Editor

.

Linha Editorial

  • "Mídia Construtiva é também lançar o olhar crítico sobre problemas, apontar falhas, denunciar. Contribuindo para a corrente que tenta transformar o negativo em positivo."

    Leia mais ...
Terça, 27 Dezembro 2011 22:00

Mídia, Chevron e Petrobras

Por Cesar Vanucci*

“Não faltará rigor nessa apuração!”
(Ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria Geral da Presidência, a propósito
do vazamento de óleo da plataforma da “Chevron
”)

Houve-se bem o Governo Brasileiro em ordenar sejam interrompidas, por tempo indeterminado, as operações da Chevron no Brasil. A quarta maior petroleira do mundo pisou feio na bola no episódio do vazamento de óleo no Campo do Frade, na Bacia de Campos. Recorreu a trapaças inimagináveis na construção de sua interpretação dos fatos. Foi longe demais da conta na marota tentativa de engazopamento da opinião pública em que se lançou, começando pelo Parlamento e órgãos de fiscalização.

Favorecida pelo incompreensível e, pode-se dizer mesmo, cúmplice comedimento de parte influente da mídia na divulgação da grave ocorrência ambiental, a empresa norte americana fez de tudo para ocultar as verdadeiras proporções do incidente. Tratava-se, garantiu, de vazamento provocado por “uma rachadura no solo do oceano”. Um “fenômeno perfeitamente natural”, ousou afirmar. A versão pinoquiana foi reduzida a estilhaços em curto espaço de tempo. A alegação,  constatou-se, não passava de embuste, deboche puro.

As informações liberadas a respeito de colossal mobilização de recursos extraordinários que estaria promovendo, objetivando conter o vazamento foram  desmentidas, uma a uma. A petroleira sustentou haver requisitado, de imediato, 17 embarcações para as operações de emergência. Mentira. Naquela fase dos trabalhos, deslocou para o local do desastre um único navio. Ao anunciar um plano emergencial de abandono do poço que vinha sendo perfurado, sonegou outro dado fundamental: não dispunha dos equipamentos necessários à execução do plano com a rapidez exigida. O equipamento teve que ser trazido de fora. Só entrou em funcionamento algum tempo depois, sem que os órgãos competentes tivessem sido devidamente notificados de sua chegada. Disso resultou o retardamento de providencias consideradas essenciais. As tapeações da Chevron chegaram ao ápice    do atrevimento quando mandou confeccionar um vídeo com imagens adulteradas do incidente. A intenção de, uma vez mais, ludibriar a boa fé alheia ficou manifesta. As cenas editadas “provavam” que a dimensão do desastre ambiental havia sido sensivelmente menor.

Coube a diligentes oficiais da Policia Federal deixar exposta ainda mais a arrogância e impertinência da empresa. A ação policial comprovou a utilização na área pesquisada, na Bacia de Campos, de uma sonda com capacidade para perfurações além de 7 mil metros. O fato evidenciou que a petroleira infringiu também, clamorosamente, regras pactuadas quanto às suas atribuições na prospecção que lhe foi confiada. Na verdade, as camadas de petróleo na região explorada podem ser alcançadas a profundidades que tornam dispensáveis sondas desse porte. A ação levada a termo escondia o propósito de facilitar à Chevron acesso, de forma ilegal, clandestina, à camada de pré-sal. Acesso esse não cogitado na outorga de prospecção concedida.

Não há, pois, usando de franqueza, como calar a estranheza diante da tonitruante constatação de que essas coisas todas, de suma gravidade, não conseguiram, apesar dos sinais e indícios abundantes e pertubadores, atrair com a intensidade desejável as atenções da grande mídia. Pergunta-se, então, com certa inquietação quanto a natureza das respostas que possam ser colhidas: e se no lugar ocupado pela estrangeira Chevron, como ré que é de crime bem configurado contra o interesse público, contra o interesse nacional, estivesse colocada a brasileiríssima Petrobras? A cobertura das ocorrências gravíssimas na bacia de Campos teria sido tão controlada, tão parcimoniosa, quanto a que foi dada, no tocante à candente questão, por quase todos os nossos grandes veículos de comunicação? Hein?

O jornalista Cesar Vanucci (O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. ) escreve semanalmente para o Blog Viva Pernambuco*

 

Publicado em Artigos

Alunos da Faculdade dos Guararapes, na Região Metropolitana do Recife, encontraram uma maneira simples e prática para ajudar a pagar os custos de formatura e ainda dar uma mãozinha ao meio ambiente. Todo mês, eles precisam reunir itens plásticos, que iriam normalmente para o lixo, e depositá-los em pontos de coleta, instalados na instituição de ensino. Entre eles, garrafas pet, de óleo, embalagens de vinagre, margarina, detergente, xampu e desodorante. Todo esse material é pesado e recolhido mensalmente por uma empresa, que faz a reciclagem dos itens. Em troca, a empresa paga um valor pelo volume obtido. As cinco turmas que conseguirem juntar, cada uma, 150 quilos ou mais desse material por mês entram no sorteio mensal para receber uma quantia.

“Com esta atitude, ganham os alunos, que já vão juntando dinheiro para pagar a festa de formatura, e ganha também o meio ambiente, que recebe menos plástico”, disse o idealizador do projeto ‘Recicle mais com a FG’ e também professor da Faculdade dos Guararapes, Pedro Linhares. Ele adianta que a iniciativa, que está alinhada com a política de responsabilidade socioambiental da FG, vem obtendo resultados. Segundo o especialista em Engenharia de Produção, em apenas três dias, após lançado o projeto, já foram recolhidos mais de cem quilos de plástico. A meta é que, em dois anos, a ação contabilize recolhimento de um milhão de garrafas pet. Isso equivale a cerca de 62 toneladas de garrafas pet. “Focamos mais no pet porque ele leva cerca de cem anos para se decompor”, acrescenta o professor.

 Sobre a Faculdade dos Guararapes

Com 10 anos de funcionamento e mais de seis mil alunos, a Faculdade dos Guararapes (FG) atua na formação de profissionais para o mercado de trabalho, oferecendo 23 de graduação e 15 de pós-graduação. Por meio da Laureate International Universities, os estudantes da Faculdade Guararapes podem fazer intercâmbio em outros países, pagando a mensalidade do Brasil em diversas instituições que integram o grupo educacional em todo o mundo.

Sobre a Rede Laureate Brasil

A Rede Laureate Brasil - integrante da rede global líder em ensino superior Laureate International Universities - é formada por 10 instituições de ensino, que possuem mais de 40 campi e de 130 mil alunos em oito estados brasileiros. A Laureate International Universities possui 55 instituições de ensino e mais de 600 mil alunos em 28 países. A Laureate é uma rede internacional de universidades que incentiva o aprendizado sem fronteiras por meio de programas globais e intercâmbio. 

Publicado em Blog

Marcando a abertura oficial da temporada do Verão, a Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) promove, nesta quinta-feira (22), um cortejo ambiental na praia de Boa Viagem. A ação, que integra o Projeto “Verão Ambiental: Essa é a nossa praia!”, idealizado e promovido pela Agência, tem por objetivo transmitir a banhistas, turistas e operadores de praia, de maneira lúdica e interativa, mensagens sobre a necessidade de preservação dos ecossistemas costeiros.

O evento, realizado em parceria com a Prefeitura do Recife, está marcado para as 9h, com concentração no Edifício Acaiaca, seguindo em direção ao Hotel Recife Palace. No cortejo Ambiental, que é um teatro de praia, os freqüentadores de Boa Viagem terão um encontro inusitado com uma tartaruga, um caranguejo e um banhista desinformado.

Acompanhados por uma banda de frevo, os personagens interagem com o público, mostrando que é possível contribuir para tornar a praia um ambiente mais limpo e agradável. Eles vão abordar temas como o descarte adequado do lixo, a proibição de animais e a prática de esportes nos locais e horários adequados. Toda a ação será acompanhada por várias diretorias e secretarias da Prefeitura, a exemplo de Meio Ambiente, Saúde, Educação, Serviços Públicos (por meio da Emlurb) e Companhia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU), no sentido de sensibilizar as pessoas para a questão. 

Publicado em Blog

Sha-Zukang-405x270Da ONU Brasil

A pouco mais de sete meses da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), representantes da ONU e autoridades do governo brasileiro anunciaram o lançamento do site oficial da Rio+20 em português. Na ocasião foi reiterado o pedido para que os chamados “major groups” – empresários, ONGs, sociedade civil, entre outros – participem ativamente da Conferência, incluindo o processo preparatório.

“Temos muito trabalho pela frente”, afirmou o Diretor do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio), Giancarlo Summa, referindo-se aos desafios logísticos e práticos a serem enfrentados até a realização da Conferência. Ele agradeceu ao Instituto Humanitare, representado no evento por sua Presidenta, Sheila Pimentel, pelo apoio no lançamento do site – o primeiro instrumento de informação da Rio+20 para o Brasil. Summa anunciou também o lançamento, na próxima segunda-feira (28/11), da campanha “O Futuro que Queremos”, no Palácio do Itamaraty, no Rio.

O Diretor da Divisão para o Desenvolvimento Sustentável da ONU, Nikhil Seth, afirmou que o novo site é “uma janela para a Conferência” e que as novas tecnologias da informação são essenciais para o sucesso do evento. Seth comentou as diferenças entre a Rio+20 e a Rio 92, realizada há vinte anos, destacando o crescente papel  dos “major groups”, responsáveis por “80% da Conferência”, segundo ele.

(Acesse o discurso aqui e aqui)

O Secretário-Geral da Rio+20, Sha Zukang, também destacou a importância dos “major groups” e fez um apelo para que eles continuem participando e enviando contribuições por meio do site e das redes sociais.

(Acesse o discurso de Sha Zukang em inglês clicando aqui)

Sha afirmou que nos eventos preparatórios para a Rio+20 foram definidos três pontos fundamentais para a Conferência: a implementação dos compromissos feitos em cúpulas anteriores sobre o meio ambiente (como a Rio 92 e a Conferência de Estocolmo); a integração do desenvolvimento econômico e social com a proteção ambiental; e a ação coerente entre governos e ministérios.

“Vamos fazer (da Rio+20) a maior conferência da história”

Os representantes do governo brasileiro reforçaram a disposição do país, em especial da cidade do Rio de Janeiro, em sediar a Conferência. O Prefeito do Rio, Eduardo Paes, citou uma série de ações em implementação na cidade, como a melhoria do sistema de transporte público e a inauguração de um centro de tratamento de resíduos sólidos, que seguem os princípios do desenvolvimento sustentável.

O Subsecretário-Geral de Meio Ambiente, Energia, Ciência e Tecnologia do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, Embaixador Luiz Alberto Figueiredo Machado, afirmou que a Rio+20 não significa apenas um olhar para os 20 anos desde a Rio 92, mas também para os próximos 20 anos. Para Machado, a atual crise mostra que o modelo de desenvolvimento precisa ser modificado. O Embaixador reiterou o compromisso do Brasil em contribuir com a Conferência. “Vamos realizar a maior e melhor conferência da história.”

Confira as fotos do evento aqui 

Publicado em Viva Brasil

logoctv2-1_webLetícia Freire, para o MMA

Começou a distribuição dos 82 vídeos ambientais selecionados para o Circuito Tela Verde. Vídeos de animação, clipes e filmes didáticos serão exibidos em 2 mil salas em todos os estados brasileiros a partir do dia 21 de novembro até o final de dezembro. A expectativa é de que no período mais de 10 mil pessoas assistam as sessões, sempre seguidas por debates sobre meio ambiente.

O diretor do Departamento de Educação Ambiental do MMA, Nilo Diniz, espera que o circuito dê uma contribuição substancial para o debate sobre sustentabilidade com vistas à Rio+ 20, marcada para junho de 2012. O Circuito Tela Verde é um dos principais programas de educação ambiental do Ministério do Meio Ambiente. “É uma forma de trabalhar o tema socioambiental, usando com mais eficiência os meios de comunicação”, disse.

A 3ª edição do circuito, lançada  no último dia 10 de novembro na Universidade de Brasília, com a exibição de 10 curtas de animação e três filmes ambientais, um deles, “Em busca da Carobinha”, é um bom exemplo de busca de identidade social associado a práticas ambientais. Realizado pelo projeto Vídeo Ambiental, coordenado por Eduardo Strucchi, narra a história dos pequenos habitantes de um planeta chamado “Carobinha”. Eles visitam a Terra em busca da semente de Caroba (Jacarandá puberula). Nessa procura, os extraterrestres se unem aos estudantes de uma escola da favela do Rio de Janeiro.

O filme foi todo rodado na escola. O objetivo da produção foi promover o resgate do nome da comunidade, marcado pela violência.

Publicado em Viva Brasil

capa_cartilha_Florestas_jpegContação de histórias, circuito ambiental, jogos, lançamento de um DVD e de uma cartilha. É com estas atividades que a Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) vai marcar presença na VII Festa Literária Internacional de Pernambuco, a Fliporto, que tem início nesta sexta-feira (11) e vai até o dia 15 (terça) no Parque do Carmo, Olinda, na chamada “Cidade das Letras”.

Às 14h do dia 11, na tenda principal da Fliporto Criança, os participantes vão conhecer a história da Verdinha Vira-Vira (texto da CPRH). Uma contadora e uma percussionista profissionais narrarão as aventuras de uma árvore que vira peixe, vira pássaro e finalmente se transforma em páginas de um livro, levando à reflexão sobre o tratamento dispensado pelo homem ao meio ambiente. Ao final, haverá distribuição das cartilhas com a fábula.

Na ECOFliporto, às 19h, a Agência lança a cartilha “Florestas – uma palavra, muitos valores”, tendo como mote 2011 ter sido considerado pela ONU o ano Internacional das Florestas. Nela, detalhes sobre as florestas do Brasil, seus diferentes tipos e as características de cada um dos biomas. Mais uma iniciativa da Agência no sentido de tornar acessível à criançada de maneira didática, informações sobre o meio ambiente.

No sábado (12), às 14h, no bosque entre a UBE e a Fliporto Nova Geração, haverá novamente a contação de história da Verdinha Vira-vira. Às 16h, na ECOFliporto, os educadores ambientais da CPRH organizarão o lúdico e interativo circuito ambiental. Trata-se de um jogo de tabuleiro em tamanho real, no qual as ganha a equipe que acertar o maior número de perguntas sobre as problemáticas ambientais.

À noite, às 19h, também na ECOFliporto, será o lançamento do DVD sobre o Programa Verão Ambiental. A produção aborda os principais problemas do litoral: descarte de resíduos, poluição sonora, circulação de veículos na faixa de areia, embarcações motorizadas próximas aos banhistas e agressões aos ecossistemas litorâneos. A ECOFliporto será mais uma oportunidade para fazer com que a população tome conhecimento das ações que ocorrerão nesta 2ª edição do Projeto. As oficinas começaram em outubro e seguem até fevereiro de 2012. Participam 15, dos 21 municípios litorâneos do Estado.

No domingo (13), às 14h, na ECOFliporto, os educadores ambientais da CPRH utilizarão o “Aprendendo sobre as florestas” e o “Lata late?”, jogos produzidos pela CPRH, para interagir com as crianças e abordar curiosidades sobre as florestas brasileiras e a importância da reciclagem. Às 16h, no bosque por trás do posto de saúde, perto da entrada do lago, mais uma sessão de contação de histórias. E, finalmente na terça (15), a CPRH se despede da Fliporto com a última contação da Verdinha Vira-vira na Fliporto Criança.

Serviço:

A organização da Fliporto recomenda o uso do estacionamento (1.000 vagas), criado para o período da Fliporto, no Complexo Salgadinho. O complemento da viagem até o Carmo, “Cidade das Letras”, se fará com ônibus (ou van, na madrugada), num sistema expresso contínuo de ida e volta. A tarifa de R$ 5 será única, já incluindo o estacionamento e a viagem ida e volta do ônibus, independente do tempo de estadia ou número de pessoas no veículo. O esquema estacione e vá de ônibus funcionará de forma contínua, 24 horas, durante todo o evento.

O Consórcio Grande Recife atende a Praça do Carmo com 25 linhas de ônibus. Haverá um esquema especial de atendimento à Fliporto com reforço de frota a essas linhas. As informações completas sobre itinerários, tarifas, horários e outras podem ser obtidas pelo fone (gratuito) 0800-081.0158 ou pelo site www.granderecife.pe.gov.br, no link SERVIÇOS.

 

Publicado em Blog
Quarta, 09 Novembro 2011 14:50

Somos o que comemos

somos_o_que_comemosDa Revista Filantropia&Gestão Social

O desenvolvimento tecnológico, iniciado com a agricultura, disparou um processo de consumo dos recursos ambientais e, com isso, de nós mesmos. Consumir, ter e acumular se tornou a nossa forma de existir, uma vez que o homem é capaz de saciar os desejos de sua própria imaginação. Esse é o motor que move o consumo.  Atender aos desejos parece ter se tornado uma ordem.

Daí vem a história da industrialização, da produção, do consumo e, consequentemente, da crise ambiental – que nos preocupa, mas que está nos fazendo enxergar nossa ligação com o meio. Atualmente, falar dele é o mesmo que dizer a nosso respeito.

A paisagem é um reflexo do que fizemos de nós mesmos. Territórios foram transformados em ambientes produtivos. Cidades foram construídas para os negócios, não para as pessoas. Tudo corre no tempo dos recursos, não no tempo da vida. A cadeia dos desejos tomou a nossa identidade. E o “ter” passou a gozar de maior prestigio do que o “ser”, como critério de valoração do homem em sociedade. Por isso, a pergunta agora não é como nos livrar da obsessão pelo consumo, mas qual é o significado dela para nós.

Um exemplo disso são as inúmeras disfunções alimentares. Nessa busca de relação homem-mundo, o que se coloca no prato é um reflexo do que se escolhe para si. Hoje, pensar em alimento local, plantio próprio ou a respeito do conhecimento sobre as fontes do que se ingere tornaram-se hábitos de pessoas alternativas. Ideias distantes.

O consumo compulsivo de alimentos acontece não pela comida em si, mas pela sensação de afeto que ela nos traz. Estamos tão carentes disso que vamos consumindo, compulsivamente, a fim de preencher algo que não consegue ser satisfeito com bens, imagem e status, mas com autoconhecimento e troca. No momento em que entendermos essa questão, a obsessão cairá por terra e um despertar saudável para afetos genuínos de si mesmo com o meio acontecerá.

Para esse despertar, um caminho que está virando tendência nas grandes cidades são as hortas urbanas. Por meio delas, a reconexão ocorre primeiro porque se cultiva o que se está consumindo, o que torna todo o processo mais consciente. Além disso, entende-se o processo do tempo da natureza. Uma horta ensina sobre como lidar com o que, para gente, é espera. Mesmo nos grandes centros urbanos, uma planta ainda segue o tempo da natureza.

Não há desculpa para não se iniciar o cultivo de uma horta em casa (isso inclui apartamentos). Praticamente, tudo pode crescer em uma sementeira rasa. A sua profundidade determina com que frequência se deverá regar. Pode-se plantar em qualquer espaço. Mesmo porque o nosso objetivo não é o de substituir o espaço de gente por espaço de planta. Mas por que não na cidade, em vez de praças ornamentais, paisagens comestíveis? Em casa, no lugar de prateleiras de bibelôs, latinhas com ervas com as quais, posteriormente, poderemos nos servir?

Consciência sobre o próprio alimento que se ingere é o mesmo que ter consciência de si. É diminuir a distância que nos separa de afetos, fundamentais quanto os alimentos. E, a partir daí, desencadear uma interação mais próxima e responsável com o meio e com nós mesmos.

Publicado em Blog
Segunda, 07 Novembro 2011 19:27

Ventos brasileiros semeiam empregos verdes

energia_eolica_250Por Alice Marcondes, da Terramérica

A expressão “emprego verde”, criada para definir os postos de trabalho que contribuem de algum modo para preservar ou restaurar o meio ambiente, esta cada vez mais presente no vocabulário das empresas dispostas a atender a demanda social por uma economia mais limpa. O Brasil não fica alheio à tendência. Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), sua economia conta com mais de 2,6 milhões de postos de trabalho formais que se ajustam a esses critérios e empregam 6,7% da força de trabalho.

O estudo “Empregos verdes no Brasil: Quantos são, onde estão e como evoluirão nos próximos anos”, publicado em dezembro de 2009 pelo escritório local da OIT, prevê que esses números se multiplicarão no médio prazo. As energias renováveis geram, por si só, quase 550 mil destes empregos e constituem um dos nichos que mais estimulam a perspectiva de crescimento. Apesar de a biomassa (cultivo da cana-de-açúcar) e as grandes centrais hidrelétricas serem as principais empregadoras, o motor do crescimento do setor renovável são as turbinas eólicas.

O que coloca a energia do vento à frente das demais é sua oferta de trabalho decente, segundo a OIT um pré-requisito para que um emprego seja realmente “verde”. “Dar aos empregados condições de trabalho justas é fundamental. O setor eólico é formado por grandes projetos que mantêm sobretudo empregos formais”, disse ao Terramérica o coordenador do programa de trabalho decente e empregos verdes da OIT no Brasil, Paulo Sérgio Muçouçah.

“O fato de o trabalhador estar registrado e ter garantidos seus direitos já permite catalogar seu trabalho como decente. Tanto a indústria canavieira como as hidrelétricas têm histórico de conflitos trabalhistas, nas plantações e na construção de represas. Isto as coloca em desvantagem em relação à energia do vento”, destacou Muçouçah. A proporção da fonte eólica na matriz energética mundial cresceu quase 32 vezes no período de 15 anos.

No entanto, no Brasil, o avanço é mais tímido: embora os ventos permitam gerar 300 gigawatts (GW), segundo o Atlas do Potencial Eólico Brasileiro, em maio deste ano chegava apenas a um GW (um bilhão de watts) de capacidade instalada. O Plano Decenal de Energia do governo prevê contar com 12 GW até 2020. Para a Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), esta meta é muito modesta. “Na verdade, esperamos quase duplicar e chegar a 22 GW. É necessário que este crescimento continue para consolidar a indústria nacional”, explicou ao Terramérica a presidente-executiva da entidade, Élbia Melo.

No momento, o setor gera quase 13 mil postos de trabalho diretos e indiretos, divididos nas áreas de geração e distribuição do serviço, que incluem postos criados na construção dos parques eólicos. “Além da perspectiva de aumento do emprego, coincidindo com a ampliação da capacidade instalada, também há as empresas fabricantes de turbinas e demais componentes, que formam um mercado promissor”, ressaltou Muçouçah. Já há três fábricas instaladas e várias empresas completaram estudos para “inaugurar mais unidades fabris”, acrescentou o representante da OIT no Brasil.

Outro aspecto a favor do vento como gerador de emprego frente à hidrelétricas (atual matriz dominante) é que, para gerar e distribuir um terawatt (um trilhão de watts) por hora de energia eólica, são necessários entre 918 e 2.400 trabalhadores, enquanto para essa mesma quantidade as hidrelétricas necessitam de apenas 250 pessoas. “A diferença em volume de mão de obra não afeta o preço da eletricidade. O custo tão elevado da construção de centrais e turbinas hidrelétricas iguala o que o consumidor final deve pagar por ambas”, disse Muçouçah.

Dos 62 parques eólicos instalados, 43 estão no Nordeste, a região preferida para desenvolver a maioria dos novos projetos e assentar as indústrias do setor, devido à grande concentração e potência dos ventos de seu litoral atlântico. “O fato de as novas praças serem instaladas no Nordeste, uma região mais empobrecida e menos desenvolvida, faz da energia eólica um fator de desenvolvimento e converte esses empregos em mais verdes”, acrescentou o funcionário da OIT.

Na última licitação realizada pelo governo federal, a energia eólica ganhou metade da oferta, quase dois GW, oferecendo um preço médio abaixo de R$ 100 por megawatt/hora, mais barato do que a hidrelétrica. Este volume constitui um impulso fundamental para dar escala ao setor eólico. Contudo, um crescimento robusto, que engorde as estatísticas nacionais de empregos verdes, exige que o Brasil melhore seus meios de transporte e sua logística.

“É necessário melhorar esses setores para dar lugar ao grande volume de projetos contratados”, afirmou Élbia Melo. Além disso, segundo a presidente da Abeeólica, “ampliar a produção desta energia é um desafio que exige grande capacidade de governança para explorar potencialidades ainda limitadas pelo modelo energético vigente, de intensa emissão de gases causadores do efeito estufa”.

Publicado em Viva Brasil
Quarta, 19 Outubro 2011 14:12

Dez dicas para uma cozinha sustentável

cozinha_sustentavel_250Da EcoD

Para muitos, a cozinha é a melhor parte da casa. Lugar não apenas das refeições, ela consegue reunir a família de forma aconchegante e descontraída. Então que tal transformar a sua cozinha em um ambiente mais sustentável? Reunimos dez dicas simples de como colocar essa ideia em prática.

1 – Limpe o condensador da sua geladeira e mantenha a temperatura regulada

A geladeira é, sem dúvida, um dos eletrodomésticos mais úteis e essenciais dentro de uma casa. Porém, ela é também uma das maiores responsáveis pelo consumo de energia. Limpar as bobinas do condensador pode reduzir em 30% o consumo de eletricidade.

Segundo o site Daily Tips, a poeira que geralmente se acumula nessa parte da geladeira pode aumentar o consumo de energia do equipamento. Por isso, arraste sua geladeira de vez em quando e passe um pano seco ou um espanador onde estiver sujo.

Outra dica é manter a temperatura do equipamento regulada. A geladeira não precisa estar a menos de 3ºC e o freezer pode ficar a -15ºC. Menos do que isso é gasto de energia e dinheiro desnecessário. E se seu equipamento não tiver um termômetro embutido, vale a pena investir em um.

2 – Cozinhe em quantidade e congele

Separe um dia para preparar várias refeições para todo o mês ou a semana. Depois basta guardar no freezer e reaquecer no dia de consumi-la. Essa prática ajuda a economizar tempo, ingredientes e energia.

Cada vez que você vai para a cozinha preparar uma refeição você consome uma enorme quantidade de água, eletricidade (geladeira, microondas, liquidificadores, etc), gás e também de alimentos, já que sempre sobra um pedaço de legume ou um punhado de tempero que termina no lixo.

3 – Descongele os alimentos naturalmente

Na hora de descongelar, nada de microondas. Para quê gastar eletricidade se podemos fazer isso naturalmente? Basta retirar os alimentos do congelador um pouco antes e aguardar.

Você pode deixar o alimento em ambiente natural para acelerar o descongelamento (lembre-se sempre de mantê-lo protegido de moscas e outros insetos) ou na geladeira, para que degele aos poucos.

4 – Desentupa a pia sem produtos químicos

O ralo da pia entupiu? Nada de pânico ou produto químicos. É possível fazer a água voltar a correr sem precisar apelar para essas substâncias. Para começar, procura usar o velho desentupidor. Caso ele não resolva o problema, tente as seguintes opções.

• Primeiro solte a gordura, jogando água fervente na pia entupida.

• Se isso não resolver o problema, pegue um desentupidor e encha a pia com alguns centímetros de água.

• Cubra com uma mão a saída auxiliar, se houver, para manter a pressão, e então aperte com força o desentupidor, para empurrar a água cano abaixo.

Problema resolvido, sem nenhum produto químico!

5 – Mantenha o microondas desligado

O forno microondas funciona apenas por alguns minutos do dia, mas costuma permanecer ligado o tempo todo. Retirá-lo da tomado após esquentar a comida é uma opção para poupar energia e economizar na conta de luz.

É como se o forno continuasse ligado e consumindo gás, mesmo após o preparo das refeições. Portanto, lembre-se de retirá-lo da tomada quando não estiver em uso e ligue-o de volta apenas na hora de esquentar o almoço e preparar a pipoca.

6 – Use esponjas vegetais

Sabe aquela esponja de limpeza que a maioria das pessoas usa para lavar a louça? Pois bem, saiba que ela é feita de produtos derivados do petróleo e, portanto, não ajuda em nada o meio ambiente quando é descartada. Por isso, prefira as buchas vegetais.

Elas são feitas com fibras 100% naturais, ou seja, são totalmente biodegradáveis. Além disso, ela é mais barata, durável, higiênica (já que dificulta o acúmulo de bactérias) e ainda pode ser higienizada e reaproveitada após um determinado tempo de uso.

Basta fervê-la em água ou mergulhá-la em uma solução de água e cloro por 30 minutos para deixá-la livre de bactérias e branquinha novamente.

7 – Deixe a louça de molho

Uma boa dica para poupar água e ainda utilizar menos detergente é deixar louças, talheres e panelas de molho por alguns minutos antes de lavar. A água irá facilitar a limpeza e você não precisará deixar a torneira aberta por tanto tempo, nem utilizar tantos produtos químicos.

Quando for lavar a louça, tampe o ralo da pia ou coloque tudo dentro de um balde com água. Depois de um tempo, retire os pratos, talheres e panelas e lave como de costume. Mas lembre-se, mantenha a torneira fechada sempre que estiver ensaboando e use a menor quantidade possível de detergente.

8 – Feche a porta da geladeira

Depois de pegar ou guardar algo na geladeira, certifique-se de que ela ficou bem fechada e não deixe a porta aberta por muito tempo. Quando isso acontece, a temperatura no interior do aparelho sobe e ele tem que trabalhar mais para compensar, gastando mais energia.

Alguns equipamentos possuem um sistema de trava, que impede que a porta se abra imediatamente após ser fechada. Ele faz isso para regular a temperatura no seu interior e manter os alimentos frescos e o seu funcionamento em dia. Portanto, nada de forçar para que ele abra.

Outra medida importante é checar periodicamente se a borracha de vedação está em bom estado. Uma dica é colocar uma folha de papel na porta da geladeira e fechá-la. Se a folha ficar presa é porque a borracha está em boas condições, se ela escorregar é porque a vedação já precisa de um reparo.

9 – Não descarte óleo de cozinha na rede de esgoto

Após preparar as refeições, não jogue o óleo de cozinha pelo ralo na pia, já que isso pode entupir as tubulações e contaminar a água. Em vez disso, junte o óleo e entregue-o para a reutilização e reciclagem.

Você ainda pode criar novos produtos caseiros com o óleo de cozinha, como sabonetes artesanais. Confira aqui a receita.

10 – Tampe as panelas e não abra a porta do forno

Parece obvio, não é? E é mesmo! Ao tampar as panelas enquanto cozinha você aproveita o calor que simplesmente se perderia no ar. Com isso você economiza gás e ainda garante que seu almoço ficará pronto mais cedo.

Outra boa idéia é cozinhar na panela de pressão. Acredite, dá pra fazer de tudo ali: feijão, arroz, macarrão, carne, peixe, etc. É muito mais rápido e você pode economizar até 70% de gás.

Outra dica importante é evitar abrir a porta do forno para olhar o que está lá dentro. Isso desperdiça muito calor, o que faz com que o equipamento tenha que ficar ligado por mais tempo, consumindo mais energia.

Uma boa maneira de saber como está o preparo do alimento sem precisar abrir a porta do forno é utilizando a luz interna. Equipamentos com temporizador também permitem monitorar o cozimento sem precisar abrir a porta o tempo todo.

Você ainda pode desligar o forno um pouco antes do tempo previsto. O equipamento manterá a temperatura interna alta durante algum tempo, o que permite que o prato fique pronto utilizando menos energia. 

Publicado em Blog

i_1475A Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) vai participar do Projeto Viva o Recife Antigo, promovido pela Prefeitura da cidade, por meio de atividades de Educação Ambiental. Crianças e adultos que forem conferir o evento poderão se divertir e, ao mesmo tempo, aprender um pouco mais sobre os cuidados necessários à preservação do meio em que vivemos. Apresentações de peças teatrais, contação de história e circuito ambiental estão previstos na programação. Todas as atividades serão realizadas na Praça do Arsenal, nos horários das 16h e das 17h, começando neste domingo, 9 de outubro.

Na primeira participação da Agência Ambiental no projeto haverá contação de história e encenação da peça “Cacá Caranguejo”. A história Verdinha Vira-Vira (texto da CPRH) é interpretada pela contadora profissional Érica Verçosa que, juntamente com a percussionista Débora Pimenta, narra as aventuras de uma árvore que vira peixe e pássaro, levando à reflexão sobre o tratamento dispensado pelo homem ao meio ambiente, a exemplo de desmatamento, poluição hídrica e atmosférica. Já a peça “Cacá Caranguejo” enfoca o tema da poluição no manguezal e a consequente necessidade da preservação desse bioma.

No dia 16 de outubro haverá circuito ambiental e apresentação da peça “E eu com isso?”, que leva ao palco a reflexão sobre a nossa responsabilidade com o meio ambiente, através de personagens como Dona Árvore e o Peixe Bicudo. O circuito, por sua vez, é um jogo de tabuleiro em tamanho real, ganhando a equipe que acertar o maior número de perguntas sobre problemáticas ambientais.

A participação da CPRH no projeto vai até o dia 06 de novembro, com a contação de história do texto Verdinha Vira-Vira e a encenação dapeça teatral “Lata late?”, que apresenta conceitos de reciclagem, reuso e reaproveitamento de materiais como metal, vidro, papel e plástico. Ao final de todas as atividades, serão sorteados cartilhas e jogos educativos.

PROJETO - O ‘Viva o Recife Antigo’ tem duração de dez meses, com programação até maio de 2012, à exceção do mês natalino e do período de Carnaval. A iniciativa é da Secretaria de Turismo do Recife, com o apoio do Governo do Estado, por meio da Empetur e Secretaria de Turismo de Pernambuco.

Publicado em Blog

twitter

Apoio..................................................

mercado_etico
ive
logotipo-brahma-kumaris