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Linha Editorial

  • "Mídia Construtiva é também lançar o olhar crítico sobre problemas, apontar falhas, denunciar. Contribuindo para a corrente que tenta transformar o negativo em positivo."

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Por Taíza Brito, com fotos de Éricka Melo

premio_vasconcelos_sobrinhoO que faz com que uma ideia se destaque entre tantas outras? E que consiga chamar a atenção, mesmo que trate de algo que pensemos já ser suficientemente de conhecimento público?

Quem  acertou direitinho na resposta foram os jovens estudantes Ana Clara Marinho, Dora Costa e Silva, Girlâny Silva, Laura Holanda, Lucas Neves, Lucas Melo, Mariana Ramalho e Thaís Botelho,  alunos da turma da 8ª série/9º Ano  da Escola Arco-Íris, localizada no bairro da Várzea, no Recife.

Eles foram agraciados com o Prêmio Vasconcelos Sobrinho de Meio Ambiente, categoria “Práticas educacionais”,  na última sexta-feira (04), pela Agência Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (CPRH), por terem idealizado, executado, compartilhado e gerido um projeto chamado “Refrigerador urbano, já plantou o seu?”, ainda quando ainda faziam a 6ª série/7º Ano, em 2008.

Quer saber do que trata o projeto? Leia agora em post especial do Blog Viva Pernambuco.

Árvores: nossos refrigeradores urbanos

O “Refrigeradores urbanos, já plantou o seu?” germinou em sala de aula, na turma da 6ª série/7º Ano, da Escola Arco-Íris, em 2008, como proposta de trabalho da disciplina Oficina de Pesquisa, sob a supervisão do professor Antônio Carlos Mendes.grupo_arcoiris

Os alunos Ana Clara Marinho, Dora Costa e Silva, Girlâny Silva, Laura Holanda, Lucas Neves, Lucas Melo, Mariana Ramalho e Thaís Botelho resolveram partir para campo depois de estudarem em sala de aula sobre a importância da temperatura  na adaptação dos seres vivos à vida, o que os fez refletir  sobre a importância das áreas verdes para as cidades.

A ideia do projeto foi norteada pela seguinte pergunta: Será que a vegetação influencia na amenização dos microclimas de uma cidade?

thais“Nós já sabíamos que a resposta a esta pergunta era sim. Contudo, o que queríamos com o projeto era mostrar isso ao maior número de pessoas possível. Fazer com que essa consciência que estávamos tendo em sala de aula saísse para fora da escola. Pois muitas vezes tomamos conhecimento de determinadas coisas, mas nem praticamos nem ensinamos para os outros”, ensina a jovem Thaís Botelho (foto), com a propriedade de quem sabe o que se deve fazer para preservar e melhorar o meio ambiente.

O desejo de Thaís e de seus amigos  de multiplicar o conhecimento adquirido começou a se concretizar logo na execução do projeto. Naquele momento eles perceberam que sozinhos não poderiam dar conta das metas que estabeleceram. Então recorreram à ajuda de alunos de outras séries da escola e também de oito outras instituições educacionais, particulares e públicas do Grande Recife. Que junto com eles assumiram o compromisso de verificar o efeito da vegetação sobre o microclima das áreas urbanas e de tentar sensibilizar as pessoas sobre o poder do verde.

O projeto

Para fundamentarem o projeto, os alunos debruçaram-se sobre sobre artigos científicos, pesquisaram em sites na internet, livros e jornais, além de consultarem um estudioso na área de climatologia. “Isso foi fundamental para que eles ampliassem o olhar sobre o tema”, explica a diretora pedagógica da escola, Maria Edite, que acompanhou passo a passo a experiência dos alunos.

Depois disso, os estudantes definiram a área de estudo, partindo do Marco Zero do Recife com o traçado de uma linha imaginária que seguiu no sentido Leste/Oeste. A este mapa acresceram as áreas metropolitanas da UR-7, em Jaboatão dos Guararapes, e do município de Camaragibe.

Assim, selecionaram pontos de coleta de informações onde iriam medir, seis vezes ao dia, temperatura e umidade, em 12 áreas verdes identificadas no mapa, identificadas com a ajuda das ferramentas Google Earth e Google Maps.

Essa coleta foi feita durante três dias, por meio de termohigrômetros digitais, com a aferição da temperatura e umidade nos seguintes horários: 6h, 9h, 12h, 15h, 18h e 21h. Para fazer comparações, os alunos definiram dois locais de coleta em cada ponto: um chamado de Local Verde (LV) e outro de Local de Controle (LC), com distâncias entre si de 50 a 100 metros. “Isso para diferenciar locais com e sem vegetação”, acrescenta Edite.

meninas2“Também observamos variáveis que poderiam interferir nas medições, como circulação de veículos e de pessoas, presença de edifícios e construções”, lembra a estudante Amanda Lima (na foto, à esquerda).

Para que os alunos de outras séries e das outras escolas entendessem a metodologia, os idealizadores do projeto realizaram reuniões explicando como tudo seria feito, envolvendo também os professores das outras unidades. “Eles mesmos conduziam as reuniões. Vocês precisavam ver como orientavam direitinho os demais”, conta, orgulhosa, Maria Edite.

Ao final da pesquisa, foram levantados 864 registros de temperatura e umidade, que foram dispostos em gráficos e tabelas.

“Poder verde”

Como a própria Thaís e seus amigos já esperavam, o resultado dos dados coletados nos 12 pontos mostrou que na maioria dos Locais Verdes apresentava temperatura mais baixa. Isso foi constatado em 87% das áreas pesquisadas.

“Isso referendou a nossa hipótese, confirmando o que chamamos de “poder verde”, destaca Thaís. Ela e os demais envolvidos no projeto verificaram que a variação média de temperatura foi entre 0,66 e 1,13 graus Celsius, com maior destaque para as áreas verdes de UR-7, Apipucos e Dois Irmãos, que apresentam maior concentração vegetal dentro da área urbana. Houve áreas onde essa diferença chegou até 2,45 graus.

Os alunos acreditam que nos locais onde não houve variação de temperatura isso decorre em função da maior concentração de pessoas, carros e áreas construídas, o que segundo eles pode ser abalizado com aprofundamento da metodologia estabelecida.

Conscientizando-se e semeando conscientização

P6041366A meta de conscientizar cada vez mais pessoas foi sendo seguida pelos alunos, que apresentaram os resultados do trabalho na 14ª Ciência Jovem,  a maior feira de Ciências do Norte e Nordeste.

Lá, quando terminavam a exposição do projeto, sempre encerravam com a mesma pergunta: “Já plantou seu refrigerador urbano” ?

“Fazíamos isso para que as pessoas se topassem que nós somos responsáveis pelo ambiente em que vivemos. E que não é apenas importante manter as áreas verdes, mas expandí-las”, acredita a estudante Amanda Lima. A amiga Thaís completa: “Com a experiência, a gente aprendeu também a importância do planejamento urbano. Eu sei que as cidades não vão parar de crescer e não queremos impedir isso. Mas as pessoas precisam saber que é preciso crescer de uma forma que dê para contemplar também a manutenção de áreas verdes, pois quem sofre com a falta deles somos nós mesmos”.

Ao apresentarem o trabalho na feira, os alunos também conquistaram espaço na mídia, tendo seu projeto divulgado em matérias veiculadas em jornais impressos de Pernambuco, o que também fez com que outras pessoas tomassem conhecimento da importância dos "refrigeradores urbanos".

“Neste ano um pai de aluno insistiu na ideia de inscrevermos o trabalho no Prêmio Vasconcelos Sobrinho e fomos escolhidos como melhor prática educacional entre os inscritos”, comemora Maria Edite, ciente de que o maior prêmio é mesmo ver que os alunos entenderam os princípios que regem a missão da Arco Íris.

“Aqui tentamos contribuir para a transformação da sociedade, favorecendo a discussão de problemas sociais e o desenvolvimento de capacidades que permitam ao aluno intervir na realidade. E estamos felizes deles estarem entendendo isso”, cocluiu Maria Edite.

Motivos para plantar uma ou mais árvores!

arvore3Chamar as árvores de refrigeradores urbanos não é exagero.  Por isso a importância de projetos como o desenvolvido pelos alunos da Escola Arco-Íris. Abaixo, o Blog Viva Pernambuco relacionou alguns motivos que fazem refletir sobre a importância das árvores:

Uma árvore adulta pode absorver do solo até 250 litros de água por dia. Imagine como elas podem ajudar para não ocorrerem tantas enchentes, das quais matam e deixam muitas pessoas sem casas!

A camada de folhas que se formam a baixo das árvores  serve de berço para as sementes, e para proteger o solo dos pingos da chuva. Cada pingo de chuva que cai diretamente no solo, causa erosão. A erosão do solo pode ser prejudicial em vários casos:

rvore4Em rios: A erosão leva terra e areia para o leito (fundo) do rio, fazendo com que o rio fique mais raso, com menor capacidade de guardar água, causando a falta de água nos meses de pouca chuva, além da morte dos peixes.

Para o solo: A erosão leva embora as sementes que poderiam germinar e recompor a vegetação natural. Ou seja, solo desprotegido tende a continuar desprotegido.

Para os animais: A erosão pode levar embora ninhos de animais que os fazem no chão, e tampar os de diversos outros animais, matando os filhotes que estão dentro. Além do mais, sem vegetação e frutos para alimenta-los, eles vão embora ou morrem de fome.

Para os lençóis freáticos: Os solos sem vegetação, por não terem raízes e minhocas para deixa-lo fofo, não tem uma boa absorção de água. Além do mais, como não há barreiras para a água, ela vai embora rapidamente, não dando tempo para a água da chuva penetrar no solo. Com isso os lençóis freáticos secam, acabando assim com muitos rios e conseqüentemente com nossa água potável.

Além disso, a copa das árvores também protege o solo da chuva direta, sem contar que suas raízes seguram firmemente o solo. As raízes de árvores que estão nas beira de rios, aparecem as vezes dentro do rio, parecendo cílios. Essas raízes além evitarem a erosão, servem de casa para muitos animais. Por causa destes cílios, a mata próxima aos rios é conhecida pelo nome de Mata Ciliar.

Uma árvore pode transpirar por suas folhas, até 60 litros de água por dia. Este vapor se mistura com as partículas de poluição do ar, e quando se acumulam em nuvens, caem em forma de chuva. Portanto, as árvores ajudam também na retirada de poluentes do ar! Além do mais, este vapor ajuda a equilibrar o clima da região. Isso é facilmente percebido em parques e floretas que tem seu clima mais fresco.

Outro ponto que podemos notar até mesmo em parques no meio de grandes cidades, é o silêncio! As árvores formam uma parede que impede a propagação dos ruídos. Cercas vivas estão sendo muito utilizadas hoje em dia para criar ambientes mais silenciosos e aconchegantes (além de bonitos).

Mais motivos!!!

sombraSombra: Se levarmos em conta a devastação e a não preocupação do reflorestamento, pode se preparar para sair de casa de guarda sol, pois a previsão é de que em 2030 nossas matas vão acabar !

madeiraMadeira: Se você não tem nada de madeira na sua casa pode enviar seu nome para colocarmos no livro dos recordes. O mercado madeireiro é um dos que mais cresce no Brasil. Muitas empresas são clandestinas, e pouca gente se preocupou em saber se a madeira que está comprando é autorizada ou não. Se você usa madeira, por que não ajudar plantando?

papelPapel: Não há no mundo país que tenha um substituto para o papel vindo da madeira de árvores, sendo produzido em larga escala ! Preocupante ? Então imagine quantas árvores você já usou e vai usar só com papel !

oxigeneoOxigênio: Você respira ? Bem, pode não conseguir mais daqui alguns anos. A poluição gerada pelas grandes cidades está desequilibrando a quantidade de oxigênio no mundo ! E uma novidade: Estudiosos afirmam que florestas muito antigas, que já atingiram seu equilíbrio, produzem a mesma quantidade de gás carbônico (liberado a noite) que a de oxigênio. E que florestas jovens, para poder crescer, liberam muito mais oxigênio do que gás carbônico. Isso significa que plantar uma árvore é produzir oxigênio !

frutasFrutas: Quem não gosta de uma boa fruta ? Mas não pense que elas são produzidas em laboratório. Elas chegam à sua mesa, pois árvores às produziram. E se você fizer as contas deve ter gasto com frutas o bastante para ter mais de 100 pés de cada fruta que você gosta. Mesmo porque o gasto em se ter uma árvore é quase zero.

Fauna: Que delícia ouvir o canto dos pássaros logo de manhã ! Pois então ! Plante uma árvore perto de sua casa e ouça o resultado! Se você estiver em zona rural, ou próximo a alguma floresta, ainda poderá receber a visita de diversos animais da fauna brasileira.

Publicado em Especiais

Carolina Gonçalves, da Agência Brasil

A psicóloga da Escola de Saúde da universidade norte-americana John Hopkins Andrea Domanico defendeu a ampliação de programas de redução de danos como forma de melhorar os resultados do trabalho de prevenção e combate ao uso do crack no país.

“Temos que ter Centros de Acolhimento e Centros de Atenção Psicossocial (Caps) para atender os usuários de crack nas comunidades, como está sendo proposto pelo governo, mas precisamos ter senso de realidade de que essas pessoas não irão procurar esses serviços”, avaliou a especialista.

“Temos que criar o que chamamos de ponte para esses serviços. Não basta ter um centro de acolhimento. É preciso alguém que diga para o usuário que esse centro de acolhimento é legal”, disse Andrea, defendendo que os agentes redutores de danos teriam mais chance de se aproximar dos usuários da droga.

O objetivo desses programas é reduzir os danos à saúde, oferecendo, por exemplo, kits seguros para diminuir a transmissão, entre usuários, de doenças como leptospirose, tuberculose, hepatite B, hepatite C e aids.

Domanico, que lembra que o crack está presente no Brasil há 25 anos, critica o fato de as autoridades terem reconhecido o risco de uma epidemia do uso da droga apenas recentemente e de adotarem uma campanha que ela considera equivocada.

“A campanha diz uma mentira: a de que o crack mata. O que mata é a pobreza, violência, a discriminação, balas perdidas. O crack causa danos à saúde, mas não a ponto de matar essas crianças”, alertou

“Outra questão séria da campanha é que não dá referência alguma sobre o serviço de saúde, não diz ‘se você está tendo problemas com o crack, procure o serviço de saúde’. E não faz isso porque o serviço de saúde não está adequado para receber esse usuário que é um usuário de difícil acesso, de grande recaída (voltam a usar) e que não vão procurar esses serviços, porque são muito estigmatizados”, ponderou Andréa Domanico.
 

Publicado em Viva Brasil

A partir do mês de junho, defensores e defensoras de direitos humanos, estudiosos/as, institutos de pesquisa, organizações sociais e autoridades públicas terão uma ferramenta a mais para pesquisas e trabalhos sobre o assunto. Será o Portal de Monitoramento em Direitos Humanos Internacionais (DHI). A iniciativa é do Programa de DHI do Gabinete de Assessoria Jurídica às Organizações Populares (Gajop), no Recife.

De acordo com Luis Emmanuel Cunha, assessor jurídico do Gajop e responsável pelo Portal, a expectativa é que o site seja lançado oficialmente no dia 28 deste mês. Enquanto isso, o Portal continua a receber contribuições e sugestões de entidades e pessoas que têm afinidade com o assunto. "Estamos em fase de difusão e aprimoramento de material", revela.

A ideia é disponibilizar materiais - como relatórios, textos, declarações e documentos - e, assim, facilitar o acesso à informação a respeito dos direitos humanos. "O objetivo do Portal é servir de fonte de pesquisa e de uso de operadores de direitos humanos, de direito civil, de estudantes e de órgãos públicos", afirma.

Segundo Cunha, a equipe do Portal está na primeira fase, que é a sistematização das recomendações da Organização das Nações Unidas (ONU). Essa sistematização, conforme explica o assessor jurídico, consiste em reunir, traduzir para o português e centralizar no Portal as recomendações em relação aos direitos humanos apresentadas pela ONU ao Brasil.

Das 467 recomendações destinadas ao país entre 1996 e janeiro deste ano, o Portal já conseguiu analisar 79. Não é por acaso que a equipe do Gajop resolveu realizar esse trabalho de sistematização e monitoramento das recomendações internacionais em Direitos Humanos. Na opinião de Cunha, os direitos humanos no Brasil, de um modo geral, ainda estão carentes de implementação.

Para ele, muitos tratados de direitos humanos assinados pelo Brasil, por exemplo, ainda não foram colocados em prática. "O governo brasileiro precisa agir. O Governo ainda não colocou em uso muitas recomendações", considera. Além disso, o assessor jurídico observa que vários documentos elaborados pela ONU e destinados ao Brasil não são traduzidos para o português, o que dificulta o acesso às informações neles contidos.

Ademais das recomendações da ONU, o site ainda oferece: informações sobre debates, seminários, fóruns, visitas de relatores e ações da sociedade civil voltadas ao monitoramento internacional dos direitos humanos; artigos, relatórios e textos para a construção de indicadores em DH; experiências nacionais e internacionais de monitoramento; e documentos sobre cada iniciativa relacionada com a ação.

Mais informações em: http://www.monitoramentodhi.org/
 

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Dois eventos que ocorrem em Olinda e Recife neste sábado (5) vão reverter contribuição para o Comitê da Ação da Cidadania Pernambuco Solidário, que desde 1993 realiza mobilizações de segurança alimentar e inclusão social.

O Forró da Imprensa, previsto para iniciar às 21h, na Casa da Rabeca, em Cidade Tabajara, e a festa de quatro anos do programa Simetria da Rádio Univeristária FM, na Livraria Saraiva do Shopping Center Recife, terão como ponto em comum a solidariedade. Os eventos são organizados pelos repórteres Carlos Moraes e Almani, e pela comunicadora Patrícia Breda, respectivamente.

A festa Imprensa no Forró acontece pelo sétimo ano consecutivo e já foi responsável, ao longo do tempo, pelo benefício de mais de mil famílias com as doações em alimentos não perecíveis e conta com o apoio do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de Pernambuco. O programa Simetria, por sua vez, mobiliza seus ouvintes pelo segundo ano consecutivo.

Para o coordenador geral do Comitê da Ação da Cidadania Pernambuco Solidário, Anselmo Monteiro, mais importante que a quantidade de alimentos que serão doados nos dois momentos é a consolidação de uma cultura solidária na sociedade.

“É muito bom ver os comunicadores e artistas engajados cada vez mais em ações pelo bem. São grupos formadores de opinião e de credibilidade que apresentam ao público motivos para continuarmos trabalhando para melhorar o Planeta Terra”, comentou, ressaltando que é um misto de honra e de maior responsabilidade merecer a confiança dos organizadores dos eventos ao longo do tempo.

O montante doado e a destinação serão objeto de reportagem que será exibida ainda em junho no programa Poder Solidariedade, na TV Nova, Canal 22, apresentado aos sábados à tarde por Anselmo Monteiro.

Mais informações no Comitê da Ação da Cidadania Pernambuco Solidário pelo telefone (81) 3226. 0063.

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Toda criança pernambucana nascida em uma unidade pública de saúde terá a sua certidão de nascimento antes mesmo de sair da maternidade. Essa é a proposta do Programa Minha Certidão, lançada na terça-feira (01) pelo governador Eduardo campos (PSB). Os investimentos são da ordem de R$ 2,4 milhões, somados os recursos do Estado e da União.

Nesta primeira etapa, 64 municípios das Geres I, II e III serão cobertos pela iniciativa. Do total investido no Minha Certidão, R$ 1,5 milhão é para a compra de equipamentos e a realização de capacitação para as Unidades Interligadas do Sistema Estadual de Registro Civil (Serc). Os R$ 900 mil restantes vão para ações de mobilização e emissão de documentos: 1ª e 2ª via da Certidão de Nascimento, Carteira de Trabalho e de Identidade.

O programa vinha funcionando em fase piloto no Hospital Agamenon Magalhães e na Unidade Mista Professor Barros Lima, no Recife, desde o final de 2008, e até agora já emitiu 2.159 documentos.

O governador explicou que o programa é mais que uma porta de entrada para a cidadania. É uma ferramenta de planejamento das ações do Estado. “O Minha Certidão vai proporcionar ao Estado saber quantas pessoas estão nascendo, onde, em que condições e, com isso, programar o número de vagas que serão oferecidas nas escolas, campanhas de vacinação, entre outras ações”.

Funcionamento - O que agiliza o registro das crianças é um software desenvolvido pela Agência Estadual de Tecnologia da Informação (ATI) do Governo do Estado. Ele é o responsável pela transmissão dos dados e emissão da certidão de nascimento, antes da alta da mamãe.

“É um projeto desenvolvido aqui e levado para o Brasil. O presidente Lula nos pediu e autorizamos que o software fosse utilizado por qualquer Governo de Estado que queira se integrar. E o objetivo é chegar até o final do ano com todas as regionais daqui já com esse sistema”, afirmou o governador.

O programa conta com as parcerias das secretarias de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos (SEDSDH) e Secretaria Estadual de Saúde (SES), da Corregedoria-Geral da Justiça (TJPE/CGJ) e a Associação dos Registradores Civis de Pessoas Naturais (ARPEN-PE).

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guineCom informações de Gilberto Costa, da Agência Brasil

O que comunidades em Guiné-Bissau, no Haiti ou na Bolívia podem ter em comum com outras brasileiras da Amazônia, do Rio de Janeiro ou do Recife? A resposta é: crianças interessadas em conhecerem o mundo além de suas fronteiras.

Isso é o que vem fazendo o projeto Olhares Cruzados, que desde 2004 já mobilizou 1,5 mil crianças de nove países e 11 estados brasileiros para trocar fotografias, artesanato e pintura e revelar ao outro lado do oceano ou da fronteira histórias em comum.

Na última edição, o projeto promoveu a troca de olhares entre a comunidade do Alto José do Pinho, no Recife (PE), com as comunidades Bissau-Quelelê e Bissau-Pluba II, em Guiné-Bissau; e das comunidades de Pinheiros e Uixi, em Beruri (AM), com comunidades das ilhas de Bubaque e Canhabaque, também em Guiné-Bissau.

Além do intercâmbio cultural, as crianças envolvidas no projeto trataram do direito ao registro civil, problema comum a todas as comunidades envolvidas no projeto. “Escolhemos esse tema para desenvolver a compreensão dos diretos humanos como é o caso do direito à identidade”, informa Dirce Carrion, coordenadora do projeto Olhares Cruzados, desenvolvido pela organização não governamental Imagem da Vida.

O tema do registro civil foi escolhido com apoio da Secretaria de Direitos Humanos (SDH), ligada à Presidência da República, que iniciou na última terça-feira (25) em Cuiabá (MT) a terceira campanha nacional pela expedição das certidões de nascimento, com meta é universalizar, até o fim do ano, o registro de crianças recém-nascidas no Brasil.

Resultados – O Projeto Olhares Cruzados já resultou em dez livros, escritos em duas línguas, com fotos, desenhos e histórias sobre as comunidades em intercâmbio no Brasil, em Angola, Moçambique, Cabo Verde, no Senegal, na República Democrática do Congo, República do Mali, em Guiné-Bissau, no Haiti e na Bolívia.

“As crianças se apresentam e se fazem compreender por meio das fotos que elas tiram delas mesmas e das comunidades onde vivem”, explica Dirce Carrion. “A ideia é fazer troca cultural de lugares geograficamente distantes com histórias comuns”, complementa.

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civilPor Gilberto Costa, da Agência Brasil

A menos de um mês do início da Copa do Mundo da África do Sul, o craque Ronaldo – maior artilheiro brasileiro na história dos mundiais – reestreia campanha nacional em rádio e TV pelo registro civil e pela documentação básica. Além do jogador, a cantora baiana Margareth Menezes participa da mobilização e canta o jingle da campanha da Secretaria de Direitos Humanos (SDH).

Sem a certidão de nascimento, o cidadão não tem direito a outros documentos básicos, como carteira de identidade e o cadastro de pessoa física (CPF), além de não conseguir acesso a benefícios de aposentadoria e pensão (INSS) e a inscrição em programas sociais como o Bolsa Família.

Para combater o sub-registro, o governo federal e os governos estaduais fazem mutirões – principalmente no Nordeste e na Amazônia Legal – e trabalham com uma rede de informática que liga maternidades e cartórios de registro.

Segundo a secretaria, estão sendo promovidos 1.550 mutirões nas duas regiões (850 no Nordeste e 700 na Amazônia Legal); e até o final do ano 700 maternidades no Nordeste e mais 240 maternidades na Amazônia Legal estarão interligadas aos cartórios. Em Recife e Cuiabá, as redes já estão em funcionamento.

Os estados das duas regiões concentram elevados índices de sub-registro. Em 2007, três em cada dez pessoas nascidas em Alagoas, no Amapá e no Piauí não se registraram. Em Roraima, o percentual era de 40%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A meta do governo é que a média nacional de sub-registro fique abaixo de 5% até o final do ano. Esse é o índice aceito pela Organização das Nações Unidas. A média nacional é de 8,9%, de acordo com informações de 2008. Segundo a secretaria, de cada dez crianças nascidas apenas uma não é registrada. O sub-registro é contabilizado a partir de 1 ano e 3 meses de idade.

 

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Casa_da_criancaPor Taíza Brito

Um sonho que alimentava desde criança fez a arquiteta pernambucana Patrícia Chalaça dar início a uma ação de cidadania que germinou, cresceu e está dando muitos frutos dez anos depois.

Trata-se do Projeto Casa da Criança, cujos pilares foram estruturados em conjunto com o marido, também arquiteto, Marcelo Souza Leão, e hoje beneficia mais de 20 mil crianças e jovens em 34 instituições de 16 Estados brasileiros, mais o Distrito Federal, com o apoio de mais de dois mil arquitetos e decoradores, mil construtoras e 30 mil empresas. Que juntos participam da transformação de abrigos, creches, espaços para adolescentes, e de atendimento ao câncer infantojuvenil e a portadores de necessidades especiais.

Toda a história do Projeto Casa da Criança, iniciado em 1999, no Recife, com a reforma do abrigo público Casa de Carolina – envolvendo 27 construtores e mais de 500 empresas convencidas a proporcionar um ambiente adequado ás crianças atendidas – está detalhada na Revista Brasil Social, especial de 10 anos, editada pela coordenação do projeto.

Recomendo àqueles que como Patrícia e Marcelo conhecem o poder transformador que há dentro de cada um de nós que leiam a edição comemorativa da Revista Brasil Social, cujo conteúdo pode ser baixado através do site www.projetocasadacrianca.com.br, que pode ser acessado em link mantido aqui no Blog Viva Pernambuco, na coluna da esquerda da nossa home.

No endereço eletrônico também é possível solicitar a edição impressa da revista, que nós do Blog Viva Pernambuco recebemos da atenciosa assessoria de imprensa do Projeto Casa da Criança.

Além de contar a história do Projeto Casa da Criança, a edição traz textos sobre os projetos desenvolvidos atualmente, como o Cia dos Anjos; as instituições atendidas; os parceiros; e sobre o Prêmio Brasil Social 2009, criado pelo Projeto e concedido pela Revista Brasil Social, que premiou ano passado iniciativas no terceiro setor, além de veículos e personalidades da imprensa pernambucana.

Vele apena conferir! A leitura é inspiradora.   

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Terça, 27 Abril 2010 14:35

Cidadania nas ondas da Elo FM

elofmPor Taíza Brito

Tive conhecimento por meio da edição do boletim eletrônico do Imagem e Vozes de Esperança (ive.org.br) da Rádio Elo FM, emissora que funciona em Belo Horizonte (MG).

Reunindo programação musical variada com mensagens que incentivam a reflexão sobre os direitos humanos, a conservação do meio ambiente e a participação cidadã, a programação pode ser ouvida ao vivo pela internet no site www.elofm.com.br.

No endereço, o ouvinte encontra informações sobre a programação da emissora, notícias, promoções e um espaço de interação. O acervo musical da emissora é variado e inclui artistas nacionais e internacionais, tendo como critério principal de seleção a qualidade sonora das produções.

A rádio transmite notícias fornecidas diariamente por agências e também possui produção jornalística própria, com foco na informação comunitária. Nos intervalos, são veiculadas mensagens sobre trabalho infantil, aleitamento materno, preservação da água, importância dos conselhos tutelares, violência contra a mulher e muitos outros temas que estimulem a consciência crítica dos ouvintes em relação à cidadania.

A área de cobertura compreende mais de 30 bairros das regiões Centro-Sul, Oeste e Noroeste da capital, com um público potencial estimado em cerca de 300 mil ouvintes, que têm abertura para participação em toda a programação, podendo pedir músicas, dar opiniões e concorrer em promoções com sorteio de brindes.

A emissora funciona de acordo com as normas do Ministério das Comunicações, que autorizou a transmissão em 2003, pelo canal 200 ZYL577, à Associação Loyola de Radiodifusão Comunitária (ALRC), que atua em conjunto com a Associação Movimento de Educação Popular Integral Paulo Englert (Ameppe).

 As duas instituições sem fins lucrativos participam de um conselho comunitário de entidades responsáveis pela gestão da rádio e, como um projeto social, a ELO FM está antenada para cumprir o importante papel de disseminar na sociedade o som da cultura e da cidadania.

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acidada2Publicado no site do PNUD

A ONU, por meio das agências PNUD, UNODC, Unicef, Unesco, UN-Habitat e OIT, anunciou a abertura de edital para selecionar três municípios brasileiros para receberem ações do programa conjunto “Segurança com cidadania: prevenindo a violência e fortalecendo a cidadania, com foco em crianças, adolescentes e jovens em condições vulneráveis nas comunidades brasileiras”.

O foco deste programa são os municípios integrantes de regiões metropolitanas do Brasil (veja a lista dos municípios elegíveis no site O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. ). Em Pernambuco, os municípios credenciáveis são Recife, Jaboatão dos Guararapes, Olinda, Paulista, Abreu e Lima, Igarassu, Camaragibe, Cabo de Santo Agostinho, São Lourenço da Mata, Araçoiaba, Ilha de Itamaracá, Ipojuca, Moreno e Itapissuma.

A iniciativa tem como objetivo desenvolver ações para reduzir a violência que afeta crianças, jovens e adolescentes em situação de vulnerabilidade. O público-alvo pessoas com 10 a 24 anos particularmente vulneráveis por serem excluídas do sistema educativo, vítimas de violência doméstica ou intergeracional, por estarem envolvidas em atividades relacionadas com drogas (como o tráfico) ou pertencerem a uma comunidade afetada pela presença de capital social perverso ou prejudicial.

As ações serão desenvolvidas em áreas específicas dos três municípios escolhidos com base em critérios socioculturais e taxas de criminalidade e violência, de modo a permitir que diferentes realidades municipais sejam refletidas.

Financiado pelo Fundo Espanhol para Alcance dos Objetivos do Desenvolvimento do Milênio, o programa é uma parceria entre seis agências da ONU (PNUD, UNODC, Unicef, Unesco, UN-Habitat e OIT) e o Ministério da Justiça — por meio do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci). No total, serão 6 milhões de dólares investidos durante os 36 meses do programa.

Diagnósticos situacionais e de capacidades das instituições locais serão realizados para que um plano de ação integrada possa ser elaborado e implantado em áreas determinadas do município, como resposta aos problemas identificados. Esportes, artes e cultura serão os pontos de entrada nas atividades do programa para o envolvimento de crianças, adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade.

Este programa conjunto representa uma oportunidade para os governos locais identificarem as principais questões relacionadas à segurança pública e as trabalharem por meio de uma abordagem integral em seus municípios.

Para se candidatar, os municípios devem seguir as instruções do Edital de seleção de municípios e da Ficha de Inscrição. Somente municípios que integram regiões metropolitanas estão aptos a se candidatar.

A data limite para inscrições é 20 de maio de 2010.

Publicado em Viva Brasil
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