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Sexta, 18 Novembro 2011 21:16

Pobreza de espírito

1321480119364-lula-cancerPor Cesar Vanucci *

“Exibiram outra vez ignorância e grosseria.”

(Cynara Menezes, jornalista, lamentando as reações

de uma aguerrida minoria à notícia da doença de Lula)

“Lula, a doença e a estupidez – o Brasil que se acha inteligente e bem informado exibe outra vez sua ignorância e grosseria”: em texto muito bem lançado, Cynara Menezes comenta na “CartaCapital” as reações impregnadas de rancor - que expõem um Brasil tosco, espalhadas por parte da mídia e nas redes sociais - à noticia do câncer de laringe que acometeu o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Como registra a jornalista, “Nunca antes na história do Brasil alguém recebeu tantos ataques pelo simples motivos de anunciar uma doença.” Na verdade, em que pesem as milhares e milhares de comoventes mensagens de solidariedade, levadas ao ilustre brasileiro em seu leito no Hospital Sírio Libanês, incluídas aí as manifestações edificantes e civilizadas das principais lideranças da oposição política, extrapolou todos os limites do bom senso o volume exagerado de alusões ressentidas, preconceituosas e raivosas ao fato, formuladas por elementos que parecem não se haver conformado até hoje com a ascensão desse sindicalista metalúrgico à chefia do governo brasileiro. Esse pessoal pôs pra circular na Internet uma saraivada de diatribes e baixarias, tentando ressuscitar, de certa maneira, o clima de desvairada belicosidade com que uma minoria aguerrida combateu, no passado, a campanha amplamente vitoriosa, do líder popular que conseguiu granjear, por óbvias razões, os maiores índices de popularidade e simpatia já alcançados por alguém na cena pública da crônica política brasileira. Gracejos imbecis, agravos despropositados, declarações estapafúrdias, desrespeitosas, encharcadas de intolerância e irracionalidade, compuseram aquilo que alguém, pertinentemente, classificou de “esgoto de torpezas.”

Um videotape grotesco daquela enxurrada de agravos, que tão penosa lembrança deixou no espírito popular, montada anos atrás com o maquiavélico intuito de incompatibilizar o então candidato com os diferentes segmentos da sociedade, de modo a obstar a ascensão de um genuíno Silva, do andar de baixo da estrutura socioeconômica, às grimpas do poder político. Aconteceu naquela época de boataria maldosa e insistente, alimentada até por influentes próceres classistas da FIESP, de que o Brasil seria inapelavelmente sacolejado, na hipótese da “indesejada” eleição de Lula, por verdadeiro êxodo de empresários, tendo em vista os “tenebrosos” planos de desmantelamento das atividades produtivas tradicionais que seu governo tinha em cogitação implementar.

Essa deplorável forma de reação à enfermidade do ex-presidente traduz pobreza de espírito. Expõe sem rebuços a face desumana de uma porção sabidamente minoritária da comunidade, que mesmo detendo ainda certos instrumentos capazes de influenciar negativamente os rumos das coisas, distanciou-se anos-luz, emotiva, afetiva, psicológica e socialmente do Brasil autêntico. Do Brasil humanística e espiritualmente solidário com os valores que conferem dignidade a vida humana.

* Cesar Vanucci é jornalista (O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. ) e escreve semanalmente para o Blog Viva Pernambuco.

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alcool_e_tabaco_08-10-09Da Agência Brasil

O  hábito de fumar, associado ao de consumir bebidas alcoólicas, é apontado como uma das principais causas do câncer de laringe. Na maior parte dos casos, a doença é tratável e as chances de cura estão acima de 50%.

Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica, Enaldo Melo de Lima, em fase inicial, as chances de cura do câncer de laringe atingem 70% e o tratamento é feito com a quimioterapia e radioterapia. Já em casos avançados, nos quais as chances de cura chegam a 50%, pode ser necessária uma cirurgia para a retirada da laringe, que significará a perda da voz.

“O problema do câncer de laringe é que alguns pacientes não têm reposta ao tratamento conservador, da quimioterapia ou da radioterapia. Nestes casos, é preciso fazer a cirurgia de retirada de laringe, de mutilação do órgão, quando há perda da voz”, explicou Enaldo Melo.

O médico alerta que o câncer de laringe afeta mais os homens e é o mais comum entre os tipos de tumores que atingem a região da cabeça e do pescoço. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), representa 25% dos tumores malignos nessa região e 2% de todos os cânceres.

O tumor na laringe pode afetar a fala e a deglutição. Os primeiros sintomas são dores localizadas, sensação de caroço na região ou rouquidão.

Para se prevenir, o médico sugere que maus hábitos sejam abandonados. “A causa principal é o tabagismo, o álcool funciona como fator aditivo. São maus hábitos que desenvolvem não só câncer [na região da] cabeça e pescoço, como [também] câncer de pulmão, de esôfago e de intestino”, exemplificou.

Segundo o site do Inca, os fumantes têm dez vezes mais chances de desenvolver a doença. Em pacientes que aliam o cigarro à bebida alcoólica, as chances aumentam 43 vezes.

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Os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, do Brasil, e John Agyekum Kufuor, de Gana, receberam o Prêmio Food World 2011, em cerimônia no Departamento de Estado norte-americano, em Washington, nos Estados Unidos, realizada na terça, 21 de junho. Ambos foram escolhidos pelos esforços feitos durante seus governos para executar políticas públicas de combate à fome e à pobreza.

Em 1986, o World Food Prize foi criado por Norman E. Borlaug, vencedor do Prêmio Nobel da Paz de 1970. Desde então, premia pessoas que buscam melhorar a qualidade de vida no mundo a partir da distribuição de alimentos. Já foram premiados cidadãos de Bangladesh, do Brasil, da China, de Cuba, da Dinamarca, da Etiópia, da Índia, do México, de Serra Leoa, da Suíça, do Reino Unido e dos Estados Unidos.

Gana se tornou o primeiro país da Região Subsaariana da África a reduzir pela metade a proporção de pessoas que passava fome no país. Segundo dados oficiais, em Gana, a taxa de pobreza foi reduzida de 51,7%, em 1991, para 26,5%, em 2008. A taxa de pessoas que passava fome caiu de 34%, em 1990, para menos de 9%, em 2004.

"O [ex-] presidente Kufuor e o [ex-] presidente Lula da Silva definiram um poderoso exemplo para outros líderes políticos do mundo", disse o presidente do Prêmio Food World, o embaixador Kenneth M. Quinn. "Graças ao seu empenho pessoal e à liderança visionária, Gana e o Brasil estão a caminho de ultrapassar o Objetivo do Milênio 1, que é reduzir à metade a fome extrema antes de 2015."

Lula, de acordo com as informações do prêmio, determinou que mais de dez ministérios se concentrassem nos programas de transferência de renda capitaneados pelo Fome Zero, permitindo que mais pessoas tivessem acesso à alimentação.

O ex-presidente foi elogiado também pelo estímulo à agricultura familiar e aos projetos de educação para crianças. Pelos dados oficiais, o Brasil reduziu de 12% a faixa de pessoas vivendo em condições de extrema pobreza , em 2003, para 4,8%, em 2009.

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Sábado, 23 Abril 2011 02:30

Lula estava certo

Por Cesar Vanucci *

 Se eu tivesse conhecido o Zé Alencar antes,

 não tinha perdido tantas eleições.”

(Luiz Inácio Lula da Silva)

Eu estava ao lado de José Alencar quando ele tornou pública pela primeira vez a disposição de votar em Lula. Conto como foi.

A Diretoria Executiva da Fiemg (Federação das Indústrias de Minas Gerais) acabara de realizar sua reunião semanal na Casa da Indústria. Um grupo de jornalistas, lá fora, expressou o desejo de ouvir o presidente da entidade a respeito de uma declaração que havia sido feita, instantes antes, por um candidato à Presidência da República. Tratava-se do oponente de Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno da eleição de 1989. Ele mesmo, aquele cidadão das Alagoas que, logo após a posse, resolveu confiscar a poupança das viúvas e aposentados.

A entrevista coletiva aconteceu na saída da reunião. O que o candidato havia dito, num arroubo demagógico de rematada hipocrisia, é que não lhe interessava receber voto de empresário. O que Alencar achava daquilo, indagaram os repórteres. A resposta veio curta e fulminante: - Eu já não ia votar nele mesmo. A pergunta seguinte não poderia ser outra: - Quer dizer que o senhor, então, vai votar no Lula? Foi a vez de Alencar, com a costumeira altivez, indagar: - E por que não?

A resposta rendeu manchete. Causou alvoroço. De nenhum empresário brasileiro de peso, ainda mais de um presidente de Federação, vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria, havia sido ouvido, até ali, uma afirmação tão “insólita”. Sucede que, naquele preciso momento da vida política brasileira, as lideranças empresariais atuando como um bloco granítico, conjugadamente com a grande mídia, já haviam estabelecido, de forma clara, iniludível e irretorquível, sua opção nos rumos sucessórios. Uma opção que consideravam, sem margem para “contestações suspeitosas”, a melhor para os brasileiros.

O adversário do político apontado como “salvador da pátria”, destemido “caçador de marajás”, era, afinal de contas, um “operário iletrado”, “agitador contumaz”, apelidado de “sapo barbudo” nos ambientes ditos refinados. Contra a candidatura indesejável valia tudo. Inclusive botar no ar um boletim noticioso especial, em horário de grande audiência televisiva, com tendenciosa interpretação de um debate. Pois um grande industrial paulista, dirigente de central patronal poderosa, não havia antevisto, ameaçadoramente, até mesmo, em entrevista ruidosa, que poderia ocorrer um verdadeiro êxodo voluntário para o exterior de milhares de empresários e familiares, na hipótese improvável do triunfo eleitoral desse indesejável concorrente!

Nesse contexto desvairado e preconceituoso, a declaração peremptória de JA teve forte repercussão. Nos próprios arraiais da Fiemg, a rejeição ao imigrante nordestino, metalúrgico, sindicalista, roçava a unanimidade. O respeito que rodeava Alencar, admirado pelas coerente convicções democráticas e verticalidade de conduta, acabou amortecendo rapidamente os questionamentos nos corredores da Casa da Indústria. Mas houve quem, desprovido de qualificação cívica e política para fazê-lo, resolvesse contestar publicamente a declaração do presidente do Sistema Fiemg. O contestador era presidente de uma multinacional. Estrangeiro, não eleitor em nosso país obviamente, deitou falação em jornal, assinalando que a declaração de Alencar não traduzia, jeito maneira, a posição dos empresários mineiros. Lembro-me que andei registrando, por escrito, um comentário a respeito dessa despropositada intromissão. Perguntei, então: e a posição dele, a do estrangeiro, traduzia o posicionamento de quem?

Anos mais tarde, na memorável celebração dos 50 anos das atividades empresariais, amplamente vitoriosas, de JA, comparecendo como convidado à sessão festiva realizada no Palácio das Artes, em BH, da qual participaram os mais representativos líderes políticos, empresariais, classistas do país, Luiz Inácio Lula da Silva ouviu com encantamento (como, aliás, todo mundo presente), pela voz vibrante do próprio anfitrião, o relato emocionante da história do garoto humilde de Muriaé que se tornou, por força de muito trabalho e talento, o maior industrial têxtil do mundo. Saiu dali apoderado de inabalável certeza: - Encontrei meu candidato a Vice. O homem que vai me ajudar a chegar a Presidente.

Estava certo.

Lições de brasilidade

“Se tiver um império querendo

mandar assim (...) eu pego em armas!”

(José Alencar Gomes da Silva)

Alencar foi um autêntico nacionalista. Um brasileiro que acreditava, fervorosamente, nas potencialidades de seu país e nas virtualidades dos compatriotas. Um cara que se opunha, em qualquer foro ou instância, por gestos e palavras, às praticas políticas desapartadas da ética ou do sentimento nacional. Ou aos equívocos de políticas econômicas que pudessem se aprestar, às vezes, a servir de biombo para agressões aos interesses econômicos, sociais e culturais de nossa gente.

Na biografia que Eliane Cantanhêde compôs do saudoso vice, há uma passagem bem reveladora do sentimento nacionalista que ele abrigava no peito.

No curso da primeira campanha sucessória da dupla Lula-Alencar, os articuladores da chapa se empenhavam em vencer as resistências tanto de um lado quanto de outro. Ou seja, de grupos extremados do PT e de grupos ligados às elites endinheiradas. Com o fito de aproximar Lula de Olavo Setúbal, dono do Itaú, um dos homens mais ricos do país, o filho de Alencar, Josué Gomes da Silva, que herdou do pai dons da capacidade de trabalho, liderança e inteligência, promoveu um jantar. O papo corria franco. Às tantas, o banqueiro, que tinha sido Prefeito de São Paulo e Ministro de Relações Exteriores no governo Sarney, formulou uma pergunta: - O que vocês pretendem fazer com a reforma agrária? Lula respondeu. Setúbal balançou a cabeça: - O império não vai deixar.

O trecho que se segue é extraído do livro. “Em seguida, nova pergunta: - E com a reforma tributaria? Lula respondia, ele voltava a balançar a cabeça e decretava: - O império não vai deixar. Na terceira ou quarta vez, Alencar não aguentou. Jogou o guardanapo na mesa e saiu do sério: - Espera aí! Que porra é essa de império? Se tiver um império querendo mandar assim no Brasil, eu pego em armas!”

A escritora explica que o tom de Alencar não era de brincadeira. O clima pesou. Mudou-se de assunto e a situação, com a intervenção de terceiros, acalmou-se.

Lula, segundo Eliane, adorou. “Tanto que, passados os anos, em novembro de 2009, contou a história, sob risadas gerais, durante a entrega do título de presidente honorário da Fiesp a Alencar. Só omitiu, claro,”o porra.” Segundo Alencar, a reação naquele jantar foi “para mostrar a eles que não estávamos ali querendo saber o que ele queria que fizéssemos na Presidência, que não admitíamos o camarada dizer como devíamos agir.”

Os pronunciamentos de Alencar eram costumeiramente assim. Projetavam sempre o seu jeito de ser. Na vida familiar, na atividade profissional, na labuta do dia-a-dia, no diálogo do escritório, no papo descontraído em rodas de amigos e conhecidos. A autenticidade era um atributo seu. Aflorava com naturalidade nos ditos e nos fazeres. Isso ajuda, como não? a explicar a sempre crescente simpatia com que a opinião pública passou, a partir de determinada hora, a acompanhar sua caminhada.

Suas intervenções na política projetavam, exuberantemente, o conceito magistral, cheio de verdades, que tinha do exercício da vida pública. De suas palavras conseguia-se extrair sempre um enfoque clarividente dos problemas sociais, um conhecimento arguto da realidade brasileira. E mais: a crença pessoal enraizada, transmitida de viva voz e nos exemplos contagiantes das rotinas de vida, de que todo o homem público deve ser possuidor de sentimento nacional, sensibilidade social e probidade no trato dos assuntos de interesse coletivo.

JA deixou uma infinidade de lições. De humanidade e de brasilidade, sobretudo.

* Jornalista (O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. )

Publicado em Viva Brasil

eleicoesAs eleições do próximo domingo (3/10) serão acompanhadas por mais de 150 observadores internacionais, entre representantes governamentais e não governamentais. O número supera em mais de sete vezes a média registrada desde 2002, de 20 observadores por eleição.

Neste ano, o número de países representados pelos observadores também é mais expressivo que a soma de todas as nações registradas desde 2002 - 36 em 2010 contra 35 na soma de 2002, 2004, 2006 e 2008. As maiores delegações são da Argentina e do México.

Para Ricardo Caldas, cientista político da Universidade de Brasília (UnB), um dos motivos do interesse é o resultado positivo da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Lula deixa o governo com uma gestão excelente, de ótimos índices econômicos e indicadores sociais brilhantes”.

O especialista também acredita que o interesse internacional se deve ao fato de o presidente Lula ser um “socialista bem-sucedido”. Segundo Caldas, o contexto internacional indica um fracasso recente dos socialistas, como a renúncia de Gordon Brown, do Partido Trabalhista da Inglaterra, em maio deste ano, e a eleição da conservadora Angela Merkel no lugar de Gerhard Schröder, do Partido Social-Democrata da Alemanha, em 2005.

“Lula definiu novos caminhos para a social-democracia. Começou nas eleições de 2002 com um discurso marxista e depois fez uma gestão bastante pragmática, com alto impacto social”, diz Caldas.

O cientista político Humberto Dantas, da Universidade de São Paulo (USP), também acredita que o impacto da gestão Lula é um dos motivos do interesse internacional. “O mundo quer saber: o que será do Brasil após o Lula?”, sintetiza Dantas. Para o cientista, a imagem que fica para a comunidade internacional em relação ao atual presidente é “extremamente positiva”.

O cientista também acredita que o país está cada vez mais em evidência, o que causa receio quanto aos rumos que tomará no futuro. “Temos que nos acostumar com o fato de que cada vez mais pessoas tenham esse questionamento”, afirma.

Segundo Dantas, o protagonismo do país está chamando atenção ainda para o próprio processo eleitoral e para o sistema de votação com urnas eletrônicas, adotado desde 1996.

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residuosPor Rogério Ferro, do Instituto Akatu

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, há quinze dias, a Política Nacional dos Resíduos Sólidos (PNRS). Além de obrigar o fim progressivo dos lixões em todos os municípios do país, a nova lei cria, entre outras garantias, a “logística reversa”.

A determinação obriga fabricantes, importadores, distribuidores e vendedores a recolher, depois de usados pelo consumidor final:

> agrotóxicos e seus resíduos e embalagens;

> pilhas e baterias;

> pneus;

> óleos lubrificantes, seus resíduos e embalagens;

> lâmpadas fluorescentes;

> produtos eletrônicos e seus componentes.

A lei deve ser regulamentada em até 90 dias, estabelecendo prazos para que as empresas implantem a nova conduta e informem ao consumidor sobre o recolhimento dos produtos usados.

Além disso, as instituições terão que comprovar a destinação ambientalmente correta desses resíduos. O desrespeito à norma é crime ambiental, que prevê pena de até cinco anos de reclusão e multa.

Clique aqui para ver mais detalhes sobre a PNRS.

Daqui três meses, será obrigatório, mas já há iniciativas de logística reversa para alguns produtos no país.

Veja abaixo como descartar corretamente:

> Pilhas, baterias, celulares e acessórios

> Aparelhos de som, televisores, liquidificadores

> Informática e máquinas fotográficas

> Pneus

> Óleos lubrificantes e suas embalagens

> Lâmpadas fluorescentes, de vapor de sódio ou mercúrio e de luz mista

> Eletrodomésticos

> Entulho e materiais de construção

 

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racialDa Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira (20), durante cerimônia de sanção do Estatuto da Igualdade Racial, que o país passará a ser mais justo com a entrada em vigor do texto, que prevê garantias e o estabelecimento de políticas públicas de valorização para os negros.

“A democracia braseira parece mais justa e representativa com a entrada em vigor do Estatuto da Igualdade Racial. Estamos todos um pouco mais negros, um pouco mais brancos e um pouco mais iguais”, discursou Lula, no Itamaraty, para uma plateia formada, em sua maioria, por representantes de diversos movimentos que lutam pela questão da igualdade racial.

Lula ressaltou que seu governo foi duramente criticado por defender a "agenda dos desafios da igualdade racial” e lembrou que, “os críticos de sempre”, chegaram a ingressar com ações no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a política de cotas nas universidades públicas. "O que construímos nesses sete anos e seis meses foi uma sólida ponte entre a democracia política e a democracia social".

Mas agora, no período eleitoral, acrescentou Lula, mesmo os críticos mais duros não contestam essas medidas. “Agora, às vésperas das eleições, ninguém mais contesta. Nem sempre foi assim e a sociedade enxerga a distância o que se dizia antes e o que se diz agora. Quantas vezes não fomos criticados por trazer a agenda dos pobres para dentro o governo”, criticou o presidente, acrescentando que, durante o seu governo, mais de 20 milhões de pessoas deixaram a linha da pobreza e passaram para a classe média.

“Fomos criticados duramente por isso e fomos desdenhados pelos críticos de sempre. Os desafios da desigualdade ainda são tratados como um falso problema e uma questão menor do desenvolvimento e da democracia. O mesmo se deu na luta contra a fome no Brasil”, disse Lula.

O presidente ainda minimizou as mudanças no estatuto durante a tramitação no Congresso, como a retirada da política de cotas. “Vocês não perderam nada, ganharam e ganharam muito”, afirmou.

O presidente da Rede de Cursinhos Populares Educafro, frei David Raimundo dos Santos, também acredita que, apesar das mudanças, o Estatuto da Igualdade Racial representa um avanço na questão das políticas de igualdade racial no Brasil. “As mudanças são o retrato da falta de dimensão política que a comunidade negra não conseguiu construir nesses 510 anos de Brasil”, argumentou

“Cedemos o dedo para não perder o braço. O que sobrou, é superior à força política que a sociedade negra possui”, acrescentou frei Davi. Ele acredita que a comunidade negra precisa aproveitar as eleições para aumentar sua representação política nas esferas estaduais e federal.

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LulaDo Pernambuco.com

Por volta das 11h40, o presidente Lula e toda a sua comitiva já desembarcaram em Palmares, zona da Mata Sul de Pernambuco, uma das mais afetadas pelas chuvas. Lula está acompanhado por uma série de ministros: da Saúde, José Gomes Temporão; das Cidades, Márcio Fortes; do Planajemento, Paulo Bernardo Silva; da Educação, Fernando Haddad; da Casa Civil, Berenice Guerra, além da presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Fernanda Coelho; do governador de Pernambuco, Eduardo Campos e de Alagoas, Teotônio Vilela Filho e do deputado federal Paulo Rubem Santiago (PDT). Na cidade, o grupo participa de uma reunião, a portas fechadas, na Autarquia Educacional da Mata Sul, onde estão sendo apresentados os danos sofridos pela região.

Confira o especial sobre as chuvas em Pernambuco

Antes de sobrevoar a região, viagem que durou cerca de uma hora, todos participaram de uma reunião, ainda na Base Aérea do Recife, para avaliar e anunciar medidas emergenciais complementares de apoio à população desabrigada e para a reconstrução dos municípios. De acordo com o deputado Paulo Rubem, o governo federal já disponibilizou nas contas bancárias dos estados de Pernambuco e Alagoas um total de R$ 550 milhões. Em Pernambuco, maior parte dos recursos irão para os 80 municípios na Zona da Mata de Pernambuco. As obras serão coordenadas pelos governos estaduais.  

Desse montante, de acordo com Temporão, R$ 25 milhões foram entregues pelo Ministério da Saúde para a reconstrução dos postos de saúde,  vacinação geral contra doenças como tétano e para o tratamento de outros males, como leptospirose. Segundo ele, dentro de um prazo de oito dias as populações atingidas pelas cheias devem estar apresentando os primeiros sintomas desses males. Além disso, onze toneladas de medicamentos foram enviadas para Pernambuco.

Já o Ministério da Educação (MEC) comprometeu-se em recuperar todas as escolas e creches destruídas e construir novas unidades de ensino. A decisão foi tomada após um levantamento feito por técnicos do MEC que foram visitar a região. Segundo Haddad, a meta é dotar essas cidades, que de acordo com o Índice de desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) têm os piores índices educacionais do estado, atendendo apenas a 10% da população de zero a três anos.

Paulo Rubem, que é membro Frente Parlamentar de Saúde e presidente da Comissão de Educação e Cultura da Câmara Federal, prometeu propor aos 25 deputados federais de Pernambuco que juntem as emendas parlamentares, cada uma no valor de R$4 milhões, para totalizar R$ 100 milhões para serem utilizados na terceira etapa da reconstrução das cidades, principalmente Barreiros, Palamares e Água Preta.

Da Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR, com informações das repórteres Mirela Marques e Ana Cláudia Dolores

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Da Agência Brasil

O dia 17 de maio foi instituído como Dia Nacional de Combate à Homofobia, a partir de decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicado no Diário Oficial da União da segunda-feira (7). O ato do presidente atende a reivindicações de movimentos ligados à defesa dos direitos dos homossexuais.

O decreto foi assinado na última sexta-feira (4), às vésperas da 14ª Parada do Orgulho LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros) que ocorreu no domingo (6), em São Paulo, com o lema “Vote contra a Homofobia”.

O dia 17 de maio foi escolhido por ter sido nessa data, em 1990, que a Assembleia Mundial da Saúde, órgão máximo de tomada de decisão da Organização Mundial de Saúde (OMS), retirou a homossexualidade da Classificação Internacional de Doenças. Desde então, a data é celebrada internacionalmente como o Dia de Combate à Homofobia.

Publicado em Viva Brasil

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