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Linha Editorial

  • "Mídia Construtiva é também lançar o olhar crítico sobre problemas, apontar falhas, denunciar. Contribuindo para a corrente que tenta transformar o negativo em positivo."

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Quinta, 18 Março 2010 20:04

Cáritas e CNBB promovem campanha SOS Chile

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Critas_BrasileiraA Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a Cáritas Brasileira estão promovendo a Campanha SOS Chile para a arrecadação de donativos para os atingidos do terremoto que acometeu o país em 27 de fevereiro.

Embora o Chile já tenha experiência em atender sua população em caso de sismos como esse, a Igreja Católica brasileira se sente no dever de “expressar nossa solidariedade com gestos concretos, por pequenos que sejam, para socorrer nossos irmãos chilenos”.

Em carta divulgada, o presidente da CNBB, dom Geraldo Lyrio Rocha, e o presidente da Cáritas Brasileira, Dom Demétrio Valentim, conclamam que o espírito cristão norteie a sociedade brasileira neste momento.

“Mesmo sabendo da pronta adesão à campanha em favor do Haiti, ainda em andamento, fazemos um novo apelo à generosidade do povo brasileiro em favor das vítimas do terremoto no Chile”, diz o documento.

As doações em dinheiro podem ser feitas nas seguintes contas bancárias:

Banco do Brasil: Agência 3475-4 C/C: 24.129 – 6
Caixa Econômica Federal: Agência 1041, operação 003, C/C: 1108-9
Banco Bradesco: Agência 606. C/C: 177695-9
CNPJ da Cáritas Brasileira:  33.654.419/0001-16

Os recursos serão enviados à Cáritas chilena para custear ações de socorro imediato, reconstrução e recuperação das condições de vida do povo chileno.

Quinta, 18 Março 2010 19:44

Hora do Planeta 2010

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A_hora_do_PlanetaA Hora do Planeta, conhecida globalmente como Earth Hour, é uma iniciativa global da Rede WWF para enfrentar as mudanças climáticas.  No sábado, dia 27 de março de 2010, às 20h30, pessoas, empresas, comunidades e governo são convidados a apagar suas luzes pelo período de uma hora para mostrar seu apoio ao combate ao aquecimento global. Na primeira edição, realizada em 2007 na Austrália, 2 milhões de pessoas desligaram suas luzes. Em 2008, mais de 50 milhões de pessoas de todas as partes do mundo aderiram à ação. Em 2009, quando o WWF-Brasil realizou pela primeira vez a Hora do Planeta no Brasil, quase 1 bilhão de pessoas em todo o mundo apagaram suas luzes.

Curitiba é a capital da vez na Hora do Planeta, Esta é a segunda vez que a capital paranaense adere ao movimento que alerta contra o aquecimento global. Prefeitura apagará as luzes de 12 monumentos da cidade.  Mobilização está sendo feita pela Fundação O Boticário.

Curitiba aderiu oficialmente ao movimento Hora do Planeta 2010. No dia 27 de março, doze monumentos da cidade terão suas luzes apagadas por uma hora, das 20h30 às 21h30. O movimento é um ato simbólico de combate ao aquecimento global promovido globalmente pela Rede WWF desde 2007 e acontece pela segunda vez no Brasil.

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Publicado pela Agência de Notícias dos Direitos da Infância (Andi)

cri2010Estão abertas as inscrições para a 5ª edição do prêmio “Educar para a Igualdade Racial”. A iniciativa visa apoiar práticas pedagógicas e de gestão escolar preocupadas com a valorização da diversidade, como estratégia para erradicação do racismo e do preconceito existentes na sociedade brasileira.

Os interessados devem se inscrever até o dia 7 de maio pelo site www.ceert.org.br ou pelos correios, enviando a ficha de inscrição para o Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades – CEERT (Rua Duarte de Azevedo, nº 737, bairro Santana, CEP 02036-022, São Paulo-SP). O prêmio tem abrangência nacional e é destinado a professoras, professores e representantes da gestão escolar, nas modalidades educação infantil, ensino fundamental e ensino médio.

O pacote da premiação inclui curso de formação e um acompanhamento de até doze meses das escolas selecionadas, além de um valor em dinheiro. A diretora executiva do CEERT, Cida Bento, afirma que o curso oferecido é uma oportunidade para aprofundar o tema e compartilhar experiências de sucesso. “Convidamos grandes especialistas para falar sobre conceitos, marcos legais e estatísticas ligadas à questão racial no Brasil”, enfatiza.

Desde 2002, um acervo de mais de mil práticas escolares foi desenvolvido nas cinco regiões do país e em cada um dos 27 estados da federação. Por isso, o prêmio é reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC) como uma das principais ações realizadas pela sociedade civil de promoção da igualdade étnico-racial. É também uma das principais ações de implementação da Lei 10.639/03, que alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), implementando o ensino da cultura africana.

O prêmio “Educar para a Igualdade Racial” é realizado bianualmente e aceita inscrições de práticas desenvolvidas até dois anos antes do ano de abertura do edital, sendo proibido concorrer práticas iniciadas ou que se iniciarão no ano de abertura. O evento é organizado pelo CEERT, em parceria com o Grupo Santander e a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR).
 
 

Quinta, 18 Março 2010 19:27

Grupo Petrópolis vai plantar um milhão de mudas

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Reflorestamento permitirá a retirada de mais de 85 mil toneladas de CO2 da atmosfera

O Grupo Petrópolis – terceiro maior do setor no país, dono das marcas Itaipava, Crystal, Petra, Lokal, Black Princess e TNT – vai plantar, nos próximos três anos, cerca de 1,1 milhão de mudas de árvores nativas nas cidades de Petrópolis (RJ), Teresópolis (RJ), Boituva (SP) e Rondonópolis (MT), onde possui fábricas.O plantio faz parte de uma série de ações em prol do meio ambiente, que deram origem ao projeto AMA – Área de Mobilização Ambiental.

Ao final do projeto estima-se que as novas árvores retirarão da atmosfera cerca de 85 mil toneladas de CO2 e terá a retenção de 36 bilhões de litros de água por ano, entre áreas reflorestadas e florestas existentes. As cidades de Teresópolis e Petrópolis, primeiras contempladas com o plantio, já receberam 120 mil e 24 mil mudas, respectivamente. Ainda, nestes dois municípios, estão previstos a construção de centros de educação ambiental e a criação de trilhas ecológicas utilizando-se traçados históricos já existentes.

O projeto, que está orçado em R$10 milhões, faz parte do plano de sustentabilidade da empresa que assume compromissos com a sociedade, as comunidades em que atua e seus colaboradores. “A preservação do meio ambiente é uma questão de responsabilidade e, especialmente, de vida para as gerações futuras”, afirma Agostinho Gomes da Silva, diretor do Grupo Petrópolis.

 Sobre o Grupo Petrópolis

Fundado em 1994, o Grupo Petrópolis  - que produz as marcas Itaipava, Crystal, Petra, Lokal, Black Princess e TNT – é o terceiro maior fabricante de cervejas do país. Nesses anos, a empresa tem ampliado sua participação no mercado, por meio de investimentos na qualidade de seus produtos e em equipamentos com tecnologia de ponta, mão-de-obra especializada, além da implementação de uma eficiente rede de distribuição.

 

LBVA cidade do Rio de Janeiro sedia nesta sexta (19) e sábado (20) o 7º Fórum Intersetorial Rede Sociedade Solidária — 4ª Feira de Inovações em Suporte à Revisão Ministerial Anual do Conselho Econômico e Social (Ecosoc), órgão da ONU.

O evento é organizado pela Legião da Boa Vontade (LBV), com o apoio do Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da Organização das Nações Unidas (UN/Desa) e do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (Unic Rio).

Por orientação do Ecosoc, no qual a LBV possui estatus consultivo geral desde 1999, será focalizado o terceiro dos oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODMs), “promover a igualdade entre os sexos e a autonomia das mulheres”.

Os ODMs consistem em um conjunto de metas nas áreas social e ambiental que foram firmadas, em 2000, pelos 192 países membros da ONU e que devem ser alcançadas até 2015, a fim de melhorar a qualidade de vida da Humanidade e garantir a sustentabilidade do planeta.

Os encontros são voltados a representantes de organizações públicas, privadas, da sociedade civil e acadêmicas, que se reunirão para identificar e compartilhar práticas de sucesso que possam ser replicadas como novas tecnologias sociais.

Oito cidades da América Latina foram escolhidas para receber o evento. No Brasil, Salvador, São Paulo e Brasília já participaram do debate e na Argentina o evento aconteceu no último dia 16.  Ainda receberão o evento as cidades de Assunção, no Paraguai (19); La Paz, na Bolívia (24) e Montevidéu, no Uruguai (26). 
 
Pobreza - No Rio de Janeiro, o mote das discussões será a feminização da pobreza e da exclusão, por causa do aumento de meninas e mulheres em situação de vulnerabilidade social, conforme divulgado, em outubro de 2009, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O encontro terá a presença do diretor do Unic Rio, dr. Giancarlo Summa, e do chefe da seção de ONGs do UN/Desa, dr. Andrei Abramov, que esteve em São Paulo, Buenos Aires e Brasília, palestrando e acompanhando os debates.

Os resultados do fórum serão apresentados pela Legião da Boa Vontade, por meio de relatório, exposições culturais e fotográficas e vídeo, na Reunião do Alto Nível (High-Level Segment) do Ecosoc, que acontecerá de junho a julho de 2010, na sede da ONU em Nova Iorque, nos Estados Unidos.

Por Daniel Mello, da Agência Brasil

crackPara recuperar os usuários de crack é preciso oferecer alternativas ao prazer gerado pelo uso da droga. A opinião é do articulador nacional da Central Única de Favelas (Cufa), Preto Zezé, para quem essa é uma questão que deve ser levada em consideração, principalmente quando se trata de pessoas carentes.

“Vamos tirar o crack do morador de rua. Você vai chegar nele e dizer: o crack está te matando, e o cara gozando”, ironizou durante debate no 4º Encontro Anual do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Sem perspectivas, o usuário dificilmente abandonará a droga, ressaltou o coordenador do Conselho Municipal de Políticas Públicas de São Paulo (Comuda), Luís Alberto de Oliveira. “Se eu não der uma perspectiva de saúde, de qualidade de vida para essas pessoas, é mais fácil continuar fumando”, afirmou.

A falta de integração nas políticas públicas é outro problema apontado por Oliveira no combate ao crack. “Nós trabalhamos no varejo, em tudo, no tratamento, na prevenção, nas políticas públicas. Escolta [acompanha] uma coisinha aqui, outra coisinha lá. E, por uma questão até de cultura, dissociantes. Um não fala com o outro, não troca ideia, não soma energia”, considerou.

Ele também destacou a falta de coerência no enfrentamento do uso abusivo de drogas. “Nós somos convidados pela televisão a usar drogas”, ressaltou, referindo-se às propagandas de bebidas alcoólicas. O álcool, lembrou o médico, abre espaço para o uso de substâncias mais pesadas. “Começamos a usar pelo álcool, e daí o álcool se torna uma droga menor e eu quero uma coisa que me dê mais embalo”.

Além de mudar a maneira de encarar o álcool, Oliveira disse que a questão das drogas não deve ser tratada como um problema para ser resolvido apenas com ações policiais. “A descriminalização [das drogas], sem dúvida, é o caminho obrigatório. A droga não é [apenas] um problema da polícia, é também um problema de polícia”.

Preto Zezé defendeu mudanças na legislação em relação aos pequenos traficantes. Segundo ele, jovens negociando pequenas quantidades de droga acabam entrando ainda mais no mundo do crime se forem para o sistema carcerário. “Ao aplicar o crime hediondo no adolescente com 14 pedras de crack, eu pergunto: nós resolvemos um problema ou criamos um muito maior?”, questionou.

Uma proposta apoiada pelo governo federal para instituir penas alternativas a pequenos traficantes foi rejeitada pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado no fim do ano passado.

Quarta, 17 Março 2010 18:16

E Santo Amaro se acalmou

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Publicado na revista Soluções, edição número 1 –página 29

Santo Amaro já foi o bairro mais violento do Recife. Nos últimos três anos, registra uma queda de 70% no número de homicídios. Aquele que já foi o bairro mais temido da capital pernambucana transformou-se num símbolo da política de segurança pública do Estado.

Implementado em maio de 2007, o programa “Pacto Pela Vida”, um conjunto de 138 ações que abrangem desde a prevenção social até a inteligência policial, passando pela melhoria da infraestrutura das polícias, educação, resgate da cidadania e reinserção social, nasceu de uma ampla discussão entre governo, sociedade civil e demais poderes.

1“A gente vivia preso dentro de casa. Em dias de calor, não podíamos nem sentar na porta de casa para tomar um ventinho, com medo de levar um tiro”, recorda-se dona Mariado Bom Parto, moradora do bairro.“Hoje, sentamos, conversamos e colocamos as crianças para brincar. Está uma tranquilidade.” Carlos Alvez,vizinho de dona Maria, também reconhece que o bairro está com nova fisionomia. “Eu nasci, cresci e moro em Santo Amaro. Antigamente, era fácil ver gente armada aqui nas ruas.

Viviam assaltando a gente. Hoje, com o melhor policiamento, esta super tranquilo”, relata Alves. Como iniciativas isoladas tendem a ter capacidade limitada de geração de resultado, Santo Amaro foi o primeiro bairro do Recife a receber o programa “Governo Presente”,iniciado em dezembro de 2008 com o objetivo central de resgatar a cidadania em áreas de vulnerabilidade à violência. Um dos principais desafios do programa era evitar que desentendimentos entre vizinhos ou brigas entre casais acabassem em mortes. Eduardo Santos Morais, genro de dona Maria, atesta a qualidade do programa: “Aqui, os brabos ficaram mansos. Inclusive eu”.

 
De dezembro de 2009 a fevereiro de 2010, não houve homicídio em Santo Amaro. “Esse resultado é uma prova de que não há comunidade violenta,que todo mundo quer viver em paz. Se o governo estiver próximo,essa possibilidade é real”, afirma o secretário de Articulação Social e coordenador do “Governo Presente”, Waldemar Borges.

Relata o capitão Daniel Pereira,responsável pelo batalhão da PM em Santo Amaro, que o carnaval de 2010 foi o primeiro, em cinco anos, sem registro de homicídios no bairro. Para o oficial, a participação da comunidade em parceria com a polícia é ponto importante da redução da violência. “Aqui tinha homicídios todos os dias. Agora, não. Os moradores passaram a apoiar o trabalho da polícia”, conta.

Para diminuir a violência em Santo Amaro, o capitão explica que o batalhão aplicou conceitos de qualidade na rotina diária de trabalho. “Fizemos um estudo inicial do motivo de morrer tanta gente no bairro. Então, mapeamos o bairro e passou-se a trabalhar intensamente no horário em que mais ocorriam homicídios, o período da tarde.” O oficial explica que a melhor gestão estende-se ao apoio do serviço de informação da atividade de inteligência policial e ao auxílio da Polícia Civil,que dá suporte por meio de ações operacionais de investigação. “Com isso, hoje, não chegamos depois que o crime acontece. Conseguimos trabalhar na prevenção da violência e reduzir os índices de homicídios em Santo Amaro”, informa Pereira.

2Além do policiamento ostensivo e das ações de investigação, um processo de humanização do trabalho dos PMs, conhecido por “Polícia Amiga”, ganhou o apoio das lideranças comunitárias do bairro, antes resistentes à atuação policial. Edilson José da Silva, o Tito, foi um dos moradores a mudar sua percepção sobre o trabalho policial. Nascido na comunidade João de Barros e presidente da Associação de Moradores, Tito é um dos principais incentivadores da articulação de toda a sociedade no combate à violência, um dos pilares do “Pacto Pela Vida”.

“A comunidade percebeu a melhoria. Digo a eles que não basta só olhar de longe. Temos que nos envolver. A redução da criminalidade depende de nós também. Há alguns anos,não podíamos ficar parados conversando.Hoje, tem mais polícia e menos violência”, analisa.

 A decisão de criar o “Pacto Pela Vida” como uma política de Estado e não apenas como um programa de governo veio da certeza, por parte da administração pernambucana, de que não só eram muitas e complexas as causas da violência no Estado,mas também havia falhas nas medidas tradicionais de agir e no controle de resultados. Afinal, Pernambuco apresentava, na primeira metade da década, um quadro de potencialização da violência, em patamares superiores à média nacional.Reconhecendo que perdia a luta contra o crime e a violência no Estado, o governo estadual, após dialogar com outros poderes e com a sociedade, definiu seis frentes para o programa. Na repressão qualificada da violência, a Defesa Social passou a promover gestão integrada das polícias (Militar, Civil, Científica e Corpo de Bombeiros). Uma força tarefa de combate aos grupos de extermínio e às redes criminosas foi constituída, ao mesmo tempo em que se promoveu fortalecimento e ampliação de penas alternativas e aumento da oferta de vagas do sistema prisional por meio de parcerias público privadas (PPPs) – 3.600 vagas em seis presídios.

Outra frente avançou no aperfeiçoamento institucional, com o estabelecimento, para as polícias Militar e Civil, de políticas de recursos humanos, procedimentos operacionais padrão, programas de avaliação de desempenho, além da atualização do Código Penitenciário de Pernambuco. A parte de informação e gestão do conhecimento foi prestigiada com a expansão da Gerência de Análise Criminal e Estatística da Secretaria de Defesa Social, a base para a gestão integrada das polícias e das políticas de prevenção social do crime e da violência. Para ter clareza e transparência sobre a conjuntura criminal no Estado, desde 2007 são apresentados boletins trimestrais e informes mensais com as estatísticas de violência.

 Cursos de formação regular e continuada para as polícias Militar e Civil, conselhos tutelares da infância e da adolescência foram ampliados, e houve maior atenção à promoção de atividades de educação profissional para adolescentes e jovens em situação de risco social. Na mesma linha, os programas de prevenção social do crime e da violência de todas as secretarias da área social foram unificados por intermédio do “Programa Transversal”, específico em áreas de vulnerabilidade à violência.

 E, para envolver cada vez mais a sociedade na busca por soluções em segurança pública, foram criados mecanismos permanentes de controle social: conselhos estaduais e comunitários, conferências e fóruns estaduais e regionais de segurança pública. A transformação mudou a cara do bairro e Santo Amaro parece cada vez mais calmo.

Por Taíza Brito

“Nós, policiais militares, sob a proteção de Deus, estamos compromissados com a defesa da vida, da integridade física e da dignidade da pessoa humana”.

A frase acima, proferida pelo comandante de Policiamento da Capital de São Paulo, coronel Márcio Ananias Batista, em palestra sobre as estratégias de prevenção ao homicídio durante o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que começou segunda (15) e se encerra hoje (17), comoveu muito dos presentes no debate realizado na capital paulista. 

Sem dúvida, são valores como esses expressados na frase do coronel que devem nortear as polícias brasileiras no contexto contemporâneo de democracia e respeito aos direitos humanos.

Contudo, o Estado de São Paulo dá mau exemplo ao país ao não computar nas estatísticas oficiais de homicídios os casos de resistência seguida de morte, de civis mortos por policiais de folga e de policiais mortos em serviços, como é feito em Pernambuco. 
 
Ou seja, joga para debaixo do tapete um problema crescente enfrentado pelas forças policiais da capital paulista referentes à letalidade e mortalidade policial.

Todas essas mortes aumentaram 26% no Estado de São Paulo entre 2008 e 2009 (levantamento feito com base em dados divulgados no site da SSP/SP).

Para Philip Alston, relator das Nações Unidas sobre Execuções Arbitrárias, Sumárias ou Extrajudiciais, isso constitui um primeiro passo para a impunidade e não apuração dos casos de homicídios envolvendo policiais.
 
Um mecanismo eficaz e simples seria em agregar estes casos à estatística oficial de homicídios, de modo a dimensionar a magnitude do processo de violência que aquela sociedade atravessa.

Não para diluí-las na imensidão dos números, mas para incorporá-las como fatia de um problema de segurança pública de múltiplas facetas e que deve ser enfrentado de forma holística e sistêmica integrada pelo conjunto de instituições públicas, e em parceria com a academia e a sociedade civil organizada.

Desse modo, a letalidade e mortalidade policial passariam a ser enxergadas como problema de primeira ordem na pauta da política pública de segurança de São Paulo, em pé de igualdade com o resto de mortes violentas intencionais.

O que coadunaria com o compromisso externado pelo coronel Márcio Ananias em defesa da vida, da integridade física e da dignidade da pessoa humana.

A necessidade de redesenhar novos padrões de consumo foi o tema de um dos debates do Fórum Econômico Mundial, que aconteceu no final de janeiro, em Davos (Suíça). Entre os debatedores estavam Mark Parker (EUA), presidente e CEO da Nike, Paul Polman (Inglaterra), CEO da Unilever, Leo Apotheker (Alemanha), CEO da SAP, e Harish Hande (Índia), diretor da SELCO Solar Light, uma empresa de energia renováveis.

O debate partiu de uma questão básica: se a maioria dos consumidores atualmente está disposta a comprar produtos sustentáveis, de acordo com várias pesquisas, como os modelos de negócio deveriam ser redesenhados para incorporar valores sustentáveis para o consumidor? Veja um resumo das principais conclusões:

  • As empresas precisam assumir a liderança e influenciar o comportamento do consumidor enquanto adotam novos modelos de negócios que otimizem os lucros sem destruir os recursos naturais
  • Os novos modelos de negócios deveriam incluir tanto mudanças incrementais quanto mudanças estruturais e mais profundas
  • Uma ação imediata e proativa é necessária em todos os elos da cadeia de fornecedores; isso só pode ser conseguido por meio de parcerias
  • As empresas são responsáveis por educar os consumidores e por influenciar uma mudança no seu comportamento. Atualmente, 90% dos consumidores afirmam que gostariam de contribuir positivamente para a sustentabilidade, mas não querem pagar a mais por isso.
  • O crescimento deveria ser desconectado do impacto ambiental, e as iniciativas das empresas não devem ser baseadas em filantropia
  • Para lidar com gerenciamento de recursos naturais e de impactos ambientais a transparência é fundamental, tanto dentro das empresas como na comunicação com os consumidores. Estabelecer padrões e rotulagens para comunicar o impacto ambiental dos produtos pode ajudar as empresas e os consumidores a otimizar o uso dos recursos naturais.
  • O mesmo princípio de transparência deveria levar as agências de publicidade a recusarem a prática do “greenwashing” – criar uma falsa imagem de empresa “verde” e sustentável
  • As empresas não devem ficar esperando nem por regulamentações governamentais, nem que os consumidores demandem por mudanças.

(Instituto Akatu)

Sexta, 12 Março 2010 22:00

Muro não resolve problemas sociais

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Por Carol Bradley

Começou no Rio de Janeiro a instalação das chamadas “barrerias acústicas”, nas Linhas Vermelha e Amarela, consideradas as principais vias expressas da capital fluminense.

Na realidade, barreira acústica é só um nome mais “bonito” para tratar o muro de concreto de três metros de altura que a Prefeitura do Rio de Janeiro vai usar para isolar comunidades carentes, como o Complexo da Maré e Cidade de Deus.

A administração do município afirma que as barreiras protegerão os moradores das comunidades, do barulho dos carros e do risco de atropelamentos.

Ora, se a Prefeitura do Rio está tão preocupada com os moradores, por que não investir o recurso, previsto em R$ 20 milhões, em obras que de fato promovam uma melhoria na condição social destas pessoas?

Tapar a visão para as comunidades que se multiplicam nos morros da cidade não vai diminuir a violência urbana.

Porém, agir na raiz do problema, combatendo com severidade o tráfico de drogas, investindo em educação e programas sociais, e em capacitação e valorização dos policiais são ações muito mais efetivas.

Há pouco mais de 20 anos, o mundo comemorou a queda do Muro de Berlim, que separava a Alemanha Oriental e Ocidental, acabando com aquele monumento gerado pela guerra fria.

Levantar barreiras para segregar populações significa exclusão e retrocesso, impedindo a construção de um futuro mais justo.
 

 

Por Carol Bradley

Preservar os mananciais de água e racionalizar o seu consumo deve ser preocupação de todos: iniciativa pública, privada e sociedade civil. Por isso, iniciativas como a anunciada pela AmBev esta semana, que irá investir R$ 44 milhões em uma campanha de mobilização para o uso consciente da água, deveriam ser regra e não exceção.

Batizado de Movimento Cyan, o projeto será lançado oficialmente em 22 de março, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo, quando se comemora o Dia Mundial da Água e será tocado em parceria com a Organização Não Governamental WWF.

Dentro das ações previstas está a adoção da Bacia de Corumbá, no Distrito Federal, que abastece uma fábrica da AmBev, em Brasília. O objetivo é proteger cinco nascentes, mobilizando a comunidade que vive no entorno e apoiar a formação de um comitê gestor da bacia hidrográfica.

Em parceria com a ONG holandesa Water Footprint Network e a Universidade de São Paulo, a empresa pretende calcular o consumo de água em toda a cadeia produtiva, promover ciclo de debates com especialistas sobre o assunto, realizar exposições interativas sobre o manancial e promover uma campanha publicitária visando chamar atenção para o uso racional da água.

Por Carol Bradley

Uma frente parlamentar mista, constituída por deputados federais e senadores, foi instituída nesta quarta-feira (10), com o objetivo de acabar com o trabalho escravo no Brasil. A reunião que aprovou o estatuto da frente ocorreu na Comissão de Assuntos de Assuntos Econômicos do Senado Federal.

A Frente Parlamentar será presidida pelo senador José Nery (PSOL-PA) e terá como vice-presidentes o deputado Paulo Rocha (PT-PR), os senadores Cristovam Buarque (PDT-DF) e Flávio Arns (PSDB-PR). Segundo Nery, a primeira tarefa dos dirigentes será agendar uma visita ao presidente da Câmara, deputado Michel Temer (PMDB-SP), para pedir prioridade na votação da PEC 438, de 2001, que visa expropriar terras onde, comprovadamente, for constatada a existência de trabalho escravo.

Em 2010, quando se comemora o Ano Nacional Joaquim Nabuco, em função do centenário de morte do abolicionista pernambucano é mais do que pertinente a pressão parlamentar para a aprovação de medidas que já deveriam estar em vigor há bastante tempo.

Apesar de parecer uma realidade distante para muitos brasileiros das grandes cidades que tem seus empregos com carteira assinada, a escravidão ainda persiste tolhendo a dignidade humana e maculando a imagem de um país que avança em diversos segmentos. Vale reforçar o pensamento de Nabuco: “Acabar com a escravidão não nos basta, é preciso destruir a obra da escravidão".

 

movimentoA organização não governamental (ONG) WWF-Brasil lançou nesta quarta-feira (3/3), no Copacabana Palace, a Hora do Planeta 2010. O evento marca a entrada do Brasil no movimento mundial de mobilização da sociedade em torno da luta contra o aquecimento global.

A Hora do Planeta é um ato simbólico no qual governos, empresas e população são convidados a apagar as luzes por 60 minutos, como forma de demonstrar sua preocupação com as mudanças climáticas.

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, e o presidente do Conselho Diretor do WWF Brasil, Álvaro de Souza, anunciarão detalhes sobre a participação do Rio de Janeiro, indicando os monumentos que terão as luzes apagadas.

(Agência Brasil)

Manari é hoje o detentor de uma situação desconfortável diante dos demais municípios brasileiros. Possui o menor Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), medido pelo PNUD. A 402 quilômetros do Recife, possui população de um pouco mais de 16 mil habitantes.

Por conta deste ranking está entre os municípios monitorados pelo Portal Objetivos de desenvolvimento do Milênio (Portal ODM), que acompanha o cumprimeito das metas socioeconômicas que os países da Organização das Nações Unidas comprometeu-se a cumprir até 2015.

No link abaixo, publicado na página do PNUD Brasil, mais informações sobre a iniciativa que visa adaptar tais propostas para os municípios http://www.pnud.org.br/cidadania/reportagens/index.php?id01=3131&lay=cid

Terça, 23 Fevereiro 2010 12:12

Campanha usará Correios para conscientização

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aids02A Empresa de Correios e Telégrafos (ECT) lançou na terça-feira passada (9/2) uma campanha de combate a Aids que será aplicada inicialmente em 120 agências no Distrito Federal, na Bahia e no Amazonas. A campanha faz parte de uma iniciativa piloto mundial que tem como objetivo usar as agências postais para conscientizar as pessoas dos cuidados necessários para evitar o contágio. A campanha tem apoio do Escritório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) no Brasil.

No Brasil, a campanha é mais abrangente que nos outros países que fazem parte do projeto piloto (Burkina Faso, Camarões, China, Estônia, Mali e Nigéria). Segundo o coordenador Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS) no Brasil, Pedro Chequer, nos outros países a abordagem leva em conta apenas o aviso para que as pessoas se cuidem, mas não dá dicas de como elas devem fazer isso.

“A campanha original fala proteja-se a si mesmo, mas não diz como. Nós negociamos uma mudança da campanha global no Brasil, que tem uma abordagem mais direta sobre a Aids”, explicou Chequer.

O representante da Organização Internacional do Trabalho, Christian Ramos Veloz, diretor adjunto do Escritório no Brasil, disse que a organização é co-patrocinadora do UNAIDS e parte importante na luta contra o HIV / Aids para eliminar o estigma e a discriminação no local de trabalho, incluindo a manutenção e acesso ao emprego.
Ele também notou que a campanha é inovadora por seu potencial de mobilização e informação sobre HIV / Aids, pois a ECT está presente em todos os mais de 5.000 cidades brasileiras. Além disso, disse que a Conferência Internacional do Trabalho, principal evento anual da OIT, deverá adotar uma nova recomendação sobre o HIV / Aids no local de trabalho, em junho de 2010.

Nas 120 agências dos Correios selecionadas para a primeira fase da campanha, os cidadãos terão acesso a seis cartões postais que alertam para o uso dos preservativos, sobre como evitar o contágio da Aids e de outras doenças sexualmente transmissíveis, cuidados especiais para as gestantes e explicações para evitar a discriminação. Os cartões são distribuídos gratuitamente e são acompanhados de um folheto explicativo sobre a Aids e as formas de contágio.

Nesta terça-feira, também foram lançados um carimbo e um selo comemorativos que buscam disseminar a campanha da luta contra a Aids. A iniciativa conta ainda com um site ( www.correioscontraaids.org.br) que traz informações sobre a doença e permite o download dos cartões postais da campanha.

Nas cidades que fazem parte do projeto piloto, o Correio enviará 800 mil correspondências domiciliares com informações da luta contra a Aids. A expectativa do governo é que até 2012 todas as agências dos Correios no país integrem a campanha.

Fonte: OIT

ANDI

Começaram nesta segunda-feira (1/2) as inscrições para o curso de extensão “Jornalismo e Políticas Públicas Sociais”, promovido pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), em parceria com a Agência de Notícias dos Direitos da Infância – ANDI.

A iniciativa tem por objetivo estimular entre os participantes uma consciência crítica a respeito da qualidade do conteúdo da mídia sobre as questões sociais brasileiras. Para tanto, serão examinados casos concretos da cobertura dos veículos de comunicação do país, como forma de compreender o tratamento editorial, cultural e ético dado às políticas públicas sociais em geral e, especificamente, às políticas voltadas à infância e adolescência.

Também serão desenvolvidas metodologias que propiciem a avaliação da visão do comunicador acerca da agenda social, contribuindo para a uma representação mais democrática da mídia a partir da exploração de uma multiplicidade de temas e da inclusão de diversos atores da cena social brasileira.

Para a secretária-executiva da Rede ANDI Brasil, Ciça Lessa, o fato de o curso ser aberto à comunidade contribui para uma diversidade de olhares e opiniões sobre o tema. “Vários profissionais ligados à área social também participam e enriquecem significativamente o debate. É preciso estar atento à importância da mídia e de toda a população no acompanhamento das políticas públicas”, afirma.

Os encontros serão realizados às segundas-feiras, de 1º de março a 21 de junho de 2010, no Auditório Freitas Nobre da ECA-USP, localizado na avenida Professor Lúcio Martins Rodrigues, nº 443, Cidade Universitária, São Paulo. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas até o dia 12 de fevereiro. A carga horária total será de 36 horas.

O curso faz parte das atividades do Programa InFormação, uma realização da ANDI que conta com o apoio do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo. O objetivo do Programa é a qualificação de estudantes de jornalismo na cobertura da agenda social brasileira.

Serviço:
Curso de Extensão “Jornalismo e Políticas Públicas Sociais” (ECA-USP)
Inscrições: até 12/02
Quando: 01/03 a 21/06/2010
Hora: 10h às 12h
Local: Auditório Freitas Nobre
Responsáveis: José Coelho (USP), Ciça Lessa (Rede ANDI Brasil) e Fábio Senne (ANDI)
Informações: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.
Promoção: Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), em parceria com a Agência de Notícias dos Direitos da Infância – ANDI.
www.andi.org.br

Quarta, 28 Outubro 2009 20:34

Menino cria site que só mostra notícias boas

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Um menino norte-americano parece ter a solução para quem acredita que as notícias são muito deprimentes: aos 12 anos, ele criou um site especializado em tudo de bom que acontece no mundo. Entre os deveres da escola e lições de violoncelo, Max Jones, de Orlando, na Flórida, criou um “império televisivo online” que só transmite boas notícias.

O site Weekend News Today (www.hnheadlines.com), do qual Jones é o apresentador principal, recebe 5 mil visitas diárias e conseguiu atrair colaboradores adolescentes de todo o mundo para enviar textos e vídeos. “Realmente creio que uma pessoa pode fazer a diferença no mundo, apenas pouco a pouco”, disse à agência France Presse o jovem empreendedor, que quer ser jornalista.

Em dezembro de 2008 converteu seu quarto em um estúdio de televisão onde passa cinco horas por semana - e ainda mais tempo no verão - escrevendo artigos, editoriais, gravando vídeos, conseguindo mais colaboradores e se associando em diferentes sites. “Vou dormir por volta das 21h”, contou. “Mas se tenho muita lição de casa, deixo a web de lado porque a escola deve ser prioridade”.

Fonte: Ive Paz (www.ivepaz.org.br)

Quarta, 28 Outubro 2009 20:18

Inscreva-se no Prêmio Jovem da Paz

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Estão abertas as inscrições para o Prêmio Internacional Jovem da Paz. A iniciativa reconhece projetos de jovens com idade entre 15 e 35 anos, de qualquer parte do Brasil, que atuem em causas sociais e que desenvolvam ações de paz. As inscrições vão até 9 de novembro e podem ser feitas no site www.jovemdapaz.com.br

 

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