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Linha Editorial

  • "Mídia Construtiva é também lançar o olhar crítico sobre problemas, apontar falhas, denunciar. Contribuindo para a corrente que tenta transformar o negativo em positivo."

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Cansados de ver tantos céticos que não são especialistas em clima ocupar espaço na mídia e prejudicar a já difícil luta para mitigar as mudanças climáticas, cientistas australianos resolveram deixar a timidez de lado e divulgaram um rap que já conta com mais de 170 mil acessos no YouTube.

No vídeo “I'm A Climate Scientist”, pesquisadores de diversas instituições aparecem cantando dados sobre o aquecimento global e criticando os políticos que participaram da Conferência do Clima de Copenhague (COP 15). 

“Yo! Nós somos cientistas climáticos e não há como negar: as mudanças climáticas são reais!”, canta Jason Evans, do Centro de Pesquisas em Mudanças Climáticas da Universidade de New South Wales.

No Brasil, a música também está servindo para ajudar as causas ambientais. O movimento ECOROCKALISMO quer engajar grandes nomes do rock nacional para promover ações ecológicas.

A primeira delas está sendo o MUDAROCK, um site onde o visitante pode fazer download de videoclipes. A cada download será plantada uma árvore. O objetivo é alcançar 1.000.000 de árvores, em apoio à iniciativa “Plantemos para o Planeta: Campanha Bilhões de Árvores” promovida pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).

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aniversario_feiras_agroecologicas

Da Assessoria de Comunicação do Centro Sabiá

Os consumidores e consumidoras que forem fazer compras nas feiras agroecológicas das Graças e de Boa Viagem, no Recife, no próximo sábado (9/07), a partir das 8h, poderão, além de adquirir alimentos livres de agrotóxicos, conversar com especialistas sobre temas como alimentação saudável, consumo consciente e economia solidária. A atividade faz parte das comemorações dos 18 anos da organização não governamental Centro Sabiá.

As feiras agroecológicas aproximam as famílias agricultoras dos/as consumidores/as, garantem preço justo aos produtos da agricultura familiar e permitem uma alimentação rica e saudável à população rural e urbana. Elas também geram renda para as famílias campo, contribuindo para melhoria na sua qualidade de vida.

A ação que será realizada neste sábado é uma oportunidade para que agricultores e consumidores comemorem o desenvolvimento da agricultura familiar de base agroecológica no estado. Na feira das Graças, que funciona na Rua Souza de Andrade (por trás do Colégio São Luiz), o bate-papo sobre diferentes temas será com a professora Zênia Tavares, do Centro de Ciências Domésticas da UFRPE.

Já na feira de Boa Viagem, o espaço agroecológico está localizado na Rua Jules Rimet (por trás do 1ª Jardim e próximo ao restaurante Parraxaxá). Nos dois bairros, a ação deve acontecer entre 8h e 10h. Na ocasião, também haverá forró pé-de-serra, sorteio de cesta com produtos agroecológicos e até bolo de aniversário.

A agroecologia promove o desenvolvimento rural sustentável, isto é, com respeito ao  meio ambiente. Os preceitos agroecológicos condenam a utilização de qualquer tipo de produto químico para controlar pragas ou adubar a planta e defendem o sistema de cultivo consorciado, onde várias espécies de vegetais são plantadas juntas para não deixar a terra fraca, sem nutrientes.

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produto_florestal_lenhaPor Talita Bedinelli, da Prima Página, no site do PNUD

Para reduzir o desmatamento, um projeto desenvolvido na Caatinga pretende diminuir o consumo industrial de lenha — material que representa a segunda principal fonte de energia do Nordeste e abastece cerca de 35% das empresas da região. O foco inicial da ação são os produtores de gesso do sertão do Araripe (que abrange Piauí, Pernambuco e Ceará) e as olarias do sertão do Seridó (Rio Grande do Norte e Pará). Trabalhadores e industriais desses setores vão aprender a usar o tipo de madeira mais adequado para a queima e serão incentivados a trocar ou consertar fornos, para efetuar o mesmo trabalho com menos lenha.

“O Nordeste tem um nível de desertificação próximo ao de alguns países da África. No Pará, chega a 73% do território. Grande parte disso é causada pelas empresas que consomem lenha, principalmente pelas olarias, padarias e restaurantes, que usam 73% da lenha formal [comercializada]”, afirma Márcio Dionísio de Souza, gerente-geral do CEPIS (Centro de Produção Industrial Sustentável) , uma entidade criada pelo SEBRAE-PB (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas da Paraíba) e pela Secretaria de Estado de Economia da Suíça.

O centro implementa o projeto desde 2005 e conta com o apoio do GEF-Caatinga (programa desenvolvido na região pelo Fundo Global para o Meio Ambiente). A ação foi implantada inicialmente em Araripe, região que concentra 95% da produção de gesso do país. “A lenha é usada para a calcinação [transformar em cal] da gipsita. A pedra é calcinada em uma temperatura em torno de 200 graus Celsius e, para isso, vai lenha”, explica Souza.

Das cerca de 120 empresas que existem na região, cinco foram escolhidas para servir de piloto. Em uma delas, o trabalho começou a ser implementado em outubro de 2006 e deverá terminar este mês. O projeto se divide em três frentes. A primeira visa a melhoria das práticas produtivas das fábricas. Ensina-se, por exemplo, que, se a lenha é colocada no forno molhada, ela será menos eficiente; nesse sentido, os técnicos do projeto sugerem usar lenha seca e mais velhas — a madeira recém-cortada ainda preserva a umidade. Um segundo passo é capacitar os trabalhadores e apontar as falhas no uso dos fornos. “Tem muitos queimadores [funcionários que colocam a lenha para queimar] que deixam a porta do forno aberta, para não ficarem abrindo e fechando o tempo todo. Mas com a porta aberta se perde calor e é necessário usar mais lenha”, diz o gerente-geral. Outra orientação dada às fábricas é a de substituir o forno ou arrumar o equipamento quando ele não está rendendo o suficiente.

Todas as fases também serão implementadas nas outras quatro fábricas — onde já estão sendo desenvolvidas algumas ações de melhoria da eficiência energética — e, até o meio do ano, também será levada para Seridó, onde deve atender 22 das cerca de 140 olarias do Rio Grande do Norte. “Há empresas que gastam 2 metros cúbicos de lenha para fazer mil tijolos e outras, 0,5 metro cúbico”, destaca Souza.

Paralelamente, o GEF orienta os produtores de lenha da região a fazerem o manejo sustentável da madeira — dividir o terreno em várias partes e, cada ano, cortar as árvores de apenas uma delas.

“Com a implementação desses projetos-piloto pretendemos divulgar os resultados e sensibilizar outros empresários. Mas não adianta falar que isso vai proteger o meio ambiente, apesar de ser esse o nosso objetivo. Sensibilizamos pelo lado econômico e falamos que eles estão perdendo R$ 20 mil, R$ 30 mil nesse processo [de uso menos eficiente da madeira]”, diz.

No Nordeste, segundo o GEF, são consumidos cerca de 13,5 milhões de metros cúbicos de lenha anualmente — 29% do consumo do Brasil, que é de 46,6 milhões. Os Estados que compõem o sertão do Araripe são responsáveis por usar anualmente 5,3 milhões (2,6 milhões no Ceará, 2,1 milhão em Pernambuco e 679 mil no Piauí). O Rio Grande do Norte, onde se concentra a maior quantidade de olarias do Seridó, consome 1,2 milhões de metros cúbicos por ano.

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energia_renovavelSérgio Abranches, do Ecopolítica

No Fórum de Energias Limpas da Ásia, realizado na semana passada, em Manila, nas Filipinas, representantes de mais de 50 países, organizações multilaterais e especialistas, um dos consensos foi que as energia renováveis são um instrumento indispensável à redução da pobreza no mundo. O Fórum, sexto da série, foi organizado pelo Banco de Desenvolvimento da Ásia (ADB), pela USAID e pelo World Resources Institute, WRI.

Perto de 1,5 bilhão de pessoas não têm acesso a eletricidade no mundo, ao final da primeira década do século 21. Em torno de 2,5 bilhões não têm acesso adequado a energia. Eletricidade é prerrequisito à elevação do nível de vida das famílias. Ela permite uma série de procedimentos elementares, como preservar alimentos e medicamentos, e a serviços essenciais, como os de comunicação. A energia limpa é um instrumento essencial ao enfrentamento do grande desafio deste século, que é a mudança climática. E é um instrumento para que enfrentemos o desafio da erradicação da pobreza, o grande fracasso do modelo de desenvolvimento do século 20.

É clara a conexão entre os dois desafios. O agravamento do perigo associado às mudanças climáticas com a aceleração do aquecimento global é uma evidente sequela do modelo de desenvolvimento que levou boa parte do mundo ao maior avanço material da história contemporânea, especialmente após a Segunda Guerra Mundial. A persistência da pobreza é a marca mais nítida das limitações sociais deste modelo. Agora, temos como desafio mudar o modelo de desenvolvimento no século 21, de modo a enfrentar, com sucesso esses dois desafios.

As energias renováveis, especialmente as de emissões zero ou muito baixas, como a biomassa, permitem soluções locais, no âmbito comunitário, descentralizadas. Também, se prestam a soluções em escala intercomunitária, com pequenas redes, fora do sistema geral.

Precisamos começar a discutir a sério soluções energéticas limpas e descentralizadas no Brasil. A grande deficiência do “Luz para Todos” é que não é para todos, porque só alcança aqueles que estão próximos da rede geral.

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Por Instituto CarbonoBrasil

A palavra sustentabilidade na publicidade nacional virou um mantra que é repetido por empresas dos mais diversos setores e parece que realmente este é um caminho a ser seguido para agradar os consumidores brasileiros.

Segundo a pesquisa ImagePower® Green Brands 2011, uma das maiores do mundo a avaliar as opiniões dos consumidores com relação a responsabilidade corporativa ambiental, os brasileiros estão mais preocupados com o meio ambiente (77%) do que com a economia (20%). Nos dois aspectos, o Brasil é o país com o maior e menor índice entre todas as nações entrevistadas.

Realizada pelo sexto ano seguido, a pesquisa ouviu nove mil consumidores da Alemanha, Austrália, Brasil, China, Estados Unidos, França, Índia e Reino Unido. No Brasil, foram entrevistadas 1.101 pessoas nas principais cidades do país.

No total, mais de 60% dos consumidores consultados querem comprar de empresas que têm a responsabilidade ambiental entre suas prioridades. Nos oito países, uma parte considerável dos entrevistados prefere gastar mais se tiverem a certeza que o produto em questão tem um menor impacto no meio ambiente. Esse percentual nas nações ricas chegou a 20% e no Brasil atingiu surpreendentes 48%.

“Estamos vendo uma mudança na mentalidade no que se diz respeito à compra de produtos verdes. Os consumidores estão percebendo que escolhas sustentáveis trazem benefícios para suas famílias e que, ao longo prazo, bens como automóveis mais eficientes são inclusive melhores para a economia doméstica”, explicou Russ Meyer, diretor de estratégia da Landor Associates, uma das empresas responsáveis pela pesquisa.

Enquanto os brasileiros sempre deixaram claro sua preocupação quanto à questão ambiental, a China mostrou uma mudança de opinião. Em 2009 e 2010, o índice de chineses que se preocupavam com o meio ambiente era de 29% e 32%, respectivamente. Na edição 2011, o quadro se inverteu e o índice chega a 58%, enquanto a porcentagem dos entrevistados que se preocupam com a economia caiu de 67% para 42%.

Já a nação que mais se preocupa com a economia é o Reino Unido, com 71%, contra 24% dos entrevistados que responderam estar mais ligados com o meio ambiente. Essa tendência também é vista em países como Estados Unidos e França.

Nos países desenvolvidos, os consumidores procuram produtos que tenham algum tipo de certificação que comprove que os itens comprados sejam realmente provenientes de empresas verdes. Na França, Alemanha e China, essa questão é ainda mais acentuada, chegando a porcentagens como 66%, 64% e 62%, respectivamente.

Já no Brasil, os consumidores não costumam prestar atenção se os produtos são certificados por alguma organização – apenas 31% dos entrevistados se mostraram atentos a esse quesito. Quando perguntados que marcas estão mais ligadas a preservação ambiental, os brasileiros colocaram em primeiro lugar a Natura, seguida pelo Boticário.

Além disso, os brasileiros também estão dando mais atenção para a questão do desflorestamento do que para outros assuntos que envolvem sustentabilidade. Nessa edição da pesquisa, 32% dos entrevistados afirmaram ser essa a maior questão que o Brasil deve enfrentar e, em segundo lugar, estão as mudanças de climáticas, com 15%. Os países desenvolvidos se mostraram mais preocupados com o uso da energia.

“Os consumidores nas nações em desenvolvimento tendem a acompanhar no seu cotidiano muitas notícias ambientais, por isso indianos se mostram tão preocupados com a poluição no ar e os brasileiros com desmatamento. Assim, as empresas que conseguem de verdade lidar com esses problemas em suas cadeias de produção possuem uma grande vantagem competitiva, explicou Paul Andrepont, presidente da consultoria Penn Schoen&Berland, que conduziu a pesquisa com a participação das agências da WPP, Landor Associates e Cohn & Wolfe – representada no Brasil pela G&A Comunicação Empresarial.

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Sábado, 25 Junho 2011 16:14

Olhares direcionados ao meio ambiente

sustentabilidade_1Por Luana Copini*

Príncipe Charles escreve livro sobre sustentabilidade em parceria com ambientalistas. Canais de televisão, como o Discovery Chanel, exibe a série Planeta Humano, documentando o momento evolutivo do homem e suas formas de sobrevivência. São Paulo tem em sua grade de programação a Virada Sustentável. Mas e a sociedade, também tem registrado em sua agenda um compromisso ambiental?

A um ano da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (RIO+20), algumas pessoas não sabem o que ela significa, ou até mesmo que ela exista. Questionadas 23 pessoas na Praça da República, em São Paulo, no dia 09 de maio, 7 delas sabiam de sua existência, 3 sabiam seu propósito e 13 não sabiam nem o que significa RIO+20.

A conferência visa à renovação e o engajamento dos líderes mundiais com olhar sob o desenvolvimento sustentável do planeta. O encontro será realizado no Rio de Janeiro em 2012 e serão abordados diversos temas, entre eles a contribuição da economia verde para o desenvolvimento sustentável, a eliminação da pobreza com foco sobre a questão da estrutura de governança internacional na área do desenvolvimento sustentável, os resultados da prática da Agenda 21.

A exemplo dela tiveram outras, como por exemplo a ECO-92, também no Rio de Janeiro, a Conferência de 1972 na Suécia, o encontro de 2002 na África do Sul, e a Conferência de Nagoya, no Japão.

Algumas diretrizes são aplicadas nestes encontros, como por exemplo, o Protocolo de Quioto que visa a redução de gases que causam o efeito estufa e a Agenda 21 que busca uma reflexão diante do desenvolvimento sustentável.

Para o professor José Pedro de Oliveira Costa, pesquisador da Universidade de São Paulo, que participou da Conferência de Nagoya, no Japão, decisões estabelecidas no encontro vão depender do desenvolvimento de novas tecnologias, controle e redução da população humana e compensações ambientais.

De acordo com o Itamaraty o setor florestal no Brasil é responsável também pela geração de emprego. É responsável por cerca de 3,5% do PIB, 8,4% das exportações e pela geração de 6,5 milhões de empregos diretos e indiretos. A exploração de recursos naturais encontra-se amparada por dispositivos previstos na Constituição Federal, no Código Florestal, na Lei de Crimes Ambientais, na Lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação e na nova Lei de Gestão de Florestas Públicas de 2006.

Mas para o pesquisador, um dos princípios do equilíbrio sustentável é a preservação. “É necessário para a nossa sobrevivência na terra que 1/3 das áreas sejam designadas para proteção integral, 1/3 para áreas de uso sustentável e o restante para uso extensivo”.

Só a consciência e o conhecimento destas atitudes não bastam. Para o professor, isto tudo tem que sair do papel. “Para a proteção integral de nossa biodiversidade, ou até mesmo de nossas florestas, será preciso criar muitas áreas protegidas e manter em boas condições aquelas de visitação pública”, completa Costa.

Biodiversidade, fatores climáticos, gases poluentes, desequilíbrios ambientais, todos estes assuntos estão e estarão em pauta nestas conferências caminhando paralelamente ao desenvolvimento sustentável. “Na Amazônia, por exemplo, é preferível que aquelas populações utilizem as terras com consciência, com agricultura e não desmatamento para grandes plantações de soja ou criação de gado”, completa o pesquisador.

Notícias relacionadas

Rumo à Rio+20

O que se quer com a economia verde? 

* Luana Copini é participante do Projeto Repórter do Futuro, que visa à interação de alunos de jornalismo e da sociedade civil sob estudos e experiências com relação à Amazônia e ao meio ambiente.

(EcoDebate)

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Quinta, 16 Junho 2011 02:29

Outdoor de lixo supreende baianos

Com informações de Fabiano Prado Barreto, do Global Garbage

Os motoristas que trafegaram na Avenida Contorno de Salvador, na capital baiana, se surpreenderam com um outdoor da Bahia Marina com um inusitado aplique de lixo: pneus velhos e sacos plásticos. O lixo, colocado numa plataforma, em frente ao outdoor chamava a atenção pelo contraste com a imagem do mar limpo impressa no painel, onde podia ser lida a mensagem “Não deixe o fundo do mar virar lixeira”. A campanha da Bahia Marina para marcar o Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado no último dia 5 de junho, ficará na memória de quem passou pelo local.

A ação da Bahia Marina foi criada pela agência Engenhonovo com o objetivo de alertar contra o despejo de lixo na Baía de Todos os Santos e ao mesmo tempo conscientizar os soteropolitanos sobre a necessidade de preservar as nossas riquezas naturais. A ação prosseguiu com a retirada do lixo por um caminhão da Limpurb. Um ator com figurino de gari fez a retirada do material deixando o mar limpinho como deve ser. Ideia que faz refletir sobre nossos atos.

Assista aqui o making off da campanha

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*Por Antonio Carlos Teixeira

“Pedi para os meus pais um I Pod Touch e um Blackberry porque todo mundo que eu conheço tem. Ganhei os dois. O Blackberry não durou muito: quebrou. Mas eu já ganhei outro…” A frase, dita por uma adolescente brasileira, revela o quanto ainda precisamos avançar na conscientização socioambiental [...]

Um dos pontos dessa busca maior pela mudança de hábitos em benefício do meio ambiente é justamente o grande calcanhar de Aquiles da questão ambiental: o consumo sem limites.

O Brasil está em primeiro lugar entres os países emergentes que mais geram resíduos sólidos provenientes de aparelhos eletrônicos usados, como computadores, celulares, tevês de alta definição, notebooks, smartphones, aparelhos de mp3, impressoras, escâneres e todo o tipo de acessórios que estão presentes no modo de vida contemporâneo.

De acordo com o relatório “Recycling – From E-waste to Resources”, lançado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP, United Nations Environment Programme), o Brasil produz 0.5 kg per capita/ano (cerca de 95 mil toneladas), seguido bem de perto por México e China (ambos com 0.4 kg per capita/ano). Em termos globais, a sociedade humana está produzindo nada menos que 50 milhões de toneladas de “e-lixo” anuais. Só a União Europeia é responsável por 9 milhões de toneladas! Mas será que todos esses resíduos eletrônicos estão sendo gerados apenas pelo fato de que os aparelhos já esgotaram suas capacidades de utilização?

É bem provável que não. Talvez os componentes principais que estão motivando essa produção absurda de “e-resíduos” tenham mais a ver com educação, postura, impulso, consumismo, complexo de superioridade, de inferioridade, ansiedade, sensação de vazio…

No recente lançamento da nova versão de um famoso “tablet” no Brasil, os primeiros a adquirir o “gadget” – após permanecerem horas na fila de espera – já especulavam sobre a chegada do “número 3” e quais seriam as novidades do “brinquedinho”. Um dos consumidores obcecados, que mal acabara de adquirir o aparelho, chegou a declarar que era “muito sofrimento” saber que o seu novo passatempo estaria obsoleto em dez meses…

A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA, sigla em inglês de Environmental Protection Agency) aponta que, das 3,1 milhões de toneladas de “e-waste” produzidas no país em 2008, apenas 14% (434 mil toneladas) foram destinadas à reciclagem. Isto significa que 2,6 mihões de toneladas foram parar em aterros sanitários, fornos incineradores ou em outros países, entre eles, Gana, Tanzânia, Vietnã, Malásia, Quênia, Haiti, Filipinas, Tailândia e… Brasil!

Sim. Além de gerarmos nosso próprio lixo ainda “importamos” esse tipo de resíduo dos EUA. Já não bastam os nossos ainda temos que dar solução para o dos outros… Que desenvolvimento!

Mas os EUA não estão sozinhos nesse “negócio”. Países como Canadá, Japão, Austrália e Coréia do Sul “exportam” suas “e-sucatas” para nações pobres ou até para países emergentes, como a China. Já a Europa tem como “clientes” Nigéria, Rússia, Paquistão, Singapura, Ucrânia e Egito. Outro “BRIC”, a Índia, também figura entre países compradores de “e-cacarecos” vindos de Estados Unidos, Austrália e Europa.

Não vamos avançar e evoluir na questão ambiental planetária se continuarmos a mandar nosso lixo para a casa dos outros. Estamos apenas transferindo (e mal) o problema. Existem saídas para minimizar ou reduzir esses impactos. Duas delas: exercer a “Política dos 5 Rs” e estimular na nossa sociedade que cada fabricante seja responsável pelo tratamento e destinação dos resíduos eletrônicos dos seus aparelhos.

Nos 5 Rs, todas as ações dizem respeito à nossa postura enquanto cidadãos que defendem uma mudança de comportamento em defesa da preservação e da conservação do meio ambiente e dos recursos naturais: reduzir (consumo), reutilizar (utensílios, embalagens), reciclar (resíduos), recusar (o que não é necessário) e repensar (nossas atitudes).

Ok, o apelo consumista contemporâneo é esmagador: somos levados a querer participar dos usos e frutos da sociedade, a ter os últimos lançamentos dos mais modernos aparelhos, a ostentar marcas internacionais, a provocar uma “invejinha” nos conhecidos… Mas, sinceramente, não dá para posar de ambientalista, de defensor da natureza, de preocupado com o aquecimento global se não exercemos os 5 Rs diariamente em nossas vidas. Ou pelo menos alguns deles.

Não dá para criticar o país A, B ou C por enviar seu lixo eletrônico para uma nação pobre ou miserável se nós mesmos não estamos nem aí para reduzir o nosso consumo. Todo aparelho eletrônico (como outro qualquer) tem um prazo de validade. Até porque o investimento que fizemos para adquiri-lo inclui os anos de vida útil previsto pela indústria, fábrica ou montadora responsável pela sua criação e/ou comercialização. Agora, se trocarmos “vida útil” por “desejo fútil” estamos declarando que discurso de conscientização ambiental só deve servir para “os outros”. Para mim não, violão!

Mas não basta apenas nós, consumidores, reduzirmos o consumo. É urgente que governos, empresas, fábricas e indústrias também entrem nessa corrente. Para reduzir os impactos das “e-bugigangas” no meio ambiente global, os cidadãos precisar ser esclarecidos sobre as melhores formas de descarte do seu aparelho. E a principal delas, sem dúvida, e a de retorno ao fabricante.

Indústrias e fabricantes são os agentes mais capacitados para realizar esse tipo de recolhimento. Têm know how para manuseio, pois conhecem seus componentes, sua composição (elementos químicos, metais preciosos, pesados…) e podem desmontar com mais propriedade aquilo que montaram.

Podem chamar como quiser: logística reversa, política de envio de aparelho usado, programa de reenvio de material… O mais importante é esclarecer a população, o consumidor, o cidadão. É uma questão de respeito (a quem investe na marca) e de responsabilidade (social, corporativa e socioambiental).

Para isso acontecer, é preciso ação, leis e normas. E aí entram em cena os nossos representantes no Executivo, no Legislativo e no Judiciário para criar, garantir e julgar legislação e normatização específica sobre o tema. Antecipações do setor produtivo nesse sentido são muito bem-vindas. Por exemplo: onde estão as campanhas publicitárias das empresas, das indústrias, dos fabricantes? Alô vice-presidências, diretorias, gerências, e profissionais de marketing e de comunicação!

Onde estão os programas de orientação ao consumidor? Nas lojas, na tevê, na internet, nos jornais e na mídia em geral só se veem os produtos (dezenas deles!), nunca esclarecimentos sobre o que fazer com os aparelhos numa situação de descarte.

Não podemos permitir que essas “e-xepas” acabem em aterros sanitários, lixões a céu aberto ou até mesmo em matas, florestas, estuários, rios, praias e no fundo de mares e oceanos. Chega de poluição.

Antes que o planeta vire uma “e-mundície”.

*Jornalista e consultor de comunicação, meio ambiente e sustentabilidade

(Fonte: Plurale)

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12307951933_paz_e_naturezaResgatar o cuidar melhor da natureza em cada um de nós, na nossa relação com a vida e com o Planeta. É a proposta do seminário “A Arte de Viver a Natureza” que a Unipaz Pernambuco estará realizando nos dias 17 e 18 de junho, na sede da instituição no Rosarinho. O seminário facilitará reflexões sobre o processo de destruição da natureza e levará a um aprofundamento sobre a relação sujeito-objeto na natureza. Será também a culminância das ações desenvolvidas pela Unipaz-PE em comunidades parceiras, no mês em que se comemora o Dia do Meio Ambiente.  No bairro de Santo Amaro, a Unipaz Recife realizou durante todo o mês, uma ação com os jovens, promovendo palestras, feiras ecológicas e distribuição de mudas de árvores para o plantio.

O seminário “A Arte de Viver a Natureza” compõe o programa “A Arte de Viver a Vida”, elaborado por Pierre Weil, e um fundamento básico da Formação Holística de Base (FHB) da Unipaz internacionalmente. O programa tem como grande mensagem “Estar consciente de que tudo está interligado e de que fazemos parte de um mesmo Universo”. De acordo com o diretor científico da Unipaz Pernambuco, Manoel Durão, “precisamos entender o que está acontecendo com a natureza, com todos os absurdos e graças e o conteúdo oferecido por este seminário levará o aprendiz a refletir melhor sobre a harmonia e a essencialidade da vida”.

O palestrante do seminário será o fundador e diretor do centro de Ecologia Integral (CEI) e da Revista Ecologia Integral, José Luís Ribeiro de Carvalho, psicólogo, engenheiro eletricista e educador ambiental. Como facilitadora, foi escolhida a jornalista, relações públicas, psicodramatista e educadora ambiental, Ana Maria Vidigal Ribeiro, editora da Revista Ecologia Ambiental e coordenadora e professora do curso de Pós-graduação “Educação Ambiental, Agenda 21 e Sustentabilidade”. A sede da Unipaz Pernambuco fica na Ruda Enéas de Lucena, 244, telefones: 32442742 e 97251415. O site da Unipaz é o www.unipazrecife.org.br.

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Por Bruno Gaspar, Setor3 

Jornalista paulistano de 36 anos se deu conta que a quantidade de lixo que produzia era muita. Percebeu ainda que uma pessoa, com bom senso, pode guardar uma embalagem de chiclete ou de bolacha no bolso até chegar à lixeira mais próxima nas ruas. Como sujar as vias não é sua opção, o comunicador Peri Pane aliou sua veia artística, que já atua com a banda de rock alternativo Odegrau, para se vestir de lixo em uma performance que mostra o quanto de resíduos é descartado.

Em 2003, Peri compartilhou a ideia com a amiga Marina Reis, artista plástica e figurinista. Ela o ajudou a criar o parangolixo-luxo, um sobretudo de plástico transparente com diversos bolsos, como uma capa de chuva. A roupa foi desenvolvida em homenagem aos parangolés, obra feita pelo artista Hélio Oiticica, que atuou como pintor, escultor, artista plástico e performático com aspirações anarquistas e responsável nos anos 1960 por essa obra conhecida como capas, estandartes, bandeiras para serem vestidas ou carregadas por participantes de alguma ação. Com esse figurino diferenciado, surgiu o Homem Refluxo, que reunia os resíduos descartados de uma semana.

Na primeira performance, o jornalista gravou um minidocumentário como Homem Refluxo. A atitude surtiu efeito: o SESC Vila Mariana abriu uma exposição multimídia para a exibição dessa produção, que também participou em diversos eventos e mostras, como o Festival de Cinema de Porto Alegre, de 2004, e o Cineamazônia, realizado em Rondônia em 2005. Três anos depois da primeira experiência paulistana mudou-se com a esposa para Barcelona (Espanha) e levou o traje do Homem Refluxo na bagagem. Lá, o fotógrafo alemão David Rusek, colega de república, sabia das performances de Peri e informou sobre uma convocação de uma exposição. “Era de um festival chamado Drap Art, que só reunia artistas que mexiam com lixo. Tinha tudo a ver com o Homem Refluxo”, conta. Aceito para apresentar sua arte, Peri contou com a participação de sua esposa, Renata Caos, tornando-se a Mulher Refluxo. Essa exposição contou com fotos das andanças do casal pela cidade publicadas no jornal El País e na TVE (Televisión Española).

Sua temporada na Europa levou nove meses. Retornou ao Brasil no início do primeiro semestre de 2007. À convite da organização do Napoli Teatro Festival Italia, em 2009, o casal voltou para Europa por conta de uma gravação de outro documentário. Dessa vez a cidade italiana seria sede do evento. “Deu pra me virar com o italiano macarrônico que aprendi em algumas aulas antes de partir”, brinca Peri sobre o vídeo produzido inteiramente no idioma local. Ao final dos sete dias guardando os resíduos, o parangolixo-luxo e o vídeo foram expostos durante 15 dias no Pallazzo delle Arti Napoli (PAN). No mesmo ano ele apresentou junto com a cantora Anelis Assumpção, por um ano, o programa Ecoprático, resultando em uma temporada de 12 episódios veiculados na TV Cultura.

O idealizador do Homem Refluxo percebe o potencial do personagem como educador ambiental. Já deu palestras para crianças, participou de outras intervenções urbanas e fundou a TV Reflux, uma ideia conjunta com o amigo Luis Dávila que resolveram levar para internet em formato televisivo reportagens relacionadas com sustentabilidade e ecologia. Acompanhe abaixo a entrevista cedida ao Setor3 sobre as andanças e os próximos passos do Homem Refluxo.

Portal Setor3- Quando você saiu pela primeira vez às ruas como Homem Refluxo, registrado no vídeo “Homem Refluxo em São Paulo – 2003”. Como foi essa experiência? Qual foi a reação da família, dos colegas de trabalho e aconteceu algum fato curioso?

Peri Pane: Essa foi a primeira vez que fiz a performance. No começo foi engraçado, porque, embora São Paulo seja uma cidade muito fria, louca, onde as pessoas nem se importam muito, elas passavam olhando. Causou certo estranhamento entre os pedestres. Depois de um tempo, alguns entenderam a proposta logo de cara, já outras pensavam que eu estava vendendo algo. Algumas catadoras de latinha adoraram a capa e queriam saber onde podiam comprar por precisarem de uma igual. Outras deram conselhos para eu parar de fumar, por notarem a quantidade de maços de cigarros pendurados. Houve um pastor que veio conversar comigo e me questionou pela quantidade de latinhas de cerveja. Com a capa parangolixo-luxo, as pessoas podem ver meus hábitos do dia a dia. Algumas me perguntaram para onde ia o lixo mental. Não sabia o que responder (risos).   

Portal Setor3- Notei que você produziu mais lixo nos sete dias em Nápolis, que o mesmo período em São Paulo. Qual o motivo? Que diferença, em relação aos brasileiros, você percebeu quanto à recepção, à reação e às opiniões omitidas sobre a performance?

PP: Em Barcelona, a questão do lixo é bem mais evoluída. Eles têm um sistema de tratamento e coleta seletiva já há algum tempo. Há uma consciência e a sociedade é educada sobre esse tema. Em Nápoles é um pouco como São Paulo. É tudo uma bagunça, uma zona. Eles ainda estão começando a se achar nesse ponto. A diferença é que, em Nápoles, eles são muito mais abertos. É um povo muito expansivo, muito extrovertido. Todos vinham conversar comigo na rua, o tempo todo. Se em São Paulo a coisa é meio fria e as pessoas ficam um pouco acuadas, lá é o contrário. Elas chegam junto mesmo e conversam, uma experiência interessante. O povo daquela região da Itália é bem receptivo e, comparando com o Brasil, é o equivalente ao povo do Nordeste. Eles têm essa questão do lixo um pouco mais resolvida, apesar de serem mais consumistas e gerarem mais resíduos. Acredito que a quantidade de lixo consumida no Brasil e na Europa foi parecida. Lá, principalmente em Nápoles, é diferente por ser um lixo de viagem. Quando você não mora no lugar e só está de passagem, come muito na rua e talvez eu tenha gerado um pouco mais de lixo.

Portal Setor3: Como será sua participação na Virada Sustentável, que acontece em São Paulo nos próximos dias 4 e 5/6? Alguma mudança nas perfomances? Como surgiu a oportunidade?

PP: Surgiu de uma parceria com o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC) e o Vitae Civilis, duas ONGs ligadas ao direito do consumidor e meio-ambiente respectivamente. Eles têm um projeto chamado Clima e Consumo em São Paulo, que viabilizou a experiência reflux com minha performance na Virada. Como as demais experiências, serão sete dias coletando e guardando o meu lixo. A única diferença é a ajuda de mais seis pessoas que farão essa ação comigo, no mesmo período. A cada dia vou visitar uma delas para mostrar a evolução do armazenamento. No penúltimo dia, um sábado, a gente se reunirá no Parque do Ibirapuera. O desfecho será no dia seguinte, no Parque da Água Branca. Vamos iniciar a coleta do lixo no dia 30/5 e continuar isso durante a semana. De segunda a domingo, vamos participar de algumas intervenções pela cidade, em regiões da subprefeitura da Lapa, zona oeste de São Paulo, que falam sobre o clima e o consumo para mostrar essa relação de como o que consumimos pode impactar o clima.

Portal Setor3 – Qual a situação atual e os planos ao Homem Refluxo? Poderia dar alguns detalhes sobre as últimas performances – se aconteceram mesmo? E sua participação em eventos?

PP: Depois da Virada Sustentável, com certeza faremos uma exposição grande, mas ainda não sei onde vai ser. Vai ser itinerante com as sete roupas usadas. Outra coisa bem legal que conseguimos com o IDEC e o Vitae Civilis foi a oportunidade de fazer palestras em bibliotecas, com várias crianças. Vimos o potencial do Homem Refluxo como um educador ambiental. Pretendemos fazer ainda uma exposição itinerante com esse caráter e dialogar com as crianças para desenvolver um projeto de levar isso para as escolas. Homem Refluxo com a as crianças é algo que queremos muito realizar. Temos planos de tocar a TV Reflux, com muitas matérias sobre várias coisas ligadas ao tema da sustentabilidade, sempre pela internet. Por último, algo que ainda estamos elaborando para o Homem Refluxo, é o Câmeraflux, que pode ser qualquer pessoa. Ainda não fizemos o vídeo para explicar como isso funciona, mas é o seguinte: você veste um saco de lixo e se transforma no Câmeraflux. A pessoa pode estar em qualquer parte do mundo fazendo matérias sobre sustentabilidade ou sobre alguma iniciativa interessante, como um evento na cidade onde mora ou alguma crítica que faz, para depois publicar na TV Reflux.

Portal Setor3- Para finalizar nossa conversa, o que acontece com todo o lixo parangolixo-luxo depois das performances?

PP: O lixo fica dentro da roupa mesmo, que armazeno dentro de uma sacola, daquelas grandes. O primeiro lixo, o de 2003, ainda está comigo e tem oito anos de idade. Uso a mesma roupa desde a primeira vez, em algumas exposições e palestras, além das entrevistas da TV Reflux. Ess lixo coletado na Europa ficou lá com as respectivas roupas. Uma delas ficou em Barcelona, numa galeria chamada La Carboneria. A outra roupa, de Nápolis, ficou na sala do diretor do festival, que gostou tanto do resultado final que colocou num manequim e está exposta permanentemente.

Serviço:

Para saber mais sobre as performances e a trajetória do Homem Refluxo e ter acesso aos vídeos da TV Reflux, entre no site oficial, http://www.homemrefluxo.com/. Todos os episódios do programa Ecoprático estão disponíveis na página dedicada em http://www.ecopratico.com.br. Para conhecer o trabalho e ouvir a banda Odegrau, em que Peri Pane faz parte, acesse http://www.bigjohn.com.br/odegrau/

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