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Linha Editorial

  • "Mídia Construtiva é também lançar o olhar crítico sobre problemas, apontar falhas, denunciar. Contribuindo para a corrente que tenta transformar o negativo em positivo."

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mobilidade_urbanaEm cem dias entrará em vigor a Política Nacional de Mobilidade Urbana sancionada pela presidenta Dilma Rousseff. A nova lei tem o intuito de integrar, melhorar e tornar mais acessíveis os diferentes modos de transporte, visando a mobilidade de pessoas e cargas no país.

O documento esclarece também direitos dos usuários, como o de ser informado, nos pontos de embarque e desembarque, sobre itinerários, horários, tarifas dos serviços e modos de interação com outros modais. As regras que definem as tarifas a serem cobradas também estão estipuladas.

De acordo com a nova política, os entes federativos poderão fazer uso de instrumentos de gestão como restrição e controle de acesso e circulação, permanente ou temporário, de veículos motorizados em locais e horários predeterminados. São Paulo, por exemplo, já utiliza o sistema de rodízio de automóveis na tentativa de amenizar os problemas de trânsito.

Prevê também a aplicação de tributos para utilização da infraestrutura urbana, visando a desestimular o uso de “determinados modos e serviços de mobilidade”. Mas garante, no entanto, que os recursos obtidos por esse meio serão aplicados exclusivamente em infraestrutura urbana “destinada ao transporte público coletivo e ao transporte não motorizado”, e no financiamento do subsídio público da tarifa de transporte público.

Aos entes federativos caberá, segundo a lei, estipular padrões de emissão de poluentes para locais e horários determinados, bem como monitorar e controlar as emissões dos gases de efeito local e de efeito estufa, podendo, inclusive, restringir o acesso a vias com índices críticos de poluição.

Poderão, ainda, dedicar espaço exclusivo nas vias públicas para os serviços de transporte público coletivo e para meios de transporte não motorizados, além de estabelecer políticas para estacionamentos públicos e privados.

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cinema_2Em 2012, os cinemas de todo o país terão que exibir entre três e 14 diferentes filmes nacionais de longa-metragem por um tempo mínimo que varia conforme o número de salas em funcionamento. A cota mínima de exibição consta do Decreto 7.647, assinado pela presidenta Dilma Rousseff e publicado no último dia 22 de dezembro no Diário Oficial da União.

Regulamentada pela Agência Nacional de Cinema (Ancine), a chamada Cota de Tela é um instrumento legal adotado por vários países com o objetivo de promover a  competitividade e a sustentabilidade da indústria cinematográfica nacional. No Brasil, segundo a Ancine, a “reserva de dias” vem sendo empregada desde a década de 1930, sendo reeditada e aprimorada anualmente conforme o desenvolvimento e as necessidades da indústria cinematográfica. Desde a década de 1990 a Cota de Tela é fixada por meio de decreto presidencial.

Para 2012, o decreto estabelece a cota mínima de três diferentes filmes brasileiros a serem exibidos por pelo menos 28 dias em cinemas com apenas uma sala. Tanto a quantidade mínima de títulos, quanto a de dias de exibição varia conforme o número de salas do complexo de exibição. Em estabelecimentos com 20 salas, por exemplo, a soma da exibição de ao menos 14 diferentes filmes brasileiros terá que totalizar um mínimo de 644 dias.

O número de títulos obrigatórios e de dias para 2012 é o mesmo que vigorou este ano. O número de dias mínimos de exibição, aliás, não sofre alterações desde 2005.  No ano passado, a Ancine justificou a maior exigência quanto à diversidade de obras pelo crescimento do número de lançamentos anual, que aumentou de 30 títulos em 2001 para cerca de 80 novas obras no biênio 2009-2010.

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motoserra170Do Greenpeace Brasil

Depois de dois anos, a batalha no Congresso em torno da desfiguração do Código Florestal chega a sua reta final. Em vias de ser votado no Senado, sob intensa pressão dos ruralistas, apenas a presidente Dilma pode agora evitar que as florestas brasileiras sejam entregues de bandeja aos interesses ruralistas.

Neste dia 29 de novembro, o Comitê Brasil pelas Florestas (do qual o Greenpeace faz parte) levou para o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, e o presidente do Senado, José Sarney (PMDB), 1,5 milhão de assinaturas de brasileiros que discordam do projeto em discussão. Eles querem um texto que promova a preservação ambiental brasileira, e não que permita mais desmatamento e anistie criminosos.

Uma marcha reuniu representantes do comitê e da sociedade, e foi do Congresso ao Palácio do Planalto. Na Praça dos Três Poderes, onde os manifestantes se concentraram, um balão do Greenpeace pedia “Senado, desliga essa motosserra”.

Enquanto isso, treze embaixadas brasileiras na Europa e na América recebiam representantes do Greenpeace, que pediam aos embaixadores que cuidassem das florestas brasileiras. Em Durban, onde acontece a 17ª Conferência do Clima, ativistas vestidos de árvore também lembravam o impacto negativo desse texto. Afinal, o Brasil se comprometeu internacionalmente em preservar a Amazônia, pelo bem da biodiversidade, pelo equilíbrio climático do planeta e do nosso próprio futuro.

Está na hora de cumprir

O compromisso de redução do desmatamento não é o único que Dilma parece ter esquecido em sua cadeira de presidente. Quando candidata, o código já sofria ataque ruralista na Câmara. Ela disse que discordava “da conivência com o desmatamento e da leniência e flexibilidade com os desmatadores”.

Pois são exatamente estes os dois principais pontos que estão no projeto de lei a ser votado. Nem por isso a presidente agiu: mostrou-se ausente e omissa durante o trâmite legislativo, deixando que a proposta ruralista seguisse em frente. Mesmo agora o silêncio sobre o tema reina no Palácio do Planalto. Gilberto Carvalho disse que a presidenete honrará sua palavra e que não há conversa sobre a anistia. A ver. Agora, a ela só resta vetar o texto que chegará em breve a suas mãos, ou lidar com a quebra da promessa feita a seus eleitores.

“O texto aprovado é muito ruim porque abre brechas para o avanço do desmatamento sobre as florestas. As exigências feitas pelo agronegócio foram todas acordadas e acatadas no relatório”, diz Marcio Astrini, da Campanha Amazônia do Greenpeace. “A presidente Dilma deve se lembrar das promessas que fez a seus eleitores, e não permitir mais desmatamento. Ainda há tempo.”

O potencial de estrago é imenso: só a esperança de anistia gerada pela discussão no Congresso já causou prejuízos. O acumulado dos dados do Deter para período 2010/2011 mostrou um aumento de 15% nos alertas de desmatamento.

O país possui área aberta suficiente para duplicar a sua produção de alimentos sem derrubar mais. “O desmatamento zero é possível. Produzir sem desmatar pode ser um grande diferencial competitivo. Dilma precisa investir nesse futuro, e não na reprodução dos erros do passado”, afirma Astrini.

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Terça, 27 Setembro 2011 22:30

Fala de estadista

dilmabandeiramariarodriguesPor Cesar Vanucci *

“O desemprego golpeia as famílias,

tira a esperança e deixa a violência e a dor.”

(Dilma Rousseff, Presidenta da República)

Indoutrodia definiram-na como uma das personagens femininas mais representativas, do mundo contemporâneo. Após a fala de Dilma, a primeira de uma mulher na abertura oficial da Assembléia Geral das Nações Unidas, a admiração universal pela conduta da Presidenta brasileira só fez, com toda certeza, crescer.

Pronunciamento de estadista. Sob numerosos aspectos, de conteúdo nitidamente superior ao de outros mandatários brasileiros convocados, como reza a tradição desde a criação da ONU, a proferirem anualmente a alocução inaugural nas assembléias gerais da instituição. Contundente, sem se afastar do toque diplomático ajustável às circunstâncias, o discurso da Presidenta confere realce, com clareza e objetividade, a itens candentes de nossa realidade política, social e econômica. Entre os pontos enfocados, ao jeito de uma bronca mais do que compreensível, como reconheceram qualificados observadores, Dilma Rousseff cobrou enfaticamente das grandes potências uma solução coletiva para a crise mundial. Lembrou que “essa crise é séria demais para que seja administrada apenas por uns poucos países”. Propôs, então, debaixo de aplausos, “um novo tipo de cooperação, entre países emergentes” – caso do Brasil e demais integrantes dos chamados BRICs – “e países desenvolvidos”.

Uma proposta interpretada naturalmente, pelas lideranças mais lúcidas da opinião pública mundial, como esplêndida “oportunidade histórica para redefinir, de forma solidária e responsável, os compromissos que regem as relações internacionais”, como acentuado na vibrante fala.

Interrompida repetidas vezes pelas manifestações calorosas da platéia, Dilma deixou registrado não ser por falta de recursos financeiros que os líderes das grandes potências ainda não souberam encontrar soluções para os problemas que angustiam a humanidade. Explicou, com precisão, o motivo das coisas não funcionarem a contento: “É, permita-me dizer, por falta de recursos políticos e de clareza de idéias.” Reportando-se ao aflitivo problema do desemprego, lembrou que “enquanto muitos governos se encolhem, a face mais amarga da crise, o desemprego, se amplia.” Trata-se de drama – pontuou – que “golpeia as famílias, tira a esperança e deixa a violência e a dor.”

Defendendo a presença permanente do Brasil no Conselho de Segurança da ONU, a chefe do governo brasileiro assinalou que a legitimidade do órgão se subordina, cada dia mais, à necessidade de sua reformulação. Um debate, afinal de contas, que já se espicha por décadas e que, no ver da comunidade internacional, não pode ser protelado indefinidamente. Louvando o ingresso do Sudão do Sul como novo integrante das Nações Unidas, lastimou, com toda razão, não poder, naquela mesma hora, saudar também a chegada à ONU da Palestina, com o desfrute em plenitude dos direitos de um Estado soberano associado.

Recebeu verdadeira ovação ao dizer estas palavras: “Assim como a maioria dos países nesta Assembléia, acreditamos que é chegado o momento de termos a Palestina aqui representada a pleno título.” Acrescentou, com firmeza e sensatez: “Apenas uma Palestina livre e soberana poderá atender os legítimos anseios de Israel por paz com seus vizinhos, segurança em suas fronteiras e estabilidade política em seu entorno regional.” Nada mais exato, convenhamos, na análise da problemática da turbulenta região.

Os Direitos Humanos, tão vilipendiados em tantas partes deste planeta, mereceram também de Dilma, no histórico discurso, um registro significativo. Ela expressou veemente repudio às repressões brutais que vitimam populações civis, sublinhando, com amargura, que o mundo vê-se às voltas, hoje, com as pungentes consequências de intervenções que só se aprestam a agravar os conflitos, além de possibilitar “a infiltração do terrorismo onde ele não existia.” Disso advêm novos ciclos de violência, com a multiplicação assustadora de vítimas civis.

* Cesar Vanucci é jornalista (O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. )

 

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06072011ANT_0160Ao sancionar nesta quarta-feira (6) o Projeto de Lei do Sistema Único de Assistência Social (Suas) a presidenta Dilma Rousseff destacou a importância desse sistema para a superação da extrema pobreza no país, meta proposta pelo Plano Brasil sem Miséria.

“A lei chega em momento propício, pois esse sistema será determinante para vencer o desafio que nós propomos que é a superação da extrema pobreza. A estrutura da assistência social será a base para a inclusão de famílias no cadastro único. Essa rede do Suas e o Brasil sem Miséria passam a ser hoje irmãos gêmeos”, disse em discurso durante cerimônia no Palácio do Planalto.

A presidenta destacou o peso da atuação conjunta integrada para a efetivação das ações de assistência social no país. “Em um país como o nosso, de dimensão continental, muitas de nossas políticas não teriam alcançado a eficiência e efetividade sem parceria com estados e municípios.”

O Suas foi criado em 15 de julho de 2005 e a lei sancionada hoje vem garantir formalmente a continuidade das ações e do repasse de recursos para os serviços. Atualmente, o sistema conta com quase 10 mil centros de referência, onde atuam cerca de 220 mil profissionais.

Segundo a ministra do Desenvolvimento Social, Tereza Campello, a sanção da lei assegura definitivamente a continuidade do Suas. “A lei agregará muito ao marco jurídico, resolve pendências, disciplina e dá polimento definitivo ao pleno funcionamento do sistema”, explicou.

Os programas e projetos do Suas são organizados em dois tipos de proteção social ofertados nos Centros de Referência da Assistência Social (Cras) e Centros de Referência Especializado de Assistência Social (Creas).

O Cras oferece serviços voltados à população em situação de risco social como o programa de inclusão produtiva e projetos de enfrentamento à pobreza, a construção de centros de convivência para idosos e a implantação de serviços para crianças até 6 anos, que visem ao fortalecimento dos vínculos familiares.

O Creas atende a pessoas que tiveram direitos violados tais como o atendimento a crianças e adolescentes vítimas de abuso e exploração sexual e de violência doméstica e inserção de famílias no Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti).

O projeto é coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e a gestão das ações assistenciais fica a cargo dos municípios, estados e Distrito Federal. Atualmente, 99,5% dos municípios participam do projeto.

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matematicasO governo federal vai lançar um programa de bolsas de estudo para estudantes brasileiros que terá, como primeiros candidatos, os medalhistas da 6ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas de 2010 (Obmep 2010 ), cuja cerimônia de premiação dos vencedores na categoria ouro ocorreu na terça-feira (21), no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, com a presença da presidenta Dilma Rousseff.

O programa contemplará 75 mil bolsas relacionadas às melhores universidades do mundo. “E garantindo, nas áreas de ciências exatas e de ciências médicas, o acesso a estudantes, tanto na área de graduação, por meio das chamadas “bolsas sanduíche”, como na área de pós-graduação, doutorado e pós-doutorado”, disse a presidenta.

Dilma Rousseff ressaltou que é intenção do governo facilitar aos estudantes brasileiros o acesso, em termos de conhecimento humano, ao que existe atualmente de melhor no mundo. A seleção obedecerá ao critério de mérito, afirmou. A presidenta adiantou que o compromisso dos ministros da Educação, Fernando Haddad, e da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, é iniciar a seleção dos estudantes ainda este ano.

A ideia é que as bolsas sejam usadas nos Estados Unidos, na Alemanha, França e, também em países emergentes, como a China, “nas melhores e mais classificadas universidades do mundo”, reiterou a presidenta.

Dilma Rousseff disse aos ganhadores da Obmep 2010 que é preciso que eles também tenham a consciência de que ainda existe pobreza extrema no Brasil. “E nós não podemos aceitar viver com isso”. Ela citou o Programa Brasil sem Miséria, lançado pelo governo federal, com objetivo de tirar da miséria 16 milhões de brasileiros.

A presidenta também reiterou seu compromisso com a valorização do professor e dos diretores de escolas que conseguem fazer com que alunos de cidades distantes dos grandes centros saiam vencedores em um certame como a Obmep. A edição 2010 da olimpíada recebeu 19,6 milhões de inscrições. De acordo Dilma Rousseff, a educação de qualidade é prioridade no seu governo, assegurando que o domínio da língua portuguesa e da matemática é condição essencial para se alcançar o conhecimento e o desenvolvimento do país.

A presidenta elogiou a garra, o empenho e a dedicação dos 3,2 mil estudantes medalhistas da 6ª Obmep, representados na solenidade pelos 504 vencedores na categoria ouro, além dos mais bem pontuados nas regiões brasileiras que não conquistaram medalhas de ouro. Dilma, pessoalmente, entregou 21 medalhas de ouro aos penta e tetracampeões da olimpíada, incluindo a única aluna deficiente visual do certame, Laura Ribeiro Franco.

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dilmaDa BBC Brasil

A presidenta da República, Dilma Rousseff, foi colocada ao lado de outras personalidades internacionais na lista das cem mulheres mais inspiradoras da atualidade pelo jornal britânico The Guardian.

Dilma foi enquadrada no segmento política junto com outras mulheres com relevante papel em suas comunidades e no mundo. Na mesma lista estão a ex-primeira ministra britânica Margareth Tatcher, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, a presidenta da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf, e a ativista birmanesa Aung San Suu Kyi – que em 1991 ganhou o Prêmio Nobel da Paz.

A presidenta brasileira foi considerada inspiradora por sua atuação durante o período da ditadura brasileira e por ter considerado a luta contra a miséria uma das prioridades de seu governo. Dilma também recebeu a menção por ter batido um recorde na história brasileira ao aumentar o número de mulheres no comando dos ministérios e pelo pragmatismo administrativo que demonstra.

Apesar disso, a revista não esqueceu que a presidenta recuou da posição a favor do aborto para acalmar os grupos religioso durante a campanha presidencial e considerou que a mandatária brasileira deu pouca atenção às questões de gênero em suas propostas eleitorais.

O jornal britânico criticou também as plásticas feitas por Dilma e considerou que ela passou pelas intervenções cirúrgicas para “conseguir o seu lugar”.

A lista feita pelo The Guardian não promoveu um ranking entre as mulheres, apenas as dividiu em categorias que incluem política, artes e negócios, entre outros. Apesar disso, um dos requisitos para que uma mulher seja citada entre as cem mais inspiradoras é que sua influência seja considerada duradoura.

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A presidenta Dilma Rousseff reiterou nesta terça-feira (18), em nota, que o caso da viúva iraniana Sakineh Mohammadi Ashtiani, de 43 anos, condenada à morte por enforcamento, deve ser discutido como assunto de defesa da preservação de direitos humanos. A manifestação foi uma resposta à carta que a presidenta recebeu da deputada iraniana Zohreh Elahian. Na segunda-feira (17) circularam informações de que a deputada dizia na carta que a pena de enforcamento foi suspensa.

“[Mantenho] a disposição de continuar conferindo à questão dos direitos humanos um lugar central em nossa política externa, sem seletividade e tratamento discriminatório”, diz a Dilma Rousseff na nota divulgada pela Presidência da República no começo da tarde. Nela, não há detalhes do conteúdo da correspondência, nem é mencionado o caso da viúva.

Sakineh é acusada pelas autoridades iranianas de infidelidade e cumplicidade no assassinato do marido. Ela e a família negam as acusações. Divulgada por agências internacionais, a carta da deputada Zohreh Elahian informa que a pena de morte para a viúva foi revertida em dez anos de prisão.

No entanto, o responsável jurídico do Irã pelo processo de execução de Sakineh negou a suspensão da pena. O chefe do Departamento de Justiça do Azerbaijão Oriental Hojjatoleslam, Malek Ajdar Sharifi, disse que o processo de Sakineh ainda aguarda julgamento e decisão final. A autoridade negou alterações na ação.

Na nota, Dilma elogiou a disposição de Elahian, que preside a Comissão de Direitos Humanos do Parlamento iraniano. Segundo a comunicação da Presidência da República, Elahian defende um intercâmbio de opiniões por meio dos canais adequados. “Um diálogo entre a comissão de Direitos Humanos do Congresso brasileiro [e o órgão correspondente do Irã] poderá ser de grande utilidade nesse sentido”, diz o texto.

Na segunda-feira (17) o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) e a Presidência da República confirmaram a existência da correspondência. Porém, informaram que o texto – enviado em inglês – seria traduzido e depois entregue a Dilma. O assunto foi tema hoje de reunião da presidenta com o assessor especial para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia.

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Quarta, 24 Novembro 2010 20:17

Diversidade e vontade política

muiePor Ricardo Young*, no site do Envolverde

O Brasil que votou maçicamente em duas mulheres para a Presidência da República e escolheu uma delas para ocupar o mais alto cargo executivo da nação ainda não tem representação feminina significativa em nenhum cargo das 500 maiores empresas do país. Este é um dos dados contidos no “Perfil Social, Racial e de Gênero das 500 Maiores Empresas do Brasil - 2010”.

O estudo pioneiro e até o momento único do país é feito pelo Instituto Ethos e pelo Ibope Inteligência a cada dois anos, desde 2001. Ele avalia, entre outras, a composição por cor ou raça e sexo, bem como presença de pessoas com deficiência em todos os níveis hierárquicos das maiores empresas do país.

O estudo mostra avanços, mas o ritmo é muito lento, de um ou dois pontos percentuais a cada ano. Hoje, as mulheres, que são 51% da população brasileira (IBGE), têm 31% de representação no quadro funcional, 26,8% na supervisão, 22,1% na gerência e 13,7% no executivo. Entre negros e pardos, que somam 98 milhões de brasileiros, as disparidades são ainda maiores e aumentam à medida que sobe a hierarquia. Eles são 31,1% no quadro funcional; 25,6% na supervisão, 13,2% na gerência e 5,3% no executivo.

A mulher negra ou parda – 50,1% do total de mulheres na população brasileira - representa 9,3% do quadro funcional, 5,6% da supervisão, 2,1% da gerência e 0,5% da diretoria – 6 negras entre 119 diretoras.

Pessoas com deficiência têm, no máximo, 1,5% de participação nos cargos.

O paradoxo deste cenário é que, entre estas 500 maiores, encontram-se empresas fortemente engajadas no movimento da responsabilidade social, com ações concretas para tornar os negócios parceiros do desenvolvimento sustentável no país. Parece óbvio que apesar da aparente boa vontade ela ainda não se traduziu em políticas consistentes de RH em toda a linha: do recrutamento e seleção à avaliação de cargos, salários e carreira funcional. Está provado que a promoção da diversidade melhora a competitividade e contribui para uma sociedade menos preconceituosa e mais tolerante. Mas, porque então esta letargia?

Adotar a diversidade como fator crítico de sucesso nos negócios é questão de vontade política. Quem já fez dá a receita: estabeleça metas para cada segmento, não se distraia. Em cinco anos, as disparidades  diminuirão muito e até podem acabar.

O Brasil caminha para ser a quinta economia global. Como podemos aceitar essa condição de sermos uma das sociedades mais desiguais do mundo? A promoção da diversidade nas empresas é um passo decisivo para o desenvolvimento econômico andar junto com a melhoria efetiva da vida das pessoas. Então, caros empresários, mãos à obra!

*Artigo publicado originalmente no jornal Folha de São Paulo, edição de 22/11/2010.

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Terça, 02 Novembro 2010 22:38

Intolerância fratricida

Por Sérgio Montenegro Filho, no blog http://polislivre.blogspot.com

Um dia depois de proclamado o resultado oficial do segundo turno, alguns serristas decidiram chamar a atenção para si, após a derrota do seu candidato a presidente. Invadiram o twitter com uma tentativa de campanha ao estilo Ku Klux Klan, depreciando os nordestinos. O motivo da diversão? Culpar os eleitores da região - donos de 28% dos votos do País - pela vitória da petista Dilma Rousseff.

Uma iniciativa como essa, longe de merecer uma discussão mais profunda, deve ser vista como um mero surto de "jus esperneandi". O esperneio de quem não sabe perder e precisa culpar alguém, que não seu próprio candidato, pelo fracasso nas urnas. Atacar os nordestinos foi a via mais fácil encontrada. Afinal, Dilma venceu José Serra nos nove Estados da região, e em alguns deles, ficou com mais de 70% dos votos.

Mas a matemática, ainda bem, é uma ciência exata. E na ponta do lápis, é possível constatar que os nordestinos apenas aumentaram a vantagem que Dilma obteve no resto do País. Nas regiões Norte, Centro-Oeste, Sul e Sudeste, ela recebeu 1.873.507 votos a mais do que José Serra. E se o tucano venceu a disputa no Sul, no vizinho Sudeste ele foi derrotado por Dilma com uma vantagem de 1.630.614 votos.

Não é a primeira vez que gente "instruída" do Sul Maravilha prega contra o Nordeste. É fácil, porque sempre foi a região mais carente do Brasil. Que somente no governo Lula passou a receber um pouco mais atenção, embora isso ainda se traduza em ações meramente assistenciais. Mas ao contrário do que pregam, de barriga cheia, alguns setores da suposta intelectualidade nacional, a mesada do Bolsa-Família ainda é melhor que a fome e a miséria.

Independente do que se pense de Lula, Dilma ou mesmo Serra, o importante é não alimentar a tentativa irresponsável de sectarizar ainda mais uma eleição que, de tão baixo nível, criou no Brasil duas facções praticamente inimigas. Uma ferida que vai demandar tempo e muito esforço político para cicatrizar.

Idiotice é jogar combustível nessa fogueira, sem medir as consequências. Já houve no Brasil uma campanha no sentido inverso. Um grupo defendia que o Nordeste fosse declarado independente do restante do País. Não havia internet, mas era outra iniciativa sem pé nem cabeça, tal qual essa a que assistimos agora.

Seria bom, portanto, desmontar os palanques, reconhecer a derrota e aprender a conviver com ela. Afinal de contas, acima de todas as diferenças, quem votou em José Serra, Marina Silva, Plínio de Arruda Sampaio ou qualquer outro candidato - e mesmo aqueles que, insatisfeitos com a falta de melhores opções, anularam o voto - vive e mora no Brasil. E até onde a história mostra, a briga entre irmãos sempre acabou em tragédia.

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