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Linha Editorial

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Segunda, 27 Setembro 2010 15:13

Economize água e salve o peixe

PIA1do Site EcoDesenvolvimento

A cada dia surgem formas incomuns de conscientizar as pessoas sobre o uso racional da água. A pia desenhada pelo designer chinês Yan Lu, por exemplo, utiliza a culpa do usuário para promover a economia: a água usada para lavar as mãos, aparentemente, vem de um aquário. Toda vez que o usuário gastar muita água, o peixinho fica ameaçado.

Apesar de possuir um método de funcionamento assustador, o cano que abastece a torneira não tem nenhuma ligação com a água que sai do peixe. O aquário fica vazio até um certo ponto, o que impede que o peixe morra. Quando a torneira é desligada, o aquário volta a ficar no nível normal. É apenas um truque do designer chinês, que quer tentar convencer as pessoas emocionalmente a economizarem água.

O protótipo, intitulado “Poor Little Fishbowl Sink” (que pode ser traduzido como “pia-aquário do pobre peixinho”), não agradou a todos. O PETA, organização de proteção aos animais, enviou um comunicado que dizia que o órgão aprecia a ideia do uso racional da água, mas que "causar o sofrimento de um indivíduo que é parte do ecossistema soa como a mesma arrogância que nos levou a ter o problema de falta de água".

O conceito envolvendo o produto pode até ser criativo, mas, caso comercializado, uma nova estratégia deve ser pensada. Afinal, as constantes mudanças de nível da água do aquário podem até, a princípio, sensibilizar o usuário, mas tornar isso algo corriqueiro pode prejudicar apenas o pobre peixe.pia2

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Da PrimaPagina, no site do PNUD

As entidades que estão ajudando as vítimas das enchentes em Alagoas e Pernambuco estão recebendo vários mantimentos, mas detectaram carência de um item fundamental: água potável. O alerta é do projeto Nós Podemos Alagoas, formado para apoiar o estado no cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM, uma série de metas socioeconômicas assumidas pelos países da ONU, abrangendo renda, educação, igualdade entre os sexos, meio ambiente e saúde).

“Recebemos roupas, cobertores, mantimentos e remédios, mas o problema maior é a falta de água potável. Pedimos que doem garrafões de água, porque muitas cidades estão sem quase nenhum abastecimento”, afirma a secretária-executiva do Nós Podemos Alagoas, Paula Fragoso Mattos.

Um levantamento da Defesa Civil alagoana mostra que 28 municípios foram afetados pelas enchentes, o que resultou em mais de 75 mil desabrigados e desalojados e pelo menos 34 mortes. Pontes, escolas, ruas, casas, postos de saúde, cartórios, prédios públicos e redes de saneamento foram destruídos. Em alguns locais, a estrutura de energia elétrica e água foi danificada. Palmeira dos Índios, Cajueiro, Capela, Santana do Mundaú, Branquinha, Murici, além do distrito de Rocha Cavalcante, na cidade de União dos Palmares, são as regiões mais prejudicadas pela falta de água potável, segundo a Defesa Civil.

Paula conta que alguns mercados locais estão se aproveitando dos problemas para vender o litro de água a R$ 15. O governo alagoano está levando carros-pipas às cidades atingidas, para tentar amenizar a situação.

A secretária-executiva observa que haverá impacto negativo nos esforços dos municípios em alcançar os Objetivos do Milênio, sobretudo os mais atingidos pelas chuvas, como Branquinha, Quebrangulo, Rio Lardo e União dos Palmares. “Com as enchentes, só restaram lama e destruição. Tudo que existia terá que ser reconstruído, o que é muito preocupante, pois mesmo antes desta tragédia alguns desses municípios já eram carentes.”

O Nós Podemos Alagoas instalou um ponto de coleta de donativos no Espaço Cultural, dentro da Escola Técnica de Artes da Universidade Federal de Alagoas (praça Sinimbu, Maceió). A iniciativa conta com o apoio de entidades parceiras, como o Projeto Teteia, TV Pajuçara, Associação de Cegos de Alagoas, Instituto Lagoa Viva e Sistema Industria, que também estão recebendo donativos.

Todo o material arrecadado será entregue ao Corpo de Bombeiros de Maceió e enviado para as cidades necessitadas. Quem não estiver em Maceió e quiser ajudar, pode ir à Defesa Civil do seu Estado e entregar as doações. 

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A Estação de Tratamento de Água (ETA) Botafogo, em Igarassu, será pioneira no reaproveitamento de quase 100% dos resíduos do processo de limpeza hídrica.  O local foi visitado pelo governador Eduardo Campos, marcando a abertura da 6ª Semana do Meio Ambiente promovida pela Compesa, que segue até a próxima sexta-feira (04). 

“Vamos ter a primeira estação no Brasil completamente adequada a uma nova visão das normas do meio ambiente para uma estação de tratamento de água. Mostrando que é possível construir políticas públicas que se preocupem com os danos já causados e não permitam que novos danos sejam causados no futuro”, disse Eduardo.

A ETA Botafogo faz parte do Sistema Produtor de mesmo nome, responsável pela geração de aproximadamente 17% do volume de água distribuído na Região Metropolitana do Recife, abrangendo parte de Igarassu, e os municípios de Abreu e Lima, Paulista, Olinda e as praias da Zona Norte. Através do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) foram investidos R$ 5,2 milhões em equipamentos especializados e na adequação da unidade operacional.

Com a nova tecnologia, batizada de geotube e desenvolvida por engenheiros da Compesa, o efluente que sobra ao final do processo será aproveitado. “É o tratamento do tratamento”, simplificou o secretário de Recursos Hídricos e presidente da Compesa, João Bosco. Ainda de acordo com o secretário, as unidades de Várzea do Una e de Paudalho também contam a tecnologia. Todas as outras ETAs – cerca de 160 – devem ganhar sistema idêntico até 2015.

A inovação será inaugurada em 30 dias e vai funcionar da seguinte forma: ao final do processo de limpeza da água, sobra o efluente, que é formado basicamente de impurezas, água e de sulfato de alumínio. Esse material é, então, desidratado em dois tanques e parte da água volta para o processo inicial do tratamento, restando apenas uma massa ainda molhada.

Dos tanques, a massa úmida segue para sacos com um tecido especial para reter os resíduos sólidos e liberar o restante da água ainda presente. Após a desidratação, mais uma vez a água retornará ao processo de tratamento. No final, o reaproveitamento vai chegar a quase 100% e representar 50 litros de água por segundo, o que pode abastecer uma cidade de 30 mil habitantes. Antes, o destino da “laminha” eram os aterros sanitários.

E a parte sólida? Essa será utilizada na fabricação de tijolos, misturando-se à argila sem causar nenhum dano à saúde ou a durabilidade do material. “Esse rejeito que ia para os lixões vai agora fazer parte da confecção dos tijolos que vão fazer as casas dos pernambucanos”, destacou Eduardo Campos.

O novo procedimento do geotube representa 64% de economia, cerca de R$ 1,8 milhão a menos de gastos para a ETA Botafogo. “É uma estação de tratamento que agora fica num estágio adequado de como uma estação de tratamento pode respeitar o meio ambiente: todo resíduo será reaproveitado”, afirmou o governador. O Sistema de Pirapama já conta com a tecnologia em sua estrutura.

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No Brasil a discussão ainda é embrionária. Mas em países da Europa e nos Estados Unidos a água engarrafada está na mira de críticos de seus processos de produção e de ambientalistas há pelo menos cinco anos. Recentemente as Nações Unidas se uniram a esse coro: a água engarrafada se tornou, assim como as sacolas plásticas do supermercado, um ícone do desperdício dos tempos atuais. E também da desigualdade social.

Isso porque enquanto cerca de 900 milhões de pessoas no mundo ainda não tem acesso à água de boa qualidade, segundo dados da ONU, uma parte mais abastada consome água engarrafada, mesmo tendo acesso à água tratada. E o consumo excessivo de água engarrafada em todo o mundo pode levar à superexploração de aquíferos, o que deixaria um legado de falta d’água para gerações seguintes – enquanto o lucro com a venda de água permanece privatizado.

A maior parte da água engarrafada comercializada no mundo é feita por grandes multinacionais, como Nestlé, Danone, Coca-Cola, PepsiCo, entre outras. As empresas têm sido acusadas de criar uma falsa demanda pela água engarrafada, mesmo em lugares onde a qualidade da água fornecida pelas companhias de saneamento é considerada satisfatória (alô, grandes cidades brasileiras!). Há quem diga que a “obrigatoriedade” de se beber dois litros de água por dia foi outra falsa demanda criada pela indústria de bebidas.

Outro problema criado pelo aumento do consumo dessas águas é a poluição causada pelas embalagens. As empresas estimulam o consumo, sem se preocupar em dar um destino correto às garrafas plásticas, gerando ainda mais lixo, que como sabemos, vão parar no lugar errado. Só nos EUA são descartadas por ano 50 bilhões de embalagens plásticas de água. Menos de 10% são recicladas.

A ONU já lançou campanhas para que restaurantes passassem a oferecer a seus clientes a opção de água filtrada, sem custo para o cliente. Na Europa é possível constatar que muitos restaurantes aderiram, enquanto outros nunca deixaram de servir ao ‘tap water’ - água de torneira.

No Brasil a tendência já chegou - em São Paulo, foi criado o projeto Água na Jarra, uma iniciativa da economista Letycia Janot e da advogada Maria Fernanda Franco, que ainda não foi lançada oficialmente mas que terá apoio da prefeitura da capital e do governo paulista.

Por último, o vídeo The Story of Bottled Water (”A História da Água Engarrafada”, em tradução livre), produzido por Annie Leonard (a mesmo do “A História das Coisas”, um sucesso na internet) e lançado no Dia Mundial da Água expõe as razões para se reduzir o consumo das garrafinhas de água. Vale a pena tomar conhecimento e refletir sobre hábitos que acabam se tornando banais mas que têm seus impactos sobre o planeta.

Fonte: http://blogs.estadao.com.br/andrea-vialli/

 

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jocaNo site da Agência Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (http://www.cprh.pe.gov.br) é possível baixar os arquivos das cartilhas da série Joca Descobre, que reúne oito publicações com foco na importância de se conhecer e preservar o meio ambiente.

Estão disponíveis na página as edições Joca Descobre a Água, Joca Descobre o Meio Ambiente, Joca Descobre o Ar, Joca Descobre o Lixo, Joca Descobre a Apa de Guadalupe, Joca Descobre a Mata Atlântica, Joca Descobre o Inventário de Resíduos Sólidos Industriais de Pernambuco e Joca Descobre Noronha.

A primeira cartilha da série de publicações, intitulada Joca Descobre, foi considerado o melhor trabalho de Educação Ambiental publicado no Brasil na avaliação do Instituto ECOAR (SP). Nela se integram informações técnicas, princípios de cidadania e principais questões ambientais a serem trabalhadas nos programas de educação ambiental desenvolvidos pela CPRH.  Material que vale apena conferir.

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Segunda, 22 Março 2010 14:14

Conserve água dentro de casa

Por Carol Bradley

No Dia Mundial da Água, o site ecodesenvolvimento traz dicas importantes para evitar o desperdício de água dentro de casa:

Seja nos banheiros, na cozinha ou no quintal, você pode mudar algumas atitudes simples e economizar muitos litros de água todos os meses. Você estará contribuindo com a preservação desse recurso valioso e ainda poderá economizar no final no mês.

Nos banheiros:

Tome banhos mais curtos;
Use um copo com água na hora de enxaguar a boca e use a torneira apenas para molhar a escova de dentes;
Evite dar descargas desnecessárias;
Prefira chuveiro, em vez de banheira;
Instale um arejador nos chuveiros e pias.
Na cozinha:

Use a máquina de lavar-louças com sua capacidade máxima;
Deixe os pratos e panelas de molho e retire os restos de comida antes de lavar;
Feche a torneira enquanto ensaboa a louça.
Na lavanderia, jardim e quintal:

Acumule as roupas sujas e lave todas de uma só vez;
Regue as plantas pela manhã e utilize um sistema de gotejamento;
Troque a mangueira pela vassoura e balde na hora de lavar o carro e a calçada;
Cubra a piscina quando não for utilizá-la para evitar a evaporação.

Outras dicas:

Aproveite a água da chuva;
Elimine todos os vazamentos;
Reaproveite a água de máquinas, chuveiros e torneiras em outros cantos da casa, como no jardim, na descarga ou no quintal.
 

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Luana Lourenço, da Agência Brasil

O mundo deverá alcançar o Objetivo do Milênio de reduzir pela metade o número de pessoas sem acesso à água potável. A cinco anos do prazo para a meta, que vence em 2015, 87% da população mundial dispõem de fontes de abastecimento de água potável, de acordo com o relatório divulgado nesta segunda-feira (15/3) pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

Apesar do avanço em relação ao acesso à água potável, os números sobre o saneamento básico ainda são ruins. Mais de 2,6 milhões pessoas – 39% da população mundial – continuam sem esse serviço. De acordo com o documento, o problema ainda mata anualmente 1,5 milhão de crianças de até 5 anos. As crianças e mulheres, segundo a OMS/Unicef são as mais atingidas pelas dificuldades no acesso á agua e à falta de saneamento básico.

O estudo monitorou dados de 209 países. Em algumas regiões, houve mais avanços, como no Sudeste da Ásia. O relatório cita, por exemplo, que defecar ao ar livre caiu consideravelmente no continente. Em todo o mundo, essa prática diminuiu de 25%, em 1990, para 17% em 2008, o que significa que 168 milhões passaram a ter acesso a sanitários.

As populações rurais também são consideradas mais vulneráveis ao problema. Segundo o informe, sete em cada dez pessoas sem serviços de saneamento e mais de oito de cada dez sem acesso à água potável vivem em zonas rurais.

O documento cobra ações imediatas das instâncias governamentais e não governamentais para acelerar o acesso à água potável e garantir condições de saneamento a todas as populações do mundo.

Publicado em Viva Mundo
Segunda, 22 Março 2010 03:54

Reflexão no Dia Mundial da Água

Pingo_D-AguaPor Carol Bradley

Muitos ainda tratam a água como um recurso natural ilimitado. Essa crença se traduz muitas vezes em desperdício. A empresa que joga dejetos no rio, poluindo suas águas, e a pessoa que deixa a torneira aberta enquanto escova os dentes, têm a mesma atitude: não dar o devido valor a esse líquido que é essencial à vida.

Nosso planeta tem cerca de dois terços de água. Tendo em vista essa enorme porção azul, muitos crêem que sempre teremos água em volume e qualidade suficiente para não nos preocuparmos. Mas, não é bem assim.  

97% da água do planeta é água do mar, ou seja, imprópria para ser bebida ou aproveitada em processos industriais; 1,75% é gelo; 1,24% está em rios subterrâneos, escondidos no interior do planeta. Para o consumo de mais de seis bilhões de pessoas está disponível apenas 0,007% do total de água da Terra.

Com o objetivo de chamar atenção para a questão da escassez da água e, conseqüentemente, buscar soluções para o problema, a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu em 1992, o 22 de março, Dia Mundial da Água, publicando um documento intitulado "Declaração Universal dos Direitos da Água". Abaixo os artigos, que merecem uma reflexão:

Art. 1º - A água faz parte do patrimônio do planeta. Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão é plenamente responsável aos olhos de todos.

Art. 2º - A água é a seiva do nosso planeta. Ela é a condição essencial de vida de todo ser vegetal, animal ou humano. Sem ela não poderíamos conceber como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura. O direito à água é um dos direitos fundamentais do ser humano: o direito à vida, tal qual é estipulado do Art. 3 º da Declaração dos Direitos do Homem.

Art. 3º - Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada com racionalidade, precaução e parcimônia.

Art. 4º - O equilíbrio e o futuro do nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende, em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam.

Art. 5º - A água não é somente uma herança dos nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como uma obrigação moral do homem para com as gerações presentes e futuras.

Art. 6º - A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo.

Art. 7º - A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas atualmente disponíveis.

Art. 8º - A utilização da água implica no respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo homem ou grupo social que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo homem nem pelo Estado.

Art. 9º - A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social.

Art. 10º - O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.

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