menos o meio ambiente?

Podemos escolher materiais produzidos com matéria-prima vegetal (papel, madeira, etc), que rapidamente vão se decompor no meio ambiente. Então use sempre:

Talheres de madeira – Na Região Metropolitana do Recife não existe reciclagem para os talheres de plástico, logo eles acabam nos lixões ou nos bueiros atrapalhando a drenagem das ruas em dias chuvosos.

Copos e pratos de papel – Os copos e pratos de plástico também não têm reciclagem na nossa região e necessitam de uma reciclagem especial.

Geralmente estão sujos para o processo.

Sacos e saquinhos de papel – As sacolinhas plásticas já estão perdendo o espaço para as sacolas de papel e as reutilizáveis. As reutilizáveis podem se tornar uma boa forma de negócio complementar, atraindo novos clientes.

Sacolas resistentes de algodão, lona ou material reutilizável - Crie promoções para os clientes, oferecendo ou vendendo a preço de custo, sacolas com o logo da empresa. Ação que cria valor agregado à empresa e contribui para uma Bienal Sustentável.

376Por Leticia Freire, do Mercado Ético(*)

Recuperar uma área florestal degradada não se trata apenas de plantar árvores. A intervenção em um bioma é uma atividade complexa, que demanda grande volume de recurso, tanto financeiro quanto humano. A avaliação do trabalho também é igualmente complexo, afinal, como mensurar o resultado das ações investidas e a eficiência das estratégias aplicadas em campo? Quais os parâmetros?

Com o objetivo de tornar as iniciativas de restauração no bioma Mata Atlântica mais eficientes e produtivas, o Pacto pela Restauração da Mata Atlântica lança esta semana o Protocolo de Monitoramento de Projetos e Programas de Restauração Florestal. O documento apresenta princípios, critérios e indicadores que podem ser utilizados como guia para o monitoramento de projetos de restauração ecológica desenvolvidas no bioma Mata Atlântica.

Fruto do trabalho coletivo da The Nature Conservancy, Laboratório de Ecologia e Restauração Florestal (LERF/USP), Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ/USP) e Laboratório de Silvicultura Tropital (LASTROP), o objetivo da publicação é auxiliar organizações públicas, privadas e não-governamentais que trabalham com a recuperação florestal, a planejar, gerenciar e a conduzir as ações de restauração executadas em campo.

De acordo com o coordenador do Grupo de Trabalho (GT) Técnico-Científico do Pacto, responsável pela organização do material, Ricardo Rodrigues Ribeiro, a elaboração do documento levou em consideração não só os aspectos teóricos, que tratam da restauração da biodiversidade e dos processos ecológicos nos ecossistemas restaurados, mas também dos aspectos econômicos, sociais e de gestão dos projetos. “Esses princípios estão diretamente relacionados entre si e as ações de um desses princípios tem reflexo direto ou indireto nos demais e, consequentemente, no sucesso da iniciativa de restauração ecológica”, declara.

Ribeiro explica também que, embora o objetivo primário da restauração seja ecológico, garantido a restauração da biodiversidade e dos processos ecológicos de forma perpetuada no tempo, o mesmo não se sustenta na prática, sem uma abordagem adequada dos aspectos sociais, econômicos e de gestão. “Esses critérios possibilitam transformar métodos e conceitos da ecologia da restauração em projetos efetivos de restauração ecológica, integrados com o ambiente onde foram inseridos, em todos os sentidos e, portanto, bem sucedidos”, complementa.

Todos os aspectos que compõem o Protocolo foram discutidos e aprovados em plenária durante a “Oficina de Monitoramento de Projetos de Restauração Florestal”, promovida no início deste ano pelo Pacto pela Restauração da Mata Atlântica, em Campinas. O encontro contou com a participação de cerca de 80 profissionais e organizações de vários estados do Brasil, entre governos, empresas, universidades e ONGs, todas signatárias do Pacto e que trabalham pela restauração da Mata Atlântica.

Para consultar o Protocolo de Monitoramento de Projetos de Restauração Florestal, acesse a seção “Documentos Referenciais”, no site www.pactomataatlantica.org.br

(*) com informações da Assessora de Comunicação Pacto pela Restauração da Mata Atlântica – www.pactomataatlantica.org.br

s_3551As prefeituras das 12 cidades que vão sediar os jogos da Copa do Mundo de 2014, entre elas a do Recife, vão receber um guia contendo sugestões de projetos de segurança pública para ajudá-las na preparação para o evento esportivo. É o Guia da Copa Segura, documento que será elaborado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e que deverá ficar pronto até o final do ano.

Segundo o secretário executivo do fórum, Renato Sérgio de Lima, além das experiências de outros países, serão utilizados exemplos de sucesso do Brasil em eventos nacionais. “O Brasil tem larga experiência em organizar eventos de grande porte, como o carnaval, a festa de Parintins e as festas juninas no Nordeste. Todas essas atividades exigem um planejamento muito acentuado das polícias. O nosso objetivo é traduzir como tudo isso pode se transformar [em ações] para uma Copa do Mundo”, afirmou o secretário, ao participar, na segunda-feira (8), do 4º Fórum sobre Segurança Cidadã, evento realizado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), no Rio de Janeiro.

Lima destacou que as experiências sugeridas terão como foco a integração entre municípios e estados, a prevenção da criminalidade, a abordagem policial. Ele ressaltou que uma das iniciativas que deve integrar o guia é o projeto Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Social, desenvolvido no Rio de Janeiro, pelo qual uma rede de serviços é implantada nas comunidades pacificadas pela polícia.

“Esses temas serão abordados para melhorar não só a segurança, mas também as condições de vida das populações das cidades-sede, conectando segurança e desenvolvimento, para que seja um legado”, acrescentou.

De acordo com o secretário executivo do fórum, as sugestões que farão parte do Guia da Copa Segura serão direcionadas aos gestores municipais porque, embora, no Brasil, os estados respondam oficialmente pela pasta de segurança, as prefeituras têm muitas responsabilidades correlacionadas.

“São as prefeituras que organizam os espaços urbanos, que interditam ou não estabelecimentos comerciais, que permitem, por meio de alvarás, o funcionamento de atividades comerciais, o trânsito. Se a prefeitura não estiver alinhada com o estado, as polícias, dificilmente, vão dar conta do recado”, explicou.

Lima informou ainda que, para elaborar o documento, será distribuído amanhã (9), durante o segundo dia do Fórum sobre Segurança Cidadã, um questionário para que os secretários estaduais de Segurança Pública, presentes ao evento, possam definir as demandas de suas regiões relativas à segurança.

Ainda durante o encontro, o representante do BID no Brasil, Fernando Carrillo-Flórez, enfatizou que uma das prioridades do banco, não apenas para o Brasil, mas para os demais países da América Latina, é reduzir os índices de violência e criminalidade, especialmente entre os jovens entre 15 a 24 anos. Segundo ele, estudos do BID indicam que é nessa faixa etária que se concentram os mais elevados índices de homicídio.

“Essa [redução da criminalidade entre jovens] tem que ser uma das prioridades, principalmente por meio de políticas socioeducativas, de prevenção”, afirmou. Ele destacou, no entanto, que está “seguro que o Brasil vai conseguir vencer esse desafio de se preparar para a Copa”.

whitepencilA ESPM e o D&AD realizam, no próximo dia 15 de agosto, o debate “Indústria da Comunicação Publicitária: uma catalisadora para mudanças”. O evento reunirá lideranças do mercado publicitário nacional e foi idealizado para ser o lançamento da competição do White Pencil na América Latina.

A mesa redonda contará com os seguintes nomes: Marcelo Serpa e Luiz Sanches (Almap); Andrea Siqueira (JWT), Anselmo Ramos (Ogilvy), Eco Moliterno (Africa) e Gil Giardelli (Gaia Creative).

O White Pencil é promovido pela D&AD, uma organização sem fins lucrativos que, desde 1962, representa a comunidade global de design e propaganda e celebra o que há de mais brilhante na criatividade comercial. E para comemorar seus 50 anos a D&AD teve a iniciativa de organizar a competição.

Os participantes terão como desafio a criação e o lançamento de campanhas para o “Peace One Day”, organização que tem por objetivo adotar o dia 21 de setembro como uma data anual de paz e não violência.

 O projeto está sendo lançado a partir de mesas redondas feitas em várias partes do mundo. Devido à alta qualidade dos trabalhos produzidos pelo mercado brasileiro foi feita a parceria com a ESPM para a realização do evento em São Paulo.

 

Informações – White Pencil na ESPM

Dia 15 de agosto, segunda-feira, às 19h

ESPM – Campus Profº Francisco Gracioso – Auditório Philip Kotler

Rua Dr. Álvaro Alvim, 123 – Vila Mariana – São Paulo/SP

O evento é aberto ao público e com entrada franca, porém, para participar é preciso realizar inscrição. Mais informações:

(11) 5085-4600.

A Lei Maria da Penha, que este mês completa cinco anos em vigor, deu mais força e segurança às mulheres brasileiras para denunciar e enfrentar a violência doméstica, de acordo com a ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Iriny Lopes. “Já temos muitos casos concluídos, com punição dos responsáveis”, disse a ministra. “Mesmo que o número de casos não seja aquele que nós gostaríamos e que ainda haja um debate doutrinário no Judiciário, a lei já é vitoriosa pelas abordagens que faz”.

Ao participar do seminário Lei Maria da Penha – 5 Anos, Iriny lembrou que o texto é considerado uma das três melhores legislações internacionais para o enfrentamento da violência contra a mulher. Mas a ministra ressalva que, apesar das conquistas, o país ainda não atingiu o estágio de tratar adequadamente as mulheres.

“Em briga de marido e mulher, todos nós devemos meter a colher, porque é isso que vai trazer a proteção da mulher”, disse ela. “Ficar com medo, encolhida em um cantinho, não vai fazer a situação dessa mulher melhorar. Procure o Ministério Público, a delegacia de mulheres, o serviço de proteção à mulher do seu município e denuncie a violência”, conclamou a ministra.

O secretário interino de Reforma do Judiciário do Ministério da Justiça, Marcelo Vieira de Campos, concorda que o balanço da lei é positivo. Segundo ele, em 2005, o país contava com dez juizados especiais. Este ano já são 55, além de 38 núcleos do Ministério Público e 22 da Defensoria Pública.

O próximo passo, de acordo com Campos, deve ser interiorizar esses instrumentos que, atualmente, só se fazem presentes nas principais capitais do país. Ele cobrou ainda a expansão das delegacias especializadas, uma vez que são elas as primeiras a ter contato com a vítima de violência doméstica e familiar.

juliana-paes2Nas atividades da Semana Mundial da Amamentação (SMAM) deste ano, o Ministério da Saúde e a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) vão defender o apoio de todos para garantir às mães condições de amamentar seus filhos até os dois anos de idade, seguindo recomendação da Organização Mundial de Saúde. Apesar do tempo médio do período de aleitamento materno no país ter aumentado um mês e meio, de 1999 a 2008, o Brasil ainda está em um patamar baixo. A OMS considera como ideal que 90% a 100% das crianças menores de seis meses tenham no aleitamento materno um alimento exclusivo. No Brasil, esse índice é de 41%.

O Ministério da Saúde e a SBP querem conscientizar a sociedade de que, apesar do aleitamento materno ser um ato natural, precisa de apoio de todos, da família, dos profissionais de saúde, empregadores, e, especialmente da mídia e dos formadores de opinião. A atriz Juliana Paes, que está amamentando seu filho Pedro, será a madrinha da SMAM. A semana é comemorada de 1 a 7 de agosto.  Abertura oficial da campanha aconteceu no último dia 1 de agosto, no Rio de Janeiro.

GUIA - Durante o evento, foi lançado o Guia dos Direitos da Gestante, uma publicação conjunta entre o Ministério da Saúde e a Unicef (Programa das Nações Unidas para a Infância). O guia é uma espécie de instrumento para a capacitação de agentes multiplicadores, que terão como função transmitir informações às comunidades sobre os direitos das mães à amamentação.

“É de fundamental importância que todos os segmentos da sociedade, mídia, formadores de opinião, familiares e empregadores, ajudem às mães na superação dos obstáculos que, muitas vezes, as impedem de continuar amamentando seus filhos”, observa Padilha. O ministro chama a atenção para o fato de que o aleitamento materno, por estar diretamente relacionado à redução da mortalidade infantil e neonatal, contribui, de forma significativa, para cumprimento das metas assumidas pelo Brasil, com a OMS.

Uma dessas metas é a de reduzir em dois terços a mortalidade em menores de cinco anos entre 1990 e 2015. “O Brasil está em condições de atingir esta meta já em 2012, ou seja, três anos antes do prazo fixado pela OMS”, ressaltou Padilha. Também está entre os compromissos do Brasil o Pacto pela Redução da Mortalidade Infantil no Nordeste e Amazônia Legal e Pacto pela Redução da Mortalidade Materna e Neonatal.

A SMAM foi idealizada pela WABA (Aliança Mundial para Ação em Aleitamento Materno) e tem sido comemorada em 150 países com o propósito de promover, proteger e apoiar o aleitamento materno. A comemoração da SMAM tem se mostrado um método efetivo de mobilização de todos os segmentos da sociedade em defesa da amamentação.

BENEFÍCIOS – O aleitamento materno é a mais antiga estratégia natural de vínculo, proteção e nutrição para a criança. Constitui a mais econômica e eficaz intervenção para redução da morbimortalidade infantil. O leite materno tem tudo o que o bebê precisa até os seis meses, inclusive água, e é de mais fácil digestão. Funciona como uma vacina, protegendo a criança de doenças como diarreia, infecções respiratórias e alergias.

Para as mães, o ato de amamentar ajuda na perda peso mais rapidamente após o parto e ajuda o útero a recuperar seu tamanho normal, diminuindo o risco de hemorragia e de anemia. Também reduz o risco de diabetes, de câncer de mama e de ovário.

ECONOMIA - Não amamentar pode significar sacrifícios para uma família com pouca renda. Em 2004, o gasto médio mensal com a compra de leite para alimentar um bebê nos primeiros seis meses de vida no Brasil variou de 38% a 133% do salário-mínimo, dependendo da marca da fórmula infantil.

AÇÕES – Para incentivar o aleitamento materno, o Ministério da Saúde possui a Rede Amamenta Brasil, que está presente em mais de mil Unidades Básicas de Saúde do País. Existe também a Iniciativa Hospital Amigo da Criança, em parceria com a UNICEF, que hoje já conta com 337 hospitais credenciados em todos os estados brasileiros e o Método Canguru, que promove o contato pele a pele entre mãe e bebê.

Também faz parte das ações de incentivo, o programa de Apoio à Mulher Trabalhadora que Amamenta. Nesta ação, o Ministério da Saúde capacita profissionais para sensibilizar gestores e empregadores a adotarem uma série de medidas de apoio à amamentação da mulher trabalhadora. Entre as medidas, destacam-se a adesão à licença maternidade de seis meses, a implementação de salas de apoio à amamentação nas empresas, o respeito às leis que protegem este ato, entre outras.

REDE CEGONHA - No dia 28 de março de 2011, o Governo Federal reforçou as estratégias de fortalecimento da atenção integral à saúde da mulher e do recém-nascido com o lançamento da Rede Cegonha. A Rede tem entre suas principais ações a promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno.

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