Editor

.

Linha Editorial

  • "Mídia Construtiva é também lançar o olhar crítico sobre problemas, apontar falhas, denunciar. Contribuindo para a corrente que tenta transformar o negativo em positivo."

    Leia mais ...

O movimento popular internacionalmente conhecido como Outubro Rosa é comemorado em todo o mundo, desde início da década de 90, e visa ampliar a conscientização para a prevenção do câncer de mama. Segundo tipo mais frequente no mundo, o câncer de mama é o mais comum entre as mulheres, respondendo por 22% dos casos novos a cada ano. Se diagnosticado e tratado oportunamente, o prognóstico é relativamente bom.

No Brasil, as taxas de mortalidade por câncer de mama continuam elevadas, muito provavelmente porque a doença ainda é diagnosticada em estádios avançados. Na população mundial, a sobrevida média após cinco anos é de 61%.

O especialista do Núcleo de Oncologia do Hospital Samaritano de São Paulo, Auro Del Giglio, destaca que o diagnóstico precoce ainda é a arma mais importante para vencer o câncer de mama. Quando descoberto nos estágios iniciais, as chances de cura chegam a 95%. “A mamografia e o exame clínico das mamas são os métodos indicados para o rastreamento na rotina da atenção integral à saúde da mulher. Outras modalidades, como a ultrassonografia e a ressonância magnética, também podem ser aconselhadas”, diz.

De acordo com o Ministério da Saúde, o exame clínico das mamas deve ser feito em todas as mulheres a partir de 40 anos de idade, anualmente. A mamografia deve ser realizada por mulheres com idade entre 50 e 69 anos, com intervalos máximos de dois anos entre os exames, ou a partir dos 35 anos, para as mulheres que pertencem a grupos de risco.

 

Dúvidas Comuns:

Todo nódulo de mama é câncer?  

Não. É importante que se saiba que até 80% dos tumores palpáveis da mama são devido a alterações benignas do tecido mamário, especialmente em mulheres jovens.  Mas atenção: alguns nódulos e também alguns tipos de calcificações, porém, podem corresponder a processos malignos. Por isso, é importante que sejam feitos os exames preventivos e as mulheres sejam assessoradas por profissionais especializados.

Eu não tenho casos de câncer de mama na família. Preciso fazer exames?  Sim. Apenas 5 a 10% de todos os casos de câncer de mama estão relacionados à herança de mutações genéticas; portanto, ainda que não existam casos de câncer de mama na sua família, é essencial que se faça o rastreamento.

Publicado em Blog

Do Repórter Brasil

Pelo terceiro ano consecutivo, entidades públicas e organizações civis realizam na última semana de janeiro atos e debates para marcar o Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo (28 de janeiro). Assim como em 2010 e 2011, atividades estão programadas em vários estados do país para chamar atenção sobre o problema e mobilizar por avanços na erradicação do trabalho escravo contemporâneo.

Ato contra o trabalho escravo no Fórum Social Mundial de Belém (PA), em 2009. Este ano, na edição do evento em Porto Alegre está previsto um debate sobre o tema (Foto: Verena Glass)

Este ano, a mobilização inclui atividades no Fórum Social, em Porto Alegre (RS), onde está marcado um debate com a presença da ministra Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, e o procurador geral do Ministério Público do Trabalho, Luiz Antônio Camargo, para analisar a relação entre o trabalho escravo e os danos ao meio ambiente. O Fórum Social, este ano, será temático e irá preparar terreno para a Rio+20, Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, prevista para junho.

Além da discussão no Rio Grande do Sul, também está previsto o lançamento do Manual de Combate ao Trabalho em Condições Análogas ao de Escravo, em Brasília, com participação do ministro interino do Trabalho e Emprego Paulo Roberto Pinto. Por fim, há eventos em, pelo menos, mais sete Estados, conforme a programação que segue abaixo.

O dia 28 de janeiro foi oficializado como Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo como uma forma de homenagear os auditores fiscais do trabalho Erastóstenes de Almeida Gonçalves, João Batista Soares Lage e Nelson José da Silva, e o motorista Ailton Pereira de Oliveira, assassinados nesta data em 2004, durante fiscalização na zona rural de Unaí (MG). Entre as atividades previstas para este ano também estão manifestações exigindo o julgamento dos envolvidos na “Chacina de Unaí”, como ficou conhecido o episódio. Quatro réus se encontram em liberdade, beneficiados por habeas corpus, e outros cinco (acusados de participar da execução) permanecem presos.

Programação:

Evento Nacional

28/01/2012

Com trabalho escravo, não há desenvolvimento sustentável

Debate com a participação de Maria do Rosário, ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República; Luiz Antônio Camargo, procurador geral do Ministério Público do Trabalho; Daniel Avelino, procurador da República no Pará; Jônatas Andrade, magistrado da Justiça do Trabalho no Pará. A mediação será feita por Leonardo Sakamoto, diretor da ONG Repórter Brasil.

Local: Auditório do Centro Administrativo “Fernando Ferrari”, Avenida Borges de Medeiros, 1501, Térreo – Porto Alegre (RS)

Horário: das 14h às 16h

Organização: Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo (Conatrae) com o apoio da Procuradoria Geral do Estado do Rio Grande do Sul

Brasília

24/01/2012

Lançamento do Manual de Combate ao Trabalho em Condições Análogas ao de Escravo, com participação do ministro interino do Trabalho e Emprego Paulo Roberto Pinto

Local: Auditório do Ministério do Trabalho e Emprego, Esplanada dos Ministérios, Bloco F. – Térreo, Brasília (DF).

Horário: 10h30

Organização: Ministério do Trabalho e Emprego e Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo

Maranhão

26/01/12

Assinatura de Termo de Cooperação Técnica para enfrentamento ao trabalho escravo, palestras e encerramento com apresentação do Grupo de Teatro Quilombagem

Local: Auditório do Tribunal Regional do Trabalho da 16 Avenida Vitorino Freire, 2001, Areinha, São Luís (MA)

Horário: Das 9h às 16h (apresentação das mesas: “A experiência do MTE no enfrentamento ao trabalho escravo”, às 10h com o auditor fiscal do trabalho Marcelo Gonçalves Campos; “Ministério Público e combate ao trabalho escravo”, às 11 com os conselheiros do Ministério Público Jeferson Coelho e Luiz Moreira; “Fragmentação x Articulação: a experiência dos GAETEs”, às 14h com o juiz do Trabalho Jônatas Andrade; e “A experiência do Mato Grosso no combate ao trabalho escravo”, às 15h com o procurador da República Gustavo Nogami)

Organização: Grupo de Articulação Interinstitucional de Enfrentamento ao Trabalho Escravo, do qual fazem parte o Tribunal Regional do Trabalho, o Ministério Público do Trabalho e o Ministério do Trabalho e Emprego, junto com o Centro de Defesa dos Direitos Humanos e da Vida de Açailândia.

27/01/12

Apresentação das Ações do Plano Estadual de Erradicação do Trabalho Escravo, apresentação do Projeto Marco Zero de Intermediação Rural e lançamento da Cartilha contra o Trabalho Escravo

Local: Auditório do Tribunal Regional do Trabalho da 16 Avenida Vitorino Freire, 2001, Areinha, São Luís (MA)

Horário: Das 8h às 11h30

Organização: a Secretaria de Estado de Direitos Humanos e Cidadania (Sedihc) / Comissão Estadual pela Erradicação do Trabalho Escravo (Coetrae-MA)

Tocantins

30/01/2012

Palestra de membros da Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo (Conatrae) e apresentação da peça teatral Quilombagem

Local: Auditório da UFT, em Palmas (TO)

Horário: 19h30

Organização: Comissão Estadual pela Erradicação do Trabalho Escravo (Coetrae-TO)

31/01/2012

Palestra de membros da Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo (Conatrae) e apresentação da peça teatral Quilombagem

Local: Auditório da FACDO, em Araguaína (TO)

Horário: 16h

Organização: Comissão Estadual pela Erradicação do Trabalho Escravo (Coetrae-TO)

Minas Gerais

27/01/2012

Manifestação pelo julgamento dos acusados e em homenagem aos servidores mortos na “Chacina de Unaí”

Local: Em frente ao Tribunal Regional Federal (TRF), de Belo Horizonte (MG)

Horário: A confirmar

Organização: Sindicato Nacional Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait)

São Paulo

27/01/2012

Primeira reunião da Comissão Estadual para a Erradicacão do Trabalho Escravo de São Paulo

Local: Secretaria de Justiça, Salão dos Anjos – Pátio do Colégio, 184, 1o andar, Centro, São Paulo (SP)

Horário: 9h30 às 11h30

Organização: Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania de São Paulo

Piauí

24/01/2012

Exibição de vídeos e audiência com o poder público municipal

Local: Município de Monsenhor Gil (PI)

Horário: A confirmar

Organização: Secretaria de Assistência Social e Cidadania do Piauí

24/01/2012 e 25/01/2012

Reunião com a comissão local de combate ao trabalho escravo, exibição de vídeos e debate

Local: Oeiras (PI)

Horário: A confirmar

Organização: Secretaria de Assistência Social e Cidadania do Piauí

27/01/2012

Exposição e manifestação, com apresentação de ações governamentais e não governamentais, e coleta de assinaturas em favor da Proposta de Emenda Constitucional 438, a PEC do Trabalho Escravo.

Local: Teresina (PI)

Horário: A confirmar

Organização: Secretaria de Assistência Social e Cidadania do Piauí

Ceará

25/01/2012

Debate para criação da Comissão Estadual para a Erradicação do Trabalho Escravo (Coetrae)

Local: Sindicato dos Comerciários

Horário: A confirmar

Organização: Coordenadoria Especial de Políticas Públicas dos Direitos Humanos do Estado do Ceará (CDH)

Bahia

01/02/2012

Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo

14h – Superintendência Regional do Trabalho – Tema: A importância do Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo (Fatos e Fundamentos); 14h30 – Jairo Sento Sé (Ministério Público do Trabalho): Atuação do MPT frente ao Trabalho Escravo; 15h – Dra. Rosimeire Fernandes – Juíza do Trabalho” Atuação do Judiciário Frente ao Combate ao Trabalho Escravo; 15h30 Luiz Machado (Organização Internacional do Trabalho): Panorama Geral e Nacional do Trabalho Escravo e necessidade de aprovação da PEC 438; 16h Gilca Garcia de Oliveira (UFBA): Os Novos Rumos no Enfrentamento ao Trabalho Escravo; 16h30 – Encerramento; 17h – Coffee Break.

Local: Auditório da Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, Quarta Avenida, nº 400, 1º andar, Centro Administrativo, Salvador (BA)

Horário: 14h às 17h

Organização: Comissão Estadual para a Erradicação do Trabalho Escravo (Coetrae) da Bahia

A Comissão Estadual para a Erradicação do Trabalho Escravo do Mato Grosso também deve realizar atividades, mas a agenda não está fechada. 

Publicado em Viva Brasil

O projeto Ensinando o Respeito para Todos, resultado de cooperação entre a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), os Estados Unidos e o Brasil, foi lançado no último dia 18 de janeiro em Paris. Esse é o primeiro passo de um processo com duração de três anos, cujo objetivo é desenvolver currículos que promovam o aprendizado da convivência na escola.

Coordenado pela Unesco e financiado pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos, o projeto reconhece o papel fundamental das escolas no combate à discriminação racial e étnica. O objetivo da primeira fase do projeto é rever os currículos escolares, as legislações e as políticas de educação para a tolerância a fim de identificar as melhores práticas nessa área.

Participam do lançamento a diretora-geral da Unesco, Irina Bokova, a secretária adjunta para Organismos Internacionais do Departamento de Estado dos EUA, Esther Brimmer, e o secretário executivo da Secretaria Especial de Políticas para a Promoção da Igualdade Racial, Mário Theodoro Lisbôa.

Publicado em Viva Brasil
Quarta, 04 Janeiro 2012 20:38

O que o brasileiro leu em 2011

habito-da-leituraPor Deonísio da Silva

A média de venda em países desenvolvidos é 13 livros por ano, por habitante. No Brasil, há poucos anos era inferior a um livro por ano, mas depois que os governos passaram a fazer compras relevantes de livros previamente selecionados, este índice subiu para dois livros anuais por habitante. Em resumo, o brasileiro lê pouco. Mas há uma contradição nisso tudo: o mercado editorial brasileiro é um dos maiores do mundo.

Foi nesse contexto que, do ponto de vista dos negócios editoriais, o autor nacional foi um desastre para as editoras em 2011, especialmente os autores do que se entende por literatura – romance, contos, crônicas, poesia, biografia, ensaio.

No romance, gênero literário por excelência, a solitária exceção foi Jô Soares, com o romance As Esganadas (Companhia das Letras, 88.391 exemplares vendidos). Esse romance é sucesso, não pela qualidade literária inegável, com tramas muito bem urdidas, mas porque o autor é conhecido do público por causa da televisão.

O livro de qualidade pode vender pouco e isso não lhe tira os méritos. De modo análogo, pode vender bastante e ter ou não ter qualidade. Jô Soares concilia qualidade literária e desempenho comercial. Que editor não quer um autor com tal perfil?

Primeiro da lista

Nos romances vindos de traduções, houve também uma solitária exceção, a de Umberto Eco, com Cemitério de Praga (Editora Record, 46.420 exemplares vendidos). O autor italiano é um fenômeno mundial desde que, ensaísta e professor universitário conhecido de poucos, ganhou a mídia internacional e a lista dos exemplares mais vendidos em todo o mundo com o romance O Nome da Rosa.

Vejamos o que ocorreu com as editoras que publicaram Umberto Eco e Jô Soares. No Grupo Editorial Record, que engloba diversas editoras, o destaque de vendas para escritores brasileiros foi A Riqueza do Mundo (7.984 exemplares vendidos), da romancista, poeta e cronista Lya Luft. Mas este seu livro, destaque em vendas, não é romance e, sim, um livro que mistura crônicas e ensaios, um dos quais dá título ao volume.

Entre os 59 livros mais vendidos do grupo, apenas 23 títulos tiveram desempenho de vendas acima de 2.000 exemplares. Em compensação, os dez livros mais vendidos da Record venderam no conjunto 299.546 exemplares, média de 30.000 exemplares por livro.

O campeão de vendas da Companhia das Letras foi Steve Jobs, de Walter Iaacson. A biografia do ícone de tablets e celulares de sucesso internacional vendeu 109.658 exemplares.

Sem anúncios

Em 2011, foram lançados no Brasil muitos livros de qualidade, de autores nacionais como de estrangeiros, mas não foi dada a devida atenção ao óbvio nos negócios: o marketing.

A mídia deu sua quota de colaboração nos tropeços ao esconder livros importantes, mas é preciso que jornais, revistas, tevês, rádios, blogues etc. sejam procurados, não apenas para solicitação de apoios gratuitos, mas como parceiros de negócios editoriais.

Ouvimos, vemos e lemos anúncios de cinema, de teatro, de músicas e até de telenovelas, mas livros só muito raramente são anunciados.

[Deonísio da Silva é escritor, doutor em Letras pela Universidade de São Paulo, professor e um dos vice-reitores da Universidade Estácio de Sá, do Rio de Janeiro, autor de A Placenta e o Caixão, Avante, Soldados: Para Trás e Contos Reunidos (Editora LeYa)]

Publicado em Artigos

mobilidade_urbanaEm cem dias entrará em vigor a Política Nacional de Mobilidade Urbana sancionada pela presidenta Dilma Rousseff. A nova lei tem o intuito de integrar, melhorar e tornar mais acessíveis os diferentes modos de transporte, visando a mobilidade de pessoas e cargas no país.

O documento esclarece também direitos dos usuários, como o de ser informado, nos pontos de embarque e desembarque, sobre itinerários, horários, tarifas dos serviços e modos de interação com outros modais. As regras que definem as tarifas a serem cobradas também estão estipuladas.

De acordo com a nova política, os entes federativos poderão fazer uso de instrumentos de gestão como restrição e controle de acesso e circulação, permanente ou temporário, de veículos motorizados em locais e horários predeterminados. São Paulo, por exemplo, já utiliza o sistema de rodízio de automóveis na tentativa de amenizar os problemas de trânsito.

Prevê também a aplicação de tributos para utilização da infraestrutura urbana, visando a desestimular o uso de “determinados modos e serviços de mobilidade”. Mas garante, no entanto, que os recursos obtidos por esse meio serão aplicados exclusivamente em infraestrutura urbana “destinada ao transporte público coletivo e ao transporte não motorizado”, e no financiamento do subsídio público da tarifa de transporte público.

Aos entes federativos caberá, segundo a lei, estipular padrões de emissão de poluentes para locais e horários determinados, bem como monitorar e controlar as emissões dos gases de efeito local e de efeito estufa, podendo, inclusive, restringir o acesso a vias com índices críticos de poluição.

Poderão, ainda, dedicar espaço exclusivo nas vias públicas para os serviços de transporte público coletivo e para meios de transporte não motorizados, além de estabelecer políticas para estacionamentos públicos e privados.

Publicado em Viva Brasil

 energia_eolica_250Por Jéssica Lipinski, do Instituto CarbonoBrasil

Relatório publicado pela consultoria Ernst & Young aponta índice das nações mais atrativas para os investimentos em energias limpas; Brasil subiu uma posição em relação ao semestre anterior e ficou entre as dez mais

Fazendo uma retrospectiva energética de 2011, pode-se dizer que o último ano foi favorável para as energias renováveis no Brasil, especialmente para a energia eólica. Pelo menos é o que mostra o Índice de Atratividade das Energias Renováveis por País, publicado pela consultoria Ernst & Young em novembro.

De acordo com o relatório, o Brasil subiu uma posição em relação ao semestre analisado anteriormente, e ficou entre as dez nações mais atrativas para as energias limpas. A principal responsável pela ascensão do país no ranking foi a energia eólica, cujo preço alcançou patamares mais baixos (R$ 99,56/MWh) que o do gás natural (R$ 103/MWh) em leilões de energia.

Energia eólica

Principalmente por causa disso, o país saltou quatro posições no índice de energia eólica, ficando em décimo na classificação. Durante o terceiro trimestre de 2011, o setor eólico conseguiu garantir acordos de compra de energia para 78 projetos, totalizando 1.979 MW. Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), a capacidade de energia eólica do Brasil deve crescer 600% até 2014, pulando de cerca de 1 GW em 2010 para 7 GW.

Alguns analistas acreditam que a queda no valor da energia eólica, que levou ao aumento no número de projetos do setor, foi causada por muitas razões, incluindo a chegada de equipamentos eólicos chineses com preços competitivos ao Brasil. Isso obrigou os fornecedores brasileiros a reduzirem seus custos para competir com os produtos chineses

Mas apesar do grande progresso dessa fonte renovável, a Abeeólica (Associação Brasileira de Energia Eólica) declarou que a pequena margem de retorno dos projetos ainda ameaça o crescimento do setor no país, que fica vulnerável a complicações que podem surgir durante a construção das usinas e dos abalos no mercado.

Para contornar essa questão, a associação afirma que o aperfeiçoamento no licenciamento ambiental e soluções para problemas logísticos são as principais respostas.

Biomassa, Pequenas centrais hidrelétricas e energia solar

A biomassa também teve projetos desenvolvidos, mas o desempenho do setor caiu devido ao aumento da concorrência da energia eólica. Apenas 11 projetos dessa fonte, totalizando 554 MW ganharam contratos no terceiro trimestre. Além do setor eólico, a biomassa também enfrenta a concorrência do gás natural e de pequenas centrais hidrelétricas. Ainda não há certeza se em médio e longo prazo a energia produzida pelo setor se tornará mais cara.

Assim como a biomassa, as pequenas centrais hidrelétricas não obtiveram muito crescimento no terceiro trimestre, indicando que os projetos do setor não conseguiram competir com os preços baixos apresentados nos leilões. No ranking da energia solar, o país se manteve na 16ª posição, sugerindo que esse setor também não fez grandes progressos no terceiro trimestre.

Cenário mundial

Em escala mundial, pouca coisa mudou em relação ao semestre analisado anteriormente. A China segue em primeiro como país mais atrativo para as energias renováveis, seguida pelos Estados Unidos(2º), Alemanha (3º), Índia (4º) e Itália (5º). O Reino Unido, que antes dividia o posto com a Itália, caiu para sexto lugar, seguido pela França (7º), Canadá (8º) e Espanha (9º).

A novidade ficou por conta da Romênia, que saltou do 16º para o 13º lugar, sobretudo por conta de uma nova lei sobre energias renováveis (RES-E), que aumentou os certificados verdes para as tecnologias renováveis e criou um dos esquemas mais favoráveis de incentivo na Europa. O Japão, a África do Sul e Taiwan também tiveram aumentos significativos em suas posições, subindo de 19º para 15º, de 26º para 23º e 31º para 27º, respectivamente.

Já entre as maiores quedas na classificação geral, ficaram Portugal (de 16º para 19º), Chile (de 34º para 39º) e República Tcheca (de 35º para 40º). No ranking eólico, as maiores mudanças ficaram por conta do Brasil, Romênia (ascensão de 16º para 13º), Espanha (queda de 10º para 15º), Finlândia (queda de 20º para 23º), Chile (queda de 33º para 36º), Áustria (queda de 34º para 37º) e República Tcheca (queda de 35º para 38º).

Por fim, no índice solar, o Egito despencou do 15º para 19º lugar, Áustria do 17º para o 21º, Canadá do 21º para o 25º, Bulgária do 22º para o 26º, Suécia e Holanda do 23º para o 28º, Dinamarca do 30º para o 34º, República Tcheca do 31º para o 35º, Nova Zelândia do 31º para o 37º, Irlanda do 33º para o 37º, Noruega do 34º para o 39º e Finlândia do 35º para o 40º.

Publicado em Viva Brasil

diesel-petrobras-2Desde o dia 1º de janeiro é obrigatória a distribuição do óleo diesel S50, com baixo teor de enxofre, em todas as regiões do país. Além de ser menos poluente, o combustível é indispensável para o funcionamento dos motores comerciais pesados, como caminhões e ônibus, fabricados a partir de 2012 e comercializados no mercado interno brasileiro.

O diesel S50 contém teor de enxofre de 50 miligramas por quilo de combustível (mg/kg), bem menor que o S500 e o S1800, os mais comercializados atualmente, com teor de enxofre mais de dez vezes superior.

Nos novos motores, o diesel S50 deve reduzir em até 80% as emissões de materiais particulados e em 98% as de óxidos nitrosos. Nos demais motores, no entanto, a redução das emissões será limitada a até 15%, o que deve ser resolvido ao longo do tempo com a renovação da frota.

A frota brasileira de veículos pesados é de aproximadamente 2,3 milhões de veículos e a estimativa da Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) é que serão vendidos entre 160 mil e 170 mil em 2012.

O Ministério de Minas e Energia informou que outra novidade é a necessidade dos novos veículos pesados usarem um agente, chamado Arla 32, que neutraliza as emissões de óxidos nitrosos e de materiais particulados. O produto, no entanto, não pode ser misturado ao óleo diesel, sendo colocado em um tanque exclusivo identificado com tampa azul, e injetado em dosagem controlada na saída dos gases do escapamento, antes do catalizador.

A substituição do diesel mais poluente foi definida em 2002 pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) e deveria ter entrado em vigor em 2009, mas só começou a sair do papel depois da intervenção da Justiça. Para 2013, o acordo prevê a substituição do S-50 por uma versão de diesel com teor de enxofre ainda menor, o S-10, com limite de 10 miligramas de enxofre por quilo de combustível (mg/kg).

Publicado em Viva Brasil

campanha_desarmamento_sp_aeA Campanha Nacional do Desarmamento vai continuar até o fim de 2012. O Ministério da Justiça e o Banco do Brasil renovaram no último dia 27 de dezembro a parceria para o pagamento das indenizações por armas recolhidas durante a campanha. Em vigor desde maio, a Campanha Nacional do Desarmamento recolheu 36,8 mil armas de fogo no país.

De acordo com o secretário executivo da pasta, Luiz Paulo Barreto, a expectativa do governo foi atendida. “Faremos uma nova campanha, talvez aperfeiçoando alguns pontos, mas mantendo o anonimato, a capilaridade, a agilidade do pagamento e a inutilização das armas. Precisamos e queremos ampliar o número de postos de arrecadação”.

O balanço da campanha divulgado hoje mostra que os revólveres são a maior parte das armas entregues, 18 mil. Também foram recolhidas 7,6 mil armas de grande porte, sendo 5 mil espingardas, 500 rifles, 95 fuzis, cinco metralhadoras, entre outras.

As armas de grande porte representam 20% do total de armas recolhidas. “O anonimato provocou a devolução de armas de grande porte, o que é inédito. Muitas vezes o cidadão comprava de maneira clandestina e, por medo da origem da arma, não fazia a devolução”, disse Barreto.

De acordo com o Ministério da Justiça, foram pagos R$ 3,5 milhões em indenizações pelos armamentos. A entrega pode resultar em indenizações entre R$ 100 e R$ 300 dependendo do tipo da arma. O orçamento da campanha deste ano foi R$ 9 milhões. Segundo Barreto, a mesma quantia deve ser destinada a campanha em 2012.

“O ministro resolveu colocar um aporte de recursos grande. Não poderíamos deixar faltar recursos em nenhum momento da campanha. Colocamos um valor superestimado porque se tivéssemos maior adesão da população, esses recursos não faltariam”.

A campanha pelo desarmamento está presente em 25 estados, onde existem 1,9 mil postos de coleta de armas. Ao entregá-las, o cidadão não precisa declarar a origem, e depois recebe remuneração, conforme o tipo da arma.

Estão em funcionamento nos estados 1.886 postos de entrega de armas, cadastrados pela Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, pelo Corpo de Bombeiros e pela Guarda Municipal. Para isso, o cidadão precisa pedir à Polícia Federal uma guia de trânsito para conduzir o armamento e não é exigida a comprovação da origem da arma.

Publicado em Viva Brasil

O Brasil deve superar a Grã-Bretanha e se tornar a sexta maior economia do mundo ao fim de 2011, segundo projeções do Centro de Pesquisa Econômica e de Negócios (cuja sigla em inglês é CEBR) publicadas na imprensa britânica nesta segunda-feira (26).

De acordo com a consultoria britânica, especializada em análises econômicas, a queda da Grã-Bretanha no ranking das maiores economias continuará nos próximos anos com Rússia e Índia empurrando o país para a oitava posição.

O jornal The Guardian atribui a perda de posição à crise financeira de 2008 e à crise econômica que persiste em contraste com o boom vivido no Brasil na rabeira das exportações para a China.

O Daily Mail, outro jornal que destaca o assunto hoje (26), informa que a Grã-Bretanha foi "deposta" pelo Brasil de seu lugar de sexta maior economia do mundo, atrás dos Estados Unidos, da China, do Japão, da Alemanha e da França.

Segundo o tabloide britânico, o Brasil, cuja imagem está mais frequentemente associada ao "futebol e às favelas sujas e pobres, está se tornando rapidamente uma das locomotivas da economia global" com seus vastos estoques de recursos naturais e classe média em ascensão.

Um artigo que acompanha a reportagem do Daily Mail, ilustrado com a foto de uma mulher fantasiada sambando no carnaval, lembra que o Império Britânico esteve por trás da construção de boa parte da infraestrutura da América Latina e que, em vez de ver o declínio em relação ao Brasil como um baque ao prestígio britânico, a mudança deve ser vista como uma oportunidade de restabelecer laços históricos.

"O Brasil não deve ser considerado um competidor por hegemonia global, mas um vasto mercado para ser explorado", conclui o artigo intitulado "Esqueça a União Europeia... aqui é onde o futuro realmente está".

A perda da posição para o Brasil é relativizada pelo The Guardian, que menciona uma outra mudança no sobe-e-desce do ranking que pode servir de consolo aos britânicos. "A única compensação é que a França vai cair em velocidade maior".

De acordo com o The Guardian, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, se orgulha da quinta posição da economia francesa, mas, até 2020, ela deve cair para a nona posição, atrás da tradicional rival Grã-Bretanha. O enfoque na rivalidade com a França, por exemplo, foi a escolha da reportagem do site This is Money (Isso é  Dinheiro) intitulada: "Economia britânica deve superar francesa em cinco anos". 

Publicado em Viva Brasil

al250Por Camila Queiroz, da Adital 

Após um trabalho coletivo durante o ano de 2010, as associações integrantes da Coalizão Internacional de Lugares de Consciência, participantes da Rede Latino-americana, apresentam uma exibição de fotos abordando momentos relevantes para a história política da região em um passado recente.

Participaram organizações de Argentina, Brasil, Chile, El Salvador, Guatemala, México, Paraguai, Peru e Uruguai. Elas escolheram as imagens mais representativas ou emblemáticas, em momentos como transição de ditadura para democracia, de conflitos armados internos para processos democráticos ou ainda de fatos tidos como “pontos de inflexão” para a história social e política.

São imagens marcantes, acompanhadas de texto explicativo. Estão ali o dia do assassinato de Monsenhor Romero, em 24 de março de 1980, em El Salvador; a assinatura do acordo de paz na Guatemala, em 1996; a resistência das mulheres de X´Oyep, em Chiapas, no México, contra a militarização do local; e flagrantes da luta contra as ditaduras militares que abateram a América Latina nas décadas passadas – no Brasil, há cenas do dia do golpe militar, em 1964, da luta pela anistia e até do Movimento Diretas Já, em 1984. Já na Argentina, um milhão de pessoas toma a Praça da República, em 1983, para acompanhar as eleições presidenciais.

Todo este esforço em selecionar as imagens mais representativas visa suscitar o debate sobre as formas como os momentos históricos são contados. Para que isso ao máximo de pessoas, a ideia foi criar uma exposição itinerante, que pudesse ser impressa facilmente e exibida nas entidades que fazem parte da rede.

As imagens estão disponíveis no link (clique aqui)

Sobre a Coalizão

Uma rede mundial de lugares de consciência, a Coalizão se constitui com o objetivo de “comemorar eventos passados de luta por justiça e ocupar-se de seu legado na atualidade”. Atua financiando programas de envolvimento social, organizando intercâmbios de aprendizagem, assim como na defesa dos lugares e do movimento dos Lugares de Consciência.

Já os lugares de consciência são museus que “interpretam a história por meio de lugares históricos”, participam em programas que fomentam o diálogo sobre temas sociais importantes, promovem os valores democráticos e humanitários e dão oportunidade para o envolvimento coletivo em temas levantados pelo lugar de consciência.

Publicado em Blog
Pagina 1 de 9

twitter

Apoio..................................................

mercado_etico
ive
logotipo-brahma-kumaris