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Linha Editorial

  • "Mídia Construtiva é também lançar o olhar crítico sobre problemas, apontar falhas, denunciar. Contribuindo para a corrente que tenta transformar o negativo em positivo."

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O Ministério da Cultura abriu o segundo processo seletivo para a escolha dos municípios que vão participar do Programa Usinas Culturais 2012. As inscrições para o programa, que tem por objetivo investir na infraestrutura e programação cultural nas áreas brasileiras de alta vulnerabilidade social, tiveram início no dia 6 de fevereiro e seguem até o dia 26. A primeira seleção aconteceu em novembro de 2011, quando 61, de 135 municípios elencados pelo alto índice de homicídios, foram habilitados. Deste 61, 52 estão em processo de conveniamento com o MinC.

A segunda etapa seletiva irá contemplar 83 municípios que não foram habilitados na etapa do ano passado. Da região Nordeste são 26 municípios: Arapiraca (AL), Macéio (AL), São Miguel dos Campos (AL), Crato (CE), Maracanaú (CE), São Luís (MA), São José do Ribamar (MA), Buriticupu (MA), Campina Grande (PB), João Pessoa (PB), Teresina (PI), Natal (RN), Mossoró (RN), Parnamirim (RN), Bayeux (PB), Santa Rita (PB), Cabedelo (PB), Olinda (PE), Cabo de Santo Agostinho (PE), Paulista (PE), Camaragibe (PE), Abreu e Lima (PE), Vitória de Santo Antão (PE), Ipojuca (PE), Igarassu (PE) e Aracaju (SE).

As prefeituras das cidades, elencadas pelo Fórum de Direitos e Cidadania da Presidência da República, que recebeu do MinC a proposta de criação do programa, terão que, inicialmente, preencher o formulário que está disponível na página do Programa Usinas Culturais: http://cultura.gov.br/usinas. Outras orientações podem ser encontradas no Manual de Habilitação do Programa, que pode ser baixado no mesmo portal. O resultado da habilitação será divulgado no dia 5 de março. No dia 7, haverá reunião com todos os municípios que tiveram suas propostas selecionadas.

A atuação das Usinas visa, especialmente, o exercício dos direitos, a promoção dos valores da cidadania e da diversidade cultural e o desenvolvimento local e regional por meio da economia criativa. Na primeira fase de implementação do Programa Usinas Culturais (2011-2012) serão beneficiadas 135 localidades (134 municípios e o Distrito Federal), incluindo as 26 capitais, municípios do entorno e interior do Brasil. Até 2014, está prevista a implementação de 201 usinas culturais, com recursos totais de R$ 70,5 milhões, e as temáticas prioritárias a serem desenvolvidas são a valorização da juventude negra, a promoção da autonomia das mulheres e a valorização ambiental, através de ações de educação e reciclagem.

Dúvidas com relação ao processo de habilitação deverão ser esclarecidas pelos telefones (61) 2024-2957; 2024-2696 ou pelo e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

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"Prêmio Funarte Nelson Brasil Rodrigues: 100 anos do Anjo Pornográfico/2012" tem inscrições abertas até 16 de março


Em homenagem ao centenário de nascimento de Nelson Rodrigues, a Fundação Nacional de Artes vai selecionar projetos de montagens das 17 obras do dramaturgo, a serem apresentadas, em agosto de 2012, nos Teatros Dulcina e Glauce Rocha, no Rio de Janeiro.

O edital foi publicado no último dia 31 de janeiro, no Diário Oficial da União. Podem concorrer artistas, produtores, companhias, grupos, associações, cooperativas ou empresas, com ou sem fins lucrativos, de natureza cultural.

As 17 obras dramáticas de Nelson Rodrigues, de que trata o edital, seguem a classificação do crítico Sábato Magaldi. São elas: Peças Psicológicas (A Mulher Sem Pecados/1941; Vestido de Noiva/ 1943; Valsa nº 6/1951; Viúva, Porém Honesta/1957; Anti-Nelson Rodrigues/1973); Peças Míticas (Álbum de Família/1945; Anjo Negro/1946; Dorotéia/1949; Senhora dos Afogados/1947); e Tragédias Cariocas (A Falecida/1953; Perdoa-me Por Me Traíres/ 1957; Os Sete Gatinhos/1958; Boca de Ouro/1959; Beijo no Asfalto/ 1961; Otto Lara Resende ou Bonitinha, Mas Ordinária/1962; Toda Nudez Será Castigada/1965; A Serpente/1978).

Será contemplado um espetáculo de cada texto. O investimento total é de R$ 1,36 milhão, distribuídos entre as 17 montagens selecionadas. Uma comissão de seleção vai analisar os projetos a partir da excelência artística de cada proposta; a qualificação dos profissionais envolvidos; e a representatividade das cinco regiões do país.

Acesse o edital e  a ficha de inscrição : http://www.funarte.gov.br.

 

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cultura-brasileiraIniciativa visa promover a participação de jovens que produzem cultura no país

O dia 31 de janeiro é o prazo final para as inscrições do Prêmio Agente Jovem de Cultura: Diálogos e Ações Interculturais. Ao todo, serão distribuídos 500 prêmios de R$ 9 mil cada, a iniciativas propostas, realizadas e concluídas por jovens agentes culturais de todo o país, entre 15 e 29 anos. Podem participar brasileiros natos, naturalizados e estrangeiros residentes há mais de três anos no Brasil.

A premiação contemplará ações voltadas para as áreas de Comunicação, Articulação e Mobilização Cultural, Cultura e Tecnologia, Pesquisa, Acervo e Diálogos Intergeracionais no Campo da Cultura, Formação Cultural, Produção e Expressão artística e Cultural, Intercâmbios e Encontros Culturais, Cultura e Sustentabilidade, divididas em três categorias. Serão 100 prêmios para a categoria Jovem adolescente (15 a 17 anos), 200 para a categoria Jovem (18 a 24 anos) e outros 200 para a categoria Jovem adulto (25 a 29 anos).

Segundo a secretária de Cidadania Cultural do Ministério da Cultura (SCC/MinC), Márcia Rollemberg, o prêmio “é o primeiro passo de um processo de ação mais ampla e permanente, que vai envolver trabalhos de fortalecimento da formação do agente jovem de cultura, incluindo bolsas de formação, com uma parceria, também, do Ministério da Educação (MEC)”. Ela afirmou que a partir deste ano o trabalho será amplo, visando fortalecer os agentes de cultura.

O Prêmio Agente Jovem de Cultura será desenvolvido pelo MinC, por meio da Secretaria de Cidadania Cultural, em parceria com a Secretaria-Geral da Presidência da República/Secretaria Nacional de Juventude e os Ministérios do Desenvolvimento Agrário (MDA) e da Saúde (MS). A iniciativa conta com o total de 5,7 milhões em apoio financeiro.

O edital está disponível para download no www.cultura.gov.br/culturaviva.

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A Secretaria do Audiovisual (SAV/MinC), anunciou na última sexta-feira, 23 de dezembro, o lançamento do Programa de Fomento à Produção Audiovisual Brasileira/2011, visando à realização de cinco editais. As inscrições vão de 28 de dezembro a 10 de fevereiro de 2012 e abrangem todas as regiões do país.

Veja abaixo as informações sobre os editais:

Edital de Apoio à Produção de Obras Audiovisuais Cinematográficas, Inéditas, de Ficção, de Baixo Orçamento – apoiará, com até R$ 1.200.000,00 (um milhão e duzentos mil reais), a produção de 10 (dez) projetos. Confira aqui o edital.

Edital de Apoio à Produção de Obras Audiovisuais Inéditas de Curta Metragem, do Gênero Ficção, Documentário e Animação – fomentará a produção de até 25 (vinte e cinco) projetos, destinando apoio individual no valor de até R$ 100.000,00 (cem mil reais). Confira aqui o edital.

Edital de Apoio ao Desenvolvimento de Roteiros Cinematográficos Inéditos, de Ficção para Roteiristas Profissionais – tem o objetivo de selecionar até 13 (treze) projetos, que terão apoio individual no valor de R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais). Confira aqui o edital.

Edital de Apoio ao Desenvolvimento de Roteiros Cinematográficos Inéditos, de Ficção para Roteiristas Estreantes – irá fomentar a produção de até 10 (dez) projetos, com o valor de R$ 25.000,00 (vinte e cinco mil reais) para cada um. Confira aqui o edital.

Edital de Apoio à Produção de Obras Audiovisuais Cinematográficas do Gênero Documental inéditas – prevê a seleção de até 5 (cinco) projetos, destinando apoio individual no valor de até R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais). Confira aqui o edital.

Informações: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

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captura-de-tela-2011-10-20-c3a0s-14-41-47Dez editais que fazem parte do Programa de Fomento aos Museus Ibram 2011 estão com inscrições abertas. São mais de R$ 16 milhões em recursos financeiros destinados a prêmios e projetos relacionados à construção e modernização de museus, ao incentivo a artistas contemporâneos, à divulgação do tema museu em diversas mídias e ao apoio a iniciativas e experiências de memória social desenvolvidas por comunidades e grupos populares.

Esses recursos são resultado de emendas parlamentares apresentadas pelo Congresso, do orçamento do Fundo Nacional de Cultura/MinC. Do total de editais, seis foram lançados em 2011. São eles (clique no nome para ver o Edital):

Prêmio Ibram de Arte Contemporânea – busca ampliar, estimular, viabilizar práticas artísticas contemporâneas e fomentar o processo artístico nacional. Cinco (5) artistas emergentes e cinco (5) artistas estabelecidos serão contemplados por esse prêmio, que tem como objetivo selecionar projetos para produção de obra inédita. Os prêmios são de R$ 60 mil e R$ 100 mil e as inscrições vão até 30 de novembro.

Edital Modernização de Museus – Microprojetos  - tem por objetivo selecionar 50 (cinquenta) iniciativas voltadas à cultura, memória e patrimônio a fim de fomentar o processo sócio cultural nacional. Os prêmios variam de R$ 10 mil a R$ 50 mil e as inscrições seguem até 27 de novembro.

Prêmio Pontos de Memória 2011 - busca reconhecer iniciativas de práticas museais e de processos dedicados à memória social que se identifiquem com a perspectiva da museologia social, da diversidade sociocultural e da sustentabilidade. É voltado para grupos étnicos-culturais tais como indígenas, afro-descedentes, ciganos, ribeirinhos, quilombolas, rurais, urbanos, de periferia, cultura litorânea, comunidades brasileiras no exterior, entres outros. Os prêmios são de R$ 30 mil e R$ 50 mil. Inscrições até 27 de novembro.

Prêmio Ibram de Roteiros Audiovisuais 2011 visa premiar 18 roteiros inéditos para produção audiovisual, com 60% de ambientação em museus brasileiros e vinte (20) produções de mídias digitais com argumentação museológica. Serão premiados: Roteiro de Longa Metragem; Roteiro de Curta Metragem; Roteiro de Documentário; Roteiro de Cine-TV  e Produção de Mídias Digitais. Os prêmios variam de R$ 5 mil a R$ 100 mil e as inscrições vão até 26 de novembro.

Edital para Criação e Fortalecimento de Sistemas de Museus - voltado para entidades públicas que atuam no âmbito museal, o Edital para a Criação e Fortalecimento de Sistemas de Museus visa ao apoio à estruturação, modernização e fortalecimento do Sistema Brasileiro de Museus. Podem participar entidades públicas, nos âmbitos municipal, estadual e distrital. Serão atendidos projetos com valor de R$ 100.000,00 (cem mil reais). Inscrições até 18 de novembro.

Prêmio Ibram de Enredos que consiste em selecionar e premiar até 34 (trinta e quatro) enredos carnavalescos com o tema: Museus, Memória e Criatividade. Cada prêmio é de R$ 15 mil e as inscrições seguem até 26 de novembro.

Os outros quatro editais, que já fazem parte da agenda do Ibram, são:

Edital Mais Museus – visa o conveniamento de projetos para a implantação de museus em municípios com menos de 50 mil habitantes e que ainda não possuam instituição museológica instituída. Podem participar pessoas jurídicas de direito público e de direito privado sem fins lucrativos, com finalidade cultural. No caso de pessoas jurídicas de direito privado deverão ser instituídas há no mínimo três anos. Os projetos atendidos terão valores entre R$100.000,00 e R$150.000,00. Inscrições até 18 de novembro.

Edital Modernização de Museus - seleciona projetos para conveniamento voltados à cultura, memória e patrimônio, para modernização dos espaços museais. Tem por objetivo ampliar, estimular e viabilizar a continuidade e a sustentabilidade das atividades das instituições selecionadas, a fim de fomentar o processo sócio cultural nacional. Os projetos atendidos terão valores entre R$ 100.000,00 e R$ 300.000,00 e as inscrições vão até 13 de novembro.

Prêmio Darcy Ribeiro 2011 -  está em sua 4ª edição e é voltado para práticas de educação não formal que objetivam a convergência entre cultura, arte e educação de modo a contribuir na ampliação do acesso às manifestações culturais e ao patrimônio cultural brasileiro. Podem participar instituições museais públicas não vinculadas à estrutura do Ministério da Cultura, órgãos ou entidades públicas que possuam em sua estrutura unidades museais, e instituições museais de direito privado sem fins lucrativos. Os projetos devem ter sido realizados nos últimos dois (2) anos e já concluídos. Os prêmios são de R$ 15 mil, R$ 10 mil e R$ 8 mil para o primeiro, segundo e terceiro colocados, respectivamente. As inscrições estão abertas até 30 de novembro.

Prêmio Mario Pedrosa - é voltado para trabalhos jornalísticos veiculados na mídia impressa nacional e que tiveram como tema “Mulheres, Museus e Memórias”. São três prêmios de R$ 10 mil; R$ 7 mil e R$ 5 mil para os 1º, 2º e 3º lugares, respectivamente. As inscrições seguem até 26 de novembro.

As inscrições podem ser feitas por meio do Sistema SalicWeb, disponível na página do Ibram (www.museus.gov.br). Os proponentes devem, após fazer a incrição, acompanhar, regularmente, o ambiente do Sistema. As diligências serão informadas através do item “Mensagens enviadas pelo MinC”.

Dúvidas e informações pelo email: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. .

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ordem-do-meritoA relação dos 51 agraciados pela Ordem do Mérito Cultural 2011 (OMC) foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira, 09 de novembro. A solenidade de entrega das insígnias da Ordem do Mérito Cultural 2011, mais alta condecoração da Cultura brasileira, será nesta quarta-feira (9), às 19h, no Teatro Santa Isabel, em Recife, com a presença da ministra da Cultura, Ana de Hollanda. Esta é a primeira vez que a cerimônia acontece na região Nordeste.

Além da ministra, participam do evento os secretários do Ministério da Cultura, Vitor Ortiz, da Secretaria Executiva, Cláudia Leitão, da Economia Criativa, João Roberto Peixe, da Articulação Institucional, Márcia Rollemberg, da Cidadania Cultural, Sérgio Mamberti, de Políticas Culturais, e Ana Paula Santana, do Audiovisual, e ainda o presidente da Fundação Nacional de Artes (Funarte), Antônio Grassi, o presidente da Fundação Palmares, Eloi Araujo, e o presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), José do Nascimento Júnior.

O tema da Ordem do Mérito Cultural de 2011 é a jornalista e escritora Patrícia Rehder Galvão (1910-1962), mais conhecida pelo apelido de Pagu. Inquieta e de comportamento destemido, Patrícia era feminista e militante do Partido Comunista Brasileiro. Ficou conhecida como uma mulher que viveu à frente de sua época, que sempre buscou quebrar preconceitos.

A escolha de Pagu como tema da edição 2011 da OMC, segundo a ministra da Cultura, Ana de Hollanda, teve o intuito de conferir uma homenagem “ a uma mulher extraordinária, raro exemplo de militância cultural, política e existencial, sempre com uma perspectiva inovadora e transformadora”.

O perfil de cada um dos agraciados da OMC estão no blog: http://omc.cultura.gov.br.

Confira abaixo a relação:

NA CLASSE GRÃ-CRUZ:

1.    Ana Lima Carmo (Ana Montenegro), in memoriam;

2.    Clarice Gurgel Valente (Clarice Lispector), in memoriam;

3.    Gustavo Dahl, in memoriam;

4.    Helena Kolody, in-memoriam;

5.    Herbert José de Souza (Betinho), in memoriam;

6.    João Batista Vale (João do Vale), in memoriam;

7.    Leila Roque Diniz (Leila Diniz), in memoriam;

8.    Lélia Abramo, in memoriam;

9.    Lourenço da Fonseca Barbosa (Capiba), in memoriam;

10.  Mario Lago, in memoriam;

11.  Nelson Antonio da Silva (Nelson Cavaquinho), in memoriam;

12.  Paulo Reglus Neves Freire (Paulo Freire), in memoriam;

13.  Pelópidas Guimarães Brandão Gracindo (Paulo Gracindo), in memoriam;

14.  Renato José Pécora (José Renato), in memoriam;

15.  Valdemar de Oliveira, in memoriam;

16.  Walter Campos de Carvalho (Campos de Carvalho), in memoriam;

17.  Zuleika Angel Jones (Zuzu Angel), in memoriam;

18.  Antonio Carlos Nobrega de Almeida (Antonio Nobrega).

 

NA CLASSE COMENDADOR:

1.    Antonio Pitanga Luiz Sampaio (Antonio Pitanga);

2.    Apolonio Melonio;

3.    Claudett de Jesus Ribeiro (Claudett Ribeiro);

4.    Elizabeth Santos Leal de Carvalho (Beth Carvalho);

5.    Espedito Velozo de Carvalho (Espedito Seleiro);

6.    Glênio Alves Branco Bianchetti (Glênio Bianchetti);

7.    Héctor Eduardo Babenco (Héctor Babenco);

8.    Ítala Maria Helena Pellizzari Nandi (Ítala Nandi);

9.    Jair Rodrigues de Oliveira (Jair Rodrigues);

10.  João Pereira das Neves Filho (João das Neves);

11.  Luiz Carlos dos Santos (Luiz Melodia);

12.  Lygia Bojunga Nunes (Lygia Bojunga);

13.  Teresinha Barros Costa Rêgo (Tereza Costa Rêgo);

NA CLASSE CAVALEIRO:

1.    Adriana Varejão Fonseca (Adriana Varejão);

2.    Afonso Augusto Borges Filho (Afonso Borges);

3.    Evando dos Santos (O Pedreiro);

4.    Francisco Díaz Rocha (Chico Diaz);

5.    Vicente José de Oliveira Muniz (Vik Muniz);

Sem Grau de Classe, as entidades que se distinguiram por suas relevantes contribuições prestadas à Cultura do País:

1.    Academia Brasileira de Letras;

2.    Associação Antônio Vieira – Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos (Memorial Jesuíta);

3.    Associação Capão Cidadão;

4.    Associação Dançando para Não Dançar;

5.    Associação de Moradores e Pequenos Produtores Rurais de Salina e Adjacências (Grupo de Tradições Culturais Samba de Cumbuca);

6.    Associação dos Artesãos de Santana de Araçuaí;

7.    Associação dos Artistas (Festival Santista de Teatro);

8.    Associação Galpão (Grupo Galpão);

9.    Central Única das Favelas do Rio de Janeiro (Cufa);

10.  Dzicroquetes Artezanatos LTDA;

11.  Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Casa Wariró);

12.  Grupo Musical Quinteto Violado Produções Artísticas LTDA (Quinteto Violado);

13.  Instituto Festival de Dança de Joinville (Festival de Dança de Joinville);

14.  Manoel José das Chagas – Maracatu Estrela de Tracunhaém;

15.  Teatro Amador O Tablado (Tablado);

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Patricia_Galvao_mat01-225x300Recife receberá a solenidade de entrega das insígnias da Ordem do Mérito Cultural 2011 nesta quarta-feira, 9 de novembro. A cerimônia da mais alta condecoração da cultura brasileira será realizada, este ano, pela primeira vez na região Nordeste. O palco escolhido para a festa foi o Teatro de Santa Isabel, no Recife. As comendas são entregues pela Presidência da República e pelo Ministério da Cultura a personalidades, a grupos de pessoas, a iniciativas e a instituições que tenham prestado relevantes contribuições para a Cultura do país.

O tema da Ordem do Mérito Cultural de 2011 é a jornalista e escritora Patrícia Rehder Galvão (1910-1962), mais conhecida pelo apelido de Pagu. Inquieta e de comportamento destemido, Patrícia era feminista e militante do Partido Comunista Brasileiro. Ficou conhecida como uma mulher que viveu à frente de sua época, que sempre buscou quebrar preconceitos.

A escolha de Pagu como tema da edição 2011 da OMC, segundo a ministra da Cultura, Ana de Hollanda, teve o intuito de conferir uma homenagem “ a uma mulher extraordinária, raro exemplo de militância cultural, política e existencial, sempre com uma perspectiva inovadora e transformadora”.

A ministra comentou também a decisão de realizar pela primeira vez a entrega das medalhas do Mérito Cultural em um estado da região Nordeste: “a escolha de Pernambuco reforça a nossa visão da riqueza e da multiplicidade culturais do Brasil. O estado vive hoje um momento novo e especial de sua história, expressando-se com vigor nos mais diversos campos do fazer e do criar”, afirmou.

Condecorações - Este ano serão concedidas 51 condecorações a representantes da Cultura brasileira, distribuídas nas categorias Grã-Cruz, que é a mais alta graduação da Ordem, Comendador e Cavaleiro. Nesta edição 18 personalidades serão agraciadas com a Grã-Cruz, 13 com a Comendador e cinco com a ordem Cavaleiro, além de 15 associações culturais e grupos artísticos que receberão a comenda da Ordem do Mérito Cultural.

Instituída pelo MinC em 1995, a OMC já concedeu mais de 500 condecorações a nomes ilustres da história e das artes brasileiras, tais como Santos Dumont (in memoriam), Bibi Ferreira, Ângela Maria, Cartola (in memoriam), Ana Botafogo, entre outros. As medalhas são direcionadas a um amplo universo temático, de forma a abranger a diversidade marcante da cultura do país. Contemplam as tradições de grupos étnicos, as expressões da cultura popular, as artes visuais, a música, a literatura, o teatro, o cinema, o design, a produção intelectual, entre outros segmentos que compõem o grande espectro cultural do país.

Visite o blog da OMC 2011

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Alex Mono, músico e produtor cultural, foi quem idealizou a Mostra de Cinema Silencioso, que começa hoje e fica em cartaz até o dia 02 de outubro aqui na cidade. A ideia é trazer de volta o cinema mudo produzido nos anos 20 no Recife, que ficou conhecido depois como Ciclo do Recife.

Mostra de Cinema Silencioso trará de volta o Ciclo do Cinema dos anos 20 no São Luiz / Foto: Reprodução

 

As exibições acontecerão no Cinema São Luiz,e reproduzirão as sessões mudas, mas contando com a participação de músicos como Arrigo Barnabé para produzir a trilha sonora ao vivo. Além dele, também estão confirmados Lívio Tragtenberg, o Maestro Ademir Araújo e o próprio Alex Mono. A abertura acontece às 17h30 da tarde de hoje (29).

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Segunda, 11 Julho 2011 20:37

"Alimento é afeto, cultura, humanidade"

Do Instituto Alana – Projeto Criança e Consumo

José Augusto Taddei é livre-docente em Nutrologia Pediátrica pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), onde orienta os programas de mestrado e doutorado na área. Uma de suas lutas é tentar impedir que o momento da refeição torne-se um problema na vida de pais e filhos. Por isso, defende que é preciso manter hábitos alimentares mais saudáveis e regulamentar a comunicação mercadológica de alimentos dirigida ao público infantil.

Nesta entrevista para o Projeto Criança e Consumo (CeC), do qual também é conselheiro, Taddei lembra que o alimento é o último traço cultural que desaparece em uma sociedade. Assim, além de nutrir, a comida também reflete aspectos socioculturais importantes. E lamenta: “O que é criado pela indústria é uma cultura uniforme e muito sem graça porque não tem a ver com troca, com preparo, com relações.”

Qual é o cenário da obesidade infantil no Brasil e no mundo?

Se o ritmo se mantiver, as projeções para 2016 indicam que a obesidade atingirá 8,3% das crianças – não estou falando de sobrepeso –, o que representará 1,5 milhão de crianças menores de cinco anos obesas. O que sabemos é que nas classes A e B já não há tanta obesidade porque as pessoas são mais esclarecidas. É difícil ver um jovem esclarecido que não vá à academia e que não faça restrição alimentar.

É necessário fazer restrição alimentar tão cedo?

Hoje o mercado oferece muitas opções de alimento e o jovem passou a ser consumidor mais precocemente. As indústrias de alimentos focam nas crianças e nos adolescentes porque são pessoas que estão formando seus padrões de consumo, seus estilos de vida e seus hábitos alimentares. Eles são extremamente influenciáveis, também pelo processo de formação da individualidade. E o alimento vem sendo progressivamente algo que o adolescente tem de lidar constantemente.

Por que são oferecidos produtos com grande quantidade de gordura, sal e açúcar?

A quantidade de alimentos em termos de número de itens, é altamente competitiva. Só a Nestlé tem mais de 150 mil itens de alimentos comercializados nos Estados Unidos. Nas prateleiras dos supermercados, não cabe mais do que 90 mil itens. É uma luta para conseguir colocar um produto nas prateleiras. Nessa luta existe uma campanha forte de marketing pensando em divulgação e em toda a parte de sedução do consumidor. Além disso, a indústria tenta desenvolver produtos palatáveis. E qual a alternativa para fazer um produto palatável? Aumentar açúcar, aumentar gordura, aumentar sal, diminuir fibra porque ele fica mais fácil de mastigar e dissolve na boca.

Então é verdade que o alimento mais gostoso é aquele menos saudável?

O mais gostoso provoca apenas o prazer imediato. Ele não dá prazer depois de três horas. Pelo contrário, ele pode até causar problemas na função intestinal, cansaço e sensação de desânimo. O excesso de carboidrato dá apatia, mas no momento em que você está comendo é o que mais agrada, especialmente aos humanos. Isso tem explicação na nossa evolução. Quando nós éramos catadores e tínhamos de pegar frutos, flores e raízes do chão, aqueles que tinham aversão pelo amargo, pelo azedo e pelo ácido cuspiam o alimento e, por consequência, o veneno. Na natureza, em geral, esses sabores são associados aos venenos. Quem gostava do doce, do gorduroso, sobreviveu e nós somos filhos daqueles que sobreviveram. A forma que nós temos de superar o que já foi uma vantagem há milênios e que hoje é uma grande desvantagem na sociedade moderna é criar situações prazerosas, gratificantes, emocionalmente de troca e de acolhimento junto com o consumo de alimentos amargos, azedos, com pouco sal. Com isso, a criança começa a se condicionar.

Isso tem de ser trabalhado com uma criança pequena?

Sim. Você oferece uma laranja doce, depois uma menos doce e progressivamente, até que ela vai comer uma laranja azeda e gostar, principalmente se for no colo da mãe, fazendo “cocequinha”, dando risada. Esse é um processo de formação de hábitos. Alimento não é só nutriente. Alimento é afeto, cultura, humanidade e é disso que a gente vive.

Os alimentos distribuídos pelas grandes indústrias não têm a cara da cultura local, porque eles são iguais em todo o mundo. Como isso afeta a formação cultural da criança?

As nossas crianças não comem mais milho, não comem tapioca, mandioca, que eram coisas da nossa culinária. O que é criado pela indústria é uma cultura uniforme e muito sem graça porque não tem a ver com troca, com preparo, com relações. Antes as pessoas diziam “nada é melhor do que o tempero da minha mãe”.  Era o tempero da infância, do afeto. Os hábitos alimentares são o último traço que desaparece numa sociedade. As pessoas podem esquecer o nome do antepassado, a língua, mas quando se reúnem, comem a comida da região de onde veio. Os japoneses, quando se reúnem, comem comida japonesa, os libaneses comem comida libanesa e assim por diante.

Qual é a importância de uma criança fazer as refeições com os pais? Quem não tem essa experiência perde muito?

Perde muito. Mas não quero ser saudosista, nem voltar ao tempo em que a mãe não trabalhava fora de casa. A mulher hoje é geradora de renda. Não dá mais para fazer como era. O problema é que a gente observa o extremo oposto, a família que nunca se reúne em volta da mesa, nem em situações de festa, de comemoração. Tudo chega em casa pronto e as pessoas não preparam mais, não dividem esse processo de doação, de troca.

Por que essa mudança? Os alimentos preparados são economicamente mais vantajosos?

Os alimentos que já vêm pré-preparados e próprios para o consumo imediato são, em média, três vezes mais caros que a cesta básica. Logicamente não é por causa do preço do alimento, e sim por causa da embalagem e do valor agregado. Por exemplo, um refrigerante tem o mesmo preço de um litro de leite. O leite é nutritivo, enquanto o refrigerante é água com açúcar.

Então porque há um aumento cada vez mais significativo de obesos entre a população menos favorecida?

A população urbana de mais baixa renda, tanto no Brasil como nos EUA, é a que mais sofre com a obesidade. Hoje, você consegue consumir alimentos com alta densidade energética, muito açúcar e muita gordura a preços acessíveis. Mas essas pessoas não sabem dos efeitos deletérios desse alimento e, ao mesmo tempo, são suscetíveis aos apelos de prazer como todo o mundo. Comem gordura e doce achando que aquilo é uma forma de ser feliz. Acabam confundindo consumo excessivo com a “receita da felicidade”. Mas essa é a receita da vida curta. Por outro lado, são pessoas que estão sendo privadas de dignidade, que não têm opções de lazer além de assistir à televisão. A única forma de ter identidade e se sentir alguém é comendo, bebendo, participando de uma igreja ou vendo TV.

O que já se sabe sobre o consumo constante de produtos industrializados?

Existem pesquisas com animais que demonstram que existem níveis seguros de consumo desses alimentos, mas não existem pesquisas com seres humanos a longo ou longuíssimo prazo. E em cima disso, os naturalistas dizem que estamos expondo a humanidade a situações de complicação. Nós não sabemos, por exemplo, se acontece um efeito inter-geracional. Dizem que esse é o preço que nós temos de pagar pelo progresso.  O que não quer dizer que não tenha efeito nenhum, mas estamos dentro da lei e do que a comunidade científica achou que era razoável para viabilizar a produção e o consumo em massa nos grandes centros urbanos. O problema é quando essas normas não são respeitadas. E, mesmo respeitando as normas, nós temos alguns riscos.

Pensando na realidade das famílias hoje, como deve ser o momento da refeição para as crianças?

A alimentação não pode ser o único momento de prazer, nem deve dominar a vida das crianças. Quando isso acontece, a criança começa a substituir as coisas que são mais trabalhosas por algo que está ali. E quando se associa à televisão, a situação piora. A pessoa começa a querer ficar sedentária, isolada, vendo televisão e comendo. Aí vira um ciclo vicioso porque, junto com isso, vem a culpa. Torna-se uma pessoa cujo nível de gratificação, de compreensão da vida é muito limitado. Pode ter a função intestinal dificultada, ter mais cáries por causa do açúcar, problemas articulares por causa do peso excessivo. Nas dobras, começa a ter coceira, micose, passa a ter um cheiro típico, e, com isso, começa a se inibir e não querer se socializar.

Mas muitas pessoas associam a imagem do “gordinho” a uma pessoa alegre.

Em muitos casos, a pessoa tenta compensar o problema da obesidade sendo uma pessoa alegre, divertida, brincalhona, que não liga para nada. Mas, na verdade, pode ter a auto-estima lá no chão. É o cara que só fica no gol porque ninguém o escolhe para jogar no time. Quando começa a história dos namorinhos, ninguém se interessa por ele. Ele substitui o convívio por alimentos. E, logicamente, é discriminado pelos outros. Segundo uma pesquisa americana, quando conseguem emprego, o salário é menor.

Obesidade atinge apenas quem tem tendência ou quem não tem essa tendência também pode se tornar obeso simplesmente por causa do excesso de alimentação?

Existe uma coisa chamada de metabolismo basal, que varia um pouco. Mas, ao longo dos anos, se você tiver 5% menos consumo de calorias por hora do que eu, daqui 10 anos eu, comendo a mesma coisa, serei obeso e você não será porque eu vou acumular 5% mais que você. Essa tendência sempre existiu e nunca houve epidemia de obesidade. Hoje existe uma epidemia por causa do sedentarismo. Antes, a única forma de brincar era ir pra rua e brincar de pega-pega. Não tinha opção de ligar a televisão. O ambiente contribui para a obesidade. Além do excesso de oferta de alimentos, você tem a propaganda dizendo que isso é bom, como acontecia com a propaganda de cigarro.

Como resolver o problema da obesidade?

Não é fácil. O mais sério é que as escolas não ensinam e os próprios funcionários de saúde, de uma forma geral, não estão preparados para lidar com essa questão. Se você pegar um pediatra, um nutricionista e perguntar o que acha de dar macarrão instantâneo até um ano de idade eles vão dizer que não pode. Mas depois dessa idade alguns desses profissionais não sabem mais o que dizer porque isso não está normatizado. Parece que os modelos de educação e assistência à saúde e à nutrição continuam nos anos 80, mas nós estamos quase na segunda década do século XXI. Nós estamos perdidos nesse mundo de alimentos e eu acho que alguém está se beneficiando disso.


De que forma o Estado pode gerar políticas públicas para amenizar esse problema?

Acho que o Estado fica no limite do que a sociedade é capaz de aceitar. Se a sociedade não estiver conscientizada, não adianta querer impor. Tem de ter um processo de educação, de evolução, de compreensão para que se consiga fazer a regulamentação da propaganda dos alimentos infantis, por exemplo. A sociedade está percebendo, e está ficando vergonhoso fazer esse tipo de publicidade. As indústrias já estão diminuindo, independentemente da lei ter sido aprovada. Acontece que, em uma sociedade capitalista, existe a tendência de que as questões do dinheiro sobrepujem o bem-estar das pessoas. É necessário dar liberdade para escolha, mas isso não acontece porque existe um processo de condicionamento pesadíssimo, com bilhões de dólares sendo investidos. O Estado pode propor impostos diferentes para determinados tipos de alimentos. Pode regulamentar a propaganda, propor a desaceleração da incorporação de novos alimentos obesogênicos.

Publicado em Viva Brasil

20090723105857Com direção de Alessandro Guedes, direção de fotografia de Márcio Koga e câmeras de Camilo Soares, Mariano Pikman, San Costa e Rai Oliveira, além da luxuosa operação de Camate de Fábio Guerra, o Maracatu Nação Pernambuco lança o seu primeiro DVD neste domingo, dia 19 de junho, às 19h, na Livraria Cultura, com entrada gratuita. No vídeo, através das coreografias e músicas, o Nação Pernambuco conta os 20 anos de uma história cheia de imagens, lutas e poesias no ritmo do maracatu.

Os arranjos de metais ficaram sob a responsabilidade do Maestro Forró. O projeto gráfico é de Ricardo Gouveia de Melo e Paolo Montanheiro, e segue o mesmo padrão do livro “Memorial Imagem Nação”, lançado no último dia 12 de março. Com o lançamento do DVD, resultado de um projeto financiado pelo Funcultura, o grupo realiza mais um sonho antigo.

A ideia surgiu ainda em 2009, quando o Nação fez uma participação no documentário “Solano Trindade 100 anos”, dirigido por Alessandro. “Nesses 21 anos de estrada o grupo realizou muitos trabalhos, mas não havia nada registrado em vídeo, especialmente das coisas mais antigas, como o show Batuque da Nação, que acompanhou o lançamento do nosso primeiro disco, ainda em LP”, diz Amélia Veloso, responsável pela produção geral do DVD. Para a realização, o Nação Pernambuco resgatou as músicas e coreografias que marcaram a sua história desde o princípio.

Gravado em HD no Teatro Guararapes em outubro de 2010, foram 10 câmeras em ação, o trabalho trouxe pessoas que passaram pelo Nação Pernambuco e voltaram especialmente para a gravação. O Hino de Pernambuco está lá. O frevo Vassourinhas ganhou um arranjo “maracatuzado” de Bernardino José da Silva, fundador do Nação. São ao todo 17 músicas e coreografias. O figurino é de João Neto, também desenvolvido a partir do resgate histórico.

Antes mesmo de Chico Science, um outro poeta começou a sonhar em ver o maracatu ecoando pelos quatro cantos do planeta. Foi em 1989 que Bernardino José da Silva Neto criou o Maracatu Nação Pernambuco e iniciou uma caminhada que renderia muitos frutos. Atuando em teatros tradicionais, palcos de festivais pelo Brasil e pelo mundo, realizando desfiles nas ruas com até 40 tambores e 300 desfilantes, gravando discos e ministrando oficinas, o Nação Pernambuco nasceu com o objetivo de dar uma amplitude maior e mais digna ao universo do maracatu, até então restrito ao período carnavalesco.

São muitas vidas vividas dentro do Nação. Histórias como a da bióloga Rita Lima, professora da UFPE, que cresceu junto com o Nação Pernambuco, dançando no ritmo do maracatu há 21 anos. Ou do rei Lázaro, hoje psicólogo e com 59 anos. Lázaro Cruz ganhou rugas, seu rosto mudou em duas décadas, mas o seu reinado no maracatu se manteve desde os tempos em que essa história começava a ser escrita.

“A opção de contar tudo a partir das poesias e imagens foi bem proposital”, explica Amélia Veloso, diretora artística e coreógrafa do grupo e produtora executiva do projeto. O DVD é também uma homenagem a todos os que já passaram pelo Nação nos palcos do mundo ao longo desses 20 anos, com mais de cem nomes, entre eles Abissal, Antúlio Madureira, Erasto Vasconcelos e Leo Crivellare.

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